Disciplinas: MAP 0216 - Introdu¸c˜ ao ` a An´ alise Real MAT 0206 - An´ alise Real Semestre: 2015-2 Professor: Rodrigo Bissacot - Sala 147A - IME-USP mail: [email protected] Monitores: Henrique Corsini - mail: [email protected] Elmer Rusbert Beltr´ an - mail: [email protected] Monitorias: Ter¸ cas: das 17 h ` as 18:30 hs - Henrique - sala: B-101 Quintas: das 18 h ` as 19:20 hs - Elmer - sala: B-142 Lista 2: Axiomas de Peano, n´ umeros naturais, conjuntos finitos, enumer´aveis e n˜ ao enumer´ aveis. DATA DA ENTREGA: 31.08.2015 Os axiomas de Peano: (P1 ) A fun¸c˜ ao sucessor s : N → N ´e injetiva. (P2 ) N − s(N) ´e um conjunto unit´ario cujo elemento chamaremos de 1. (P3 ) (Princ´ıpio da Indu¸c˜ ao) Seja X ⊂ N tal que: (i) 1 ∈ X (ii) Se n ∈ X, ent˜ ao s(n) ∈ X. Ent˜ ao X = N. Soma de naturais Dados quaisquer m ∈ N e n ∈ N definimos m + n por: (i) m + 1 := s(m) (ii) m + s(n) := s(m + n), ou seja, m + (n + 1) = (m + n) + 1.

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Propriedades da soma: 1. (Associatividade) Para quaisquer n, m e p naturais temos que: (provado em sala de aula) (m + n) + p = m + (n + p). 2. (Comutatividade) Para quaisquer m e n naturais temos que: m+n=n+m Prova: Primeiro provaremos que para qualquer natural m temos que m + 1 = 1 + m. A prova ´e por indu¸c˜ao em m. Base de indu¸c˜ ao: Se m = 1 ent˜ao pela defini¸c˜ao de soma temos que m + 1 = 1 + 1 = s(1) = 1 + 1 = 1 + m. Passo indutivo: Suponha que m + 1 = 1 + m, precisamos provar que s(m) + 1 = 1 + s(m), ou seja, (m + 1) + 1 = 1 + (m + 1). Assim: s(m) + 1 = (m + 1) + 1

hipotese

=

(1 + m) + 1

associat

=

1 + (m + 1) = 1 + s(m).

Provamos assim que para todo m natural m + 1 = 1 + m. Agora provaremos que dado um m natural (arbitr´ario), temos que m + n = n + m para qualquer n natural. A prova ser´ a por indu¸c˜ao em n. Primeiramente note que a base de indu¸c˜ao j´a est´a garantida pois j´a provamos que m + 1 = 1 + m. Passo indutivo: Suponhamos que m + n = n + m, ent˜ao: m + s(n) = m + (n + 1) base

associa

=

n + (m + 1) = n + (1 + m)

(m + n) + 1

associa

=

hipotese

=

(n + m) + 1

associa

=

(n + 1) + m = s(n) + m.

Pelo princ´ıpio da indu¸c˜ao provamos que m + n = n + m para qualquer n natural. Como o m ´e arbitr´ario, acabamos de provar que para quaisquer m e n naturais temos que m + n = n + m.  3. (Lei do cancelamento) Sejam m, n e p n´ umeros naturais, ent˜ao: m + n = m + p ⇒ n = p.

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4. (Tricotomia) Dados m e n naturais vale uma e, somente uma, das trˆes afirma¸c˜oes: (a) m = n (b) Existe p ∈ N tal que m = n + p. (c) Existe q ∈ N tal que n = m + q. Exerc´ıcio 1. Prove a lei do cancelamento e a tricotomia da soma de n´ umeros naturais. Multiplica¸ c˜ ao em N (i) m.1 := m, ∀ m ∈ N (ii) m.s(n) := m.n + m, ou seja, m.(n + 1) = m.n + m ∀ m, n ∈ N . Exerc´ıcio 2. Prove as seguintes propriedades da multiplica¸c˜ao em N. Para quaisquer n, m e p naturais temos que: a.(m.n).p = m.(n.p) (Associatividade) b.m.n = n.m (Comutatividade) c.m.p = n.p ⇒ m = n (cancelamento) d.m.(n + p) = m.n + m.p (distributividade) e.m < n ⇒ m.p < n.p (monotonicidade) Potˆ encia: Dado a ∈ N seja f : N → N definida por 1.f (1) = a 2.f (n + 1) = a.f (n). f est´ a bem definida para todo n natural, nota¸c˜ao: f (n) = an . (Pode mostrar por indu¸c˜ ao que a fun¸c˜ao est´a bem definida para todo n.) Exerc´ıcio 3 Sejam a e b naturais, prove que para quaisquer m e n naturais temos que: (a) am .an = am+n (b) (am )n = am.n (c) (a.b)n = an .bn

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Incluindo o zero nos naturais Uma outra alternativa ao considerarmos os axiomas de Peano e as defini¸c˜ oes de adi¸c˜ ao e multiplica¸c˜ao em N ´e come¸carmos do elemento que chamaremos de zero e n˜ ao de 1. A constru¸c˜ao ´e inteiramente an´aloga ao que fizemos at´e aqui com as devidas modifica¸c˜oes na defini¸c˜ao da adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ ao que j´ a s˜ ao esperadas. A menos que se diga o contr´ario, estamos sempre pensando que os naturais come¸cam a partir do 1, mas as defini¸c˜oes abaixo nos autorizam sempre que necess´ario utilizarmos os Naturais a partir do zero. Axiomas de Peano (inteiramente an´ alogos) 1. A fun¸c˜ ao sucessor s : N → N ´e injetiva. 2. N − s(N) ´e um conjunto unit´ario cujo elemento chamaremos de 0. 3. (Princ´ıpio da Indu¸c˜ ao) Seja X ⊂ N tal que: (i) 0 ∈ X (ii) Se n ∈ X, ent˜ ao s(n) ∈ X. Ent˜ ao X = N. Soma de naturais Dado um m ∈ N arbitr´ario definimos a soma m + n para todo n ∈ N por: (i) m + 0 = m (ii) m + s(n) = s(m + n), ou seja, m + (n + 1) = (m + n) + 1. Agora 1 ´e a nota¸c˜ ao usada para s(0). Multiplica¸ c˜ ao em N Dado um m ∈ N arbitr´ario definimos o produto m.n para todo n ∈ N por: (i) m.0 = 0 (ii) m.s(n) = m.n + m, ou seja, m.(n + 1) = m.n + m. A maioria das propriedades seguem valendo e algumas sofrem pequenas modifica¸c˜ oes, note que aqui tamb´em j´a sa´ımos com um elemento neutro para a soma que ´e o zero.

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Exerc´ıcio 4. a. Escolha e prove duas propriedades da adi¸c˜ao ou da multiplica¸c˜ao em N(considerando o zero). Discuta se valem ou n˜ao as propriedades do cancelamento e da monotonicidade da multiplica¸c˜ao. b. Considere os n´ umeros naturais incluindo o zero. Mostre que se n.m = 0 ent˜ ao n = 0 ou m = 0. Indu¸ c˜ ao a partir de um natural qualquer Exerc´ıcio 5. Prove o seguinte resultado que ´e muito u ´til para quando queremos provar que alguma propriedade ´e v´alida a partir de algum natural n˜ao necessariamente 0 ou 1. Aqui N cont´em o zero. Seja X ⊆ N tal que (i) a ∈ X (ii) n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X. Mostre que {a, a + 1, a + 2, ...} = {a + m; m ∈ N} ⊆ X. Dica: Indu¸c˜ ao em m. Observa¸ c˜ ao: O exerc´ıcio acima nos d´a uma nova maneira de provar que determinadas propriedades valem de um n´ umero natural a em diante. Para verificar que uma determinada propriedade P ´e satisfeita para todo natural n ≥ a basta provarmos que: (i) P (a) ´e verdadeira. (base de indu¸c˜ao) (ii) Se P (n) ´e verdadeira para algum n ≥ a ent˜ao P (n + 1) ´e verdadeira. (Passo indutivo) Observe que apenas trocamos a afirma¸c˜ao n ∈ X por P (n) ´e verdadeira, o que d´ a no mesmo se X = {n ∈ N; P (n) ´e verdadeira}.

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Exerc´ıcio 6. Mostre que para todo n ≥ 4 natural temos que: (a) 2n < n!. (Antes de fazer a prova defina recursivamente a fun¸c˜ao n!). (b) 2n3 > 3n2 + 3n + 1. Defini¸ c˜ ao 1. Dizemos que n ´ e menor que m, denotando por n < m quando vale (b), ou seja, quando existe p ∈ N tal que m = n + p. Neste caso tamb´em dizemos que m ´ e maior que n, onde escrevemos m > n. Defini¸ c˜ ao 2. Dado um conjunto X, chamamos de ordem parcial uma rela¸c˜ ao  em X × X que satisfaz: (i) x  x para todo x ∈ X. (reflexiva) (ii) Se x  y e y  x ent˜ao x = y. (anti-sim´etrica) (iii) Se x  y e y  z ent˜ao x  z. (transitiva) Um par (X, ) onde  ´e uma ordem parcial ´e dito um conjunto parcialmente ordenado. Quando para quaisquer x e y temos que x  y ou y  x e, valem (i), (ii) e (iii), ent˜ ao a rela¸c˜ ao ´e chamada a ordem ou ordem total. Neste caso (X, ) ´e dito um conjunto ordenado ou totalmente ordenado. Defini¸ c˜ ao 3. Seja (X, ) um conjunto parcialmente ordenado. Dado A ⊂ X, dizemos que x ∈ X ´e uma cota inferior para A quando x  a para todo a ∈ A. Defini¸ c˜ ao 4. Seja (X, ) um conjunto parcialmente ordenado. Dado A ⊂ X, dizemos que b ∈ A ´e o menor elemento de A ou elemento m´ ınimo quando b  a para todo a ∈ A. Observa¸ c˜ oes: 1.Todo m´ınimo ´e cota inferior mas nem toda cota inferior ´e m´ınimo do conjunto, o m´ınimo, por defini¸c˜ao, deve pertencer ao conjunto. 2. Definindo em N a rela¸c˜ao ≤ menor ou igual por: m ≤ n quando m < n ou m = n. Temos que (N, ≤) ´e um conjunto ordenado. Defini¸ c˜ ao 5. Uma fun¸c˜ ao f : N → N ´e dita mon´ otona n~ ao-crescente quando n ≤ m ⇒ f (n) ≥ f (m). Exerc´ıcio 7. a. Mostre que toda fun¸c˜ao f : N → N mon´otona n˜ao-crescente ´e constante a partir de um certo n´ umero natural. Ou seja, mostre que existe um 6

natural a e outro natural m tais que f (n) = a para todo n ≥ m. b. Seja D o conjunto das sequˆencias n˜ao-crescentes de n´ umeros naturais. D ´e enumer´ avel? Dica: use o item a. b. Seja C o conjunto das sequˆencias crescentes de n´ umeros naturais. C ´e enumer´ avel? Lembro: Uma sequˆencia n = (ni )i∈N de n´ umeros naturais ´e dita crescente quando i < j ⇒ ni < nj . Exerc´ıcio 8. a. Seja A Conjunto das sequˆencias de zeros e uns tais que a quantidade de zeros ou a quantidade de uns ´e finita. Ou seja, sejam: Z = {x = (xi )i∈N : xi = 0 ou xi = 1 ∀i ∈ N e {j ∈ N : xj = 0} ´e finito} e, U = {x = (xi )i∈N : xi = 0 ou xi = 1 ∀i ∈ N e {j ∈ N : xj = 1} ´e finito}. A = Z ∪ U . A ´e enumer´ avel? (prove sua resposta).

Defini¸ c˜ ao 6. Seja X um conjunto finito. Se X ´e finito e n˜ ao vazio ent˜ ao existe um natural m e uma fun¸c˜ ao injetora de f : X → [m] onde [m] = {1, 2, ..., m}. Se n ´e o menor natural verificando esta propriedade (que existe pelo princ´ıpio da boa ordena¸c˜ ao), dizemos que X tem n elementos. Neste caso n ´e dito o n´ umero de elementos de X. Quando X = ∅ dizemos que X tem zero elementos. Exerc´ıcio 9. a. Mostre que se X ´e um conjunto finito ent˜ao uma fun¸c˜ao f : X → X ´e injetora se, e somente se, ´e sobrejetora. Dˆe um exemplo mostrando que essa afirma¸c˜ ao ´e falsa quando X ´e infinito. b. Mostre que se X ´e um conjunto finito com n elementos, ent˜ao P(X) tem 2n elementos. Dica: Prove por indu¸c˜ao. c. Mostre que se X e Y s˜ ao conjuntos finitos ent˜ao: ](X ∪ Y ) + ](X ∩ Y ) = ](X) + ](Y ) Exerc´ıcio 10. a. Seja X um conjunto infinito e enumer´avel. Mostre que existe uma bije¸c˜ao entre X e N.

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b. Seja X um conjunto infinito e enumer´avel. Mostre que o conjunto das partes finitas de X ´e enumer´avel. Ou seja, mostre que o conjunto F = {A ⊂ X; A ´e finito} ´e enumer´avel. c. Seja X um conjunto infinito e seja Y um conjunto infinito e enumer´ avel. Mostre que existe uma bije¸c˜ao entre X e X ∪ Y . Bom trabalho! Se acharem erros no texto por favor me escrevam.

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Lista 2.pdf

(m.n).p = m.(n.p) (Associatividade). b.m.n = n.m (Comutatividade). c.m.p = n.p ⇒ m = n (cancelamento). d.m.(n + p) = m.n + m.p (distributividade). e.m < n ⇒ m.p ...

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