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II Esta é uma tradução livre, independente e sem fins lucrativos da Equipe SuperHot Traduções, única e exclusivamente para satisfazer ao nosso desejo por leitura. Não proibimos a publicação em redes sociais, blogs, sites e afins, mas pedimos que coloquem os créditos de tradução á nossa equipe. E optem por postar nossos arquivos, sem edição. Lembrem-se: Sempre prestigie seus escritores (as) e comprem os livros. Grupo 50 Tons Versão Grey

Equipe SuperHot Traduções

Tradutoras: Marcia Gomes Gesilaine Silva Marcia Leite Izabele Lopes Shi Areta Nathalia Rocha

Revisoras: Tatá Menezes Andimar Campos Andréa Serrano Vivi Cordeiro

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II Capítulo I - Mamãe eu estou com fome! - Eu digo procurando por ela. Mas mamãe não esta aqui. - Mamãe! Mamãe! - Mamãe esta no quarto. Eu vou ate a porta. Eu não devo abrir quando a porta esta fechada. Mas eu estou com muita fome. A porta está imunda. Tem respingos nela toda. Eu alcanço a maçaneta. Tem barulho lá dentro. Mamãe esta chorando. Ela esta machucada? O homem esta aqui. Eu não devo entrar quando o homem esta aqui. Mas eu estou com tanta fome. Eu abro a porta bem devagar. Dou uma espiada pra dentro. Mamãe esta curvada sobre a pequena cama. Ela esta agarrada na barra de metal. Ela esta nua. O homem mau esta atrás da mamãe. Ele esta sem camisa, mas esta com a calça. Eu só vejo suas costas. Ele esta empurrando mamãe. Mamãe esta chorando. - Não! Por favor! Pare! - ela esta dizendo. - Você me pertence! Se eu quero uma buceta, eu pego a buceta, sua vadia! - O menino esta no apartamento!- ela implora um pouco mais. Oh, eu sou o menino. - Mamãe, - Eu digo assustado. - Estou com fome... -Mamãe chora mais. - Jesus Cristo! - mamãe parece chateada. - Por favor, me deixa ir! Meu filho… - ela diz com a voz assustada e fraca. Ele tira o cinto rápido e bate na mamãe com ele. Mamãe chora. Ele esta muito bravo. Ele se vira em minha direção e o Piu-Piu dele esta pra fora. Eu corro pra cozinha. Não tem lugar pra se esconder. Eu me escondo embaixo da pia. Ele me acha. Minhas mãozinhas estão tremendo. Eu cubro meu rosto com elas. Talvez ele não vá me ver. Mas ele sempre me vê. Ele agarra meu cotovelo e me tira do armário. Meu braço arranha. Minha cabeça bate na cantoneira do armário. Estou com medo de chorar. Ele me bate muito quando eu choro. Se eu ficar quietinho talvez ele não me bata. - Você acabou com minha diversão seu merdinha! -Ele me puxa e me vira. Ele puxa meu short pra baixo e me bate, me bate, me bate. Isso dói muito. - Mamãe! - Eu choro. - Mamãe isso dói! Ajuda-me mamãe!- Ele se lembra do cinto no quarto da mamãe. Ele se levanta e me arrasta pro quarto da mamãe. Ele me joga na cama. Ele pega o cinto e me bate. Eu grito. Dói demais! Mamãe se enrosca no chão. Quando eu grito ela chora mais. Mas a mamãe não vem pra me ajudar. Ela só chora alto no quarto. Ele me larga no chão e levanta seu pé grande. Então ele me chuta. Eu rolo no chão. Finalmente a parede me para. Eu choro baixinho. Eu cubro minha boca pra não fazer barulho. - A puta e seu bastardinho de merda! -ele grita. Ele se vira de costas. Eu ouço seus passos indo. Eu tenho medo de olhar. Ele foi embora? Estou machucado. Minha cabeça esta sangrando um pouco. Mamãe lentamente engatinha. Ela pega uma camiseta velha no chão. Ela veste. Mamãe esta 3

II tremendo. Ela não olha pra mim. Ela engatinha até o banheiro. Eu fico observando mamãe ainda chorando em silêncio. Ela sai do banheiro. Os olhos da mamãe estão grandes, vermelhos e assustados. Ela esta segurando uma garrafinha. Mamãe não vai olhar pra mim. Ela vai pra cozinha. Eu a sigo devagarzinho. Ela liga a torneira. Então ela enche o copo sujo. Ela vai e se senta no sofá ainda tremendo. Lágrimas saem dos olhos dela, mas ela não faz nenhum barulho. Só lágrimas. Então ela enche o copo sujo. Ela vai e se senta no sofá ainda tremendo. Lágrimas saem dos olhos dela, mas ela não faz nenhum barulho. Só lágrimas. Mamãe abre a garrafa. Ela mexe. Ela olha. Ela olha pra mim com seus olhos tristes. Ela chora um pouco mais. Ela não sorri. Ela leva a garrafa à boca. Derrama na boca. Ela bebe a água. Eu também estou com fome mamãe, Eu penso comigo mesmo. Mas eu não vou dizer isso. Mamãe esta triste. Ela deita no sofá. -Vem aqui Christian, - ela diz. Eu ando até ela. - Deite perto da mamãe, - mamãe diz. Eu subo no sofá. Eu deito do lado dela. Ela me abraça. Eu estou com fome. Mas mamãe esta me abraçando. Fica melhor quando ela esta me abraçando. Os olhos da mamãe choram mais. Ela ainda não faz nenhum barulho. Ela beija o alto da minha cabeça. - Adeus Christian, - ela diz. Mamãe esta cansada. Ela vai dormir. -Boa noite mamãe,- Eu digo. Nós vamos dormir. ************************* Eu acordo. Eu empurro mamãe. Está escuro lá fora. - Mamãe eu ainda estou com fome! - Eu digo. Mas ela não vai acordar. Tem uma garrafinha do lado dela. Ela comeu isso ontem. Não tem tampa nela. Eu pego ela. Algo chocalha nela. Um brinquedo? É pequeno. Alguma coisa de comer! Estou com tanta fome! Eu derrubo o negocinho na minha mão. Não é redondo. Talvez eu possa comer isso. É a comida da mamãe, mas talvez mamãe não vá se importar. Estou com tanta fome. Eu coloco na boca e mastigo. Tem um gosto ruim, é amargo. Eu cuspo pra fora. - Mamãe! Estou com sede!-Mas, mamãe esta tão cansada ela não vai se mexer. Eu ando no tapete verde pegajoso. Eu vou até a cozinha. Eu empurro a cadeira até a pia. Estou com sede e minha boca está quente. Tem um copo sujo na pia. O copo é pegajoso e tem manchas marrons dentro dele. Eu encho de agua da torneira e bebo. Yuck! Eu volto pra dormir com a mamãe. Talvez ela me alimente quando acordar. Mamãe esta gelada. Eu tenho meu cobertor. Eu a cubro. Eu ponho minha cabeça no braço da mamãe. 4

II - Minha barriga esta doendo mamãe... -Eu choro. Estou com muita fome. Minhas lágrimas caem na minha camiseta. - Posso comer alguma coisa quando você acordar mamãe? Por favor, mamãe. Eu choro e choro, mas a mamãe não me escuta. Estou sentado na cama e acordo com meu próprio choro. Olho em volta. Está escuro, mas a luz da cidade de Seattle esta infiltrando na janela do chão ao teto. Eu vejo Space Needle e distância com a luz da cidade por trás da paisagem. Merda! Meus pesadelos voltaram!

DOMINGO Miseráveis, insones noites serão minha companhia novamente. Levanto da cama. Na minha mesa de cabeceira agora há um modelo de planador Blahnik L23. Eu trabalhei por horas pra construir ele. Minhas mãos o acariciam. Um presente do meu primeiro amor. O primeiro amor que eu regiamente fodi até acabar! Como em tão pouco tempo passamos de quase fazer amor em cima do piano á terminar nossa relação? Ela me odeia… Pensar nisso dá um nó na minha respiração trazendo outro som chocante na minha garganta. Eu leio o bilhete que ela me deixou de novo.

‘Isso me lembra de uma época feliz’. Lágrimas de merda me traem. Elas enchem meus olhos ameaçando cair. Passo as costas das mãos como se eu pudesse impedi-las de cair. Eu me acerco de esfrega-las tentando faze-las parar de cair… Estou totalmente fudido! Há um buraco na minha alma; algo esta me roendo por dentro. O que é essa dor que eu nunca experimentei? É como se parte de mim estivesse morta. Não outro ser, ou outra pessoa, mas como se eu tivesse morrido. Eu olho pro relógio 3:13 a.m. Eu posso ir na casa dela e implorar perdão. Como eu vivo com essa dor? Estou sendo rasgado de dentro pra for a como se houvesse um leão feroz dentro de mim se alimentando do meu coração! Que miséria eu estou passando! Como se meu coração de merda crescesse de novo pra que aquele leão torture devorando e consumindo, se alimentando mordendo aos poucos! Perdi o proposito da minha vida... Você a ama! Seu bastardo desprezível de merda! De todas as pessoas que você podia se apaixonar você se apaixona por um anjo e arrasta ela pro seu inferno pessoal! Fico remoendo a cena repetidamente na cabeça. Vergonha pesa em mim. Eu senti prazer com sua dor. Excitou-me! Deus me perdoe! É claro que ela me odeia… ela me pediu pra bater nela pra me satisfazer, mas ela não pode suportar isso. Não seria melhor eu ficar com alguém sem emoções, sem compromissos e só foder? Como nos tempos pré-Anastácia. Não é melhor ela ficar sem mim? Não sou nada além de destruição pra ela, e a própria Kate disse… ‘Ela chora o tempo todo desde que te conheceu!’

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II Então ela era feliz antes de me conhecer. Eu tive uma pequena amostra dessa felicidade quando estávamos na Geórgia, voando... Foi uma época feliz. Se eu der espaço a ela, algum outro merda vai tomar meu lugar. Eu não posso aguentar isso! Eu simplesmente morreria, ou mataria o desgraçado! De qualquer maneira eu destruiria a nós dois… Não é o amor que dá tudo sem esperar nada em troca? Eu daria minha vida pela Anastácia sem pensar. Se ela precisasse do meu coração eu cortaria ele fora sem pensar! Mas saber que ela esta com outra pessoa me destruiria. Cada fibra do me ser diz que eu sou ruim pra ele. Ela seria miserável comigo. Mas eu a quero… de volta. Ela é minha, só minha! Eu sou um puta homem egoísta. Vou fazer o que for preciso pra ter ela de volta. Vou ser o que ela quiser que eu seja. Anastásia me ama. Isso esta cravado na minha cabeça e eu fiquei com tanto medo quando ela me disse isso. Quando ela realmente disse acordada e consciente. “Eu me apaixonei por você Christian! Eu me apaixonei por você Christian! Eu me apaixonei por você Christian! Eu me apaixonei por você Christian!” A declaração dela fica se repetindo na minha cabeça. Eu farei qualquer coisa pra ter ela de volta e faze-la feliz. Como eu posso virar as costas quando eu sei que ela me ama, e eu amo ela? O que mais nos mantem separados além dos meus 50 tons? Dr. Flynn disse que só encontramos alguém que amamos e nos ama na mesma intensidade uma vez na vida. Uma vez na vida! E eu não tenho dúvida de que eu estraguei isso! Ela me disse que odiava apanhar como eu odiava ser tocado! Então porque eu concordei com o pedido dela? Porque ela não disse a palavra de segurança? Juro por Deus, que quando eu a tiver de volta não vou colocar ela no quarto de jogos nem se ela implorar. Estou vibrando com tanta raiva de mim mesmo! Eu não deveria ter deixado ela me convencer a espancar ela com o cinto! Fui um estupido! Levantei da cama determinado e peguei a chave do quarto de jogos. Abri a porta e fui em direção aos cintos, chicotes e materiais de punição. Icei da parede um por um. Coloquei no meu braço como uma pilha de madeira. Voltei à sala de estar e coloquei tudo na lareira. Mrs. Jones não vai gostar de limpar isso, mas eu preciso queimar essa merda… limpar um pedaço da minha alma com fogo. Ou queimo isso ou eu me queimo! Tudo que eu faço a magoa! E quero... Não eu PRECISO fazer ela feliz. Meu mundo de merda esta entrando em colapso ao meu redor. Ela não quis que eu a tocasse. Oh Deus! Eu sou um miserável... Ela odeia o meu toque agora! Como eu posso superar isso? O fogo na lareira primeiro consome os cintos, chicotes; então gostando do sabor do couro das ferramentas de punição como um monstro faminto. Eu os vejo queimando completamente desapegado. Com isso eu queimo parte do meu passado. Oferecendo parte da minha alma negra em um sacrifício com fogo (oferenda). Depois que o fogo consome parte dos meus pecados, eu lentamente ando até meu escritório. Desde que a Anastasia me deixou ontem, dor tem sido minha constante companhia. Um gosto que eu não 6

II havia experimentado antes. Eu fecho a porta quando eu entro no meu escritório. Eu ligo meu laptop. Eu quero escrever pra ela minha declaração de amor, mas isso vai assustá-la sabendo o quão fudido eu sou, e eu vou acabar magoando ela mais ainda. Eu me pego buscando no Google meu nome pelas imagens. Eu olho as paginas, e finalmente encontro uma foto minha com Anastásia na formatura dele. Eu salvo a foto. Eu olho pra ela na foto. Foi tirada a tão pouco tempo, e como ela capturou minha alma e coração! Foi o dia em que ela concordou em ficar comigo apesar de em tal contexto eu estar tão diferente do que estou agora. O que você fez comigo Ana? Sou um homem partido sem você. Sem objetivo... Sem propósito... Como você se tornou minha vida inteira. Eu tenho que fazer alguma coisa. Não sou eu ficar aqui sentado enquanto eu estou partido, minha namorada esta partida e estamos partidos separados. Sou insignificante sem ela, mas algum filho da puta vai tentar entrar na vida dela o que vai acabar sendo o fim da minha vida e da dele! Merda! Vou pro meu quarto pra tomar uma chuveirada rápida. O chuveiro tem muitas lembranças de Anastásia pra eu ficar por muito tempo me magoando psicologicamente e emocionalmente. Estou já no meu limite final. Não aguento mais que isso. Eu automaticamente lavo o cabelo, ensaboo meu corpo e enxaguo e saio. Meu peito ainda este dolorido e vermelho, mas a dor é bem vinda. É a única coisa real que me lembra de que Anastásia esteve na minha vida. Eu saio do chuveiro e me seco, ponho as meias e o tênis de corrida. Quando eu volto pra sala eu vejo Mrs. Jones trabalhando na cozinha. Ela me olha cautelosamente e vendo que meu comportamento melhorou desde ontem, ela pergunta, - Gostaria do seu café da manhã agora Mr. Grey? - Sim. Obrigado Mrs. Jones. - Omelete esta boa para o senhor?- ela pergunta. - E frutas, por favor, - Eu respondo. Minha resposta a faz me olhar e me dar um genuíno sorriso. - Claro, senhor, - ela responde em seu tom profissional. Ela me entrega meu café. A comida esta em minha frente em poucos minutos. Eu como automaticamente, não porque quero ou preciso, mas por hábito. Taylor entra na sala e se acomoda em seu lugar usual na entrada. Eu viro minha cabeça e com um sinal ele vem até mim. Seus olhos são inflexíveis, não deixando nada escapar. Nada sobre eu despedaçado na presença dele e da Mrs. Jones. - Taylor, eu vou sair pra dar uma corrida.

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II - Vou me trocar senhor, - ele responde. - Não, não é necessário. Eu só vou até o consultório do Dr. Flynn, -ele levanta uma sobrancelha ligeiramente. Mas então seu rosto volta ao seu usual como se ele tivesse esticado uma folha de papel amassado. Nada além do comum, e tudo sereno e calmo no seu rosto. - Gostaria que eu o buscasse depois senhor? – - Não. - Preciso de um tempo sozinho. - Mas eu preciso de outra coisa. - Qualquer coisa senhor, - ele responde entusiasmado como se a normalidade estivesse de volta em nossas vidas. - Preciso que você fique de olho na Srta. Steele. Você disse que ela não parecia... -Eu paro pra tentar esconder minha voz quebrada, - bem, que ela não estava bem dada às circunstâncias. Taylor assente, seus olhos endurecem, sua mandibular aperta, e ele engole como se estivesse tentando passar uma pedra pelo esôfago. Essa é a única resposta que ele pode gerir. SIM! Anastasia tem a todos, e até Taylor é encantado com ela. Eu suspeito que ele tenha raiva de mim, mas ele não vai demonstrar. - Quero que você check e veja quanto tem na conta dela. Desde que ela deixou o Black Berry rastreei o telefone antigo dela. Estando distraída como ela estava, - e sabendo que ela esta sozinha e sua companheira de AP esta fora eu não quero que ela corra nenhum risco, - Eu quero reforçar sua segurança. - Taylor assente. - Check a conta dela periodicamente pra ver se ela depositou o dinheiro. Sabendo como ela é teimosa talvez ela seja contra depositar o dinheiro. Eu lido com isso quando chegar a esse ponto. Eu tenho que fazer alguma coisa pra parar essa dor maçante dentro de mim. Eu dispenso Taylor, eu recolho o Mac, o Black Berry e as chaves do carro da Ana e vou pro meu escritório. Eu tenho que mostrar que eu posso lutar por você Anastasia! Pego meu Black Berry, e disco Dr. Flynn. Ele atende depois do 3º toque, grogue de sono. - Alô?- John! -Eu digo incapaz de esconder a angústia em minha voz. Essa única palavra acorda John imediatamente. - Qual o problema? - Anastásia me deixou ontem, e acho que vou morrer!

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II - Vamos conversar. O que aconteceu? - Não quero falar por telefone. 20 minutos, seu consultório, - Eu digo firmemente. Ele para, - um segundo, - ele pergunta alguma coisa a sua mulher em voz abafada. Então ele volta, - Okay, te vejo daqui a 20 minutos!-Eu desligo. Eu corro até o consultório do Dr. Flynn. A dor de quando Anastácia me deixou ontem foi um choque pro meu corpo. Veio com tanta força que me sacudiu pra fora do meu corpo físico. Hoje estou de volta ao meu corpo, e estou experimentando a dor com cada picada, mágoa e agonia. Quando eu chego ao consultório John ainda não chegou. Eu ando de um lado pro outro em frente à porta. Se a calçada fosse um tapete, eu teria aberto uma trilha nele. John chega ao consultório 3 minutos depois, nota a situação no meu rosto. Notei que ele esta de jeans e camiseta. É domingo, e essa é uma chamada de emergência. Assim que a porta abre, eu entro. - Pode entrar Christian, - ele diz em um tom meio zombeteiro, mas eu sinto o seu sorriso atrás de mim. Eu entro direto no seu consultório. John anda até sua poltrona de couro e me indica o sofá pra sentar. E sento, mas levanto inquieto. Seus olhos em mim. - Christian, eu acho... - ele diz, mas eu o corto de cara. - John, estou em um purgatório!- isso o choca, as duas sobrancelhas levantadas, e olha pra mim como se eu tivesse chifres. Incapaz de achar uma palavra, ele se contenta com,- diga. Ando pela sala, e paro diante dele. - Anastasia estava comigo noite passada. Estava tão excitado, e completamente aliviado depois de ver ela de volta da Geórgia. Na verdade, toda aquela merda com a Leila estava me mantendo preocupado e eu não estava operando meu juízo certo... - Eu começo andando novamente exasperado, eu volto para o sofá exausto... - Eu estava pronto pra fazer concessões por ela, John. Mas, uma coisa levou a outra, e ela virou os olhos pra mim, e eu deveria espancar ela por isso. Ela sabia disso. E ela fez um jogo com isso. Comecei a perseguir ela de brincadeira e finalmente ela disse que se sente sobre ser punida do mesmo jeito que eu me sinto por ser tocado! Essa revelação foi horrível pra mim... -eu digo e começo a andar de novo. - Como você se sentiu sobre isso?- John pergunta.

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II Tenho que checar o manual 101dos psicólogos pra saber se essa é a primeira pergunta que eles ensinam a eles. Mas, quando eu me viro pra olhar pra ele com exasperação, eu noto que ele esta inclinado e totalmente absorto do que eu estou dizendo, como se dissesse ‘então o que aconteceu?’ O que quer que eu diga, ele sempre faz aquela cara de ‘Eu já escutei isso antes.’ Mas isso é diferente. Isso é algo que ele nunca escutou. - Isso tirou meu folego, e eu fiquei com nojo de mim mesmo! Mas então Anastasia disseque não era tão ruim quanto eu sentia... Você sabe sobre ser tocado. Ela disse que seria sempre ambivalente sobre isso. Ela disse que apenas não gostava de ser punida, mas se fosse por diversão, ela não ligava. Ela disse que dependia do contexto... -Eu dou um suspiro profundo. John faz um gesto impaciente com a mão direita com a caneta pra dizer ‘continue. ’ - Mas então ela disse, ‘me mostre. Mostre-me o quanto pode doer. ’ Eu não quis fazer isso de cara! É como dizer ‘aqui está sua bebida favorita me mostre o quanto você gosta disso!' para um alcoólatra em recuperação. Eu perguntei varias vezes se era isso que ela queria. E, - Eu gemo levantando a cabeça pro céu como se pra uivar,- Eu finalmente concordei e espanquei-a com um cinto seis vezes. Ela não me parou, ela não disse a palavra de segurança, e uma vez que acabou ela não quis nada comigo! -eu digo rápido, exasperado, cansado. - Eu acho que ela simplesmente me odeia agora... - Eu digo com desanimo como um homem derrotado. Derrotado pela vida, derrotado pelo amor. - Você realmente acha que ela o odeia, ou isso é um aspecto particular, aquela necessidade particular de que ela o odeie?- Ela me olhou com olhos de repugnância, e teria sido melhor se ela tivesse me chutado, atirado em mim, me apunhalado até mesmo ter me matado... Qualquer coisa, mas aquele olhar John! Não consigo tirar da minha cabeça! Ela parecia despedaçada. Eu a despedacei. Eu fui atrás dela, mas eu acho que se ela tivesse força ela me empurraria. Eu passei o resto do amanhecer abraçado a ela, pedindo perdão, e orando pra que ela não me odiasse. Mas o que ela revelou depois foi pior do que ódio... -eu digo completamente desanimado. - O que ela revelou? - Dr. Flynn perguntou com as sobrancelhas levantadas como se fosse o clímax de 'Best of Freud' as minisséries, sua voz uma oitava mais alta, percebendo ele limpa a garganta e faz um gesto pra eu continuar com a mão. - Ela disse que se apaixonou por mim, - Eu digo em voz baixa, completamente desmerecedor de seus sentimentos. - Porque você se sente desmerecedor do amor dela? - John pergunta genuinamente.

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II - Olha pra isso John! Eu a faço miserável com o que eu quero fazer com ela. Eu quero punir, mas, eu acho que isso mudou. Eu vou me afastar de qualquer coisa que possa levar ela pra longe de mim. Eu queimei todos os cintos e chicotes esta manha na minha lareira. Eu podia ter batido no Dr. Flyn com uma pena; ele simplesmente caiu pra trás em sua poltrona... - Você fez o que?-soa como se ele estivesse chiando. - Eu os queimei, e queimei parte do meu passado com isso. Estou pronto pra arrumar toda essa merda pela Ana. -Sem palavras não é um termo que eu poderia associar ao Dr. Flynn. Ele sempre tem uma opinião profissional, ou suas piadas de psiquiatra. Ele me encara por um momento e finalmente fala. - Christian, Anastasia alcançou mais progresso com você no decorrer dessas semanas do que eu ao longo desses dois anos!- Olha onde eu tô agora. Eu estraguei tudo!Eu costumava pensar nela como a ‘Rocha ’, invencível, você sabe... Mas eu sou um maldito contaminado! Eu a destruí! Eu peguei o amor dela, e quase joguei na cara dela. Fiquei com medo John! Sou desmerecedor do amor dela! Eu olho pra cima caindo em espiral de novo para o chão dessa vez. - Christian!- diz Dr. Flynn enquanto ele se levanta rápido. - Me diz como concertar isso John!-Eu imploro do chão, olhando pra cima, um homem despedaçado. - Eu a quero de volta. Estou pronto pra fazer o que for preciso pra fazer isso funcionar... Dr. Flynn bem devagar sai de seu lugar. Ele anda ao redor e pega um travesseiro e joga no chão. - Não posso ver você no chão... Você esta pedindo isso como seu amigo ou como seu psicólogo? ele pergunta enquanto se abaixa devagar no chão perto de mim, mas descobre que sentar no chão é desconfortável. Ele muda. - Como você sabe eu sou os dois pra você, - ele diz. Eu olho pra cima. - Eu preciso dos dois John - Eu respondo. - Bem, então - ele diz, - Que tal encontrarmos uma maneira mais confortável pra sentar? Eu também malho, mas parece que não tanto quanto você. Posso me sentar de volta no meu lugar 11

II enquanto você se senta no sofá, Christian? Eu realmente não sou muito bom com essas posições de yoga - ele diz tremendo. Um pequeno sorriso franze meu rosto, mas desaparece antes de alcançar meus olhos. Eu me arrasto de volta até o sofá, e quando o acho com a mão eu levanto e sento de volta nele. Dr. Flyn se sente um pouco melhor com essa concessão. Ele se levanta, e pega o travesseiro do chão, e volta ao seu lugar. John olha pra mim intensamente. - Estou te perguntando isso como seu amigo e seu psicólogo, e eu já perguntei isso antes: Do que você esta disposto a abrir mão por ela? O que você esta disposto a fazer? - O que for preciso - Não é especifico Christian. Estou perguntando de novo: Quais são suas concessões? É melhor você colocar tudo na linha se você quer trabalhar isso, é melhor você estar mesmo determinado pra ver além - Ele diz com olhos firmes. - Estou disposto a fazer só baunilha se ela desejar assim. - Estou disposto a fazer só Baunilha se ela desejar assim. Estou disposto, inferno! Eu tenho medo só de chegar perto do quarto de jogos...Eu vou desistir de toda aquela merda se ela quiser! Sem punições...nada. Vou evitar qualquer coisa que vá me distanciar dela como se fosse veneno! - Okay... Esta é a questão. Você vai se ressentir com ela por ter que se afastar das coisas que gosta e deseja? Quero que você pense muito nisso Christian! - Ele diz me olhando intensamente. - Porque se você estiver fazendo isso somente pra ter ela de volta, você não vai destruir não somente o que você quer ter com ela, mas talvez Anastasia também... Irrevogavelmente. Em fato pra esse relacionamento funcionar, você realmente tem que ser um homem mudado. Esta é a sua chance de alcançar uma metamorfose pessoal, de um adolescente para um adulto, emocionalmente. Eu olho pro John. - Eu morri mil mortes desde que ela me deixou! Eu sinto como se tivesse um buraco crescendo no meu peito. - Eu mostro pra ele minhas mãos cavando no peito, olhos bem abertos. Eu olho pra ele implorando. - Se você tiver uma poção mágica pra curar isso, pra tirar ela do meu sistema e não só porque eu não quero o amor dela, ou eu não quero amar ela, mas porque, eu sou tão fudido eu não quero 12

II sujar ela, dê-me essa poção... O que você disse do que eu sou acostumado, gosto, desejo... Eu descobri... Quando ela me olhou com desprezo... Eles se transformaram em nada! Eles não significam mais nada. Desapareceram. Poof!- Faço um gesto de algo desaparecendo com as mãos. - Eu preciso dela mais do que minha próxima respiração! - Então você está preocupado que de repente do nada, eu deixaria Anastasia e voltaria pra toda a merda do meu passado? Talvez eu mereça esse escrutínio. Essa necessidade vai desaparecer? Talvez não. Mas eu juro que vou fazer o inferno pra tirar a tentação do meu caminho. - Eu olho pra minhas mãos então fixo o olhar na mesa do abajur. Ajuda você olhar pra luz pra não chorar. Eu domino isso. Mas meu cálice emocional esta transbordando, os diques estão caindo. Eu esfrego meus olhos violentamente então eles não irão me trair aqui. Respire fundo, Grey! Eu digo a mim mesmo. - Então você esta me perguntando, ‘o que implica qualquer coisa?’ pra manter ela comigo. Eis minha resposta: É exatamente assim; nada e tudo. Porque, Eu estou apaixonado por ela John! Loucamente, profundamente, irrevogavelmente! Eu a amo mais que minha própria vida! Ela é minha vida... Ela é minha alma fodida. Eu ganho vida com ela. Eu esqueço o pedaço de merda que eu sou quando ela esta perto de mim. Vou fazer qualquer coisa pra protegê-la, cuidar dela, amar ela, e eu vou me comprometer do jeito e forma que ela quiser. Mas ela não vai acreditar em mim. John suspira. - Primeiro amor, - e sorri. - Bem, eu não posso te ajudar nisso. Fico contente que você finalmente entendeu o que eu já sabia esse tempo todo. - Mas ela me odeia... Ela me ama também. Ela odeia como eu sou, e ela nem me deixaria tocar nela. Ela não deixaria nem eu dar um beijo de adeus!- Eu digo com pesar. - Como ela estava quando foi embora?- Despedaçada, ferida. Eu questionei Taylor sobre ela. Ele a levou pra casa. Ele disse que ela estava aos soluços o caminho todo, e não permitiria que ele a ajudasse. Ele disse que ela apenas cambaleou pra fora, - Eu digo com o olhar fixo distante. Eu me sinto deixando meu corpo de novo. - Christian! Foco!- John chama. - John! Estou morrendo todos os dias!- Essa é sua chance de retificar essa situação. Você pode dar a ela alguns dias? Dessa maneira, ela terá a chance de entender seus sentimentos, e você não irá assusta-la. Então converse com ela.

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II Realmente conversar. Coloque as coisas na linha, descubra o que exatamente deu errado além do espancamento é claro. Eu sei o que deu errado. Toda essa história de contrato. Foi isso que deu errado. Um relacionamento contratual não dá certo quando duas pessoas estão apaixonadas. Eu a coloquei em um relacionamento cheio de limites... Bem, eu estava totalmente fechado. Foda-se a papelada! Estou resoluto e determinado. Levanto-me do meu lugar. - Obrigado John, - Eu digo. - Claro, - ele diz. - Alguma novidade sobre Leila?- Não ainda. Mas, assim que nós localizarmos ela eu te ligo. Eu deixo o consultório do John resoluto, mas ainda com o coração pesado. Como suportar os dias que eu tenho que dar a Anastasia. Estou muito fodido! Mas foi o que o doutor prescreveu. Corro de volta pra casa. Taylor esta esperando na porta, nervoso. . Eu olho ele. Ele me olha alarmado, preocupado. Mas ele não diz nada. - Taylor!- Sim, senhor-ele responde. - Hm. Eu preciso da sua ajuda com uma coisa. Encontre-me em meu escritório em trinta minutos, Eu digo. Isso vai me dar tempo suficiente pra tomar banho e me vestir. - Claro senhor. Em menos de trinta minutos eu tomo banho e visto minha camisa de linho branca e meu jeans preto. Pego uma garrafa de água e vou pro meu escritório. Taylor aparece imediatamente e me segue fechando a porta atrás dele, se vira pra me olhar com expectativa. Eu respiro fundo e abro minha boca. Então fecho novamente. Abro minha boca mais uma vez. - Taylor, qual é a melhor florista em Seattle? - Os olhos de Taylor se arregalam, eu nunca vi ele tão chocado. - Florista, Senhor? 14

II - Sim, florista. Quero mandar rosas para a Srta. Steele amanhã para parabeniza-la pelo seu primeiro dia no novo trabalho. - Eu posso fazer isso Sr.- ele responde. - Sei que você pode Taylor, - Eu digo exasperado. - Mas, eu quero saber como fazer isso, assim poderei fazer isso pra ela- Eu digo. Ele tenta esconder um sorriso, mas falha, finalmente recompõe sua expressão facial, ele assume seu olhar impassível. Navegamos na internet por trinta minutos e focalizamos três floristas. Ligo pra minha assistente Andrea ao longo da pesquisa, e ela também sugere que ela pode mandar as flores pro seu destino. Eu também tenho que reprimi-la. - Só me diga quem é a melhor florista Andrea!- repreendendo ela e então leio o nome das três floriculturas que Taylor e eu escolhemos. Ela me diz o nome da melhor, e eu desligo. - Okay. Já sabemos qual é a melhor floricultura. Agora o significado das rosas... - Significado Sr.?- Taylor pergunta intrigado. - Cara! Você já foi casado! Você nunca mandou flores com algum significado implícito? - Oh! - Taylor diz depois de finalmente a ficha cair. - Eu não tenho muita certeza, mas Mrs. Jones deve ser mais esclarecida nisso já que é mulher e mulheres são mais focadas em significados. Se quiser posso chama-la,- ele diz. - Ok, chame Mrs. Jones. Uns minutos depois, Taylor e Mrs. Jones voltam. Ele deve ter explicado a ela, e ela tem um pequeno brilho nos olhos, mas sua postura é profissional. - Que tipo de significado o senhor quer implicar senhor?- ela pergunta. Eu respiro fundo, - Recomeços, inocência, reverência, honra, pureza. Existe flor que tudo isso, ou eu tenho que escolher vários arranjos pra dizer isso?- Eu peço. Mrs. Jones na verdade ri pra mim. - Existe apenas um tipo de flor que diz tudo isso. - ela diz e meus olhos brilham pela primeira vez desde ontem. - Qual? - Eu pergunto um pouco entusiasmado. 15

II - Rosas brancas. Um grande arranjo com rosas brancas. Elas também significam 'amor jovem’ senhor,- ela diz e mesmo franzindo a testa, não consigo tirar um sorriso do meu rosto. - Obrigado Mrs. Jones, - Digo dispensando-a. - Por nada, senhor, - ela diz e sai. Viro-me pra Taylor. - Okay, como agente faz isso? – - Faz o que senhor? - Eu quero programar isso pra ela! -Eu digo frustrado. - Ah sim, ligamos para a floricultura, dizemos que temos uma entrega para amanhã, a não ser que queira que seja entregue no trabalho dela é claro, - ele diz e eu o interrompo. - Não, quero que seja entregue na casa dela- Digo. - Então temos que garantir que entreguem na casa dela em uma hora especifica. Eles dirão o que o senhor tem quer fazer, então pagamos com o cartão de crédito. - Muito fácil, eu posso fazer isso- Digo. - Obrigado, Taylor, - eu digo dispensando ele. Ele acena e eu não deixo de notar o risinho quando ele sai. Eu ligo pra florista, e marco a ordem pra entregar duas dúzias de rosas depois 5:30 p.m. Eu digo pra eles verificarem se ela chegou em casa a cada meia hora ate a entrega ser feita. Então eu tenho que convencer a mulher do outro lado da linha quem eu realmente sou porque ela duvida do nome no cartão de crédito. Ela diz: - Ele tem assistentes que fazem isso pra ele! - Quando finalmente contornamos o problema, que eu de fato sou Christian Grey! Eu peço com que a vendedora digite uma nota pra ela. Nem tão pessoal, mas nem tão impessoal também. Só pra ela saber que esta em meus pensamentos. Parabéns pelo seu primeiro dia de trabalho. Espero que tenha dado tudo certo. E obrigado pelo planador. Foi muito gentil da sua parte. Ele tem um lugar de destaque na mina mesa. Christian

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II Espero que ela responda. Espero que ela entenda. Espero que ela ainda me ame. Espero que ela me perdoe. Eu espero... Não foi dito isso em algum filme em algum lugar ‘Esperança é uma coisa boa, talvez a melhor de todas. E coisas boas jamais morrem. ’ Então eu só espero. Depois, ligo para Ros. - Ros, você tem minhas prioridades amanhã- começo a falar assim que ela atende. - Sim, Senhor Quais são elas?- Vamos tomar a SIP! - um... O que? O que é SIP? – - É uma empresa de publicidade. - Ela esta a venda senhor? - Não. Não esta- Ela esta falindo senhor? É boa pra comprar? - Não faço ideia. - Ok, Mr. Grey... Christian parece que começamos no meio da conversa que você deve ter começado em algum momento, e eu estou pegando do meio. Porque estamos comprando essa empresa exatamente?- Ros! Existe uma razão pela qual é minha empresa, NÃO É uma empresa publica. Porque eu gosto de fazer do jeito que eu quiser. Eu quero essa empresa porque esta ficando estagnada. Isso pode nos beneficiar mais tarde. Precisa de uma ramificação, e nós também. Você vai conseguir isso pra mim, nem que tenhamos que fazer uma compra hostil! Então quero os funcionários do maneja mentosuperiores demitidos, novas contratações e tudo que isso envolve. Melhor que isso esteja pronto segunda-feira. Eu quero tudo pronto. Ofereça a eles uma proposta amigável segunda-feira. Se não eu quero todas as ações para compra na terça-feira. Eu quero terminar com isso essa semana! Fui claro?-Eu digo entre os dentes. Chefe Christian esta de volta em vingança. - Perfeitamente Senhor! Vou preparar a papelada hoje mesmo. - O que tiver que ser feito!- Eu rosno, e desligo.

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II Farei o que for preciso pra proteger o que é meu. Anastasia é minha! Baby, você ainda não me viu lutar por você! Vai ser espetacular! Porque eu não desisto... Não quando eu sei que você me ama, e eu te amo.

Segunda- feira Meu 2º dia pós- termino e pré-batalha esta em andamento. Ros me liga. - Sr. Grey, apresentamos a proposta á SIP. Apesar de oferecermos mais do que suas ações realmente valiam, estão relutantes em vender a empresa. Estou passando pra fase dois. - Se eles não concordarem os deixe saberem que eu vou comprar Cada Uma Das Ações viáveis e inviáveis. Cada Uma Delas entendeu Ros? Eu quero TODASl! Nenhuma ação pública! Eu anuncio. - Sim senhor! - Ela diz e desliga. Uma empresinha como a SIP não vai ficar no meu caminho e me impedir de proteger Anastasia. Ontem eu pedi para a florista pra ter uma assinatura da Anastasia pelas flores, somente a dela, então terei a confirmação que ela recebeu no mesmo dia. Estou esperando essa entrega como se fosse um carregamento de ouro! Taylor esta pronto para me levar para a casa depois do trabalho. - Não Taylor, me leve na loja da Apple. – - Que tipos de maças senhor? - ele pede confuso. - Não 'uma' maça, Taylor. 'A' loja da Apple, como nos Mac, Ipads, ipods. - vejo Taylor ficar vermelho pelo mal entendido. - É claro Sr.! - Ele diz. Eu quero que meu pedido de desculpas para Anastasia seja sincero, e o mais pessoal possível. Depois de comprar por duas horas, eu compro dois Ipads, o mais moderno disponível um para Anastasia, e um pra mim. Eu não sou sempre bom com palavras. Às vezes eu digo coisas, e acabo trocando os pés pelas mãos e depois tenho que corrigir! E a música sempre foi uma boa maneira de expressar meus medos, além do que posso usar pra expressar meu amor, e é minha intenção fazer isso pra ela com esse sincero pedido de desculpa. Quando chegamos em casa Sra. Jones me avisa que um entregador deixou um envelope. Eu o abro como se fosse a mais valiosa encomenda. Tem a assinatura da Anastasia pela entrega das flores. Eu abraço isso junto ao meu peito, me agarrando a isso como um bote salva vidas enquanto eu 18

II ando pro meu escritório enquanto lágrimas de merda forçam suas saídas pelos meus olhos ameaçando cair, eu cerro meus dentes, visto minha expressão impassível e fujo das vistas dos meus empregados. *********

Tenho dormido com o laptop, Black Berrye e agora o iPad da Anastasia até eu entregar de volta pra ela o mais cedo possível enquanto dou o tempo pra ela pensar, se eu não morrer no processo. A vida é um inferno de merda, e eu sinto a falta dela terrivelmente! Meus dias tem sido uma tortura desde que Anastasia me deixou. Não consigo pensar em nada além dela. Não consigo ter foco. Pra onde quer que eu olhe eu vejo o rosto dela. Estou em uma noite perpétua, um lugar horrível pra se estar,como se ela tivesse levado minha luz interna. Eu não consigo ver nada! Não tenho prazer na vida, e o buraco no meu peito só aumenta! Eu não tenho dormido, e quando durmo acordo com pesadelos tortuosos. Levei meu planador para o trabalho, e esta seguro em uma caixa de vidro. Tirei uma foto dele ontem, posso inclui-la no meu pedido de desculpas pra Anastasia. Coloquei a foto como plano de fundo no iPad, e compilei uma seleção de músicas que me lembra nós dois. Uma palavra tão simples “nós”, ainda tem um significado tão grande. Coloquei a foto da formatura que saiu no Seattle Times como tela de fundo quando ela desbloquear a tela principal. O playlist que eu compilei deve lembra-la dos momentos que passamos juntos. Tem Thomas Talles, quando eu amarrei e fodi com ela com o chicote marrom trançado que ela escolheu. The Witchcraft. Dançamos pela sala de estar com essa música, eu já era apaixonado por ela, só era muito estupido pra perceber isso. A peça Bach Marcello. Ela me ouviu tocar isso várias vezes. Jeff Buckley: Lover, You should’ve Come Over: A letra fala por mim. Espero que ela escute. Espero que ela me perdoe. Lover, You Should've Come Over (tradução) Looking out the door I see the rain fall upon the funeral mourners Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water And maybe I’m too young to keep good love from going wrong But tonight you're on my mind so you never know Broken down and hungry for your love but no way to feed it Where are you tonight, child you know how much i need it Too young to hold on and too old to just break free and run

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II Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun And much too blind to see the damage he's done Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one So I'll wait for you..... and I'll burn Will i ever see your sweet return Oh will I ever learn Oh lover, you should've come over 'cause it's not too late Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him My body turns and yearns for a sleep that won't ever come It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder It's never over, all my riches for her smiles when i slept so soft against her It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter It's never over, she's the tear that hangs inside my song forever Well maybe I'm just too young To keep good love from going wrong Oh.... lover, you should've come over 'cause it's not too late Well I feel too young to hold on And I'm much too old to break free and run Too deaf, dumb, and blind to see the damage I've done Sweet lover, you should've come over Oh, love well I'm waiting for you Lover, you should've come over Cause it's not too late Lover, You Should've Come Over (tradução) Olhando pela porta vejo a chuva que cai nos Pranteadores do funeral Desfilando em uma vigília de relações tristes enquanto seus sapatos se enchem de água 20

II E talvez eu seja muito novo Para impedir que um bom amor dê errado Mas esta noite você esta em meus pensamentos então, nunca se sabe. Estou completamente quebrado e faminto por seu amor Sem nenhuma maneira sequer para alimentar-me Onde está você esta noite? Querida, você sabe o quanto eu preciso Jovem demais para segurar a barra e velho demais para simplesmente me libertar e correr Às vezes um homem se deixa levar Quando ele sente que na verdade ele deveria estar se divertindo E cego demais para ver o dano que causou Às vezes um homem deve acordar para descobrir que, na verdade, ele tem ninguém Então eu vou esperar por você... E eu vou queimar Será que vou assistir ao seu doce retorno, ou será que um dia vou aprender? Amor, você deveria ter vindo para cá. Porque não é tarde demais! Solitário é o quarto em que a cama é feita A janela aberta deixa a chuva entrar Queimando no canto está o único que sonha que já teve você com ele Meu corpo vira e anseia por um descanso que nunca virá Nunca tem fim, meu reino por um beijo em seu ombro! Nunca tem fim, todas as minhas riquezas pelos seus sorrisos dados quando eu dormia tão gentilmente contra a ela! Nunca tem fim, todo o meu sangue pela doçura de seus risos! Nunca tem fim, ela é a lágrima que se pendura dentro 21

II de minha alma para sempre! Talvez eu seja jovem demais para impedir que um bom amor dê errado. Amor, você deveria ter vindo para cá. Porque não é tarde demais! Então seleciono Snow Patrol’s “Just Say Yes,” porque eu quero que ela realmente, verdadeiramente me perdoe.Mas sabendo o grande merda que eu sou também adicionei Nelly Furtado - Try, pra que me dê espaço pras minhas inevitáveis falhas. Enigma’s Principles de Lust também nos proporcionou muito prazer. The Scientist by Coldplay, e finalmente para a fazer sorrir, “Possession,” by Sarah McLachlan. E pra fechar com chave de ouro, e ela vai se ligar se ela me conhecer bem, tem Every Breath You Take, by the Police. (o hino do perseguidor segundo a Ana). Sabendo como ela ama os Clássicos Ingleses, eu comprei o aplicativo da Biblioteca Britânica então ela poderá ler quando quiser. Também tem, claro, um aplicativo chamado “Boa Comida”, e outros aplicativos como “Clima” e “Noticias”. Meu coração se contrai com o medo que isso não seja suficiente pra dizer “Me perdoe”de todas as maneiras que eu posso, mas eu só espero. Se ela me escutar, talvez ela descubra lá em seu coração e me perdoe.

TERÇA-FEIRA Antes de ir ao trabalho de manhã, Ros liga. - Senhor, eu não acho que a SIP vai ser a favor de uma compra amigável. Estamos com tudo pronto pra uma compra hostil. Quais são suas ordens senhor?- Faça isso!- Digo com firmeza. - Quero isso feito rapidamente. - Como quiser senhor. O informarei do progresso mais tarde ainda hoje, e se sair tudo conforme planejado estará tudo assinado amanhã. – - Ótimo, e avise assim que concluir. - Digo antes de desligar. ******************** No caminho para GEH, pergunto ao Taylor se ele tem vigiado Anastasia. - Sim, Senhor! - responde. 22

II - Ela foi trabalhar ontem, e voltou pra casa de ônibus-ele diz e meu coração aperta de novo. É tudo minha culpa. Mas eu o prenso. - O que mais? - Ela não saiu mais de casa depois que chegou. - E as atividades na conta bancária? - eu peço. - Ela não depositou o dinheiro senhor. Ela ainda tem por volta de 1000 dólares senhor, -Eu gemo internamente. - Continue de olho, - Eu mando. - Sim, senhor. Uma hora depois de chegar ao trabalho Ros me liga. - Senhor, tudo pronto. Eles não estão contentes, mas essa é a natureza de uma tomada hostil. Devemos estar abeis para assinar a papelada às 14h00min p.m. Claro, estamos embargados de divulgar até quatro semanas, prazo para registrar e transferir tudo. Tick tack. Tick tack. O maldito relógio esta em movimento, e meu coração entra em combustão enquanto eu conto os dias em que estou separado de Anastasia. Quatro dias de merda! Estou inquieto, com raiva, nervoso, merda! Estou nocauteado pelo amor! - E as fichas dos funcionários que eu pedi? Já me enviou? E as informações do servidor? - Eu peço. - Seu funcionário de TI deve ter as informações do servidor dentro de uma hora, e a empresa não tem muitos funcionários, então as fichas dos funcionários não deve demorar a chegar ao senhor. Dê-me uma hora! - Você tem 60 minutos Ros! Tick tack! - Sim, Senhor, - ela diz apressada, e eu aperto o botão de desligar do meu Black Berry. Quando as fichas dos funcionários chegam à minha caixa de entrada de e-mail, minhas mãos tremem. E olho os nomes, e vou logo a letra S na lista. - Anastasia Rose Steele. 23

II Fico olhando o nome dela, e a foto 3x4 usada para identificação dos funcionários. Ela esta com os olhos bem abertos, e um rosto sem esboço de sorriso. Quase triste e desamparada. - Sinto sua faltababy,- Eu digo pra foto. Realmente sinto sua falta! Quando eu checo quem é o seu chefe, vejo o nome, “Jack Hyde.” De cara eu não gosto dele. - Vamos ver quem diabos é Mr. Jack Hyde! -Eu murmuro pra mim mesmo. Encontro o arquivo dele. Formado na Ivy League. 32 anos talvez. Olhos azuis penetrantes. Eu disco o número do Welch. - Welch, Grey. Preciso que você investigue antecedentes. - Nome?- Jack Hyde. Editor comissionado da SIP editora. - Qual a urgência senhor? - Eu preciso disso pra ontem!-digo, indicando que ele tem que acender logo na bunda. - Eu vou priorizar isso então,sr.Eu retorno pro senhor durante o dia com o que eu conseguir, e vou continuar procurando por mais informações, e entregar o resultado final também. Esta bom assim senhor? - Ótimo, só não me deixe esperando!-Digo antes de desligar. ************************* Quando volto ao Escala, já são 18h00min p.m. Mas eu já assinei os papeis da compra, e Anastasia Rose Steele oficialmente trabalha pra mim, e mais ainda sobre minha proteção pro meu grande alivio. Vou pro meu quarto me trocar, mas ouço Black Berr yda Anastasia tocando na minha mesa de cabeceira. Pego e vejo quem esta ligando, e faço uma careta. - Alô Mr. Rodriguez, - atendo o telefone. - Ah, Mr. Grey?- ele diz surpreso depois de uma breve pausa. - Anastasia não esta disponível. Como posso ajudar? - Oh, - ele diz pausando. - Eu queria saber se a Ana virá a minha exposição na galeria Quinta-feira. - Eu não sei, - Eu digo sem deixar escapar nada. - Eu vou a deixar retornar pra você. Ela te dirá. - Valeu cara! -ele diz sem jeito. - Sem problemas. - Digo desligando.

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II Eu sei que ela ainda não depositou o cheque, então ela não tem um carro. Começo a tamborilar meus dedos como se fossem os quatro cavaleiros do apocalipse num gesto nervoso. - Anastasia Steele, você é minha baby! - Espero que ninguém a tenha tomado. Saio do meu quarto esquecendo porque eu estava lá, e chamo Taylor. - Sim, senhor?- ele responde. - O que a Srta. Steele fez hoje? - Ela foi trabalhar de ônibus, e saiu de lá por volta das 17:30 p.m. voltou pra casa de ônibus de novo, e não saiu mais de casa. - Você tem certeza? - Sim. Senhor. Eu tenho alguém lá, de olho 24/7. - Tudo bem,i sso é tudo. - Eu respondo. ************************

QUARTA-FEIRA Frustação é fundamental! Estou a ponto de chutar e tirar qualquer um do caminho, e ser curto com todos. O leão dentro de mim cresceu sem limites nesses últimos dias de tortura, rasgando meu coração dia pós dia. Recebi o primeiro relatório do chefe da Anastásia e o que eu vejo é perturbador. Ele terminou com sucesso a escola com uma bolsa de estudos, e tem uma ficha fechada. Ele teve as assistentes substituídas a cada três meses. Welch deixou uma nota dizendo que vai investigar melhor isso, porque isso geralmente significa que ou ele era um chefe muito chato e, exigente e perturbador ou ele assediava suas assistentes. De qualquer forma isso pode trazer problemas para Anastasia. Ana ainda não falou sobre as rosas que eu enviei. Ela sabe o significado de rosas brancas? Talvez não, mas Mrs. Jones acha que mulheres sabem dessas coisas. Ana não é uma mulher qualquer. Espero que ela entenda o que eu estou tentando dizer. Eu dei a mim mesmo um tempo pra poder perguntar a Anastasia sobre a exposição do amigo dela. Sendo que ela já tinha me convidado pra ir com ela, e eu havia concordado, esse é um tópico

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II seguro pra escrever pra ela. Minhas mãos tremem quando começo a digitar e tenho que apagar toda hora o que eu escrevo por causa dos erros. ______________________________________________________________________________________

De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data:8 de Junho 2011 14:04 Para: Anastasia Steele Querida Anastasia, Desculpe a intromissão no seu trabalho. Espero que tudo esteja correndo bem. Você recebeu minhas flores? Queria lembrar que amanhã é a noite de estreia da exposição do seu amigo, tenho certeza que você ainda não teve tempo pra comprar um carro, e é uma longa viagem. Ficaria mais do que feliz em levar você– se você quiser. Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________ Clico em enviar, enquanto mando minha suplicação pessoal “Por favor, diga ‘sim’ baby! Por favor, diga ‘sim’ baby”. Olho o monitor em branco, ela ainda não respondeu, será que ela vai me mandar para o inferno? Pra não incomodar ela de novo? Que ela me odeia? Não consigo aguentar o suspense! Por favor, não me odeie baby! Por favor, aceite! Por favor, volta pra mim! Meu interfone toca. - O que? - Eu rosno, e eu posso sentir Andrea vacilar no interfone. - Mr. Welch esta aqui senhor, - ela diz. - Mande entrar, - Respondo direto. Ele entra, e discursa sobre o Hyde. Ele teve várias assistentes e nenhuma delas permaneceu na empresa, nem foram promovidas ou mudadas de setor. Welch entrevistou duas delas, e elas não falaram nada além de elogios ao antigo chefe. - Então ele é um cara bom? Só exigente?- Bem, senhor. Meu instinto diz que não. Porque o que as duas garotas disseram foi quase idêntico, como se fosse um script. Isso me faz pensar que elas foram coagidas a falar as mesmas coisas sempre que alguém perguntar dele. - Assédio, - Digo automaticamente. 26

II - Possivelmente. Tenho que procurar mais do que palavras das duas assistentes. Quando Welch sai, eu ainda não tenho resposta de Anastasia. Fico encarando o monitor, como se Anastasia fosse saltar de lá de dentro. Finalmente uma resposta chega e eu suspiro com alivio. __________________________________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto:Amanhã Data:8 de junho 2011 14:24 Para: Christian Grey Oi Christian, Obrigada pelas flores, elas são adoráveis. Sim, eu apreciaria uma carona. Obrigada. Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP ______________________________________ A resposta dela, e a perspectiva de ver ela me faz tão feliz, eu poderia correr uma volta inteira pelo meu escritório. Digito uma resposta pra saber quando posso pegar ela. _____________________________________ De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data:8 de Junho 2011 14:26 Para: Anastasia Steele Querida Anastasia A que horas eu devo busca-la? Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________ O tempo começa a ticket ar quando ela não responde. Tick tock. Tick tock. “Ana, por favor fale comigo!” Eu digo para o monitor.

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II ______________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Amanhã Data:8 de junho 2011 14:31 Para: Christian Grey A exposição de José começa as 19:30. Que horas você sugere? Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP ______________________________________

De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data:8 de Junho 2011 14:33 Para: Anastasia Steele Querida Anastasia Portland é um pouco longe. Devo busca-la às 17h45min. Mal posso esperar pra ver você. Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________

A resposta dela é curta. Mas pelo menos é um começo. ______________________________________

De: Christian Grey Assunto: Amanhã Data:8 de Junho 2011 14:37 Para: Anastasia Steele Vejo-te amanhã então. Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP ______________________________________ Meu espirito vê uma fagulha de esperança desde muito tempo. Vou ver Ana amanhã! Essa é a chance pra eu me redimir.

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II Quinta-Feira O dia não passa rápido suficiente. Nada que eu faça acelera meu dia. Nenhuma atividade, negócios, nada é grande o bastante pra me fazer esquecer ela ou fazer o dia acabar logo pra eu finalmente vê-la! Minha mente esta fechada em Anastasia. Chamo Taylor para passar o trabalho, embora já tenha feito isso ontem. - O piloto esta escalado?- Sim Senhor! Ele vai deixar Charlie Tango pronto. Fazer as checagens do pré-voo e ter ela pronta para quando chegarmos. Vou deixar você a Srta. Steele no heliporto depois de busca-la no trabalho, e levar o motorista á Portland e leva-lo ao heliporto de lá, então ele poderá trazer Charlie Tango de volta. Então eu os buscarei às 20h30min, 21h00min a hora que quiser senhor em Portland, então trazer o senhor e a Srta. Steele de volta pra casa. - Ótimo. Vamos fazer isso, - Eu digo suspirando. Eu não sei se ouvi ou imaginei Taylor dizendo, “vá e pegue ela senhor”! “Com certeza eu imaginei”! Estou muito enrolado! Deixo o trabalho às 17h00min e chegamos à frente da SIP por volta de 17h20min. Os 25 minutos de espera pra ver minha namorada é torturador. É como um maratonista que correu uma grande maratona e o ultimo km parece o mais difícil e cansativo, mas ele continua correndo. Meu olhar esta fixo na porta da SIP. Taylor sai do carro assim que Anastasia sai da porta. Algum filho da puta esta abrindo a porta pra ela! Outro candidato filho da puta! Taylor abre a porta de trás, e eu coloco os olhos no meu amor pela primeira vez em quase uma semana, e a visão dela me deixa furioso! - Quando foi a ultima vez que você comeu?- eu atiro pra ela enquanto ela entra e senta do meu lado. - Oi, Christian. Sim, é legal ver você também, - ela diz me deixando com mais raiva. - Não quero sua boca inteligente agora. Responda-me, - Eu digo com olhos em chamas. - Um... Eu tomei um iogurte no almoço. Ahn e uma banana, - ela responde evasivamente. Taylor entra de novo no banco do motorista, e liga o carro, entrando no trafico. O filho da puta que abriu a porta pra ela esta parado na entrada da SIP acenando. Anastasia acena de volta. - Quem é aquele?- eu atiro perdendo a paciência.

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II - Meu chefe,- ela diz, piscando pra mim através dos cílios. Estou tão puto da vida, meus lábios estão numa linha rígida. O bastardo, Jack Hyde! Vou cuidar disso depois... - Então? Ultima refeição?- Christian, realmente não é da sua conta, - ela murmura. Oh, você sabe tão pouco baby! - O que quer que você faça é da minha conta baby. Diga-me, - Eu peço. Ela grune em frustação, e rola seus olhos pra cima; meus olhos se estreitam pra ela. Ela finalmente da um sorriso, e uma risada explode de seus lindos lábios. Meu rosto suaviza com sua reação, enquanto eu sinto um sorriso enrugar meus lábios. - Bem?- Eu peço numa voz suave. - Pasta alla vongole, última sexta, - ela suspira, e eu fico arrasado mais uma vez. Eu fecho meus olhos com raiva, e arrependimento toma conta do meu rosto. Eu devia ter procurado ela antes. Ela esta chateada e passando fome. Ela perdeu muito peso, e os olhos dela estão imensos! - Parece que você perdeu uns 2 quilos, possivelmente mais. Por favor, coma, Anastasia, - Eu a repreendo. Ela olha pra baixo para seus dedos cruzados em seu colose sentindo reprimida. Eu mudo minha posição de frente pra ela, pra olhar melhor pra ela, pra acessar seu tão querido ser. - Como você esta?- Eu peço em uma suave, mas preocupada voz. Seu rosto cai, seus ombros se encolhem como se todo o peso do universo estivesse caindo sobre ele, destruída. Engole em seco. - Se dissesse que estou bem, estaria mentindo, - ela diz. Eu inalo profundamente. Ela se sente do mesmo jeito que eu! - Eu também!- Eu murmuro, e procuro e seguro sua mão. - Sinto sua falta, - Digo suavemente. Ela olha pras nossas mãos entrelaçadas a mesma corrente de sempre percorrendo agente. - Christian, Eu –-ela diz, eu a interrompo. - Ana, por favor, precisamos conversar. Seu rosto cai de novo. - Christian, Eu... Por favor... Chorei tanto, - ela sussurra. 30

II - Oh, baby, não, - Agarro sua mão, tiro seu cinto de segurança, e a coloco em meus braços no lugar que eu sempre quis que estivesse desde o dia em que me deixou. Eu passo meus braços ao redor dela apertado, e enterro meu nariz em seus cabelos, inalando sua essência. É o paraíso... Ela é meu paraíso, e eu tive que passar pelo inferno pra estar aqui. - Senti tanto sua falta, Anastasia. - Eu respiro, e ela finalmente relaxa com a cabeça encostada em mim. ‘Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!’ meu coração sussurra minha alma intacta, mas minha boca em silêncio.

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II Capítulo II No instante em que abraço Anastasia me sinto em casa, o buraco no meu peito se fecha sozinho, minha alma esta intacta. Eu me permiti sentir a conexão, e eu aproveito esse momento. Eu quero que ela me perdoe; Vou fazê-la me perdoar. Eu nunca recuei diante de um desafio por mais difícil que parecesse ser e eu já venci tantos impossíveis. Esta é minha chance de fazer esse relacionamento do jeito certo. Tenho que usar todos meus pistões. A energia, a descarga de eletricidade que passa pela nossa conexão me puxa pra ela como Icaro sendo arrastado para o sol, me queimando em desejo. Posso ver que ela sente a mesma coisa. Embora eu agora me dê conta de que eu a machuquei, psicologicamente e emocionalmente, esse é o meu dia de acertar meus caminhos. Poucos minutos depois Taylor para no meio-fio quando chegamos ao prédio onde fica um heliporto. - Venha – tiro Anastasia do meu colo, - Chegamos - Digo. Ela me olha questionando. -Tem um heliporto nesse prédio – Eu digo olhando para o prédio em forma de explicação. Taylor abre a porta do SUV, e Anastasia sai. Eu saio e dou a volta no carro, e noto que Anastasia esta corando por algo que se passou entre ela e Taylor. Sei que Taylor gosta dela e estava preocupado com ela. Olho pra Taylor questionando, e ele me encara de volta impassível, não revelando nada. É isso, ele também é super- protetor se tratando dela. -As nove? – Pergunto a Taylor. - Sim senhor. - Aceno e me viro guiando Anastasia através das portas duplas do grandioso saguão. Meus dedos estão enrolados em Anastasia possessivamente, sem pretender solta-la. Estamos nos memorizando mais uma vez, e eu sei que ela sente a mesma coisa pelo jeito que olha de fininho, e aperta meus dedos de volta e pela saudade em seus olhos. Chegamos aos elevadores e eu aperto o botão de chamada. Ela me espia, e eu dou um sorriso pra ela. Quando o elevador chega ao térreo, e as portas se abrem, solto a mão dela para deixa-la entrar. Quando as portas se fecham novamente, Anastasia me espia mais uma vez. Eu a encaro de cima, meus olhos vivos. Aqui estamos no cativeiro dessa atração, essa eletricidade entre nós fazendo o ar palpável. É uma vibração pulsante, atraindo como imã, nos afogando dentro dela. Anastasia suspira, - Nossa! – presa nessa visceral, primordial atração que temos entre nós. Não mudou nada só ficou mais intensa com a nossa separação.

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II - Também sinto isso. – Meus olhos nublados e intensos com paixão, desejo e amor por ela. Esta transbordando e irradiando pelo meu corpo. Eu pego sua mão e passo meu polegar pelos nós dos seus dedos. Eu sei que ela me deseja agora mesmo porque seu corpo esta tão sintonizado ao meu, como se tivéssemos nos tornado uma só entidade. Ela aperta suas mãos e muda suas pernas seu corpo buscando alivio. E claro ela começa a morder o lábio fazendo meu desejo por ela aumentar. - Por favor, não morda o lábio Anastasia, - Eu sussurro. Ela olha pra cima pra mim liberando o lábio. Seus olhos brilham com um desejo primário, saudade e vontade. Aqui e agora, no elevador. É o mesmo olhar, a mesma atração do elevador do Heathman. - Você sabe o que isso faz comigo. – Eu murmuro. Ela fica de boca aberta como se estivesse chocada com o que ouviu. Algo brilha em seu olhar. Esperança? Eu percebo... Ela também é viciada em mim. Mas cedo demais, o elevador chega ao seu destino e as portas se abrem quebrando o feitiço entre nós. Estamos no telhado. Esta ventando, e mesmo vestindo um casaco ela treme. Coloco meu braço em volta dela, puxando ela pra perto de mim protetoramente, e atravessamos rapidamente aonde Charlie Tango esta parado com suas hélices rodando devagar. Meu piloto Stephan está parado, alto, loiro, queixo quadrado e terno preto. Ele salta do Charlie Tango, corre se abaixando em nossa direção. Cumprimento ele com um aperto de mãos. Ele grita acima do barulho dos rotores. - Pronto pra partir senhor. Ela é toda sua! - Todas as checagens prontas? - Sim senhor. - Você a busca por volta das 20h30min? - Sim senhor. - Taylor esta te esperando lá embaixo. - Obrigado, Sr. Grey. Faça um voo seguro para Portland. Senhora - Ele diz acenando para Anastasia. Sem soltar a mão dela, eu aceno e me abaixo, e guio-a até a porta do helicóptero.

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II Uma vez que eu a acomodo dentro da cabine, eu a fecho com firmeza no arnês, apertando bem os cintos. Eu dou um olhar consciente e meu sorriso secreto a Anastasia. Ela fica simplesmente linda amarrada. - Isso deve manter você no lugar. – Eu murmuro. – Eu tenho que dizer que eu gosto muito de ver você amarrada. Não toque em nada. Eu passo meu dedo indicador pela sua bochecha enquanto ela cora carmesim antes de eu entregarlhes os fones de ouvidos. Como eu senti falta de toca-la! Ela faz uma careta pra mim. Ela esta tão bem amarrada que mal pode se mexer em seu acento. Eu sento em meu acento e coloco meus cintos, Então inicio a checagem de pré- decolagem. Coloco meus fones de ouvido e giro uma chave pra aumentar a velocidade dos rotores fazendo um barulho ensurdecedor. Eu me viro e encaro Anastasia. – Pronta baby?- Eu digo nos fones de ouvido. - Sim. - Ela responde. Sorrio pra ela sabendo que ela esta bem aqui comigo, o que é imensamente reconfortante. Essa noite é à noite, baby. Vou ganhar você de volta. Minhas cartas estão todas na manga prontas pra serem mostradas, tenho uma mão perfeita; Meu rosto esta impassível. Não vou perder você esta noite baby. - Sea-Tac torre, aqui é Charlie Tango – Tango Echo Hotel, pronto pra decolar para Portland via PDX. Por favor, confirmar, câmbio. O controlador de trafico aéreo responde, dando instruções. Estamos prontos pra decolar. - Roger, torre, Charlie Tango pronto, desligo. - Eu mecho dois interruptores agarro o manche, e lentamente e suavemente voamos para o céu de fim de tarde em Seattle. - Nós já perseguimos o amanhecer, Anastasia, agora vamos perseguir o crepúsculo. - Eu falo nos fones de ouvido. Ela vira e me encara surpresa. Eu sorrio pra ela, e ela timidamente sorri de volta pra mim. - Assim como o sol bem cedo, há mais pra ser visto a essa hora. - Eu digo. A ultima vez em que voamos de Portland a Seattle estava escuro, mas a visão do entardecer do cair da noite é espetacular. Estamos em cima entre os prédios mais altos, subindo e subindo. - O Escala fica ali. - Eu aponto meu prédio. – A Boeing fica ali, e você pode ver o Space Needle,- Eu aponto o lugar. 34

II Ela inclina a cabeça pra olhar. – Eu nunca fui lá. – ela diz. - Eu levo você. Podemos comer lá. Ela me da um olhar surpreso. - Christian, nós terminamos. - ela diz. Isso é uma facada em meu coração. Eu vou mudar isso hoje à noite. - Eu sei. Eu ainda posso leva-la lá e alimenta-la. – Eu digo olhando pra ela. Ela balança a cabeça de leve. – É muito bonito aqui de cima, obrigada. - Impressionante não é?- Eu digo. Eu sempre fico admirado com o cenário. - Impressionante que você possa fazer isso. - Ela diz surpreendentemente me elogiando. - Elogios de você, Srta. Steele? Mas eu sou um homem de muitos talentos. – Eu digo. - Estou completamente ciente disso Sr. Grey,- Ela responde, apertando tudo no sul do meu corpo. Eu me viro e dou um sorriso afetado pra ela, e um olhar relaxado toma conta de seu rosto. - Como esta o novo trabalho? Pergunto. - Bem, obrigada. Interessante. - Como é o seu chefe? – Eu pergunto. - Ah ele é bom. – ela diz, e isso faz um sino de alerta tocar na minha cabeça. Ele fez alguma aproximação dela? Ela parece desconfortável. - O que há de errado?- Além do óbvio nada. - O obvio? O que é obvio? - O obvio?- Pergunto. - Oh Christian, às vezes você é tão obtuso. – ela diz. - Obtuso? Eu? Não sei bem se aprovo seu tom Srta. Steele. - Bem então não aprove. - ela rebate me fazendo sorrir. - Senti falta da sua boca inteligente. - Eu digo.

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II Tudo que eu consigo ouvir é um suspiro em resposta, mas ela continua quieta, e continua a olhar para for a pela janela assistindo o sol se por no horizonte como uma grande bola de fogo em chamas laranja. O que você esta pensando Anastasia? Por favor, me da uma pista... As cores do crepúsculo no céu de Seattle são inspiradoras com cores opacas de rosa e azul marinho entrelaçado. Abordamos o nítido e claro anoitecer do céu de Portland enquanto as luzes brilham e piscam como uma forma de boas vindas pra nós dois. Aproximo-me do meu destino, e preparo o pouso do helicóptero no heliporto. Estamos no topo de um prédio de tijolos; mesmo lugar onde eu busquei Anastasia de helicóptero pela primeira vez a pouco menos de três semanas atrás. É uma prova de como ela me mudou profundamente em tão pouco tempo. Ela se tornou uma parte essencial da minha existência. Como uma tabua de salvação sem a qual eu não posso mais viver. É muito pouco tempo pra isso, mas é como se fosse uma vida inteira, pois sinto como se o tempo antes de Anastasia não existisse, como se eu não pudesse ver minha vida sem ela. Eu finalmente pouso o Charlie Tango, e desligo os interruptores e os rotores param, e o barulho deles diminui e consigo ouvir somente as nossas respirações nos fones de ouvido. Desamarro meu arnês, e me inclino pra desamarrar o dela. - Fez boa viagem Srta. Steele? – Pergunto numa voz suave, enquanto meus olhos brilham com a visão da minha mulher diante de mim. Sim, ela é minha; e ela faria bem em se lembrar disso! - Sim, obrigada Sr. Grey, - ela responde educadamente. - Bem, vamos lá ver as fotos do garoto. - Eu digo enquanto estendo minha mão e ela aceita. Ela escala pra fora do Charlie Tango. Velho Joe esta sentado e fazendo as checagens de segurança. Quando ele nos vê, ele anda pra nos encontrar, sorrindo amigavelmente. - Joe! – Eu sorrio pra ele. Eu libero a mão de Anastasia pra lhe dar um caloroso aperto de mãos. Sempre gostei dele. - Mantenha-a segura para Stephan. Ele virá busca-la por volta das 20h30min, 21h00min p.m. – Eu digo. - Pode deixar Sr. Grey, Senhora... - ele diz acenando para Anastasia. – Seu carro esta o esperando lá embaixo senhor. Ah, e o elevador está fora de serviço, vocês precisarão usar as escadas. – ele avisa. - Obrigado, Joe, - Respondo. Pego a mão da minha mulher, e seguimos para as escadas de emergência. 36

II - Ainda bem que são só três andares, você com esses saltos... - Eu murmuro. Não quero que ela caia e se machuque, mas estou aqui para segura-la. - Você não gostou das botas?- ela pergunta. - Gosto muito delas, Anastasia, - Digo enquanto meu olhar escurece. Gosto da minha mulher em saltos altos. É ultra sexy. Ela me excita usando qualquer coisa, mas esses saltos... ‘Controle-se Grey’ eu lembro a mim mesmo. Eu tenho uma missão esta noite e eu não posso me distrair. - Venha. Nós vamos devagar. Não quero que caia e quebre o pescoço. Quando saímos do prédio o motorista esta nos esperando e abre a porta pra nos deixar entrar. Sentamos em silêncio enquanto o motorista nos leva a Galeria. Estou nervoso, eu disse a ela que sentia a sua falta e ela não disse nada. Ela encontrou alguém? O chefe dela? Ela tem mantido contato com José desde que ela me deixou? É por isso que estamos aqui? Ela decidiu que ele é melhor pra ela já que eu sou todo ferrado? Ela vai me mostrar que ele é melhor pra ela do que eu? Estou morrendo aqui! ‘Controle-se… Controle- se… Controle-se… ‘ Repito em minha cabeça como um mantra. Por que ela não esta dando nenhuma indicação de que ela sentiu minha falta, ou me quer, ou qualquer tipo de sentimento que mostre sua ligação comigo? Ela deixou de me amar? Eu não deixei de ama-la! Eu não poderia! Eu não consigo sequer olhar pra ela sem ficar extremamente nervoso. - José é apenas um amigo. – Finalmente ela murmura. Eu me viro e encaro-a, desde que ela respondeu minha pergunta não falada. Meus olhos estão escuros, em guarda, cautelosos, mas não deixando transparecer nada. 'Eu sou só um amigo ou mais pra você Ana?' Eu quero perguntar, mas talvez eu não queira a resposta até ela escutar o que eu tenho a dizer hoje a noite. Seus olhos se demoram em minha boca. Como eu queria usa-la para reclama-la minha! Eu mudo em meu acento e franzo a testa enquanto olho seu rosto e seus grandes olhos azuis que estão ainda maiores depois que ela emagreceu. - Estes lindos olhos estão grandes demais no seu rosto, Anastasia. Por favor, me diga que você irá comer. - Eu argumento com ela. - Tudo bem, Christian, vou comer, - ela responde automaticamente. - Estou falando sério. – Eu digo. - Sério?- ela diz com desdém. Ah, Por favor, Ana, não comece com isso agora! Não estou aqui pra brigar, estou aqui pra ganhar você de volta!

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II - Não quero brigar com você, Anastasia. Eu quero você de volta, e eu quero você saudável. –Digo suavemente em minha suplica. Ela parece surpresa, e sua boca se abre em um suspiro suave. –Mas nada mudou. – ela responde. - Vamos conversar sobre isso no caminho de volta. Chegamos. O carro estaciona em frente à Galeria, e eu salto pra fora, dou a volta e abro a porta pra ela. Ela salta pra fora. - Por que você faz isso? – ela pergunta em voz alta. - Faço o que? - Peço surpreso. O que eu fiz agora? - Diz uma coisa dessa e então para. - Anastasia, estamos aqui. Onde você queria estar. Vamos fazer isso e depois agente conversa. Eu não quero particularmente uma cena aqui na rua. Ela cora e olha ao redor. Ela se toca que é muito publico, e finalmente fecha a boca enquanto eu a encaro de cima. - Tudo bem, - ela murmura secamente. Eu pego sua mão e a levo pra dentro do prédio. O prédio é um antigo depósito com paredes de tijolos e pisos de madeira escura, o teto branco e a tubulação esta pintada de branco também. É moderno e arejado, muitas pessoas estão se perguntando sobre o chão da galeria, tomando vinho e admirando as fotos. - Boa noite e sejam bem vindos a exposição de Jose Rodriguez. – no diz uma jovem vestida de preto, cabelo muito curto, e usando um brilhante foda-me batom e grandes brincos de argolas. Ela da uma olhada em Anastasia e para o olhar em mim, então ela finalmente se vira de volta para Anastasia, e ela pisca e cora. Qual o problema? - Ah, você é a Ana. Vamos querer sua opinião sobre tudo. – ela diz entregando uma brochura e direcionando Ana pra uma mesa cheia de bebidas e petiscos. Ela conhece Anastasia? - Você a conhece?- Eu peço franzindo o cenho. Anastasia balança a cabeça em negative; ela também esta intrigada. Dou de ombros, distraído com a preocupação do meu mais atual problema – reconquistar minha mulher.

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II – O que você gostaria de beber?- Pergunto. - Uma taça de vinho branco, obrigada, - ela diz. Franzo minhas sobrancelhas, geralmente o vinho é horrível nesses tipos de eventos. Mas, eu quero escolher minhas batalhas, e essa não é uma que eu quero ter agora. Sigo ao open bar. Tem uma fila já, e alguém me reconhece e faz um movimento pra se apresentar. É um homem na casa dos 30, cabelo preto, olhos verde que estão brilhantes com algum tipo de excitação, como os olhos de um cientista maluco. Eu odeio papo furado; E odeio mais ainda hoje. - Perdoe meus maus modos, mas você é O Christian Grey?- diz o homem de olhos verdes que parece um pouco alterado e me alcança de duas pessoas atrás de mim, marchando pra frente empurrando outros dois patronos do caminho dele como se fossem objetos inanimados. Dou a ela minha vez. Ele esta de modo negócio casual, o que é apropriado para esses tipos de eventos. - Com licença - ele esbarra na mulher a minha frente, e – Desculpe-me. - ele diz de novo para o cara atrás dele proferindo suas desculpas, mas isso não o impede de continuar esbarrando em outros desajeitadamente com qualquer que seja o tipo de excitação que ele esta experimentando por me conhecer. - Sim sou eu. - Eu digo já um pouco irritado; minha mente já preocupada. Não estou no clima pra trocar sutilezas ou conhecer pessoas porque estou caminhando em um campo minado tentando reconquistar a mulher que eu amo. - Sou um grande fã seu senhor. – ele diz esbanjando entusiasmo. – Meu nome é George... George Dumass. – ele diz enquanto estende sua mão suada pra mim, e eu aceito relutantemente. - Prazer em conhecê-lo Sr. Dumass. – digo permanentemente. - Assim como você estou trabalhando na energia limpa senhor! - ele jorra e engata em uma conversa que eu nem sabia que começamos com um sorriso imenso em seu rosto. – Aqui, deixe-me te dar meu cartão. Ligue-me, se você precisar de qualquer assistência. – ele diz. Que tipo de assistência eu precisaria de um estranho? Eu olho para o homem com um olhar impassível. - Obrigado, mas existem meios apropriados pra se candidatar a um cargo em minha empresa; o que não ocorre em meu momento de lazer, Sr. Dumass. - Digo. - Ah, não. Não estou procurando um cargo. Estou procurando por uma parceria. – ele diz, e eu estreito meus olhos pra ele.

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II - Parceria? – Eu digo com incredulidade. – Senhor Dumb Ass. (Burro) eu não faço parcerias, nunca fiz e nunca farei! - Ah, é Dumass! Meu nome é Dumass. - Bem, Dumass, não estou interessado. Este é meu momento particular com minha adorável namorada, e eu não estou em modo de negócios aqui. Pra qualquer outro negocio use os meios adequados! – Digo ameaçadoramente perdendo minha paciência. - Mas senhor, você pode se interessar no que eu tenho a oferecer!- ele diz persistente. - Dumb Ass(Burro)! Vou deixar muito. Muito. Muito. Claro. – Digo me enfatizando. - Esse é o meu momento particular com minha adorável namorada. – digo também sentindo o olhar dela em mim. Viro-me para olha-la e nossos olhares ficam presos. Nós dois ficamos imóveis por um minute, incapazes de nos mover, incapazes de funcionar. Meu olhar queima no dela, quente, latente, perdido por ela, perdido pelo amor que eu sinto por ela. A visão dela altera minha respiração, me lembrando do porque estou aqui. Minha missão é pegar ela de volta hoje a noite. Ela esta falando como Jose até que a Miss cabelo muito curto, grandes argolas e batom foda-me brilhante vem e o levo pra longe e ele beija a minha mulher! Na bochecha e nada mais, ele a beija. Eu mal consigo me conter, e a fila não anda! O vinho não pode ser tão bom! O que há com as pessoas e bebidas grátis? Mr. Dumb Ass com mãos suadas esta como arroz de festa em cima de mim. - Sr. Grey, vai valer a pena! Eu me viro impaciente pra ele e dou meu olhar glacial que diz ‘não-estou-afim-de-merda-agora!’ - O que merda você não entende, quando eu digo que estou em um momento particular com minha namorada! Você gostaria de ser detraído quando esta em momento particular dum ass (burro)?- Na verdade não, eu geralmente até desligo meu celular… - ele diz, mas eu o corto. -Ótimo! Se houver a remota chance de você me encontrar em outro lugar e eu estiver com minha namorada... Nunca. Jamais. Interrompa-me! Vou fazê-lo se arrepender se fizer isso- Digo numa calma, mas firme voz. O homem atrás de mim se vira para o mãos suadas e diz: – Entre na fila cara! Deixe o cara ter um encontro com a mulher dele em paz, e pare de furar a fila! – Mão suada desiste com desgosto e volta pro seu lugar. Eu sou grato a esse pequeno comentário vindo de outro estranho que apenas acena pra mim educadamente em favor do idiota como agua 40

II fresca em um dia quente. O foto de outra pessoa anexar Anastásia como minha mulher é um bom presságio. Vou me agarrar a qualquer esperança que eu possa. Finalmente é minha vez na fila. - Que tipo de vinho branco vocês tem? – Pergunto com impaciência ao barman. - Chardonnay e Sauvignon Blanc senhor, - diz o barman mostrando duas garrafas sem rotulo. Faço uma careta. - Duas taças de Sauvignon Blanc, então, - Digo. Quando finalmente faço meu caminho de volta para Anastasia ela esta observando uma fotografia de um lago em um amanhecer com reflexos de nuvens rosa suaves na água. É uma imagem relaxante, perfeitamente refletindo a beleza natural. Quando chego perto dela, ela respira fundo e engole como se ela estivesse tentando se concentrar. Eu estendo a ela uma das taças de vinho. - Presta? - ela pergunta com uma voz normal. Ela esta falando dos retratos? -O vinho, - ela responde pra minha fisionomia intrigada. - Não. Raramente presta nesse tipo de evento. O garoto até que é talentoso não é?- Pergunto admirando a foto do lago. - Por que você acha que eu pedi a ele pra tirar seus retratos? – ela diz com orgulho do amigo. Meus olhos deslizam impassivelmente dela pra fotografia. Ciúmes rastejando pra fora. - Christian Grey?- diz um fotografo do Portland Printz. – Posso tirar uma foto senhor?- Claro – Digo escondendo uma careta. Preciso manter a calma, apesar de tornados estarem se formando dentro de mim. Anastasia da um passo pra trás, mas eu seguro sua mão e puxo-a pro meu lado. Ela é minha namorada. Não no verbo passado. Nunca será no verbo passado se eu puder evitar isso! O fotografo olha pra gente meio surpreso. - Sr. Grey, Obrigado. - ele diz tirando algumas fotos. – Srta...?- ele pergunta. - Steele, - ela responde. Deixe o maldito mundo todo saber que ela é minha! Ela esta tomada, assim como eu! - Obrigado, Srta. Steele, - o fotografo diz se afastando.

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II - Eu procurei fotos suas com outras mulheres na Internet. Não achei nenhuma. Foi por isso que Kate achou que você era, - Anastasia diz fazendo minha boca retorcer em um sorriso. - Isso explica a pergunta inapropriada. Não, eu não saio com outras mulheres, Anastasia – só com você. Mas você sabe disso - digo disposto a fazê-la ver minha sinceridade, meus sentimentos por ela. - Então, você nunca levou, - ela diz olhando ao redor tentando ver nervosamente se alguém poderia ouvir nossa conversa. - uma de suas subs pra sair? - Às vezes. Não em encontros. Compras, você sabe… - digo encolhendo os ombros, meus olhos fixos nos dela como se ela pudesse entrar em parafuso e isso se tornaria um pesadelo e eu acordaria sem ela. Seus lábios se abrem ligeiramente enquanto ela compreende que ela tem sido a única. A única exceção as minhas regras. - Somente você Anastasia. – sussurro. Ela cora e olha pras mãos pros dedos. Queria que ela entendesse o quão fundo ela esta enraizada na minha alma! Queria propriamente poder expressar isso pra ela sem estragar tudo! Eu nunca fiz flores e corações. Quando ela olha de volta pra mim, - Seu amigo parece mais um cara de paisagens do que de retratos. Vamos dar uma olhada, - Digo e estendo a mão pra ela e ela aceita. Eu fecho os olhos brevemente e me aqueço com nossa conexão. Andamos pela Galeria, vemos algumas fotos, e um casal acena para Anastasia, sorrindo amigavelmente como se eles estivessem em um piquenique de igreja no Domingo, e Anastasia é a garota do coral que eles conhecem bem! Não acho que seja por minha causa, porque eles encaram a ela. Qual o problema? Então, outro homem jovem descaradamente encara Anastasia com seu queixo caído, embasbacado com a visão da MINHA mulher! Quando viramos no canto, a razão porque todos encaram ela aparece. Existem SETE retratos enormes de Anastasia pendurados por toda a parede. Eles são imensos! Enquanto o sangue foge do seu rosto, o meu borbulha, estou em ponto de explodir! São fotos gigantes de Anastasia, sorrindo, séria, fazendo beicinho, de cara amarrada, amuada, serena, e fazendo careta de brava. Mas de alguma forma sinto como se elas fossem tão intimas como se fossem fotos nuas dela. Todas em super close up e em preto e branco. Olho cada uma delas, paralisado. Nesse exato momento eu percebo que eu nunca a vi assim tão intimamente, tão

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II relaxada, sem preocupações nublando seus lindos olhos. E o fato de que foi o fotografo que captou essas imagens e que foi ele que proveu esses simples, felizes momentos me machucam por dentro, me fazendo ciumento, com ódio do filho da puta. Fui cativado pelas fotos… Simplesmente cativado por sua simples mágica, sua inocência transbordante, e a serenidade na expressão dela. Ela esta de tirar o folego! - Parece que não sou o único, - Murmuro me dando conta que o fotografo também é apaixonado por ela. Minha boca firma em uma linha rígida. Não ligo para competição nos negócios, mas, não quero competir minha namorada com ninguém. Desde que todos a reconheceram, e parece que todos os patronos estão apaixonados pelas suas fotos, eu não quero que ninguém compre nenhuma das fotos pra comer com os olhos na privacidade de suas casas. - Com licença, - Digo pra Anastasia, fixando meu olhar nela pra mantê-la no lugar. Eu ando de volta até a Miss cabelo muito curto, grandes argolas e batom vermelho foda-me. - Eu quero comprar as fotografias de Anastasia- Digo firmemente. - Ótimo! - ela diz brilhantemente. – Qual delas? Eu a incaro incrédulo. – Todas elas! - Sério? – ela pergunta brilhantemente. – Quero dizer, claro... Com certeza. Cada foto custa....- ela diz e eu a corto. - Não me importa quanto custa. Vou comprar os sete retratos de Anastasia!- eu digo e pesco meu cartão de crédito e entrego pra ela. - Claro senhor. – ela diz brilhantemente. Depois de passar meu cartão de crédito, e me entregar a voa pra assinar, ela registra a informação para entrega. - Quero que encontre o Sr. Rodriguez, e diga a ele pra garantir que não se faça nenhuma cópia dessas fotos! - Ah, mas, ele tem os negativos. O senhor só esta comprando as empresas Sr. Grey, - ela diz. - Bem, então – digo com impaciência, - parece que estou comprando também os negativos. Preciso de uma declaração escrita dele que ele não irá fazer nenhuma outra cópia dos negativos das fotos de Anastasia que estou comprando, e se houver quaisquer outras fotos ou negativos dela, ele não irá imprimir ou expor sem um consentimento dela por escrito. Deixei claro? - Digo numa voz ameaçadora.

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II - Sim, senhor, perfeitamente! – ela diz toda afobada. Problema resolvido. Finalmente me viro pra voltar onde esta Anastasia, e encontro um homem com uma juba loira secando minha namorada, conversando com ela. Um homem não pode virar as costas sem a possibilidade de outro cara chegar a sua mulher? Rapidamente chego nela, e minha segura seu cotovelo possessivamente. Olho por cima dela impassível para o juba loira claramente estacando o meu território. - Você é um cara de sorte, - diz a juba loira, sorrindo acertadamente pra mim. O encaro de volta friamente. - É o que sou - murmuro sombriamente, e puxo minha mulher pro meu lado, com meu braço possessivamente abraçando-a nos ombros, alegando propriedade, de uma forma ousada desafiando qualquer coisa masculina a chegar perto dela sem passar por mim. A juba loira pega minha deixa e vai embora. - Você comprou uma das fotos?- pergunta Anastasia. - Uma delas? - Eu bufo, sem tirar os olhos dela. - Você comprou mais de um?- ela pergunta incrédula. Rolo meus olhos pra ela. – Comprei todas, Anastasia. Não quero estranho nenhum cobiçando você na privacidade de sua casa. – Digo, mas, essa é a menor das minhas preocupações. Essas fotos são muito intimas de jeito particular. - Você preferia que fosse você? – ela diz provocando. Eu a encaro, pego de guarda-baixa pela minha namorada audaciosa (no verbo presente), mas me divirto porque eu sei que ela esta brincando. - Pra falar a verdade, sim, - respondo. - Pervertido - ela articula e morde o lábio inferior, me fazendo ficar boquiaberto. Acaricio o queixo pensativo, o que eu adoraria fazer com você quando fala assim e morde o lábio. - Tai algo que eu não posso negar Anastasia, - Digo balançando a cabeça, e meu humor se iluminam. Os olhos de Anastasia assumem um ar brincalhão, ela lambe o lábio inferior e diz conspiratoriamante, - Eu poderia desenvolver mais o assunto Sr. Grey, mas eu assinei um termo de confidencialidade. Eu suspiro, olhando pra ela, meus olhos escurecendo. Você tem alguma ideia do que a sua boca inteligente faz comigo? Como você eriça todo tipo de emoção, e me excita? – O que eu gostaria de fazer com essa sua boca inteligente – murmuro. Posso usa-la de muitas maneiras, baby. 44

II Ela suspira totalmente ciente do que eu quero dizer. - Que grosseria. – ela diz parecendo chocada. Eu sorrio pra ela, me sentindo divertido. Mas então meus olhos olham de relance as fotos e franzo a testa. Gostaria de ser o cara que a faz sentir relaxada como ela esta nessas fotos. - Você parece bem descontraída nessas fotografias, Anastasia. Normalmente eu não a vejo assim. Digo quase triste. Ela cora e olha as mãos. Não quero deixa-la com vergonha de mim. Eu incline a cabeça dela, e ela inspira profundamente ao sentir o nosso contato de pele. - Queria que você se sentisse relaxada assim comigo, - sussurro. Este é o meu voto!. Vou garantir que ela fique relaxada e feliz comigo. - Você precisa parar de me intimidar se é isso que você quer. – ela rebate. - Você precisa aprender a se comunicar e a me dizer como se sente, - rebato de volta pra ela com olhos brilhantes. Eu sempre tento ser explicito com ela, mas ela é tão fechada às vezes. Anastasia olha pra mim e respire fundo pra entregar um pouco do que ela esta pensando. - Christian, você queria que eu fosse uma das suas submissas. É aí que esta o problema. Na própria definição de submissa, que você me enviou por e-mail uma vez, - ela para tentando lembrar as palavras exatas do meu e-mail. – acho que os sinônimos eram, abre aspas: ’ dócil, agradável, passiva, dominável, paciente, amável, inofensiva, subjugada ‘. Eu não podia olhar pra você. Não podia falar, a menos que você me desse permissão. O que você espera? - Ela resmunga. Eu pisco pra sua clara avaliação do problema. Claro que eu me dei conta tardiamente que o principal problema desse relacionamento foi que eu o comecei de forma contratual e eu me apaixonei. Mas até então, esse era o único tipo de relacionamento que eu conhecia e estava interessado em ter. Mas, quase que na mesma hora em que conheci Anastasia, eu sabia que ela era diferente, mas eu nunca saberia que eu poderia me apaixonar loucamente por ela. Houve outras subs que queriam mais, ou eu terminei com elas ou elas acharam outra pessoa e terminaram comigo. Nunca pensei sobre elas depois, porque eu não tinha sentimentos por elas. Mas, essa mulher diante de mim, essa menina inocente, mantêm-me comprometido, e pode ir de igual pra igual comigo. É revigorante e enlouquecedor, e sexy e assustador. Ela é ousada, e infelizmente ela esta certa, franzo ainda mais a testa à medida que ela continua a falar.

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II - É muito confuso estar com você. Você não quer que eu o desafie, mas então você gosta da ‘minha boca inteligente’. Você quer obediência, exceto quando não quer para que possa me punir. Eu simplesmente não sei como me portar quando estou com você. Estreito os olhos. Ela esta falando, e ela mostrou sua alma pra mim. Mas eu não quero isso para cimentar a nossa separação e erguer uma lápide sobre a relação que poderíamos – não, nós iremos ter. – Boa resposta, como sempre Srta. Steele. - Digo em uma voz gélida. – Venha, vamos comer. – Ela mostrou suas cartas, agora é minha vez. - Mas só chegamos à meia-hora – ela protesta. - Você já viu as fotos; você já falou com seu amiguinho. – Eu rebato. - O nome dela é José. – ela me reprime. Ótimo! – você já falou com José, o sujeito, que da ultima vez que encontrei estava tentando enfiar a língua na sua boca relutante quando você caia de bêbada. - eu rosno pra ela. - Ele nunca me bateu! - ela cospe em mim, e isso machuca meus sentimentos. Faço uma carranca pra ela e a fúria emana dos meus poros. Está decidido! Vamos embora agora, nem que eu tenha que coloca-la em meus ombros com um tapa em seu delicioso traseiro na frente de todas essas figuras e da imprensa! – Golpe baixo, Anastasia, - sussurro ameaçadoramente. Ela cora, e eu passo as duas mãos pelos cabelos duplamente exasperado, eriçado de raiva. Mal consigo me conter. É sempre assim com Anastasia… Nunca sei o que ela vai fazer ou dizer, ela me deixa com raiva como mais ninguém é capaz, e eu quero ama-la e puni-la os dois ao mesmo tempo. Tenho todas essas emoções estrangeiras que nunca experimentei antes, me fazendo incrivelmente possessivo por ela, e agora mesmo eu só quero beija-la, fode-la, ama-la e espanca-la tudo ao mesmo tempo, e nada disso irá saciar esse sentimento que transborda em mim! E claro ela me fita de um jeito que só ela consegue. - Vou levar você pra comer alguma coisa. Você esta desaparecendo na minha frente. Encontre o garoto e se depressa! - Digo. - Por favor, podemos ficar um pouco mais? - ela pede. - Não. Vá se despedir agora! - Eu anuncio. Meu limite de tolerância já ultrapassado. 46

II Ela me encara, a raiva dela a faz ficar vermelha até a raiz dos cabelos. Ela estreita os olhos pra mim; e se fosse possível estaria saindo fumaça dos seus ouvidos. Ela finalmente afasta seus olhos de mim procurando pelo garoto. Finalmente o localiza, ela anda até o garoto pra se despedir. Tem algumas garotas ao redor do fotografo. Fico parado no meu lugar, paralisado, impaciência vibrando através de mim, me, e fico esperando. Vamos colocar todas as cartas na mesa esta noite, e por Deus vou ganhar você de volta Anastasia Steele! Me pego batendo o pé no chão nervoso. Ana esta a alguma distancia, mas meu olhar não a deixa, eu nem sequer pisco. O fotografo de merda varre minha mulher em um abraço de urso e gira ela! Sangue sobe pra minha cabeça, meus olhos escurecem, e a raiva que eu mal continha agora esta transbordando. Então em um movimento calculado, Anastasia, minha Anastasia, minha mulher, envolve os braços ao redor da nuca do filho da puta que esta feliz em estar sendo envolvido em seus braços já que ele também é apaixonado por ela! Estou tão puto da vida! Se eu tiver que arrastar Anastasia pelos cabelos como um homem da caverna eu vou arrastar. Meu olhar escurece, e o ciúme esta me matando! O que ela esta tentando fazer comigo? Anastasia Steele, você vai ser a causa da minha morte! Você faz alguma ideia do quanto eu estou apaixonado por você? Você faz ideia da extensão do que eu iria a uma batida de coração pra mantê-la em minha vida? Você tem ideia do inferno que tenho passado desde a semana passada por causa da sua ausência t? E aqui esta você mostrando afeição a este homem que eu sei que você não tem sentimentos só pra me deixar puto de ciúmes! Estou puto da vida agora, só quero levar você pra um lugar reservado mais próximo pra clama-la minha! Lentamente ando em direção a eles. Ela ainda esta envolvida em seus braços me ignorando. Cara, se você não tirar os braços dela, eu vou arranca-los de você! Assim como eu estou apenas a poucos passos dele, o filho da puta alcança e abraça-a mais apertado, e eu acelero o passo e alcanço Anastasia, fervendo de raiva, fazendo cara feia pra ela e segurando ela pelo cotovelo. O babaca finalmente solta ela, e diz - Não seja uma estranha, Ana. Ah, Sr. Grey, boa noite, - ele diz como se tivesse acabado de notar minha presença. Sim, você faria bem em se lembrar do Christian Grey que esta pra resumir seu status o namorado de Anastasia. Mantenha a porra dos seus braços longe dela! Mal consigo me conter, mal posso e quase não consigo fazer minha voz friamente educada, - Sr. Rodriguez, muito impressionante, - Digo. – Sinto muito, mas não podemos ficar mais, nós precisamos voltar pra Seattle. Anastasia? - Digo enfatizando a palavra ‘nós’ como casal ao pegar a mão dela. - Tchau, José. Parabéns de novo. - ela diz dando um beijo rápido em sua bochecha pra explodir meu vulcão de raiva. É tudo que consigo aguentar. Eu agarro a mão dela, e arrasto-a pra fora do prédio. 47

II Todos os tipos de hormônios estão devastando meu corpo e meu cérebro. Raiva, ciúme, e frustração estão a níveis de explodir, e, eu estou suando como um pecador em uma igreja com todas essas emoções raivosas! Quando saio do prédio, Eu olho rapidamente para cima e para baixo da rua, e, em seguida, siga para a esquerda e, de repente puxo-a em um beco, e abruptamente a empurro contra a parede com todos meus sentimentos explodindo pra fora de mim. Não consigo aceitar que a mulher que eu amo estava nos braços de outra pessoa, abraçando, beijando e eu ainda nem a beijei. Eu agarro seu rosto entre minhas mãos, forçando Anastasia a encarar meus determinados olhos em chamas. Ela suspira quando ela se da conta da intensidade do meu desejo, e invisto minha boca contra a dela. Estou beijando ela violentamente, incontrolavelmente; dentes batendo, então minha língua invade sua boca, buscando sua língua com força. O desejo explode em nós dois como fogos de artificio e pro meu alivio, ela esta me beijando de volta, com o mesmo fervor, suas mãos se fecham em meu cabelo, puxando com força, tentando fundir nossos corpos como se a separação tivesse criado uma fome insaciável nela... Por mim! Sua resposta me faz gemer no fundo da minha garganta reverberando pelo corpo dela. E rapidamente minhas mãos descem pelo seu corpo até o alto de suas coxas, meus dedos cravando em sua carne macia através de seu vestido ameixa sexy. Minha ansiedade, meu desejo, minha saudade dela e o medo que cultiva essa emoção desconhecida, o ciúmes, e o medo da perda derramam nela através do beijo, ligando nós dois juntos e é nesse momento que me dou conta que nos sentimos da mesma maneira. Vou estar eternamente selado com esse beijo. Eu a beijo duro e demorado até que estou totalmente sem ar nos pulmões. Meus olhos estão inundados de desejo quente por ela, e a paixão no meu corpo, no meu sangue esta queimando em mim. Sou um homem pegando fogo. Estamos os dois sem ar, e eu faço minha declaração pra ela. - Você. É. Minha. – rosno pra ela, enfatizando cada palavra, anunciando, transbordando todo meu amor por ela. O que eu posso fazer pra fazê-la entender que não há nada mais precioso pra mim do que tê-la em minha vida, em meus braços, em meu coração? O que Ana? Diga-me! Afasto-me dela e me agacho enquanto coloco as mãos nos joelhos, tentando recuperar o folego como se eu tivesse corrido uma maratona, e eu corri… por dias, atrás dela, tentando reconquista-la. Tentando dá-la espaço… Tentando dar tempo pra ela pensar... Tentando dar oportunidade pra ela ordenar seus sentimentos. Mas, estou gasto! Sou um homem apaixonado... Apenas não posso viver 48

II sem ela! Mesmo que ela esteja abraçando outo cara de uma maneira amigável, ou tentando dar um tempo de mim – bem… a razão não importa, porque não importa quais são, estou igualmente, apaixonadamente e mais ardentemente apaixonado por ela e completamente com ciúmes de qualquer tipo de consideração que ela possa ter por outro cara! - Pelo amor de Deus, Ana, - Digo com apelo na voz. Ela se recosta na parede, ofegante, Tentando controlar as reações do corpo dela, Tentando encontrar seu equilíbrio. - Sinto muito- ela sussurra em uma voz ofegante. - Acho bom, - Digo minha voz rachando com sentimentos esmagadores fazendo um nó na minha garganta. – Eu sei o que você estava fazendo. Você quer aquele fotografo Anastasia? Ele obviamente sente algo por você, - Digo implorando, ‘por favor, diga que não, por favor, diga que não, por favor, diga que não!’ No momento em que vi as fotografias de Anastasia ne galeria sorrindo, séria, fazendo beicinho, de cara amarrada, amuada, serena, e fazendo careta de brava, eu não havia sentido ciúmes tão grande por ninguém ou qualquer coisa antes dela, porque alguém a viu em uma maneira tão intima que eu nunca vi. Dei-me conta que o fotografo a ama também. Eu apenas não posso suporta-la vê-la com outra pessoa em real ou imaginária possibilidade. Ela cora depois da minha fervente pergunta e balança a cabeça em negativa. - Não. - ela diz pra meu total alivio. – Ele é só um amigo. - Dou um suspiro de alivio. - Passei toda a minha vida Tentando evitar emoções extremas. - digo olhando nos olhos dela, minha voz falhando. – Mas você... Você desperta sentimentos em mim que me são completamente desconhecidos. É muito… - digo franzindo a testa, procurando a palavra certa - - Perturbador. - Mas é mais que isso. Meu coração, minha alma, meu destino esta tudo em suas mãos para ela fazer o que quiser como quiser moldar eles… o que ela quiser pra manter ou jogar fora. Eu nunca, jamais estive vulnerável assim antes! Não em tantos anos. Tive muitas mulheres em minha vida, mas eu nunca fui cure com nenhuma delas. Não brinquei com os sentimentos delas. No entanto, qualquer coisa que Anastasia fizer pode me erguer ou me destruir! Essa é a profundidade do meu amor por ela. Anastasia é a única pessoa no mundo que pode me colocar em um caixão vertical com seu olhar de desdém… Essa é a extensão de seu poder sobre mim; isso me assusta profundamente. Minha vida e meu destino estão em suas delicadas mãos!

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II - Eu gosto de ter controle, Ana, mas perto de você isso… – Eu paro meu olhar intenso, - desaparece. – Digo acenando vagamente com a mão, passo os dedos pelo cabelo e respiro fundo. Seguro sua mão. - Venha precisamos conversar, e você precisa comer. E, estou pronto pra colocar minhas cartas na mesa, e não vou abandonar essa batalha sem ganhar minha mulher de volta.

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II Capítulo III Levo Anastasia a um restaurante pequeno e intimo chamado Le Picotin. Particularmente eu não o escolhi, mas é o único disponível dentro da distância que estou disposto a viajar, não posso permitir leva-la antes de uma refeição. Adoraria leva-la a um restaurante apropriado, com os melhores chefs da cidade com uma grande adega de vinhos, mas eu estou com tempo limitado. - Esse lugar tem que servir. – Digo resmungando. - Não temos muito tempo. Por dentro o restaurante tem a cor vermelho sangue profundo como a minha sala de jogos com cadeiras de madeira, toalhas de linho incompatíveis ecléticas e com espelhos colocados aleatoriamente, velas brancas e pequenos vasos de rosas brancas Ella Fitzgerald esta cantando apropriadamente “This thing called love ” (essa coisa chamada amor) suavemente ao fundo adicionando romantismo ao lugar. A recepcionista nos leva a uma mesa pequena pra dois reservada e Anastasia senta em frente a mim apreensiva, e francamente estou meio que nervoso porque ela não me deu nenhuma indicação que me quer de volta além da resposta ao meu beijo no beco. Então, novamente, nossos corpos estão tão sintonizados um com o outro, é quase se como eles falassem uma linguagem própria singular. - Não temos muito tempo. - Digo ao garçom pra apressa-lo. – Vamos comer dois bifes ao ponto, molho éarnaise, se você tiver batatas fritas e legumes cozidos, qualquer um que tiver na cozinha. E traga a carta de vinhos. – Digo fazendo o pedido por nós dois. - Certamente senhor, - o garçom diz meio que pego de surpresa; mas estou acostumado com esse tipo de resposta porque geralmente essa é a resposta quando você toma o controle da situação de uma forma esmagadora, e é o que eu pretendo fazer durante essa noite. Coloco meu Blackberry em cima da mesa. Anastasia esta quase carrancuda em silencio. Então ela fala. - E seu eu não gostar de bife? Ela diz me fazendo suspirar e internamente digo ‘Deus me dê paciência essa noite!’ - Não comece Anastasia. - Não sou criança, Christian, - Ela sussurra baixo inclinando-se. - Bem, pare de agir como uma, - Digo, espelhando sua reação. Automaticamente ela se ajeita no acento com um olhar de incredulidade no rosto, piscando pra mim. Estamos os dois agitados, nervosos, e as coisas não estão sendo como imaginei. - Sou uma criança porque não gosto de bife? – Ela murmura com um tom magoado.

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II Como você pode ser tão obtusa Anastasia? Você me enlouqueceu! Quase me fez ter um ataque cardíaco se enroscando no fotografo me fazendo mais ciumento do que eu jamais fui com qualquer coisa ou pessoa em minha vida inteira! Você é minha! - Por me deixar ciumento deliberadamente. É uma coisa infantil a se fazer. Você não tem consideração pelos sentimentos do seu amigo, se insinuando pra ele daquele jeito?- Digo pressionando meu lábio em uma linha fina emburrado, nesse momento o garçom retorna com a carta de vinho. Ainda estou vibrando com o ciúme e paixão e raiva, tudo de uma vez. Anastacia cora. De repente o que eu digo e eu sou extremamente agradecido. Forço meu olhar a sair dela e olhar pra carta de vinhos. Bem, ela quer ter escolhas; Vou deixa-la escolher o vinho se assim ela quiser. Tenho certeza de que posso conviver com a escolha dela. - Gostaria de escolher o vinho? – pergunto levantando uma sobrancelha pra ela em expectativa. Ela me encara de volta. - Você escolhe. - ela responde carrancuda, mas derrotada. - Duas taças de Barossa Valley Shiraz, por favor -, digo ao garçom. - Err… nós só vendemos por garrafa senhor, - o garçom diz. O que; vou ter quer le dar com ele também? - A garrafa então, - eu rebato. - Senhor, - ele diz obedientemente e se retira. Anastasia escute a conversa e franze o cenho pra mim. - Você é muito rabugento, - ela observa. Sério? Você acha? Olho pra ela impassível não é nada, mas... - Fico me perguntando por que será? - Bem, é bom definir o tom certo pra uma discussão intima e honesta sobre o futuro, você não acha? – ela diz sorrindo docemente pra mim. Sou derrotado por Anastasia mais uma vez... Pressiono minha boca em uma linha fina. Então percebo que estou permitindo minha raiva e outras emoções tomarem controle, uma coisa que eu não queria abrir mão. Então com certa relutância sinto meus lábios mudarem em um sorriso. Apesar de eu querer tira-lo no rosto, eu falho. - Sinto muito, - me desculpo.

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II - Desculpas aceitas, e eu tenho o prazer em informar que eu não me tornei vegetariana desde nossa última refeição. – ela diz e pode até ser verdade, mas como ela não tem comido desde nossa ultima refeição, a observação significa pouco. - Já que essa foi a sua última refeição, acho que isso é um ponto discutível. - Lá esta aquela palavra novamente, discutível – ela diz. - Discutível. - repito a palavra enquanto meus olhos suavizam com humor. A exasperação me varre me deixando nervoso. Passo minhas mãos pelo cabelo, e meu coração se constringe mais uma vez. - Ana, da ultima vez que conversamos você me deixou. Estou um pouco nervoso. Eu disse a você que a quero de volta e você não disse... Nada! – Digo com toda a intensidade de minhas emoções emanando pelos meus poros. O que ela espera? Estou inacreditavelmente nervoso, e eu nunca fico nervoso! Já intermediei altos riscos, milhares de dólares em acordos de negócios, contratos, e conveniências. Nunca fiquei nervoso como agora, porque eu estava no meu controle. Com Anastasia, tudo é jogado pela janela; Minhas emoções tomam conta, meu coração sacode, e meu cérebro tira férias quando eu mais preciso dele. Eu olho intensamente em expectativa pra ela. Ela é pega de surpresa. - Tenho sentindo sua falta… realmente sinto sua falta, Christian. Os últimos dias tem sido… - ela diz pausando pra encontrar a palavra certa… - difíceis, -. Ela engole e olha pra mime m silêncio com uma emoção sem nome. - Nada mudou. Eu não posso ser o que você quer que eu seja, - ela diz quase chocada com suas palavras. - Você é o que eu quero. – Digo fervorosamente em uma voz suave e enfática. - Não, Christian, não sou! - ela rebate. - Você esta chateada por causa do que aconteceu da ultima vez. Comportei-me de forma estupida, e você… você também. Porque você não usou a palavra de segurança Anastasia? – Pergunto num tom acusador. Pensei muito nisso. Sempre a lembrei das palavras de segurança se as coisas ficassem difíceis de aguentar no quarto de jogos, e ela não aguentou. Ela me olha e finalmente não tem o que dizer. - Me responda – peço. - Eu não sei – é sua primeira resposta. – Eu estava sobrecarregada. Estava tentando ser o que você queria que eu fosse, tentando lhe dar com a dor, e isso fugiu da minha cabeça... Eu esqueci. – ela suspira parecendo envergonhada, dando de ombros se desculpando. 53

II O que? Passei por um inferno essa ultima semana, porque ela simplesmente esqueceu-se de usar a palavra de segurança? Oh Deus estou esmagado! Mortificado! - Você se esqueceu! – eu suspiro com horror, tão chateado, agarro as laterais da mesa encarando ela. Ela esvazia em sua cadeira quando se da conta. Passamos os dois por um inferno porque ela se esqueceu de usar a palavra de segurança! - Como posso confiar em você Anastasia? – pergunto em voz baixa. - Em qualquer coisa? – Confiei nela pra usar a palavra de segurança. Confie nela pra seguir as regras. Eu a lembrei muitas vezes. Como ela pôde fazer isso? Nesse exato momento o garçom chega com o vinho enquanto ainda estamos nos encarando. Ele coloca o vinho na taça, e eu automaticamente tomo um gole. - Pode servir, - Digo numa voz curta. O garçom enche nossos copos, coloca a garrafa na mesa, e percebendo a tensão na mesa, ele se retira rapidamente. Meu olhar esta colado em Anastasia e a tensão é espessa, posso sentir o gosto na minha boca. Estou sem palavras. Tudo que consigo fazer é encara-la, e finalmente Anastasia quebra nosso olhar, pega sua taça de vinho e toma um grande gole pra conseguir alguma coragem. - Sinto muito- ela suspira. O que? Por quê? Ela esta falando isso da mesma forma da noite quando me deixou? Ela esta tentando dizer ‘isso não vai dar certo’! Estou com medo! É isso? - Sente muito pelo o que?- Pergunto numa voz alarmada - Por não usar a palavra de segurança, - ela diz e eu sinto me ser inundado de alivio. Há esperança afinal! Obrigado Deus! - Poderíamos ter evitado todo esse sofrimento, - Murmuro. - Você parece bem, - ela diz em tom acusatório. Estou bem? Morri mil mortes todos os dias! Dilacerado por milhares de cortes superficiais, sangrando até a morte! Meu coração foi arrancado e jogado aos meus pés! Perdi a razão de existir! E você acha que eu estive bem Anastasia? Você esta muito enganada! - Aparências enganam- digo baixinho – Estou qualquer coisa menos bem. Sinto-me como se o sol tivesse se posto e não nasceu mais durante cinco dias, Ana. Estou em uma noite perpétua aqui – Digo com a voz embargada. Tenho enfrentado o maldito inferno, partido, destruído, perdido... - Você disse que nunca me deixaria, mas ainda assim quando a coisa ficou difícil você saiu pela porta- Digo em tom acusatório. - Quando foi que eu disse que não iria embora? – ela pergunta.

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II - No seu sono. Foi a coisa mais reconfortante que eu ouvi em muito tempo, Anastasia. Fez-me relaxar. - Isso foi minha tábua de salvação, o fio de esperança em que me agarrei. Ela não diz nada. Nada! Ela não me olha e pega seu vinho. Seus sentimentos por mim mudaram? Eu quero saber! - Você disse que me amava, - eu sussurro. – Isso ficou no passado? Digo voz baixa com ansiedade. ‘Por favor, diga que não! Por favor, diga que não! Por favor, diga que não Anastasia! Por favor!’ Imploro em minha cabeça uma prece fervente. Nunca deixei de amar você! - Não, Christian, não ficou, - ela diz finalmente, e eu solto o ar em alivio eu nem havia notado que estava prendendo a respiração. Eu a encaro a esperança florescendo em meu coração. - Bom, - Murmuro. Sei que eu surtei quando ela finalmente me disse que me amava quando estava acordada, e eu me senti desmerecedor de seu amor. Mas tardiamente me dei conta que eu almejo seu amor. Não posso viver sem ele! Preciso dele como o ar que eu respiro! O garçom chega com nossa comida, e coloca os pratos na nossa frente e sai rapidamente com o conhecimento da alta tensão na mesa. - Coma, - ordeno. Quero que ela melhore. Ela olha pra sua comida perplexa, sem dar uma mordida. Porque não esta comendo? Você esta sumindo na minha frente como um bloco de gelo no calor do deserto! Minha ira inflama novamente. - Que Deus me ajude Anastasia, se você não comer vou coloca-la em meus joelhos aqui mesmo e não ira ter nada a ver com minha satisfação sexual. Coma! – Ordeno ferozmente. - Tudo bem. Vou comer. Guarde a sua palma que coca, por favor. – ela diz. Continuo encarando-a. Quero que ela comece a comer agora mesmo. Ela olha pra sua comida novamente. Pega seu garfo e faca. Finalmente ela corta um pedaço do bife e da à primeira mordida. Quando ela começa a mastigar sinto o alivio me inundar. Então eu pego meu garfo e faca e comemos em silêncio. Ela olha pra mim e me pega a observando enquanto como. Sou louco por essa mulher na minha frente! Louco de amor! Louco por ela! Louco por tudo que ela faz! Ela e eu temos uma ligação inevitável e eu não sou nada sem ela. - Você sabe quem esta cantando?- ela diz me tirando dos meus devaneios. Pela primeira vez eu presto atenção na musica de fundo. Nunca havia ouvido a cantora ou a musica, mas é bonita. - Não, mas ela é boa quem quer que seja. - O que? - Ela pergunta.

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II Balanço minha cabeça. – Coma – digo não deixando escapar nada. Depois de comer possivelmente a metade da comida em seu prato ela diz - Não aguento mais. Já comi o suficiente senhor? Eu a encaro impassível. Realmente gostaria que ela terminasse a comida dela, porque ela esta tão magra. Não respondo. Dou uma olhada no relógio pra ver se Taylor já chegou provavelmente eu posso força-la a comer mais um pouco. - Realmente estou cheia- ela adiciona e toma um gole do vinho. - Temos que ire m breve. Taylor esta aqui, e você tem quer acordar cedo pra trabalhar. - Assim como você- ela retruca. - Funciono com muito menos horas de sono que você Anastasia. – Digo. - Pelo menos você comeu alguma coisa- Isso me faz sentir um pouco melhor sabendo que ela tem alguma coisa em seu sistema. - Não vamos voltar no Charlie Tango? - Não, achei que pudesse beber. Taylor vai nos pegar. Além do mais dessa maneira posso ter você no carro só pra mim por algumas horas pelo menos. O que podemos fazer além de conversar? – Digo. Quero que isso funcione, e eu vou fazer tudo que estiver em meu poder pra que ela me dê a chance de falar e ela me escutar. Chamo o garçom, e peço a conta. Então pego meu Blackberry e ligo pra Taylor. - Estamos no Picotin, Sudoeste Terceira Avenida, - Digo dando o endereço; Desligo. Anastasia olha pra mim surpresa com a conversa abrupta. - Você é muito brusco com Taylor, na verdade, com a maioria das pessoas. - Eu apenas vou direto ao ponto, Anastasia. - Você não chegou ao ponto essa noite. Nada mudou Christian, - ela diz. É ai que ela esta errada. Tudo mudou, e eu pretendo corrigir todos os meus erros. - Tenho uma proposta pra você – eu respondo. - Isso começou com uma proposta, - ela diz quase zombando. - Uma proposta diferente – Digo. Uma boa proposta, uma proposta que eu espero que ela não seja capaz de resistir, mas concordar.

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II O garçom volta com a minha conta, e eu entrego meu cartão de crédito, impaciente pra sair daqui. Eu olho pra ela especulativamente. Não quero ficar, o que poderia ter acontecido? ... e se? Eu vou fazer a mudança hoje à noite. Enquanto o garçom esta passando meu cartão de crédito, meu celular vibra, e eu olho, vendo uma mensagem de texto de Taylor. Ele diz que esta lá fora. Eu assino a nota do cartão, e fico de pé, estendo minha mão pra Anastasia. - Venha. Taylor esta lá fora. – eu digo. Ficamos de pé, sua mão na minha. - Não quero perder você Anastasia- Digo com toda minha paixão, beijo as costas de sua mão ternamente. Nossa conexão me faz vibrar com todo tipo de emoções, e desejo. Quando saímos, meu Audi esta esperando. Pego a mão de Anastasia e a guio pra dentro do SUV. Vou para o lado do motorista, e Taylor sabendo que eu vou pedir a ele alguma coisa e sai do veículo. - Taylor, eu quero que coloque seu Ipod, e garanta que seus fones de ouvidos estão plugados até que eu diga o contrário. Sincronize com o carro, por favor, assim posso verificar que esta ligado. - Sim, senhor, - ele diz, e pluga seus fones de ouvido na minha presença. Depois que minhas instruções á Taylor terminam, eu retorno pro meu lugar perto de Anastasia. Ela me encara intrigada, mas, olhando pra frente, eu não dou nada a vista, dominando meu rosto impassível. Vejo pela minha visão periférica Anastasia me observando, examinando, memorizando minhas características como se pudesse ser a ultima vez que ela me vê. Deixo-a absorver tudo de mim; ver o que ela terá, porque ela não ira me perder se eu puder evitar isso... Quando finalmente Taylor sintoniza o iPod com o sistema de som do carro, um suave Puccini começa a tocar. Ele coloca o Audi no trafico, seguindo pra I-5 e Seattle. Esta é a minha deixa pra começar a conversar com Anastasia enquanto Taylor esta fora com audição distante. Mudo meu corpo pra me virar pra Anastasia pra tê-la cara a cara. - Como eu estava dizendo, Anastasia, tenho uma proposta pra você- Digo. Com isso ela olha pra Taylor nervosamente como se dissesse que esta embaraçada de conversar na frente dele. - Taylor não pode te escutar- Eu asseguro a ela, mas ela esta em duvidosa. - Como? - Taylor? – Eu chamo, mas ele não responde. Eu chamo seu nome mais uma vez, mas de novo não há resposta. Inclino-me, e dou um toque no ombro de Taylor e na hora ele retira um dos fones de ouvido, e finalmente da uma resposta ao meu contato físico. - Sim, senhor? – ele pergunta educadamente.

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II - Obrigado Taylor. Esta tudo bem; continue escutando. - Senhor. – ele responde. - Feliz agora? Ele esta escutando seu Ipod. Puccini. Esqueça que ele esta aqui. Eu esqueço. – Digo despreocupadamente. - Você deliberadamente o pediu pra fazer isso? - Sim, pedi. – Respondo. Ela balança sua cabeça como se fosse clarear sua cabeça de um pensamento errante, engatar uma mudança. - Tudo bem, sua proposta? É isso. Eu tenho que deitar todas minhas cartas, e eu tenho que apresentar minha mão vencedora. Coloco meu rosto dos negócios; Aquele que eu uso quando não tenho intenção de perder uma negociação. Anastasia coloca sua ‘estou negociando um acordo; melhor você não me dar um acordo de merda, ’ rosto, atenção pura. - Deixe- me perguntar uma coisa primeiro. Você quer um relacionamento Baunilha regular sem nenhuma trepada sacana? – Pergunto. Nunca tivemos problemas com nenhum tipo de trepada; sacana ou não, mas eu quero esclarecer de uma vez por todas. Se eu fosse ir pelas indicações, ela gostava delas bem. Mas, isso não esclarece o que esta em seu coração; eu preciso escutar isso diretamente de seus próprios lábios. - Trepada sacana? - ela pergunta chocada e envergonhada com a companhia no carro apesar de Taylor não conseguir escutar nada. - Trepada sacana – eu confirmo. É o que isso é, e eu vou chamar pelo seu real nome. - Não acredito que você disse isso, - ela diz olhando pra Taylor nervosamente. - Bem, eu disse. Responda-me. – Peço calmamente e firmemente. Eu preciso esclarecer cada aspecto do nosso relacionamento como ela não é comunicativa, e eu vou ter a maldita certeza que não haverá pedra sobre pedra pra fazê-la feliz cem por cento. Ela cora, e olha para baixo para suas mãos, tímida. - Gosto da sua trepada sacana, - ela sussurra em uma voz pequena confirmando meu instinto. Meu deus do sexo interior faz uma pirueta em excitação. Essa é uma vitória, mas há mais assuntos pra ir ao ar e serem completamente superados. - Isso é o que eu pensei. Então do que não gosta? – Peço tentando entender completamente seus gostos e desgostos. Ela olha pra mim, e suspira. Respira fundo como se para colocar pra fora

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II alguma ansiedade, alguma exasperação de seu sistema. Ela não fala por um longo momento, e eu a encaro intensamente sem nem piscar. -A ameaça de punição cruel e incomum, - ela diz. Mas, essa expressão significa coisas diferentes pra pessoas diferentes. Eu tenho que saber o que significa pra ela. - O que isso significa? – Peço. - Bem, você tem todos aqueles bastões e chicotes e outras coisas no seu quarto de jogos, e isso me assusta pra cacete. Eu não quero que os use em mim. – ela diz. Já os destruí de qualquer maneira, então é um assunto inválido agora. - Tudo bem, sem chicotes ou bastões – ou cintos, pra constar eu digo sardonicamente sabendo que isso causou o nosso rompimento. Ela olha pra mim intrigada, e tentando confirmar se ela ouviu corretamente, completamente confusa. - Você esta tentando redefinir os limites rígidos? Ela pede em esclarecimento. - Não exatamente; Só estou Tentando entender você, ter uma ideia clara do que você gosta e não gosta- Explico. Com isso ela ganha certo entendimento e responde. - Basicamente, Christian, é a sua satisfação em me infligir dor que é difícil de lidar. E a ideia de que você vai fazer isso porque eu cruzei alguma linha arbitrária. – ela diz em um folego só. - Mas não é arbitraria; as regras estão escritas. – rebato - Não quero uma lista de regras, - ela diz. É o que eu pensei. Um homem ainda pode tentar negociar sem passar nada, sem se comprometer. - Nenhuma?- Peço pra confirmar. - Sem regras, - ela diz balançando a cabeça. Maldita mulher! Você poderia trabalhar pra mim com esse talento pra negociação. Se você pode me dobrar, você pode dobrar qualquer um. - Mas você não liga se eu te bater? – Peço. - Bater com o que? – ela pergunta estreitando os olhos, metódica, tentando fazer o melhor negócio. E isto é bom, porque ela também esta na mesa de negociação, e ela também esta jogando com sua melhor mão. - Isto- Digo levantando minha mão. Seu comportamento muda quando mostro. Ela se contorce involuntariamente em uma emoção bem contida ou com a lembrança dos momentos emocionantes que tivemos juntos usando apenas as minhas mãos para bater em diversão, em um contexto sexual. - Não, não me importo- ela responde timidamente, corando. 59

II - Especialmente com aquelas bolas prateadas... – ela deixa escapar. Sua resposta me faz sorrir. Eu estava certo; ela curte apanhar em um contexto sexual. - Sim, aquilo foi divertido. - digo lembrando. - Mais que divertida, - ela murmura concordando comigo. - Então você pode lhe dar com um pouco de dor- Eu confirmo. Ela da de ombros com indiferença. - Sim, suponho. – Ela responde. Sua respiração se torna mais rasa e rápida; seu peito subindo e descendo rapidamente. Hum… Ainda há esperança pra nós, e meu coração pula uma batida com excitação. Eu toco meu queixo, pensando muito em como colocar em palavras minha proposta pra obter a melhor resposta dela. - Anastasia eu quero começar de novo. - Digo procurando ar fresco e um novo começo pra nós dois. - Fazer a parte baunilha e então talvez, uma vez que confiar em mim e eu confiar em você pra ser honesta e comunicativa comigo, nos poderíamos seguir em frente e fazer algumas coisas que eu gosto de fazer. – Digo colocando pra fora meu compromisso. Ela me encara como se tivesse me escutado incorretamente, completamente atordoada, com uma expressão vazia. Posso dizer que este não era o compromisso que ela estava esperando. Não sei o que ela esta pensando. Seu rosto é desprovido de qualquer expressão. Principalmente porque ela esta atordoada com o que eu estou disposto a fazer por ela, sua expressão reflete que as luzes estão acesas, mas Anastasia finalmente se dá conta... Finalmente ela encontra sua voz e pergunta - Mas e os castigos? - Sem castigos, - Digo balançando a cabeça. Decidi sobre essa concessão na noite em que ela me deixou. – Nenhum – digo pra confirmar. - E as regras? – ela pede. - Sem regras, - digo. Baby, você não sabe da extensão que eu iria pra manter você! Você não faz ideia do quanto eu a amo e me importo com você! - Nenhuma regra? – ela pede incrédula. – Mas você tem necessidades. - Preciso mais de você, Anastasia. Estes últimos dias tem sido um purgatório. Todos meus instintos me dizem pra deixar você ir, me dizem que eu não mereço você. – Digo suspirando. - Aquelas fotos que o garoto tirou... Jose tirou, - digo corrigindo -… Eu posso ver como ele a vê. Você esta tão bonita, não que você não esteja bonita agora, mas aqui esta você. Eu vejo sua dor. É difícil saber que foi eu quem fez você se sentir assim. – mas eu sou um homem egoísta. Eu quis você desde que caiu em meu escritório. Você é delicada, honesta, quente, forte, inteligente,

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II sedutoramente inocente; a lista é infinita. Estou em reverencia por você. Eu quero você, e o pensamento de outra pessoa tendo você é como uma faca torcendo em minha alma escura. A boca inteligente de Anastasia esta completamente sem palavras; desprovida de palavras. Seu peito esta subindo e descendo como se ela estivesse correndo uma maratona particular, e ela precisa de cada molécula de ar que ela puder depositar em seus pulmões. De repente, ela reúne seus pensamentos, e as palavras simplesmente derramam de seus poros. - Christian, porque você acha que tem uma alma negra? Eu nunca diria isso. Triste talvez, mas você é um homem bom. Eu posso ver isso... Você é generoso, você é gentil, e você nunca mentiu pra mim. E eu não tentei o bastante. – ela responde me chocando completamente. - Sábado passado foi um grande choque pro meu sistema. Foi um alerta. Eu percebi que você tinha pegado leve comigo e que eu não poderia ser a pessoa que você queria que eu fosse. Então depois que eu fui embora, me dei conta que a dor física que você me infligiu não era tão ruim quanto a dor de perder você. Eu quero agradar você, mas é difícil – ela profere. - Você me agrada o tempo todo, - sussurro pra ela. – Quantas vezes vou ter que te dizer isso? - Eu nunca sei o que você esta pensando. Às vezes você é tão fechado... Como uma ilha. Você me intimida. É por isso que fico quieta. Eu não sei pra que caminho seu humor vai seguir. Vai de norte ao sul em um nano segundo. É confuso e você não me deixa ter tocar, e eu quero tanto te mostrar o quanto eu amo você. – ela declara me chocando completamente. Sua declaração me surpreende completamente. Eu achei que ela tinha deixado de me amar, e ela não me deu nenhuma indicação desde que eu a busquei de outro modo fazendo meu já sobrecarregado coração queimar com mais preocupação. Mas o que ela acabou de dizer, me inunda completamente com serenidade, acalma os tornados que se tem formado em mim desde que ela me deixou. Pela primeira vez em uma semana me sinto exultante, verdadeiramente feliz. Se isto não é o paraíso, eu não sei o que é! Eu pisco na escuridão cautelosamente, incapaz de compreender completamente se isto é exatamente o que eu escutei. Ela desafivela o seu cinto de segurança e dispara pro meu colo, me chocando tanto que ela poderia ter me nocauteado com uma pena. Ela pega minha cabeça em suas mãos. - Eu amo você, Christian Grey. E você esta preparado pra fazer tudo isso por mim. Sou em quem não sou merecedora, e eu sinto muito que eu não possa fazer todas aquelas coisas por você. Talvez com o tempo... Eu não sei… mas sim, eu aceito sua proposta. Onde eu assino? – ela declara. Se eu morresse agora, morreria um homem feliz! Ela nunca deixou de me amar! Ela esta disposta a fazer concessões, acomodar minhas necessidades. Oh, Deus! Obrigado! Obrigado! Obrigado por me escutar! Eu amo tanto essa mulher! Finalmente me dou conta de que não é um sonho, não é um truque que o meu cérebro esta aplicando em mim, e que Anastasia realmente, verdadeiramente me ama; eu! Este homem insignificante! Eu envolvo meus braços ao redor dela e aperto em mim. - Ah, Ana! – Respiro e enterro meu nariz em seu cabelo, inalando seu perfume, beijando seu cabelo. Ficamos sentados enrolados um no outro, ouvindo uma suave melodia de piano, refletindo 61

II completamente o que estamos sentindo agora, um tom tranquilo. Ela apenas se aconchega em meus braços descansando a cabeça na curva do meu pescoço. Eu apenas acaricio suas costas acalmando nossas almas devastadas com os eventos da ultima semana. - Tocar é um limite rígido pra mim, Anastasia, - Eu sussurro. Eu quero mais que tudo que ela me toque, explore onde ninguém jamais foi permitido. Mas, eu apenas não consigo, e isso me mata que eu tenha que negar isso a ela! - Eu sei. Queria entender o porquê. – ela sussurra. Eu suspiro. Ela merece saber. Ela fez tantas concessões por mim, e eu quero me comunicar abertamente com ela. - Tive uma infância horrível. Um dos cafetões da puta do crack... – Digo com uma voz suave, sumindo. Tensão volta pro meu corpo com as lembranças das torturas, castigos, e surras do cafetão. – Posso me lembrar disso – sussurro encolhendo os ombros. Ela toma uma acentuada respiração, se preocupando comigo, e aperta seus braços ao redor do meu pescoço como que para me tranquilizar, me acalmar e me confortar. É a mais humana, mais bem vinda reação que eu já tive dela. Ela me ama! - Ela maltratava você? Quero dizer, sua mãe? – ela pergunta em voz baixa misturada com emoção. - Não que eu me lembre. Ela foi negligente. Ela não me protegeu do cafetão dela, - digo relembrando. Bufo e digo - Acho que eu é quem cuidava dela. Quando ela finalmente se matou, demorou quarto dias pra alguém se ligar e encontrar agente... Eu me lembro disso. – Digo. Internamente este é um pesadelo reproduzido de novo, e de novo, e de novo, quase todas as noites. Anastasia suspira de horror. – Isso é bem fodido. – ela sussurra. - Cinquenta tons - murmuro… Agora ela tem alguma ideia dos meus problemas e compartilhar essa informação com ela derruba umas paredes entre nós. Anastasia responde prensando seus lábios contra meu pescoço, oferecendo consolo e seu amor em seu beijo. Ela me inala, procurando conexão, tocando minha alma. Sou completo com ela. Eu aperto meus braços em torno dela e beijo seu cabelo. Eu sou um homem feliz enquanto nós estamos envolvidos nos braços um do outro. Não há outra coisa, nem outra pessoa que eu queira neste momento que não seja Anastasia embalada em meus braços agora. Enquanto eu a seguro desse jeito, ela lentamente e pacificamente cai no sono. Observo-a por longos minutos. Toco seu cabelo, cheirando sua essência feminina, sabonete, ar fresco, e seu perfume único de Ana. Como eu a amo! O que eu não faria por ela! O conhecimento que ela é minha mais uma vez me revive... Eu poderia chorar, ou fazer uma cambalhota com alívio e alegria, mas nenhum dos dois é apropriado para o lugar e momento em que estamos. Dirigimos assim por todo o caminho até Seattle, e Anastasia finalmente acorda enquanto estamos dirigindo pela cidade. - Oi, - Digo suavemente pro seu olhar sonolento. 62

II - Desculpa, - ela se desculpa suavemente, Tentando ganhar compostura. Ela ainda esta em meus braços, e não tenho intenção de deixa-la ir. - Posso assistir você dormir pra sempre, Ana, - Digo. - Eu disse alguma coisa?- ela pergunta lembrando-se das outras confissões noturnas. - Não. Estamos perto do seu apartamento, - Digo o que a surpreende. - Não vamos pro seu? – ela pergunta. - Não, - respondo. Ela se alinha olhando pra mim, tentando decifrar meu rosto como se fosse um pedaço de um quebra cabeças complicado. – Por que não? – ela inquere - Porque você tem que trabalhar amanhã – indico simplesmente, e é verdade, mas não completamente verdade. - Ah, - ela diz fazendo beicinho com a realização. Embora, ela não tenha que trabalhar, podendo ligar pra dizer que esta doente, eu prefiro esperar e tê-la ansiando por mim; meu objetivo é fazê-la implorar. Se eu ceder, isso iria contra o objetivo. Isso dará a nós dois uma doce tortura, mas nossa transa depois será muito mais intensa e apaixonada. Sorrio diante de sua expressão. – Por que, você tinha algo em mente? - pergunto maliciosamente. Ela cora. Sim, ela teve outras ideias. - Bem, talvez – ela responde. Eu rio com sua resposta. - Anastasia, não vou tocar em você de novo, não até você me implorar. Esse pedaço de informação a choca. - O que! – ela exclama. - Assim que você começar a se comunicar comigo. Na próxima vez que fizermos amor, você irá me diz exatamente o que você que em detalhes. - Ah, - ela diz. Eu tiro ela do meu colo assim que Taylor estaciona ao lado de fora do complexo de apartamentos. Salto pra fora do carro e seguro a porta aberta pra ela. - Tenho uma coisa pra você – Digo indo até a porta malas do carro, e tiro uma grande caixa de presente contendo seus pertences; laptop, Blackberry, iPad e as chaves de seu carro. Ela olha pra mim especulando; curiosa. - Abra quando você estiver lá dentro, - digo.

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II - Você não vai entra? - Ela pergunta surpresa. - Não, Anastasia, - Respondo. - Então, quando vou ver você de novo? –pergunta, e eu quis ouvir isso dela o que parece um tempo muito longo. - Amanhã. - Respondo. E mesmo amanhã não é perto o suficiente, mas eu quero que ela implore em antecipação. - Meu chefe quer que eu vá tomar um drinque com ele amanhã, - ela diz, e eu automaticamente fico chateado, meu rosto enrijece. - Ah é mesmo? Digo em tom de ameaça. Filho da puta bastardo já esta investindo na minha mulher. - Para comemorar minha primeira semana- ela acrescenta rapidamente. Existe todo tipo de mulheres trabalhando pra homens; eles não saem todos pra um drinque em comemoração pela primeira semana a menos que o cara queira sua calcinha. - Onde? – Pergunto. - Eu não sei. - Eu poderia buscar você lá – respondo. - Tudo bem… mando um e-mail ou uma mensagem. - Ótimo. Eu a levo até a porta do prédio, e espero ela encontrar as chaves. A visão dela, aqui, em minha presença, comigo, desfralda algo dentro. Eu me inclino e seguro seu queixo, emperrando de leve sua cabeça para trás. Enquanto minha boca paira sobre a dela, fecho meus olhos e corro um rastro de beijos do canto de seu olho até sua boca, mas paro perto de seus lábios. Um gemido de desejo deixa escapar sua vontade, e expectativa por mais. - Até amanhã – suspiro. - Boa noite Christian, - ela sussurra carregada com necessidade e querer. Esta funcionando. Saber disso me faz sorrir. - Já pra dentro- ordeno, e ela anda pela porta. - Até mais, baby – eu falo pra ela, e ando de volta para o carro completamente aliviado. Estou tão curioso pra saber o que ela vai pensar como ela vai reagir ao meu pedido de desculpas, e minha declaração indireta de amor por ela. Espero que ela goste. Espero que ela entenda o que eu quero dizer pra ela, o que eu não consigo dizer em voz alta. Ainda não de qualquer jeito. 64

II Taylor segue rápido pro Escala. Ele também esta visivelmente relaxado depois da ultima semana de horrores, e tensão que ele e a Sra. Jones tiveram que aguentar. Ele me larga. - Obrigado Taylor, - Digo e um sorriso genuíno enruga seu rosto. - Não há de que senhor – ele responde. Subo pro meu apartamento. Troco minhas roupas para um pijama mais confortável. Vou e me sirvo de uma taça de vinho e faço meu caminho até o piano. Pela primeira em vez em um longo tempo, me vejo tocando alguma coisa alegre. Ouço meu Blackberry vibrar em cima do piano. É Anastasia. ______________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: IPAD Data: 9 de junho 2011 23:56 Para: Christian Grey Você me fez chorar de novo. Amei o iPad. Amei as músicas. Amei o app da Biblioteca Britânica. Eu amo você. Obrigada Boa noite. Beijos, Ana _______________________________________________________________ Sua simples resposta me deixa instantaneamente animado. _______________________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: IPAD Data: 10 de junho 2011 00:03 Para: Anastasia Estou feliz que tenha gostado. Comprei um pra mim também. Agora, se eu estivesse ai eu secaria suas lágrimas com beijos. Mas não estou então vá dormir. Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. 65

II ______________________________________ Queria estar lá pra abraça-la, pra ver sua reação, pra secar suas lágrimas. Mas isso vai ter que esperar. _____________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Sr. Rabugento Data: 10 de junho 2011 00:07 Para: Christian Grey Você parece o mandão de costume e, possivelmente, tenso, possivelmente rabugento, o Sr. Grey. Sei de uma coisa que poderia acalmar isso. Mas então, você não esta aqui – não me deixou ficar, e você esta esperando que eu implore... Vá sonhando, senhor. Beijos, Ana PS: Também notei que você incluiu o hino do perseguidor, “Every Breath You Take,” Eu gosto do seu senso de humor, mas o Dr. Flynn sabe disso? ______________________________________ Senti falta de sua boca inteligente; eu estou contemplando as formas criativas para tornar algumas punições agradáveis. ______________________________________ De: Christian Grey Assunto: Zen-calmaria Data: 10 de junho 2011 00:10 Para: Anastasia Minha querida Srta. Steele, Palmadas também ocorrem em relacionamentos baunilha, você sabe. Em geral são consentidas e em um contexto sexual… mas fico mais que feliz e, fazer uma exceção. Você ficará aliviada em saber que o Dr. Flynn também gosta de meu senso de humor. Agora, por favor, vá dormir já que você não irá dormir muito amanhã. Alias – você vai implorar, confie em mim. E eu mal posso esperar por isso.

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II Christian Grey Tense CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________ Clico em enviar, e mais do que nunca queria que ela estivesse aqui. Mas, paciência é uma virtude, e neste momento, eu quero que ela implore, e quero-a como nunca quis antes. ______________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Boa noite, Doces sonhos Data: 10 junho 2011 00:12 Para: Christian Grey Bem, já que você me pediu tão gentilmente, e eu gosto da sua deliciosa ameaça, vou me encolher com meu iPad que gentilmente você me deu e cair no sono navegando na Biblioteca Britânica, ouvindo a música que diz tudo por você. Beijos, Ana ______________________________________ Eu amo quando ela asquisiece. Eu amo quando ela discute. Eu amo quando ela esta brava. Eu amo quando ela esta me amando! Eu simplesmente amo ela! Sou um homem apaixonado! ______________________________________ De: Christian Grey Assunto: mais um pedido Data: 10 de junho 2011 00:15 Para: Anastasia Sonhe comigo Christian Grey Tense CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________

Pela primeira vez em uma semana, a imagem de Anastasia afasta os pesadelos, e eu tenho um sono tranquilo, desprovido do cafetão ou dos horrores que infligiu em mim. Sonhos com Anastasia e eu.

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II Capítulo IV Sinto-me invencível, inacreditavelmente bem hoje, como seu eu possuísse o mundo. Que diferença um dia faz! Taylor e eu vamos malhar a primeira coisa que fazemos pela manhã e nós estamos visivelmente relaxados. É claro que Taylor esta com seu rosto impassível, mas ele não esta me espiando a cada cinco segundos pra ver se eu vou explodir a qualquer segundo. Quando subo pra minha cobertura, Sra. Jones esta com ar tranquilo, embora ela também esteja com seu rosto profissional. - Sr. Grey tomei liberdade de fazer suas panquecas, bacon e omelete esta manhã senhor. E o seu café esta pronto. Gostaria de mais alguma coisa senhor?- ela pergunta entusiasmada. - Não, obrigado Sra. Jones – digo olhando pra ela zombeteiro o que ela completamente ignora e continua com suas tarefas na cozinha. Um sorriso se arrasta pelo meu rosto. O entusiasmo deles esta esbarrando em mim. Desfruto meu café da manhã e tomo um grande gole de café. Mas então lembro que Anastasia não tem se alimentado por vários dias, e digito uma mensagem do meu Blackberry antes que eu perca meu apetite. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Então me ajude... Data: 10 de junho de 2011 08:05 Para: Anastasia Steele Espero que você tenha tomado seu café da manhã. Senti sua falta noite passada. Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________________ Não sei se ela esta no trabalho, mas quero ter certeza que ela esta comendo alguma coisa. Não posso suportar vê-la sumindo diante dos meus olhos. Quando se trata de Anastasia sou do tipo louco- fora -de-mim apaixonado por ela! Uma vez que termino o café da manhã, faço meu caminho para o chuveiro e me apronto pro meu dia de trabalho. Tenho um longo dia hoje, e o fato que eu vou ver Anastasia esta noite cola um sorriso idiota no meu rosto. Estou no meu escritório pronto pra ir pra GEH, eu sinto meu Blackberry vibrando com uma mensagem recebida. ______________________________________________ 68

II De: Anastasia Steele Assunto: Livros velhos… Data: 10 de junho, 2011 08:33 Para: Christian Grey Estou comendo uma banana enquanto digito. Não tenho tomado café por muitos dias, fazendo dessa banana um grande avanço. Amei o app da Biblioteca Britânica. Comecei a reler Robinson Crusoé… E claro eu amo você. Agora me deixe em paz – estou tentando trabalhar. Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP ______________________________________________

Ela só esta comendo uma banana? Você precisa de algo mais substancial baby. E se eu for capaz de fazer tudo que eu tenho em mente, ela precisa de proteína... Fazer disso uma grande quantidade proteína. Rapidamente digito uma resposta. _______________________________________________

De: Christian Grey Para: Isso é tudo o que você comeu? Data: 10 de junho, 2011 08:36 Para: Anastasia Steele Você pode fazer melhor que isso baby. Você irá precisar de energia pra implorar. Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________

Vamos lá baby! Você sabe que eu tenho questões com a comida… e saber que ela não esta se alimentando o suficiente quando e eu tenho condições de prover isso pra ela esta me matando. Por favor, coma baby! Sua mensagem de resposta apita rápido. Sinto-me entusiasmado como um adolescente. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Praga Data: 10 de junho, 2011 08:39 Para: Christian Grey Sr. Grey – Estou tentando trabalhar para viver- e você é quem vai implorar. 69

II Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP _______________________________________________ Quão presunçosa é você Srta. Steele! Acho que vai ser o contrário. Tenho alguns truques na manga. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Manda ver! Data: 10 de junho, 2011 08:41 Para: Anastasia Steele Ora Srta. Steele, eu amo um desafio... Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Sou um idiota! Porque tenho esse sorriso emplastado no meu rosto o que é uma volta de 180° do que eu estava há apenas um dia atrás... Tenho tanto trabalho a fazer hoje, e Taylor esta esperando por mim na porta com sua cara impassível; a única coisa que denuncia que seu comportamento mudou é o brilho em seus olhos, balanço a cabeça diante do milagre que Anastasia operou em ambos de nós... Ela é única. O fato de que ela é minha novamente me põe no topo do mundo! Taylor eu vamos para a GEH, e a ida não é difícil, porque partimos logo depois da hora do rush. Ser dono da sua própria empresa tem benefícios como este. Assim que passo pra entrar em meu escritório, Andrea e a estagiária que eu não me lembro do nome, ficam de pé rapidamente. Ao notarem que meu ‘estou-no-inferno-e-vou-levar-todos-comigo’ humor mudou, e vendo meu rosto não tão sorridente como um idiota, mas o habitual passivo dá as duas garotas um visível suspiro de alivio. Andrea olha pra estagiária e dá uma ordem apenas com o olhar. Os olhos da estagiária brilham como luzes de natal quando ela entende. - Sr. Grey, posso trazer o seu café senhor? Andrea esta mortificada. Normalmente, é uma rotina. Ela não deve me perguntar; apenas fazer. Mas, vou deixar passar desta vez. Estou com um ótimo humor. - E água, por favor, - digo, e o queixo de Andrea cai até o chão com meu comportamento nada de bronca.

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II - Certamente, senhor – ela diz, e Andrea me segue até o meu escritório. Taylor toma seu lugar habitual, imperceptível no canto, parado, olhando pra frente impassível. - Senhor, precisamos repassar a agenda do dia- ela diz, e levanto uma mão antes que ela continue. - Andrea vou te dar um nome, e você e a estagiária, - jogo o polegar pra onde a estagiária esta localizada, - fariam bem de gravar na memória. Este nome é mais importante que qualquer trato de negócios, qualquer fusão, qualquer companhia, qualquer um que queira entrar em contato comigo. Se essa pessoa em particular me ligar por qualquer razão, nem que seja só pra dizer oi, não importa o que eu estiver fazendo, quero que você passe ela direto. - Andrea dá um passo pra trás quase que pra prevenir que ela mesma caia no chão quando ela ouve a palavra ‘ela’. - Ela, senhor? O senhor esta esperando uma ligação de negócios? – ela pergunta pra verificar. Ela passa o dedo pela lista freneticamente. – Não vi nenhum nome feminino nas entrevistas e encontros de hoje senhor – ela diz finalmente totalmente frustrada. - Deixe- me repetir: Não importa se eu estiver em uma importante reunião de fusões... Não importa que eu esteja entretendo o presidente dos Estados Unidos; se ela ligar, passe ela direto. Ela não esta na agenda. Ela não precisa de agenda pra me contatar. Se ela me ligar, me encontre imediatamente! - Qual o nome senhor? - Anastasia Steele – digo orgulhosamente. - Qual ocupação dela senhor? Qual a posição dela na empresa? - Ela é a ‘namorada do chefe’; e você faria bem em se lembrar disso! Essa é a única posição que ela precisa - digo e Andrea tenta o máximo que pode manter seu rosto profissional, mas falha, frustrada. Taylor tenta reprimir um sorriso e falha… Ele vira sua cabeça para um objeto inanimado pra distrair sua atenção. Andrea finalmente se recompõe e diz em uma voz aguda... – Me desculpe senhor, pensei que tivesse dito hm..., a namorada do seu chefe... Quer dizer a namorada do meu chefe... Quero dizer a sua namorada... Foi isso que disse senhor? Estou tentando verificar... – ela diz perdida, ficando completamente vermelha. Acho que todo mundo achava que eu era gay! - Sim Andrea! Eu disse namorada. Minha namorada se chama Anastasia Steele. Se ela ligar, ela passa, não importa com quem eu esteja tendo reunião de negócios. – digo firmemente para Andrea que agora parece alguém que acabou de engolir um sapo.

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II - Claro senhor! Vou avisar à estagiária – ela diz e mal consegue conter um tom agudo sobre meu olhar de escrutínio, e tenta se lançar fora do meu escritório. - Andrea! – Chamo. - Sim, senhor? Ela se vira e pergunta. - As reuniões? – pergunto levantando minhas sobrancelhas. Seu rosto esta completamente roxo de vergonha, e ela tenta ao máximo se recompor. Isso me faz querer saber como tantas pessoas na minha empresa pensavam em mim como um gay... Não que eu fosse me importar com o que eles acham de um jeito ou de outro. Noto que Taylor esta tentando disfarçar sua risada com uma tosse, o que nunca aconteceu antes, e ganhando controle, ele assume sua posição de antes com seu rosto passivo. Meu dia corre muito ocupado com trabalho, e eu mal contenho minha empolgação esperando pela hora de ir e buscar Anastasia, constantemente checo a hora, incapaz de me focar na tarefa que tenho em mão, embora haja tanta coisa pra fazer, tantas reuniões para encarar; de fato eu poderia ficar enterrado em trabalho por dias. Mas minha cabeça esta em outro lugar. Enquanto estou no meio de uma reunião em relação a um celular de energia limpa que estamos desenvolvendo, meu Blackberry vibra em meu bolso alertando que recebi um e-mail. Recebo inúmeros e-mails no decorrer do dia, mas pulo em expectativa esperando que cada um seja de Anastasia. Felizmente noto que esse realmente é dela. Claro que a equipe de engenharia esta aqui, junto com a equipe de produção. Faço o melhor pra tirar o sorriso idiota do meu rosto, e tenho sucesso mantendo meu rosto impassível. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Entediada... Data: 10 de junho, 2011 16:05 Para: Christian Grey Girando meus polegares. Como você esta? O que esta fazendo? Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP _______________________________________________

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II Como pode palavras simples, amarrados em frases simples deixar um homem mundano como eu babando? No entanto, aqui esta ela, me mandando uma simples mensagem com três linhas me deixando perto de ter uma combustão. Girando os polegares huh? Tenho muitas maneiras de manter esses polegares ocupados se simplesmente ela estivesse aqui. Entre as células solares, criando baterias que possam ser aplicáveis a todas as marcas de telefones celulares, consigo escrever-lhe uma resposta: _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Seus polegares Data: 10 de junho, 2011 16:15 Para: Anastasia Steele Você deveria ter vindo trabalhar pra mim. Você não estaria girando os seus polegares. De fato, posso pensar em inúmeras opções agora mesmo... Estou fazendo as corriqueiras fusões e aquisições de sempre. É tudo muito seco. Seus e-mails na SIP são monitorados. Christian Grey Distraído CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Claro que eu quero que ela seja cuidadosa com o que ela diz online, especialmente quando esses emails são armazenados, e podem ser recuperados e vistos por terceiros. Eu sei que essa é uma prática padrão na SIP, porque, bem, eu sou o dono agora. Não recebo mais mensagens de Anastasia, mas preciso saber aonde devo busca-la. Ela anda não me informou o lugar. Também não vejo a hora de encontra o chefe dela – bem, não estou ansioso por vê-lo, mas se ele tem alguma outra ideia de fazer tentativas de se aproximar da minha mulher, ele precisa entender a mensagem de quem Anastasia pertence; ele faria bem em se lembrar pra manter suas mãos longe dela. Antes de deixar a GEH, eu chamo por Taylor. - Sim senhor, - ele responde. - Você fez o que eu pedi em relação ao carro de Anastasia? - Sim senhor. Deixei estacionado no estacionamento. Ela pode dirigir na hora que quiser. 73

II - Ótimo! – eu aceno. Quero dizer mais uma coisa, mas meu Blackberry vibra, e eu levanto um dedo pra aguardar um minuto. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Você vai se encaixar direitinho. Data: 10 de junho, 2011 17:36 Para: Christian Grey Estamos indo a um bar chamado ‘CINQUENTA’. As possibilidades de piadas sobre isso é infinita. Não vejo a hora de encontrar você lá Sr. Grey. Ax _______________________________________________ Estou tão contente que ela esta usando seu Blackberry. Ela pode escutar às vezes. O pensamento me deixa feliz. Digito uma resposta rapidamente. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: perigos Data: 10 de junho, 2011 17:38 Para: Anastasia Steele Fazer piadas é uma ocupação muito, muito perigosa. Christian Grey Distraído CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. ______________________________________________ Ela não perde tempo pra responder. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Perigos? Data: 10 de junho, 2011 17:40 Para: Christian Grey E o seu ponto é? 74

II _______________________________________________ Baby, você pode descobrir facilmente se você estiver curiosa sobre isso. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Meramente... Data: 10 de junho, 2011 17:42 Para: Anastasia Steele … Fazendo uma observação Srta. Steele. Vejo você em breve. Até menos ao invés de até mais tarde, baby. Christian Grey Distraído CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ O fato de que eu vou ver minha mulher em breve, me deixa extremamente feliz. Senti muito a falta dela. Não sei se posso ficar separado dela por longos períodos de tempo, como por 24 horas. Preciso ficar perto dela. O máximo que posso aguentar é um dia de trabalho, e mesmo assim é muito tempo. Viro-me pra Taylor que me olha em expectativa. - Vamos Taylor. Você conhece um bar perto do trabalho de Anastasia chamado Cinquenta?- Sim, senhor. É o nosso destino? - Sim. Dirigimos até o Cinquenta. Taylor me deixa, e eu digo para ele esperar. Só quero pegar minha mulher, e ficar sozinho com ela. Cinquenta é um bar impessoal e cavernoso com lembranças de baseball e pôsteres pendurados nas paredes. É como um bar qualquer; nada excepcional. Demoro menos de um minuto para localiza-la. Ela esta de jeans e a blusa azul pálido que Taylor comprou pra ela com minhas ordens. Ela esta mais que bonita, mas quem diabos é aquele que esta rodeando ela, prendendo minha mulher se inclinando contra o bar sobre ela? Ela esta claramente incomodada, e tentando encontrar um espaço pra si mesmo onde o filho da puta esta tentando eliminar seu espaço pra respirar! Se fosse possível se fundir com ela ele já teria feito isso! Rapidamente faço meu caminho até ela. Assim que alcanço Anastasia, eu envolvo meu braço em seus ombros de um jeito possessivo clamando o que é meu; apesar de parecer pros outros apenas

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II um simples gesto de carinho. Inclino-me e beijo seu cabelo enquanto meu olhar esta fixo no intruso filho da puta. - Olá baby, - murmuro, dando uma clara indicação do que ela é minha pra todos que estiverem ouvindo. Seu corpo esteve tenso, e ela claramente relaxa assim que eu a envolvo em um abraço. Então, ela estava sendo incomodada pelo cara, e minha reação foi bem vinda. Ela quer estar em meus braços. Conheço seu corpo tão bem; posso ler ele como um livro. Sabendo que ela estava tensa sobre o escrutínio do filho da puta, eu puxo-a ao meu lado completamente em meu abraço deixando todos no nas imediações do bar e o filho da puta saberem que ela é minha mulher, e só minha! Encaro impassível o filho da puta na casa dos 30 o deixando saber de quem é a namorada que ele esta tentando dar em cima. Anastasia apenas afunda em meu abraço completamente relaxada. Dou-me conta que a aglomeração dele em cima dela não era bem vinda, e ele a incomodava muito. Eu faço uma anotação mental para saber mais sobre este idiota desde sua professora de jardim. Finalmente volto minha atenção a minha mulher, não consigo evitar senão dar meu sorriso torto e um beijo rápido, mas possessivo. Ela olha as minhas roupas, apreciativa. Seus olhos não perdendo nada. Ela olha meu paletó azul marinho de riscas aberto, camisa branca, e meus jeans. Ela me olha com olhos famintos. Famintos, devassos, desejosos por mim. Esta silenciosa, mas pesada carga sexual entre nós deixa o desgraçado desconfortável. Bom! Ela não é pro seu bico! Anastasia finalmente encontra sua voz. - Jack este é Christian, - ela murmura quase se desculpando. - Christian, Jack, - ela me apresenta. - Eu sou o namorado – digo com um sorriso malicioso, frio e possessivo por minha mulher e venenoso para o intruso. Estendo minha mão e comprimento à mão de Jack. Ele astutamente avalia o que está diante dele. - Eu sou o chefe – ele responde minha declaração como se dissesse ‘eu possuo a sua mulher oito horas por dia’. Foda-se! Eu sou o chefe do seu chefe. Eu possuo seu traseiro! Você não sabe com quem você esta mexendo! Este concurso de mijo você é quem você vai perder, já que o seu pau não é grande o suficiente para alcançar a maior distância. Ninguém investe em minha namorada! O filho da puta ainda tem a audácia de acrescentar: - Ana mencionou um ex-namorado. Eu vejo; então este é o jogo. - Bem, não sou mais ex. – respondo calmamente.

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II Vou dar suas bolas na sua mão em tempo recorde. Você nem vai saber o que te acertou. Não jogue esse jogo comigo! Ele está claramente indicando que é o seu campo de jogo e ele tem vantagem por ter a minha namorada sob seu polegar durante as horas de trabalho do dia. Eu o encaro... Se olhar pudesse matar, você estaria dizimado agora seu merda. - Vamos baby, hora de ir – eu falo com Anastasia. - Por favor, fique e se junte a nós em uma bebida - diz Jack, também conhecido como o maldito perseguidor, o chefe que fecha espaços sem problemas. Não quero perder meu tempo com filhos da puta como este, e eu não tenho tocado em minha mulher o que parece uma eternidade. - Nós temos planos – respondo com um sorriso que não tem como ele não saber quais tipos de planos nós temos. - Outra hora, quem sabe – eu digo sabendo que não haverá outra hora. - Vamos, - eu digo para Anastasia enquanto pego sua mão. - Vejo vocês na Segunda – ela sorri pra um grupo do seu trabalho, e o maldito chefe dela esta como se tivesse perdido um jogo importante em vista do grande público, sem nenhum lugar para se esconder. Taylor está ao volante do Audi esperando na calçada. - Por que aquilo parecia uma competição de quem urina mais longe? - Anastasia pergunta enquanto eu abro a porta do SUV pra ela. - Porque era – murmuro pra ela sorrindo como o vencedor da competição, então fecho a porta dela. Escorrego pra dentro do SUV perto de Anastasia, e assim que me acomodo eu pego a mão da minha mulher gentilmente beijo o nó de seus dedos. - Oi, - digo suavemente. O rosto de Anastasia fica rosa, corando. Eu amo essa reação de menina dela. Ela esta pronta pra pular em mim e ela esta sem seu modo dê-me tudo agora mesmo. Ah, essa é a intenção baby! Posso ver que ela esta pronta pra ser tomada aqui no banco de trás do carro. Isso tem potencial, mas não na completa visão do meu motorista. Então essa fantasia vai ter que esperar até que estejamos só nós dois. 77

II - Oi, - ela respira em resposta. - O que você gostaria de fazer essa noite? – pergunto pra ela. Quero que ela diga tudo em detalhes. - Pensei que tivesse dito que tínhamos planos. - ela responde. - Ah, eu sei o que eu gostaria de fazer Anastasia. Estou perguntando o que você quer fazer. – Digo. Ela sorri pra mim brilhando. Okay então estamos na mesma página. Sorrio. - Certo, - eu digo com um sorriso perversamente obsceno. – Então... Pra começar você quer implorar na minha ou na sua casa? – pergunto inclinando a cabeça pra um lado sorrindo. - Acho que você esta sendo muito pretensioso Sr. Grey. Mas como uma forma de mudar, podemos ir ao meu apartamento. - ela responde. Estou de acordo. Ela deliberadamente morde o lábio, sabendo o que isso faz comigo, e minha expressão escurece. - Taylor apartamento da Srta. Steele por favor- digo. - Senhor, - ele assente, e segue para o transito em direção ao apartamento dela. - Então, como foi o seu dia? – pergunto pescando informação. - Bom, e o seu? – ela pergunta. - Bom obrigado. Estou tão feliz de tê-la aqui, não consigo eliminar o sorriso idiota do meu rosto, e eu beijo a mão dela de novo e de novo. - Você esta linda! – digo pra ela. - Assim como você – ela responde. Por que Srta. Steele, elogios de você? Mas, nosso objetivo é satisfazer. Mas o filho da puta do chefe dela está nublando minha mente com seus movimentos em cima da minha namorada. Sinto-me obrigado a perguntar-lhe se ele está investindo, perseguindo ela. - Seu chefe, Jack Hyde, ele é bom no trabalho dele? – pergunto casualmente. Ela parece completamente surpresa. Então ela franze o cenho – Por quê? Isto não é sobre sua competição de quem urina mais longe não é? – Sorrio afetado com sua resposta. É claro que é. 78

II - Aquele homem quer entrar em sua calcinha Anastasia. - digo secamente. Anastasia fica vermelha, e fica de boca aberta enquanto ela olha nervosamente pra Taylor. - Bem, ele pode querer o que ele quiser… Por que estamos tendo essa conversa? Você sabe que eu não tenho interesse nele de qualquer forma. Ele é apenas meu chefe. – ela responde. - Esse é o ponto. Ele quer o que é meu. Preciso saber se ele é bom em seu trabalho. – ele não pode fazer nenhum tipo de tentativa de entrar na calcinha da minha mulher. Ela dá de ombros – Eu acho que sim – ela esta com uma cara de quem pergunta ‘aonde você quer chegar com isso?’. - Bem, ele faria bem em deixar você em paz, ou ele vai se encontrar com o traseiro na calçada. – jorro pra fora. - Ah, Christian, do que você esta falando? Ele não fez nada de errado. – ela reponde diante da minha reação. O que ela esta esquecendo é que ele tem todo o potencial de fazer mal pra nós dois. - Se ele fizer um movimento você me conta. É chamado de torpeza moral ou assedio sexual. - Só foi uma bebida depois do trabalho. – ela responde. - Falo sério. Um movimento e ele esta fora. – respondo firmemente. Ela faz bem em se lembrar disso. - Você não tem esse tipo de poder – ela responde. Ah, quão errada você esta baby! Eu tenho esse tipo de poder. Assim que ela esta prestes a rolar os olhos pra mim, ela para no meio da ação quando realização desce sobre ela, e a expressão dela muda pra uma chocada. – Você tem Christian? –ela pergunta tentando confirmar sua suspeita. Dou a ela um sorriso consciente. - Você esta comprando a empresa, - ela suspira quase em horror. Ouvindo o pânico em sua voz eu fico ansioso e meu sorriso desaparece. - Não exatamente – digo. - Você já comprou a SIP. – ela declara não como uma pergunta. Pisco pra ela cautelosamente com sua avaliação. – Possivelmente – digo.

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II - Você comprou ou não? – ela pergunta pra confirmar. - Comprei. Seus olhos arregalam em choque e horror, sua boca cai aberta. – Por quê? – ela suspira horrorizada. Ela vai correr? Ela esta brava! Extremamente brava! - Porque eu posso Anastasia. Preciso que esteja segura. – respondo. - Mas você disse que não iria interferir na minha carreira! - E não vou – respondo. - Ela arranca sua mão da minha. - Christian… - ela diz em uma voz de advertência. - Você esta brava comigo?- pergunto. Por favor, Anastasia, me dê algo, porque você não vai me deixar, tenho que achar maneiras de proteger você! - Sim. Claro que estou brava com você. - ela diz – Quero dizer, que tipo de executivo de negócios responsável toma decisões baseado em quem ele esta fodendo no momento?- ela declara um pouco alto, claramente. Finalmente ela se da conta de que Taylor pode escutar e ele esta conseguindo estoicamente nos ignorar. Eu abro a minha boca em choque completo, em seguida, fecho, torno a abri e fechar novamente, carrancudo. Ela me olha. Nós dois estamos carrancudos um com o outro. Enquanto ainda estamos no jogo de carrancas chegamos ao complexo de aptos, e Taylor estaciona em frente ao apartamento dela. No segundo em que o carro para completamente Anastasia pula fora do carro e rapidamente vai embora. Fugindo de novo? Suspiro. - Taylor, acho melhor você esperar aqui. - digo apenas para o caso de ela não me querer. Faço meu caminho atrás dela e a alcanço enquanto ela esta lutando pra encontrar a chave da porta da frente em sua bolsa. - Anastasia, - digo calmamente como se ela fosse um animal selvagem encurralado, então novamente, ela é de alguma forma. Minha tigresa pessoal. Ela suspira e vira pra me encarar. Ela esta brava comigo sua raiva quase palpável; você quase pode sentir o gosto amargo.

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II - Primeiro, eu não tenho fodido com você há um tempo, um logo tempo é o que parece, e segundo, eu queria entrar no ramo da publicação. Das quatro empresas em Seattle, SIP é a mais rentável, mas está em ascensão e vai estagnar... Ela precisa diversificar. Ela me encara glacialmente. Olho de volta pra ela intensamente, ameaçadoramente até, mas não vou embora até que ela me ouça. Não atravessei o inferno pra acabar aqui! Novamente! Tenho uma de terminação de aço em meu olhar. - Então você é o meu chefe agora, - ela atira contra mim. - Tecnicamente, eu sou o chefe do chefe do seu chefe. – Digo. - E tecnicamente é uma torpeza moral, o fato de eu estar fodendo com o chefe do chefe do meu chefe. – ela responde com raiva. - No momento, você esta discutindo com ele - faço cara feia. Apesar de que eu não ligo pra foder. A quem estou engando? Estou morrendo aqui por ela! - Isso é porque você é um grande idiota – ela sibila. Meio que dou um passo pra trás com seu comentário. Ela realmente disse o que eu acho que ela disse? - Um idiota? – murmuro em diversão. Ela faz as observações mais corretas, às vezes. Eu posso ser um idiota quando se trata de proteger ela. Uma mula seria mais provável. Teimoso... - Sim, - ela responde tentando esconder seu divertimento. - Um idiota? – pergunto novamente. Finalmente não consigo esconder meu próprio sorriso. - Não me faça rir quando estou brava com você – ela suspira. Sorrio pra ela sabendo que eu vou ganhar essa discussão. Ela esta sorrindo e gargalhando em resposta. - Só porque eu tenho um sorriso estupido em meu rosto não significa que eu não esteja brava pra cacete com você – ela resmunga sem folego tentando suprimir o a sorriso e falhando. Inclino-me e cheiro seu cabelo inalando profundamente. - Como sempre Srta. Steele, você é inesperada. – e essa é uma das coisas que eu amo nela. Endireito-me com humor nos olhos. – Então você vai me convidar pra entrar, ou vou ser 81

II despachado por exercer meu direito democrático como um cidadão americano, empresário e consumidor de comprar o que eu bem entender? - Você falou com o Dr. Flyn sobre isso? – ela diz me fazendo sorrir. Ah baby, minha proteção a você não mudaria não importa o que os outros digam. - Você vai me deixar entrar ou não Anastasia? Ela tenta parecer relutante, morde seu lábio – caramba! Mas finalmente ela sorri e abre a porta o máximo possível. Viro-me e aceno pra Taylor, e ele vai embora, e eu sei que ele esta sorrindo de orelha a orelha. Porque se eu não conseguisse ficar ninguém seria feliz essa noite. Entramos no apartamento dela. Apesar de Anastasia estar tentando ficar brava comigo, ela falha. Ando de um lado a outro do apartamento. Finalmente tendo ela sozinha, só pra mim. Finalmente, depois de uma semana inteira de tortura, ela esta em minha presença e eu me sinto como um animal enjaulado, nesse espaço pequeno, avaliando ao meu redor. Olho pra ela e vejo seu comportamento mudar de raiva para amorosa, emocionada e desejosa. - Lugar legal- digo. - Os pais de Kate compraram pra ela. – ela responde. Aceno completamente distraído, não estou nem um pouco interessado no lugar, mas sim na minha mulher. Agora mesmo eu só tenho olhos pra ela. Meu olhar se move ao redor e para em Anastasia, encarando ela com uma intenção singular em minha mente. - Err… você gostaria de uma bebida? – ela murmura, corando nervosamente. - Não, obrigado Anastasia. – digo com meu olhar escurecendo com vontade, e necessidade sexual. De repente ela fica nervosa. - O que você gostaria de fazer Anastasia? - digo suavemente enquanto caminho em direção a ela, completamente selvagem e quente, e devasso. – Eu sei o que eu quero fazer – digo em voz baixa pra que ela não se engane quanto as minhas intenções. Ela recua até bater na bancada de concreto da cozinha. Estou bem na frente dela. - Ainda estou brava com você- ela diz em voz baixa. - Eu sei – sorrio me desculpando, mas nem tanto… seu rosto muda. - Gostaria de algo pra comer? – ela pergunta tentando me distrair. Balanço a cabeça bem devagar – Sim. Você – murmuro. Você é a mais deliciosa refeição agora. Ela apenas se derrete na minha frente com minha resposta. Seu rosto e sua linguagem corporal 82

II mudam para um modo seduzido. E com sua resposta e meu ‘quero te foder em sete tons de domingo’ olhar deixa ela toda quente e afobada. Ela tem um olhar ‘te quero desde ontem’. - Você comeu alguma coisa hoje? – murmuro. - Comi um sanduiche no almoço – ela sussurra. Estreito os olhos pra ela. – Você precisa comer, - e ela precisa de energia pro que eu quero fazer com ela. - Eu realmente não estou com fome agora… - ela diz acrescentando – de comida. - Você esta com fome de que Srta. Steele? – quero que ela seja completamente comunicativa e expressiva. - Acho que você sabe Sr. Grey – ela responde. Me inclino e ela se afoga em sua respiração achando que eu vou beija-la, mas eu paro perto de beija-la. - Você quer que eu a beije Anastasia? – sussurro suavemente eu seu ouvido. - Sim, - ela ofega em resposta. - Onde? – pergunto. - Em todo lugar – ela responde. Não é bom o suficiente. Seja especifica! Quero que você descreva baby! - Você vai ter que ser um pouco mais especifica que isso. Eu disse pra você não vou toca-la até que você me implore e me diga o que fazer. Ela quase convulsiona e estremece diante de mim, toda perdida. - Por favor, - ela sussurra. - Por favor, o que? – eu pressiono. - Me toque, - ela responde. - Onde, baby? – diga as palavras Ana!

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II Ela esta inalando meu perfume, se contorcendo diante de mim, a distancia entre nós é suficiente pra uma folha de papel passar, mas não tocamos. Ela levanta os braços e eu imediatamente dou um passo pra trás. -Não, não. - eu censuro. Não quero ser tocado. Eu quero, mas ainda não posso suportar. - O que foi? - ela responde. - Não, - balanço a cabeça. - Nem um pouco? – ela pergunta ansiosa. Estou rasgado. Quero tanto que ela me toque. Na verdade eu anseio por isso. Mas, ainda é muito difícil pra mim sem estragar todo o resto. Eu hesito. Ela da um passo em minha direção, e eu automaticamente dou um passo pra trás erguendo as mãos em defesa, mas ainda sorrindo. É um jogo. - Olha Ana – digo correndo as mãos pelo cabelo exasperado novamente. - Às vezes você não liga – ela observa. – Talvez eu deva encontrar um marcador, e nós poderíamos desenhar um mapa de onde pode e não pode, - ela diz e uma lâmpada pisca em minha cabeça. - Esta não é uma ideia ruim. Onde fica seu quarto? – pergunto. Ela acena na direção. - Você tem tomado sua pílula? – pergunto. Seu rosto muda em negativa. E o meu cai em resposta. - Não, - ela geme. - Certo – digo, enquanto meus lábios se fecham em uma linha fina. – Vem, vamos comer alguma coisa- eu respondo. - Achei que estávamos indo pra cama! Eu quero ir pra cama com você. – ela implora. - Eu sei baby, - sorrio, e de repente o desejo é demais para segurar, eu me lanço em sua direção, e agarro seus pulsos puxando-a em meus braços, nossos corpos pressionados um contra os outro. - Você precisa comer e eu também, - murmuro olhando pra baixo pra ela. – além do mais antecipação é a chave da sedução, e agora mesmo eu realmente estou interessado em adiar a gratificação. – digo.

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II - Estou seduzida e quero minha gratificação agora mesmo. Vou implorar, por favor. – ela diz com todo seu desejo e suplica. Eu sorrio pra ela ternamente. - Vamos comer. Você esta muito magra. – digo beijando sua testa e liberto ela. Quanto mais quente o desejo, mais excepcional é a diversão. Ela faz cara feia pra mim sabendo que eu tenho um plano secreto. - Ainda estou brava com você por ter comprador a SIP, e agora estou brava com você por me fazer esperar – ela diz fazendo beicinho. - Você é uma senhorinha irritada não é? Você irá se sentir melhor depois de uma boa refeição. – respondo despreocupadamente. Na verdade sexo selvagem é ótimo, porque muitos hormônios estão correndo pra serem aliviados. - Eu sei o que vai fazer com que eu me sinta melhor – ela diz intencionalmente. - Anastasia Steele estou chocado!- digo gentilmente zombando. - Pare de me provocar. Você não joga limpo – ela diz sabendo exatamente qual é a minha intenção. Prendo um sorriso mordendo meu lábio inferior. Encaramo-nos! Anastasia quente, incomodada e ansiando e eu relaxado e divertido já que eu tenho total controle dos meus desejos sexuais. - Eu poderia cozinhar alguma coisa – mas vamos ter que ir fazer compras. – ela diz. - Compras?- pergunto. - Comprar comida – ela responde. - Você não tem comida aqui? – pergunto enquanto minha expressão enrijece. Eu me dou conta em horror que ela realmente tem passado fome toda essa semana! Ela balança a cabeça para confirmar a minha avaliação. Estou com tanta raiva! - Vamos às compras então- digo com firmeza me virando e indo em direção a porta abrindo pra ela. Caminhamos até o supermercado mais próximo. - Quando foi a ultima vez que esteve em um supermercado? – ela pergunta.

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II Eu acho que não tenho ido a um supermercado em eras. Não faço compra de mantimentos. Sintome deslocado. Mas sigo Anastasia obediente com uma cesta de compras na mão. - Não consigo lembrar quando eu estive em um Mercado. – respondo. - A Sra. Jones que faz todas as compras? - Acho que Taylor a ajuda. Não tenho certeza. – respondo. - Tudo bem comer frango xadrez? É rápido. – ela diz me fazendo rir. Vou de refeição rápida, e uma longa sessão de sobremesa. - Frango Xadrez soa bom – digo rindo. - Eles trabalham há muito tempo pra você? - Taylor, quarto anos, eu acho. Sra. Jones por volta do mesmo tempo. Por que você não tem comida em casa? – pergunto ainda perturbado com o fato de ela não ter nada. É porque ela estava distraída ou porque não pôde pagar por isso? Qualquer uma das possibilidades doe meu coração. - Você sabe por que. - ela murmura corando. - Foi você quem me deixou – murmuro em desaprovação. - Eu sei. – ela responde em voz baixa. Quando chegamos à fila do caixa, quero perguntar se ela tem vinho. - Você tem alguma coisa pra beber? - Cerveja… eu acho. - ela responde. - Vou buscar um vinho – respondo e apressadamente corro em seu pequeno departamento de bebidas. Rapidamente olho a seleção muito limitada da loja, eu faço careta. Não tem nada que eu goste. Volto de mãos vazias com um olhar de nojo. Anastasia sorri pra mim e diz - Tem uma boa loja de bebidas aqui ao lado. - Vou ver o que eles têm. – respondo e volto pra porta de saída pra ir a loja de bebidas. Quando finalmente voltamos para o apartamento, eu coloco as sacolas de compras em sua cozinha, e coloco-as no balcão.

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II - Você parece tão – domestico, - Anastasia observa me fazendo sorrir. - Ninguém me acusou disso antes – digo secamente. Anastasia começa a desempacotar as sacolas enquanto eu pego a garrafa de vinho e procuro um saca rolhas. - Este lugar ainda é novo pra mim. Acho que o abridor esta naquela gaveta ali.- ela acena em direção a gaveta com o queixo. Ela observa meus movimentos, e com o pensamento que ela deve ter tido, ela cora. - No que você esta pensando? – pergunto interrompendo seus devaneios. Meus olhos ainda estão nela enquanto tiro minha jaqueta e coloco no sofá. - Quão pouco conheço você realmente – ela responde honestamente. Eu a olho enquanto meus olhos suavizam. Eu gosto que você me conheça melhor. - Você me conhece melhor do que qualquer um – é a minha resposta honesta pra ela. - Não acho que isso seja verdade. – ela diz e eu sei em quem ela esta pensando. - É verdade Anastasia. Sou uma pessoa muito, muito reservada, - digo enquanto dou a ela uma taça de vinho. - Saúde. – digo. - Saúde – ela responde enquanto ela toma um gole do vinho. Coloco a garrafa na geladeira pra manter gelado. - Posso te ajudar com isso? – pergunto oferecendo meus serviços pra preparar o jantar. - Não esta tudo bem… sente-se – ela responde. - Eu gostaria de ajudar, - insisto sinceramente. Quero fazer parte do que ela esta fazendo, seja o que for simples ou complicado. - Você pode cortar os legumes. – ela da minha tarefa. - Eu não cozinho! – digo enquanto observe desconfiado a faca que ela me deu. - Imagino que você não precise. – ela diz enquanto ela coloca uma tábua de cortar e coloca pimentões pra eu fatiar. Eu encaro os pimentões sem nenhuma pista do que fazer com eles ou como eles são fatiados. - Você nunca cortou um legume? – ela pergunta chocada. 87

II - Não, - respondo. Ela sorri pra mim divertida. - Você esta rindo de mim? – pergunto. - Parece que tem algo que eu posso fazer e você não. Cá entre nós Christian, acho que é outra primeira vez. Vou te mostrar. – ela diz Ela esbarra em mim acidentalmente, e seu toque balança a barreira que eu ergui pra manter meu deus do sexo preso, e ele percebe seu toque. Recuo pra manter a barreira de pé. - Assim – ela diz fatiando o pimentão vermelho enquanto ela cuidadosamente remove as sementes. - Parece bem simples – digo. - Você não teria problemas com isso, - ela murmura ironicamente. É a primeira vez que ela esta me ensinando alguma coisa, e eu meio que gosto de ela estar fazendo isso. Eu olho para ela, impassível por um momento, mas então começo a tarefa que tenho na minha mão. Anastasia continua a preparar o frango. Eu começo a fatiar o pimentão com cuidado, devagar tentando fazer um bom trabalho. Hey! Eu não fiz esse tipo de tarefa servil antes. Dá um tempo! Anastasia lava as mãos, procurando a panela, o óleo e outros ingredientes que ela esta planejando usar pra fazer o frango xadrez. Ela começa a roçar em mim repetidamente, abalando a jaula que eu abriguei meu deus do sexo por ora. Cada um de seus toques abala mais a minha jaula, enfraquecendo minhas defesas, estilhaçando as barras, fortalecendo meu animal interior. Ela continua roçando seu quadril... Querido Deus! Então seu braço, suas costas, suas mãos com uma sucessão de ataques aparentemente inocentes. Eu sei que ela me quer, e ela sabe como usar seus recursos. - Sei o que esta fazendo, Anastasia, - murmuro sombrio, alertando ela, ainda tentando fatiar meu pimentão. - Acho que é chamado cozinhar – ela diz inocentemente piscando os cílios. Ela pega outra faca e se junta a mim na tabua de cortar descascando e fatiando o alho, cebolinha e as ervilhas, esbarrando continuamente em mim em sua proximidade. Eu já a acho irresistível, minha mulher na cozinha cozinhando. Mas isso já é insuportavel! - Você é muito boa nisso – resmungo enquanto eu com sucesso começo a fatiar o segundo pimentão vermelho.

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II - Cortar legumes? Ela pergunta batendo seus cílios pra mim novamente. – Anos de prática – ela diz e roça em mim, com seu traseiro! Ela sabe o quanto eu amo seu traseiro onde eu queria passar minhas mãos e meus lábios agora mesmo! Paro com seu esbarrão. - Se você fizer isso de novo Anastasia, eu vou foder com você aqui no chão da cozinha – digo sombrio. - Você vai ter que implorar primeiro, – ela responde. - É um desafio? – pergunto. - Talvez – ela responde maliciosamente. Abaixo a faca da minha mão, e lentamente passeio até ela, meus olhos queimando com desejo singular. Inclino-me longe de Anastasia e desligo o fogo. O óleo na panela para de chiar quase imediatamente. - Acho que vamos comer depois – digo. – Coloque o frango na geladeira – ordeno como se dissesse ‘se prepare pra ser fodida sem sentido’. Ela suspira e sua respiração acelera. Ela pega o frango picado com mãos tremulas, coloca um prato em cima, e guarda na geladeira. Estou bem atrás dela quando ela vira e o espaço entre nós não é suficiente nem mesmo pra passagem de ar. - Então você vai implorar? – ela sussurra fitando corajosamente meus olhos sombrios. - Não, Anastasia,- balanço a cabeça. – Nada de implorar – digo em uma voz suave e sedutora. Ficamos parados nos encarando por um minuto enquanto nosso desejo cresce em passos rápidos, bebendo um ao outro. O ar entre nós esta carregado, estalando como se fossemos duas nuvens de tempestade carregadas e nossa energia esta puxando e nos empurrando um contra o outro. Nenhum de nós diz nada, Apenas olhando com um desejo intenso em nossos olhos. Ela morde o lábio, e me perco enquanto minha postura e meu olhar mudam em resposta de seu corpo e seu lábio que esta agora no cativeiro de seu dente. Em uma batida do coração, eu agarro seus quadris e puxo-a pra mim, enquanto minhas mãos alcançam seus cabelos, e eu abaixo minha cabeça rápido clamando sua boca com força com todo meu desejo reprimido e meu deus do sexo esta livre de sua jaula e suas amarras estão cuidadosamente colocadas. Empurro-a contra a geladeira com meu corpo, não deixando nenhum espaço entre nós. Ouço o barulho de protesto do conteúdo da geladeira enquanto minha língua encontra a dela e começa um tango sensual. Ela geme com desejo em minha boca, e com esse som minhas mãos se movem em seus cabelos colocando sua cabeça pra trás e beijo ela selvagemente e

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II ela acende meu fogo com o dela. Estou passado e quero nada além dela, me perder nela por dias se for preciso. - O que você quer Anastasia? – respiro. Ainda quero que ela diga tudo. Se comunique comigo totalmente. - Você, - ela sussurra. - Onde – pergunto. - Cama – é sua curta e brusca resposta. Quebro o nosso beijo, e pego minha mulher nos braços como um Neandertal, e a carrego rapidamente e eficientemente até seu quarto. Coloco-a de pé ao lado da cama, me incline e acendo a luz do abajur. Olho rapidamente ao redor do quarto e fecho as cortinas não tendo a intenção de dar um show particular aos seus vizinhos quando estamos em espasmos de paixão. - E agora o que? – pergunto suavemente. - Faça amor comigo – ela diz. Ah, baby tenho a intenção de satisfazer seu desejo, mas me fale tudo. - Como? – pergunto sondando a fundo. Ela faz uma careta. - Você tem que me dizer baby. – Eu imploro com ela. - Tire minha roupa – ela me instrui arquejando. Ficaria mais que feliz em fazê-lo querida. Agora estamos chegando em algum lugar. Sorrio e prendo meus indicadores na abertura de sua camisa, puxando ela pra mim. - Boa menina, - murmuro sem tirar meus olhos apaixonados dela e lentamente começo a desabotoar sua camisa. Ela coloca as mãos em meus braços pra se equilibrar. Meus braços são áreas seguras, então eu não reclamo. Quando termino com os botões de sua camisa eu puxo a camisa pelos seus ombros, e ela momentaneamente tira as mãos dos meus braços e deixa a camisa cair no chão. Me estico pro cós do jeans dela, e desfaço o botão, e puxo pra baixo zíper. - Me diga o que você quer Anastasia – digo enquanto meus olhos estão latentes e minha respiração rápida e superficial pra acomodar o desejo reprimido em mim.

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II - Me beije daqui até aqui. – ela sussurra trilhando seu dedo da base da sua orelha até sua garganta. Eu tiro seu cabelo da linha de fogo dos meus lábios e me curvo começando a beijar ao longo do caminho que seu dedo fez suavemente e depois volto. - Meus jeans e calcinha- ela murmura, e eu sorrio contra sua garganta. Agora estamos indo a algum lugar. Rapidamente caio de joelhos em frente dela. Ela é como uma deusa diante de mim. Eu prendo meus polegares em seus jeans, e gentilmente puxo eles e sua calcinha pra baixo ao mesmo tempo pelas suas pernas. Ela da um passo pra fora de seus sapatos , calça e calcinha. Ela esta parada diante de mim só de sutiã. Eu paro e olho pra cima em expectativa pra essa bela espécie de mulher diante de mim. Não saio da posição ajoelhada. - O que agora, Anastasia? – pergunto. - Me beije, - ela sussurra. - Onde? – me diga baby! Deixe-me quente! Deixe-me devasso! Me incendei! Queime-me em seu desejo! Deixe eu me perder em você! Você sozinha tem todo poder sobre mim baby! Não estou fazendo nenhum prisioneiro hoje. Ela parece envergonhada e rapidamente aponta para o ápice de suas coxas, pro seu sexo me fazendo sorrir maliciosamente. Ela fecha seus olhos mortificada, completamente excitada. - Ah, baby, com prazer – digo rindo. Beijo o ápice de suas coxas, e deslizo minha língua em seu sexo. Ela geme e segura minha cabeça com suas mãos me puxando pra ela, me fundindo com seu sexo. É além de sexy, além de devasso! Eu quero estar aqui há tanto tempo! Não paro. Minha língua circula seu clitóris. Meu objetivo é simples: deixa-la louca, insaciável, faze-la me querer, me desejar, me foder, me amar, ser minha de uma vez por todas esquecendo de tudo até mesmo seu nome! - Christian, por favor, - ela implora. - Por favor, o que, Anastasia? - Faça amor comigo – ela diz me confundindo. - Eu estou – murmuro enquanto sopro gentilmente seu sexo. - Não. Quero você dentro de mim – ela ordena. - Tem certeza? - Por favor, - ela implora. Não paro minha lenta, doce tortura. Ela geme alto. 91

II - Christian… por favor. Finalmente fico de pé e olho pra ela com sua excitação e umidade evidente em meus lábios pra que ela veja. - Então? – pergunto. - Então, o que? – ela arqueja olhando pra cima pra mim freneticamente, mal contendo seu desejo, pronta pra explodir a qualquer minuto. - Ainda estou vestido – digo enquanto ela me encara confuse. Ela alcança minha camiseta e eu dou um passo pra trás. - Ah, não! – advirto ela. Ela se toca que eu quis dizer meus jeans. Ela finalmente me dá um sorriso maroto. Lentamente ela cai em seus joelhos na minha frente. Oh Deus! Isso é sexy pra caramba! Com dedos trêmulos, ela desabotoa o jeans e puxa o zíper, então puxa com força meus jeans junto com minha cueca boxe e minha ereção brota em seu campo de visão. Ela me espia através de seus cílios, e eu olho pra baixo pra ela com apreensão, surpreso, e temeroso. Saio dos meus jeans e tiro as meias. Ela segura minha masculinidade em sua mão apertando com força empurrando sua mão pra trás. Eu gemo, fico tenso, e minha respiração sibila por entre meus dentes. Como senti falta dessa conexão! Tentadoramente ela coloca todo meu comprimento em sua boca e chupa… com força! - Ahh. Ana… ei, suavemente,- digo. Ela perece ter sentido minha falta quase tanto quanto eu senti dela. Eu seguro sua cabeça ternamente, e ela me empurra fundo em sua boca pressionando seus lábios juntos apertando enquanto pode cobrindo os dentes e me chupando com força. - Porra. – sussurro. Ela gira e gira e gira a língua ao redor da ponta girando, lambendo e empurrando meu comprimento mais fundo em sua garganta de novo e de novo. - Ana, chega. Pare!- digo. Mas ela esta implacável. Ela continua. - Ana, você fez seu ponto- gemo entre os dentes cerrados. – Não quero gozar na sua boca –

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II Ela não vai parar! Merda! Me abaixo e a agarro pelos ombros coloco ela de pé e a jogo na cama. Tiro a camisa por cima da cabeça, e então jogo junto com as pilhas de roupas. Então alcanço minha calça jeans jogada e tiro uma camisinha do bolso. Estou arquejando de desejo. - Tire seu sutiã – ordeno. Ela se senta e faz o que eu disse. - Deite-se. Quero olhar pra você – digo. Ela se deita, olhando pra mim. Eu aperto a ponta e rolo a camisinha pelo meu comprimento sem tirar os olhos dela. O desejo dela por mim é espesso. Ela me quer tanto quanto eu a quero. Eu a encaro de cima e lambo meus lábios. - Você é uma bela visão, Anastasia Steele, - digo enquanto me incline sobre a cama e lentamente engatinho sobre ela, mas deixando um rastro de beijos enquanto sigo. Beijo cada um de seus seios e provoco seus mamilos, lambendo, girando-os, ligeiramente lambendo e chupando. Ela geme e se contorce embaixo de mim, mas eu não paro. - Christian, por favor, - ela implora. É a sua vez de implorar baby! - Por favor, o que? – murmuro sorrindo entre seus seios. - Quero você dentro de mim – ela choraminga. - Você quer agora? – peço tentadoramente. - Por favor, - ela implora mais um pouco. Olho pra ela, enquanto abro suas pernas com as minhas e me movo pairando sobre ele. Eu olho pra minha mulher com um desejo devasso, e lentamente afundo em sua profundidade em um ritmo delicioso. Ela fecha seus olhos como ela esta saboreando a plenitude, me preenchendo completamente dentro dela enquanto sentimos a posse um do outro. Ela intuitivamente eleva sua pélvis pra encontrar a minha, pra receber minha masculinidade, gemendo alto. Seus dedos correm pelo meu cabelo, e eu lentamente entro e saio finalmente fazendo amor com minha mulher que eu senti tanta falta. Estou no paraíso! - Mais rápido, Christian, mais rápido… por favor! - ela implora. Olho pra ela triunfante e beijo ela com força clamando sua boca, sua língua, seu sexo de todas as maneiras possíveis, e eu realmente começo a me mover, empurrando, empurrando, batendo contra ela rápido. Sinto-a começar a acelerar enquanto suas pernas se enrijecem embaixo de mim. Seu orgasmo em construção e é meu combustível pra bater mais forte nela, fode-la profundo, ama-la com uma paixão ardente.

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II - Vamos baby! – suspiro. – Goze pra mim. Minhas palavras são sua perdição, e nós dois explodimos em um magnifico, entorpecente orgasmos em um milhão de pedaços, e eu vagamente me lembro de chamar seu nome como uma ladainha. Nesse momento não há outras duas pessoas que estão mais completas em unidade, fundidas em uma unidade, tornando-se um só, em todos os sentidos da palavra possível. - Ana! Ah porra! Ana! – lamento enquanto entro em colapso em cima da minha amada mulher, completamente, totalmente e irrevogavelmente apaixonado por ela, minha cabeça enterrada em seu pescoço. A última coisa que eu me lembro do versículo que vem à minha cabeça: "Eu sou do meu amado e meu amado é meu...”. Sou um homem em chamas... Desesperadamente apaixonado. Nesse momento, minha vida mudou irrevogavelmente, e não há volta pra mim.

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II Capítulo V Quando voltamos do ápice do nosso êxtase, Anastasia abre os olhos e olha no meu rosto com uma expressão insondável. Amor? Minha expressão em retorno é suave e leve. Esfrego meu nariz no dela, me certificando de segurar meu peso nos cotovelos enquanto seguro suas mãos ao lado de sua cabeça. Dessa maneira estou no controle, e por mais que eu deseje muito que ela me toque, eu ainda não posso suportar a ideia do toque. Dou um beijo suave e delicado nos seus lábios e saio de dentro dela devagar. É aqui que eu quero sempre estar, e essa é uma parte do que eu senti falta durante essa semana inteira. O amor, a conexão, a unidade, a unicidade disso. - Senti falta disso – Digo sussurrando. - Eu também. – Ela sussurra de volta em uma confissão. Não consigo imaginar outra pessoa estando dentro dela, abraçando ela, dando a ela o que eu quero dar, fodendo com ela, beijando ela... Só o pensamento me deixa louco. Eu seguro seu queixo e a beijo duro e profundo; um beijo apaixonado, suplicante. Pedindo a ela pra que seja minha e só minha com meu beijo. Pedindo pra que ela não me deixe novamente. Ela corresponde, e fica sem fôlego depois do nosso beijo. - Não me deixe de novo – Imploro, pedindo a ela com meus olhos, meu rosto sério. - Tudo bem. – ela suspira e sorri pra mim. Eu procuro seu rosto, e vendo que ela esta falando sério, eu sorrio de volta com alivio e jubilo, e um deleite juvenil. - Obrigada pelo IPad. - ela diz. - Não há de que, Anastasia, - Respondo. - Qual sua música preferida lá? – ela pergunta. - Já seria falar demais, - digo sorrindo. Acho que muitas delas são minhas favoritas sendo que muitas delas representam diferentes lembranças de Anastasia e eu. Seria difícil escolher uma. Mas “Possession” e “Every Breath You Take” poderiam estar no topo da lista. - Venha me faça algo pra comer serviçal. Estou faminto – Digo divertido, sentando de repente e arrastando Anastasia comigo.

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II - Serviçal? – ela pergunta divertida. - Serviçal. Comida, agora, por favor. – Digo igual a um homem da idade média. - Já que você me pede com tanta educação. É pra já. Ela se arrasta pra fora da cama e no caminho tira o travesseiro do lugar revelando um balão no formato de Charlie Tango todo murcho. Eu me estico e o seguro em minha mão e olho pra Anastasia, intrigado com a descoberta. Esse é o balão que eu mandei junto com um Bollinger quando ela se mudou pra cá com sua colega de quarto Kate. Ela guardou esse balão esse tempo todo? - Esse é o meu balão, - ela diz com um tom de propriedade, e pega o roupão e o veste. - Na sua cama? – murmuro questionando. - Sim, - ela cora quando responde. – Tem sido minha companhia, - ela rebate. - Charlie Tango sortudo, - Digo, em surpresa. - Meu balão, - ela diz e gira em seus calcanhares indo pra cozinha. Sua simples declaração me faz perceber que ela verdadeiramente me ama, e que ela sentiu minha falta esse tempo todo. Não fui só eu! Meus sentimentos são recíprocos, e Anastasia Steele me ama tanto que ela guardou um simples balão que eu mandei representando algo que tivemos na cama dela! Perto dela, perto de seu corpo, perto de sua mente! Ela me ama! Perceber isso me deixa em júbilo e eu estou sorrindo de orelha á orelha. ****** Quando a comida finalmente esta pronta, Anastasia e eu nos sentamos no tapete Persiano no chão e comemos frango xadrez com macarrão em suas tigelas brancas com pauzinhos bebendo vinho branco Pinot Grigio. Inclino-me contra o sofá e estico minhas pernas. Estou de jeans e camisa. Meu iPod esta ligado e Buena Vista Social Club esta cantando “Besame mucho”. Bem apropriado... ‘Me beije muito’. Olho amorosamente pra ela enquanto eu dublo a letra pra ela. Bésame, bésame mucho Como si fuera esta noche La última vez

Beija-me, beija-me muito. Como se fosse esta noite A última vez

Bésame, bésame mucho Que tengo miedo a tenerte

Beija-me, beija-me muito. Que tenho medo de perder-te Perder-te depois... 96

II Y perderte otra vez Bésame, bésame mucho Como si fuera esta noche La última vez Bésame, bésame mucho Que tengo miedo a tenerte Y perderte otra vez Quiero tenerte muy cerca Mirarme en tus ojos Verte junto a mi Piensa que tal vez mañana Yo ya estaré lejos Muy lejos de ti Bésame, bésame mucho Como si fuera esta noche La última vez Bésame, bésame mucho Que tengo miedo a tenerte Y perderte otra vez Quiero tenerte muy cerca Mirarme en tus ojos Verte junto a mi Piensa que tal vez mañana Yo ya estaré lejos Muy lejos de ti Bésame, bésame mucho Como si fuera esta noche La última vez

Beija-me,beija-me muito Como se fosse esta noite a última vez

Beija-me, beija-me muito. Que tenho medo de perder-te Perder-te depois... Quero ter–te muito perto Olhar-me em teus olhos E ver-te junto a mim Pensa que talvez amanhã esteja longe, muito longe daqui. Beija-me, beija-me muito. Como se fosse esta noite A última vez Beija-me,beija-me muito Que tenho medo de perder-te Perder-te depois... Quero ter–te muito perto Olhar-me em teus olhos E ver-te junto a mim Pensa que talvez amanhã esteja longe, muito longe daqui. Beija-me, beija-me muito. Como se fosse esta noite A última vez Beija-me, beija-me muito. Que tenho medo de perder-te Perder-te depois...

Bésame, bésame mucho Que tengo miedo a tenerte Y perderte otra vez

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II - Isso é bom. - Digo finalmente apreciando minha comida, como foi feita por Anastasia pra mim... Pra nós. Ela sorri na medida em que senta de pernas cruzadas ao meu lado, finalmente comendo também cordialmente, mais que faminta, não só por comida, e eu percebo que ela admira meus pés descalços. - Estou acostumada a cuidar da cozinha. Kate não é lá grande cozinheira. – ela comenta. - Sua mãe te ensinou? – pergunto a ela. - Não mesmo. – ela zomba. – Na época que eu me interessei em aprender, minha mãe estava morando com o marido numero três no Texas. E Ray, bem, teria vivido de torrada e comida congelada se não fosse por mim. – ela diz. O comentário me surpreende. Pensei que ela tivesse vivido com a mãe. Olho pra ela e pergunto, - Você não ficou no Texas com a sua mãe? - Não. Steve, o marido dela e eu, não nos dávamos muito bem. E eu sentia falta de Ray. O casamento dela com o Steve não durou muito. Ela caiu em si, eu acho. Ela nunca fala muito sobre ele, - ela adiciona baixinho. Quero saber o que deu errado, o que o padrasto fez a Anastasia pra fazê-la não gostar nada dele. - Então você voltou pra Washington pra morar com o seu padrasto. – eu observo. - Sim, - ela confirma. - Parece que você cuidou dele, - Digo suavemente. Ela é cuidadosa, e uma boa filha. - Suponho que sim -, ela diz dando de ombros. - Você esta acostumada a cuidar das pessoas. – Eu concluo. Ela me encara percebendo a intenção escondida em minha voz. - O que é isso? – ela pergunta espantada pela minha expressão cautelosa. Eu a encaro. Ela tem cuidado dos outros por toda sua jovem vida. Ela nunca soube o que é ser cuidada. Percebo que essa é a razão porque ela fica tão apreensiva quando tento tomar conta dela. Não é uma coisa que ela esteja acostumada. - Eu quero cuidar de você, - Declaro com todo amor e paixão embora eu tente esconder isso. Ela respira mais rápido, seus lábios se separam e ela me encara procurando meu rosto.

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II - Percebi. Ela suspira. - Você só faz isso de uma maneira estranha. – ela acrescenta com um pequeno sorriso. Minha testa vinca com sua avaliação. - É o único jeito que eu sei. – digo baixinho. E isso não mudaria nada. Nós dois temos nossas questões. Ela não esta acostumada em ser cuidada, mas novamente, isso não significa que eu não deveria cuidar dela, independente do quanto ela achar estranho meu jeito. Meu objetivo final é tê-la em segurança, bem cuidada, e amada. Não consigo me livrar desse impulso, desse desejo em mim. - Ainda estou brava com você por ter comprador a SIP, - ela comenta. Sorrio. – Eu sei, mas mesmo você brava, baby, não me deteria. – Eu acharia uma maneira de contornar isso. Se você me conhece bem, você saberia que eu faria qualquer coisa em meu poder pra mantê-la segura. - O que eu vou dizer pros meus colegas de trabalho, pro Jack? O nome dele faz meu sangue borbulhar sabendo o que eu sei sobre ele. Estreito meus olhos pra ela. - Melhor o filho da puta se cuidar, - digo entre os dentes. - Christian! - Ela me repreende. – Ele é meu chefe. Não se eu puder evitar! Mas não digo nada. Minha boca pressiona em uma linha dura. - Não conte a ele – eu digo. - Não contar o que? – ela pergunta. - Que eu sou o dono. Os diretores assinaram o acordo ontem. A noticia esta embargada por quatro semanas enquanto sãs feitas às mudanças no gerenciamento da SIP. - Ah... - ela responde. – Vou perder meu emprego? – ela pergunta alarmada. Não quando eu comando a empresa. - Sinceramente eu duvido – Digo com ironia tentando esconder um sorriso. A empresa é minha pra fazer o que eu desejar. Ninguém irá se atrever a demitir minha namorada se ele ou ela quiser manter seu emprego! Ela fecha a cara. - Se eu sair e encontrar um novo emprego, você vai comprar e empresa também? - Ela pergunta. O que? Ela já esta considerando sair porque eu comprei a SIP? 99

II - Você não esta pensando em sair, esta? - pergunto e minha expressão muda pra preocupado de novo. - Possivelmente. Não tenho certeza se você me deu muita escolha. – é a resposta dela. Ótimo então. Jogue mesmo! - Sim, eu vou comprar essa empresa também. – Digo inflexivelmente. O que é tão difícil dela entender? Eu vou aonde tiver que ir pra manter sua segurança. Ela é minha garota! Minha mulher! Minha namorada! Tudo ao meu redor, corpo e alma, assim como sou dela… Ela faz uma careta pra mim. - Você não acha que é um pouco superprotetor? - Sim. Estou completamente ciente do que isso parece, - Digo. - Chamando o Dr. Flynn, - ela murmura. Você não quer jogar esse jogo comigo Anastasia. Você irá perder. Abaixo minha tigela vazia e olho pra ela impassível. Ela suspira, desistindo. Ela se levanta, e pega minha tigela. - Gostaria de sobremesa? – ela pergunta. - Agora você tá falando minha língua! – Digo, dando pra minha mulher um sorriso sacana. - Não eu, - ela reprime. – Temos sorvete. Baunilha, - ela diz percebendo o duplo sentido. - Sério? – Digo enquanto meu sorriso aumenta. – Acho que podemos fazer algo com isso, - Digo e fico logo de pé. - Posso ficar? – Pergunto a Anastasia. - Como assim? – ela pergunta. - A noite toda. - Eu achei que você ia ficar, - ela diz corando. O conhecimento disso me faz feliz. - Bom. Onde esta o sorvete? – Pergunto. - No forno, - ela diz sorrindo docemente pra mim. Sarcasmo de você Srta. Steele? Inclino a cabeça de lado e suspiro olhando pra ela. - Sarcasmo é a maneira mais baixa de humor Srta. Steele, - Digo com olhos brilhantes. - Eu poderia te colocar em meus joelhos, - Digo maliciosamente. Ela coloca as tigelas na pia e se vira pra mim. 100

II - Você esta com aquelas bolas prateadas? – Meus olhos brilham. Dou uma batinha no meu peito descendo pela barriga e bolsos do meu jeans. - Engraçado, eu não carrego esses aparatos comigo. Não são muito úteis no escritório. – Respondo. - Fico contente em ouvir isso, Sr. Grey achei que tivesse dito que sarcasmo é a forma mais baixa de humor. – ela retruca. - Bem, Anastasia, meu novo mantra é ‘se não pode com eles, junte- se a eles’. Ela abre a boca com a minha resposta, e eu sorrio de volta com sua reação. Viro-me, e abro o freezer e pego o sorvete de baunilha Ben & Jerry. - Isso vai dar, - Digo olhando pra minha linda namorada com olhos escuros. - Ben & Jerry & Ana, - digo cada palavra devagar, anunciando cada silaba claramente mostrando a ela minhas intenções em termos simples. A expressão de lascívia em meu rosto faz Anastasia entreabrir a boca pra mim. Eu abro a gaveta de talheres e pego uma colher. Quando olho pra cima, meus olhos estão nublados de desejo pesado por Ana; e passo a língua em meus dentes superiores. Anastasia parece cheia de vontade, excitada, desejosa. - Espero que esteja quente. – Sussurro. – Vou refrescar você com isso. Venha. – Digo esticando minha mão pra ela e ela coloca a sua na minha. Quando chegamos ao quarto, coloco o sorvete em cima da mesa de cabeceira, puxo o edredom, e tiro os dois travesseiros e coloco em uma pilha no chão. - Você tem lençóis pra trocar, não tem? – Pergunto já que estes vão ficar grudentos e sujos quando eu terminar com ela. Ela acena com fascinação. Seguro o balão Charlie Tango. - Não suje meu balão, - ela me adverte. A reação dela faz meus lábios curvarem pra cima em um sorriso. - Nem sonharia com isso baby, mas eu quero sujar você e esses lençóis. – digo e ela quase tem uma convulsão com a declaração. - Quero amarrar você - Digo - Tudo bem. – ela suspira em antecipação. - Só as mãos. Na cama. Preciso que você fique parada.

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II - Tudo bem, - ela sussurra de novo, incapaz de dizer mais nada. Meu corpo inteiro esta fixado em Anastasia e não sinto mais nada a não ser um desejo imenso por ela. Passo por ela sem tirar os olhos dela. - Vamos usar isso, - digo mostrando a faixa do roupão dela e como tortura, provocando lentamente eu desfaço o laço e gentilmente puxo pra fora do roupão de banho. Quando o roupão se abre, Anastasia permanece congelada diante do meu olhar congelante. Sem tirar os olhos dela, puxo o roupão pelos seus ombros. A peça cai ao redor de seus pés e ela fica diante de mim gloriosamente nua. Minha respiração acelera diante de sua beleza. Levanto a mão e acaricio seu rosto com as costas dos meus dedos e ela responde fechando os olhos perdida em desejo. Me curvo e beijo seus lábios brevemente. - Deite na cama, rosto pra cima, - murmuro enquanto meus olhos escurecem de desejo queimando por ela. Ela faz exatamente o que é pedido; deitando na cama olhando pra cima na escuridão relativa. A única luz no quarto vem da lâmpada de cabeceira fraca. Paro diante da cama olhando pra baixo pra essa beleza que é minha namorada incapaz de quebrar a conexão. - Poderia te olhar o dia inteiro Anastasia. - Digo sinceramente enquanto engatinho sobre a cama, e fico em cima de seu corpo e me sento em cima da minha mulher. - Braços acima da cabeça- eu ordeno. Ela imediatamente obedece e eu prendo a ponta do roupão em seu pulso esquerdo e amarro na barra de metal da cabeceira da cama. Eu puxo apertado então o braço esquerdo fica flexionado acima dela. Então eu amarro o direito apertado do mesmo jeito do outro. Quando ela esta completamente amarrada, ela me encara, e agora estou completamente relaxado sabendo que ela não será capaz de me tocar. Dessa maneira estou no controle. Ela olha pra mim com uma emoção sem nome, certa realização. Sorrio. Finalmente saio de cima dela e me curvo pra dar um beijo rápido em seus lábios. Então fico de pé e tiro minha camisa pela cabeça, e desabotoou meu jeans e jogo ambos no chão. Também estou nu diante dela, e ela esta avaliando o que esta diante dela, gostando do que ela esta vendo. Eu me movo para o final da cama e agarro seus tornozelos, e a puxo pra baixo bruscamente assim seus braços ficam esticados e ela é incapaz de se mover, completamente a minha vontade. - Assim esta melhor. - murmuro.

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II Finalmente pego o sorvete de baunilha Ben & Jerry, devagarzinho subo na cama e subo mais uma vez na minha mulher que esta nua embaixo de mim assim como eu. Não há nada entre agente. Bem devagar abro a tampa do sorvete e mergulho a colher nele. - Hmm... Ainda esta meio duro, - Digo erguendo a sobrancelha. Eu escavo uma colher cheia de baunilha, e coloco na minha boca. - Delicioso, - murmuro, lambendo meus lábios. – Incrível como o velho e bom baunilha pode ser gostoso, - eu digo abaixando pra olhar pra ela sorrindo. – Quer um pouco? – Provoco minha mulher. Ela acena timidamente pra minha pergunta. Eu escavo outra colher e ofereço pra ela, e ela abre a boca, mas eu rapidamente coloco a colher na minha própria boca de novo, provocando ela. - Está muito bom para compartilhar, - digo sorrindo maliciosamente. - Ei- ela protesta. - Por que senhorita Steele, você quer um pouco de baunilha?- Pergunto com duplo sentido. - Sim, - ela diz forçadamente e tenta me derrubar. Eu dou risada diante de sua reação ardente. – Ficando mal humorada é? Não faria isso se fosse você- Digo - Sorvete- ela implora. - Bem, como você tem me dado tanto prazer hoje Srta. Steele – digo cedendo e oferecendo outra colher de sorvete a deixando-a fechar a boca ao redor da colher. Escavo outra colher e a alimento outra vez. - Hmm, bem esta é uma maneira de garantir que você coma- digo, acrescentando, - Alimentar a força, eu poderia me acostumar com isso. Pego outra colher cheia e ofereço a ela, mas desta vez ela mantem os lábios fechados e balança a cabeça. Deixo o sorvete derreter na colher, e o sorvete derretido cai em sua garganta, até seu peito. Me abaixo e lentamente lambo o sorvete. Ela acende em desejo. - Hmm… É ainda mais gostoso em você, Srta. Steele. – comento. Anastasia puxa contra suas restrições, e sua pequena cama range sob nosso peso. Os olhos dela estão cheios de desejo ardente. Pego outra colherada e deixo o sorvete derreter novamente deixando-o pingar em seus seios. Com as costas da colher, espalho sobre os seus mamilos. Seus mamilos se enrijecem sob o frio do sorvete.

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II - Frio?- Peço suavemente abaixando e lambendo e chupando o sorvete de seus mamilos e seios. Ela esta gelada sob o sorvete, e quente sob meus lábios dando a ela uma sensação incrível. É tortuoso e sensual tudo ao mesmo tempo. Bem devagar continuo minhas ministrações, e a deliciosa tortura dos meus lábios, chupando forte, sondando suavemente enquanto riacho de sorvete derretido corre pelo seu corpo para a cama enquanto continuo lambendo e chupando enquanto ela esta se contorcendo embaixo de mim, muito ofegante. - Quer um pouco? – Digo e antes que ela possa me responder, minha língua entra em sua boca, encontrando a sua, começando um delicioso assalto a sua boca fazendo a gemer com desejo. Assim que ela esta ofegando por mais, eu sento, e trilho uma colherada de sorvete no centro de seu corpo, por toda sua barriga, e dentro de seu umbigo onde deposito uma grande bola de sorvete. - Agora, você já fez isso antes. - Digo enquanto meus olhos queimam nos dela. – Você vai ter que ficar quieta, ou haverá sorvete em toda a cama... – Sua respiração aumenta com a excitação e expectativa, e eu me inclino e beijo cada um de seus seios e chupo os dois mamilos bem forte, então sigo a linha de sorvete pelo seu corpo, chupando e lambendo em uma tortura deliciosa enquanto eu vou. Ela faz o melhor dela pra permanecer parada, mas, meu toque e ministrações da minha língua combinados com o frio do sorvete faz ela se mexer, e ela começa girar presa no feitiço. Movo-me pra baixo e começo a comer o sorvete de sua barriga e faço redemoinhos ao redor do seu umbigo deixando ela louca. Ela geme alto, mas eu continuo com movimentos atormentadores. Eu trilho o sorvete pra baixo em seus pelos pubianos, e em seu clitóris. Ela geme mais alto com paixão e desejo, excitação. - Oh Deus… Por favor... Christian. - Eu sei baby, eu sei, - eu suspiro enquanto eu trabalho minha língua em seu sexo. Eu não paro, e continuo atormentando ela, fazendo minha mágica, e ela sobe alto, e mais alto. Então deslizo um dedo dentro dela, e então outro e começo a movimentar agonizantemente devagar dentro e fora. - Bem aqui – murmuro e ritmicamente batendo a parede da frente de sua vagina enquanto continuo implacável lambendo e chupando finalmente fazendo Anastasia estourar em um orgasmo alucinante fazendo ela se contorcer e gemer. No ponto em que paro minhas ministrações eu pairo em cima dela e rasgo um pacote de camisinha, e apertando a ponta a desenrolo em meu comprimento, e então eu deslizo pra dentro da minha mulher duro e rápido.

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II - Ah, sim! – gemo enquanto deslizo dentro dela. O resíduo do sorvete esta grudando entre nós, mas isso cria uma diferente distração. Depois de algumas estocadas, eu saio de Anastasia, e a viro de costas. - Desse jeito, - murmuro e rapidamente deslizo pra dentro dela de novo, mas desta vez eu não começo meu ritmo punitivo de cara. Inclino-me e libero suas mãos, e puxo Anastasia então ela esta praticamente sentada em mim. Minhas mãos se movem pros seus seios, e eu os capturo em minhas mãos. Começo a alongar seus mamilos. Ela geme com prazer, e joga sua cabeça pra trás contra meu ombro. Eu acaricio seu pescoço, mordendo pra baixo, flexiono meus quadris, dolorosamente devagar entro nela novamente, preenchendo-a toda. - Você sabe o quanto você significa pra mim? – respiro em seu ouvido. - Não. - ela diz com a respiração entre cortada. Sorrio em seu pescoço, e meus dedos se fecham em volta de sua mandíbula e sua garganta e meto nela rápido. Ela sabe o quanto significa pra mim! Tenho mostrado isso pra ela repetidas vezes! Eu perturbei o inferno por ela, moveria céus e terra por ela. Eu morreria por ela! - Sim, você sabe. Não vou deixar você ir embora. – Digo fervorosamente. Ela geme sabendo o que eu quero dizer, e eu pego minha velocidade enquanto deslizo dentro dela, clamando ela mais uma vez. Não é só uma foda. Não é só reivindicação sobre ela. É a minha declaração de amor pra ela, que ela é minha, e eu sou dela! É como se nós sempre pertencêssemos um ao outro, e com essa realização eu sei que sempre iremos. Eu a amo mais do que palavras podem expressar. - Você é minha, Anastasia. - Sim, sua, - ela ofega. - Eu cuido do que é meu – eu assobio entre meus dentes e mordo sua orelha possessivamente. Ela geme alto. - Isso mesmo baby, quero ouvir você, - Digo. Eu passo minha mão envolta de sua cintura enquanto seguro seu quadril com a outra mão, eu empurro nela forte e rápido como se não houvesse amanhã fazendo a gemer alto em um ritmo de punição. Minha respiração acelera forçada assim como a dela.

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II Nesse momento nós dois estamos cheios de sensações, intoxicados pela presença do outro, com nosso jeito de fazer amor; é completamente mágico. Ela é completamente minha, e eu sou completamente dela. - Vamos lá, baby. - Eu rosno entre meus dentes, e nós dois encontramos nosso alivio juntos ao meu comando. Estamos os dois curvados contra o outro, e ela esta em meus braços em seus lençóis pegajosos. Minha testa esta prensada em suas costas, e como sempre, meu nariz em seu cabelo, inalando sua essência feminina profundamente. - O que eu sinto por você me assusta- ela sussurra me fazendo ficar completamente parado. Isso é exatamente o que eu sinto por ela. Em sua presença eu perco a razão. Não me importo com mais nada, nem mesmo com minha própria vida. Ela é tudo em que penso tudo que me importa! Sem ela, a vida é uma noite perpétua, sem visão de luz. Sem esperança. Com ela eu sinto que posso conquistar o mundo. Ela é minha maior força e minha maior fraqueza. - A mim também, baby, - Eu digo tranquilamente reconhecendo meus próprios medos. - E se você me deixar? – ela pede baixinho uma voz horrorizada. - Não vou a lugar algum. Não acho que eu jamais poderia ter minha dose de você Anastasia. – Não é só isso. A presença dela me relaxa, me centra; como se eu tivesse sido um planeta perdido, finalmente encontrando meu sol. Ela se vira pra me olhar. Tenho uma expressão séria, mas sincera. Sorrio, e coloco uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. - Eu nunca me senti do jeito que eu me senti quando você me deixou Anastasia. Moveria céu e terra pra evitar me sentir daquele jeito novamente – Confesso triste e confuso lembrando como minha vida ficou destroçada sob os meus pés, e como tudo parecia sombrio e a vida parecia insuportável. Ela me beija novamente. Com o júbilo de tê-la em meus braços, e a força que seu beijo me dá eu pergunto: - Você irá à festa na casa dos meus pais amanhã? É uma festa de caridade anual. Eu disse que iria. Ela sorri, mas de repente parece muito tímida. - Claro que eu vou, - ela diz, mas seu rosto cai em uma preocupação não dita. - O que? – Eu sondo. 106

II - Nada – ela responde. Não vou aceitar isso! Ela é minha mulher! Se ela tem um problema, uma questão, sou mais do que capaz de resolver isso. - Me diga, - Insisto. De outra forma minha mente vai correr livre e eu não gosto do que eu sou capaz de pensar. - Não tenho nada pra vestir, - ela responde. Ah bom. Isso pode ser resolvido facilmente. Mas, lembrando que eu não devolvi e mantive todas as suas roupas, e sabendo que ela odeia que compre e dê coisas pra ela, me sinto desconfortável. - Não fique brava, mas eu ainda tenho todas aquelas roupas pra você em casa. Tenho certeza que há alguns vestidos lá. – digo. Ela franze os lábios. – Sério? – ela murmura em uma voz irônica. Mas ela desiste e se levanta. Ela não esta correndo esta? - Aonde você vai? – pergunto. - Tomar um banho, - ela responde docemente. - Ah… nesse caso, posso ir junto? – ela sorri. - Achei que você iria. Quando saímos do banho eu ajudo Anastasia tirar os lençóis pegajosos da cama e ajudo ela colocar lençóis limpos. Engatinhamos em cima do lençol limpo e cheiroso. Anastasia deita de costas pra mim, e eu a puxo em um abraço ficando de conchinha com ela. Seus braços chegam atrás dela puxando minha cabeça para baixo. Ela põe a cabeça de lado, expondo seu pescoço. Eu acaricio seu pescoço e encontro seus lábios procurando os meus. Correspondo seu beijo, mas de repente nosso beijo se aprofunda, suave e continua, continua... Estamos sem fôlego quando eu me controlo e quebro o beijo. - Deus Ana! O que você esta fazendo comigo? – pergunto. - Poderia dizer o mesmo pra você. - ela responde. - Você teve um dia longo. Durma baby, - digo. Eu cantarolo uma melodia suave para fazê-la adormecer. Logo, nós dois adormecemos. Anastasia está se debatendo envolvida em meus braços, gritando. - Não. – Ela grita primeiro.

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II - Quem é você? Eu? Não sou ninguém… você é ninguém também...? - Ela murmura em seu sono. - Não, Deus! Não! - Ela dá um grito de gelar o sangue. - Ana!- a sacudo, mas ela não acorda e continua gritando como se tivesse visto o rosto do demônio. - Jesus Cristo! Ana! Acorde baby!- Eu agarro seus ombros e sacudo para acorda-la. Mal consigo ver seu rosto nas luzes fracas que estão se infiltrando através das cortinas... Ela está inalando em suspiros, olhando ao redor com os olhos perplexos. - Baby, você esta bem? Você estava tendo um sonho ruim. - Eu digo a ela. - Ah, - ela responde. Acendo a luz da mesinha de cabeceira, e uma luz fraca nos banha. Olho pra baixo pra ela, meu rosto gravado com preocupação por ela. . - A garota. – ela sussurra. - O que foi? Que garota?- Pergunto suavemente como se fosse pra acalmar um animal selvagem. - Tinha uma garota do lado de fora da SIP quando eu sai de tardezinha. Ela se parecia comigo… mas não exatamente, - ela diz e minha mente imediatamente vai pra Leila. - Quando foi isso?- Sussurro, completamente consternado. Sento e encaro-a tentando tirar toda a historia dela. - Quando eu saia essa tarde. Você sabe quem é ela? – ela pergunta. - Sim- Digo enquanto corro uma mão pelos cabelos em exasperação. - Quem? - Anastasia pede. Minha boca se estica em uma linha rígida, e não digo nada. Não quero dar a ela o nome de uma ex e perde-la novamente. Não quero Anastasia correndo de mim. Não posso suportar isso de novo. - Quem? – ela sonda fortemente. - Leila – confesso finalmente. Anastasia engole se dando conta. Ela já ouviu o nome antes. A garota que alterou a minha seleção de musicas no meu iPod. Isso é o que ela sabe de qualquer forma. Estou muito tenso. Então, Leila tentou um contato com Anastasia. Meus medos estão se provando serem certos. Anastasia me olha questionando como se perguntasse o que esta acontecendo. - A garota que colocou ‘Toxic’ no seu iPod?- pergunta. Merda! Ela lembrou. Olho pra Anastasia com ansiedade. 108

II - Sim, - respondo. – Ela disse alguma coisa? – pergunto. - Ela disse ‘o que você tem que eu não tenho?’ e quando eu perguntei quem era ela disse ‘ninguém’. Eu fecho meus olhos com dor. Então, isso confirma a minha preocupação. Eu causo dano às outras pessoas. Eu possivelmente afetei outras mulheres que já tinham estado em minha vida. Eu machuquei Leila, e ela pode estar na situação em que esta por minha causa. Eu causei sua ruptura! Tenho que encontra-la e ajuda-la em suas necessidades! É o mínimo que eu posso fazer por ela considerando que fui eu quem causou o dano! Anastasia olha pra mim com ansiedade enquanto salto pra fora da cama. Coloco jeans, e sigo pra sala. É bem cedo pela manhã. O relógio de cabeceira de Anastasia marca cinco da manhã. Ela rola da cama atrás de mim. Quando sai coloca sua camiseta. Já disquei o numero de Welch. Ele atende ao terceiro toque. -Welch!- Ele soa grogue, mas, assim que registra minha voz em sua cabeça, ele rebate em atenção. - Sim, Sr. Grey, - ele responde completamente acordado. - Leila tentou contatar Anastasia do lado de fora da SIP, - resumo. - Anastasia? – ele pergunta, mas logo se liga de quem eu estou falando. - Ah, Srta. Steele. Você disse fora da SIP? Quando senhor? – ele pergunta. - Sim, do lado de fora da SIP, ontem… de tardezinha, - Eu respondo tranquilamente. Como Anastasia vem entrando na cozinha, me viro pra ela e pergunto, - Que horas exatamente? - Por volta de 10 para as 18h00min? – ele murmura em tom de questionamento. Meu olhar esta em Anastasia sem deixa-la fora da minha vista nem por um segundo. O que ela esta pensando? - Você sabe como ela achou a Srta. Steele, ou o local de trabalho dela senhor? - Este é o seu trabalho. Descubra como… - Ela é muito astuta senhor. O senhor acha que a Srta. Steele está em perigo com ela? - Sim… Eu não teria dito isso, mas então eu não achei que ela pudesse fazer isso. - Eu fecho meus olhos em dor. Leila pode se prejudicar lá fora, mas então eu temo que ela possa machucar Anastasia também. O pensamento é assustador e inquietante. - Que medidas o senhor gostaria que tomássemos senhor? Claramente ela não esta em seu juízo perfeito. O que o senhor acha que ela possa fazer em seguida?- Eu não sei como isso vai ficar... - Digo. 109

II - Senhor, você pode querer deixar a Srta. Steele saber que ela pode estar em perigo. É importante que ela esteja vigilante. – Welch me alerta. - Sim, vou falar com ela... – concordo. - Isto é muito sério senhor. Se ela é capaz de encontrar o local de trabalho da Srta. Steele onde ela esta cercada de muitos homens qualificados procurando por ela, isso expõe que a situação é extremamente grave senhor. - Sim… Eu sei… - Vamos seguir a informação que o senhor nos concedeu e checar as câmeras de segurança da SIP senhor. - Siga isso e me mantenha informado. Apenas encontre-a, Welch… ela esta com problemas. Encontre-a – Digo e desligo. Ouço a chaleira de chá de Anastasia chiando. - Você quer chá? – ela pergunta impassível. - Na verdade, eu gostaria de voltar pra cama, - digo olhando para ela maliciosamente indicando por que eu quero ir pra cama, e não é pra dormir. Depois da sucessão de eventos dessa manhã, só quero esquecer tudo, e me perder em Anastasia. Ela é minha panaceia pra qualquer problema. Mas Anastasia, sendo Anastasia diz – Bem, eu preciso de um pouco de chá. Gostaria de se juntar a mim em uma xícara? Ah Deus! Ela vai de Inquisição Espanhola. Ela esta refutando minha solicitação de sexo. Corro minha mão pelos cabelos novamente, exasperado mais uma vez. Mas finalmente digo, - Sim, por favor, - e a irritação já esta em minha voz. Ela sente meus olhos nela. Eu me sinto incerto sobre sua possível reação ao que esta acontecendo agora, e minha raiva por Leila ter ido assediar Anastasia no trabalho é muito palpável. - O que é? – ela pergunta suavemente. Balanço a cabeça. - Você não vai me dizer? – ela pergunta. Suspiro e fecho os olhos, - Não, - respondo. - Por quê? – ela sonda mais. 110

II - Porque isto não deveria preocupar você. Não quero você enrolada nisso. – respondo. Esse é um problema que eu mesmo criei, e eu devo ser o único a resolver isso. - Não deveria me preocupar, mas preocupa. Ela me encontrou e me abordou do lado de fora do meu escritório. Como ela sabe sobre mim? Como ela sabe onde eu trabalho? Eu acho que tenho o direito de saber o que esta acontecendo – ela defende sua causa. Corro minha mão pelos cabelos novamente, completamente frustrado sabendo que ela esta certa, e eu travo uma luta interna entre contar a Anastasia o que esta acontecendo, e quanto contar ou contar tudo. Não quero que ela fuja se ela não gostar do que descobrir. - Por favor?- ela pede suavemente. Minha boca está definida em uma linha dura desagradável, e eu rolo meus olhos para ela, finalmente, aquiescendo. - Tudo bem, - digo resignado. – Não tenho ideia como ela encontrou você. Talvez a foto de nós dois em Portland, eu não sei, - suspiro completamente frustrado comigo mesmo por coloca-la diretamente na linha de perigo. Anastasia silenciosamente espera que eu diga algo enquanto ela despeje água fervente no bule, e eu passo para trás e para frente em frustração. Finalmente eu encontro a minha voz para explicar o que aconteceu enquanto eu estava na Geórgia com ela. - Enquanto eu estava na Geórgia com você, Leila apareceu em meu apartamento sem avisar e fez uma cena na frente de Gail. - Gail? – ela pergunta confusa. - Sra. Jones. - O que você quer dizer com fez uma cena? – ela pergunta. Eu olho pra ela, tentando pensar em quanto dizer a ela, ou se digo mais alguma coisa. - Me conte. Você esta escondendo alguma coisa, - ela diz em um tom forte. Pisco diante de sua tenacidade, completamente surpreso. – Ana, eu… - digo e paro. Não quero dizer mais do que ela precisa saber, e envolvê-la em meus problemas. - Por favor? – ela implora. Eu suspiro, sabendo que fui derrotado. -- Ela fez uma tentativa caótica de abrir uma veia. - Ah não! – ela exclama. - Gail a levou ao hospital. Mas Leila fugiu antes que eu pudesse chegar lá. 111

II Anastasia assume uma expressão de pânico, sua boca aberta, sem saber o que dizer. - O psiquiatra que viu ela chamou isso de uma tentativa típica de grito por socorro. Ele não acreditou que ela estivesse realmente em risco – um passo pra idealização suicida, ele nomeou. Mas não estou convencido. Tenho tentado localiza-la desde então pra conseguir ajuda para ela. - Ela disse alguma coisa para a Sra. Jones? – Anastasia pergunta. Eu olho para ela. Não me sinto confortável em deixar Anastasia saber de tudo. Primeiro, tenho muito medo que ela fuja. Fuja de mim. Aonde isso vai levar? No mesmo inferno perpetuo em que estive toda semana passada; e se se eu não consigo durar uma semana, como eu posso durar por mais tempo. - Não muito, - digo finalmente. Anastasia ocupa-se de colocar o chá nas xícaras. Ela olha apreensiva, preocupada, mas mantém a compostura. - Você não consegue encontra-la? E a família dela? – ela pergunta. - Eles não sabem onde ela esta. Nem o marido dela sabe. – digo. - Marido? – Anastasia diz chocada. - Sim, - digo distraído, - Ela esteve casada por volta de dois anos, - respondo. Anastasia se vira pra mim abruptamente com uma expressão totalmente chocada. – Então ela estava com você enquanto ainda era casada? - Não! Bom Deus, não! Ela esteve comigo por volta de três anos atrás. Então ela partiu e casou com esse cara logo depois – respondo sua pergunta dita e não dita. Ela dá um visível suspiro de alivio. – Então por que ela esta tentando chamar sua atenção agora? – ela pergunta. Balanço a cabeça tristemente, sabendo que só pode ter sido alguma coisa que eu fiz a ela. – Eu não sei. Tudo que conseguimos descobrir é que ela fugiu do marido por volta de quarto meses atrás. - Deixe me entender direito. Ela não tem sido sua submissa por três anos? – pergunta Anastasia. - Por volta de dois anos e meio. – eu corrijo. - E ela queria mais? - ela sonda novamente. 112

II - Sim. - respondo honestamente. - Mas você não queria? – ela pergunta mais. - Você sabe disso. – respondo em afirmativa. - Então ela deixou você. - Anastasia conclui. - Sim. - eu confirmo. - Então porque ela esta atrás de você agora? – ela faz a pergunta que tem me incomodado esse tempo todo. Por que eu? Por que agora? E o mais importante o que eu fiz pra ela? - Eu não sei, - digo, mas não antes de minha voz denunciar que eu tenho uma teoria. - Mas você suspeita… - Anastasia diz interpretando corretamente o significado. Meus olhos estreitam com raiva voltada para mim e Leila. - Suspeito que tenha algo haver com você – eu digo a ela. Quero Anastasia segura, e o fato de ela poder estar em perigo por minha causa, traz toda a minha raiva pra superfície. Anastasia olha surpresa. Alguma emoção sem nome percorre seu rosto. Não é medo, é alguma outra coisa. Ela me encara. Eu então percebo que Anastasia conheceu Leila ontem, e ela deve ter tido suas suspeitas sobre quem ela era sabendo o quão brilhante é. Por que então ela não me falou sobre isso quando me viu? - Por que você não me contou ontem? – peço suavemente. - Me esqueci dela, - ela diz se desculpando. – Você sabe bebidas depois do trabalho, fim da minha primeira semana. Você aparecendo no bar e sua... Corrida de testosterona com Jack, e quando estávamos aqui, fugiu da minha mente. Você tem o hábito de me fazer esquecer as coisas. – ela explica com facilidade verdadeira. - Corrida de testosterona? – digo enquanto meus lábios se contorcem em um sorriso. - Sim. A competição de urina. – ela explica melhor. - Vou te mostrar uma corrida de testosterona. - eu digo lascivamente. - Você não prefere uma xícara de chá? – ela pergunta. Isso é sequer uma opção? Agora mesmo, com o mais recente stress, tudo que eu quero fazer e levar minha mulher pra cama, e espalhar meus pensamentos e fode-la até semana que vem.

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II - Não, Anastasia, não prefiro. - respondo com desejo. Meus olhos queimam nos dela, abrasador com um olhar ‘quero-você-e-quero-pra-cacete-agora-lide-com-isso’ pra ela. - Esqueça ela. Venha. – digo estendendo minha mão pra Anastasia. Voltamos pra cama, e garanto que nós dois esqueçamos Leila, e toda tristeza que ela tem nos dado nesses últimos dias. ******** Enquanto as luzes da manhã se infiltram através de suas cortinas, eu me encontro envolvido em torno de Anastasia, nossas pernas emaranhadas. Anastasia já esta acordada, e quando abro meus olhos para olhar nos dela, ela sorri pra mim e diz: - Oi - sorrindo, culpada de alguma coisa. Tenho o pressentimento que algo esta acontecendo. O que ela fez? - Oi, - respondo cautelosamente. – O que você esta fazendo? - Olhando você – ela diz correndo os dedos pela minha trilha da felicidade. Capturo sua mão, estreito meus olhos, então sorrio pra ela. Ela tentou me tocar? Sua maliciosa, deliciosa, irresistível garota! Eu me movo pra cima dela em um flash, e pressiono-a contra o colchão, minhas mãos sobre ela em uma doce advertência. Eu esfrego meu nariz no dela. - Eu acho que você estava aprontando Srta. Steele – digo acusatório, mas sorrindo. Desde que eu não tenho provas, vamos deixar isso pra lá. - Eu gosto de me comportar mal perto de você. – ela responde o pequeno demônio, doce inegavelmente sexy. - Ah é? – pergunto beijando levemente seus lábios. – Sexo ou café da manhã? – pergunto enquanto meus olhos escurecem, mas bem humorados. Minha ereção esta cavando nela como se tivesse vontade própria. Então ela levanta sua pélvis pra encontrar a minha, fazendo sua escolha. - Boa escolha. – murmuro contra a garganta da minha mulher, e começo a trilhar beijos até seus seios. ********

Depois da nossa manhã bastante movimentada com sexo, tomamos banho juntos incapazes de mantem às mãos longes um do outro. Quando finalmente saímos do chuveiro, secamos um ao outro com a toalha de Anastasia. Ela vai pro seu quarto enrolada em uma toalha, seu cabelo

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II enrolado em outra toalha. Ela esta diante de sua cômoda, finalmente tentando secar o cabelo com a toalha. Então ela tenta pentear e arrumar seu longo cabelo. Ela coloca seu jeans de cós baixo e uma camiseta, e estou me vestindo atrás dela. Ela olha meu corpo através do espelho apreciando. - Quantas vezes você malha? – ela pergunta. - Todos os dias da semana – respondo abotoando meu jeans. - O que você faz? - Corrida, pesos, kickbox – digo dando de ombros. -Kickbox? – ela pergunta. - Sim, eu tenho um personal trainer, um ex- atleta olímpico que me da aula. Seu nome é Claude. Ele é muito bom. Você iria gostar dele. – digo. Ela se vira pra me olhar enquanto eu abotoou minha camisa branca. - O que você quer dizer com eu gostaria dele? - Você gostaria dele como treinador – respondo. - Por que eu precisaria de um personal trainer? Tenho você pra me manter em forma. - ela diz rindo pra mim. Eu passeio até ela, e envolvo meus braços ao redor de sua cintura e nossos olhares se prendem no espelho. - Mas eu quero você em forma baby, pro que eu tenho em mente. Precisarei que você acompanhe, digo, e ela cora sabendo exatamente o que eu quero dizer. Ela encara meus olhos com seus olhos azuis bebê. - Você sabe que quer, - gesticulo pra ela. Ela cora. Ela pressiona os lábios como se algo indesejado estivesse nublando sua mente. Franzo o cenho pra ela. - O que? – pergunto preocupado. - Nada, - ela diz balançando a cabeça pra mim. – Tudo bem, vou me encontrar com Claude. – ela aquiesce. Sua resposta me pega completamente de surpresa.

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II - Você vai? – Pergunto enquanto meu rosto ilumina completamente tomado de descrença. Seu sorriso de resposta é brilhante. Sinto-me como se tivesse ganhado o maior prêmio de todas as namoradas. - Sim, Jesus! Se faz você feliz. – ela zomba. Aperto meus braços ao redor dela e beijo sua bochecha. – Você não faz ideia, - sussurro. - Então o que você gostaria de fazer hoje? – pergunto enquanto cheiro ela. - Gostaria de cortar meu cabelo, e um… eu preciso depositar um cheque e comprar um carro. – ela diz. - Ah, - respondo mordendo o lábio. Tiro uma mão dela e alcanço meu bolso e seguro a chave do Audi dela. - Esta aqui – digo calmamente, incerto de como ela vai reagir. - O que você quer dizer com esta aqui? – ela diz em raiva crescente. - Taylor trouxe de volta ontem – respondo. Ela abre a boca e fecha novamente. Abre e fecha incapaz de colocar as palavras pra fora. Ela abre e fecha mais uma vez, completamente, totalmente sem palavras o que não é comum para Anastasia. Ela finalmente estica sua mão até o bolso do jeans e tira o envelope que eu dei a ela. - Aqui, isto é seu – ela diz. Olho pra ela questionando, olhando para o envelope que eu dei para ela com um cheque dentro. - Ah não. Este é o seu dinheiro. – eu digo. - Não, não é. Eu gostaria de comprar o carro de você, - ela responde. O que há entre ela e presentes? Por que ela não pode simplesmente aceitar o que eu dou pra ela? Sou tão repulsivo, ou são os meus presentes? Minha expressão muda para fúria. - Não, Anastasia. Seu dinheiro, seu carro – eu atiro pra ela. Você esta me matando aqui! Aceite o maldito carro! -Não, Christian. Meu dinheiro, seu carro. Eu vou comprar de você- ela responde. - Eu dei aquele carro como presente da sua formatura – eu silvo pra ela.

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II - Se você tivesse me dado uma caneta isso seria um presente de formatura apropriado. Você me deu um Audi. – ela silva de volta. - Você realmente quer discutir sobre isso? – a questiono. Vou dar pra minha namorada o que eu tiver vontade de dar! Por que ela tem que colocar limitações do que e o que eu faço pra ela? - Não. - Bom, aqui estão às chaves – digo colocando as chaves em cima da cômoda. - Não foi o que eu quis dizer – ela grita. - Fim da discussão, Anastasia. Não me force – sibilo de volta pra ela. Ela faz carranca pra mim, então ela pega o envelope que eu dei pra ela contendo o cheque não depositado, e rasga em dois! Olho pra ela impassível. Baby, você esta tentando minha paciência, e forçando meus limites! Mas você não vai ganhar essa discussão. Coço meu queixo pensando. - Você é, como sempre, Srta. Steele desafiadora. – digo secamente. Mas espere até você descobrir o que eu posso fazer. Giro em meus calcanhares e ando para a sala de estar. Encontro meu Blackberry e aperto o botão de discagem rápida pra ligar pra Andrea. - Bom dia Sr. Grey. – ela responde alegremente. - Andrea, tenho um trabalho pra você, e você precisa concluir o mais rápido possível. - Sim, senhor. O que eu posso fazer pelo senhor? - Eu quero que você deposite vinte e quatro mil dólares na conta de Anastasia Steele. - Sim, senhor. Deixe me confirmar o montante. O senhor disse pra depositar vinte e quatro mil dólares na conta da Srta. Anastasia Steele? - Sim, vinte e quatro mil dólares. Diretamente. - Confirmado, senhor. O mais cedo que esse processo pode ser concluído é quando o banco abre na segunda-feira. – percebo que Anastasia entrou na sala, e me olhando curiosa, ouvindo a conversa. Olho pra cima pra ela ainda com olhar impassível. - Ótimo... Segunda-feira? - Sim, senhor, segunda-feira. - Excelente. 117

II - Mais alguma coisa que eu possa fazer por você senhor? – ela pergunta. - Não, isso é tudo Andrea, - respondo antes de desligar. - Depositado em sua conta, segunda-feira. Não brinque comigo – digo fervendo de raiva pra ela. - Vinte e quarto mil dólares! Ela grita pra mim. – E como você sabe o número da minha conta? – fico surpreso com sua reação fervente. - Sei tudo sobre você Anastasia – digo calmamente. - De jeito nenhum meu carro valia vinte e quarto mil dólares. – ela sibila. - Eu concordaria com você, mas é mais sobre conhecer o Mercado, se você esta comprando ou vendendo. Algum lunático por ai quis aquela lata velha e estava disposto a pagar aquele montante de dinheiro. Aparentemente é um clássico. Pergunte a Taylor se você não acredita em mim – digo calmamente convincente. Ela faísca pra mim e eu faísco de volta pra ela. Dois raivosos, teimosos, amantes encarando um ao outro. De repente a carga, a eletricidade entre nós cresce forte com as emoções intensificadas, afogando nós dois juntos. De repente eu a agarro, e empurro minha mulher contra a porta, minha boca na dela, clamando ela avidamente enquanto uma das minhas mãos esta atrás de sua bunda pressionando ela contra minha virilha, e a outra mão viaja por sua nuca em seu cabelo, e eu puxo sua cabeça pra trás. Suas mãos viajam em meu cabelo me segurando nela. A paixão cresce em mim espontaneamente, e eu trituro meu corpo no dela, aprisiono ela de forma eficaz, enquanto a minha respiração irregular vai com todas as emoções exacerbadas. Eu a quero, ah Deus, eu quero essa mulher agora! Eu nunca vou ter o suficiente dela. Tudo o que ela diz ou faz me excita! Mesmo ela me desafiando! Tudo! Ela é minha dona! - Por que, por que você me desafia? – murmuro entre nossos beijos quentes. Ela me beija de volta apaixonadamente, acendendo minha chama com sua paixão. - Porque eu posso, - ela diz sem folego. Sua resposta me faz sorrir contra seu pescoço. Pressiono minha testa na dela. Ela me excita pra cacete, e acende meu fogo com cada expressão dela, cada movimento dela, cada respiração dela! - Senhor, quero comer você agora, mas estou sem camisinhas. Nunca consigo me satisfazer de você. Você é uma mulher enlouquecedora… enlouquecedora. – declaro. - E você me deixa louca – ela sussurra. – De todas as maneiras – mas ela tem paixão por baixo de seu tom, e eu suspeito que meu jeito enlouquecedor a deixa quente também. Temos o mesmo efeito um no outro. Ardemos um pelo outro. 118

II Eu balanço a cabeça – Vamos. Vamos sair pra tomar café da manhã. E eu conheço um lugar onde você pode cortar o cabelo – digo. - Tudo bem, - ela concorda, e nossa briga esta efetivamente encerrada. ******* Depois do nosso café da manhã, o garçom traz nossa conta e Anastasia rapidamente pega e diz – Eu pago. – faço cara feia pra ela. Por que não me deixa tomar conta de você? - Você tem que ser rápido comigo Grey – ela diz. - Você esta certa, eu tenho, - digo em uma nota ácida provocando ela. Ela me deixa quente, me deixa louco, e ela me faz me apaixonar por ela de novo e de novo a cada maldito segundo do dia! - Não olhe com essa cara. Estou vinte e quatro mil dólares mais rica do que eu estava esta manhã. Eu posso pagar. – ela diz olhando pra conta, e acrescenta – Vinte e dois dólares e sessenta centavos pelo café da manhã. - Obrigado – digo de má vontade. - Pra onde agora? – ela pergunta. - Você realmente quer um corte de cabelo? - Sim, olhe pra isso. – ela me diz mostrando as pontas do cabelo dela. - Você esta linda pra mim. Você sempre esta. – digo honestamente. Minha resposta a faz corar e ela encara seus dedos em seu colo. – E tem a festa do seu pai hoje à noite. - ela diz. Ah, minha doce mulher! Ela quer ter sua melhor aparência! - Lembre-se, é Black tie – lembro a ela. - Onde vai ser? – ela pergunta. - Na casa dos meus pais. Eles têm uma tenda no jardim. Você sabe… - Qual é a caridade? Bem, a caridade na verdade é em minha homenagem. Meus pais criaram isso. Esfrego as mãos nas coxas desconfortável. - É um programa de reabilitação para pais drogados com filhos pequenos chamado ‘Superando Juntos’. - digo 119

II - Parece uma boa causa- ela responde suavemente. - Venha, vamos – fico de pé, encerrando o tópico efetivamente. Estendo minha mão pra ela, e assim que seus dedos tocam os meus eu fecho meus dedos nos dela apertado. Eu a guio pra fora do restaurante, e andamos pela rua. O clima esta perfeito. É uma manhã suave. O sol esta brilhando, o ar cheira a café, e pão fresco das confeitarias próximas. - Onde estamos indo – ela pergunta. - Surpresa- respondo. Nós descemos mais dois blocos e as lojas agora parecem mais sofisticadas, mais exclusivas. Paro em frente a um salão de beleza chamado Esclava. Abro a porta pra ela. Na verdade sou o dono do lugar, junto com Elena. Anastasia entra no prédio e vê o interior todo branco e couro. Na mesa branca da entrada esta sentada uma jovem loira em um uniforme branco impecável. Ela olha pra cima assim que eu e Anastasia entramos. Ela se ilumina assim que o reconhecimento atinge seu rosto. - Bom dia Sr. Grey – ela diz. - Olá Greta, - respondo. - O de sempre senhor? – ela pergunta educadamente. Ou seja, todos os trabalhos com cera, e aparar pelos das minhas subs. - Não, – digo rapidamente enquanto olho nervosamente para Anastasia esperando que ela não tenha notado o significado por trás disso. - Srta. Steele irá dizer o que ela quer – digo pra ela, meio que me esquivando da bala. Anastasia olha pra mim. Ela é muito esperta pra perder o significado. Droga! - Por que aqui? – ela silva pra mim. - Sou o dono daqui e de outros três lugares como este – digo esperando desviar a atenção dela. - Você é o dono daqui? – ela suspira em surpresa inesperada. - Sim. É uma ocupação secundária. De qualquer forma o que você quiser você pode fazer aqui, na casa. Todos os tipos de massagens; sueca; shiatso, pedras quentes, reflexologia, banho de algas, facial, todas as coisas que mulheres gostam tudo é feito aqui. – digo agitando meus dedos com desdém esperando que ela esteja distraída o suficiente. - Depilação com cera? – ela pergunta. 120

II Dou risada diante de sua pergunta. – Sim, depilação com cera também. Em qualquer lugar – sussurro em seu ouvido em tom conspiratório, e por um instante ela parece desconfortável. Anastasia cora e olha para Greta e Greta olha de volta para Anastasia. - Gostaria de um corte de cabelo, por favor. – ela diz finalmente. - Certamente Srta. Steele. - Greta responde. Greta checa a tela de seu computador e diz: – Franco esta livre em cinco minutos. - Franco é bom. – digo para Anastasia pra assegurar ela. Ele é excelente na verdade. Anastasia dá uma espiadela em mim. De repente fico branco quando meus olhos captam Elena! Ela não deveria estar aqui hoje! Ela deveria estar trabalhando em outro salão! Elena esta em seu imaculado cabelo loiro platinado curto, e ela esta com seu uniforme todo preto. - Com licença! – murmuro enquanto ando apressado pra falar com Elena. Assim que alcanço Elena, ela nota minha presença e sorri pra mim calorosamente. - Olá Christian! Que surpresa boa! – ela diz quando me alcança e me beija em ambas as bochechas. Da ultima vez que falei com Elena foi quando gritei com ela pelo telefone no dia que Anastasia me deixou. - Olá Elena, - digo com ansiedade e raiva mal contida sabendo que Anastasia a odeia, e ela esta em todos os lugares. Elena nota a presença de Anastasia e seu olhar inquieto ao redor do lugar. - Você tem uma nova submissa? – ela pergunta. - Não tenho uma nova sub. Aquela é minha namorada Anastasia. – digo. Elena olha acima pra dar outra olhada em Anastasia, sorrindo pra ela educadamente. - Posso ver que vocês voltaram. Estou tão feliz por você. Eu gostaria de conhecê-la! – ela diz dando um passo. - Elena! Poupe-me! Não quero que você a conheça! Ela não gosta de você imensamente. Na verdade, você poderia apenas sumir enquanto ela estiver cortando o cabelo aqui? Não quero uma cena, e ela não pode saber que você é... Bem você! – digo.

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II - Mas por que Christian? Se ela me conhecesse, ela provavelmente vai gostar de mim! – ela esta chateada, ficando mais furiosa a cada minuto. - Não agora Elena! Não quero este problema hoje. Deixe como esta! Apenas some ok? – digo. - Claro, Christian, - ela diz elevando as mãos em concordância, sorrindo pra mim. – Sua amizade é muito importante para mim. Se isso irá fazer você feliz, claro que respeitarei seus desejos. – ela diz. Sua resposta me deixa feliz, e eu sorrio pra ela. Então eu olho pra cima para Anastasia que tem um olhar horrorizado em seu rosto. Ela sabe que estou falando com Mrs. Robinson! Merda! Estou na merda! Ela esta brava e magoada! Eu fiz de novo!

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II Capítulo VI Vendo o rosto horrorizado e ferido de Anastasia, levanta o meu nível de ansiedade. Depois de Elena rapidamente me desejar sorte, eu caminho de volta a Anastasia, e olho para ela, apreensivo. Sua expressão me faz franzir a testa. - Você está bem? - Eu pergunto com a voz tensa e cautelosa. Anastasia, por favor! Não fuja de mim! - Não realmente. Você não quis me apresentar? - Ela pergunta-me friamente. Oh, droga! Meus temores se confirmaram. Ela sabe! Merda! Merda! Merda! O que devo fazer? - Mas eu pensei... - Eu digo e ela me corta. - Para um homem brilhante, Christian, às vezes... -, ela para incapaz de terminar a frase. Às vezes o quê? Às vezes eu ajo como um idiota? Um burro? Ela já me disse isso antes. Um idiota. Eu não estava pensando, e às vezes os velhos hábitos custam a morrer. Eu achei que Elena não estaria aqui! Merda! - Eu gostaria de ir, por favor, - diz ela. - Por quê? - Eu pergunto. - Você sabe por que -, diz ela revirando os olhos. Eu olho para ela, mas eu não posso puni-la por revirar os olhos. Eu prometi. Meus olhos ardem com raiva... De mim mesmo, e... Eu nem mesmo sei de quem eu estou com raiva! - Sinto muito, Ana. Eu não sabia que ela estaria aqui. Ela nunca está aqui. Ela abriu uma nova filial no Centro Bravern, e é lá que ela normalmente fica. Alguém estava doente hoje, - eu tento explicar da melhor forma que posso. Mas Anastasia não vai ouvir nada disso. Ela se vira em seu calcanhar, e sai em direção à porta. - Nós não precisamos de Franco, Greta -, eu atiro e saio porta a fora atrás dela. Eu a olho com cautela. Ela está indo embora rapidamente, como se fosse correr. Ela está prendendo a respiração, e rangendo os dentes, e olhando à distância, como se tivesse reprimindo as lágrimas. Droga! Ela vai correr! Por que diabos eu consigo me colocar nesta posição? E como é que eu consigo fazer isso com tanta frequência? Deus! Eu sou um idiota!

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II Eu ando ao lado dela sem palavras constantemente olhando para ela, sem sequer piscar. Eu sei que eu estou fodido. Pedi-lhe para me dar algum espaço para cometer erros. Eu vou estragar tudo, embora eu ache que faço isso frequentemente. Ela só envolve seus braços em volta de si deixando-me de fora, tentando se proteger, com a cabeça para baixo, evitando os objetos em seu caminho, mas também me evitando. Eu não faço movimentos para tocá-la, mas tudo o que eu quero é envolvê-la em meus braços. Depois que entramos na Segunda Avenida, ela finalmente quebra o silêncio. - Você costumava levar suas subs lá? - Algumas delas, sim. - eu respondo em tom calmo. - Leila? - É sua segunda pergunta. - Sim, - eu respondo com sinceridade. - O lugar parece muito novo, - ela observou. - Foi reformado recentemente, - eu respondo. - Entendo. Então, a Mrs. Robinson conhece todas as suas submissas. - Sim, - eu respondo. - E elas sabem sobre ela? - Não. Nenhuma delas sabe. Só você -, eu respondo. - Mas eu não sou sua sub, - diz ela, como uma pergunta. - Não, você definitivamente não é, - eu respondo com fervor. Finalmente, ela pára e me encara. Estou com medo do que ela irá fazer, se ela vai correr, e eu nunca iria vê-la novamente. Meus lábios estão duramente pressionados em uma linha fina. - Você pode ver o quão fodido é isto? - Ela diz e olha para mim, sibilando, em voz baixa. - Sim. Sinto muito, - eu digo. Eu percebi isso quando eu vi Elena na loja, mas não havia nada que pudesse fazer sobre isso. - Eu quero cortar o meu cabelo, de preferência em algum lugar onde você não tenha dormido com a equipe ou com a clientela, - afirma completamente ferida. Eu recuo. 124

II Ela está certa, é claro. Como eu me sentiria se ela tivesse me levado a algum lugar onde teria pessoas com quem ela tivesse dormido? Eu não posso nem pensar na idéia. Oh, eu estou na merda! - Agora, se me dá licença, - diz ela e começa a andar se afastando. Eu estou completamente assustado. Como uma criança pequena! - Você não está fugindo, está? - Eu pergunto tentando esconder o meu medo. - Não, eu só quero um maldito corte de cabelo. Em algum lugar em que eu possa fechar meus olhos, ter alguém lavando meu cabelo, e esquecer toda esta bagagem que acompanha você -, diz ela. Passo a mão pelo meu cabelo, exasperado. - Eu posso pedir para o Franco vir para o meu apartamento, ou no seu, - eu digo baixinho. - Ela é muito atraente -, diz Anastasia. Uau! Rápida mudança de assunto! Eu pisco em sua avaliação. - Sim, ela é, - eu respondo. - Ela ainda está casada?- Ela pede. - Não. Ela se divorciou a cerca de cinco anos atrás. - Por que você não está com ela? - Pergunta Anastasia. Ela está com ciúmes... Ciúme do que eu tive com Elena. - Porque está tudo acabado entre nós. Eu já lhe disse isso, - digo. Eu não quero que o meu passado fique entre nós. Minha testa aumenta em crescente de raiva. Mas, então eu sinto meu Blackberry vibrando, e eu levanto um dedo para Anastasia para segurar o seu pensamento. Eu olho para o identificador. - Welch, - eu digo quando eu paro no caminho da Segunda Avenida, olhando para nada em particular. - Sr. Grey, eu tenho grandes atualizações para você - ele começa. - Eu estava pronto para entrevistar a irmã de Leila, e ela me disse que Leila fugiu com um homem há mais de três meses atrás. O novo namorado, o que ela fugiu, morreu em um acidente de carro. Seu marido foi confrontado com esta informação, e depois de termos lhe pagado, ele confirmou que sim, que de fato Leila fugiu com o namorado que morreu em um acidente de carro. Essa informação me surpreende. - Morto em um acidente de carro? Quando? - Eu pergunto. 125

II - O marido dela relutou em nos dar alguma informação, mas como eu havia lhe dito anteriormente, ele não está disposto a fornecer qualquer informação para nos ajudar a encontrá-la para que ela possa obter ajuda. Sua irmã, no entanto, confirmou a data e disse ter sido há cerca de quatro semanas atrás. - O rosto de Anastasia muda com a conversa. Ela é fixa, e com intenção em ouvir o que está acontecendo. - Essa é a segunda vez que esse bastardo não está se manifestando. Ele deve saber. Será que ele não tem qualquer sentimento por ela?- Eu balanço minha cabeça em desgosto. - Isso está começando a fazer sentido... - Ela fez alguma outra tentativa de contato com o senhor, depois da tentativa de contato com a Srta Steele ontem à noite? -Não..., - eu respondo. - Agora sabemos o motivo de seu colapso psicológico... , - diz Welch. - Sim... Explica o porquê, mas não onde. - Eu tenho quase certeza que ela está te observando, ou a Srta. Steele á distância para fazer seu próximo movimento. Embora eu ainda não saiba o qual seria senhor. Com essa observação, eu olho procurando, para ver se Leila está em lugar na vizinhança. Eu olho e vejo que Anastasia está espelhando minhas ações. Eu não vejo Leila ao redor. Apenas a agitação regular e alvoroço da cidade de Seattle, de compradores, o tráfego normal, e da própria cidade em si. - Onde está a Srta. Steele senhor? - Ela está aqui, - eu digo. - Sr. Grey, desde que você conhece a Leila melhor - Apesar de eu ter minhas próprias suspeitas, você acha que Leila esta observando você e a Sra. Steele? Bem, nós sabemos que ela está observando a Srta. Steele. - Sim, ela está nos observando... - Se minhas suposições estiverem corretas, seria sábio aumentar a sua segurança pessoal. - Sim... - Você gostaria que eu lhe providenciasse um guarda-costas adicional então, senhor? 126

II - Não. Dois ou quatro 24 horas, sete dias... - Você já falou com Srta. Steele sobre lhe providenciar um segurança uma vez que ela está sendo observada? - Eu ainda não abordei isso, - eu digo enquanto olho diretamente para Anastasia. - Bem, agora seria um bom momento Senhor, porque eu tenho outra notícia preocupante para você. Nós descobrimos que Leila obteve uma licença para armas escondida. - O que... - eu sussurro enquanto fico pálido. Eu não consigo nem formular uma pergunta. Por que ela precisa de uma arma? Ela se encontrou ontem com Anastasia. Ela sabe onde eu moro. Se ela quer fazer mal a si mesma, ou se machucar, ela pode fazer isso sem uma arma. A memória da prostituta drogada vem à minha mente espontaneamente. Eu me recomponho. Mas meus olhos ainda estão arregalados de ansiedade. - Eu entendo. Quando? - Ontem, senhor. - Tão recentemente? Mas como? - Ela deve ter solicitado isso há um tempo. - Sem antecedentes? - A verificação de antecedentes é geralmente feita quando uma pessoa solicita a sua licença, senhor. No pior dos casos, uma licença de armas leva cerca de 30 dias. Mas acho que ela tenha solicitado a licença há um tempo já, possivelmente, no momento da morte de seu namorado. E nós não pensamos em buscar essas informações até que ela fez contato com a Srta. Steele. Todos os nossos esforços estão concentrados em encontrá-la. Mas, então, a licença não havia sido concedida até ontem. - Eu entendo. - Quanto ao adicional de segurança, senhor, eu vou lhe fornecer as informações dos potenciais candidatos hoje. - Me mande e-mail com o nome, endereço e fotos se você os tiver... - Certamente, senhor. Quando é que você quer que eles comecem?

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II - Eu quero 24 por sete, a partir de hoje à tarde. Entre em contato com Taylor, - eu digo e desligo. Merda! Merda! Merda! Problemas nunca vão parar de surgir no meu caminho? Eu respiro fundo, e agora eu tenho que lidar com a minha namorada linda e com raiva. Viro-me e Anastasia está olhando para mim. - Bem? - Ela pede, exasperada. Ela quer saber o que está acontecendo. - Era o Welch, - eu explico. - Quem é Welch? - Meu assessor de segurança. - Tudo bem. Então o que aconteceu? - Leila deixou o marido cerca de três meses atrás, e fugiu com um cara que foi morto em um acidente de carro há quatro semanas. - Oh, - é tudo que ela pode gerir. - O psiquiatra imbecil deveria saber disso - eu digo com raiva. - Luto, é o que isto é. Venha -, eu digo estendendo a minha mão, e ela automaticamente coloca a dela na minha, então de repente ela retira a sua mão da minha novamente. - Espere um minuto. Nós estávamos no meio de uma discussão sobre nós. Sobre ela, sua Mrs. Robinson. - Deus! Será que temos que fazer isso agora? Endureço meu rosto. - Ela não é minha Mrs. Robinson. Podemos falar sobre isso no meu apartamento - digo tentando difundir ela. - Eu não quero ir para o seu apartamento. Eu quero cortar o meu cabelo! -Ela grita de uma vez, teimosamente. Eu já tive o suficiente por hoje! Eu não agüento isso! Eu pego o meu Blackberry, e ligo para o Esclava. Greta atende. - Obrigado por ligar para Esclava. Aqui é Greta como posso ajudá-lo? - Greta, Christian Grey. Eu quero Franco na minha casa em uma hora. Peça a Sra. Lincoln... - Franco está livre agora. Eu o diponíbilizarei para enviá-lo muito em breve. Ele poderá estar em seu apartamento em torno de uma da tarde. 128

II - Bom, - eu digo e desligo. Eu guardo o meu telefone no meu bolso. - Ele estará vindo há uma hora, - afirmo a Anastasia. - Christian... - ela gagueja completamente exasperada comigo. - Anastasia, obviamente Leila está sofrendo um surto psicótico. Eu não sei se de você ou de mim que ela está atrás, ou quão longe ela está disposta a ir. Nós vamos para o seu apartamento, pegar suas coisas, e você ficará comigo até que tenhamos a localizado. - eu explico para ela. - Por que eu iria querer fazer isso? - Ela pergunta. - Para que eu possa mantê-la segura, - eu digo completamente perdendo a paciência. - Mas, - ela diz pronta para se opor a mim, mas eu a corto com o meu olhar. - Você voltará para o meu apartamento nem que eu tenha que arrastá-la lá pelos seus cabelos. Ela me encara, chocada e chateada e seus olhos estão dizendo “você não ousaria”. Mas eu gostaria! - Eu acho que você está exagerando, - afirma. - Eu não estou. Podemos continuar a nossa discussão no meu apartamento. Venha. - Digo. Ela cruza os braços e olha para mim, e não está disposta a ceder. - Não, - ela afirma teimosamente, fazendo sua parada de Alamo. - Você pode andar ou eu posso carregá-la. Eu não me importo com a forma, Anastasia- eu também digo determinado. Você não quer jogar inteligência comigo hoje baby. - Você não ousaria, - ela franze a testa para mim. Eu, sendo Christian Grey a pessoa que mais iria querer evitar cenas no meio de uma rua movimentada, como a Segunda Avenida, mas ela acha que eu não iria tão longe para protegê-la? Você nem me conhece um pouco querida? Eu dou um meio sorriso para ela. Não é um sorriso agradável, e não chega até os meus olhos. - Oh, baby, nós dois sabemos que se você lançar um desafio eu ficarei muito feliz em aceita-lo - eu digo. Ela olha para mim, e eu encaro-a de volta. Então, vai ser isso. Ela não está andando. Faça do seu jeito Srta. Steele!

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II Eu a agarro por baixo abruptamente, apertando Anastacia em torno de suas coxas, e levanto-a antes que ela possa proferir uma única palavra, então ela está sobre o meu ombro. - Coloque-me no chão! - Ela grita. Eu acho que não! Eu começo a andar ao longo da Segunda Avenida, apertando meus braços firmemente em suas coxas, e no segundo em que ela começa a gritar eu dou tapa em seu delicioso traseiro com a minha mão livre. Continue fazendo isso baby! Você grita e eu vou bater novamente em você no meio da cidade de Seattle! - Christian, - ela grita. As pessoas estão olhando para nós, e ela está humilhada por está sendo arrastada como a esposa de um homem de Neandertal. - Eu vou a pé! Eu vou a pé... -, diz ela. Eu finalmente coloco-a no chão, e antes mesmo de eu me endireitar, ela começa a caminhar na direção de seu apartamento, furiosa, e me ignorando completamente. Eu acelero o passo e estou ao lado dela em um piscar de olhos, e ela continua me ignorando. Ela está inacreditavelmente com raiva de mim. Eu olho para o rosto dela, e eu posso ver as rodas de sua mente girando em sua bela cabeça. A respiração dela é dura, seus braços estão cruzados, ela está olhando para frente, e caminhando rapidamente. De repente, ela para abruptamente na rua, e se vira para mim. Eu paro junto com ela. - O que aconteceu? - Ela pede, como resultado de seu processo de pensamento contínuo. Oh merda! Ela descobriu que algo aconteceu. Minha testa franze em confusão. - O que você quer dizer? - Eu pergunto. - Com Leila, - diz ela tentando ter paciência. - Eu disse a você, - eu digo tentando não divulgar mais informações. - Não, você não disse. Há algo mais. Você não insistiu para que eu fosse para o seu apartamento ontem. Então o que aconteceu?-, Ela pede. Droga! Ela sempre me confunde! Ela é muito mais esperta do que o crédito que eu tenho lhe dado. Eu mudo desconfortavelmente. - Christian! Diga-me! - Ela pressiona. Droga! Eu não posso esconder nada dela? - Ela conseguiu obter uma licença para armas escondida ontem. - Anastasia de repente olha para mim, piscando, e seu rosto pálido. Sua respiração foi nocauteada dela. - Isso só quer dizer que ela pode comprar uma arma -, sussurra.

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II - Ana, - eu digo minha voz refletindo a preocupação crescente em mim. Eu puxo as minhas mãos no ombro dela e puxo-a para perto de mim para a segurança dos meus braços. - Eu não acho que ela vá fazer nada estúpido, mas, eu não quero correr esse risco com você, Eu digo a ela. - Eu não... E você? - ela sussurra. Anastasia esta preocupada comigo? Eu olho para ela tentando ler suas emoções, e ela envolve seus braços em volta de mim e me abraça apertado e forte colocando seu rosto contra meu peito. E pela primeira vez, eu não hesito e nem me importo. E assim, a nossa briga é esquecida. - Vamos voltar, - murmuro, e estendo a minha mão e beijo seu cabelo. Nós vamos para o apartamento de Anastasia. Ela vem com uma mala de mão pequena com seus itens pessoais. Ela então arruma seu Mac, seu Blackberry e seu iPad, assim como Charlie Tango, que eu notei, em sua mochila. - Charlie Tango está vindo também?- Eu pergunto. Ela acena com a cabeça, e eu sorrio completamente satisfeito. Ela me ama não importa o quanto que ela fique com raiva de mim, e me faz esquecer todo o acontecimento de merda de hoje. - Ethan está de volta terça-feira. - Anastasia murmura. - Ethan? - Eu questiono. Quem diabos é Ethan? Outro admirador? - Ele é irmão de Kate. Ele vai ficar aqui até que ele encontre um lugar em Seattle. Ah, isso. Eu o conheci durante a formatura, ele era como arroz de festa grudando em Anastasia. Eu olho para ela sem entender tentando esconder meus sentimentos, mas incapaz de manter longe dos olhos minha frustração, e ela percebe. - Bem, é bom que você vá ficar comigo. Vai dar-lhe mais espaço, - eu digo baixinho. Eu explodiria de ciúme se Anastasia estivesse hospedada aqui com ele. - Eu não sei se ele tem as chaves. Vou precisar voltar depois - diz ela. Não agora, Anastasia! Eu não aguento mais! Eu tento manter o meu olhar impassível, e não revelar nada.

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II - Isso é tudo, - diz ela, e pego sua mala de e saio porta fora. À medida que caminhamos para o Audi, Anastasia mantém vigilância sobre o ombro em volta. Ela é tímida. Eu vou para a porta do passageiro e abro a porta, esperando que ela entre. - Você vai entrar? - Quando eu pergunto ela hesita. - Eu pensei que eu fosse dirigir. - diz ela. Eu não posso correr o risco com todo o perigo, eu não sei o que Leila pode fazer. - Não. Eu vou dirigir. - eu digo. - Alguma coisa de errado com a minha forma de dirigir? Não me diga que você sabe a minha pontuação do teste de condução... Eu não ficaria surpresa com suas tendências de perseguição, diz ela. Deus! Por favor, me ajude com a minha mulher! - Entra no carro, Anastasia, - eu atiro com raiva. - Certo, - ela responde, de forma rápida e entra, dando-me um olhar frio. Eu estou tenso e irritado. Eu não sei onde Leila está ou o que ela é capaz de fazer. Eu não posso levar a vida de Anastasia levianamente. Eu não posso satisfazê-la em suas atitudes quando sua segurança é uma preocupação e ela tenta em sua melhor forma minar todos os meus esforços! Depois de fechar a porta de Anastasia, eu faço o meu caminho para o lado do motorista do carro, enquanto ainda verifico o estacionamento atrás de alguém que não pertença ao lugar Especialmente Leila. Eu entro, ligo o carro, e facilmente entro no tráfego da rua. - Todas as suas submissas eram morenas? - Anastasia pergunta me tirando dos meus pensamentos. Eu olho de cara feia para ela. Onde ela está querendo chegar com essa questão? - Sim - eu murmuro inquieto. - Eu só queria saber - ela responde à minha pergunta sem resposta. - Eu disse a você. Eu prefiro as morenas. - Mrs. Robinson não é morena, - ela observa. - Provavelmente esse é o porquê - eu murmuro. - Ela me repeliu para sempre de louras- digo em tom de brincadeira.

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II - Você está brincando, - ela suspira. - Sim. Estou brincando, - eu respondo exasperado. Eu não posso nem brincar com isso sem ela ficar com raiva. Anastasia olha impassívelmente para fora perdida em seus pensamentos. Eu a olho com minha visão periférica. O que será que está se passando pela bonita cabeça de Anastasia? Depois de um tempo ela se vira e diz: - Conte-me sobre ela. - O que você quer saber?- Eu digo em tom de advertência enquanto franzo as minhas sobrancelhas com o conhecimento do que está por vir. -Conte-me sobre o acordo de negócios de vocês, - diz ela. Eu relaxo um pouco. Eu posso falar sobre os negócios. Não é sobre sexo, e ela não pode ficar com ciúmes desse aspecto. - Eu sou um parceiro silencioso. Eu não estou particularmente interessado no ramo da beleza, mas ela tornou isso em um empreendimento de sucesso. Eu só investi e a ajudei a começar - eu digo. - Por quê?- Ela sonda. - Eu devia isso a ela, - eu respondo. Eu a devo muito, porque ela me deu a minha primeira partida no meu empreendimento. Isso era o mínimo que poderia fazer por ela. - Hum?- Ela pede. - Quando eu saí de Harvard, ela me emprestou cem mil dólares para começar meu negócio, - eu respondo com sinceridade. Esse foi o dinheiro que precisava para começar o que eu tenho hoje. - Você desistiu? - Não era bem a minha. Eu fiz dois anos. Infelizmente, meus pais não foram tão compreensivos digo lembrando. Os meus pais são bem-educados, e a educação é muito importante para eles, que os seus filhos se formossem em faculdades de prestígio. Eu provavelmente os preocupei muito por ter me metido em encrencas durante toda a minha adolescência... Bem, até que, eu comecei meu caso com Elena. Provavelmente o medo deles os lembrou dos tipos de problemas que eu tive quando eu era mais jovem. - Você não parece ter feito muito mal em ter largado. Qual era o seu curso?- Ela pede. - Política e Economia- eu respondo. 133

II - Então, ela é rica? -Pergunta Anastasia. - Ela era uma mulher troféu entediada, Anastasia. Seu marido era rico, dono de uma madeireira grande - sorrio e eu acrescento: - Ele não a deixava trabalhar. Você sabe, ele era controlador. Alguns homens são assim. - Eu dou um sorriso de lado a Anastasia para avaliar sua reação a minha declaração. - Sério? Um homem controlador, sem dúvida, uma criatura mítica? - Ela diz suas palavras cheias de sarcasmo. Sua resposta me faz sorrir largamente. - Ela emprestou o dinheiro de seu marido? - Solicita Anastasia. Concordo com a cabeça e dou a ela um sorriso travesso. - Isso é terrível - ela responde a minha reação. - Ele se vingou a altura - eu digo sombriamente quando eu entro pela garagem do Escala. Não apenas se vingou como ele conseguiu mais do que valia o seu dinheiro, mas ele bateu muito em Elena, quebrando seu braço e nariz. - Como? -Pede Anastasia. Mas, essa é uma informação da qual eu gostaria de poupá-la. Eu balanço minha cabeça, para dispersar a memória amarga, e estaciono ao lado do meu Audi SUV. Eu não respondo, e desvio sua atenção com outro assunto. - Venha. Franco vai estar aqui em breve, - eu digo e estendo a minha mão para ela. Depois nós fazemos o nosso caminho para o elevador, eu espio o seu rosto. Ela está tentando manter um rosto impassível, mas eu sei o que está por trás de tudo isso. - Ainda com raiva de mim? - Eu pergunto-lhe. - Muita, - ela responde. Monossilábica. Ela está louca. Concordo com a cabeça, e digo: - Ok, - aceito os seus sentimentos. Pelo menos ela está aqui comigo. Eu só olho para frente. Podemos resolver isso mais tarde. Finalmente, o elevador chega ao meu apartamento, e o alarme toca quando as portas se abrem para meu hall de entrada. Taylor está esperando a nossa chegada. Ele pega a pequena bagagem de Anastasia de minhas mãos. - Welch entrou em contato?- Eu pergunto. - Sim, senhor. - E? - Eu sondo. 134

II - Tudo está combinado. - Excelente. Como está a sua filha? - Pergunto ao lembrar. Ele teve que fazer uma saída de emergência pensando que ela estava com apendicite. - Ela está bem, obrigado, senhor, - ele responde. - Ótimo. Um cabeleireiro irá chegar às treze horas - Franco De Luca, - eu digo. - Srta. Steele, - diz Taylor reconhecendo a presença de Anastasia. - Oi, Taylor. Você tem uma filha? - Ela pergunta. - Sim, senhorita. - Quantos anos ela tem? - Ela tem sete, - ele responde. Estou cada vez mais impaciente com essa conversa fiada. - Ela vive com sua mãe, - explica Taylor. - Oh, eu entendo, - diz Anastasia. E isso é o fim da conversa. Quando entramos na sala, - Você está com fome? –Pergunto para Anastasia. Ela balança a cabeça em resposta. Eu olho para ela, e em razão de todas as discussões que tivemos, eu acho melhor não discutir sobre comida hoje. Eu vou guardar isso para a próxima vez que ela não quiser comer. - Eu tenho que fazer algumas ligações. Sinta-se em casa, - eu digo. - Tudo bem, - responde Anastasia. Então eu ando para o meu escritório, deixando Anastasia na sala de estar. Quando eu vou para o meu escritório, Taylor está esperando por mim. - Recebemos a informação de segurança adicional, e eu analisei-as antes de você chegar em casa, senhor - diz ele. - Suas avaliações? - Todos os três são altamente recomendados senhor, e eu conheço pessoalmente Sawyer há algum tempo. Ele esteve sob o meu comando, e eu confio nele como a minha vida - afirma. - Mas a questão é, posso confiar nele a vida de Anastasia? - Eu pergunto. 135

II - Eu confio a vida de minha filha a ele, senhor! - ele diz sabendo meu significado. Sua filha é a pessoa mais importante em sua vida. Como o aço eu travo meu olhar no de Taylor, vejo uma determinação imensa em correspondência a minha, se ele pode confiar a vida de sua filha a ele, fica atestado que é bom o suficiente para mim. Concordo com a cabeça, sem vacilar. - Ótimo! Então, ele vai ser responsável pela segurança de Anastasia no momento. Mas eu quero que você encontre uma segurança feminina para ir junto com Anastasia para o trabalho. Ela vai segui-la até o banheiro, se for necessário. - Sim, senhor. - Ótimo. Quando os três virão? - Em poucas horas, senhor. Eles têm de ser instruídos primeiramente por Welch, as armas inspecionadas, então eu vou instruí-los novamente aqui, e eu vou apresentá-los a você, e você pode dar suas ordens específicas para eles, senhor. Eu vacilo ao som da palavra "armas", mas, dadas as circunstâncias, eu tenho que concordar que eles portem. Finalmente concordo com a cabeça, e dispenso Taylor. Então, checo com minha assistente Andrea e minha mão direita Ros o trabalho de hoje. Uma empresa tão grande como a minha nunca faz uma pausa. Como o dono, não tiro folga do trabalho. Depois que meus telefonemas estão concluídos, e eu digo a Andrea a minha agenda para a noite, desligo e volto para a sala de estar para encontrar Anastasia. Mas ela está longe de ser encontrada. Ela não está na cozinha, e não está na minha sala. Eu começo a ficar nervoso. Eu vou para o meu quarto para ver se ela está lá, mas ela não está. Eu me deparo com Taylor quando eu saio do meu quarto, e aparentemente ele está olhando para mim. - Você viu a Srta. Steele? - Pergunto com medo mal contido na pergunta. - Não, senhor. Eu estava indo te informar que Franco o cabeleireiro acabou de chegar. Devo procurá-la? - Pergunta também ficando preocupado com a minha reação. - Não, ela deve estar em seu quarto. Eu vou verificar, - eu digo e caminho até seu quarto. Sua mochila está lá. Talvez ela não tenha fugido. Eu ando em direção ao seu closet e ela está lá sentada no canto do closet no chão, e falando em seu Blackberry. Eu a ouço dizer: -Mãe, é complicado. Eu acho que ele é louco. Esse é o problema. - Ela está falando de mim? Quantas outras porcarias ela sabe? Em seguida, ela responde, exclamando sobre algo que sua mãe deve ter dito a ela:

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II - O quê? Eu ando até a porta do closet e paro, com alívio inundando-me ao vê-la aqui. - Aí está você. Eu pensei que você tinha fugido, - eu digo com alívio. Ela segura sua mão para indicar um minuto enquanto ela está no telefone. - Desculpa, mãe, eu tenho que ir. Vou ligar de novo, - ela diz para o Blackberry. Ela responde a declaração de amor de sua mãe, dizendo: - Eu também te amo, mãe. Ela ergue a cabeça e olha para mim. Eu franzo a testa, me sentindo estranho. Por que ela está se escondendo aqui? O que há de errado? Será que eu estraguei tudo? - Por que você está se escondendo aqui? - Eu pergunto. - Eu não estou me escondendo. Estou me desesperando, - ela responde. - Desesperando? - Por quê? - De tudo isto Christian, - diz ela acenando com a mão ao redor indicando o closet cheio de roupas. - Posso entrar? - Eu pergunto. - É o seu closet, - diz ela. Como posso fazê-la aceitar que este é o seu quarto, seu closet, as roupas que eu comprei para ela? Eu faço uma cara feia e sento-me de pernas cruzadas no chão de frente para ela. - Elas são apenas roupas. Se você não gosta delas eu posso devolvê-las, - eu digo. - Você é uma responsabilidade muito grande, sabia? - Ela pergunta. Sua resposta me pega de surpresa. Eu arranho a barba no meu queixo. - Eu sei. Eu estou tentando, - murmuro. - Você está realmente tentando, - diz ela, devolvendo as minhas próprias palavras. - Assim como você, Srta. Steele, - eu aponto para ela. - Por que você está fazendo isso? - Ela pede.

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II Meus olhos se arregalaram, e eu estou desconfiado mais uma vez. O que ela quer dizer com o porquê estou fazendo isso? Qualquer outra mulher ficaria feliz em ser amada, e cuidada. Mas não, Anastasia. - Por que está fazendo isso, Christian?- Ela pergunta novamente. Meus olhos se arregalam com cautela. - Você sabe o porquê, - eu respondo. - Não, eu não sei, - ela responde. Passo a mão pelo meu cabelo, exasperado novamente. - Você é uma mulher frustrante, - eu digo. - Você pode ter uma boa submissa. Aquela que diria: 'de qual altura? ' Cada vez que você dissesse pra pular, desde é claro que ela tivesse permissão para falar. Então, por que eu, Christian? Eu só não entendo, - diz ela, finalmente, baixando o penetrante olhar para longe de mim. Eu olho para a minha mulher por um momento. - Você me faz olhar o mundo de forma diferente, Anastasia. Você não me quer pelo meu dinheiro. Você me dá... Esperança, - eu digo baixinho. Ela cuida de mim, não como Christian Grey, o bilionário, mas Christian Grey o homem. O homem fudido, mas, ela cuida de mim, essencialmente. - Esperança de quê?- Ela pede mais. Eu dou de ombros com indiferença. – Mais, - digo em voz baixa. - E você está certa. Estou acostumado com mulheres fazendo exatamente o que eu digo, quando eu digo, fazendo exatamente o que eu quero. E isso enjoa rapidamente. Há algo sobre você Anastasia que me chama em algum nível profundo, que eu não entendo. É o canto da sereia. Eu não posso resistir a você, e eu não quero perder você, - eu digo quando me inclino para frente pegando sua mão. - Não fuja, por favor, - eu imploro. - Tenha um pouco de fé em mim e um pouco de paciência. Por favor, - eu peço a ela. Todos os meus medos voltaram, e eu tenho certeza que eles estão se mostrando em meu rosto para ela ver. Estamos olho no olho, no chão, no canto do closet. Ela finalmente se inclina sobre os seus joelhos, se curva para frente e me beija na boca. - Tudo bem. Fé e paciência, eu posso viver com isso, - diz ela. - Ótimo. Porque Franco está aqui. 138

II ***** Eu apresento Franco para Anastasia. - Franco, esta é a minha namorada Anastasia. Ela gostaria de cortar seu cabelo hoje, - eu digo, e em seguida, viro para Anastasia - Anastasia, este é Franco. Ele é um dos melhores cabelereiros que o Esclava tem para oferecer. Você está em boas mãos, - eu digo e Franco dá um grande sorriso em sua pequena e escura armação. - Grazie Sr. Grey! Você me honra! E Anastasia, ninguém me disse quão belíssima você é! - Ele jorra acenando com as mãos animadamente. - Eu acho que seria melhor se você cortasse o cabelo no banheiro. Há mais espaço para fazer isso e as ferramentas certas, - eu digo. Eu levo Anastasia e Franco para o meu banheiro, enquanto Franco jorra, - Que cabelo bonito! – para Anastasia com seu distinto sotaque italiano. Eu volto para o meu quarto, e pego uma cadeira para Anastasia se sentar. - Eu vou deixar vocês dois a sós, - murmuro. Eu não quero tumultuar o banheiro e quero dar mais privacidade a Anastasia. - Grazie, Sr. Grey, - diz Franco, em seguida, se volta para Anastasia - Bene, Anastasia, o que vamos fazer com você? Desço, e vou para o meu escritório e imprimo os relatórios que Ros me enviou sobre a empresa que eu estou pensando em liquidar – aquela que vai me custar 67 milhões de dólares! Eu viro e ligo meu Ipod e começo ouvir as músicas clássicas que estão na lista de reprodução. Resolvo voltar para o meu sofá e começo a analisar os números que eu tenho em minhas planilhas. Eu não sei quanto tempo passou, mas Anastasia e Franco entram na sala justamente quando "O Mio Babbino Caro, de Puccini" começa a tocar. Eu olho para cima, e sorrio para Anastasia. - Veja! Eu disse a você que ele iria gostar, - diz Franco animadamente. - Você está linda, Ana, - eu digo realmente gostando seu cabelo. - Agora o meu trabalho está feito, - exclama Franco. Levanto-me e caminho em direção a eles.

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II - Obrigado Franco, - Anastasia diz, e Franco em troca vira para ela e abraça-a em um abraço de urso apertado, e a beija em ambas as bochechas bem a moda europeia. Se ele não fosse gay, eu teria lhe dado um soco, mas já que ele é Anastasia está segura. - Nunca deixe ninguém cortar seu cabelo, belíssima Anastasia, - ele jorra. Anastasia ri e cora ligeiramente com a sua declaração. Eu levo Franco até a porta, e dou-lhe uma boa gorjeta por ter feito um bom trabalho no cabelo de Anastasia. Quando eu volto Anastasia ainda está de pé, onde a deixei. - Estou feliz que você manteve seu cabelo comprido, - eu digo quando ando em direção a ela com olhos brilhantes e cheios de desejo por ela. - Você ainda está com raiva de mim?- Eu pergunto. Ela acena com a cabeça fazendo-me sorrir. - Sobre o que exatamente você está brava comigo? - Eu pergunto. Ela revira os olhos. - Você quer a lista?- Oh, Meu Deus! Ela está fazendo uma lista dos meus erros? - Há uma lista? - Eu pergunto. - Uma longa. - ela responde. - Podemos discutir isso na cama?- Pergunto lascivamente. - Não, - ela responde fazendo beicinho. - Durante o almoço, então. Eu estou com fome, e não apenas de comida, - eu digo dando-lhe um sorriso lascivo. - Eu não vou deixar você me deslumbrar com a sua pericia no sexo, - diz ela. Ela me conhece bem. Eu tento reprimir um sorriso. - O que está incomodando você, especificamente, Srta. Steele? Diga. - eu digo. É melhor segurar o touro pelos chifres, embora sempre haja a chance de ficar ferido. - O que está me incomodando? Bem, há a sua invasão bruta na minha privacidade, o fato de que você me levou em um lugar onde sua ex-amante trabalha e que você costumava levar todas as suas amantes para ser depilada, você me tratou na rua como se eu fosse uma garotinha de seis anos de idade, e por cima de tudo, você deixa Mrs. Robinson tocar em você! - diz ela enquanto sua voz se eleva em ansiedade e, possivelmente, com raiva.

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II Levanto minhas sobrancelhas. Isso é uma longa ordem de trabalho. Sim, eu errei um pouco. - Essa é uma lista bastante grande. Mas só para esclarecer, mais uma vez, ela não é minha Mrs. Robinson, - eu digo. - Ela pode tocar em você, - ela reitera. E eu acho que feri seus sentimentos. Eu enrugo meus lábios. O problema em Anastasia me tocar é que ela não sabe os meus limites, e realmente me assusta ser tocado por ela onde me sinto mais vulnerável. - Ela sabe onde, - digo em voz baixa. - O que significa isso?- Pede Anastasia. Deus! Ajuda-me, por favor! Eu amo essa mulher, e eu não quero estragar tudo novamente com ela! Eu corro as duas mãos nos meus cabelos, exasperado e fecho os olhos por um segundo. Eu finalmente engulo e digo: - Nós não temos nenhuma regra. Eu nunca tive um relacionamento sem regras, e eu nunca sei aonde você irá me tocar. Isso me deixa nervoso. Seu toque é completamente - Eu digo procurando a palavra certa para expressar meu sentimento perdido. - Isso só significa mais para mim... Muito mais, - digo finalmente. Ela olha para mim completamente surpresa. Eu ainda não posso dizer a ela que eu a amo. É tão difícil para mim. Porque, eu nunca disse a ninguém. A nenhuma pessoa! Eu não posso perdê-la... Não por causa disso! Eu procuro em seu rosto algum indício de que ela me entende, que ela realmente se importa comigo, que ela vai ser paciente comigo. Ela finalmente se aproxima devagar, mas minha apreensão se transforma em alarme. Ela está tentando me tocar! O medo toma conta de mim, e eu tenho novamente quatro anos de idade. Eu dou um passo para trás, e ela deixa cair suas mãos ao seu lado. - Limite rígido, - Eu sussurro. Eu quero gritar, - Vermelho! Vermelho! Vermelho! - Meu rosto está agora triste e em pânico e eu me odeio por fazer isso, por manter este limite. Ela parece esmagada e indesejada. - Como você se sentiria se você não pudesse me tocar? - Ela pede. Eu olho para cima e respondo a ela imediatamente. Eu simplesmente não conseguiria lidar com isso. - Devastado e privado, - eu respondo.

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II Ela finalmente balança a cabeça lentamente e me dá um pequeno, mas reconfortante sorriso. Eu só queria saber que está tudo bem entre nós. Seu sorriso me relaxa. - Você vai ter que me dizer exatamente porque este é um limite rígido, um dia, - ela diz. - Um dia, - murmuro, e imediatamente relaxo, porque isso é um assunto muito difícil para mim, e eu imediatamente volto ao normal. - Então, o resto da lista. Invadir sua privacidade, - eu digo tentando ponderar este tópico. - Isso porque eu sei que o seu número da sua conta?- Eu pergunto. - Sim, isso é ultrajante, - diz ela. - Eu faço verificações de todas as minhas submissas. Eu vou lhe mostrar, - eu digo e viro de volta para o meu escritório. Anastasia me segue como se estivesse em um sonho. Eu me dirijo até um dos meus armários trancados, viro a chave, e puxo uma pasta fora. Na guia ao lado se lê: ANASTASIA ROSE STEELE. Ela olha para a pasta e, em seguida, olha para mim. Raivosa. Possivelmente chateada. Eu dou de ombros me desculpando. - Você pode ficar com isto, - eu digo baixinho. - Puxa, obrigado, - ela despeja em mim. Ela olha para o conteúdo. Há, claro, uma cópia de sua certidão de nascimento, seu termo de confidencialidade, do contrato, o seu número de seguro social, seu currículo e todos os registros de seu emprego. Depois que ela vê o último item, ela olha para mim e pergunta: - Então, você sabia que eu trabalhava na Clayton? - Sim, - eu respondo com sinceridade. - Não foi uma coincidência. Você não estava só passando por lá? Droga! Fui pego! – Não, - eu respondo. Mas eu não me arrependo por isso. Eu estou contente de tê-la perseguido. Ela é a única coisa importante que eu fiz certo. Ela sorri, e então, como se etivesse repreendendo a si mesma, ela muda para um cara de brava. - Isso é muito fodido. Você sabe disso, né? , - Ela pede.

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II - Eu não vejo dessa forma. Por conta do que eu faço, eu tenho que ter cuidado. - Mas isso é particular, - diz ela. - Eu não faço uso indevido da informação. Qualquer pessoa pode ter acesso a elas, basta ter metade de uma mente para conseguir isso, Anastasia. Para manter o controle, eu preciso de informações. É como eu sempre operei. - eu digo olhando para ela com uma expressão bem velada. Este é quem eu sou. Eu tenho uma vida que eu gostaria manter em privacidade, e eu sou bem conhecido no mundo dos negócios e as pessoas usam todos os meios para chegar até a mim. Eu tenho que ter esse tipo de controle, mas isso é algo que Anastasia não consegue entender porque ela não está no meu lugar. - Você fez uso indevido de informação, sim. Você depositou 24 mil dólares que eu não quero na minha conta, - diz ela. Sério? Ainda temos que falar sobre isso? Minha boca pressiona em uma linha dura. O que eu tenho que fazer para fazê-la acreditar que este dinheiro é seu? - Eu disse a você. Isso é o que Taylor conseguiu por seu carro. Inacreditável, eu sei, mas foi. - eu digo. - Mas o Audi... – ela diz e eu a corto. Por que diabos você não pode aceitar um presente de mim? - Anastasia, você tem alguma idéia de quanto dinheiro eu ganho? - Eu pergunto. Ela esvazia como se ela estivesse se intrometendo na minha privacidade. - Por que deveria? Eu não preciso conhecer a sua conta bancária, Christian - ela responde. E eu a amo por isso. Meus olhos suavizam de amor por ela. - Eu sei. Isso é uma das coisas que eu amo sobre você, - eu digo. Há uma longa lista de coisas que eu amo sobre ela, mas esta é um deles. Ela olha para mim, chocada com a minha revelação. - Anastasia, eu ganho cerca de cem mil dólares por hora. - eu digo. Sua boca aberta cai tentando entender essa informação. - Vinte e quatro mil dólares não é nada para mim. O carro, os livros de Tess, as roupas, eles não são nada, - digo em voz baixa. Ela nunca esteve na minha posição, e grandes quantias de dinheiro vai e vem então o que parece pequeno para mim, parece uma grande quantidade para ela. Ela olha para mim e finalmente encontra sua voz e fala:

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II - Se você fosse eu, como você se sentiria sobre isso tudo... Com essa generosidade vinda de graça pra você?- ela me pergunta. Eu olho para ela sem entender. Eu não estou em posição de fazer essa avaliação. Nós apenas olhamos um para o outro em silêncio. Finalmente dou de ombros. - Eu não sei, - eu digo desnorteado. - Não me sinto bem. Quero dizer, você é muito generoso, mas me deixa desconfortável. Eu já lhe disse isso muitas vezes, - lamenta. Eu suspiro. Será que ela tem alguma ideia de que eu quero colocar tudo a seus pés? Que eu quero dar o desejo do seu coração. Eu quero dizer tudo! - Eu quero dar-lhe o mundo, Anastasia, - eu digo. - Eu só quero você, Christian. Não todos os adicionais. - diz ela. Isso me faz feliz que ela me queira, mas parte de mim é o que eu tenho. - Eles são parte do pacote. Parte do que eu sou, - eu explico para ela. Ela precisa aprender isso. Eu não posso ter tudo, e perder a mulher da minha vida, a única mulher que já me apaixonei e deixa-la viver em relativa pobreza. O que isso diria sobre que tipo de homem que eu sou? Não é isso que os homens têm feito há milênios por suas mulheres? Bem, nós não estamos chegando a lugar nenhum. Nós estamos em um impasse, e eu vou lhe dar tudo, ela gostando ou não. - Vamos comer?- Ela pede. - Claro, - eu digo franzindo a testa. - Eu vou cozinhar, - diz ela. - Ótimo. Caso contrário, há comida na geladeira, - eu digo. - Sra. Jones não fica de folga nos fins de semana? Então você come comida requentada nos fins de semana? - Ela pede. - Não, - eu respondo. Eu não quero ir para outro campo minado. - Ahn? - ela pede. Eu finalmente suspiro. - Minhas submissas cozinhavam Anastasia, - eu digo.

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II - Oh, claro, - ela responde corando. Ela se vira e sorri para mim. - O que senhor gostaria de comer? Eu dou um suspiro de alívio e sorrio para ela. - Qualquer coisa que a Senhorita puder encontrar, - eu digo sombriamente. Ela decide por fritada espanhola, e tira as batatas congeladas. Ela então vai para o meu Ipod e percorrer as listas. Eu a observo atentamente. Ela coloca em Beyoncé. "Crazy in Love", e coloca-a em repetição e aumenta o volume da música. Então, ela volta para a cozinha e vai até a geladeira se rebolando deliciosamente pelo caminho. Ela abre a geladeira, tira a caixa de ovos e começa a quebra-los para abri-los, em seguida, começa a batê-los. Estou hipnotizado olhando para ela. Minha mulher, na minha cozinha. Algo caseiro sobre isso, e é algo incrivelmente doce. No meio de sua batedeira, ela pára abruptamente olhando para cima, como se ela tivesse tido uma epifania. E então ela tem uma divisão incrível em seu rosto, o mais belo sorriso dela. Eu não posso esperar mais e eu passo os meus braços em torno de suas costas fazendo-a sobressaltar de surpresa. - Interessante escolha de música, - Eu murmuro quando eu beijo-a abaixo da orelha. - Seu cabelo cheira bem, - eu digo enquanto eu acaricio seu cabelo, e inalo o cheiro dela profundamente. - Eu ainda estou brava com você, - diz ela me fazendo cara feia. - Quanto tempo você vai continuar com isso?- Peço correndo a mão pelo meu cabelo. Ela encolhe os ombros com indiferença, - Pelo menos até que eu tenha comido, - ela responde então eu sei que tudo está bem, e sorrio. E finalmente volto e pego o controle remoto do balcão da cozinha e desligo o aparelho de som. - Você colocou isso no seu Ipod? - Pergunta ela. Oh, merda! Inquisição. Eu balanço minha cabeça, meu rosto é solene. Ela sabe que foi Leila. Eu não tenho que lhe dizer isso. - Você não acha que ela estava tentando lhe dizer alguma coisa, então? - Ela pede. - Bem, nessa perspectiva, provavelmente, - eu digo calmamente. Eu nunca coloquei dois e dois juntos até que este problema com Leila surgiu. - Por que ainda esta aqui? - ela pede. Mas a sua pergunta tem duplo sentido. Se eu tenho algum sentimento por Leila é o que ela realmente está me perguntando. Como se eu estivesse mantendo um pedaço dela. 145

II - Gosto muito da música. Mas se isso ofende, vou apagar, - eu digo. - Não, está tudo bem. Eu gosto de cozinhar com música, - ela responde. - O que você gostaria de ouvir?- Eu pergunto. - Surpreenda-me, - diz ela. Isso, eu posso baby! Eu sorrio e volto para a lista Ipod, e ela volta a preparar o almoço. Eu percorro a lista e encontro Nina Simone, "I Put a Spell on You". Essa música é extremamente apropriada para nós dois, porque ela me tomou como uma mulher mágica, e eu a ela. Quero declarar meu amor a ela, mas isso é o melhor que posso fazer por agora. Eu sempre me expressei melhor com música. Eu me expressei através das músicas que tocava no piano por dois anos, antes de eu começar a falar novamente. Você pode me ouvir Anastasia? Você pode sentir o quanto eu te amo? Eu olho para ela atentamente. Ela esvazia com o meu olhar e se vira para olhar para mim escancaradamente. Com um olhar questionador em seu rosto. Meus olhos estão escuros, e intensos, dispostos a demonstrar o amor que eu estou tentando passar para ela. Eu não sou bom nisso! Isso é novo para mim! Ela me olha, encantada. Eu a persigo como um predador durante a música. Ela olha para mim, meus pés descalços camisa branca e calça jeans e, finalmente, o seu olhar para em meu olhar ardente. O olhar reservado somente para ela. Quando Nina canta "você é minha," eu chego nela. Eu tenho que beijá-la, eu tenho que ter ela. Agora! Esta é a única maneira que eu sei como expressar o que eu sinto por ela. - Christian, por favor, - ela sussurra, enquanto segura o batedor de ovos que ela está usando. - Por favor, o quê?- Eu pergunto. - Não faça isso. - Fazer o quê? - Isso, - ela movimenta entre nós. Eu estou diante dela, olhando-a. - Você tem certeza? - Eu respiro e chego mais perto e pego o batedor de ovos e coloco de volta na tigela com os ovos meio batidos. Ela está confusa. Por um lado ela me quer, e por outro lado ela está lutando contra seus sentimentos. Ela se obriga a olhar para longe de mim, tentando subjugar seus sentimentos, seu desejo por mim. Por favor, não faça isso baby!

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II - Eu quero você, Anastasia, - murmuro. - Eu amo e odeio, e eu adoro discutir com você. Mesmo discutindo, ou brigando com você. Você me enfrenta. É muito novo. Eu preciso saber que estamos bem. Esta é a única maneira que eu conheço, - eu digo derramando meu coração para ela. - Meus sentimentos por você não mudaram, - diz ela sussurrando. A atração que temos a eletricidade entre nós é forte, palpável. É vibrante e puxa-nos um para o outro. Ela olha para meu peito na abertura da minha camisa, e morde o lábio. Ela me olha com desejo. Mas eu não vou tocá-la, embora Deus saiba que é muito difícil com essa proximidade. - Eu não vou tocar em você até você dizer que sim, - eu digo baixinho para ela. - Mas agora, depois de uma manhã de merda, eu quero me enterrar em você e esquecer tudo, que não seja nós, - eu digo. Posso ser mais claro que isso, Anastasia? Por favor, me ouça e entenda o quanto eu preciso de você! Ela levanta a cabeça e olha para mim. - Eu vou tocar o seu rosto, - ela respira, e apesar de sua declaração me surpreender, eu aquiesço e me inclino para o seu toque. Ela eleva automaticamente os lábios para um beijo. Mas eu não vou beijá-la. Meus lábios pairam sobre os seus, a meros milímetros de distância, pedindo-lhe permissão. - Sim ou não, Anastasia? - Eu sussurro. - Sim, - ela responde, e minha boca se fecha sobre ela, enquanto meus lábios separam os dela dando acesso a minha língua a sua boca, meus braços dobram em torno dela, puxando-a para mim, para que nem mesmo o ar possa passar entre nós. Eu passo a minha mão em suas costas, quando os meus dedos encontram seu cabelo enrolando-os neles, puxando delicadamente, e segurando-a no lugar enquanto eu levanto sua cabeça para mim, forçando-a contra mim. Ela geme baixinho querendo com paixão e desejo. - Sr. Grey, - Eu ouço Taylor falar quando ele tosse efetivamente quebrando o feitiço entre nós. Eu libero Anastasia imediatamente. Quando viro, um desconfortável Taylor está ao lado da entrada da sala de estar. Eu fico olhando para ele, e sei que é sobre os novos seguranças que chegaram. - Meu escritório, - eu falo para Taylor, e ele caminha rapidamente para o meu escritório. - Mais tarde... - eu sussurro para Anastasia, e caminho para o meu escritório após Taylor. Eu ando para meu escritório, e Taylor está com a documentação que tem sobre os três novos seguranças. - Vamos dar uma olhada nisso, - eu digo. Os documentos têm informações detalhadas sobre os novos funcionários. Todos eles vêm com altas recomendações e são especialistas em fornecimento 147

II de segurança para grandes clientes. Um deles é ex-FBI, todos têm experiência de combate, e são altamente treinados. - Parece ótimo. Você pode conversar com eles, falar sobre o que eu espero em termos de segurança e compromisso. - Sim, senhor. Saio do meu escritório com Taylor andando atrás de mim. - Eu vou instruí-los em 10 min, - eu digo. - Vamos estar prontos, - Taylor responde e sai da sala. Eu passeio de volta para a cozinha, e Anastasia está cozinhando. - Almoço? - ela pergunta. - Por favor, - eu digo quando sento em um dos bancos do bar. Eu a observo com atenção. Eu preciso protegê-la, mas como posso dizer algo a ela sabendo o quão resistente ela é com tudo que quero fazer por ela. - Problema? - ela pergunta. - Não, - eu respondo. Ela faz cara feia, e ela sabe que algo está acontecendo. Ela coloca nossos almoços em nossos pratos e, finalmente, suspira e senta-se ao meu lado. - Isso está bom, - murmuro apreciativo, pois ela fez um grande trabalho com nosso almoço. - Você gostaria de um copo de vinho? - Eu pergunto-lhe. - Não, obrigado, - diz ela. Quando o silêncio entre nós cresce, levanto-me e coloco uma música clássica. A música é calmante. - O que é isso? - Pede Anastasia. - Canteloube, Canções de Auvergne. Isso é chamado de 'Bailero’, - eu digo. - É adorável. Que língua é? - Ela pergunta curiosa. - É o velho francês Occitan, - eu respondo. - Você fala francês, você entende isso? - Ela pede. 148

II - Algumas palavras, sim, - digo sorrindo. - Minha mãe tinha um mantra: instrumento musical, língua estrangeira, arte marcial. Elliot fala espanhol; Mia e eu falomos francês. Elliot toca guitarra, eu toco piano, e Mia o violoncelo, - eu digo. - Uau! E as artes marciais? - Ela pede. - Elliot faz Judô. Mia bateu o pé quando fez 12 anos e se recusou,- eu sorrio lembrando do ajuste que ela impôs, e exasperou tanto a minha mãe que ela desistiu de insistir nas artes marciais. - Eu queria que minha mãe tivesse sido organizada, - suspira Anastasia. - Dra. Grace é formidável quando se trata da educação de seus filhos, - afirmo com naturalidade. - Ela deve ser muito orgulhosa de você. Eu seria, - diz Anastasia suspirando. Lembro-me de tentar me encaixar em uma família perfeita não sendo um indivíduo sempre perfeito, com o passado imperfeito, e presente imperfeito. Não foi uma tarefa fácil para mim. Eu olho para Anastasia cautelosamente. Eu decido mudar de assunto. - Já decidiu o que você vai usar esta noite? Ou eu preciso ir e escolher alguma coisa para você?Pergunto laconicamente incapaz de evitar o pensamento do desconforto de uma infância difícil, tentando me encaixar e nunca conseguir. - Hum... ainda não. Você que escolheu todas aquelas roupas? - ela pede. - Não, Anastasia, não fui eu. Eu dei uma lista e seu tamanho a uma personal shopper na Neiman Marcus. Elas devem servir. Só para que você saiba, eu pedi segurança adicional para esta noite e para os próximos dias. Com Leila imprevisível e escondida em algum lugar nas ruas de Seattle, eu acho que é uma precaução sábia. Eu não quero que você saia desacompanhada. Ok? - Peço, finalmente colocando tudo para fora, sem lhe dar os detalhes. Ela pisca para mim, e resmunga: - Tudo bem. - Ótimo. Vou informá-los. Eu não devo demorar. - Digo. - Eles estão aqui? - ela pede. - Sim. Eu pego meu prato e coloco-o na pia. Então eu saio da sala sem dizer uma palavra. Eu odeio fazer isso com ela, e não é culpa dela que ela faça essas perguntas sem saber a profundidade da dor, e mágoa enraizada nas profundezas da minha alma. Mas, quando todos eles vêm à superfície, faz o 149

II Christian sinistro aparecer e este é menos carinhoso, insensível, brusco, e protegido contra o mundo, com camada sobre camada de superfície dura, como Anastasia acabou de experimentar. Eu me odeio por fazer isso, mas eu não posso evitar! Coloquei o sou-o-chefe-e-nem-ouse-a-me-enfrentar no rosto, e vou para o escritório de Taylor, onde os quatro homens abruptamente levantam-se com a minha entrada brusca. Eu estou no comando mais uma vez.

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II Capítulo VII - Sr. Grey – diz Taylor me cumprimentando. Então ele se vira para os outros três homens, e diz: - Senhores este é o Sr. Grey. Então ele se vira pra apresentar cada um dos novos membros da segurança diante de mim enquanto mantenho-os sob o escrutínio do meu olhar frio. - Sr. Grey, este é Sawyer, - ele diz indicando um homem de queixo quadrado, cabelo castanhos, olhos azuis profundos, por volta de 1 metro e 88 cm de altura, menos de trinta anos e em boa forma. Sawyer estende sua mão pra mim e eu a aceito com um aperto igualmente firme. – Senhor, - ele diz. Sawyer avalia. Então Taylor se vira pro outro homem que tem uma pele morena escura, olhos castanhos, e tão alto quanto Sawyer, mas mais musculoso, e apresenta-o. - Este é Ryan, senhor, - Ryan é um ex- fuzileiro com decorado, com treinamento de alto padrão em segurança pessoal, acena pra mim com seus olhos penetrantes. - Senhor – ele diz. O último homem no grupo é o mais baixo de todos; por volta de 1,80 de altura, magro, seu cabelo loiro cortado em estilo militar. Sua ficha indica que ele também era militar, envolvido em Operações Especiais, e ele vem altamente recomendado. Ele tem um olhar firme e uma graça animal, eu sinto sua presença predatória. Apontando para ele com a mão, Taylor o apresenta, - Senhor este é Reynolds. – seu aperto de mão me avalia assim como da garantia de suas capacidades. Encontro cada um de seus olhares no mesmo nível. Brevemente olho para Taylor perguntando com meu olhar se ele já explicou o que está implicado em seus trabalhos. Ele me dá um aceno discreto. Ele explicou. Eu entro no tópico sem nenhum preâmbulo. - Senhores! Eis o que eu espero e exijo o tempo todo: eu sou a autoridade superior em cada movimento que vocês fizerem enquanto estiverem trabalhando pra mim. Sou o seu deus, seu chefe, a autoridade que vocês se submetem antes de qualquer coisa ou qualquer pessoa! Eu digo ‘pula’ e vocês não questionam, apenas façam a porra do que eu pedi pra vocês! Se hesitarem em obedecer uma única ordem minha, isso causará a demissão imediata de vocês! Vocês esquecerão suas esposas, suas namoradas, sua família, suas obrigações pessoais enquanto trabalham pra mim, até o problema ser resolvido! Vocês todos vieram com altas recomendações, mas isso não significa 151

II porra nenhuma pra mim. Se vocês não podem, não são capazes ou relutarem em realizar o que eu pedir, não vão! Contratei vocês por suas habilidades e intuição, e eu quero o máximo de profissionalismo, descrição, e acima de tudo, segurança absoluta, e eu pagarei muito bem por esses serviços. Espero proteção 24 horas por dia sete dias da semana. Não assinem se vocês não estão dispostos ou são incapazes de fornecer o que eu peço. – então olho em volta com um olhar de aço em cada um de seus olhos. - Sawyer, meus termos são aceitáveis pra você? Ele responde sem hesitar, - Sim, senhor! - Ryan, meus termos são aceitáveis pra você? Ryan é determinado como Sawyer, - Sim, senhor! Viro-me para o útimo homem do grupo. - Reynolds, estes termos são aceitáveis pra você? - Sim, senhor! – ele diz sem tirar o olhar do meu. - Ótimo! Foi mostrada a cada um de vocês uma foto da mulher que está desaparecida, e perseguindo a mim e a minha namorada. Suponham que ela está armada e é perigosa. Contudo, NÃO a machuquem se cruzarem com ela. Seguramente, capturem-na e eu devo ser informado imediatamente. Confio que homens que foram para a guerra como vocês, podem lidar com uma garotinha! – Os homens se mexem desconfortavelmente com essa avaliação. Eles não querem parecer fracos para seus chefes. - Sawyer! - Senhor, - ele responde imediatamente. - Quero que você memorize o rosto de Leila Hanson. De fato, eu quero que todos vocês tenham o rosto dela em suas memórias, já que vocês estarão todos procurando por ela. E Sawyer! - Senhor, - ele responde. - Você será o segurança pessoal da minha namorada, Srta. Steele. Você a seguirá como sua sombra. Você NÃO a deixará fora da sua vista. Onde ela for você vai. Ela vai desafiar você, - digo lembrando todos os truques que Anastasia pode tirar das mangas. – ela deve até mesmo implorar a você, ou tentar convencê-lo que ela está bem e segura. Minhas ordens permanecem as mesmas. O que ela pedir não conta. Você não vai deixar seu lado independentemente do que ela diga ou como diga. Suas ordens partem de mim e somente de mim! Às vezes eu posso transmitir minhas ordens através de Taylor. Ele é a outra pessoa que vocês responderão. Taylor irá explicar o restante de seus deveres para todos vocês, assim como onde e como vocês devem procurar Leila. Eles sabem que eu sou o Alfa desse covil, e eu tenho toda sua atenção. É o seu superior falando.

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II - Sawyer, você irá prestar segurança, no mesmo veiculo, juntamente com Taylor hoje à noite – eu digo. - Sim, senhor! - Vou deixar o resto com Taylor para instruí-los em seus deveres, - digo enquanto Taylor assente pra mim. - Senhores – digo, e então me viro pra Taylor e quando nosso olhar se encontra ele sabe que eu quero vê-lo, e deixamos seu escritório juntos enquanto ele diz; - Voltarei em alguns minutos. Uma vez que estamos fora de seu escritório, e longe dos ouvidos de qualquer um, me viro abruptamente pra ele e digo: - Preciso que você me traga um batom vermelho brilhante se você puder encontrar agora mesmo. Suas sobrancelhas sobem, mas desde que esta não é a coisa mais estranha que eu já pedi pra ele providenciar nesses anos que ele tem trabalhado pra mim, ele assente enquanto meu pedido é registrado, e reponde: - Sim senhor, - então ele anda em direção da sua sala de suplementos, me fazendo querer saber o que mais ele guarda lá, mas essa é uma das razões pelas quais eu o contratei, porque ele é capaz de fazer o que eu pedir sem pensar duas vezes. Tenho pensado na ideia que Anastásia teve de desenhar um mapa, eu quero desenhar os limites onde ela pode e não pode me tocar. Dessa forma, eu posso me comprometer um pouco sem bloqueá-la completamente ou quebrar meus limites rígidos. Posso me comprometer por Anastasia, e somente por ela. Taylor está de volta em menos de dois minutos com um tubo de batom fechado. Eu desenrosco a tampa e giro a base. Surge o não usado batom vermelho prostituta. Assinto em resposta com um rosto impassível, e saio enquanto Taylor se vira e volta para seu escritório com uma expressão igual a minha. Faço meu caminho de volta ao quarto de Anastasia e a encontro esparramada em sua cama olhando o monitor lendo atentamente o que deve ser algo fascinante. Paro na porta pra observá-la primeiro. Ela não me nota. - O que você está fazendo? – pergunto suavemente, minha raiva anterior moderada. Pânico corre seus olhos brevemente, e eu quero saber se ela está se correspondendo com outra pessoa. Outro cara? Rapidamente tento limpar o pensamento. Entro e casualmente deito perto dela e olho pra tela do Mac. O site lê: Distúrbio de Personalidade Múltipla: Os Sintomas. Alívio e divertimento me inundam. Só há uma razão pra ela está pesquisando isso: eu. Mas não posso deixar passar sem provocá-la. - Você está neste site por uma razão em particular? – pergunto casualmente. Ela olha pra mim de lado pra avaliar meu humor. Ela assume seu rosto passivo e responde: - Pesquisa. Em uma personalidade difícil.

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II Sua resposta de repente me faz querer rir. Por alguma razão estranha, me faz feliz que ela esteja fazendo esforços pra me entender. - Uma personalidade difícil? – eu pergunto. - Um projeto de horas vagas. – ela responde novamente com uma expressão impassível. Não consigo evitar em provocá-la soando ferido: - Você pensa em mim como um projeto de horas vagas, Anastasia? Um hobby talvez. Talvez até mesmo um experimento científico. E eu estava pensando que era tudo pra você. Srta. Steele você me magoou. - O que o faz achar que é você? – ela pergunta. - Apenas um palpite. - digo rindo. - Bem Sr. Grey é verdade que você é o único fodido, volúvel, maníaco por controle que eu conheço intimamente, - ela responde. - Srta. Steele, eu achei que era a única pessoa que você conhece intimamente. - digo com ciúmes subindo. Ela cora. - Sim, você é! – ela responde calmamente. - Bem, o artigo a ajudou a chegar a alguma conclusão sobre mim? – eu pergunto. Ela se vira de lado e me olha por um tempo, e eu a observo do meu lado me segurando, olhando de volta pra ela com uma expressão divertida. - Ajudou, - ela responde. – Sr. Grey acredito que precise de uma terapia intensiva – ela diz meio brincando, mas sabendo como é Anastasia, ela pode simplesmente querer dizer isso. Eu a alcanço, acariciando sua bochecha com os nós dos meus dedos enquanto ela fecha os olhos, e se inclina pro meu toque instintivamente. Seu cabelo cai em seu rosto e eu o coloco atrás de sua orelha. - Eu só preciso de você, Anastasia – digo. Então digo pra ela – Aqui. – entregando pra ela o batom brilhante vermelho. Ela olha confusa. Então ela olha de volta pra mim franzindo a testa. Ela abre o tubo, e gira o batom, e surge a cor de batom vermelho prostituta foda-me-agora, claramente decidindo que essa não é sua cor. - Você quer que eu use esta… cor? – ela chia pra mim com surpresa me fazendo rir. - Não, baby não! Bem, a não ser que você queira. Mas estou certo de que não é sua cor. – eu acrescento. Então me sento na cama com as pernas cruzadas, e então tiro minha camiseta.

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II - Eu estava pensando na sua ideia do mapa, e eu acho que vou deixar você desenhar... – eu digo enquanto ela me encara com uma expressão vazia. Ela balança a cabeça, caindo em si, engolindo, incapaz de acreditar que eu deixaria ela fazer isso. - Hãn? – ela diz enquanto seu peito está rapidamente subindo e descendo em descrença. - O mapa das áreas proibidas. – eu digo. - Eu estava brincando, - ela suspira. - Eu não. - digo determinado. - Você quer que eu desenhe em você com o batom? – ela pergunta mostrando o batom em sua mão. - É exatamente o que eu quero que faça. Dá pra lavar depois. Com minha confirmação, ela sorri, e seu sorriso doce maravilhoso cresce. - Que tal algo mais permanente como um marcador? – ela pergunta. - Se você quer algo permanente, eu poderia fazer uma tatuagem, - digo brincando. - Não! Nada de tatuagens! – ela ri. - Tudo bem, vamos usar batom, então – digo alegremente. Ela fecha a tela, efetivamente, fechando seu laptop e o coloca pra for a. - Venha, - eu digo enquanto estendo a mão para Anastasia. – Quero que você se sente em mim, digo. Ela tira os sapatos enquanto eu deito na cama e dobro os joelhos. Ela sobe em mim e fica sentada. Eu faço ela se inclinar contra minhas pernas. É uma posição muito sugestiva se estivéssemos transando, como ela está montada em mim. Estou excitado, mas também apreensivo. Já tem um bom tempo que eu deixei alguém tocar em mim, onde eu vou deixá-la tocar. Anastasia, no entanto está radiante de excitação. - Você parece bastante entusiasmada com isto, - observo. - Estou sempre ansiosa por informação Sr. Grey. Porque isso significa que você vai relaxar quando eu estiver perto e eu saberei até onde posso ir, - ela explica. Não consigo acreditar que vou deixá-la desenhar em mim com um batom vermelho ‘foda-me’! Se bem que eu não me importo com a parte ‘foda-me’, mas com um batom! Eu respiro fundo pra me segurar. Estou nervoso e todos os medos e apreensões antigas vêm à tona, mas eu os empurro para baixo quase forçadamente. Eu odeio flexionar minhas regras. Mas pra fazer minha relação com Anastasia funcionar, eu tenho que tentar e mostra a ela os limites. Incomoda-me que eu

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II permiti Elena tocar em mim, e Anastásia, a mulher que eu amo, não pode! Estou prestes a mudar isso. Tudo bem, firme - eu lembro a mim mesmo. Eu engulo... - Abra o batom – eu ordeno. Ela tira a tampa e gira o fundo e o batom surge vermelho prostituta. - Me de sua mão, - digo, mas com sua excitação Anastasia estende a outra mão. Rolando meus olhos pra ela digo: - A que está com o batom. - Você esta virando seus olhos pra mim, Sr. Grey? – ela pergunta. - Sim. - sorrio. - Isto é muito rude. Conheço pessoas que tender a ficar de forma positivamente violenta com um virar de olhos, - ela diz sarcasticamente. - Você conhece? – eu pergunto diabolicamente. Pego a mão com o batom e imediatamente me sento. É agora ou nunca. Tenho que seguir adiante antes que eu mude de ideia. Meu coração está latejando como se estivesse pronto pra decolar em uma nave espacial. Eu respiro fundo. Expiro e me seguro. - Pronta? – pergunto em voz baixa, mas também é uma pergunta pra mim mesmo, assegurando em voz alta pra mim que está tudo bem Anastasia me tocar desse jeito. - Sim, - ela sussurra em uma voz igualmente baixa. Fecho meus olhos e inalo o perfume de mulher de Anastasia. Então eu os abro pra olhar os olhos dela. Lentamente guio sua mão pra cima até a curva do meu ombro. - Pressione pra baixo, - suspiro e guio sua mão para baixo a partir do topo do meu ombro direito em volta do encaixe do meu braço, depois para o lado do meu peito marcando um lado do território em vermelho. É uma declaração de onde parar, onde nunca ultrapassar, como fronteiras de dois países hostis. Um é seguro, e um é mortal. Eu mantenho sua mão movendo de forma constante, apesar do nível da minha ansiedade, e eu a faço parar na parte inferior do meu peito e indo para o lado em meu estômago. Nesse ponto sua mão está muito próxima da zona de perigo pro meu conforto e eu imediatamente fico tenso. Algumas lembranças terríveis surgem em mim. Por um instante eu me perco do meu eu atual, e volto ao corpo do menininho largado que eu fui. Vejo o rosto bravo do cafetão, como ele se inclinando enquanto sopra fumaça de cigarro com força em meu rosto, do coquetel velho de álcool e cigarros misturados descendo em seu hálito desagradável. Bile sobe em minha garganta, e eu percebo que estou prendendo a respiração. Então eu tomo uma golfada de ar enquanto inalo o perfume de sabonete, limpeza, ar livre e mulher de Anastasia, deixando me tomar como uma tonelada de tijolos estilhaçando as imagens do cafetão. Tento tomar meu rumo e manter minha expressão vazia com muito esforço.

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II Cerro meus dentes forçando minha mandibular, e a tensão cresce em meus olhos, quando eu mal consigo sussurrar: - E em cima do outro lado. – eu liberto sua mão nesse ponto. Ela continua a linha da mesma forma que ela desenhou do lado oposto. Meu peito sobe e desce em uma sucessão rápida, tentando acomodar meu coração que está tentando cambalear pra fora do meu peito enquanto faço um esforço sobrenatural pra me manter calmo. Quando Anastasia consegue conectar as linhas de ambos os lados na frente do meu torso, ela finalmente diz: - Pronto, terminei – em um sussurro. - Não, você não terminou, - respondo sua declaração. Eu traço uma linha com o dedo indicador na base da minha garganta para que ela possa seguir a linha imaginária que eu desenhei com o batom vermelho. À medida que a forma retangular está completa na frente dos meus toros, Anastasia olha em meus olhos com admiração e devoção. Eu tenho que continuar enquanto consigo. - Agora minhas costas, - murmuro enquanto me mexo e ela sai de cima de mim. Viro-me de costas pra ela ainda sentado de pernas cruzadas. - Siga a linha do meu peito, por toda a volta até o outro lado, - digo em voz baixa mal contendo a emoção. Sinto o batom escorregando perigosamente pelas bordas do meu território proibido. Mantenho a cabeça baixa; meu corpo está tenso como uma bomba relógio pronta para explodir. Meus dedos estão curvados e apertados. Meus dedos estão contraídos firmemente, tensos e brancos enquanto todo o sangue é drenado das minhas mãos. Depois do que parece uma eternidade, Anastasia murmura: - Terminei – em uma voz baixa. Posso finalmente me livrar da tensão e eu caio em mim mesmo relaxando e me viro pra Anastasia pra encará-la novamente. - Estes são os seus limites, - digo pra ela calmamente. Meus olhos estão dilatados com paixão, mas também com uma forma de liberdade agora que Anastasia sabe onde os limites estão. O medo me deixa. Ela olha pra mim com amor e assombro. - Posso viver com as linhas. Agora, Christian, eu só quero me jogar em cima de você, - ela sussurra me fazendo sorrir maliciosamente, e estendo a mão pra ela como uma suplica. - Bem, Srta. Steele, eu sou todo seu, - respiro aguardando. Ela dá um gritinho delicioso, e lança-se em meus braços, e eu sou derrubado direto em sua cama. A manhã de merda que eu tive, e sua inquisição e finalmente o estresse do mapa. Estou pronto pra me perder em Anastasia. Sinto-me contente e excitado, rolo e fico por cima dela. - Agora o nosso assunto inacabado, Srta. Steele, - respiro em sua boca clamando seus lábios. - Deus! Não consigo me lembrar de jamais ter desejado alguém tanto! Porra! Nossa, eu sempre quero você, tanto! - digo contra sua boca entre os beijos, mordiscando seu lábio inferior. Seus

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II dedos se enroscam em meu cabelo e me puxam pra ela apaixonadamente, pronta pra me consumir e me devorar, e eu a ela. Eu já suportei mais do que consigo sem estar dentro dela. - Você ainda está vestida, - eu gemo, e arrasto-a pra cima, e atacando sua camiseta, tiro ela fora antes que ela consiga tomar fôlego, e jogo a camiseta no chão sem a menor cerimônia. - Quero sentir você, - eu digo faminto contra sua boca, e minhas mãos se movem pra trás dela pra desabotoar seu sutiã, e com movimentos hábeis eu tiro e o jogo na pilha de roupas no chão. Empurro minha mulher na cama e subo em cima dela, e clamo sua boca e seus seios. Ela enterra seus dedos em meu cabelo, e puxa forte quando eu capturo um de seus mamilos em meus lábios chupando, e puxo com meus dentes. Ela geme em resposta com as sensações prazerosas vibrando pelo seu corpo, e sues sons me deixam mais excitado... - Isso baby, me deixa ouvir você. – murmuro contra sua pele sensível. Eu começo mordiscando e sugando seus mamilos com os lábios sensualmente, e puxando e alongando o outro com meus dedos hábeis. Ela se debate em baixo de mim, se contorcendo. Eu simplesmente não consigo ter o suficiente dessa deusa. Eu a venero com meu corpo. Eu amasso seus mamilos, puxando e alongando. Minha mão desce por seus seios, até sua barriga fazendo paradas estratégicas e ela se contorce. Quando minha mão chega a seu jeans, eu desfaço o botão e abaixo o zíper, e minha mão entra em sua calcinha, meus dedos encontram seu sexo e eu os deslizo dentro dela, isso me faz ofegar. - Ah, baby – digo pairando em cima dela encarando seus olhos intensamente, - Você está tão molhada pra mim! - Eu quero você, - ela murmura. Sua declaração é minha perdição, e meus lábios cobrem os dela com fome dela, eu quero me fundir nela, sentir ela, sentir sua vontade e desejo por mim. Preciso saber que estamos bem! Preciso saber que ela me quer e só a mim! Preciso fodê-la agora mesmo! Sento-me e puxo seus jeans junto com a calcinha e jogo-os no chão. Ela está completamente nua pra mim, só pra mim! O pensamento de que ela nunca foi vista por ninguém assim, ou a teve, ou a clamou, aumenta o nível de propriedade que eu sinto por ela. Eu a olho com olhos ávidos fixos nela. Pego um pacote de camisinha do bolso do meu jeans e jogo para Anastasia enquanto tiro meus jeans e cuecas Box. Anastasia rasga o pacote enquanto eu deito ao lado dela. Ela olha em meus olhos e com mão tremula com delirante antecipação, ela rola a camisinha em meu comprimento. Eu seguro a mão de Anastasia e rolo de costas querendo que ela fique por cima. - Você por cima, - ordeno e puxo-a pra montar em mim. - Quero ver você, - digo. Dá muita tesão ver minha mulher se perder em prazer; um prazer que só eu posso dar a ela, é algo que alimenta meu ser possessivo, fazendo-me mais quente e mais devasso por ela! 158

II Eu a guio e ela reveste cada centímetro do meu comprimento com seu sexo, mergulhando profundamente, enquanto eu empurro pra cima para encontrar seu sexo em uma enterrada feroz, sentindo e alargando ela além dos limites. Todas minhas sinapses estão em chamas e cada célula do meu pau está alerta com sensações me fazendo expirar e tomar outro grande gole de ar para acomodar a necessidade. Anastasia esta em cima de mim, me possuindo e o que eu posso dar a ela. Eu também a possuo sexualmente, emocionalmente e mentalmente. Ela é completamente minha! Ela aperta em volta do meu comprimento e eu bato pra frente com força, empurrando, fazendo a gritar e gemer alto de prazer, me deixando louco! - Isso mesmo baby, me sinta, - digo em uma voz tensa. Eu a possuo agora! Estou dentro dela; possuindo ela intimamente, conectado com seu corpo e sua alma. Anastasia joga a cabeça pra trás e sobe e desce, de novo e de novo, fechando seus olhos. - Abra os olhos baby, eu quero ver minha Ana, - sussurro possessivamente. - Sua - ela diz em uma voz rouca, - Sempre sua. Com Anastasia me deixando dominá-la de boa vontade, consentindo verbalmente, me faz gemer alto, tombando minha cabeça pra trás, fechando meus olhos com um prazer intenso, me levando a explodir nas juntas e Anastasia ruidosamente goza em cima de mim, causando a minha perdição e eu encontro meu próprio alívio gemendo... –Ah baby! – e segurando ela parada em meus braços. Depois de ter alcançado o nosso auge, Anastasia ainda está deitada em meu peito com sua cabeça em minha zona proibida. Mas de alguma forma, enquanto ela está arquejando e tentando recuperar sua respiração, enquanto nós dois ainda experimentando os tremores secundários, não pareço me importar. Eu apenas aliso seu cabelo, e corro minhas mãos pelas suas costas acariciando ela enquanto relaxo. - Você é tão linda, - murmuro. Ela levanta sua cabeça e olha pra cima incrédula como se eu tivesse dizendo que cresceu chifres nela. Não duvide de mim baby! Eu franzo a testa e sento tão rápido que ela fica surpresa e envolvo meus braços ao redor dela pra segurá-la no lugar, ela agarra meus bíceps e estamos nariz com nariz. - Você. É. Linda, - eu digo em um tom enfático. - E você é incrivelmente doce, às vezes, - ela diz me beijando gentilmente. Eu a levanto e saio dela enquanto ela estremece. Sou tão grande e ela tão pequena. Inclino-me pra frente e beijo-a. Anastasia é tão inocente e sedutoramente bonita. Ela é irresistível pra mim. Eu tenho uma sede insaciável por ela.

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II - Você não faz ideia do quão atraente você é, faz? – pergunto enquanto ela cora, incredulidade ainda passando por seu rosto. - Todos aqueles caras perseguindo você, não é uma pista suficiente pra você? - Caras? Que caras? – ela pergunta sem acreditar. - Você quer uma lista? – pergunto franzindo a testa. Ela é tão obtusa pra ver o que rola ao redor dela? – O fotografo, ele é louco por você, aquele cara da loja de ferragens, o irmão da sua colega de quarto. Seu chefe. – eu digo amargamente. Os outros eu posso manter longe dela. Mas o último filho da puta a comanda por oito horas por dia, me deixando nem um pouco feliz. Dominando minha mulher, ordenando em volta dela e ela obedecendo a suas ordens até as mínimas! Estou fodido de ciúmes! Pensar nisso está me deixando louco, quando estou fazendo concessões e dando mais espaço a ela pra ser livre, e um filho da puta está mandando nela, querendo sua calcinha, desejando o que é meu. - Ah, Christian, isto simplesmente não é verdade, - ela diz. - Confie em mim. Eles querem você. Eles querem o que é meu, - divo fervorosamente. Puxo-a contra mim, e levanto seus braços contra meus ombros envolvendo ele em volta de mim, e ela levanta suas mãos em meus cabelos, torcendo. - Minha, - eu repito possessivamente. Ela não tem ideia do que eu sinto! Não tem ideia do que eu faria pra mantê-la minha e manter os outros fora do meu caminho, não tem ideia de quem eu passaria por cima, e brigaria. Não tem a mínima ideia! O que é meu é meu e ela é meu corpo e alma! Ela olha pra mim e diz: - Sim, sua, - confirmando com seu sorriso, minha raiva some. - A linha ainda esta intacta, - ela murmura e traça a marca do meu ombro com seu dedo indicador. É muito perto da zona proibida, eu endureço imediatamente com tensão como se ela fosse ultrapassar a borda, invadir meu território. Eu pisco pra empurrar o medo pra baixo. - Eu quero explorar. – ela diz me confundindo. - O apartamento? – pergunto. - Não. Eu estava pensando no mapa do tesouro que desenhamos em você, - ela diz morrendo de vontade de me tocar ansiando. Minhas sobrancelhas se levantam em surpresa e eu fico apreensivo, incerto, temeroso até. Ela pode ser muito persuasiva em seus próprios meios. Ela esfrega o nariz no meu. - E o que envolveria isso exatamente, Srta. Steele? – pergunto. Ela levanta a mão do meu ombro da borda entre a zona segura e a proibida pro meu alivio e corre os dedos pelo meu rosto, me fazendo 160

II fechar os olhos e me inclinar para as pontas dos seus dedos. Seus dedos alcançam meus lábios, e eu capturo seu indicador e mordo gentilmente. - Ai, - ela diz me fazendo rir em um rosnado baixo em aceitação ao seu pedido. - Tudo bem, - eu concordo soltando seu dedo, mas apreensão corre pelo meu sangue. Faz anos desde que alguém me tocou assim, e nenhuma vez foi agradável. Mas quando ela segura a mão no alto hesitante eu digo: - Espere, -me inclinando pra trás e levantando ela, então eu posso tirar a camisinha e apenas jogo no chão ao lado da cama sem cerimônia. Elas são muito inconvenientes. - Odeio essas coisas. Faço bem em lembrar de chamar Dra. Green pra vir aqui e te dar uma injeção, - eu digo e penso que é exatamente o que eu vou fazer. - Você acha que a melhor ginecologista de Seattle virá correndo? - Posso ser bem persuasivo, - murmuro enquanto gentilmente prendo seu cabelo atrás da orelha dela. Ela está tão bonita. Seu novo corte de cabelo a deixa tão elegante. - Franco fez um ótimo trabalho em seu cabelo. Gosto dessas camadas. - Pare de mudar de assunto, - ela diz. Eu ergo meus joelhos, a coloco montada e inclino-a contra meus joelhos enquanto posiciono seus pés um em cada lado dos meus quadris. Reclino-me pra trás em meus braços completamente rendido, mas sem deixar muita da apreensão reservada... - Toque a vontade, - digo ineficazmente, escondendo meu nervosismo. Ela prende seu olhar no meu, e se abaixa deixando sua intenção clara. Seus dedos visitam a linha de batom através dos meus músculos do abdômen e a proximidade de seus dedos da zona proibida me faz recuar imediatamente, e ela para sua trilha. Percebendo como é difícil esta tarefa pra mim, ela fica reticente. – Eu não tenho que fazer isso – ela sussurra. - Não, está tudo bem. Apenas leva um pouco de... – digo tentando estabilizar minha respiração, tentando ajustar, -... Reajuste da minha parte. Ninguém tem me tocado há muito tempo, murmuro. - Mrs. Robinson? – ela deixa escapar. Sei que esse é um tópico difícil pra ela, então minha única resposta é um aceno de cabeça em desconforto. - Não quero falar sobre ela. Isto vai azedar seu humor, - digo. Ela tem ciúmes do que eu tive com Mrs. Robinson apesar de não haver nada que possa fazer pra mudar isso. Meu passado é parte de mim, mas estou extremamente feliz que ela não tenha um. Eu não posso nem lidar com os avanços 161

II de outros homens em cima dela, o que eu posso impedir. Eu ficaria louco se soubesse que outros homens a tocaram, transaram com ela, a amaram como eu faço! - Eu posso lidar com isso, - ela diz. Deus! Esta é a frase mais exagerada do século! - Não, você não pode Ana. Você vê vermelho sempre que eu a menciono. Meu passado é passado. Não posso mudar isso. Tenho sorte que você não tenha um, porque me enlouqueceria se você tivesse. – sentir isso tão intensamente é estranho pra mim, porque eu tive quinze subs, e cada uma delas tiveram um passado. E eu não me importava nem um pouco com isso. Mas com Anastasia, todas as apostas estão fora. Eu me importo com tudo que ela fez, faça ou irá fazer. Faz-me insanamente ciumento, e me torno um grande maníaco por controle quando se trata dela. Ela faz cara feia pra mim. – Deixar você louco? Mais do que você já é? – ela sorri me fazendo sorrir também. - Louco por você – sussurro. E isso é verdade. Eu farei qualquer coisa pra mantê-la em minha vida, da maneira mais fácil, da maneira mais difícil, de qualquer maneira. - Devo chamar o Dr. Flynn? – ela pergunta preocupada. Sério? - Eu não acho que será necessário, - respondo secamente. Ela se muda pra trás e eu abaixo as pernas pra dar a ela mais espaço. Ela esta gloriosamente nua em cima de mim; seus seios são perfeitos montes alegres movendo em sincronia com seus movimentos, me fazendo agradecer aos deuses do universo por mandar essa mulher pro meu caminho! Ela coloca os dedos de volta em minha barriga, e lentamente flutua os dedos através da minha pele prestando atenção pra se manter nas linhas. Enquanto isso, o meu coração está como as asas de um beija-flor, perseguindo algo e nunca sendo capaz de sair do meu peito com uma mistura de medo, apreensão e emoção. - Eu gosto de tocar você, - ela sussurra enquanto desliza os dedos pra baixo em meu umbigo pelo meu caminho da felicidade. Agora você está falando minha língua! Meu pau se contorce em atenção aos seus dedos que se aproximam em antecipação. Meus lábios se separam e minha respiração muda pra um modo sensual, e finalmente minha ereção desperta e saúda em atenção embaixo de Anastasia. - De novo? – ela murmura chocada. - Ah sim, Srta. Steele, - digo dando meu sorriso devasso. Dessa vez eu a rolo pra baixo de mim. Minha ereção esta cravada entre as flores de seu sexo e eu provoco ela voltando e balançando contra ela. Sua pele está ficando quente como se ela fosse lambida pelo fogo. Abro bem as pernas dela e dirijo todo meu comprimento nela, mergulhando profundo enquanto ela levanta a pélvis pra 162

II encontrar e corresponder minha paixão por ela, e continuamos nosso tango na cama e estamos os dois completamente exaustos. ***** Depois de passarmos uma agradável, mas bastante apaixonada tarde de sábado, deixo Anastasia descansar em seu quarto indo pro meu quarto pra tomar um banho. Minha mente sempre em Anastasia. Estou chocado e surpreso com a concessão que eu fiz pra ela, mas também igualmente satisfeito com os resultados. Nós cruzamos um grande obstáculo. Eu faço o meu caminho para o meu banheiro, e me olho no espelho amassando meu queixo. Devo precisar fazer a barba, e sabendo que eu tenho que ser a pessoa mais bem apresentável hoje, rapidamente termino minha tarefa. Depois de ligar a água quente, entro no enorme chuveiro e me aqueço na água quente. Sinto como se um pedaço estivesse caindo da pilha emocional de merda que eu tenho carregada por ai a maior parte da minha vida e com o que eu consegui deixar Anastasia fazer essa tarde. Não é tudo, mas já é alguma coisa. Eu faço tudo rápido como se eu tivesse um tesouro esperando em um quarto diferente. Eu pego uma toalha macia do aquecedor de toalhas e me seco. Vou ao meu closet e escolho o traje que vou usar essa noite. O evento de caridade é formal e Black-tie, então escolho meu smoking preto. Coloco uma camisa branca fresca, e depois de colocar minhas cuecas Box coloco minha calça de terno preta. Não preciso colocar minha gravata ainda, então o colarinho da minha camisa ainda está aberto. Olho-me no espelho. O topo da linha vermelha de batom ainda esta visível mesmo depois de algumas trepadas na cama de Anastasia, um banho e secagem com toalhas. Sorrio. Eu tenho um plano travesso, mas também erótico pra apimentar as coisas hoje à noite. Chocar minha namorada com jogos sensuais é a cereja no topo do bolo. Eu vou a um armário e o abro. Eu agarro uma caixa pequena e dentro dela algo que eu comprei no último sábado, e olhando pra ela emocionado coloco em meu bolso. Então, faço meu caminho ao quartos de jogos e destranco a porta. Adentro a sala e encontro as gavetas onde mantenho os brinquedos que eu comprei pra usar em Anastasia. - Aha! Ai esta você… - digo e pego o que eu estou procurando. Com um sorriso no rosto, fecho a porta do meu quarto de jogos e tranco. Faço meu caminho de volta ao quarto de Anastasia, e sinto o ar escapar dos meus pulmões em um suspiro como se eu tivesse atingido uma parede de tijolos com a visão dela diante de mim. Ela está com um espatilho preto com filigranas prateadas com uma calcinha preta nova combinando com seu espartilho. Ela também colocou meias longas prateadas com cinta liga. Ela se abaixa e graciosamente pega seu vestido. Estou em chamas com a visão maravilhosa diante de mim! Estou completamente imóvel, olhando embasbacado pra ela, vorazmente faminto por ela. Ela sente minha presença e se vira pra mim corando. Ela toma tudo de mim em meu traje de gala, apreciando. - Posso ajudá-lo, Sr. Grey? Presumo que haja um propósito em sua visita além de ficar me encarando feito um bobo de boca aberta. – ela diz espirituosa. 163

II - Estou me divertindo muito aqui bobo de boca aberta, Anastasia, obrigado. - murmuro enquanto meus olhos tentam absorvê-la por inteiro, bebendo sua beleza. – Me lembre de mandar uma nota pessoal de agradecimento a Caroline Acton, - digo e ela imediatamente franze a testa ao ouvir um nome de mulher. - A personal shopper da Neimar Marcus, - digo em resposta a sua pergunta não dita. - Ah. - Estou muito distraído, - digo. - Posso ver isso. O que você quer Christian? – ela pergunta com cara de quem não esta pra brincadeira. Eu sorrio e meu sorriso fica maior, enquanto enfio minhas mãos no bolso e tiro as bolas prateadas fora efetivamente impedindo-a de continuar. Ela olha pra mim como se eu quisesse colocar elas e bater nela agora mesmo. Bem, eu quero fazer essas coisas todas, mas eu tenho que me conter sobre bater. Eu, entretanto, quero foder seus miolos durante o evento de caridade depois que eu tirar essas bolas fora dela. - Não é o que você pensa, - digo rapidamente. - Esclareça, - ela murmura. - Achei que você poderia usar isto hoje à noite, - digo. - No evento? – ela pergunta pra esclarecer. Assinto e meus olhos escurecem em antecipação. - Você vai me bater depois? – Claro que não! - Não, - respondo suavemente e seu rosto cai em decepção me fazendo rir. - Você quer que eu bata?- pergunto. Ela engole. Ela esta indecisa e indecisa não é bom. Este é um território que eu não pretendo entrar. - Bem, garanto que eu não vou tocar em você daquele jeito, nem se você implorar, - eu digo. Ela continua a me olhar. - Você quer brincar? – eu pergunto, levantando as bolas em sequência. – Você pode tirá-las a qualquer momento se for demais, - digo tentando coagi-la a aceitar. Ela olha pra mim de cima a baixo, decidindo que gosta do que ela vê.

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II - Tudo bem, - ela concorda. - Boa menina, - digo sorrindo. – Venha aqui, e vou colocá-las em você assim que você colocar seus sapatos, - respondo. Saltos altos me dão muito tesão. Mas mais importante, eles levantarão seus calcanhares muitos centímetros do chão e me darão acesso fácil ao seu sexo. Estendo a mão pra Anastásia e ela sobe em seu sexy Christian Louboutin agulha. Pego sua mão e a conduzo até a cabeceira da cama, ando até o canto do quarto e pego a única cadeira lá e trago para o lado da cima. Virando as costas da cadeira para a cama, coloco-a na frente dela. - Quando eu acenar, você se curva e segura na cadeira. Você entendeu? – pergunta em uma voz rouca carregada de desejo. - Sim, - ela respira. - Bom, agora abra a boca, - digo, e quando ela abre, eu escorrego meu dedo indicador dentro de sua boca. - Chupe, - digo surpreendendo ela. Então, eu coloco as bolas na minha boca, e enquanto ela chupa meu dedo... Com força, o ato abastece meu desejo por ela, me fazendo salivar, e sou capaz de esquentar e lubrificar as bolas na minha boca. Tento retirar o meu dedo, mas ela fecha seus dentes. Embora seja brincadeira e me faça rir, eu balanço minha cabeça recuperando o controle da ação e fazendo-a soltar efetivamente. Eu aceno e ela se curva pra baixo segurando os lados da cadeira. Enquanto ela se curva pra baixo as esferas de seu traseiro são apresentadas da forma mais lasciva. Movo sua calcinha para o lado e deslizo um dedo dentro dela, circulando fazendo sua lubrificação natural revestir o interior de seu sexo. Meu dedo viaja por todos os lados da parede de sua vagina, girando ritmicamente. Ela geme em prazer. Ela esta perfeitamente molhada. Finalmente retiro meu dedo e insiro uma bola por vez empurrando-as fundo dentro dela. Uma vez que eu sei que elas estão na posição correta, eu deslizo sua calcinha no lugar, me inclino e beijo sua bunda. Corro as duas mãos por suas pernas, seus tornozelos até as coxas, finalmente beijando o topo de cada uma delas. - Você tem belas, requintadas, Srta. Steele, - murmuro em adoração. Paro atrás dela, e agarro seus quadris e puxo seu traseiro contra mim forçando minha ereção, fazendo ela me sentir. - Talvez eu coma você desse jeito quando chegarmos em casa, Anastasia. Você pode levantar agora, - digo e deixo-a ficar ereta. Uma vez que ela levanta, eu me inclino pra baixo e beijo cada um de seus ombros. Depois que ela fica de pé de costas pra mim, envolvo meus braços ao redor dela pelas costas e presenteio-a com a caixa do meu bolso.

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II - Comprei isso pra você usar na festa de gala sábado passado, - enquanto seguro a caixinha vermelha Cartier pra ela. – Mas você me deixou, - digo quase entrando em choque com minhas palavras. Espero um segundo pra deixar a oscilação sair da minha voz e digo: - Então eu nunca tive a oportunidade de dá-los a você. - Então esta é minha segunda chance, - murmuro em voz baixa, tentando engolir e enterrar a dor que eu tive que suportar em sua ausência. Anastasia pega a caixa e abre. Dentro um par de brincos pendentes com quatro diamantes em cada um; um na base, então um pequeno vão, três diamantes espaçados perfeitamente um após o outro. São simples com uma sutil elegância. - São lindos, - Anastasia sussurra. – Obrigada. Relaxo da tensão que eu nem sabia que estava sentindo e beijo seu ombro. - Você vai usar o vestido de cetim prateado? – eu pergunto. - Sim. Tudo bem? – ela pergunta. - Claro. Vou deixar você se arrumar, - eu digo mantendo a dignidade masculina que me resta sem engasgar em minhas palavras diante dela. Faço meu caminho de volta ao meu quarto, coloco gravata borboleta preta elegante e coloco meu terno do meu traje de gala para o jantar. Saio e Taylor está esperando pra ser informado sobre a noite. - Senhor, todos estão prontos pra suas ordens. – Assinto. - Traga os aqui, - digo. Taylor volta com Reynolds, Ryan e Sawyer. - Estamos participando de um evento de caridade esta noite na casa dos meus pais. Lá estarão muitos convidados importantes. Será um baile de máscaras, então será quase impossível identificar o indivíduo por trás da máscara, até que se tire a mesma. Quero que vocês sejam discretos, mas extremamente vigilantes. Taylor e Sawyer, vocês irão seguir a Srta. Steele o tempo todo. Eu devo estar com ela à noite toda, mas é possível que possamos nos separar. Se qualquer um se aproximar dela e eu não estiver com ela vocês devem me chamar. Não me importa quem seja. A única exceção a isso seria meus pais e minha irmã, mas mesmo que ela esteja com ela e houver qualquer sinal de estresse em minha namorada, vocês irão me chamar. Se for alguém que vocês não conheçam apenas escolte a Srta. Steele e me encontre. Taylor e Sawyer respondem: 166

II – Sim, senhor, - os dois ao mesmo tempo. Então me viro pra Ryan e Reynolds. - Ryan e Reynolds! – digo e eles automaticamente estalam em atenção. – Vocês são responsáveis por me seguir e garantir os parâmetros em... – digo e vejo os olhares de todos os três homens, que estão me encarando, de repente se voltarem e cada um deles tem exatamente mesma apreciação carnal em seus olhares. Eu sei que Anastasia está em algum lugar da sala. Viro-me e minha boca fica seca com a visão dela. Ela está parada na entrada com seu cabelo caindo suavemente em ondas ao redor do seu rosto, escorrendo pelos ombros e seus seios. Um lado do cabelo está preso atrás de sua orelha elegantemente revelando um dos brincos. Sua maquiagem esta sutil e impecável. Ela está usando o vestido tomara que caia longo prateado de cetim e o vestido esta abraçando ela em todos os lugares certos como se alguém tivesse feito-o nela. Ela parece bem mais alta com os saltos. Esqueço minha companhia e deixo minhas palavras penduradas no ar e simplesmente caminho em direção a ela como se ela fosse o meu sol me chamando. Eu a absorvo por inteiro enquanto ela está me olhando apreensiva e beijo seu cabelo. Tudo que consigo murmurar é: - Anastasia. Você esta de tirar o fôlego. – ela cora ao elogio na frente da nossa equipe de segurança. - Gostaria de uma taça de champagne antes de irmos? – pergunto. - Por favor, - ela murmura ansiosa. Aceno pra Taylor, que já sabe do que eles estão responsáveis de executar, e ele entende e leva os outros homens com ele e deixa a mim e Anastasia sozinhos. Eu ando até a geladeira e tiro uma garrafa de champagne. - Esta é a equipe de segurança? – Anastasia pergunta meio interessada, meio atordoada. - Guarda-costas. Eles estão sob o comando de Taylor. Ele também é treinado nisso, - digo entregando uma taça de champagne. - Ele é muito versátil, - ela observa. - Sim, ele é, - sorrio. Não consigo ignorar o quanto ela está deslumbrante, e linda de morrer. Se não fossemos sair daqui a pouco eu a tomaria em minha sala, iria fodê-la de todo jeito até o próximo Domingo! (SETE TONS DE DOMINGO) - Como está se sentindo? – pergunto lembrando das bolas dentro dela com meus pensamentos errantes e com olhos quentes.

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II - Bem, obrigada, - ela diz sorrindo docemente, completamente ignorando o meu significado. Conheço o jogo que ela está fazendo, e sua reação me faz rir. - Aqui, você irá precisar disso, - digo entregando a ela uma bolsa de veludo contendo uma máscara. – Abra, - digo enquanto tomo um gole do meu champanhe. Ela é cativada com o mistério e olha pra cima, pra mim e alcança a bolsa puxando uma máscara prateada com penas azul-cobalto e uma pluma no topo. Ela está fascinada com a máscara em sua mão. - É um baile de máscaras, - Digo indiferente. - Entendi, - ela diz olhando para a filigrana costurada ao redor dos olhos. - Isto vai mostrar seus lindos olhos, Anastasia, - digo. Ela sorri pra mim timidamente. - Você vai usar uma? – ela pergunta. - Claro. Elas são libertadoras de certa maneira, - digo levantando uma sobrancelha. Então lembro que eu queria mostrar a biblioteca pra ela, sabendo o quanto ela gosta de ler. - Venha. Quero te mostra uma coisa, - digo estendendo minha mão pra ela e a conduzo para o corredor e para a porta ao lado das escadas. Quando abro a porta da biblioteca ela olha tudo em volta animada. A biblioteca tem mais ou menos o tamanho do meu quarto de jogos, e cada parede é preenchida com livros do chão ao teto. No centro da sala tem uma mesa grande de sinuca que é iluminada por um longo abajur Tiffany triangular. Anastasia está tão animada, ela se vira pra mim e diz em espanto: - Você tem uma biblioteca! - Sim, Elliot chama de sala das bolas. O apartamento é bem espaçoso. Dei-me conta hoje quando você mencionou explorar que eu nunca fiz um tuor com você. Não temos tempo pra isso agora, mas pensei que pelo menos mostrar essa sala pra você e, quem sabe, desafiá-la para um jogo de sinuca em um futuro não tão distante. Ela sorri pra mim. - Manda ver. - O que? – pergunto divertido. Ela acha que vau ganhar? - Nada, - ela responde rapidamente. Ah ela tá escondendo alguma coisa. Estreito os olhos pra ela.

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II - Bem, talvez o Doutor Flynn possa descobrir seus segredos. Você vai encontrá-lo esta noite, revelo. - O charlatão caro? – ela pergunta surpresa. - Ele mesmo. Ele está morrendo de vontade de conhecer você. - Venha, não temos tempo. Temos que ir, - digo. Anastasia e eu vamos no mesmo SUV com Taylor e Sawyer. Sentamos atrás, conforme eu seguro a mão de Anastasia na minha. Gentilmente eu deslizo meu polegar pelos nós dos seus dedos distraidamente. Então, me dou conta que ela está se contorcendo em seu assento, mordendo o lábio, mal conseguindo se conter. Ela cruza as pernas para parar o movimento das bolas prateadas dentro dela. - Onde você conseguiu o batom? – ela me pergunta tranquilamente. - Taylor, - Gesticulo pra ela sorrindo e Anastasia explode em uma gargalhada o que termina rápido porque as bolas dentro dela começam a se movimentar, e ela diz: -Ah…- com a sensação esmagadora, mordendo seu lábio tentando comprimir o desejo crescente dentro dela. Sorrio pra ela maliciosamente com olhos brilhantes. - Relaxe, - sussurro. – Se for demais… - digo minha voz diminuindo. Poderíamos cuidar disso quando chegarmos à casa dos meus pais. Gentilmente pego sua mão e beijo cada um de seus dedos suavemente e gentilmente chupo a ponta de seu dedo mendinho. Eu sei que ela esta apertando todos os lugares certos e a sensação nela esta crescendo. Ela fecha seus olhos pra desfrutar ou reprimir os sentimentos. Quando ela abre os olhos novamente, ela me encontra fitando ela de perto. Eu a quero, eu desejo ela, mas não há nada que eu possa fazer agora. Ela sorri pra mim me fazendo sorrir de volta pra ela. - Então o que podemos esperar desse evento? – ela pergunta. - Ah, as coisas de sempre, - digo. Sorrio amavelmente pra ela e beijo sua mão novamente. – Muita gente esbanjando dinheiro. Leilões, rifas, jantar, dança - a minha mãe sabe como dar uma festa, digo sorrindo pra ela. Quando chegamos à mansão dos Grey, há uma longa fila de carros caros seguindo até a entrada. Têm lanternas de papel rosa pálidas penduradas sobre a entrada. Ela olha para mim. - As mascaras, - sorrio. Visto uma máscara preta simples e Anastasia sua prateada. Ela esta uma visão incrível de se admirar, e eu odiaria ter os olhos de outros homens sobre ela aqui esta noite como ela esta incrivelmente deslumbrante. Taylor estaciona na entrada, e um manobrista abre minha porta. Sawyer salta e abre a porta de Anastasia. 169

II - Pronta? – pergunta. - Como eu nunca estou, - ela responde. - Você esta linda, Anastasia, - digo beijando sua mão. Um tapete verde escuro corre ao longo do gramado ao lado da casa conduzindo para o terreno na parte de trás. Mantenho um braço possessivo ao redor de Anastasia enquanto minha mão descansa em sua cintura, seguimos o tapete verde junto com a elite de Seattle. Têm dois fotógrafos que tiram fotos de cada convidado que entra em um cenário de um caramanchão de hera espalhado. - Sr. Grey! - um dos fotógrafos chama. Eu aceno em reconhecimento e puxo Anastasia pra perto de mim. - Dois fotógrafos? – ela pergunta. - Um é do Seattle times; o outro é para produzir um souvenir. Poderemos comprar uma cópia depois, - eu explico. Assim que fazemos nosso caminho pela fila, podemos ver garçons vestidos de branco segurando bandejas com taças transbordando com champanhe. Pego duas taças. Pego uma pra mim e uma pra minha garota. Ela pega a sua agradecida. Andamos até uma grande pérgola branca adornada com pequenas lanternas de papel. Abaixo de nós há uma pista de dança branca quadriculada cercada por uma cerca baixa com entradas por três lados. Em cada entrada há uma grande escultura de cisne esculpida em gelo. O ultimo lado da pérgola é ocupado por um quarteto de cordas. Eu a guio entre as esculturas de cisnes a pista de dança, junto com outros convidados. A propriedade dos meus pais fica na costa. Em direção à parte litoral da propriedade, existe uma grande tenda, com mesas e cadeiras organizadas formalmente. - Quantas pessoas virão? – ela pergunta. - Acho que por volta de trezentas. Você vai ter que perguntar á minha mãe. – digo sorrindo pra ela. - Christian! – escuto meu nome sendo chamado, e eu sei quem é antes que seus braços envolvam meu pescoço. É minha irmã Mia. Ela esta vestindo um elegante vestido longo rosa pálido de chiffon com uma máscara veneziana pra combinar. Mia então se vira para Anastasia e diz: - Ana! Ah, querida você esta deslumbrante, - dando um abraço rápido nela. -Você precisa conhecer minhas amigas. Nenhuma delas acredita que Christian finalmente tem uma namorada, - ela jorra. Anastasia lança pra mim um rápido olhar de pânico, e eu encolho os ombros sabendo que minha irmã é impossível, e ela vai leva-la pra longe. Mia guia Anastasia para um grupo de jovens 170

II mulheres. Mia as apresenta para ela. Estou parado em meu lugar até que eu possa clamar Anastasia de volta, mas junto com o grupo de mulheres que minha irmã esta apresentando a ela esta Lily que é uma completa megera. Com certeza ela irá perturbar Anastasia. Ando em direção a ela, e envolvo meus braços em suas costas. - Senhoritas, poderia clamar meu par de volta, por favor? – digo enquanto puxo-a pro meu lado. Todas as quatro coram e sorriem inquietas. - Encantada em conhecê-las, - Anastasia diz. Então ela se vira pra mim e gesticula, - Obrigada!, - quando tomamos uma distancia das mulheres. - Vi que Lily estava com a Mia. Ela é uma pessoa desagradável. - Ela gosta de você, - Anastasia observa me fazendo estremecer. - Bem, o sentimento não é reciproco. Venha deixe-me apresenta-la a algumas pessoas, - digo, e pela próxima meia hora, eu a levo para conhecer políticos, atores de Hollywood, CEOs e médicos. Mantenho-a ao meu lado. O ultimo CEO que eu apresento para Anastasia esta de papo ela. - Então você trabalha na SIP? – ele pergunta em sua meia mascara de urso. – Ouvi rumores de uma tomada hostil, - e Anastasia cora. - Só sou uma humilde assistente, Sr. Eccles. Eu não saberia dessas coisas, - ela responde inteligentemente. Não digo nada, mas sorrio para Eccles maliciosamente. - Senhoras e senhores! – anuncia o Mestre de cerimônias usando uma máscara de arlequim preta e branca. - Por favor, tomem seus lugares. O Jantar será servido. Pego a mão de Anastasia e seguimos a multidão para a grande tenda. Há três lustres enormes criando um Arco íris de cores brilhantes. Cada mesa esta forrada com uma toalha de linho branca, e no centro de cada mesa esta um arranjo com peônias rosa em torno de um candelabro prateado. Há uma cesta de guloseimas também. Depois de verificar a organização das mesas, a levo á uma mesa no centro. Mia e minha mãe já estão situadas, e conversam com um jovem que deve ser o par de Mia. Quando minha mãe nota nossa presença, ela se levanta para nos cumprimentar. Ela esta em um vestido verde menta e usa uma mascara veneziana. - Ana, que encantador ver você de novo! E você está tão linda também. - Mãe, - cumprimento a com rigidez e beijo as duas bochechas de minha mãe. - Ah, Christian, tão formal! – ela me repreende. 171

II - Venham, seus avós estão aqui, - ela diz e nos leva até eles em nossa mesa. Meus avós estão sempre exuberantes e jovens. - Vovó, vovô, posso lhes apresentar Anastasia Steele? Minha avó esta igual arroz de festa em cima de Anastasia. - Ah, finalmente ele encontrou alguém, que maravilha e tão bonita! Bem, eu espero que você faça dele um homem honesto, - ela jorra, deixando Anastasia envergonhada. - Mãe, não embarace Anastasia, - minha mãe diz. - Ignore essa velha pateta e tola, minha querida, - diz meu avô, Sr. Trevelyan. – Ela pensa que porque ela é velha ela tem o direito dado por Deus de dizer o que surgir em sua cabeça de lã. - Ana, este é meu par, Sean, - Mia apresenta seu par. Ele por sua vez dá um sorriso largo para Anastasia já tomado por ela o filho da puta! Especialmente quando ele esta acompanhando minha própria irmã. Eu só quero limpar fora esse sorriso de seu rosto quando seus olhos estão apreciando minha namorada. - Prazer em conhecer, Sean, - Anastasia diz. Eu aperto sua mão avaliando ele. Quando todos nós nos sentamos à mesa, ouvimos a voz do meu pai no sistema de som, e as conversas ao nosso redor cessam. Meu pai esta no pequeno palco vestindo uma máscara Punchinello dourada. - Bem vindos, senhoras e senhores, ao nosso baile de caridade anual. Eu Espero que vocês gostem do que planejamos para vocês esta noite e que cavem bem esses bolsos para apoiar o fantástico trabalho que nossa equipe faz com a ‘Superando Juntos’. Como vocês sabem esta é uma causa que esta muito próxima ao meu coração e ao da minha esposa. Ele é claro esta falando sobre mim. Eles começaram essa caridade alguns anos depois de me adotarem. Anastasia olha pra mim nervosamente sabendo o significado por trás da caridade, e sentindo seu olhar em mim eu olho pra ela e dou um genuíno sorriso. De certa forma é libertador que Anastasia saiba mais sobre mim. - Deixarei vocês agora com o nosso mestre de cerimônias. Por favor, sentem-se e aproveitem, - ele finaliza e faz seu caminho de volta á nossa mesa, ele nos cumprimenta, e ele beija as duas bochechas de Anastasia, e eu acho que o seu comportamento a pega de surpresa. Faz-me feliz que toda a minha família adore Anastasia. Não sou só eu. Ela é uma garota adorável. - Que bom vê-la novamente, Ana – ele murmura. - Senhoras e senhores, por favor, nomeiem um representante na mesa, - a voz do mestre de cerimônia estronda no sistema de som. 172

II Minha irmã Mia que sempre deseja estar no comando, uma característica da personalidade dos Grey, eu suponho, que ser o centro das atenções, esta é uma característica só da Mia. Ela grita: - Ohhhh eu, eu! - saltando para cima e para baixo em sua cadeira como uma criança. - No centro da mesa vocês irão encontrar um envelope. Cada um deve encontrar implorar, emprestar ou roubar uma nota no maior valor que conseguirem, escrever o nome nela, e coloca-la dentro do envelope. Representantes da mesa, por favor, guardem esses envelopes cuidadosamente. Vamos precisar deles depois, - ele anuncia. O rosto de Anastasia cai. Pego em minha carteira duas notas de cem dólares. - Aqui, - digo entregando a Anastasia uma das notas. - Vou pagar depois, - ela sussurra. Que porra é essa? Não quero que ela me pague! Isso é uma caridade para a qual eu a arrastei! Porque eu deveria fazê-la pagar por uma quantia desprezível como cem dólares? Estou ficando bravo, mas essa não é a hora nem o lugar para discutir isso; então mantenho minha boca fechada por enquanto. Nós dois assinamos nossos nomes nas notas, e entregamos o dinheiro para Mia. Anastasia analisa o cardápio da noite impresso em um cartão inscrito com letras prateadas.

Baile de Máscaras em auxílio da ‘Superando Juntos’ Menu Tartare de Salmão com Crème Fraîche e Pepino servido em Torrada de Brioche Alban Estate Roussanne 2006 Peito de Pato Assado à Moscou Purê de Girassol- Batateiro Cerejas Assadas com Tomilho de Foie Gras Châteauneuf-du-Pare Vielles Vignes 2006 Domaine de La Janasse Bolo Chiffon de Nozes e cobertura de Açúcar Cristalizado Figos em Calda, Zabaglione, Sorvete de Bordo Vin de Constance 2004 Klein Constantia

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II Seleção de Pães e Queijos locais Alban Estante Grenache 2006 Café e Petits Fours

******************************* Depois de analisar o cardápio, noto que Anastasia esta olhando o por do sol sobre Seattle e a Baía de Meydenbauer, depois que garçons puxam o toldo da tenda. As luzes da cidade estão brilhando como se estivessem pintando uma tela sobre a água com as cores do sol laranja, rosa e vermelho. Então dez garçons, cada um segurando um prato começam a servir em sincronia. Anastasia olha a comida em seu prato. - Com fome? – me inclino e sussurro em seu ouvido como uma caricia. Ela treme sabendo o meu significado. - Muita, - ela sussurra de volta encontrando meu olhar com a luxúria reservada apenas para mim fazendo meus lábios se separarem com desejo, enquanto eu inalo. Não quero ter uma ereção com trezentas pessoas em volta de mim. Mas, temos que fazer algo sobre isso mais tarde essa noite, caso contrario vou derreter aqui. Enquanto Anastasia esta envolvida em conversar com meus avós e Mia, eu falo com Sean, o par de Mia sobre a tecnologia de corda, particularmente em telefones celulares, embora esteja tentando aplicar a tecnologia em outros dispositivos que exigem eletricidade ou baterias. Meu objetivo é ser capaz de prover tecnologia aos cantos mais remotos do mundo. Minha empresa esta usando o principio de Schumacher Pequeno é Bonito. Schumacher, além de economista também era escritor. Na maioria das empresas as pessoas de fato acreditam em frases como ‘Grande é melhor’. Mas quando ocorreu a crise de energia de 73, e coincidentemente era a época que a globalização estava surgindo, Schumacher publicou uma critica á economia Ocidental chamada Pequeno é Bonito: Economia como se as pessoas se importassem. O livro é dividido em quatro partes: O Mundo Moderno, Recursos, O Terceiro Mundo e Organização e Participação. Ele se concentrou no desenvolvimento sustentável por causa de suas melhorias relativamente pequenas, transferência de tecnologia para países do Terceiro Mundo. Há uma série de coisas lá que foram marcantes para mim e se destacou no livro, mas algumas têm sido mais memoráveis: “O homem é pequeno e, portanto, o pequeno é belo.” “A sabedoria demanda uma nova orientação da ciência e da tecnologia para o orgânico, o gentil, o não violento, o elegante e bonito.”

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II “A coisa mais impressionante sobre a indústria moderna é que ela exige tanto e realiza tão pouco. A indústria moderna parece ser ineficiente em um grau que ultrapassa os próprios poderes ordinários da imaginação. Sua ineficiência, portanto, permanece despercebida.” Eu poderia seguir falando disso pra sempre o que é obviamente uma das minhas paixões e eu tenho usado esses princípios em meus próprios empreendimentos. Vejo Anastasia me observando em atenção como se ela nunca tivesse me conhecido antes quando eu estou falando sobre coisas que são minha paixão: outra que não seja fazer sexo picante e úmido com ela fazendo a gozar de mil maneiras diferentes, voar e velejar. Ela tem essa atenção e reverencia em seu olhar por mim; o que incidentalmente abastece minha paixão numero um: sexo picante e úmido com Anastasia. Há um fluxo constante de pessoas que visitam nossa mesa tentando se fazer meus conhecidos. Eu aperto mãos e troco gentilezas com um numero de pessoas do decorrer da noite. Há alguns que Anastasia deve conhecer, alguns eu me sinto seguro, e alguns, eu não sonharia em apresentar a minha namorada quente. Quando o MC pede pelo nosso envelope, minha mãe puxa a nota de cem dólares vencedora. É a do Sean e ele ganha uma cesta embrulhada em papel de seda. Anastasia esta aplaudindo, mas seu coração não esta nisto. Ela está se remexendo ao meu lado, e já deu, porque eu tenho tentado suprimir uma ereção a noite toda. - Se você me der licença, - ela murmura pra mim, e eu a olho intensamente. - Você precisa ir ao toalete? – pergunto. Ela assente. - Vou mostrar a você, - digo sombrio. Preciso de alivio tanto quanto ela. Quando eu levanto pra ir com ela, os outros homens da mesa também levantam. - Não, Christian! Você não vai levar a Ana! Eu vou, - badala minha inconveniente irmã. Antes que eu possa protestar, ela esta de pé, agarrando a mão de Anastasia. Minha mandíbula tenciona. Vou entrar em combustão com todas essas pessoas em volta de mim! O que diabos ela esta fazendo levando minha namorada? Às vezes minha irmã é uma grande maldita irritante! Anastasia encolhe os ombros em pedidos de desculpas pra mim. Eu sento rapidamente pra não chamar atenção pra minha ereção, resignado. Mais tarde essa noite então. Anastasia retorna pouco tempo depois, parecendo um pouco aliviada, mas ainda quente e incomodada. Ela olha pra mim e toma seu lugar ao meu lado. Eu sorrio pra minha mulher. Eu aperto sua mão, e nós dois ouvimos o meu pai falar sobre a ‘Superando Juntos’. Passo para Anastasia um cartão com a lista dos prêmios do leilão. Há uma série de prêmios doados por alguns clientes ricos. Há um de Elena “Um vale para duas pessoas no Esclava, no Centro Braebur.” Doei uma estadia de fim de semana em minha casa em Aspen, Colorado. Depois de Anastasia olhar a lista, ela pisca para mim.

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II - Você é dono de uma propriedade em Aspen? – ela pergunta acusatória. Como o leilão está em andamento, ela mantem a voz baixa. Eu assinto pra ela, mas estou irritado com seu tom. Por que ela esta me acusando por ter uma propriedade no Colorado? Quando isso virou crime? Coloco um dedo nos lábios pra pedir pra ela ficar quieta. - Você tem propriedades em mais algum lugar? – ela sussurra. Droga! Ela não vai deixar passar. Aceno, mas dou um olhar de alerta pra ela. – Te conto depois, - digo calmamente. – Queria ir com você. – acrescento ainda cheio de tensão sexual reprimida. Com ela estando com raiva das coisas mais estranhas, não facilita as coisas: às vezes eu não sei que caminho seguir com ela. Ela fica brava com coisas que outras pessoas nem notariam. Anastasia esta olhando ao redor procurando alguém. Quando os lances entram em minha casa em Aspen, os lances alcançam vinte mil dólares. - Dou-lhe uma, dou-lhe duas, - o MC chama e de repente a voz de Anastasia soa alta sobre a multidão. - Vinte e quarto mil dólares! Eu puxo uma ingestão aguda de ar com fúria rolando por cima de mim em ondas! Que porra ela esta fazendo doando todo o dinheiro que eu tinha dado pra ela pelo carro! Porra! Eu não posso bater nela! Droga! O que eu faço? Como vou puni-la? Quero coloca-la em meus joelhos e bater toda merda fora dela agora mesmo! - Vinte e quarto mil dólares, para a adorável senhorita de prata, dou-lhe uma, dou-lhe duas… Vendido! Aplaudo para beneficio de todos usando meu sorriso publico. Mas, Anastasia baby, eu vou pegar o que me deve quer você tenha intenção de me pagar ou não! Inclino-me sobre seu ouvido com um largo sorriso falso pelo meu rosto. Beijo sua bochecha e me movo pra perto de sua orelha e sussurrando em uma voz fria e controlada, com todos os meus 50 tons de volta: - Eu não sei se caio aos seus pés em adoração ou bato a merda fora de você. – Eu digo a minha mulher que me exaspera além da crença, irrita-me, fode a minha mente de maneiras que eu nem imaginava serem possíveis, e vai de igual para igual comigo; isso são todas as coisas que eu odeio e amo sobre ela! - Fico com a segunda opção, por favor, - ela sussurra freneticamente. Meus lábios se separam e eu inalo profundamente. Merda Anastasia! Não aqui! Não me faça gozar somente com suas palavras picantes. Tudo bem, dois podem jogar esse jogo. - Sofrendo, não é? Bem vamos ter que ver o que podemos fazer sobre isso, - murmuro enquanto corro meus dedos por sua mandíbula, o mais simples toque, mas eu sei que ressoa em seu sexo, e sabendo que ela não será capaz de sentar-se parada, e já pré-aquecida, ela quer pular em meus

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II ossos, como ela já esta olhando pra mim com fome voraz. Hora do troco baby! Vou fode-la mais tarde, mas agora você vai queimar em desejo.

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II Capítulo VIII Anastasia muda em sua cadeira desconfortável. Ela cruza as pernas, mas não consegue encontrar uma zona de conforto, então começa a balançar as pernas em um gesto nervoso. Eu toco em sua perna pra para-la. - Eu não acho que vá aliviar sua... Necessidade baby, - digo em um sussurro. Ela para. Envolvo meu braço em volta de seu ombro, e começo a acariciar suas costas ritmicamente. Serei implacável e fazer esse castigo durar o máximo possível. Agora mesmo meu toque esta ressoando em todas as partes certas de seu delicioso corpo, e eu posso sentir isso pelo jeito que seu corpo esta atento em mim. Com minha mão livre eu seguro a dela e trago até meus lábios, beijando, e eu observo outro arrepio seguir pelo seu corpo. A reação dela brilha em meus olhos, então lentamente eu abaixo sua mão e deixo descansar em meu colo. Guio sua mão furtivamente e facilmente por cima da minha perna, e finalmente deixo sua mão descansar em minha ereção. Que os jogos comecem! Quando a mão de Anastasia toca minha significativa ereção ela arfa e nervosamente vira seus olhos pra mim, e olha ao redor em pânico. Todo mundo esta prestando atenção somente no palco. Mas, pra minha surpresa ela vira o jogo contra mim. Ouço-a lentamente acalmar sua respiração e tomar algumas respirações rasas para acalmar os nervos. Ela lentamente começa a acariciar minha ereção, seus dedos tentando segurar ao redor dela pelas minhas calças pretas, sentindo cada relevo, cada veia pulsantes. Mantenho minha mão sobre a dela encobrindo, escondendo as ministrações de seus dedos. Enquanto eu aproveito seu toque, e mergulho nesse prazer exibicionista, meu polegar delicadamente escorrega por sua nuca. Sinto o prazer crescendo, e abro a boca para deixar um suave suspiro sair para aliviar, controlar e prolongar a sensação. É isso! Mas eu não consigo segurar por muito tempo! Minha excitação é demais; tenho que toma-la agora. Preciso acalmar essa tempestade dentro de mim sem explodir. Não estou prestando o mínimo de atenção ao leilão que esta acontecendo diante de nós, e eu acho que uma semana na casa dos meus pais no Lago Adriana em Montana foi leiloado por cento e dez mil dólares. Enquanto o salão esta aplaudindo em excitação, me viro pra Anastasia e falo pra ela por sobre os aplausos altos, - Pronta? - Sim, - formam seus lábios. Do nada, minha sempre vibrante irmã vem espalhafatosa nos chamando: - Ana, esta na hora! Você pode ter certeza que esta na hora! Mas não pra você! - Hora de que? – Anastasia pergunta quase choramingando.

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II - O Leilão da Primeira Dança. Vamos! – ela segura a mão de Anastasia para leva-la embora. Anastasia olha de volta pra mim nervosamente, e eu estou abertamente fazendo cara feia para Mia, e ela não tem ideia, exceto de que ela está pronta para leiloar minha namorada, e ser leiloada. Minha adorável namorada que me fodeu mentalmente, doou seus vinte e quatro mil dólares, me deixou quente e incomodado, me deu uma ereção massiva finalmente ri como uma colegial, e me lança um olhar de desculpas, me fazendo rir, só um pouco. - A primeiro dança será comigo, certo? E não será na pista de dança. - me inclino e murmuro lascivamente em seu ouvido. Ela toma uma ingestão aguda de ar e seu risinho diminui se transformando em um olhar desejoso. - Mal posso esperar por isso. – ela se inclina me dando um suave e casto beijo em meus lábios, fazendo todos ao redor parar e olhar atônitos. Mas que inferno! Quantos deles pensavam que eu era gay? Suponho que eu tenho que beijar minha namorada mais vezes em publico, embora não seja minha cara. Ficaria muito ciumento mesmo se as pessoas tivessem só um vislumbre dela perdida em desejo. Dou a Anastasia um sorriso largo completamente ciente que todos sabem que ela é minha mulher! Estou exultante. - Vamos, Ana! - minha irmã puxa Anastasia e ela é levada ao palco onde doze jovens estão alinhadas. - Senhores, o destaque da noite! O momento qual todos esperavam! – exclama o MC no sistema de som. – Essas doces adoráveis senhoritas concordaram em leiloar suas primeiras danças para o lance mais alto! Meus olhos estão em Anastasia como um falcão. Ela parece aterrorizada. Ela acha que eu deixaria outra pessoa ganhar os lances? Os outros convidados nas mesas adjacentes estão murmurando sobre o quanto estonteante ela esta. - Agora, senhores se aproximem e dê uma boa olhada no que pode ser sua primeira dança. Doze graciosas e contempláveis moças, - ele diz. Os homens que irão participar do leilão se levantam e começam a caminhar pra área do palco. Também me levanto e me movo entre as mesas, ocasionalmente respondendo á alguns cumprimentos. Estamos todos a postos as mercadorias e os compradores. - Senhoras e senhores, - começa o MC. – Como tradição do baile de máscaras, devemos manter o mistério por trás das máscaras e nos ater apenas aos primeiros nomes. Para começar temos a adorável Jada, - ele diz. Jada, a filha de uma socialite dá um passo a frente rindo. Dois rapazes dão um passo à frente pra dar lances por ela. - Jada fala japonês fluente, é uma piloto de caça qualificada, e uma ginasta Olímpica... Hmm – diz o MC piscando. – Senhores qual será o lance? - Claro que ele esta enfeitando e falando um monte de merda, mas é um bom entretenimento e este dinheiro é pra caridade.

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II Os lances se elevam entre os dois candidatos e ela finalmente é vendida por dois mil dólares. - Vendida! Para o cavalheiro de mascara! – declara o MC. Risadas, gritinhos e aplausos e assobios estão crescendo ao redor. Meus olhos estão em Anastasia que esta tendo uma conversa acalorada com minha irmã em voz baixa no palco. Eu gostaria de saber quais segredos ela esta extraindo de Mia. É extremamente importante pra mim comprar essa primeira dança com ela; porque de uma forma estarei mostrando pra todos a quem ela pertence, o que faria por ela e até onde meu alcance pode se estender quando ela esta preocupada. A próxima jovem a ser leiloada é Mariah. Eu não sei quem ela é nem me importa. Estou esperando impacientemente pela vez de Anastasia. - Senhores, eu devo apresentar a vocês a maravilhosa Mariah. O que vamos fazer sobre Mariah? Ela é uma experiente toureira, toca violoncelo em concertos e ela é campeã em salto com vara... Que tal isso senhores? Por favor, qual é o lance para a primeira dança com a encantadora Mariah? Mariah deve ser uma ativista pelos direitos dos animais pelo olhar que ela esta dando ao MC depois de seu anunciado ‘toureira’. Ela parece que poderia lançar ele longe. - Três mil dólares! – grita um homem de cabelo loiro, barba e voz de barítono. Lentamente inspiro e expiro. Estou prestes a entrar em combustão com ela no palco, e esta levando toda a minha força de vontade não arrancar ela de lá e leva-la pra longe pra aliviar essa tensão. Também quero saber que segredos de família Mia esta transmitindo e falando para Anastasia animadamente dando a ela uma expressão chocada. Eu me estico para ouvir a conversa delas, mas o MC esta brincando com algo sobre a garota chamada Jill que esta sendo leiloada no sistema de som. Alguém paga quarto mil dólares e a garota dá gritinhos se deliciando, vendida! - E agora, permita- me apresentar a linda Ana, - diz o MC eu sou pura atenção, alerta com o que será dito da minha mulher. Sorrio pra ela, sabendo que ninguém pode me ultrapassar. Às vezes é tão bom ser eu. Minha irmã Mia meio que empurra minha desnorteada Anastasia sobre palco. - A linda Ana toca seis instrumentos musicais, fala mandarim fluente, e é afiada no yoga… bem senhores… - diz o MC e eu só quero que ele pare de falar sobre minha mulher. - Dez mil dólares! – grito minha voz ressoante. Quero que isso acabe logo. - Quinze mil, - outra voz masculina contrapõe meu lance da minha direita. É melhor não ser outro admirador. Mas eu reconheço a voz. Ele esta morrendo de vontade de conhecer Anastasia há muito tempo. Achei que ele faria esta tentativa. Isso pode ser interessante; posso deixar isso correr um pouco, e dar as pessoas o entretenimento que elas estão desejando. Viro-me olhando pro meu valioso oponente, e coço meu queixo como se eu estivesse contemplando. Ele tem um sorriso irônico em seus lábios esperando minha resposta. Ele acena educadamente pra mim em cumprimento. 180

II - Bem, senhores! Temos altos lances na casa esta noite – diz o MC como se ele tivesse o orgasmo dos leiloeiros. Os convidados na mesa começam a balbuciar, suas atenções despertadas. - Vinte mil, - eu contraponho, confiante e calmamente, e as conversas cessam quase imediatamente quando eu subo a quantia rapidamente. Ele anda pra mais perto do palco como se ele fosse clamar seu prêmio e me desafiar a ir mais longe. Mas, eu sei o que esta por trás de sua atitude. Ele quer ver minha reação em primeira mão. Ver quão longe eu iria. - Vinte e cinco mil, - ele diz ao MC e pra multidão, olhando pra mim para que eu contraponha. Eu o encaro impassível completamente divertido. Isso é apenas como uma de nossas sessões. - Cem mil dólares, - digo em uma voz clara acima de qualquer uma e ressoando pela tenda. - Mas que merda? – ouço o audível e involuntário protesto de Lily. Cem mil não é nada Lily! O que eu faria o que eu pagaria pra tê-la só pra mim. Ela é só minha. John Flynn finalmente levanta as mãos em derrota, rido e finalmente confirmando algo que tem sido enfatizado o tempo todo. Tenho certeza que ele ira discutir isso comigo durante nossa próxima sessão. Rio pra ele triunfante. Minha irmã esta quicando como uma menina de seis anos. - Cem mil dólares pela adorável Ana! Dou-lhe uma... dou-lhe duas... – diz o MC encarando o Dr. Flynn que balança a cabeça em um falso lamento e se curva gentilmente como o cavalheiro inglês que é. - Vendida! – MC grita e recebemos o maior aplauso que o leilão já viu. Dou um passo à frente e pego a mão de Anastasia e a ajudo descer do palco. Sou o vencedor e eu viso clamar meu prêmio. Eu beijo as costas de sua mão e antes de aconchegar sua mão na dobra do meu braço, eu a guio pra fora da tenda. - Quem era aquele? – Anastasia pergunta curiosa. - Alguém que você pode conhecer depois, - digo olhando pra ela. – Agora eu quero te mostrar uma coisa. Temos cerca de trinta minutos até o Leilão da Primeira Dança acabar. Então temos que estar de volta na pista de dança e então eu poderei usufruir da dança que eu paguei. - Uma dança bem cara, - ela murmura em desaprovação. Mas baby, eu não deixaria ninguém mais ganhar aquele lance não importa quanto custasse. - Baby, dançar com você é só uma deixa pra dança que eu realmente quero fazer. Você acha que eu deixaria outra pessoa ganhar o lance? – digo. Ela me olha chocada. - Estou bem certo que valerá cada centavo, - sorrio pra ela maliciosamente sabendo que estou prestes a receber o pagamento do lance que ela havia feito.

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II Seguimos pelo gramado, e vemos que a banda esta se preparando para a dança que irá começar em breve. Levo-a para os fundos da casa dos meus pais, abrindo as portas francesas, a levo pela sala de estar que agora esta vazia. Andamos pelo hall e eu a levo pela escadaria com balaustrada de madeira. Pego sua mão do meu braço e a seguro na minha levando ela até o terceiro andar onde fica meu antigo quarto. Abrindo a porta branca do meu antigo quarto, eu a levo pra dentro. - Este é meu quarto – digo calmamente com algumas emoções fazendo seu caminho de volta até minha garganta. Eu nunca tive o que as pessoas chamam de adolescência normal. Na verdade, nada que eu fiz nunca foi normal. Acho que eu pulei toda essa parte, e estranhamente eu tenho essa excitação esmagadora de um adolescente que trás uma garota pela primeira vez ao seu quarto, na casa dos seus pais. Paro na porta e ela olha em volta curiosidade, trance a porta atrás de mim. Anastasia esta observando tudo como uma garota que foi convidada para ir ao quarto do namorado. Meus pais mantiveram o quarto do jeito que eu deixei; com as mesmas paredes brancas e os mesmos móveis. Minha cama de casal ainda esta aqui com as minhas cobertas antigas. Ela olha as prateleiras com meus livros velhos e meus troféus de kicki boxing. Então ela vira o olhar para os pôsteres dos meus filmes preferidos, um deles era de Giuseppe DeNatale. Ele também é chamado Giuseppe ‘Padrinho’ DeNatale, é um campeão peso pesado Muay Thai Kick boxing italiano-canadense. Quando o cara entrava no ringue, eles costumavam colocar essa música dos Sopranos ameaçadora na abertura, ‘Woke up this morning’ (acordei essa manhã), e pensavam que arrebentaria o sistema de com misturado com os rugidos dos seus fãs na multidão. Também tenho um pôster de Lee Hasdell que é Inglês. Ele é um profissional em artes marciais mistas, e Kickboxing. Ele teve 44 vitorias no Kickboxing e 29 delas foram por nocaute! Em Kickboxing, é difícil nocautear alguém quando são todos atletas profissionais que são iguais em seus talentos. Anastasia olha meu mural cheio de fotos e canhotos de ingressos acima da mesa, então seu olhar volta a descansar em mim; e nesse momento estou dominado pelas emoções por tê-la aqui. Pra todos os efeitos e propósitos ela é minha primeira namorada, e é outra primeira vez pra mim. - Eu nunca trouxe uma garota aqui, - murmuro. - Nunca? – ela pergunta em um sussurro. Balanço a cabeça em resposta. - Bem, Sr. Grey, seu senso de oportunidade é propicio, - ela diz sorrindo. - O que eu posso dizer? A terceira vez é o charme, - digo lembrando as interrupções da minha irmã, dando a Anastasia um sorriso lascivo. Seu peito esta subindo e descendo em uma sucessão rápida com excitação esmagadora, me sentindo toma-la, deseja-la, querendo ela. Eu passeio lentamente até ela, desejoso. - Não temos muito tempo Anastasia, e do jeito que estou me sentindo agora, não vamos precisar de muito. Vire-se. Deixe- me tirar esse vestido de você, - ordeno. Ela se vira em direção à porta, pronta pra facilitar a tirada de seu vestido. Inclino-me e sussurro em seu ouvido suavemente. 182

II – Não tire a mascara, - e ela geme em resposta. Eu amo excita-la, e coloca-la em chamas. Meus dedos encontram o topo do vestido e deslizam por sua pele, sentindo ela, conectando com ela. Eu preciso daquela descarga de eletricidade que passa ente nós toda vez que nos tocamos. Minha mão escorrega pelo zíper, e com impaciência de um amante desprezado eu abro o zíper. Minha mão segura seu vestido e a ajudo a sair dele, então o penduro na cadeira junto a minha antiga mesa. Eu tiro meu terno e coloco por cima do vestido de Anastasia. Minha namorada fica em seu altíssimo Christian Louboutin, corpete e calcinha combinando com seu rosto coberto pela máscara prateada, apenas com seus lindos olhos azuis aparecendo. Estou apaixonado com a visão diante de mim. Ela me dá tesão, e me leva do zero ao sessenta em dois segundos! - Sabe Anastasia, - digo pra ela enquanto caminho em direção a ela, desamarrando minha gravata borboleta, - Eu fiquei tão bravo quando você deu o lance no leilão. Todo tipo de ideia correu pela minha cabeça. Eu tive que lembrar a mim mesmo que punição esta descartada. Mas então você se ofereceu, - digo olhando pra ela tentando decifrar o que ela esta pensando. - Por que você fez isso? – pergunto em um sussurro. Eu não quero seguir esse caminho se isso vai estragar nosso relacionamento. Eu quero entender ela então eu não cometerei o mesmo erro duas vezes. Anastasia concordando com algo nem sempre resulta em prazer como eu recentemente experimentei, então eu tenho que entender seus motivos. Ela olha pra mim em frustação sexual.

– Me ofereci? Eu não sei. Talvez frustração… talvez seja por causa da quantidade de álcool... Uma causa nobre, - ela dá de ombros. Eu ando ao redor dela, meu olhar nunca deixando ela. Sua cabeça segue meus movimentos predatórios. Paro diante dela enquanto minha boca esta pressionada em uma linha fina, e lentamente lambo meu lábio superior. Ela estremecendo respira involuntariamente enquanto desejo alcança um limite insuportável nela. - Eu prometi a mim mesmo que não bateria em você de novo mesmo que implorasse, - explico. - Por favor, - ela diz implorando. - Mas então eu me dei conta que provavelmente você esteja muito desconfortável nesse momento, e isso é algo a qual você não esta acostumada, - sorrio. Eu sei como atiça-la, como deixa-la quente, como apertar os botões certos para fazer que ela queira o que eu quero o que eu desejo... Voluntariamente. Existe esse lado escuro em cada um, apenas esperando pra ser aproveitado pela pessoa certa. Eu sou essa pessoa para Anastasia. Não importa o quanto ela me enerve, me leve de frio a furioso e louco em segundos, somos perfeitos um pro outro! - Sim. – ela ofega. - Então pode haver certa… medida. Se eu fizer isso, você tem que me prometer uma coisa. - digo.

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II - Qualquer coisa, - ela diz rapidamente. Quero que ela entenda claramente e use a palavra de segurança se ela não estiver gostando do que eu estou fazendo. - Você usará a palavra de segurança se precisar, e eu só vou fazer amor com você, tudo bem? – pergunto. - Sim, - ela diz já arquejando. Estou apreensivo, e eu tenho que confiar nela para usar a palavra de segurança quando ela precisar. Eu tenho que aprender a confiar nela, e do mesmo modo que esta será a chance pra ela ser comunicativa. Esta é nossa chance. Eu engulo nervosamente como se eu tivesse passando uma pedra pelo esôfago. Eu puxo o edredom da cama, agarrando um travesseiro e coloco ao meu lado para usa-lo em um minuto. Eu olho pra minha mulher, e de repente com todo o desejo transbordante eu puxo sua mão e ela cai atravessada em meu colo. Seu corpo esta sobre a cama, e o peito no travesseiro e sua cabeça para o lado. Senti falta disso. Eu quero saborear esse momento. Eu me inclino e varro seu cabelo sobre seu ombro e acaricio a pluma de penas em sua máscara. - Coloque as mãos atrás das costas, - murmuro. Ela obedece imediatamente em antecipação. Eu puxo minha gravata borboleta e amarro suas mãos nas costas. Mas apreensão cresce em mim de… novo, e inquietação sobe. Eu não quero que hoje seja o fim do nosso relacionamento. Não vale a pena perde-la por míseros vinte e quatro mil dólares que ela pagou pelo lance. Embora, esse nunca tenha sido o ponto. Eu quero que ela me escute, uma vez, como mudança. Aceite algo que eu faça por ela sem remorso. - Você realmente quer isso Anastasia? – pergunto. - Sim, - ela sussurra com desejo, e seu peito esta subindo e descendo pata acomodar seu coração vibrante. - Por quê? – pergunto suavemente acariciando sua bunda. Ela geme em resposta, frustrada. - Preciso de uma razão? – ela pede. - Não baby, você não precisa, - digo. – Só estou tentando entender você, - digo. Então eu não vou foder o que temos. Eu não quero interpretar errado seus sinais, como eu fiz antes. Eu já estava esperando pra fazer isso, e ela me deu seu consentimento. Acaricio sua bunda com minha palma e levanto-a e pouso novamente na junção de suas coxas, forte. Ela geme alto. Levanto novamente, excitação correndo pelo meu corpo, e eu pouso minha mão no mesmo ponto. Ela geme mais uma vez. - Dois, - murmuro. – Vamos até o doze. 184

II Acaricio seu traseiro novamente com minha mão cobrindo tudo; atinjo o seu já rosado traseiro ligeiramente na lateral. Crio um padrão circular espalhando as palmadas igualmente ao invés de bater em um só ponto. Bater em só ponto adorme a dor e não espalha a sensação. Lentamente desço sua calcinha pra baixo e finalmente a tiro. Seu traseiro agora esta na minha cor preferida já que esta sensível e o sangue subiu a superfície para acomodar a dor. Eu gentilmente trilho minha palma pelo seu traseiro suavemente e dou outra palmada. Seus gemidos se transformam em sensuais, necessitados com desejo sexual, alimentando minha excitação e paixão por ela. Acaricio seu traseiro com minha palma e dedos novamente, e pouso o golpe final na parte inferior da junção de suas coxas. - Doze, - murmuro em uma voz baixa e rouca. Desta vez acaricio e permito meu dedo trilhar por baixo até seu sexo e lentamente insiro dois dedos dentro dela, e movo em círculos, girando e girando nunca completando o prazer, mas acrescentando a ela desejo e vontade. Ela geme, querendo, desejando e procurando por alívio. Fico com pena dela, e dessa vez deixo meus dedos viajarem rápido e circular repetidamente, em movimentos implicáveis e a levo ao auge do ecstasy e ela goza, convulsionando, intensamente. - Isso mesmo, baby. – murmuro. Desamarro a gravata de seus pulsos uma vez que ela termina, mas não removo meus dedos de dentro dela. - Eu não terminei com você ainda, Anastasia, - digo. Desço seus joelhos até o chão enquanto ela esta inclinada sobre a cama. Eu pego uma camisinha do bolso da minha calça, abro o zíper, e rasgo o pacote, e revisto meu comprimento com ela. - Abra as pernas, - digo em uma voz rouca, e enquanto eu golpeio seu traseiro, levanto sua bunda deitando seu torso na cama, deslizo dentro dela. - Isso vai ser rápido, baby, - digo, porque eu estou transbordando por ela, e enquanto agarro seus quadris, eu bato contra ele. Ela grita involuntariamente com dor e prazer enquanto continuo a administração afiada de doces estocadas nela. Ela vem de encontro as minhas estocadas, empurrando. Ela esteve sofrendo por todo o leilão! Eu quero prolongar a sensação um pouco mais, mas suas ações são como o catalizador que meu corpo precisa e me fazem querer gozar rápido. - Ana, não, - eu gemo, tentando parar ela, mas ela continua empurrando contra mim. - Ana, merda! – eu silvo enquanto gozo gemendo e meu orgasmo faz Anastasia gozar em fortes espasmos, me ordenhando dentro dela. Finalmente nós dois desmoronamos cansados, e sem fôlego. Eu poderia passar o resto da noite aqui com Anastasia enrolada em meus braços, estou dentro dela, mas, eu paguei por uma dança cara, e eu pretendo receber isso. Eu beijo suas costas e murmuro. - Acredito que você me deve uma dança Srta. Steele.

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II - Hmm, - ela murmura em resposta. Sento em meus calcanhares e puxo Anastasia pra fora da cama em meu colo. - Não temos muito tempo. Vamos, - digo beijando seu cabelo fazendo ela se levantar. Ela resmunga, mas obedece, recolhendo sua calcinha do chão e colocando de volta enquanto me limpo. Então ela anda até a cadeira pra apanhar seu vestido enquanto amarro minha gravata. Ela veste seu vestido de novo em minha mesa, e seu olhar desvia para o meu mural. Ela olha as fotos que foram tiradas em vários lugares ao redor do mundo com minha família. Então ela nota a pequena foto de passaporte da prostituta do crack. Merda! - Quem é esta? – ela pergunta curiosa. - Ninguém importante, - murmuro. Somente a primeira mulher que me ajudou a me tornar majestosamente fodido pela vida por não ter me protegido e partido cedo. Sim, ela não e ninguém importante. Eu a superei. Coloco meu terno, e quero distrair Anastasia pra longe da prostituta do crack. - Posso fechar o vestido? - Por favor. Então porque ela esta no seu mural? – ela pergunta sem deixar pra lá. - Um descuido meu. Como esta minha gravata? – tento outra vez distrair ela. Dessa vez funciona. - Agora esta perfeita. - Como você, - murmuro agarrando ela e beijando-a apaixonadamente. – Se sente melhor? - Muito, obrigada Sr. Grey. - O prazer foi todo meu, Srta. Steele, - respondo enquanto pego sua mão e fazemos nosso caminho de volta pra pista de dança. Mal chegamos à pista de dança enquanto os outros convidados estão se posicionando. Guio Anastasia á pista de dança. - E agora, senhoras e senhores, esta na hora da primeira dança Senhor e Sra. Grey, estão prontos? – pergunta o MC, e meu pai acena enquanto envolve seus braços em volta da minha mãe. - Senhoras e senhores do Leilão da Primeira Dança; vocês estão prontos? – pergunta o MC aos vencedores, e todos acenamos. - Então vamos começar. É com você Sam! Um jovem passeia até o palco e se vira pra banda estalando os dedos. A banda começa a tocar ‘I’ve Got You Under My Skin.’ (Tenho você sob a minha pele). Esta canção tem um significado especial para nós, porque eu dancei essa musica quando Frank estava cantando na minha grande sala. Eu sorrio pra minha garota, a pego em meus braços e nós começamos a deslizar pela pista de dança. 186

II - Eu amo essa música, - murmuro olhando pra ela. – Parece muito apropriada, - digo enquanto meu rosto toma uma expressão séria. Apenas há pouco tempo atrás pensei que havia perdido ela, e ela não só esta sob a minha pele, mas ela esta marcada em minha alma. - Você também esta sob a minha pele, - ela responde. – Ou estava lá em seu quarto. Tento esconder meu divertimento sem sucesso. – Srta. Steele, - eu a censuro, - Eu não tinha ideia que você pudesse ser tão vulgar. - Sr. Grey nem eu. Eu acho que são todas as minhas recentes experiências. Elas têm sido educativas. – ela responde. - Pra nós dois, - digo lembrando que eu também tive muitas lições sobre igualdade nas relações de parceria embora eu ainda gostasse de manter a participação majoritária nessa parceria. Ela é minha apesar de tudo, e ainda sou um maníaco por controle. Eu ainda tenho que ter controle. Eu tolero e satisfaço Anastasia, mas isso não deve ser confundido com desistir de controle. O meu é simplesmente me comprometer somente por Anastasia. Enquanto a canção termina, todos aplaudem, e o cantor se curva graciosamente. Uma voz masculina vem por trás me perguntando. – Posso interromper? Relutantemente concordo, mas ainda estou me divertindo com sua interrupção. Ele deve estar pra explodir agora por ter ouvido tanto sobre Anastasia, e querer conhece-la há tanto tempo e agora ele tem a oportunidade. - Sinta-se a vontade. Anastasia, este é John Flynn. John, Anastasia. Enquanto faço meu caminho para a lateral da pista de dança sorrindo, eu ouço Dr. Flynn em seu charmoso sotaque londrino: - Como vai Anastasia? – e ela devolve um boquiaberto – Oi, - pra ele. Vejo Dr. Flynn tentando conduzir a dança e rindo falando com Anastasia quando ela tem um rosto mais sério. Meu olhar esta nela observando como um falcão. O que Anastasia esta perguntando pra ele? Sabendo que ela não perderia uma oportunidade como essa pra cavar informação. Eu gostaria de saber que tipo de informação Dr. Flynn irá partilhar sobre mim. Tenho certeza que não seria voluntário, mas Anastasia tem essa habilidade astuta de arrancar informação de qualquer um. Merda! Ela esta questionando ele tudo bem! O que ela pode desencavar em três minutos? Do jeito que ela é poderia ser qualquer coisa. Me pego tamborilando o meu pé nervosamente, embora eu tente suprimir essa sensação desagradável. Continuo checando meu relógio. Três minutos e nove segundos nunca pareceram tão longos! Finalmente o cantor pronuncia o ultimo pedaço de ‘Sway with me’ (balance comigo), eu faço meu caminho para Anastasia e Dr. Flynn. Quando chego ao lado deles, John a libera. 187

II - Foi um prazer conhece-la Anastasia, - ele diz, sorrindo calorosamente pra ela. - John, - aceno pra ele. - Christian, - ele retorna meu gesto e desaparece na multidão. Puxo Anastasia em meus braços para a próxima música. O cantor da banda esta cantando ‘Save the Last Dance For Me’ (Guarde a ultima dança pra mim). - Ele é bem mais jovem do que eu esperava, - ela comenta. – E terrivelmente indiscreto, - ela murmura. O que? Inclino a cabeça para o lado tentando descobrir o que ele disse. – Indiscreto? – pergunto. - Ah sim, ele me contou tudo, - ela diz. Meu corpo fica tenso de repente. Se você é fodido com eu sou, existe muito pra ser divulgado. - Bem, neste caso, vou pegar sua mala. Tenho certeza que você não vai querer mais nada comigo, digo resignado. Ela para no meio da pista de dança, imóvel. – Ele não me disse nada! – ela diz em pânico. – Eu estava só te provocando! Eu pisco em alivio, exalando. Então eu a puxo em meus braços em um abraço apertado, meu coração batendo quase no volume da bateria da orquestra. - Então vamos aproveitar esta dança, - sorrio pra ela, e a giro, e finalmente levando-a em um mergulho baixo enquanto dançamos ‘Fly me To the Moon’ (Voe comigo pra lua). Uma vez que a dança acaba, todos paramos e aplaudimos uns aos outro. A próxima musica que começa é ‘Cheek to Cheek’. Viro-me para Anastasia e sorrio enquanto estendo a mão pra ela: - Podemos Ginger? - Claro Fred! – ela diz, enquanto ela vem rodando em meus braços fazendo nos rir. Assim que a musica acaba Anastasia se vira pra mim e diz: - Preciso ir ao banheiro Christian. - Para que? – pergunto sorrindo, e ela me dá seu olhar estreito de bronca. - Preciso fazer xixi, - ela sussurra, corando. Ah, esse tipo de necessidade. - Não vou demorar, - ela diz finalmente me dando um de seus sorrisos. Eu observo ela deixar a pista de dança e seguir em direção aos banheiros. Enquanto observo ela sair de vista, noto que Taylor e Sawyer seguem atrás dela discretamente. 188

II Por volta de quatro minutos depois que ela saiu, sinto meu telefone vibrar contra minha perna. Tiro e checo o identificador; é Taylor. - Problema? – respondo. - Isto pode ser senhor. Sra. Lincoln encurralou a Srta. Steele na mesa de jantar onde vocês dois estavam sentados quando a Srta. Steele foi pegar sua bolsa. - Merda! – sai da minha boca. A musica alta e as pessoas conversando abafam meu epitáfio; os outros convidados não prestam atenção em mim. - O que o senhor quer que façamos senhor? - Espere ai! Estou a caminho. Eu não quero uma cena. Apenas espere! – digo enquanto apressadamente faço meu caminho à área do jantar quase correndo. Corro por alguém que lança a mão dizendo: - Ah Sr. Grey! Meu nome é..., - mas ela não consegue terminar a frase. - Sim, depois, - digo antipático, e me movendo. Quando finalmente alcanço a entrada da tenda, Taylor esta parado junto com Sawyer, seus olhos fixos em Elena e Anastasia, e eu estou completamente agitado e preocupado com o resultado desse encontro. - Ai esta você, - resmungo para Anastasia enquanto ela caminha pra fora da tenda, raiva escoando pelos poros. Então meu olhar se move para Elena, me fazendo franzir a testa. Anastasia apenas avança por mim; sua boca esta fechada em uma linha dura e por uma mudança ela não diz nada. - Ana, - eu chamo atrás dela. Ela para e eu dobro meus passos para alcança-la. - O que há de errado? – pergunto olhando pra ela com preocupação e temor. - Porque não pergunta pra sua ex? – ela chia com raiva. Não aqui baby! Respiro fundo e o gelo reveste meus olhos como se uma barreira protetora fosse erguida, e minha boca assume um toque irritado. - Estou perguntando a você, - digo suave, em uma voz muito controlada. Ela olha fixamente pra mim, mas eu mantenho minha postura. - Ela esta me ameaçando vir atrás de mim se eu magoa-lo novamente, provavelmente com um chicote, - ela rebate pra mim. Graças a Deus! Não é tão ruim quanto eu pensava. - Certamente a ironia disso não passou despercebida por você, - digo enquanto meus lábios se contraem em uma ligeira diversão. - Isso não é engraçado, Christian! – ela ladra.

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II - Não, você esta certa. Vou falar com ela, - digo serio, ainda divertido, tentando reprimir um sorriso. - Você não vai fazer isso, - ela diz furiosa, cruzando os braços como se fosse se fechar, uma reação defensiva. Pisco pra ela confuso. Por que ela esta tão brava? Isso não foi tão ruim. Elena só se expressou de um jeito que só Elena pode. - Olha, eu sei que você esta amarrado a ela financeiramente, perdoe o trocadilho, mas, - ela diz, se cortando. Ela balança a cabeça, como se ela estivesse falando com uma criança que não vai entender o que ela esta tentando transmitir. - Preciso ir ao banheiro. – ela apenas me olha, seus lábios em uma linha tensa. Eu suspiro, inclinando minha cabeça para um lado. Não quero que ela fique com raiva. Quero que tenhamos um tempo bom esta noite, e estávamos tendo até Elena puxar sua merda em Ana. - Por favor, não fique brava. Eu não sabia que ela estava aqui. Ela disse que não viria, - digo como se tentasse acalmar e aliviar um animal selvagem. Dou um passo em direção a ela com meu olhar nela, gentilmente levantando meus dedos até seus lábios; corro meu polegar ao longo de seu lábio inferior que esta fazendo beicinho. - Não deixe Elena arruinar nossa noite, por favor, Anastasia. Ela realmente é noticia velha. – digo tentando aliviar ela. Eu a puxo pra perto de mim, fechando meus olhos, roço seus lábios gentilmente com os meus fazendo-a suspirar. Quando quebramos o nosso beijo, eu pego seu cotovelo. - Vou acompanha-la até o toalete então você não será interrompida novamente, - digo guiando-a até os luxuosos banheiros temporários. - Vou esperar por você aqui baby, - murmuro. Observo ela entrar em um dos banheiros portáteis. Assim que ela tranca a porta, pego meu Blackberry e disco o numero de Elena. - Christian? – ela atende apreensiva. - Que merda você estava tentando puxar daqui? – eu silvo no telefone ameaçadoramente. - O que você quer dizer Christian? - Corte esta merda Elena. Você me disse que não viria a esse evento. Porque mudou de ideia? Pensei que tivéssemos concordado. - Christian você estava tão chateado sábado passado, e eu não consegui tirar isso da cabeça. Eu estava muito preocupada com você, que você pudesse fazer algo pra se ferir. E quando você a levou ao salão, eu sabia que você havia voltado com ela. Eu quis garantir que ela não iria magoa-lo novamente. - Não é seu trabalho nem seu lugar Elena!

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II - Não posso Christian. Ela estava ferindo você! - Ela não estava! Ela estava se protegendo! - As ações dela machucam você! Não poderia deixa-la repetir aquilo de novo. - Bem, deixe-a em paz! - Eu só estava pensando eu seu bem estar, Christian. Machuca-me saber que alguém por ai tem o potencial de prejudicar você irremediavelmente - Me ouça Elena! Este é o primeiro relacionamento normal que eu tive em minha vida, e eu não quero que você o comprometa por uma preocupação equivocada sobre mim. Deixe. Ela. Em. Paz. Eu falo sério Elena. - Eu sinto muito Christian! Realmente sinto! Eu não sabia que você tinha sentimentos tão fortes por ela. Sinto tanto por interferir. Se eu soubesse eu... Eu apenas não quero que este incidente destrua nossa amizade. Destruiu? – ela pergunta suplicante. - Não, é claro que não, - eu digo de cara feia, e quando eu olho pra cima eu vejo que Anastasia esta sobre mim. - Eu tenho que ir. Boa noite, - digo e desligo o celular. Ela sabe que eu estava falando com Elena. Ela inclina a cabeça pra um lado e pergunta, - Como esta a noticia velha? - Irritada, - respondo cínico. – Você quer dançar mais um pouco? Ou você gostaria de ir? – pergunto checando a hora. – Se você quiser ficar, os fogos de artificio começarão em cinco minutos, - digo a ela. - Sério? Eu amo fogo de artifícios, - ela responde excitada. - Vamos ficar e assistir então, - digo enquanto coloco meu braço ao redor dela possessivamente e puxo-a para junto do meu corpo. – Não deixe que ela fique entre agente, por favor, - imploro a ela. - Ela se importa com você, - murmura Anastasia. - Sim, e eu com ela... Mas apenas como amigo. - Acho que é mais que uma amizade pra ela, - Ana avalia. Eu meio que sei o que ela esta falando, e quando se teve um relacionamento como o que nós tivemos, existem certos vínculos, certas coisas que são forjadas quer sejam boas ou ruins. Mas é isso o que é. Eu não posso mudar isso.

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II - Anastasia, Elena e eu... Realmente é complicado. Temos uma historia compartilhada. Mas é só isso... Uma historia. Como eu te disse repetidas vezes, ela é uma boa amiga. Isso é tudo. Por favor, esqueça ela, - imploro beijando seu cabelo. Quando finalmente voltamos para a pista de dança, meu pai chama Ana. - Anastasia, gostaria de saber se me concederia a honra da próxima dança, - ele pede estendendo a mão pra ela. Anastasia aceita a mão estendida. Quando ‘Come Fly With me’, começa a tocar meu pai e Anastasia começam a dançar. Eu espero na lateral e começo a observar minha garota balançando em volta da pista de dança com meu pai. Ela realmente esta de tirar o fôlego especialmente com essa máscara. Eu a assisto e meu pai dançando, conversando e sorrindo em deleite fazendo meu coração derreter. Quando a canção chega ao fim, meu pai libera Anastasia, se curva diante dela em uma tentativa de cortesia. - Já chega de dançar com velhos, - digo provocando Anastasia. Meu pai ri. - Manera com o velho filho. Eu soube ter meus momentos, - ele diz piscando, e volta pra multidão. Viro-me pra Anastasia em reverencia e digo: - Acho que me pai gosta de você – enquanto meu olhar segue meu pai pela multidão. - O que há pra não gostar? – espreita Anastasia através da máscara batendo seus cílios provocantemente pra mim. - Muito bem colocado Srta. Steele, - digo e puxo-a pros meus braços novamente, fazendo nos nivelar contra o corpo um do outro. A banda começa a tocar ‘It Had To You’ (Tinha que ser você). -Dança comigo, - sussurro em tom sedutor. Dançar é quase como o sexo; seus movimentos, movimentos fluindo e vazando, mergulhando, corpos entrelaçados em sincronia, ritmo e claro a minha parte favorita- eu assumo a liderança. - Com prazer, Sr. Grey, - ela responde sorrindo. Mais uma vez eu varro ela pela pista de dança. Quando é meia noite, pego a mão de Anastasia e nós passeamos em direção à costa para assistir aos fogos de artificio na casa de barcos. O MC agora permite que os convidados removam as máscaras, então eles poderão ver melhor a exibição dos fogos de artificio. Taylor e Sawyer estão próximos agora porque os fogos de artificio estão prontos para estourar, e agora eles podem ver o rosto de cada individuo. Seus rostos estão vigilantes, escarniando, 192

II procurando por algum sinal de problema. Sinto um arrepio percorrer o corpo de Anastasia. Olho pra baixo pra ela perguntando: - Você esta bem baby? Esta com frio? - Estou bem, - ela murmura rapidamente. Seu olhar escanceia ao redor, e ela nota Reynolds e Ryan próximos atrás de nós. Ela esta preocupada. Quero que ela esqueça que a segurança esta por perto. Eles são homens capacitados, ela precisa se divertir e não se preocupar com nada. Coloco-a na minha frente longe dos olhares diretos da equipe de segurança. Os técnicos de pirotecnia estão todos vestidos de preto e quase prontos pra começar os fogos. Quando a música clássica começa e ressoa sobre o cais para acompanhar a queima de fogos, vemos dois foguetes voar no céu a explodir sobre a baía cintilando laranja e branco e moldando uma palmeira brilhante, cintilando sobre a água escura. Anastasia esta impressionada depois de vários outros foguetes serem lançados no ar e eles também apresentam uma maravilhosa exibição de cores e formatos, explodindo estrelas, formas de flores, e uma magnifica exibição de cores brilhantes. Os fogos são lançados e explodem no tempo da melodia da musica fazendo a exibição ainda mais espetacular. Eu ouço Anastasia perder o folego em admiração. A exibição dos fogos de artifícios surpreende Anastasia tanto que ela agora esta vestindo um sorriso que divide seu rosto, olhando pra cima com alegria pura. Mais uma vez chega o final, uma rajada de seis foguetes sobe em cima das águas escuras do lago explodindo em uma simultaneamente em uma gloriosa exibição de luzes. - Senhoras e senhores, - o MC chama enquanto os aplausos subsidiem. - Apenas uma nota a acrescentar ao fim dessa maravilhosa noite; a generosidade de vocês arrecadou um total de um milhão, oitocentos e cinquenta e três mil dólares! – Gritos e aplausos irrompem novamente da multidão, e uma frase é exibida ‘Obrigado de Cooperando Juntos’ em letras brilhantes sobre a água. - Ah, Christian… isso foi maravilhoso, - Anastasia sorri amplamente pra mim e não posso evitar me abaixar e beijar ela. - Hora de ir, - murmuro enquanto coloco um amplo sorriso no meu rosto, com desejo, mostrando a ela que eu quero brincar com ela depois que a noite acabar. Ela parece cansada, então é melhor eu leva-la pra casa se eu tenho alguma esperança de aproveitar ela esta noite. Olho pra cima pra Taylor que esta grudado perto de nós enquanto a multidão em volta esta se dispersando. Há apreensão em seus olhos; ele quer que fiquemos até que a multidão se dissolva. Taylor e eu temos desenvolvido esta habilidade de comunicação só com olhares. Taylor é um veterano de Guerra e ele passou por algumas merdas desagradáveis; invasão noturna, bombas, e ele não vê os fogos de artificio da mesma forma que nós fazemos. É perturbador pra ele. Todos carregam certa bagagem, e esta é uma parte da dele. 193

II - Fique comigo um instante. Taylor quer que esperemos enquanto a multidão dispersa, - digo. Anastasia parece surpresa. - Eu acho que esta exibição de fogos de artifícios provavelmente o envelheceu uns cem anos, - acrescento. - Ele não gosta de fogos de artificio? – olho pra baixo pra ela balançando a cabeça, mas não explico – não é o lugar para divulgar o tormento pessoal de Taylor e segredos; nem mesmo para Anastasia. Muitos soldados que estiveram na guerra, lidam com tipos similares de merda maior parte de suas vidas. - Então Aspen, - digo tentando distrair ela do assunto em questão. - Ah… - ela lembra. – Eu não paguei pelo lance, - ela diz arquejando. - Você pode enviar um cheque. Eu tenho o endereço - Você realmente ficou bravo, - ela nota corretamente. - Sim fiquei, - respondo honestamente. Ela sorri amplamente em resposta. – Eu culpo você e seus brinquedos. - Você estava bem entregue, Srta. Steele. Um das mais satisfatórias entregas se me lembro, respondo sorrindo lascivamente. – A propósito onde estão elas? - As bolas prateadas? Em minha carteira. - Gostaria de tê-las de volta, - digo olhando pra baixo pra ela sorrindo. – Elas são um dispositivo muito potente pra serem deixadas em suas mãos inocentes. - Preocupada que eu possa me entregar novamente, talvez com outra pessoa? – ela pergunta. Não me provoque com esta merda Anastasia! É melhor outra pessoa não lançar mão no que é meu! Um brilho perigoso nubla meus olhos. - Eu espero que isto não aconteça, - digo minha voz cacos de gelo. – Mas, não Ana. Eu quero todo o seu prazer. Pode me chamar de maníaco por controle, mas quando se trata da minha mulher, e como ela esta sentindo prazer, tem que ser eu fazendo-a sentir prazer, nem mesmo ela mesma. - Você não confia em mim? - Implicitamente. Agora, posso ter elas de volta? – digo estendendo minha mão. - Vou pensar nisso. 194

II Estreito os olhos pra ela, mas não faço nada. A música começa a voltar contra nós enquanto o DJ começa a tocar alguma música alta com uma batida legal para a nova geração. - Você quer dançar? – pergunto a Anastasia. - Realmente estou cansada, Christian. Eu gostaria de ir se tiver tudo bem, - ela diz seus olhos caindo. Olho para Taylor que assente; ele se sente que está seguro suficiente para partir, e fazemos nosso caminho em direção á casa. Tenho a mão de Anastasia na minha. Minha irmã Mia vem correndo. - Vocês não estão indo, estão? A musica de verdade apenas começou. Vamos lá Ana, - ela diz agarrando a mão dela puxando em direção á pista de dança. - Mia, - eu a corto com autoridade. – Anastasia esta cansada. Estamos indo pra casa. Além do mais temos um longo dia amanhã. – Anastasia olha pra mim surpresa, questionando. Minha irmã cai amuada em desapontamento, mas ela conhece meu tom de assunto encerrado. - Você deve aparecer uma hora dessas na semana que vem. Talvez possamos abalar o shopping? – ela pergunta a Anastasia. - Claro, Mia, - ela diz sorrindo docemente. Minha irmã beija Anastasia rapidamente, e me abraça como se não houvesse amanhã. As mãos de Mia continuam sobre a lapela do meu smoking, e eu olho pra minha irmã amorosamente. Seu toque não me incomoda, porque ela é a primeira pessoa que me fez feliz nessa casa. Eu a segurei quando bebe, e quando ela colocou suas mãos de bebe em mim procurando conforto, e amor nós nos conectamos, e seu toque nunca me incomodou, nunca. Ela é a única pessoa que eu sinto assim. - Gosto de ver você feliz assim, - ela diz pra mim em uma voz doce, e me beija na bochecha. - Tchau. Divirtam-se, - ela badala e salta como uma menininha de seis anos até suas amigas, uma delas é Lily que esta olhando para nós friamente, disparando facas com seu olhar. - Vamos nos despedir dos meus pais antes de irmos. Vamos, - digo guiando Anastasia até a casa que esta entre a multidão de convidados na casa. - Por favor, venha de novo, Anastasia, foi um prazer tê-la aqui, - minha mãe diz. Eles dois dão abraços nela e beijam sua bochecha. Anastasia parece oprimida e maravilhada com suas reações. Finalmente fazemos nosso caminho para a saída esperando nosso carro. Anastasia olha pra cima

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II pra mim enquanto esperamos. Eu não me lembro de estar feliz desse jeito em muito tempo. Na verdade, se eu fosse contar meus momentos mais felizes, todos incluiriam Anastasia. - Você esta aquecida o suficiente? – pergunto. - Sim obrigada, - ela responde se enroscando. - Eu realmente aproveitei essa noite Anastasia. Obrigado, - eu digo. E não foi por causa do evento de caridade, que por si só não seria divertido pra mim, mas foi porque ela estava aqui, e ela tornou o evento mais que memorável pra mim. - Eu também, algumas partes mais que outras, - ela diz rindo. É disso que estou falando. Eu nunca sei o que ela fará ou dirá e como ela irá elevar meu interesse, desejo e amor por ela. Seu não tivesse um controle excepcional, eu estaria andando por ai com ela com uma ereção. Sorrio e aceno, pra ela, mas percebendo que seu lábio inferior esta aprisionado pelos seus dentes novamente, minha testa vinca, - Não morda o lábio, - eu a advirto sombriamente. Ela sabe o que isso faz comigo. - O que você quer dizer com um grande dia amanhã? – ela pergunta mudando o tópico. - Dra. Greene virá examinar você. Além disso, tenho uma surpresa pra você. -Dra. Greene! – ela para, ansiosa. Ela esta preocupada? - Sim. - Por quê? - Porque eu odeio camisinhas, - digo calmamente. Eu meço sua reação. Seu corpo é meu tanto quanto é dela. Eu devo dizer como vamos classificar este problema. Claro que pelo mesmo motivo, meu corpo pertence a ela tanto quanto pertence a mim. Foi em uma canção de Solomon que agora se tornou minha preferida que diz ‘ Eu sou da minha amada e minha amada é minha. - É meu corpo, - ela resmunga. - É meu também, - sussurro em tom de propriedade. Ela olha pra mim, perto de mim, se virando, tentando se fundir. Ela é minha! Só minha! Ela é mais minha do que dela própria! Ela chega e eu vacilo um pouco, mas consigo me manter parado. Com Anastasia, eu não sei o que ela irá fazer. Mas lembrando a mim mesmo que meu corpo é dela também, eu me contenho. Ela agarra o canto da minha gravata borboleta, puxando, ela desenrola a gravata. Suas mãos lentamente alcançam o botão de cima que agora esta a mostra e gentilmente desabotoa.

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II - Você fica quente assim, - ela sussurra. Droga de mulher! Ela sabe como me deixar quente e como tomar controle sobre mim. Sorrio pra ela, mal sendo capaz de me conter. Eu não sei se posso chegar em casa sem toma-la. - Preciso leva-la pra casa. Venha, - digo. Enquanto nosso carro encosta, Sawyer chega e me entrega um envelope. - Senhor, um dos funcionários do Buffet entregou isso pra mim. Esta endereçada a Srta. Steele. Mas o rapaz que me deu isso não sabe quem entregou isso a ele. – franzo a testa e olho o envelope. Tem o nome de Anastasia escrito nele. Taylor abre a porta e deixa Anastasia entrar. Outro admirador da festa? Eu entro no carro, e entrego o envelope fechado. Taylor e Sawyer tomam seus lugares. Anastasia olha confusa. - Esta endereçada pra você. Um dos funcionários entregou isso pro Sawyer. Não há duvida que seja de outra pessoa com o coração laçado por você. – digo com desgosto. Não gosto disso de jeito nenhum. Não gosto de pessoas olhando o que me pertence, querendo pra elas. Anastasia encara o envelope fechado. Ela rasga e abre, lê na luz fraca dentro do carro. Seu rosto fica sem sangue, e raiva corre seu rosto. Ela se vira pra mim furiosa. - Você contou pra ela? – ela pergunta incrédula. - Contei o que? Pra quem? – pergunto confuso. - Que eu a chamo de Mrs. Robinson, - ela rebate pra mim. - É de Elena? – pergunto chocado. – Isto é ridículo, - resmungo exasperado. Que inferno ela esta tentando fazer aqui? Estou furioso, irritado e pronto pra quebrar a porra do pescoço de alguém. - Eu vou cuidar dela amanhã. Ou segunda, - resmungo minhas palavras gotejando veneno. Anastasia não diz mais nada, ela esconde a nota na bolsa, tira as bolas prateadas e me entrega. - Até a próxima vez, - ela murmura. Apesar do que acabou de acontecer, sua condescendência que eu deveria tomar conta do problema com Elena, e me dando sua oferta de paz na forma das bolas prateadas, me faz sorrir e gostar dela ainda mais. Enquanto o SUV corre pela cidade, Anastasia esta olhando pra fora da janela na escuridão da cidade. Muito pouco depois sua cabeça cai na janela e ela esta dormindo. Puxo sua cabeça pro meu colo não pretendendo deixar sua cabeça colidir com a janela por toda Seattle. Ela parece tão serena. Eu esfrego seu cabelo até chegarmos ao Escala. Uma vez que Taylor entra na garagem subterrânea e estaciona o mais próximo possível do elevador, eu acordo Anastasia. Ela parece muito cansada. 197

II - Precisa que eu te carregue? – pergunto gentilmente. Ela balança a cabeça em negativa. Sawyer pula fora do carro pra me deixar sair, e eu saio pra Anastasia sair. Enquanto nós três fazemos nosso cainho até o elevador, Taylor sai pra estacionar em uma das nossas vagas. Quando as portas do elevador se abrem, entramos. Anastasia se inclina contra mim, cansada; ela coloca a cabeça contra meu ombro. Sawyer esta parado em frente nós, e sendo novo, ele se mexe desconfortavelmente. Se fosse Taylor, ele perfeitamente fingiria que não estivesse ninguém aqui, e assumiria um comportamento completamente impassível. - Tem sido um longo dia, heim Anastasia? – pergunto. Ela acena em resposta muito cansada pra formar palavras. - Você não esta muito falante, - digo e ela responde com um aceno novamente me fazendo rir. - Venha. Vou coloca-la na cama, - digo e pego a mão dela enquanto saímos do elevador, mas Sawyer levanta sua mão nos parando no hall de entrada. Problema! Ele fala com seu radio que está preso em sua manga. - Faremos isso T, - ele diz, e se vira para nos encarar, mas se dirige a mim. - Sr. Grey, os pneus do Audi da Srta. Steele foram cortados e jogaram tinta nele todo, - ele diz calmamente. Porra! Raiva sobe em mim. Leila! Suspeitando que ela pudesse atingir Anastasia e sabendo que ela esta mirando ela me faz além de furioso. Isso agora é pessoal. Sangue drena do meu rosto. - Taylor esta preocupado que o meliante possa ter entrado no apartamento e possa ainda estar lá. Ele quer ter certeza, - Sawyer atesta simplesmente. - Certo, - eu falo em um sussurro dificilmente reconhecendo minha própria voz. – Quais são os planos de Taylor? - Ele esta subindo pelo elevador de serviço com Ryan e Reynolds. Eles farão uma varredura então nos darão um alerta de tudo limpo. Eu vou esperar com vocês senhor. - Obrigado, Sawyer, - digo enquanto aperto meu braço ao redor de Anastasia protetoramente. – Esse dia só fica melhor e melhor, - silvo amargamente enquanto acaricio o cabelo de Anastasia. Todas aa minhas exes do inferno estão se mostrando pra destruir meu relacionamento, sem contar o objeto da minha afeição. Foda-se isso! Estou com mais raiva a cada segundo. Por que estou esperando aqui como se eu estivesse me escondendo de Leila que costumava ser minha sub, pelo amor de Deus! Eu não tenho nada a temer de qualquer mulher que tenha estado em minha vida uma vez ou outra. Enquanto a raiva sobe em mim, eu tenho essa determinação de aço de ir e encontrar Leila se ela ainda estiver em meu apartamento.

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II - Ouça, não posso ficar aqui e esperar. Sawyer cuide da Srta. Steele. Não a deixe entrar até que você tenha permissão. Tenho certeza que Taylor esta exagerando. Ela não consegue entrar no apartamento, - digo e me viro pra entrar na minha maldita casa! - Não, Christian, você tem que ficar comigo, - Anastasia implora. Eu a libero. – Faça o que foi dito Anastasia. Espere aqui, - ordeno. Ela esta se movendo pra frente pra vir junto sendo desobediente, em seu ‘eu-faço-o-que-eu-bemquiser’ jeito. - Não! – digo firmemente pra ela parar onde está. – Sawyer? – me viro dando a ele o meu ‘melhorvocê-não-permitir-que-ela-entre-se-quiser-manter-seu-emprego’ olhar, me assegurando que ele não deixará ela entrar. As luzes suaves estão acesas no apartamento. Acendo as luzes em pleno vapor afastando todas as sombras dos cantos. O primeiro lugar que eu entro é na grande sala. Meu olhar varre em volta, e não vejo ninguém. Taylor, Ryan e Reynolds todos andam rápido com suas armas abaixadas, de costas um pro outro. O olhar de Taylor me varre de cima abaixo pra conferir se tenho algum ferimento. Jesus! Ele é cauteloso e super protetor as vezes. Quando ele me vê com raiva, mas de outra forma bem, ele faz um gesto com a mão dispensando seus dois colegas pra procurar em diversas partes do apartamento. - Sr. Grey, - ele diz em uma voz de repreensão. – Você tem que vir comigo senhor, - ele diz sabendo que não vou ser persuadido a ficar de lado. - Vamos checar meu quarto, e o Quarto de Jogos, Taylor, - digo em um tom sério. Taylor ainda é pura atenção, olhos correndo em cada canto como se um agressor invisível fosse pular de qualquer canto, sua arma ainda apontada. Ele fala em seu radio na sua manga em voz baixa, ladrando ordens. - Taylor você não tem que ter sua arma empunhada aqui! É só uma mulher perturbada, - digo olhando pra sua engatilhada e pronta pra atirar Walther P99 9 mm com um ponto de luz. - Senhor, ela tem uma permissão de arma, e eu tenho que assumir que ela já comprou uma arma. O fato que ela tenha vindo e deformado o veiculo da Srta. Steele tão abertamente, tão ferozmente mostra que ela esta instável, e sem medo, e irredutível. Meu trabalho é proteger você e a Srta. Steele lá, - ele diz apontando na direção do hall de entrada. – Por favor, me deixe fazer o meu trabalho! – eu assinto sabendo que ele esta certo.

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II Nós primeiros entramos no meu quarto. Taylor checa cada fresta no quarto, atrás das cortinas, garantindo que a porta da varanda esta trancada, no banheiro, até mesmo olhando em volta do teto como se ela estivesse agarrada em um canto como uma aranha ou morcego. Depois vamos ao Quarto de Jogos. Eu tenho a porta fechada o tempo todo, mas com Leila, que tem provado o quanto astuta ela é, eu não me surpreenderia se ela tivesse feito uma chave pra ela e guardado todos esses anos. Eu não mudei as fechaduras do Quarto de Jogos desde que ela esteve aqui. Taylor entra e varre em volta, em cada canto. Eu fico pra olhar alguma outra localização no quarto e Taylor move suas mãos para ir pra onde ele esta sem virar a cabeça. - Sr. Grey. Por favor, fique perto de mim. Preciso ser capaz de protegê-lo, e quanto mais perto ficar, mas fácil meu trabalho. – ele diz pacientemente. - Taylor! Não tem ninguém aqui! O quarto está vazio! – digo. - Sr. Grey. Deixe-me determinar isso por mim mesmo. Não sabemos se ela esta no quarto ou não até que eu varra cada canto, cada fresta, atrás de cada acessório daqui e isto não foi feito ainda. Eu vou liberar quando estiver tudo feito. Mas, você tem que permanecer perto de mim, ou permanecer com a Srta. Steele no Hall de entrada. Eu não posso prestar atenção no que eu tenho que fazer se eu estiver preocupado com sua segurança senhor. Você me nomeou como o chefe de sua segurança. Por favor, confie em meu julgamento... – ele diz, e marca um exasperado – senhor, no final. Ele escuta seu nome no seu fone de ouvido, e da uma resposta com irritação mão contida, - O que? Seus olhos dardam pra mim, então ele volta pra sua manga. - Sawyer! – ele ladra, e minha nível de atenção sobe sabendo que Anastasia esta com ele. Enquanto meus olhos perfuram Taylor, minha boca uma linha severa, eu quase me viro e vou até Anastasia. Taylor segura um dedo pra indicar um minuto. - A Srta. Steele não pode sair do hall até que eu te dê carta branca, - mal se contendo. Então ele se vira pra mim e diz, - A Srta. Steele esta insistindo em sair e procurar por você, senhor, - ele diz. Exasperação cresce em mim. – Ela permanece no hall com Sawyer até que você e sua equipe dê a carta branca. – eu ordeno. - Você ouviu isso Sawyer! Isto é uma ordem! – diz Taylor no rádio na manga. Eu aceno em aprovação. Eu sei que Taylor pode ficar mais conectado com a nossa segurança possivelmente com toda a merda que ele teve que lidar como um membro das Operações Especiais, que o resto de nós nunca experimentaríamos; mas nesse momento eu percebo que ele 200

II genuinamente se preocupa e sua seriedade com seu trabalho de proteger a mim e Anastasia. Com essa realização eu o deixo ter as rédeas até que ele nos dê um ‘ tudo limpo’, confiando em seu julgamento. Uma vez que checamos cada canto do Quarto de Jogos juntos, Taylor finalmente diz, - Tudo limpo. Continuamos checando a biblioteca, e outro quarto no mesmo andar. Não mais que quinze minutos depois, Ryan e Reynolds convergem com nós dois até a grande sala, e um ‘tudo limpo’ geral é declarado por Taylor. Dou um suspiro de alivio, mas a tensão não deixa os olhos de Taylor, ainda vigilante como se ele estivesse no território inimigo. Conhecendo Taylor, ele não irá dormir esta noite. Eu deixo minha equipe de segurança em pé e comparando anotações na grande sala e faço meu caminho de volta ao hall pra chegar a minha garota e coloca-la em meus braços. Alcanço a maçaneta e viro pra abrir. Sawyer gira como um pião, e aponta uma arma do coldre de seu ombro diretamente no meu rosto. Anastasia suspire com medo, seu rosto caído e completamente assustado com a reação de Sawyer.

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II Capítulo IX Eu faço uma carranca com a reação de Sawyer engatilhando sua arma para mim, mas fico feliz, em dar-lhe um "Tudo ok", quando entro no hall de entrada. Contrariado, Sawyer abaixa sua arma, e imediatamente permite-me entrar. - Taylor está exagerando, - digo para acalmar Anastasia enquanto ofereço a minha mão para ela. Anastasia olha chocada, assustada, preocupada e aflita. Seu olhar percorre meu corpo analisando tudo, notando meus botões da camisa abertos, tentando ter certeza de que estou ileso. Eu tento esconder a tensão no meu corpo, mas não consigo. Eu olho para a minha garota com aflição, preocupado com ela. - Está tudo bem querida. - Digo-lhe enquanto caminho em sua direção abrindo meus braços para tê-la em meu abraço protetor. Ela se envolve em meus braços, salva e segura. Depois de passar por esta última hora preocupante, me sinto envelhecido, temendo que algum dano, ainda que remotamente viesse a Anastasia. Eu queria protegê-la, mas também encontrar Leila para lhe oferecer a ajuda que ela precisa, e para remover o elemento do perigo que ela poderia causar. - Eu estava tão preocupada, Christian, - ela sussurra, finalmente sentindo-se segura em meus braços, a tensão deixando seu corpo, tentando sentir minha presença inalando meu cheiro, me abraçando. - Eu sei. Estamos todos nervosos. Sawyer nos deixa para conferir o resto da equipe de segurança. - Honestamente, as suas ex-namoradas estão se mostrando muito desafiadoras, Sr. Grey, - ela murmura e seu tom brincalhão me relaxa, despistando o susto que passamos. Eu estava tão preocupado que isso pudesse adicionar uma nova pressão sobre Anastasia depois do que Elena tinha feito no baile de caridade, eu só queria ter certeza que ela tinha superado. Eu percebi que tinha superado os temores de que ela me deixaria por encontrar minhas insuportáveis ex. - Sim. Elas estão. - Digo encontrando verdade no que ela está dizendo. Eu tenho que ter o controle da situação em ambos os casos. Depois de segurá-la e sentí-la aquecida em meus braços, finalmente me sinto seguro o suficiente para tê-la comigo, eu a solto de meus braços apenas para pegar sua mão na minha. Enquanto eu a levo para a sala de estar, eu explico detalhadamente o que Taylor e sua equipe de segurança está fazendo, - Taylor e sua equipe estão checando todos os quartos e armários. Eu não acho que ela esteja aqui. - Por que ela estaria aqui? - ela pergunta. Eu não sei responder a essa pergunta e eu não vejo nenhuma razão para que ela estivesse no meu apartamento. - Exatamente. - eu respondo.

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II - Ela poderia entrar? - Pergunta Anastasia. Temos um sistema de segurança de tecnologia de ponta no apartamento; Eu não tenho certeza se ela pode contornar isso. - Eu não vejo como. Mas Taylor é cauteloso às vezes. - Eu digo sabendo a total dedicação que Taylor tem por seu trabalho. - Você já procurou na sala de jogos? - Pergunta Anastasia em voz baixa. Eu sei o que ela está se referindo. Leila tinha sido uma participante do quarto de jogos; minha submissa. E claro, os pensamentos de Leila e eu viria espontaneamente para Anastasia, sabendo como ela é ciumenta. Eu franzo a testa, mas respondo sua pergunta: - Sim, ele está trancado, mas Taylor e eu checamos, - digo lembrando a reação exagerada de Taylor. Ela suspira estremecendo como se lavasse embora a ansiedade e o medo. Eu quero que ela relaxe e descontraia. - Você quer uma bebida ou alguma coisa? - Pergunto-lhe. - Não. - ela diz finalmente saindo do último pedacinho que a adrenalina lhe causou estresse; ela está completamente cansada e mal consegue ficar de pé. - Venha. Deixe-me colocá-la na cama. Você parece exausta. - eu digo como se ela fosse uma criança pequena. Eu seguro sua mão e a levo para o meu quarto. Ela pega sua bolsa, colocando na penteadeira e esvaziando seu conteúdo. Agarrando um pedaço de papel, ela me entrega. - Aqui. - Ela diz, - Eu não sei se você quer ler isso. Eu quero ignorá-lo. Eu olho o bilhete e o conteúdo me incomoda: “Talvez eu não tenha feito um julgamento correto a seu respeito. E você certamente formou uma ideia errada de mim. Ligue pra mim se tiver alguma dúvida que gostaria de esclarecer - poderíamos combinar um almoço. Christian não quer que eu fale com você, mas eu ficaria mais do que feliz em ajudar. Não me leve a mal, eu aprovo a relação de vocês, acredite em mim - Mas se você machucálo... Ele já se machucou o suficiente. Ligue para mim: (206) 279 6261

Mrs. Robinson”

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II Eu não quero analisá-lo na frente de Anastasia que já fica vermelha quando ouve a letra "R". - Eu não tenho certeza de quais dúvidas ela poderia tirar. - Eu digo descartando o bilhete, mas irei colocá-la fora disso. - Eu preciso falar com Taylor - digo buscando uma forma de mudar de assunto para ela não se prolongar em Elena e contribuir para o que já se tornou numa noite infernal. - Deixe-me abrir o seu vestido. - digo olhando para ela. Ela deve ir para a cama. Ela parece morta de cansada. - Você vai chamar a polícia sobre o carro? - ela pergunta enquanto eu abro o zíper de seu vestido. Essa, naturalmente não é uma opção. Eu arrasto seu cabelo solto para o lado e meus dedos trilham agora em suas costas nuas. - Não. Eu não quero a polícia envolvida. Leila precisa de ajuda, não de intervenção policial e eu não os quero aqui. Nós só temos que redobrar nossos esforços para encontrá-la. - Eu digo, inclinandome e beijando seu ombro. Eu não quero que Anastasia se preocupe com isso. Isso é problema meu que eu trouxe à nossa porta. Leila está passando por um sofrimento agora e eu tenho que conseguir ajuda para ela. Eu devo muito a ela. Não posso abandoná-la. Eu odeio que este fato tenha trazido atenção à Anastasia. Eu sei que ela pode ficar muito enciumada. Ele tem ciúmes de Elena, e agora Leila, que na verdade foi ao seu encontro no trabalho. Eu queria resolver isso antes de chegar a esse ponto. Tudo o que tenho que fazer agora é encontrar Leila, conseguir ajuda e controlar os danos com Anastasia. - Vá para a cama. - Ordeno para Anastasia e vou encontrar-me com Taylor. Ele está aguardando impassivelmente no meu escritório. - Taylor, o que você encontrou? - Nenhuma pista dela aqui senhor. - Você acha que ela entrou na casa? - Nós não encontramos nenhuma evidência de uma invasão senhor. Nós vasculhamos o apartamento duas vezes. Nenhum sinal dela. Eu examinei a pintura no carro. É uma tinta a base de óleo e é branco que significa que seca rápido. Dada a umidade em Seattle, eu diria que foi lançado no carro da Srta. Steele cerca de três horas atrás ou talvez um pouco mais. Ela poderia estar longe. - ele diz, eu concordo. Taylor parece desconfortável. - Mas? Eu sondo, arqueando minhas sobrancelhas. Os instintos de Taylor nunca falham e eu lhe dou toda atenção - Ela tem essa capacidade de evadir-se senhor. Eu tenho certeza que ela está seguindo você ou a Sra. Steele de alguma forma. Ela procurou fazer o estrago com segurança bem quando todos nós estávamos longe. A sorte dela não foi coincidência. Ela sabia que estávamos longe e ela 204

II provavelmente ficou a suspeita por algum tempo porque todos nós estávamos vestidos para uma festa. Isso deu a ela tempo para esquematizar um plano, pegar a tinta, desfigurar o carro e cortar os pneus. Meu instinto me diz que ela não está longe do Escala. Mas "onde" é a questão. Está me incomodando que nós não tivemos capacidade de localizá-la. - Ele diz deslocando nervosamente seu pé. - O que mais? - Questiono com a voz firme. - Perdoe-me, senhor? - Taylor, você trabalha para mim há quatro anos. Você me conhece bem e eu tenho aprendido como ler você como um livro. Você e eu conseguimos nos comunicar apenas com um olhar. Há algo mais. Eu quero saber o que é! - Ele concorda. - Eu estive pensando nisso desde quando ela veio aqui e fez uma cena na frente de Gail. Leila mudou a tática. Era anteriormente para chamar sua atenção. Você está prestando atenção agora. Ela agora está dizendo "Olha o que eu posso fazer. Olhe a dor que eu posso causar, aguarde o que está por vir". É como um jogo de gato e rato para ela. Mas eu não tenho certeza se ela é o gato ou o rato! Ela está jogando em ambos. E então há o fato de que ela está sofrendo; que é outra preocupação porque isso faz com que ela torne-se instável. Ela não se importa com o que acontece. Isso é o que me preocupa. Mas ela é coerente o suficiente para planejar, tanto às pressas ou improvisos. - O rosto aflito assustado de Anastasia vem diante dos meus olhos espontaneamente. Fecho meus olhos e inspiro profundamente. As últimas horas desde que Elena jogou merda na Anastasia tem sido horrendas. Eu pensei que Anastasia sairia correndo depois que Taylor me ligou e contou sobre o confronto. Felizmente Elena não divulgou o que eu temia que ela dissesse. Claro que o tempo que ela dançou com o Dr. Flynn foi outro momento que me preocupou. Mas John é um profissional e eu pago bem a ele. Ele não espalharia informações significativas de seus pacientes para outros. - Agora há quatro de vocês para cobrir mais terreno para encontrá-la Taylor. Eu não quero deixar nada para dar chance. Sawyer irá seguir Anastasia em todos os momentos. Sua segurança é prioridade máxima. Eu quero que Leila seja encontrada. Descubra se ela tem se comunicado com qualquer um de seus amigos aqui ou sua família no leste. Eu tenho coisas suficientes para me preocupar sem isso pairando sobre mim. Precisa ser resolvido agora! - eu digo. Taylor concorda impassivelmente. - Se não precisa mais de mim senhor, eu irei para meu escritório e deixar todos a par. - Tudo bem. - eu digo e Taylor sai. Eu corro minhas mãos pelo meu cabelo. Onde Leila poderia estar? O que ela quer com Anastasia? Eu tive outras subs antes e depois dela. Por que Anastasia? Meu telefone toca pertubando o silêncio no meu escritório, fazendo-me saltar. Quem diabos poderia ligar no meio da noite depois das duas da manhã? É outra porra de emergência, como se eu não tivesse tido o suficiente esta 205

II noite? Eu olho para o identificador e é Elena. Ótimo! Essa noite está ficando cada vez melhor! - O que? - Eu rosno no alto-falante sem rodeios. Ela está surpresa ao me ouvir. - Oh, Christian, eu não pensei que você estaria acordado esta hora. Desculpe ligar tão tarde. - Bem, eu estou acordado e completamente puto com você. Depois de dizer-lhe para deixar Anastasia em paz, o que você faz? Você vai pelas minhas costas e manda um bilhete para ela sabendo muito bem o que eu gostaria! O que você estava planejando dizê-la? Que dúvidas você pensou que poderia tirar que eu não pudesse? - Eu posso ouví-la estremecer no telefone. - Hmmmm... Eu precisava falar com você. - Ela diz. - Às duas da manhã? Eu não sei por que você está ligando a essa hora. Eu não tenho nada pra dizer pra você... - Eu fervo de raiva. Não depois do que ela jogou na Anastasia depois de eu ter dito para deixá-la em paz. Eu não gosto de pessoas que agem pelas minhas costas. - Estou ciente do horário. Eu pensei que você estivesse dormindo e eu estava esperando deixar-lhe uma mensagem. Eu posso ligar pra você amanhã se quiser... - Bem, você pode me dizer agora. Você não tem que deixar mensagem. - Eu não queria que Anastasia pensasse tão baixo de mim. Ela não conhece a natureza do nosso relacionamento. E ela me julgou mal. Incomoda-me que ela me vê como uma pedófila. Você sabe que eu não sou, Christian! Eu só estava tentando ajudá-lo na única maneira que eu sabia! E eu não vou tolerar se Anastasia machucar você! Escute Christian... Ela tem o potencial de ferir você terrivelmente! - Ela diz e eu corto a conversa. - Não, escute você. Eu pedi e agora eu estou dizendo. Deixe-a em paz! Ela não tem nada a ver com você. Entendeu? - Eu digo em uma voz ameaçadora. - Christian, por favor. Eu me importo imensamente com você! - Diz ela suplicante. - Eu sei que sim. Mas eu falo sério Elena. Deixe-a em paz porra! Preciso triplicar esse pedido para você? - Christian, você já passou por muito, o suficiente! Você não sabe o que ela pode fazer para você se ela machucasse-o novamente. Eu sei que você não suportaria. Eu senti a necessidade de protegêlo! - Você está me ouvindo? - Pergunto-lhe exasperado. - Sim, eu estou. Certo! Eu vou deixá-la em paz. - Diz ela, resignada. - Ótimo. Boa noite! - Eu desligo batendo a porra do telefone em cima da mesa. 206

II A raiva está se propagando por mim, eu estou pronto pra quebrar algo. Coloco minha cabeça entre as mãos. Estou no meu limite. Eu odeio a interferência de outros na minha vida. Leila está fazendo isso por alguma vingança que ela sente que precisa extrair de mim, desencadeada por sua dor e Elena está fazendo isso por causa de um sentimento equivocado de querer me proteger! E tem a Anastasia que está no meio dessa tempestade e eu estou com muito medo que ela me deixe por causa das ações dos outros. Há uma leve batida na minha porta. Quem diabos deve ser agora? - O quê? - Eu rosno como um animal enraivecido, pronto para devorar quem quer que esteja por trás dessa porta com uma enorme mordida. A porta abre previamente. Eu levanto o olhar e vejo o paraíso no meu inferno particular. Meu rosto e alma encontram consolo naquele momento em que eu vejo aqueles olhos azuis meio assustados espiando minha ferocidade atendendo a porta. Eu não quero que ela tenha medo de mim. Estou cauteloso agora. Estou terrivelmente cansado e exausto. Eu só quero me agarrar na minha garota e encontrar o meu equilíbrio neste furacão. Enquanto minha mente bobina da tempestade para a calma, eu pisco para apagar o que estava me incomodando e olho para vista diante de mim. Anastasia está usando uma de minhas camisetas parecendo uma adolescente. - Você deveria ter seda ou cetim, Anastasia. - Eu digo sem fôlego como se tivesse corrido uma maratona. - Mas mesmo na minha camiseta, você está linda. - Ela cora com aquela cor adorável crescendo em suas bochechas. - Senti sua falta, vem pra cama. - ela sussurra suavemente. Sua voz está me chamando, como o chamado de uma sereia. Eu não posso evitar, mas saio de minha cadeira e caminho em sua direção. Meus olhos cheios de promessa e desejo por ela, mas eles ainda estão afinados com a tristeza residual do que ela passou somente em uma noite por causa das minhas ex-namoradas. Ela é minha vela iluminando o mais escuro túnel da minha alma. A única esperança que eu posso focar. Estou atraído por ela e perdido sem ela. Se você nasce na escuridão como eu, torna-se seu companheiro. Isso é tudo o que eu sei. É confortável porque você não sabe de mais nada. E o resgate tenta me tirar das trevas que sempre tem sido infrutíferas. Meu corpo pode ter sido tirado dos confins daquela masmorra mas minha alma nunca foi. Não até esta pequena centelha de luz. Não foi forte, apenas um ponto na escuridão chamando-me silenciosamente a ele. Quando eu chego nele, me consome, me mantém em seu poder prometendo coisas boas, me puxando para fora do calabouço, fundindo-me dentro de sua luz. Esta é a forma como ela se esforça para me tirar dos meus pensamentos sombrios, raiva e tristeza. - Você sabe o que você significa pra mim? - Murmuro mal escondendo meu medo de perdê-la. - Se alguma coisa acontecesse com você, por minha causa... - Eu não posso trazer o resto do pensamento em palavras. É muito doloroso sequer a hipótese sobre tal pensamento. Eu tento manter a angústia sob controle tentando concentrar-me no trabalho, mas a dor está sempre presente. Eu quase a perdi quando ela se foi por seis dias e eu sabia que ela estava apenas 10 minutos longe de mim. Se algo acontecesse e Anastasia e eu não existíssimos no mesmo universo, 207

II eu simplesmente morreria atormentado! Eu perderia meu alegado pedaço de alma. Eu preciso dela mais do que minha próxima respiração! Ela é importante demais para mim. Eu mal posso olhar para ela como se fosse desaparecer de minhas mãos, evaporando de alguma forma. - Nada vai acontecer comigo. - Ela diz com uma voz tranquilizadora, melodicamente suave, com sua própria fragilidade. Ela me olha com amor nos olhos, soltando as próprias mãos ela estende uma mão para meu rosto e suavemente o acaricia. Ela passa os dedos suaves através da minha barba agora por fazer. - Sua barba cresce muito rápido. - ela sussurra, efetivamente levando-me para algum tópico completamente fora da zona de perigo. Seu dedo indicador traça levemente meu lábio inferior e depois com a unha, pressiona delicadamente meu lábio. Seu dedo trilha até minha garganta. Então ela utiliza dois dedos para a mesma finalidade. Em seguida, três. Depois, quatro. Seus dedos descansam sobre minha garganta até o meu pescoço e no limite de segurança e zona de perigo. Meus olhos estão bem abertos enquanto eu olho para ela, completamente envolvido pela sua magia. Ela está me tocando. Estou imóvel. Uma lua orbitando o planeta. Cativado. Ela traz o dedo até a borda da minha camisa. Seus dedos traçam a linha dos botões da camisa para cima e para baixo, lentamente, sem pressa. - Eu não vou tocar em você. Eu só quero desabotoar sua camisa. - Ela sussurra, aliviando-me, tentando acalmar meus medos. Não posso evitar. Isso ainda é difícil pra mim. Meus olhos se arregalam, ansiosos mas eu não quero me afastar de sua proximidade. Eu fico imóvel e eu quero deixar que ela explore. Aos poucos, timidamente ela desabotoa o botão de cima, puxando a gola da camisa e o tecido longe da minha pele tomando o cuidado de não me tocar. Ela repete o processo com o próximo botão. Meu olhar está hipnotizado sobre ela. Ícaro ao sol. Ainda apreensivo, mas incapaz de sair da atração. Estou à mercê de suas mãos. Ela se move para baixo para soltar outro botão. Em seguida, um terceiro. Completamente focada com a tarefa em suas mãos. O terceiro desfeito, ela se move para o quarto botão da linha. Uma vez que ela desabotoa, a linha residual do batom vermelho aparece. Ela sorri e olha pra mim. - De volta a território seguro. - Ela diz traçando a linha com seus dedos e em seguida ela desabotoa o último botão. Minha respiração é superficial. Por que isso é assustador e quente como o inferno? Ela puxa a camisa para fora da minha calça, completamente abrindo a frente dela e descobrindo meu peito. Ela remove as abotoaduras, num movimento sensual e sexy ao mesmo tempo. - Posso tirar sua camisa? - Ela pergunta em um tom de voz baixo e sensual, carregado de desejo. Estou sem palavras; completamente devasso, atento. Eu só consigo concordar. Ela se aproxima e puxa a camisa dos meus ombros. A camisa fica pendurada em minhas mãos que eu solto com um puxão. Agora estou nu da cintura pra cima. É o meu território seguro. Estou de volta e sorrio olhando para Anastasia. - E a minha calça, Srta. Steele? - Pergunto erguendo minhas sobrancelhas sem transparecer nada apenas uma fome carnal. 208

II - No quarto. Quero você na sua cama. - Ela diz com uma promessa em seu tom de voz. - Você quer? Srta. Steele, você é insaciável. - eu digo com prazer. - Eu não consigo imaginar por que. - ela diz inocentemente agarrando minha mão, tomando iniciativa, puxando-me para longe da miséria empilhada no alto céu do meu escritório, e leva-me para meu quarto. Automaticamente eu pressinto algo estranho no quarto. Está frio. Nós mantemos a temperatura constante no apartamento. Meu olhar passeia rapidamente o quarto e eu percebo a porta da varanda aberta. Franzo a sobrancelha e olho intrigado para Anastasia. - Você abriu a porta da varanda? - Pergunto. - Não. – ela responde surpresa tanto quanto eu estou. Então seu rosto muda, o sangue some do seu rosto e ela fica pálida, incolor como um fantasma. A boca dela se abre. O que aconteceu? O que a está incomodando? - O quê? - Eu falo, incapaz de suportar o suspense, eu irradio para ela. - Quando eu acordei, - diz ela parando tentando lembrar, - havia alguém aqui, - diz ela em um sussurro apontando para o pé da cama. - Eu pensei que era minha imaginação. - O quê? Eu berro horrorizado. - Eu corro para a porta da varanda, varrendo com o olhar o lado de fora, para ver se há alguém. Ela está aqui. Ela está por perto! E porra! Ela estava no meu quarto, onde minha namorada estava dormindo! Porra! Ela poderia tê-la machucado. Eu dou um passo para trás, e tranco a porta. - Você tem certeza? Quem? - Eu pergunto, com a voz tensa. Eu olho atentamente seus olhos. - Uma mulher, eu acho. Estava escuro. Eu tinha acabado de acordar. - explica ela. Meus temores se confirmaram. Leila está aqui em algum lugar. - Se vista. - eu ordeno em um grunhido. Ela me olha confusa. - Agora! - Eu grito, e ela pula. - Minhas roupas estão lá em cima. Ela choraminga. Eu vou para o meu armário e retiro um de meus moletons de treino. - Coloque-os. - eu ordeno. Então eu tiro uma de minhas camisetas e coloco-a. Pego o telefone e disco pra Taylor. Ele responde ao primeiro toque. - Ela ainda está por aqui, porra. - Eu assobio antes que ele possa dizer 'Olá'. Taylor bate o telefone, e corre para o meu quarto em meros segundos, juntamente com Ryan. Eu dou a versão abreviada da presença de Leila no meu quarto e de encontrarmos a porta da varanda para Taylor . Taylor é todo profissional:

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II - Há quanto tempo? - ele pergunta a Anastasia. - Cerca de dez minutos. - diz ela soando fraca. - - Ela conhece o apartamento como a palma da sua mão. - Eu digo. - Estou levando Anastacia embora agora. Ela está se escondendo aqui em algum lugar. Encontre-a. Quando Gaul estará de volta? – Pergunto. - Amanhã à noite, senhor. - Ela não estará de volta até que este lugar esteja seguro. Entendeu? - Eu rosno mal segurando a minha sanidade mental. - Sim, senhor. Você irá para Bellevue? - Eu não estou dando conhecimento deste problema aos meus pais. Reserve-me em algum lugar. eu ordeno. - Sim. Eu ligo para você. Em seguida, Anastasia vira e diz a coisa mais idiota. - Não estamos todos exagerando um pouco? Meus olhos estão queimando em brasas, e se eu pudesse atirar fogo por eles, eu provavelmente faria. Eu olho friamente para ela, e não contenho minha raiva. - Ela pode ter uma arma. - eu rosno. Será que ela acha que eu ia brincar com a sua vida? - Christian, ela estava diante ao pé da cama. Ela poderia ter atirado em mim então, se era isso o que ela queria fazer. Inspire, expire. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove. Dez. Porra! Não está funcionando. - Eu não estou preparado para assumir esse risco. Taylor! Anastasia precisa de sapatos! - Taylor sai para obter os sapatos do quarto dela. Eu rapidamente entro em meu closet, deixando Anastasia sob os olhos atentos e protetores de Ryan. Pego uma bolsa de couro, tipo carteiro, e preencho-a com roupas que eu poderia usar para os próximos dias. Pego uma de minhas jaquetas jeans para Anastasia. Tiro minha calça preta do terno, e coloco o meu jeans e um blazer de risca de giz em cima da minha camiseta. Eu agarro minha bolsa carteiro e a jaqueta jeans e volto para o meu quarto. Anastasia ainda está de pé, onde a deixei. Eu coloco a jaqueta ao redor de seus ombros. - Venha. - Eu digo agarrando sua mão possessivamente na minha e caminho em passos rápidos, enquanto praticamente arrasto Anastasia atrás de mim. 210

II - Eu não posso acreditar que ela poderia se esconder em algum lugar aqui. - ela murmura quando olha para a porta da varanda, ao sair. - É um lugar grande. Você não viu tudo ainda. - Por que você não liga pra ela... Diga-lhe que quer falar com ela? - pergunta Anastasia. - Anastasia, ela está instável, e ela pode estar armada. - digo. Por que eu iria querer arriscar? - Então, nós apenas fugimos? - Ela pergunta incrédula. - Por enquanto, sim. - Suponhamos que ela tente atirar em Taylor? - Ela pergunta preocupada. - Taylor sabe e entende de armas. - eu digo com desaprovação. - Ele vai ser mais rápido com uma arma do que ela é. - Ray era do exército. Ele me ensinou a atirar. Viro-me para olhar para Anastasia com descrença. Outra amante armada na minha casa? - Você, com uma arma? - Questiono incrédulo. Eu nunca soube disso. - Sim. - Ela diz ofendida, como se eu dissesse que ela era indigna ou incapaz de ter uma arma. De certa forma, eu não posso imaginar uma arma em suas mãos delicadas. Esta é uma informação nova para digerir. - Eu posso atirar Sr. Grey. Então é melhor você tomar cuidado. Não é só com sua ex-louca que você precisa se preocupar. É meigo que a minha namorada não seja completamente indefesa. - Eu vou ter isso em mente, senhorita Steele. - Eu lhe respondo secamente, sorrindo para sua tenacidade e espírito inabalável. Quando chegamos ao hall de entrada, Taylor está esperando para nos encontrar com uma pequena mala com roupas de Anastasia e sua sapatilha preta. Um sorriso tímido se arrasta no rosto de Anastasia, e logo a sua luz e aura pessoal se iluminam fazendo Taylor dar um sorriso tranquilizador de volta para ela. Ela solta minha mão, e abraça Taylor, que fica tímido como um adolescente corando para ela. - Tenha cuidado. - murmura Anastasia. - Sim, senhorita Steele. - É o que Taylor mal pode proferir. Eu não gosto de minha namorada demonstrando afeto aos outros, mesmo que seja de preocupação legítima. Ela é minha, porra! Eu 211

II avalio Taylor, e ele timidamente ajusta a gravata, como um gesto nervoso. - Deixe-me saber para onde estou indo. - digo a Taylor. Ele tira a sua carteira de seu casaco e tira

um cartão de crédito e entrega para mim. Ele reservará o hotel em seu nome. Ótima ideia. - Bem pensado. - Digo, aprovando. Ryan entra no hall de entrada, e se vira para Taylor. - Sawyer e Reynolds não encontraram nada. - explica ele. A casa está limpa, mas eu não posso arriscar. As fechaduras precisam ser trocadas antes de podermos voltar. - Acompanhe Sr. Grey e senhorita Steele até a garagem. - Ordena Taylor a Ryan. A descida para a garagem é silenciosa, quase sinistra. É no meio da noite. Não há uma única alma na garagem já que os moradores do Escala estão dormindo. Afinal de contas, são três horas da manhã. Eu introduzo Anastasia no banco do passageiro do R8, colocando sua bolsa e a minha no porta malas. Eu não posso poupar Anastasia de ver a destruição de seu veículo. Seu Audi com os pneus cortados, todo coberto de tinta branca de acordo com o que Taylor disse, tinta à base de óleo usada para desfigurar o carro parecendo uma vítima de abuso que foi ferido além do reparo por um amante desprezado. A cena me faz tremer. É isso que Leila quer fazer a Anastasia? Magoála além do reparo? A raiva sobe em mim. Eu elevo o meu olhar para longe do carro e volto para o banco do motorista. - Um carro substituto vai chegar na segunda-feira. - digo a Anastasia para tranquilizá-la, mas não posso esconder o tom sombrio da minha voz. - Como ela poderia saber que era o meu carro? - Anastasia pergunta intrigada. Oh, não! Eu tenho que explicar! Remexo-me nervosamente no meu lugar, mas opto pela verdade. - Ela tinha um Audi A3. Eu compro um para todas as minhas subsmissas. É um dos carros mais seguros da sua classe. - Explico. Anastasia pisca. Ela é muito inteligente para eu jogar areia nos olhos. - Entãããããão, não era bem um presente de formatura. - diz ela avaliando corretamente. - Anastasia, apesar do que eu esperava, você nunca foi minha submissa, então, tecnicamente, é um presente de formatura. - eu digo e saio do estacionamento com velocidade em direção à saída da garagem. Seu rosto cai. Eu vejo as engrenagens girando em sua cabeça com o brilho de expressões que atravessam seu olhar. - Você ainda espera? - Ela pergunta em um sussurro.

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II Eu não tenho chance de respondê-la. Felizmente o telefone zumbe através do bluetooth no carro. - Grey. - É minha resposta instantânea. - Fairmont Olympic. Em meu nome. - diz Taylor em seguida. - Obrigado, Taylor. E... Taylor, tenha cuidado. - Taylor faz uma pausa. É o seu silêncio “Eu-estoumuito-chocado-e-eu-não-sei-o-que-fazer-com-essa-preocupação-sei-lá-de-onde-do-Grey”. Ele está surpreso como eu estou, em demonstrar preocupação em seu bem estar. - Sim, senhor. - disse ele calmamente, impressionado. Eu desligo. Há esta hora sinistra da noite, as ruas estão desertas. Eu dirijo pela Quinta Avenida para a Interestadual 5.Quando eu passo pela rampa para a auto-estrada, eu piso fundo no pedal, e sigo para o norte. Estou muito irritado. E se a Leila se assustasse quando visse Anastasia na minha cama e atirasse nela? Meus pensamentos voltam para o último dia. Ela foi punida por ter pulado na minha cama na noite anterior. Tratei seu comportamento como a peste bubônica. Esse foi o dia em que ela finalmente se declarou depois de muitas dicas e sinais que ela queria ser minha namorada. Eu recusei. Eu nunca quis uma namorada. Eu nunca senti um desejo tão forte para manter alguém e permanecer na minha vida para sempre. Só Anastasia! Meus sentimentos por ela são tão fortes que me assusta. O medo da possibilidade de perdê-la sob qualquer circusntância mostra a profundidade dos meus piores pesadelos. Eu farei tudo em meu poder para evitar isso. Deus! Minha mente continua jogando uma imagem onde Anastasia está dormindo no escuro, sem saber de qualquer coisa que possa acontecer com ela, impotente. Estou na mesma casa, com quatro guardas de segurança que são experientes militares, pelo amor de Deus, e ela poderia ter sido ferida! Droga! Meus olhos piscam para o meu espelho retrovisor. Leila está nos seguindo? Estou ficando nervoso, como se eu tivesse tomado dez xícaras de café expresso triplo! O meu olhar está na estrada, mas eu vejo Anastasia olhando pela janela uma tristeza nascendo em seu olhar já que eu não respondi sua pergunta. Eu sei que ela se preocupa que eu ainda a quero como uma sub. Eu finalmente a respondo. - Não. Não é o que eu espero, não mais. Eu pensei que era óbvio. - eu respondo a sua pergunta com uma voz calma e suave. Ela se vira para olhar para mim. Seu olhar grudado em mim, sem dizer uma palavra. Ela aperta o casaco em torno de si mesma como se para evitar que se desmorone. A frieza se arrasta entre nós. - Preocupa-me que, você sabe... Que eu não seja suficiente para você. Deus! Isso de novo não! Não esta noite! Não depois de toda essa merda que passamos em questão de poucas horas.

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II - Você é mais do que suficiente. Pelo amor de Deus, Anastasia! O que eu tenho que fazer para provar isso para você? Ela tem algumas emoções não ditas voando através de seu rosto novamente. - Por que você achou que eu ia sair correndo, quando eu lhe disse que o Dr. Flynn me disse tudo o que havia para saber sobre você? Como posso explicar que eu estive em uma masmorra de almas por tanto tempo, e eu não via a luz até que eu a encontrei! Como é que ela acha que uma pessoa fica 50 tons fodida? Minha alma é uma merda profunda. O que você vê não é o que você recebe. Você ganha uma porrada inteira de bagagem. Coisas que eu tenho muita vergonha de falar... Muito obscuro. Ela vai correr de mim, e isso é algo que não posso lidar! Eu não posso dizer isso a ela. Eu suspiro profundo, como se outra lufada de ar houvesse deixado meus pulmões. Eu olho para fora. Ela ainda está olhando para mim. À procura de uma resposta. - Você não pode começar a entender as profundezas da minha depravação, Anastasia. E não é algo que eu quero compartilhar com você. - eu digo. Ela deveria me dar esta margem de erro. - E você realmente acha que eu ia te deixar, se eu soubesse. - ela pergunta em voz alta. Seu tom de voz transmite a expressão "você confia muito pouco em mim?” - Você pensa tão pouco de mim? - Ela pergunta em voz baixa. - Eu sei que você vai me deixar. - Eu digo sabendo meu próprio segredo de merda. - Christian... Acho que isso é muito improvável. Eu não posso me imaginar sem você, nunca. - Você me deixou uma vez. Eu não quero que aconteça novamente. - Elena disse que te viu no último sábado. - sussurra ela, calmamente. Acusando. - Eu não a vi! - Eu respondo franzindo a testa. - Você não foi vê-la, quando eu saí? - Maldição Ana! Você acredita em uma mulher que você detesta, mas a minha palavra não é boa o suficiente para você? - Não! - Eu digo de volta. - Eu disse que não. E eu não gosto de ser posto em duvida: - Eu a repreendo. - Eu não fui a lugar nenhum fim de semana passado. Sentei-me e fiz o planador que você me deu. Levou-me uma eternidade. - eu digo baixinho. Foi um dia que meu coração e alma foram tirados de mim. Eu estava quebrado. Por que eu iria para Elena? Eu queria estar onde eu poderia estar mais próximo de Anastasia. Na época, o modelo planador que ela me deixou foi a coisa mais próxima de suas mãos, seu coração, seus pensamentos e alma. Ela ainda parece duvidosa. - Ao contrário do que Elena pensa, eu não corro para ela com todos os meus problemas, Anastasia. 214

II Eu não corri para ninguém. Você deve ter notado. Eu não sou de falar muito. - eu digo com raiva agarrando a minha alma, e aperto o volante até que o sangue drene em minhas mãos. - Carrick me disse que você não falou por dois anos. - ela divulga. - Ele disse? - Digo. Um homem não pode manter segredos de si mesmo? - Eu meio que bombeei querendo obter informações. - ela diz envergonhada - Então, o que mais o papai disse? - Pergunto tentando decifrar que tipo de informação ela descobriu. - Ele disse que sua mãe era a médica que o examinou quando foi trazido para o hospital. Depois de ter sido descoberto em seu apartamento. Tudo isso é verdade, claro, mas eu estou completamente espantado como eles podem divulgar informações sobre mim tão facilmente. - Ele disse que aprender a tocar piano ajudou. E Mia. - acrescenta ela lembrando. Mia. Minha irmã foi a melhor coisa que me aconteceu nesses anos. Seu nome me traz um sorriso nos lábios. Lembrando como ela era pequena. Como era indefesa... Ela era alguém que poderia precisar de mim. Eu poderia protegê-la. - Ela tinha cerca de seis meses de idade, quando ela chegou. Fiquei empolgado, Elliot menos. Ele já teve que lidar com a minha chegada. Ela era perfeita. - Bonita, um bebê adorável! Eu a amava desde o primeiro momento em que coloquei os olhos em minha irmãzinha. Mas lembrando suas 'interrupções' no início da noite, eu acrescento, - Menos agora, é claro. - Anastasia dá uma risadinha em resposta. Um dos melhores sons do mundo! Pacífica! Feliz! Eu olho para ela provocando. - Você me acha divertido, senhorita Steele? - Ela parecia determinada a manter-nos afastados. - ela responde. Eu rio, ainda perdido. - Sim, ela é bem assim. Mas nós conseguimos no final. - eu digo quando eu levo a minha mão para apertar seu joelho para lembrar como foi divertido conseguir o objetivo final. Desta vez, o meu sorriso é genuíno. Verifico o espelho retrovisor de novo para ter certeza que ninguém está nos seguindo. - Eu não acho que nós estamos sendo seguidos. - eu digo e saio da auto-estrada, e volto para o centro de Seattle. - Posso perguntar uma coisa sobre Elena? - Anastasia pergunta quando paramos no sinal 215

II vermelho. Não, ela de novo! - Se você precisa... - eu digo, apreensivo. - Você me disse há muito tempo que ela amava você de uma maneira que você achou aceitável. O que isso significa? - Não é óbvio? - Eu pergunto. Eu já estava fudido, indo para o inferno em uma cesta de mão. Ela me salvou de minha própria destruição. - Não para mim. - ela responde. - Eu estava fora de controle. Eu não conseguia suportar ser tocado. Eu não posso suportar isso agora. Para um menino adolescente com uns 14, 15 anos de idade com hormônios em fúria, foi um momento difícil. Ela me mostrou uma maneira de desabafar. - eu explico. Eu realmente acho que a sua intervenção me salvou, não importa como me danificou de outras maneiras. Mas Anastasia não entende isso. Ela nunca viveu o tormento que vivi, e eu não acho que eu poderia suportar se alguém tivesse a torturado da maneira que eu tinha sido. - Mia disse que você era um brigão. Que merda! O que há com as pessoas que estão prontamente cedendo informações sobre mim? - Cristo! - Eu rosno. - O que há com a minha família tagarela? Na verdade, não são eles. É você! Quando paramos em outro sinal vermelho, eu me viro e estreito meus olhos sobre ela. - Você seduz pessoas para conseguir informações. - eu digo em um desgosto simulado. - Mia ofereceu essa informação. Na verdade, ela foi muito aberta. Ela estava preocupada com a possibilidade de começar uma briga na tenda, se você não ganhasse no leilão. - ela murmura petulante. - Oh, baby não havia perigo. Em hipótese alguma eu iria deixar alguém dançar com você. Eu te disse, para mim, dançar com você é só uma deixa pra dança que eu realmente quero fazer. – digo. Ela me olha chocada. - Você deixou o Dr. Flynn. - ela afirma questionando. - Ele é sempre uma exceção à regra. - John não é só meu terapeuta, mas também meu amigo. E é claro que eu sei que ele é apaixonado por sua esposa. Nós finalmente chegamos ao Hotel Fairmont Olympic, e eu estaciono próximo à entrada. - Venha. - eu digo a Anastasia, enquanto eu saio pegando nossas malas do porta-malas. Um manobrista corre para nós, e, apesar de surpreso com a hora e o veículo, ele é cortês. Eu lanço lhe dou as chaves do carro. 216

II - Em nome de Taylor. - eu digo. O manobrista acena para mim, e com um sorriso estampado de orelha a orelha na cara, ele entra em meu R8 e vai embora. Eu pego a mão da minha garota, e com as malas na outra, caminhamos para o saguão. Nós encaminhamos para a recepção. A recepcionista fica vermelho beterraba escarlate quando me vê chegar. - Eu tenho uma reserva. Taylor, para dois. - ela está nervosa, esquecendo-se do comportamento profissional esperado em um hotel como este. Ela verifica seu computador, e encontra a reserva. Engolindo, ela diz: - Vo... Você precisa de ajuda... Com suas malas, Sr. Taylor? - Não, a senhora Taylor e eu podemos levar. - eu digo em tom brusco. - Onde ficam os elevadores? O tom no rosto da recepcionista agora é um vermelho púrpuro. Ela nos dá a direção para os elevadores. Eu pego a mão de Anastasia, e nos encaminhamos aos elevadores, passando pelo lobby decorado com bom gosto. O elevador leva-nos para o nosso andar, e nós seguimos para a nossa suíte. Tem dois quartos, uma sala de jantar formal, e um piano de cauda. Padrão para o que eu escolheria. A sala de estar tem uma lareira aquecendo com um alaranjado fogo ardente. - Bem, senhora Taylor, eu não sei sobre você, mas eu realmente gostaria de uma bebida. - eu digo enquanto eu tranco a porta. Depois de todo o stress que passamos, preciso de algo forte e relaxante. Eu ando para o quarto com as malas e com minha garota firmemente em minhas mãos. Eu coloco as malas no pufe ao pé da cama de king size e dossel, e caminhamos até a sala principal. Anastasia ainda está segurando firme em minha mão. Ela caminha para a lareira tentando aquecer as mãos, como se fosse para exorcizar o frio que entrou em seus ossos e todo o nervo, destruindo os acontecimentos da noite. Eu vou para o bar e olho para as bebidas. - Armagnac? - Pergunto a Anastasia. Este conhaque vai aquecer o frio alpinista no topo dos Alpes Austríacos. Ele deve servir. - Por favor. - responde Anastasia. - Foi um dia e tanto, hein? Ela acena com a cabeça, sem palavras. Eu olho para ela aflito, procurando um traço de desgosto, apreensão, preocupação, qualquer coisa que possa fazê-la correr de mim. - Eu estou bem. - ela sussurra para me tranquilizar. Posso ter a certeza? - E você? - Ela pergunta 217

II direcionando a dúvida para mim. - Bem, agora eu gostaria de beber isso e, então, se você não estiver muito cansada, levá-la para cama e me perder em você. - eu digo com febre em meus olhos, que emana da minha alma ardente, eu anseio por ela. - Acho que podemos fazer algo a respeito, Sr. Taylor. - ela diz dando-me um de seus sorrisos tímidos. Eu me inclino e tiro meus sapatos e meias. Quando torno a olhar para Anastasia, percebo que ela está mordendo o lábio. - Sra. Taylor, pare de morder o lábio. - Eu sussurro. Eu preciso dela quando estou assim. Eu preciso dela quando eu estou com raiva. Eu preciso dela quando estou triste... Quando estou desesperado... Eu preciso dela quando eu estou perdido... Eu preciso dela agora! Ela cora. Eu engulo meu conhaque e vejo minha menina com olhos famintos. - Você nunca deixa de me surpreender, Anastasia. Depois de um dia como o de hoje, ou ontem se preferir, você não está lamentando ou correndo para as colinas gritando. Eu respeito você. Você é muito forte. - Eu a observo com um olhar de adoração. - Você é um bom motivo para ficar. - murmura. - Já te disse Christian, eu não vou a lugar nenhum, não importa o que você fez. Você sabe como me sinto sobre você. Eu gostaria de poder acreditar em Anastasia. Eu desejo que eu pudesse. Desejo que o seu amor por mim fosse forte o suficiente para nós dois. Forte o suficiente para percorrer toda a merda que está fluindo abaixo da superfície, dentro de minha alma. Eu tenho que duvidar, querida. Se eu deixar a dúvida ir, eu posso perder você! Eu não posso lidar com isso! Ela olha para mim, tentando me convencer. Por agora, vamos ter que deixar por isso mesmo. - Onde você vai pendurar os retratos que José tirou de mim? - Ela pergunta mudando o clima. - Isso depende. - digo, e meus lábios se contorcem em um sorriso reprimido. Eu tenho planos, mas ao contrário de minha família, eu não estou prestes a divulgar informações para a trapaceira mais qualificada que a cidade de Seattle já conheceu. - Em quê? - Ela pergunta intrigada. - Circunstâncias. - eu digo, sem dizer nada além disso. - Não se preocupe. A exposição ainda não acabou, então eu não tenho que decidir logo. Ela ergue a cabeça para o lado, me refletindo, estreitando os olhos de uma maneira questionadora. - Você pode me olhar assim como quiser, Sra. Taylor. Eu não vou dizer nada. - provoco-a. - Eu posso arrancar a verdade de você, sob tortura. - ela ameaça. Oh querida, que meigo.

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II Eu levanto uma sobrancelha para ela e digo: - Realmente, Anastasia. Eu acho que você não deve fazer promessas que não pode cumprir. - Hmmm … - passa por seus lábios e ela leva seu copo colocando em cima da lareira. Então, ela alcança minha mão, e rouba o meu copo de meus dedos, e coloca ao lado do dela no alto da manta. - Nós teremos que ver isso. - murmura. Ela pega a minha mão, assumindo a liderança, e me puxa para o quarto. Estou completamente divertido com sua ação encorajada. Ela me leva ao pé da cama, e para. - Agora você me tem aqui, Anastasia, o que você vai fazer comigo? - Eu pergunto, em voz baixa provocando. - Eu vou começar tirando sua roupa. Eu quero terminar o que comecei mais cedo. - diz ela lembrando-me do que fez em meu escritório. Ela alcança as lapelas de meu casaco listrado, e com o máximo cuidado para não me tocar, ela gentilmente empurra o casaco sobre meus ombros. Eu vacilo, claro, segurando a minha respiração. Mas me mantenho firme. Eu quero fazer isso. Demais! Eu quero tanto que ela me toque! Eu não quero apenas suportar ser tocado, mas quero aproveitar seus toques! Eu anseio por eles. Meus olhos estão colados nela. Eles são grandes, e queimam dentro dela. Estou apreensivo, com medo, mas eu preciso disso. Eu preciso dela! Ela tira o casaco todo, e coloca-o sobre a poltrona. - Agora, a camiseta. - ela sussurra e levanta a bainha. Eu levanto os meus braços para ela, e afasto meu corpo para trás, enquanto ela puxa a camisa fora. Agora estou nu da cintura para cima, como eu estava quando descobrimos que Leila tinha invadido o apartamento. Eu só estou vestindo meu jeans pendurado em meus quadris, o meu caminho da felicidade mostrando minha cueca boxer é apenas um vislumbre para Anastasia que tem fome de mim. - E agora? - Eu sussurro, quente, ardente. - Eu quero te beijar aqui. - diz ela correndo o dedo de um lado para outro no meu quadril me fazendo doer por ela. Seu dedo arde um fogo quente em mim. Eu inalo profundamente para acomodar o desejo crescente e preciso em mim. - Eu não estou impedindo. - eu respiro. Ela estende a mão e pega a minha mão na dela. - É melhor você se deitar então. - ela diz, levando-me para o lado da cama. Eu me sinto um pouco apreensivo. Ninguém nunca tomou a liderança comigo. Eu nunca tinha dado as rédeas para outra pessoa durante o sexo - não desde Elena. Eu levanto o edredom e sento-me na borda da cama, meu olhar em Anastasia, olhando para ela 219

II expectante, cauteloso, sério. Anastasia está diante de mim e tira a jaqueta jeans fora. Então, ela tira o moletom. Droga! Eu sei que não há nada sob a camiseta. Estou morrendo de vontade de colocar minhas mãos sobre ela. Na verdade, para suprimir o desejo de tocá-la, eu esfrego meu polegar sobre as pontas dos meus dedos. Ela olha para mim, respira fundo e suspende a bainha de sua camiseta e dá de ombros. Ela está diante de mim gloriosamente nua. Eu olho para ela como se eu estivesse olhando para uma deusa. Eu não consigo tirar meus olhos de cima dela, e engulo seco. Meus lábios abrem com desejo. - Você é a Afrodite, Anastacia. - Eu sussurro. Ela se aproxima e pega meu rosto em suas mãos, inclinando minha cabeça para cima para encontrar-se com meu rosto descrente e me beija. Ela é tão gostosa! Não consigo evitar e deixo escapar um gemido baixo. À medida que começamos a nos beijar, isso é tudo que eu posso pegar antes de me consumir de desejo e instantânea combustão. Eu pego seus quadris, e a coloco embaixo de mim, minhas pernas separando a força as dela. Suas pernas me envolvem como um casulo. Eu tomo a iniciativa do beijo, sugando sua língua, seus lábios, sua boca. Eu não me canso dela! Minhas mãos se movem sobre suas coxas, seus quadris e sua barriga. Trilhando, apertando e deixando-a querer mais. Meus dedos movem para cima em seus seios e eu apalmo em minha mão, amassando, puxando o mamilo, fazendo-a gemer. Ela está pegando fogo, desejosa e ofegante. Ela levanta o quadril e esfrega-se contra minha masculinidade crescente por trás do zíper. Minha ereção está empurrando, impaciente. Eu mergulho abaixando-me e esfregando-me contra seu sexo e ela geme em êxtase. Afasto-me e seu quadril sobe novamente e eu mergulho empurrando-a mais uma vez, e seus gemidos em resposta me fazem mergulhar novamente reivindicando sua boca e a beijo apaixonadamente. Este tango de cama lento, tortuoso, continua e continua fazendo-a se perder em mim e eu nela, toda preocupação evaporada, desaparecida. Apenas Anastasia e eu, fazendo amor juntos, aqui e agora. Ela alcança timidamente e agarra meu cabelo puxando minha boca na dela, tentando invadir-me, voraz esforçando para me ter. Enquanto sua boca está trabalhando sua mágica nos meus lábios, seus dedos trilham para baixo, em meus braços fazendo o seu caminho de volta para minhas costas, e ela desliza sua mão dentro da minha calça jeans, apertando minha bunda, empurrandome, reclamando-me para ficar em cima dela, fundir-se com ela, ser um e unidos. - Você vai me matar, Ana! - Eu sussurro e me afasto dela. Se eu não tê-la agora, eu vou explodir. Eu pego o pacote de preservativo e dou a ela enquanto estou ocupado tentando tirar minha calça jeans. - Você me quer, baby e eu com certeza quero você. Você sabe o que fazer. Ela rasga o papel alumínio e reveste o preservativo sobre minha masculinidade crescente. Eu sorrio para ela, apreciando a sensação de sua mão me acariciando, deslizando sobre meu comprimento. Eu me inclino para baixo e esfrego meu nariz no dela e enquanto eu entro no sexo de Anastasia, a sensação deliciosa e excelente me lava, fazendo-me fechar os olhos, deleitando-me com a sensação de estar dentro dela. Anastasia timidamente alcança meus braços me agarrando e 220

II arqueia as costas, inclinando a cabeça para trás tentando absorver todas as sensações que eu estou dando a ela. Mexo-me vagarosamente, entrando e saindo com facilidade, como um homem apaixonado e carinhoso. Enquanto meu corpo pressiona contra o dela, fundindo-se com ela, unindo-nos, eu seguro seu rosto em minhas mãos. - Você me faz esquecer de tudo. Você é a melhor terapia. - Eu respiro enquanto meu comprimento se move em um ritmo lento, como se provasse minha mais preferida refeição, um excelente e delicioso manjar. - Por favor, Christian, rápido. - Ela implora para liberar-se rapidamente. - Oh não querida. Eu preciso disso devagar. - Eu digo beijando-a docemente e eu mordo seu lábio inferior suavemente enquanto ela geme na minha boca. Ela move suas mãos em meu cabelo, me olhando com admiração, movendo-se com meu ritmo lento, entregando-se a mim e eu sinto a tensão deliciosa crescendo enquanto seus músculos de dentro começam a se contrair, seus olhos rolam para cima de sua cabeça enquanto ela atinge o clímax fazendo-me gemer. - Oh, Ana. - e eu alcanço minha realização com seu nome como ladainha em meus lábios. Depois de fazermos amor, eu me abaixo e envolvo meus braços ao seu redor, descansando minha cabeça em sua barriga. Há uma certa intimidade, algo mais próximo do que sexo sendo mantido dessa forma. É calmante, estimado. Eu nunca tinha descoberto minha alma para ninguém. Nunca dessa forma. Neste exato momento, enquanto Anastasia está me segurando, acariciando meu cabelo, ela está segurando meu coração e alma em suas mãos pequenas. Nesta bolha frágil, eu tenho tanto medo de perder isso... Eu nunca soube que poderia amar alguém assim, o desejo de dar tudo de mim, redefinindo minhas concepções. Estou sereno no meio de uma tempestade, tudo porque ela é meu porto-seguro. Há duas coisas que me dão medo: Anastasia se machucar por minha casa, e Anastasia me deixar. Eu posso fazer algo a respeito do primeiro. Eu posso protegê-la. Mas o segundo depende de Anastasia. Esse é meu maior medo. - Eu nunca vou ter o suficiente de você. Não me deixe. - murmuro beijando sua barriga. - Eu não vou a lugar nenhum, Christian, e eu me lembro que eu queria beijar sua barriga. - Ela diz em uma voz carregada e sonolenta. Sua declaração me faz sorrir. - Nada está impedindo você agora querida. - eu digo. - Eu não acho que eu possa me mexer. Estou morta de cansada. Ela teve uma noite e tanto. Eu suspiro, e movo-me para deitar ao seu lado. Eu puxo as cobertas sobre nós. Eu olho para ela com todo o meu amor.

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II - Durma agora, baby,- eu sussurro. Me inclino para baixo e beijo seu cabelo. Finalmente envolvo meus braços em torno dela e nós dois sucumbimos ao sono. Eu acordo por minha própria vontade. Mas o sol já tinha subido. Eu verifico a hora. São quase 10 da manhã. Eu me levanto e me visto. Volto pro quarto e deito-me por cima das cobertas assistindo Anastasia dormir. Ela parece pacífica, tão jovem e tão inocente. As linhas de preocupação se foram. Eu só queria tocar e segurá-la, mas eu não quero acorda -lá. Ela se mexe um pouco. Eu poderia assistir Anastasia dormindo por horas. Ela aperta seus olhos e finalmente abrem-se numa pequena fenda. Parece que ela teve uma ressaca, mas isso é o efeito depois de uma longa noite que tivemos. - Oi. - Eu murmuro enquanto sorrio para ela. - Oi. - Ela sussurra de volta ainda num tom puxado sonolento. - Há quanto tempo você me observa? - Ela pergunta. - Eu podia ver você dormir por horas, Anastasia. Mas eu só estou aqui a cerca de cinco minutos. Ela sorri, eu me inclino para beijá-la. - Dra. Greene vai estará aqui em breve. - Lembro-a. - Oh. - ela responde, como se tivesse esquecido. - Dormiu bem? Eu pergunto. - Certamente pareceu que sim para mim, com todos aqueles roncos. eu digo provocando. É claro que ela não ronca. - Eu não ronco! - Ela faz beicinho. - Não. Você não ronca. - eu digo, deixando-a fora do ar. - Você tomou banho? - Não. Esperando por você. - eu respondo. - Ah, tudo bem. Que horas são? - Dez e 15. Meu coração não conseguiu acordá-la mais cedo. - eu digo. - Você me disse que não tinha um coração. Isso é um fato. Eu não tenho um coração. Mas de alguma forma, quando Anastasia está comigo, meu coração está aqui, batendo, amando, sofrendo, sentindo. Ela deve ser a razão pela qual eu tenho uma alma e um coração. Do que quer que as almas sejam feitas, a dela e a minha são a mesma, e ela acha que eu me perdi, e levo-a para a superfície. Porque ela é a guardiã de ambos. Aonde ela vai, lá vai meu coração. - Café da manhã chegou. Panquecas e bacon para você. Venha, levante-se, eu estou me sentindo sozinho aqui. - eu digo golpeando-a por trás, que é uma forma eficaz de conseguir seu salto para 222

II levantar-se. Anastasia se estende, e caminha até o banheiro. Eu volto para a sala de jantar, e espero por ela enquanto eu tomo o meu café. Depois que eu termino o meu café da manhã eu começo a ler o jornal de domingo enquanto bebo café. Anastasia sai do quarto. Limpa e em um dos roupões de banho do hotel. A visão dela me faz sorrir. - Coma. Você vai precisar de sua força hoje. - provoco-a. Tenho grandes planos para hoje. - E por que isso? Você vai me trancar no quarto? - Ela questiona. - Apesar de ser uma boa ideia, eu pensei em sairmos hoje. Pegar um pouco de ar fresco. - É seguro? - Pergunta inocentemente Anastasia. A preocupação arrasta-me novamente. Esta é a minha realidade agora, e eu tenho que continuar sendo vigilante. - Aonde nós vamos, é. E não é uma questão de brincadeira. - eu reforço seriamente. Eu olho para Anastasia incisivamente para que ela entenda a gravidade da situação. Eu não quero que ela tome o problema como uma leve brincadeira e torne-se complacente, machucando-se. Ela cora e olha para baixo, para a comida no prato, como se eles estivessem escondendo a chave para a minha declaração. Quando Anastasia tinha dado apenas algumas mordidas, ouvimos uma batida na porta. - Deve ser a doutora. - eu resmungo. Levanto-me e caminho em direção à porta. Eu levo a Dra. Greene, para o quarto. Desta vez eu não quero esperar por Dra. Greene para me dar um olhar de aviso. Eu continuo a ler os jornais de domingo e alguns relatos de negócios, enquanto Anastasia está trancada no quarto com a Dra. Greene. Desta vez, a médica está levando mais tempo do que da outra vez. O que elas estão fazendo lá? Meu olhar desvia para a porta algumas vezes. Estou quase indo ao encontro delas se eu não achasse que a Dra. Greene me chutaria de volta para fora. Eu me movo para frente e para trás nervosamente olhando para a porta fechada. Ninguém sai ainda. Eu verifico o meu relógio. O tempo parece não avançar. Ambas finalmente saem do quarto, Anastasia atordoada e Dra. Greene apertando os lábios numa linha fina e sombria. Estou surpreso e a preocupação sobe para a superfície. Ninguém diz nada. É domingo, assim que a Dra. Greene sai, eu aperto suas mãos confuso, e levo-a até a porta. Depois que eu fecho a porta atrás de mim, eu me viro e olho para Anastasia cautelosamente. - Tudo bem? - Questiono. Ela acena com a cabeça em silêncio. Eu viro minha cabeça para um lado. Eu estou completamente preocupado que tenha algo errado com Anastasia. Ela nunca ficou silenciosa como agora. Após a 223

II última visita da Dra. Greene, ela estava brincando comigo. - Anastasia, o que é? O que a Dra. Greene disse? - Eu peço. Ela balança a cabeça ainda se recuperando de algum estado de choque. - Em sete dias, você não precisará usar camisinha. - ela murmura automaticamente olhando à distância. - Sete dias? - Sim. - ela responde monossilábica. - Ana, o que há de errado? - Peço novamente, desta vez preocupado. Ela olha para mim com os olhos arregalados, cautelosa. Ela engole como se ela tivesse alguma notícia ruim. - Não é nada para se preocupar. Por favor, Christian, apenas deixa pra lá. - ela responde. Mas que diabos? Nada para se preocupar? Só deixe pra lá? Há algo que ela está escondendo de mim. Oh, meu Deus! Há algo de errado com ela! Ela está doente? Ela tem um problema de saúde? A doutora estava com os lábios apertados. Isso tudo é a porcaria da confidencialidade médico paciente! E Anastasia não vai me dizer nada! Eu estou ficando louco aqui! Eu estou bem na frente dela segurando seu queixo, inclinando sua cabeça e meus olhos nos seus olhos. Decididamente, eu examino seu rosto, seus olhos em pânico, em um esforço para tentar entender o seu segredo, e a preocupação está subindo em mim aos trancos e barrancos, a cada segundo. O que diabos há de errado com ela? - Diga-me! - Eu insisto. - Não há nada a dizer. Eu gostaria de me vestir. - ela diz e volta a sair do meu alcance. Eu me sinto preocupado, e exasperado. Ela é teimosa, e eu estou ficando louco com todos estes cenários na minha cabeça. Passo a mão na minha cabeça, irritado. - Vamos para o chuveiro. - digo finalmente. - É claro. - ela murmura, sua mente está completamente em outro lugar. Eu me preocupo mais, e fico ansioso. - Venha! - eu digo rabugento, e pego sua mão apertando, como se ela fosse desaparecer na minha frente. A caminhada até o banheiro é sombria. Eu, andando na frente e puxando decididamente Anastasia atrás cuja mente parece ter ido para alguma outra dimensão, e ela está marcada fora de seu corpo. Deus! O que está errado?

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II Eu entro no banheiro, soltando a mão de Anastasia, ligo o chuveiro, e tiro minhas roupas. Então eu me viro e Anastasia, começa a desatar o roupão. - Eu não sei o que está chateando você, ou se você está apenas mal-humorada por falta de sono Anastasia, - eu digo olhando para ela preocupado. - mas eu quero que você me diga. Minha imaginação está correndo pra longe de mim, e eu não gosto disso. - eu digo, estabelecendo a minha preocupação antes que ela possa se abrir comigo. Em resposta, ela vira os olhos para mim! Mas que diabos? Eu a encaro, estreitando meus olhos tão apertados, que você pode vendar-me com uma linha de fio dental! Ela suspira e responde: - Dra. Greene me repreendeu sobre a falta da pílula. Ela disse que eu poderia estar grávida. - O que? - Sai da minha boca completamente chocado e fora do meu normal. O sangue escorre de meu rosto, e eu congelo enquanto eu olho para ela questionando e a realização amanhece em mim que ela poderia estar grávida, e merda! Isso não pode ser! - Mas eu não estou. Ela fez um teste. Foi um choque, só isso. Eu não posso acreditar que eu fui tão estúpida. - explica o restante, e uma carga foi tirada dos meus ombros. Eu mentalmente cedo. - Você tem certeza que você não está? - Sim. - ela confirma. Eu dou um profundo suspiro de alívio. - Ótimo. Sim, eu posso ver que notícias como essa seriam muito perturbadoras. - eu digo com alívio inundando-me. Ela me olha carrancuda, como se ela não estivesse feliz com a minha reação. - Eu estava mais preocupada com a sua reação. - diz ela. Estou confuso, olho para ela franzindo a testa. - Minha reação? Bem, naturalmente eu estou aliviado. Seria uma grande negligência e falta de educação, engravidá-la. - Então, talvez devemos nos abster. - ela responde atirando em mim. Por que ela está com raiva de mim? Estou confuso. Eu olho para ela tentando resolver o mistério por trás de sua reação. - Você está de mau humor esta manhã. - eu avalio. - Foi apenas um choque, só isso. - diz ela, amuada. Eu a amo com todos os seus humores. Bom, mau, insanamente enlouquecedora, triste, petulante... Tudo sobre ela é gostoso! Eu agarro as 225

II lapelas de seu roupão, e puxo-a em meus braços, abraçando-a. Segurando e sentindo-a em meus braços, sua frente nua está dentro do abraço do meu corpo nu. Eu inalo o cheiro dela fechando os olhos, e beijando seu cabelo enquanto eu pressiono sua cabeça no meu peito. Eu não quero que ela fique com raiva de mim. - Ana, eu não estou acostumado a isso. - murmuro, sem saber como me comportar. - Minha inclinação natural é para te dar umas boas palmadas, mas eu duvido seriamente que você queira. eu digo com sinceridade. Essa é a única maneira que eu estou acostumado. Eu não estou acostumado a ser deixado no escuro, e ter que lidar com as peculiaridades do sexo feminino, especialmente uma como Anastasia. - Não, eu não quero. Isso ajuda. - diz ela, enquanto seu abraço fica mais apertado em minha volta. Como estamos abraçados em nosso abraço por um longo tempo, eu me sinto aliviado, algo muda dentro de mim percebendo que existem outras maneiras do que as que eu tenho utilizado, com resultado muito mais agradável. Depois que eu sinto a tensão deixar o corpo de Anastasia, eu a solto, e digo: - Venha, vamos para o chuveiro. Eu tiro o roupão e deixo-o cair em seus pés no chão. Nós dois entramos no chuveiro. O chuveiro é muito grande e a água é suficiente para lavar facilmente nós dois ao mesmo tempo. Molho meu cabelo, e pego o frasco de xampu. Eu esguicho um pouco em minha mão, e coloco também na mão de Anastasia. Ela espelha minhas ações. Depois esfrego o xampu sensualmente no cabelo dela, ela parece relaxada com os olhos fechados, e ela permite que a água lave enxaguando o shampoo de seu cabelo. A espuma escorre como riacho através de suas costas, suas pernas e finalmente alcança e agrupa-se pelo ralo. Eu esguicho um pouco de sabonete líquido na palma de minha mão, esfregando minhas mãos ensaboando. Eu me aproximo do corpo de Anastasia e começo a ensaboá-la pelos seus ombros, para seus braços, axilas, peito e suas costas. Gentilmente eu a viro sem dizer uma palavra, eu a puxo contra minha pele e começo a lavar seu estômago, seu ventre e entre suas pernas, sobre seu sexo e seu bumbum. Eu viro Anastasia de novo, e desta vez estamos frente a frente. Seu olhar é persistente em mim com admiração, olhando para mim expectante. - Aqui. - Entrego-lhe o sabonete líquido. - Eu quero que você lave os restos do batom. - Seu olhar lança-me rapidamente, ansiosa. Eu olho para ela decidido. - Não se desvie muito da linha, por favor. - eu murmuro em voz firme e nervosa. - Certo. - ela sussurra. Eu a observo sem pestanejar. Ela espreme uma pequena quantidade de sabão em sua mão, e depois esfrega as palmas das mãos para ensaboar o sabão. Suas mãos se movem lentamente, mas decididamente sobre meus ombros e ela começa a esfregar suavemente sobre as linhas de batom. Meu corpo fica tenso. Tenho que me concentrar fechando os olhos. Eu tenho que encontrar um lugar feliz na minha mente para deixá-la fazer isso. Minha respiração aumenta, meus picos de frequência cardíaca, como se meu coração estivesse tentando sair do meu 226

II peito. Superando o medo, eu tento acalmar o menino escondido dentro de mim, dizendo-lhe que é seguro. É só Anastasia que nos ama, tanto o menino pequeno quanto o homem fodido dentro de nós. Seus dedos tremem, mas ela continua em curso determinado. Ela ensaboa meu peito com sabão com o mais suave dos toques, e ainda que os movimentos sejam simples, saudáveis, e de puro amor, eu ainda me encontro engolindo nervosamente, ficando tenso e apertando minha mandíbula. As mãos dela deixam meu corpo por um breve momento, me dando uma chance de ceder o alívio. Ela coloca mais um pouco de sabão em sua mão e pergunta: - Pronto? - Em uma tensa voz correspondendo com a minha. - Sim. - é o meu sussurro em resposta, quase inaudível, atado com puro medo não diluído. Ela coloca as mãos sobre meu peito e mais uma vez eu estou congelado no meu lugar, impotente. Meu instinto me diz para afastá-la e correr. Correr bem longe dela, de seu alcance. Eu inspiro superficialmente, respiro rapidamente para soltar o medo, mas meu corpo fica tenso, até mesmo rígido, e cada movimento que suas mãos fazem aponta o medo como se ela fosse pular a fronteira a qualquer segundo e invadir em meu território escuro, fazendo-me vulnerável. A dor e o medo são insuportáveis. Olhando para ela, eu vejo as lágrimas descendo em torrentes, correndo contra a água do chuveiro. Eu não posso suportar vê-la chorando por minha causa. Eu não valho por suas lágrimas. - Não. Por favor, não chore. - eu imploro, em um sussurro angustiado. Eu a envolvo em meus braços, e mantenho-a apertada contra mim. - Por favor, não chore por mim Ana. - e com isso, ela cai em soluços e enterra seu rosto sofrido em meu pescoço. Eu não posso suportar vê-la assim! Eu me afasto, segurando seu rosto, capturando-o efetivamente em minhas mãos, eu me inclino e capturo seus lábios e me perco em seu beijo. - Não chore Ana, por favor. - Eu falo contra sua boca e lábios. - Foi há muito tempo. Não estou sentindo dor por você me tocar, mas eu simplesmente não posso suportar isso. É muito. Por favor, não chore, baby. - Eu quero tocar em você, também. Mais do que você jamais saberá. Para ver você assim... Tão magoado e com medo, Christian. Fere-me profundamente. Eu te amo muito. A reafirmação de seu amor me relaxa, centraliza-me e eu estou mais uma vez no meu lugar mais seguro. Eu passo o meu polegar sobre seu lábio inferior. - Eu sei, eu sei. - eu sussurro. - Você é tão fácil de amar. Você não vê isso? - Não, querida, eu não vejo. - eu digo descrente. Não há nada de amor sobre mim.

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II - Você é. E eu amo e assim como sua família. Assim como Elena e Leila. Elas têm uma maneira estranha de mostrar isso, mas eu sei que elas amam. Você vale a pena. - diz ela. Cada uma de suas palavras são como facadas em minha alma escura não importam o quanto ama. Eu não sou digno do amor e do carinho de ninguém. Eu sou ruim para ela! Ela não tem ideia do que eu gostaria de fazer com ela! Não faz ideia de tudo! Será que ela ainda me amaria se soubesse? - Pare. - eu digo incapaz de suportar. Eu coloco meu dedo sobre seus lábios, e balanço a cabeça para detê-la. A agonia aperta-me no âmago. - Eu não consigo ouvir isso. Não sou nada, Anastasia. Eu sou uma casca de um homem. Eu não tenho um coração. - Sim, você tem. E eu quero tudo isso. Você é um homem bom, Christian, realmente um homem bom. Jamais duvide disso. Olhe para o que você fez... O que você conquistou. - Ela diz com fervor entre seus soluços. - Olhe para o que você fez por mim... O que você dispensou, por mim. - ela diz sussurrando em completa reverência. - Eu sei, eu sei como você se sente sobre mim. - ela diz e eu vejo o medo agarrando-me bem na minha garganta. Uma coisa é o que eu sei, o outro é o que ela sabe! Eu não valho para ela. Ela não sabe disso! Ela não deve saber disso! Eu fico em pânico, mas eu fico firme em meu lugar. Eu olho para ela, com meus olhos embaçando desorientados. - Você me ama. - Ela sussurra. Ela sabe! Ela sabe! Meus olhos se arregalam automaticamente em pânico. Minha boca está boquiaberta, incapaz de pronunciar uma única palavra. Eu não consigo negar o que já está selado sobre minha alma. Eu sou indigno, torturado e nesse momento eu estou expondo minha alma para ela para que ela faça o que quiser. Eu sou todo dela. Me aceite como eu sou, Ana. - Sim. - eu sussurro. - Eu amo.

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II Capítulo X Estou perplexo com medo pela minha própria admissão. Eu disse isso em voz alta! Eu finalmente admiti, e nomeei o sentimento dentro de mim para essa deusa diante de mim. Minhas entranhas torcem e eu tenho essa sensação dolorosa no estômago que eu sou indigno de amá-la. Anastasia parece alegre, feliz, e ela têm esse amor e desejo incontido por mim em seu olhar. Olhar tão inocente, tão sedutora, tão celestial, e isso me faz sentir como merda, um homem desprovido de uma alma não deve estar apaixonado por uma garota como essa. Eu não suporto o jeito que ela me olha como se nada existisse além dela e de mim do outro lado do universo. Lembro-me de que Sydney Carton disse num momento. "Eu sou escravo decepcionado, senhor. Eu não me importo com nenhum homem na terra, e nenhum homem na terra cuida de mim”. Isto é como eu penso em mim, impedindo os meus sentimentos por ela de vir à tona. "O amor é uma emoção inútil! Ele enfraquece o homem. O mesmo objetivo final poderia ser alcançado por outros meios ignorando completamente a bagagem que o amor traz." Foi enraizada em mim. Aqui estou eu, um homem que está nu em toda a sua existência, com muito a esconder, mas sem ter onde se esconder, que é inútil sem coração e sem alma. Então vem esse anjo me extraindo habilmente da minha existência miserável. Uma existência cheia de camadas, mas quando tudo é retirado, enquanto eu não levantar todas as minhas paredes em volta de mim, é isso que eu sou. Aberto pra ela. Medo... Tudo isto é novo para mim. Eu nunca, jamais proferi essas palavras a ninguém na minha vida! Nem para os meus pais, nem para os meus irmãos, e nem para qualquer alma viva! Eu nunca amei. Eu definitivamente gosto de Sydney Carton hoje. “Eu tenho tido fraqueza, e eu ainda tenho fraqueza pra desejar você pra saber que domínio repentino você acendeu em mim, montes de cinza que sou, dentro do fogo”. O amor de Anastasia é a minha ressurreição. Para Sydney amor não era correspondido. Eu estava assustado e chocado ao saber que Anastasia me ama, mas agora o conhecimento que está em mim, que eu sei que ela me ama, eu não posso viver sem ela. “Eu abraçaria qualquer sacrifício por você e por aqueles que são queridos por você,” disse Sydney a Lucie. Essa foi a única maneira real que ele poderia dar seu amor por ela. Eu também faria qualquer sacrifício por Anastasia, exceto vêla com outra pessoa. Eu morreria antes de deixar isso acontecer! Eu sou apenas um homem egoísta. Sydney Carton foi um sonho que acabou em nada. Mas ele disse a Lucie que ela inspirou o sonho. Eu não quero que isso seja um sonho com Anastasia. Eu quero viver esse sonho com ela. Quero experimentar, mantê-la para mim, somente pra mim ! Eu não sou o tipo de homem que iria abandonar a luta. E eu luto para vencer. Se isso fosse necessário, para tê-la, e mantê-la, com quem se atrevesse a desafiar-me. Anastasia chega até mim e aperta meu rosto em suas mãos e me beija... Beija-me com tal paixão suave, que faz o tempo parar, e meu coração derreter. Nossos sentimentos se tornam inundações que correm para o outro através do nosso beijo, nosso vínculo. Seu beijo se transforma em um apaixonado enquanto a água quente do chuveiro cai sobre nós. Tudo em mim se encaixa em sua atenção, e eu gemo ao levá-la para o meu abraço abraçando-a para o meu corpo, o meu coração, a 229

II minha alma. Ou é o contrário? Quando ela está tão perto, eu tenho a sensação de que eu tenho um coração e uma alma. Ela é o que alimenta a minha alma, ela é minha alma. Ela é o que me faz completo. - Oh, Ana, - Eu sussurro a minha voz rouca de emoções que não consigo traduzir em palavras. - Eu quero você, mas não aqui. - fazer amor é a minha maneira de me expressar. Todo o resto é novo para mim. Esta é a minha maneira de ter certeza que estamos bem um com o outro, que nos amamos, e é a minha confiança nela. - Sim, - ela murmura em minha boca tão desejosa. Eu fecho a água do chuveiro, e segurando a mão dela, eu a levo para fora do chuveiro, e envolvo-a em torno de seu roupão. Então eu pego uma toalha macia para embrulhar em torno de minha cintura. Pego outra toalha e puxo Anastasia perto de mim. Dirijo-me em torno dela e começo a esfregar suavemente os seus cabelos com a toalha, secando-os. Este ato simples, mas saudável é tão íntimo, tão familiar e ainda há uma sensualidade nele. Não há palavras envolvidas. É um ato não sexual comovente... Amoroso , estamos cuidando um do outro. Quando termino, eu enrolo a toalha em torno de seu cabelo, quando ela levanta a cabeça para olhar para o espelho, nossos olhares se encontram. Anastasia se ilumina, e um brilho vem aos seus olhos. - Posso retribuir? - ela pede. Eu estou morrendo de vontade que ela me toque, mas, a sensação é tão nova, tão esmagadora, a apreensão se arrasta em mim. Eu olho para baixo, e aceno com a cabeça afirmativamente. Eu quero fazer isso. No entanto, eu ainda estou nervoso. Sem pestanejar, meu olhar segue Anastasia. Ela pega outra toalha da pilha, e ela tem que ficar na ponta dos pés para alcançar minha cabeça. Eu me curvo para deixá-la chegar mais fácil, e ela gentilmente seca meu cabelo. Eu acho que eu nunca permiti que ninguém fizesse isso por mim. Nem mesmo quando fui adotado. Doeu muito para Grace por não ser capaz de cuidar de mim como uma mãe deseja, mas, eu aprendi a ser suficiente em uma idade jovem para não permitir que ninguém me tocasse. No entanto, para minha surpresa, eu acho que eu gosto dela me tocando assim, e por alguma razão insondável, sobe um relaxamento que me alivia, e que me faz feliz como uma criança. Estou exultante além da crença e sorrindo de orelha a orelha como se fosse manhã de Natal! - Faz um tempo que ninguém faz isso comigo. Um tempo muito longo, - Eu me vejo resmungando. Na verdade, eu não acho que alguém já tenha secado o meu cabelo. - Certamente Grace fez? Secou seu cabelo quando você era jovem? - Pede Anastasia. Eu balanço minha cabeça negativamente enquanto ela ainda está tentando esfregar a toalha para sugar toda a água do meu cabelo. - Não. Ela respeitava meus limites desde o primeiro dia, apesar de ter sido doloroso para ela. Eu era muito autossuficiente quando criança, - eu digo muito baixinho. Eu tinha que ser autossuficiente, na verdade eu acho que era eu quem cuidava da prostituta do crack ao invés dela de mim. Mas eu não quero que essas lembranças possam estragar o que temos neste exato momento. 230

II - Bem, eu estou honrada, - diz ela docemente. - Você está Srta Steele. Ou talvez eu é que esteja honrado. - Isso é o senhor que diz, Sr. Grey, - diz ela com sarcasmo, ainda provocando. Uma vez que ela termina com o meu cabelo, ela pega uma toalha de mão da pilha e ela se move em torno de mim para ficar atrás de mim. Nossos olhos se encontram no espelho. Ela quer fazer alguma coisa, mas será que eu quero saber o que? Eu ainda não posso imaginar, mas dou-lhe um olhar interrogativo no espelho. - Posso tentar uma coisa? - Ela pede. Eu sei, ela quer me secar. As palavras ficam presas na minha garganta como se todas elas de uma vez só se empilhassem bloqueando a saída. Tudo o que posso fazer é acenar. Ela lentamente pega a toalha e a move para baixo no meu braço esquerdo, perseguindo as gotas de água sobre a minha pele. Eu vejo seus movimentos no espelho olhando, para a mulher que de uma só tacada me abriu como o Grande Bazar. Quando ela percebe o meu olhar sobre ela, ela detém o seu olhar para cima para encontrar meus olhos no espelho, queimando com emoção. Só então, sem quebrar o seu olhar em mim, ela se inclina para baixo, e dá um beijo no meu bíceps. É um movimento pequeno, mas infinitamente amoroso, um arrepio percorre meu corpo e eu suspiro meus lábios caem abertos para acomodar a crescente necessidade em mim. Ela move sua atenção para o meu braço direito, perseguindo as gotas de água com a toalha pequena. Uma vez que ela completa sua missão, ela corre um rastro de beijos no meu bíceps, e estranhamente, eu amo o gesto sensual. Como algo que me assustou até a morte pode ser tão incrivelmente excitante? Sinto um sorriso rastejar até meus lábios. Então o olhar de Anastasia se junta ao meu no espelho novamente. Ela arrasta a toalha cuidadosamente abaixo da linha de batom em minhas costas. Eu quero que ela me toque. Eu quero que ela me sinta. Sinta o quanto eu a quero, o quanto ela, só ela significa para mim! Um vulcão de emoções sobe em mim, e com a superfície rompendo com minha declaração de amor para Ana, minhas emoções sobem à superfície, transbordante. - As costas inteiras, - eu digo baixinho, - Com a toalha. - Eu preciso fazer isso. Tem sido longo o suficiente. Eu preciso conquistar esse último pedaço de território em mim com ela. Eu inalo uma ingestão aguda da respiração para suprimir o demônio agitado encurralado querendo me consumir. Eu fecho meus bem os olhos. Apertados! Anastasia faz o que é pedido rapidamente. Quando ela termina, ela retira a mão, e eu finalmente exalo alívio. Ela premia minha coragem com um beijo no meu ombro. Anastasia coloca os braços em volta de mim para secar minha barriga ainda na zona de segurança. Mas tendo alguém, mesmo Anastásia me tocando onde eu não tenho sido tocado há tanto tempo é algo que demanda muito esforço da minha parte. Eu estou apreensivo como se em qualquer momento ela irá ultrapassar a linha, embora eu saiba que ela não irá. - Segure isso. - Ela diz, e me entregando uma toalha seca. Sentindo-me confuso, eu franzo a testa olhando para ela. O que está se passando em sua linda cabeça?

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II - Lembra-se na Geórgia? Você fez eu me tocar com as mãos, - explica ela. Foi uma das melhores lembranças que eu tive. Meu olhar escurece com o desejo. Sem dizer uma palavra, eu olho para ela no espelho. Minha mulher, a menina que me pertence em todos os sentidos está me segurando como se não houvesse outras duas pessoas que se pertencessem, tanto quanto nós, aqui e agora. Sua mão suavemente atinge a minha, e eu a levo, confiando nela. Eu guio sua mão até meu peito secando. Ter controle sobre o que ela está fazendo me faz sentir melhor aos trancos e barrancos. Eu posso fazer isso. Eu sou responsável. Ela está rendendo seus movimentos ao meu controle. Mas passar por cima das cicatrizes, desencadeia uma emoção nova, trazendo lembranças torturantes de volta, que eu tentei manter longe por tanto tempo quanto me lembro. Meu corpo fica tenso, mas eu vou superar isso. Eu confio nela. Eu confio nela. Eu confio nela. Eu confio. Anastasia. É o meu mantra. Sua mão sem jeito desliza mais e mais em meu tronco. Eu nunca sou inábil em nada físico seja sexo ou exercício. Mas isso... Isso é desconfortável para mim. Ansiedade rola através em mim. O tempo para, paro de respirar, apenas o som amplificado da toalha deslizando sobre meu torso. Nada mais. - Eu acho que você está seco agora, - ela sussurra em voz baixa. Mas algo mais cresce exponencialmente em mim. É a necessidade que eu tenho por Anastasia. Eu tenho que tê-la, unir nossos corpos, as nossas almas... Eu tenho que abraça-la, fazer amor com ela. Agora! - Eu preciso de você, Anastasia, - Eu sussurro fervorosamente. - Eu preciso de você, também, - ela diz e ela está pedindo mais um sopro de ar. - Deixe-me te amar - eu digo a minha voz grossa com emoção. - Sim, - ela diz, eu me viro mais rápido do que o Super-Homem e a pego em meus braços, meus lábios procuram os dela, eu a adoro, a amo e enquanto eu estou perdido em todas as emoções, eu imploro que ela me ame também Ela é minha... e só minha. Enquanto eu a beijo, eu consumo, e devoro com o meu amor e desejo, eu percebo que ela é a única. Eu estimo, eu quero, eu amo com toda a minha existência! Todas as maneiras que eu sou... fodido, amoroso, temperamental, infernal, exigente, possessivo, amoroso, apaixonado, assustado, preocupado, adorando, maníaco por controle, mandão, deus do sexo... Todos os meus 50 tons amam Anastasia Steele! Eu ando para o quarto completamente consumido por ela, com a minha mulher enrolada no meu tronco, eu a coloco na cama. - Deixe-me fazer amor com você Ana! - Rogo-a. - Deixe-me mostrar o que você significa para mim... Deixe-me te adorar com o meu corpo... - Eu digo e cubro seu corpo com o meu. O calor que vem de meus braços e corpo... e da tensão crescente nas minhas pernas e no peito. Meus lábios vão aos dela para reivindicá-los, minha língua correndo em sua boca, e buscando a dela. Provando a doce de Anastasia. Ela, então, traça sua língua no meu lábio inferior, e de vez em quando morde meu lábio, fazendo-me gemer mais. Meus lábios traçam o dela, e eu chupo o lábio inferior e ela delira em minha boca. Surtos de febre atravessam nossos corpos. Eu trilho beijos até sua garganta e ela arqueia o pescoço para me dar acesso fácil. Eu sorrio. Minha mão trilha para 232

II baixo de suas costas levantando-a da cama um pouco, enquanto a outra mão está arrastando para baixo do lado dela, em seu quadril e pernas. Eu trilho até sua clavícula, em seguida, para baixo a seu osso do peito, marcando um caminho enquanto eu viajo. Sinto seu coração batendo debaixo dos meus lábios, seu peito subindo. Ela levanta-se para fora do colchão para atender meus lábios com seu corpo. Eu sorrio. Meus lábios se movem sobre o peito, lambendo, mordendo e brincando. Ela engasga um pouco mais. - Oh, por favor, Christian! - Ela pede. Eu levo seu mamilo em minha boca, chupando, mordendo suavemente, fazendo-a ofegar e gemer de prazer puro. Minha mão direita viaja para encontrar o outro seio e eu começo a trabalhar nele, apalpando. Eu tomo o mamilo entre o polegar e o indicador, e repito os movimentos de ministrações com minha língua no outro seio. Ela murmura uma versão incoerente do meu nome. O mundo se afasta e só há Anastasia. Tato, paladar, olfato, audição, estou imerso nela em todos os sentidos possíveis. - Você tem um cheiro que me deixa duro instantaneamente Anastasia... - Eu murmuro. Toda celestial, toda mulher, toda minha baby. E os sons que ela faz... Eu poderia amá-la, beijá-la, andar com ela para a eternidade com o jeito que ela está respondendo á mim! Estamos tão em sintonia um com o outro. Eu sou incompleto sem ela! Ela arqueia seus quadris e esfrega-se no meu corpo. Doce céu! Meus lábios viajam até seu umbigo e eu belisco em torno dela fazendo-a ofegar. Indo para seu sexo, meus lábios em sua feminilidade doce, lambendo, entrando fundo, ela levanta-se em minha boca enquanto eu seguro suas nádegas e ela dá um grito de prazer. - Por favor, Christian! Eu quero você dentro de mim, - ela pede. Eu não posso deixar de estar dentro dela, não quando ela está implorando desse jeito. Eu gemo! Eu chego até a cômoda de cabeceira, e pego uma camisinha, rapidamente rasgando a embalagem, eu enrolo no meu comprimento. - Você não sabe o quanto eu gosto de fazer você gozar Ana! - Só me fode já! - Ela geme, me fazendo rir imensamente. - Sim, senhora! - Eu digo e bato nela em um movimento rápido. Meus braços estão ao lado de seu corpo, e enquanto eu ritmicamente entro e saio dela, minha boca cobre a dela novamente, fazendo ela provar de sua própria excitação. Sinto os músculos de Anastasia apertando em torno de mim, e sinto deliciosas sensações correrem pela ponta do meu pau até o resto do meu comprimento, e sinto todo meu corpo envolvido no prazer, feliz e eu grito o nome de Anastasia quando ambos chegamos a nosso clímax enquanto uma ondulação estremece através de nossos corpos, e eu entro em colapso em cima dela saciado em um paraíso arrebatador. Quando nós dois descemos do nosso êxtase coital, nós dois estamos saciados. Eu preguiçosamente corro meus dedos por seu corpo enquanto estamos ditados juntos. Anastasia está deitada de frente abraçando seu travesseiro, e eu estou de lado, apenas tocando a minha mulher. Minha mulher! Minha! - Então você pode ser gentil, - ela murmura toda satisfeita. 233

II - Hmm... pelo menos assim parece, Srta. Steele, - eu digo, fazendo-a sorrir. - Você não estava particularmente assim na primeira vez que... hum, fez isso, - comenta lembrando-se de algo. - Não? - eu sorrio para ela. Essa foi a primeira vez que eu a tomei para mim. - Quando eu roubei sua virtude, - eu digo proprietário. - Eu não acho que você me roubou. Eu acho que a minha virtude foi oferecida por livre e espontânea vontade. Eu queria você, também, e se bem me lembro, eu me diverti bastante, - ela sorri em seu sorriso tímido de menina, e mordendo o lábio. - Assim como eu, se bem me lembro, Srta. Steele. Nosso objetivo é satisfazer, - eu digo enquanto meu rosto suaviza e fica sério. - E isso significa que você é minha, completamente, - eu lembro a ela. Ela é minha de toda forma possível. - Sim, eu sou, - diz ela com uma voz suave confirmando. -Eu queria te perguntar uma coisa. - Vá em frente. - O seu pai biológico... Você sabe quem ele era? Este é um assunto que eu não quero discutir, mas é Anastasia e suas curiosidades. Incomodou-me muito que o homem que abusou de mim poderia ter sido meu pai. Mas graças a Deus, ele não era! - Eu não tenho ideia. Não foi o selvagem que era cafetão dela, o que é bom. - Como você sabe? - Ela pede. - Algo que meu pai, Carrick disse para mim, - Eu comento. Ela olha para mim com expectativa, à espera de mais informações enquanto suas antenas de satélite são ressuscitadas, abrindo-se. Eu sorrio para ela. - Tão faminta por informação, Anastasia, - eu suspiro balançando a cabeça em desgosto. - Depois que o cafetão descobriu o corpo da prostituta drogada telefonou para as autoridades. Levou quatro dias para fazer a descoberta. Ele fechou a porta quando ele foi embora... deixou-me com ela ... seu corpo, - eu digo. Uma cena que toca em meus pesadelos quase todas as noites. Anastasia fica horrorizada e ela muda para um olhar sombrio, fazendo-a inalar fortemente com a imagem. - A polícia entrevistou-o mais tarde. Ele negou plenamente que eu tinha alguma coisa a ver com ele, e Carrick disse que ele não parecia nada comigo. - Você se lembra de como ele era?- Ela pede. - Anastasia, não gosto de relembrar dessa parte de minha vida. Sim, eu me lembro de como ele era. Eu nunca vou esquecê-lo. - A memória de um homem que fez tanto dano ao meu ser não é algo 234

II que eu quero discutir logo após ter a mente soprada com sexo. A raiva sobe naturalmente em mim. - Podemos falar de outra coisa? - Eu sinto muito. Eu não queria perturbar você, Christian, - ela responde. Eu sei que está no passado, mas é como lembrar o sabor de um alimento desagradável depois que você comeu a refeição mais requintada. Ele não faz bem. - É notícia velha, Ana. Não é algo que eu quero pensar. - Então, qual é a surpresa? - Ela pede. Oh, baby, você está sempre com fome de informação! Mas, eu não posso te dizer o que é senão não é uma surpresa. - Você pode sair e encarar um pouco de ar fresco? Eu quero lhe mostrar uma coisa. - É claro, - ela responde. Eu sorrio como um idiota. Eu quero muito fazer isso com ela, e é o meu terceiro hobby favorito no mundo! Estou muito feliz! - Se vista. Jeans tá bom. Espero que Taylor tenha embalado alguns para você, - eu digo. Eu rapidamente levanto-me e visto minha cueca. Ela está sentada na cama, e só me olhando! A diabinha! - Levanta, - Eu reclamo com ela, enquanto ela continua olhando para mim, e sorrindo para o homem que é dono dela. - Só admirando a vista - diz ela fazendo-me revirar meus olhos. Mas ela se levanta, e move-se de forma eficiente como se tivéssemos vivido juntos por anos, completamente consciente das nuances do nosso corpo, como o outro agiria. No entanto, isso é algo novo para nós dois, nós estamos sorrindo timidamente um para o outro nesse novo tipo de intimidade. Nós dois, finalmente, nos vestimos, no pegando um de olho no outro no espelho. Sorrindo timidamente, ocasionalmente tocando um ao outro com carinho. - Seque o cabelo, - eu peço depois que ela está vestida. - Dominador como sempre, - ela responde sorrindo, e enchendo meu coração de alegria. Embora ela soe reclamona, eu sei que ela gosta quando eu estou no comando. Eu me inclino e beijo seu cabelo. Sim, está molhado. - Isso nunca vai muda baby. Eu não quero que você fique doente. - Ela revira os olhos para mim, e eu sorrio maliciosamente. - Minhas mãos ainda se contorcem você sabe Srta. Steele. - Eu estou contente de ouvir isso, Sr. Grey. Eu estava começando a pensar que estava perdendo suas habilidades, - ela devolve. 235

II - Eu poderia facilmente demonstrar que não é o caso, se assim o desejar - eu digo enquanto eu pego o meu suéter e o amarro sobre o meu ombro. Agora estou vestido com minha calça jeans e camiseta, e se eu precisar dele mais tarde a minha camisa está disponível. Eu olho para Anastasia. Ela tem sua camisa azul claro e calça jeans. Ela se inclina e sacudindo os cabelos começa a secar. Boa menina! ********************************* - Para onde estamos indo, exatamente? - Ela pergunta quando estamos esperando o manobrista trazer o carro. Eu não vou entregar meu segredo ainda. Eu só pisco para ela quando eu toco no lado do nariz. Sua curiosidade apenas aumenta minha alegria. Mas eu não vou dizer a ela. Eu mal posso me conter, pois é evidente que ela está levantando a hipótese em sua cabeça de onde poderíamos ir. Eu só posso ver essas engrenagens girando em sua cabeça tentando decifrar. Cara, eu amo este jogo com ela! Eu me inclino para baixo e beijo-a suavemente. - Você tem alguma ideia de quão feliz você me faz sentir? - Eu sussurro. - Sim... Eu sei exatamente. Porque você faz o mesmo por mim, - diz ela, e no tempo que o manobrista sai do meu carro, nós três temos sorrisos de orelha s orelha, por razões diferentes. - Grande carro, senhor!- O manobrista murmura enquanto ele me dá a chave. Eu pisco para ele, e desde que eu estou muito feliz hoje, eu lhe entrego uma nota de 200 dólares enquanto Anastasia olha para mim fazendo cara feia. O manobrista está chocado, e ele tropeça em suas palavras, - - Uhm... Sim, obrigado Sr. Taylor! Senhor! *********************************** Depois de dirigir para fora da garagem do hotel, eu entro no tráfego. Talvez eu tenha que adiar minha viagem um pouco a fim de retificar algo para Anastasia. Incomoda-me que Leila foi capaz de localizar o carro dela, bem, porque como Anastasia colocou, era o “especial submisso”. Mas Anastasia nunca foi minha submissa. Ela é minha namorada. Ela é meu mais. Ela é tudo. Do que quer que sejam nossas almas feitas, a dela e a minha são a mesma. Quando estamos juntos, nós apenas sincronizamos. Ela é metade da minha alma, e metade do meu coração. Nós somos yin e yang. Como então eu pude ter lhe dado um “especial submissa”? Incomoda-me ter feito isso. É hora de mudar. - Eu preciso fazer um desvio. Não deve demorar muit. - eu digo e minha mente ainda está extremamente ocupada com meus pensamentos. - Claro. - ela murmura intrigada. Eu caio de volta em meus pensamentos enquanto a voz hipnotizante de Evgenia Laguna canta ao fundo. Eu olho para Anastasia olhando para mim através da minha visão periférica. Ela é diferente. 236

II E ela seria uma terrível de qualquer maneira, eu acho que a divirto, mas eu a amo por seu espírito rebelde. Ela desafia meu lado dominante. Estou determinado a fazer diferente. Então, não, um Audi submisso não é bom o suficiente para ela. Ela tem que ser diferente. Ela é a minha primeira em muitas maneiras. Ela é a única mulher que amei. Eu olho para ela com determinação para provar que ela é diferente para mim. Eu saio da auto-estrada e tomo a esquerda eu vou para o estacionamento de uma concessionária Saab. - Precisamos conseguir um carro novo, - eu digo. Sua boca cai aberta. Eu sei que isso não é o que ela estava pensando como o destino de desvio. - Não é um Audi? - Ela pede atordoada. - Eu pensei que você pudesse gostar de outra coisa, - murmuro quase tímido. Eu sei que admiti que a amo, mas tudo é diferente com ela, novas experiências, novas emoções que eu nunca pensei que eu teria em mim. Eu mudo nervosamente em meus pés. - Um Saab? - Sim. um 9-3. Venha, - eu digo levando sua mão na minha, como se outra pessoa fosse clama-la se eu não o fizesse. - O que há com você e os carros estrangeiros? - Os alemães e os suecos fazem os carros mais seguros do mundo, Anastasia, - afirmo o fato. - Eu pensei que você já tivesse me mandado outro Audi A3? - Ela questiona. Oh, baby, eu sou Christian Grey. Ninguém vai discutir comigo se eu decidi não comprar algo. - Eu posso cancelar isso. Venha, - eu digo puxando-a. - Te devo um presente de formatura, - eu digo quando eu seguro sua mão. Ela vai obter o seu presente adequado hoje. - Christian, você realmente não tem que fazer isso. - Sim, eu tenho. Por favor. Venha, - eu digo com firmeza. Ela suspira, e segue-me. Um vendedor da nova Inglaterra com sotaque acentuado chamado Troy Turniansky, vê sinais de Dólares quando nos vê. - Um Saab, senhor? Usado? - Ele pergunta enquanto ele esfrega as mãos como aqueles personagens de desenhos animados que estão prontos para pular em você antes que eles possam se mover para baixo e ter possuído você. - Novo, - eu digo com firmeza, insultado. - Você tem um modelo em mente, senhor? 237

II - 9-3 2.0 T Sport Sedan. - Uma excelente escolha, senhor. - Pode apostar que sim! Eu fiz a minha lição de casa sobre ele. - De que cor, Anastasia? - Eu pergunto-lhe inclinando a cabeça. - Er... Preto? - Ela pede questionando. - Você realmente não precisa fazer isso, - diz ela me fazendo cara feia. Droga, Ana! Não faça chover na minha parada. Se eu quiser comprar um carro para minha namorada, eu vou comprar um carro! E, não preto, se eu puder evitar! As pessoas não a verão tão facilmente como as outras cores. - Preto não é facilmente visto à noite, - Eu digo o óbvio. - Você tem um carro preto, - ela retruca me fazendo cara feia. Sim, mas eu sou um piloto melhor. - Amarelo canário brilhante, então, - diz ela dando de ombros. Eu faço uma cara feia para sua escolha. Fala sério! - E que cor que você quer que eu tenha? - Ela pede, finalmente desistindo. - Prata ou branco. - Prata, então. Você sabe que eu vou levar o Audi, - diz ela. Drenando sangue do rosto do vendedor com a perspectiva de perder uma venda e sua comissão. - Talvez você gostasse de um conversível, senhora? - Pergunta ele, com muito entusiasmo. Eu não tenho certeza se eu gosto da ideia de um conversível. Muito perigoso para ela. - Conversível? - Eu pergunto, levantando uma sobrancelha, olhando para ela. Ela cora. Eu posso fazer Anastasia excitada apenas olhando-a intensamente, mas, eu não quero deixar minha namorada pré-aquecida na frente desse terno barato. Enquanto Anastasia fica tímida e olha para as mãos, eu dirijo o olhar para o terno barato e pergunto: - Quais são as estatísticas de segurança no conversível? - Estou feliz que você perguntou senhor! Este carro ganhou as honras de melhor em segurança quatro anos seguidos. Junto com o equipamento de segurança de série, tais como airbags laterais, padrão, frente e atrás, tem padrão de controle de estabilidade, freios ABS padrão. Além disso, temos o controle de tração, e o veículo foi soberbamente bem em testes de acidentes e de capotamento, - ele começa e vai quase 10 minutos falando sobre as características da segurança do carro. Estou satisfeito. quando eu me afasto do vendedor, vejo Anastasia sorrindo para mim, por algum motivo insondável. Estou muito intrigado e surpreendentemente divertido com a reação dela para mim. Enquanto o terno barato está falando, eu pergunto-lhe se tem um no lote. Ele diz que não, mas ele pode localizar o mais próximo para nós. Concordo com a cabeça, e ele está feliz. Quando ele vai para o seu computador, eu me inclino a Anastasia e digo: 238

II - O que quer que seja que esteja pensando, eu gostaria de um pouco Srta. Steele. - Eu estou pensando em você, Sr. Grey, - ela responde. - Sério? Bem, você certamente me parece embriagada, - eu digo quando eu a puxo para roubar um beijo. - E obrigado por aceitar o carro. Isso foi mais fácil do que da última vez. - Bem, não é um Audi A3. - Eu sorrio. Uma edição submissa não é adequada para ela. - Este não é o carro para você, - eu digo. - Eu gostei, - ela responde. - Senhor, o 9-3? Eu localizei um na nossa concessionária de Beverly Hills. Nós podemos ter ele aqui para você em dois dias, - diz ele praticamente brilhante. - Top de linha? - Eu peço. Eu não quero um mínimo para ela. - Sim, senhor. - Excelente, - eu digo e tiro o meu cartão de crédito para pagar por isso. - Se você quer desta maneira, Senhor... - diz o terno barato, e da uma olhada no meu cartão de crédito. - Grey. - E fácil assim, compramos um carro para Anastasia. Uma vez que nossa transação está concluída, levo Anastasia de volta para o meu carro, abro a porta e do passageiro e ela entra. - Obrigada, - ela diz grata me fazendo sorrir. Anastasia aceitar um presente de mim é sempre bem vindo. - É um prazer, Anastasia. Quando ligo o carro de volta, a música vem de volta. - Quem é essa? - Ana pergunta. - Eva Cassidy, - eu digo. - Ela tem uma voz linda - Anastasia observa. - Sim, ela tem, ela teve. - Oh. - Ela morreu jovem – atesto sombrio. - Você está com fome? - Eu digo para mudar de assunto. Eu não quero falar sobre morte com Anastasia. Não é um tópico, que quero associar com ela. - Você não comeu seu café da manhã todo, - eu digo olhando para ela com desaprovação.

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II - Sim, - ela responde. - Primeiro almoço, então. Eu dirijo à beira-mar em direção ao norte ao longo do Caminho do Alasca. O tempo está incrivelmente bonito. Eu estou ao lado de minha namorada linda, depois de ter realizado uma tarefa, nós vamos comer e depois mostrar-lhe o meu outro hobby favorito. Enquanto outra canção de Eva Cassidy começa, eu viro à esquerda, em direção à estrada costeira, e, finalmente, guio para dentro do estacionamento do restaurante que eu quero levá-la. - Vamos comer aqui. Eu vou abrir a porta, - eu digo com firmeza, para que ela não sai sozinha. Eu quero tratá-la, como a mulher elegante que ela é. Eu quero que ela se acostume a ser tratada como uma rainha. Uma vez que eu abro a porta, eu levo o seu braço no meu, e ela olha para mim sorrindo. O restaurante é junto à marina. - Bem, muitos barcos, - murmura Anastasia. O mar é calmo, e os barcos estão preguiçosamente subindo e descendo com a água é batendo em seus lados. Barcos à vela são visíveis no som. O vento pega e uma rajada de vento corre-nos, fazendo Anastasia puxar o casaco apertado. - Frio? - Eu pergunto a ela puxando-a mais perto do meu corpo para mantê-la aquecida. - Não, só admirando a vista, - ela responde. - Eu poderia olhar para ela todos os dias. Venha, por aqui. - Digo. Nós finalmente fazemos o nosso caminho para o bar e restaurante com paredes brancas com cal, mobília azul pálido, e imagens de barco nas paredes. É um lugar brilhante, como eu estou me sentindo hoje com Anastasia. Dante reconhece-me e imediatamente me cumprimenta. - Sr. Grey! , - Ele fala. - O que posso fazer esta tarde? - Dante, boa tarde, - eu sorrio, e sento-me nos bancos do bar. - Esta senhorita encantadora é Anastasia Steele. - Bem-vinda ao SP Place, - diz ele sorrindo. Dante é Africano-Americano, simpático, alto, e tem um grande diamante brilhando em sua orelha esquerda. - O que você gostaria de beber, Anastasia? - Ana se vira para olhar para mim, questionando. - Por favor, me chame de Ana, e eu vou querer o que Christian beber - diz ela com um sorriso tímido. - Eu vou tomar uma cerveja. Este é o único bar em Seattle, onde você pode ter uma Adnam Explorer, - eu informo-a. - Uma cerveja? 240

II - Sim - eu respondo sorrindo. - Duas Explorer, por favor, Dante. - Aceno para nosso barman e imediatamente ele traz duas garrafas de cerveja e nos entrega. - Eles fazem um ensopado de frutos do mar delicioso aqui, - eu informo-a. Eu realmente gostaria que ela experimentasse. Mas eu não quero dizer isso a ela. Eu quero que seja a sua escolha. - Ensopado e cerveja soa bem, - ela sorri. - Dois ensopados? - Dante pergunta. - Por favor, - eu respondo sorrindo. Dante produz nossas tigelas de sopa e está divino! Pela primeira vez na minha vida, eu me abro com alguém, de bom grado. Começamos a conversar sobre como eu comecei a minha empresa, Grey Enterprises Holdings. O que me inspirou. Eu falo sobre a minha paixão de consertar empresas problemáticas, desenvolvendo novas tecnologias, e tornando a terra mais produtiva para o terceiro mundo. Mas eu também quero conhecer melhor a minha namorada. - Do que é que Ray gosta? - Eu pergunto, e ela mergulha em Ray, e sua infância. Eu questiono a ela porque apesar de ser um bom pai, sua mãe o deixou. Ela suspira e fala sobre suas personalidades e a eventual incompatibilidade entre os dois. Ela fala sobre Montesano, e como ela amava os bosques verdes, me fazendo sorrir como se não fosse verde o suficiente em Seattle. Ela fala sobre o divórcio de seus pais, e sua mudança para o Texas e Vegas. Eu sou tão grato que ela tenha ficado nesses estados. Ela bombardeia-me com perguntas sobre meus filmes favoritos, livros e, claro, ela já sabe o meu gosto musical. Quanto mais falamos, mais eu estou espantado ao descobrir como somos parte um do outro. Como nós gostamos das mesmas coisas, e podemos sentir empatia com o outro. Duas pessoas que conhecem um ao outro. No momento em que terminamos a refeição, eu nem sei como o tempo voou. Já são duas da tarde. Eu pago a conta, e Anastasia e eu deixarmos o restaurante. - Este é um ótimo lugar. Obrigado pelo o almoço, - diz ela, quando eu pego a mão dela e saio do restaurante. - Nós vamos voltar, - eu digo, a caminhada na orla é agradável. - Eu queria te mostrar uma coisa, eu digo animado, ansioso por sua reação. - Eu sei... E eu não posso esperar para ver o que é, seja o que for, - ela responde. Enquanto caminhamos ao longo da marina, vemos as pessoas em seu último dia de férias e apenas passam o tempo com a família, filhos, passeando com seus cães, observando os barcos, brincando com seus filhos, correndo ao longo da avenida. Eu levo-a até a marina, onde iates estão ancorados. Eu levo-a na frente do meu catamarã. - Achei que poderíamos navegar esta tarde. Esta é o meu barco. – eu digo e sinto-me de algum modo tímido sobre isso, nunca tinha trazido ninguém aqui, exceto claro, minha família. São de fato 241

II 52 pés. Ele tem dois elegantes cascos brancos, um deck, uma cabine grande, e um mastro muito alto. - Uau! - É tudo o que ela poderia dizer em reverência. - Construído pela minha empresa, - eu digo com orgulho. De certa forma, é o meu bebê. -Ele foi concebido a partir do zero pelos melhores arquitetos navais do mundo e construído aqui em Seattle no meu quintal. Ele tem motores elétricos híbridos, placas de punhal, uma vela grande assimétricas com tampo quadrado... - Eu começo a explicar, como um pai excessivamente entusiasmado que fala sobre suas realizações. - Tudo bem... você me deixou perdida, Christian, - Anastasia diz incapaz de absorver todas as informações. Eu só posso sorrir em resposta. - Ele é um grande barco. - Ela parece bem potente, Sr. Grey. - Ele é Srta. Steele, - eu respondo. - Qual é seu nome? Eu pego sua mão, puxe-a para o lado do catamarã. Nas letras grandes diz The Grace. Anastasia me olha surpresa. - Você deu o nome de sua mãe? - Sim, - eu respondo - Por que você acha isso estranho? - Ela encolhe os ombros de surpresa. Talvez seja a minha atitude rígida em torno de minha mãe. Eu nunca fui bom em mostrar emoções. É um conceito muito novo para mim, mas eu amo a minha mãe. - Eu adoro a minha mãe, Anastasia. Por que eu não colocaria o nome dela em um barco? - Ela esvazia decepcionada. - Não, não é isso... é só... - ela suspira tentando formular seus pensamentos. - Anastasia, Grace Trevelyan salvou minha vida. Eu devo tudo a ela. - Na verdade eu não estaria de pé diante de Anastasia, se não fosse pela minha mãe. Ela é a minha salvadora. Anastasia finalmente da uma boa olhada no meu comportamento, e vê a minha reverência á minha mãe. Ele é em reverência a ela. - Você quer vir a bordo?- Peço entusiasmo. - Sim, por favor, - diz ela com os olhos brilhando de emoção. Eu aperto-lhe a mão, e caminho sobre a prancha e, finalmente, estamos a bordo do meu barco. Estamos sob o dossel por pouco tempo. Anastasia olha em seus arredores. Uma banqueta com Capacidade para oito está disponível no azul claro. Ela espia através das portas de correr para o interior da cabine, e é surpreendida por alguma coisa. Mac desliza abrindo a porta para sair em seu comportamento fácil, ele é loiro alto, bronzeado e cabelos encaracolados. Ele está com sua camisa 242

II polo desbotado de manga curta rosa e shorts. Anastasia avalia seu cabelo encaracolado, olhos castanhos, e sua roupa. - Mac, - eu digo radiante. Mac é uma dessas pessoas que estão bem perto de ser um amigo mesmo sendo pago por mim, com a exceção do Dr. Flynn é claro. - Sr. Grey! Bem-vindo de volta, - diz ele apertando a minha mão. - Anastasia, este é Liam McConnell. Liam, minha namorada, Anastasia Steele, - Eu digo. Anastasia olha quando me refiro a ela como minha namorada, aquecendo meu coração. Ela e eu estamos ambos ainda nos acostumando com a ideia, mas eu sei que eu a quero pra muito, muito mais. - Como vai? - Diz Liam apertando a mão de Anastasia. - Bem-vinda a bordo senhorita Steele. - Ana, por favor, - ela o corrige, corando. - Como ela está Mac? - Pergunto a ele sobre o meu barco. - Ela está pronta para o rock and roll, senhor, - diz ele sorrindo. - Vamos a caminho, então. - Você vai sair com ela? - Sim. - Respondo Mac. – Um tour rápido, Anastasia? - Eu peço. - Sim, por favor, - ela diz. Levo Anastasia dentro da cabine. Ela olha o sofá, e então seus olhos deslizam sobre as janelas curvas, sua respiração embaraça quando ela olha sobre a vista panorâmica da marina. - Este é o salão principal. Galey ao lado, - eu aponto para a área da cozinha. Eu pego a mão da minha namorada, e levo-a através da cabine principal. Ela olha para o chão de madeira clara, a sensação moderna e arejada, limpo, funcional e espaçoso. - Os banheiros de cada lado - aponto para duas portas, e então eu abro a porta diante de nós, e andamos para o quarto. O quarto ostenta uma cama de tamanho king size, e como a tradicional decoração da outra, é de linho azul pálido e madeira clara. - Esta é a cabine principal, - eu digo olhando para ela depois de fechar a porta. - Você é a primeira garota aqui, além da minha família, - eu sorrio, - Mas eles não contam. Ela me fita enquanto ela olha para mim em meu olhar apaixonado. Ela abre os lábios enquanto ela tenta sugar a respiração para acomodar alguma emoção na sua boca. Eu puxo-a em meus braços, 243

II meus dedos todos se enredaram em seu cabelo, eu beijo-a, longo e duro, e persistente. Ela retribui, me puxando, puxando meu cabelo, indo para os meus ouvidos, distraidamente acariciando minhas orelhas, e voltar para o meu cabelo de novo. No momento em que nos separamos, nós dois estamos sem fôlego, e desejosos. - Poderia batizar esta cama, - eu sussurro contra a boca de Anastasia. - Mas não agora. Vamos, Mac vai zarpar, - eu digo levando Anastasia através do salão, e apontando para outra porta eu explico - Escritório lá, e na frente aqui, mais duas cabines. - Então, muitos podem dormir a bordo? - Ela pede interrogando. - É um catamarã de seis cabines. Eu só tive a família a bordo, no entanto. Eu gosto de navegar sozinho. Mas não quando você está aqui. Eu preciso manter o olho em você. Eu abro um dos baús, e pego um colete salva-vidas vermelho brilhante. Uma ideia vem a mim, e eu sorrio. Anastasia vestindo nada além deste colete salva-vidas, e um grande sorriso. Agora, isso é quente! - Aqui - eu digo colocado o colete sobre a cabeça, e apertando todas as correias, enquanto eu contemplo a ideia dela neste colete sem nada embaixo. Outra hora, talvez... Droga. - Você ama me amarrar, não é? - Ela pede. - De qualquer forma, - eu digo maliciosamente. O que posso dizer? Eu não posso evitar. Eu sou um homem muito viril, e eu tenho uma mulher quente. Há algo sensual, emocionante sobre cintas em minha mulher, e tenho o meu jeito com ela, e ela confia em mim com o seu corpo. Incrivelmente sensual, e caramba, gostosa! - Você é um pervertido, - ela brinca comigo. - Eu sei, - eu digo erguendo minhas sobrancelhas, sorrindo. - Meu pervertido, - ela sussurra docemente. - Sim seu, - eu digo, finalmente, amarrando-a com firmeza, e agarrando, puxando e beijando a minha mulher. Faço um esforço mental para não usar isso em uma cena embora. É uma imagem muito sexy para deixar pra lá. – Sempre, - eu respiro, e solto-a. - Venha, - eu digo agarrando-lhe a mão, levando-a ao convés superior, dentro da cabine pequena. Mac está trabalhando as cordas na proa do barco. - Foi aqui que você aprendeu todos os seus truques de corda? - Anastasia me pergunta inocentemente. - Os engates de cravo vieram a calhar, - eu digo avaliando sua expressão. Será que ela quer ser amarrada? - Srta. Steele, você soa curiosa. Eu gosto de você, curiosa baby. Eu ficaria mais do que feliz em demonstrar o que eu posso fazer com uma corda, - eu sorrio para ela. Sua expressão muda para um tom impassível. Oh, merda! Ela esta brava! O que eu faço? 244

II - Peguei você! - diz ela sorrindo. Oh, baby, você traz essa merda pra mim, me assustando até a morte. Eu tenho que ver o que posso fazer para corrigir a situação. Isso pode ser divertido. - Talvez eu tenha que lidar com você mais tarde, mas agora, eu tenho que dirigir meu barco, - eu digo sentando nos controles, trazendo o meu barco para a vida com um rugido. Mac habilmente salta para a plataforma abaixo e começa a desatar uma das cordas, e se move para outra tarefa enquanto Anastasia me olha com admiração, eu alivio The Grace de seu berço e vou em direção à entrada da marina. As pessoas na estação estão assistindo nossa partida como este é um dos melhores barcos procurados na marina. Anastasia acena de volta para as pessoas com um sorriso no rosto. Eu olho para ela, e puxo-a entre as pernas e mostro-lhe os controles no cockpit. -Pegue o volante, Eu ordeno. - Sim, sim, capitão, - ela responde rindo. Eu coloco minhas mãos sobre a dela, e oriento nosso curso fora da marina e para as águas frias azuis de Puget. Quando saímos da marina, podemos sentir o vento, e a corrente atual rebocar abaixo de nós. - Sua vez, - eu digo, sorrindo eu coloco Anastasia no controle. - Aqui, você a leva. Mantenha-a sobre este curso, - eu digo, e ela está totalmente horrorizada com a perspectiva, com medo mesmo. Ela engole, os olhos arregalados, incapaz de formar uma frase simples. Eu chego até seu rosto, e o seguro. - Baby, é realmente fácil. Segure o volante e mantenha o seu olho no horizonte sobre a proa. Você vai se sair bem, você sempre se sai. Quando as velas forem para cima, você vai sentir um solavanco. Apenas segure-a firme. Eu vou sinalizar com isto - eu mostro a ela apontando um sinal de corte em minha garganta - E você pode desligar os motores. Este botão aqui, - eu aponto para o grande botão preto, que ela não pode perder. - Entendeu? Seu peito sobe e desce rapidamente, mas ela responde: - Sim, - enquanto acena freneticamente, em pânico. Eu beijo-a rapidamente, e deixo minha cadeira de capitão para Anastasia preencher. Estou incrivelmente animado por trazer Anastasia aqui. Uno-me a Mac desfraldando as velas. Nós desatamos as cordas, e operamos guinchos e roldanas para obter sua vela. Mac e eu temos feito isso muitas vezes antes, então não temos que dizer muito pra saber quem precisa fazer o que. Nós finalmente conseguimos içar a vela principal, e ela se enche e o grande vento faz o catamarã dar uma guinada para frente. Então, corro para a vela de proa, e também, finalmente, finalizo até o mastro, pegando o vento e alongamento para a sua largura máxima e comprimento. 245

II - Mantenha constante baby, e desligue os motores! - Eu grito apontando-a, e ela o faz, acenando com entusiasmo enquanto me olha. Agora estamos navegando em direção a Península Olímpica, deslizando como se fosse ao ar. - Mac! - Sim, Sr. Grey, - ele responde. - Dê-me algumas horas com minha namorada assim que ancorar na praia. - Sim, senhor, - diz ele sorrindo, eu aceno e me movo em volta dele. Volto para a sala de controle. - O que você acha? - Eu grito com Anastasia acima do som do vento e do mar. - Christian! Isso é fantástico! - Ela exclama como uma criança que acabou de descobrir o seu brinquedo favorito, fazendo-me rir de orelha a orelha. - Você espera até a vela esteja alta - eu digo apontando para Mac que agora está desfraldando o balão que é vermelho escuro e rico. Uma das minhas cores favoritas mesmas. Cor da paixão. - Cor Interessante, - grita Anastasia perfeitamente me entendendo. Eu sorrio como um predador é claro, e pisco. Agora, ela também sabe. Assim que o balão de spinney sobe em sua forma elíptica grande, ele coloca The Grace em ultrapassagem. Anastasia está olhando para ele com curiosidade, sem entender sua função. - Vela assimétrica. Para a velocidade, - eu explico. - É incrível, - diz ela impressionada. Anastasia tem um enorme sorriso no rosto, quando nos dirigimos para as montanhas Olímpicas e Ilha Bainbridge, a cidade de Seattle encolhe atrás de nós. Tudo é simplesmente lindo aqui fora. Verdes, sempre altas exuberantes, vivas, e as falésias de pé contra o espancamento frio do oceano, estoico. Mares azuis, e céus claros com minha mulher em meu comando; apenas um retalho do paraíso. - Quão rápido estamos indo? - Ela está fazendo 15 nós. - Eu não tenho ideia do que isso significa. - É cerca de 20 milhas por hora, - eu explico. - Só isso? Ela parece muito mais rápida? - É a vasta extensão do mar. Eu aperto a mão de Anastasia. Ela tira o meu fôlego, sempre, aprendendo, experimentando, e completamente curiosa. - Você está linda, Anastasia. É bom ver um pouco de cor em suas bochechas... E não é por estar corando. Você parece igual a quando pousou para as fotos de José - ela responde com um beijo. 246

II - Você sabe como dar a uma garota um bom momento, Sr. Grey. - Nosso objetivo é agradar, Srta. Steele, - eu respondo quando eu tiro os cabelos para fora do caminho e beijo a nuca dela, aquecendo-a para o que está por vir mais tarde. - Eu gosto de ver você feliz. Eu prendo Anastasia em meus braços enquanto navegamos, e ela coloca a cabeça no meu peito, e de todas as tempestades que temos experimentado recentemente. Apesar de que estamos no olho do furacão como nada é resolvido, tanto quanto Leila está em causa, neste momento, esta bolha que criamos aqui no meu barco, é calma e pacífica. **************************** Cerca de uma hora depois, estamos ancorados em uma pequena enseada fora Bainbridge Island, um dos meus lugares favoritos para navegar. Mac vai para a praia, como eu pedi a ele mais cedo, e essa é a minha deixa. Eu agarro a mão de Anastasia e praticamente arrasto-a para a minha cabine, como eu não quero perder um único minuto sem estar nela. Estou diante de Anastasia, um homem com um propósito singular, completamente apaixonado por ela, e embriagado pela sua beleza. Eu rapidamente desato seu colete salva-vidas, e lanço-o para o lado, sem um único olhar em sua direção. Eu tenho o meu deserto, e meu objetivo para reivindicálo. Eu olho para a minha mulher intensamente com olhos escuros devassos desejosos. Trago as minhas mãos até seu rosto, e com o menor dos toques, eu permaneço em seu rosto com a ponta dos meus dedos. Ela tem pequenas respirações rasas. Meus dedos movem por sua garganta, o esterno, e para o primeiro botão de sua camisa. - Eu quero ver você, - Eu respiro, e desabotoou o primeiro botão, ela abre os lábios para respirar, já cheia de desejo e pronta para pular em mim. Eu me inclino para baixo e beijo seus lábios entreabertos. Ela já está ofegante e excitada. Eu gosto dela olhando ardente para mim. - Tira pra mim, - eu sussurro, com os olhos ardentes. Sem quebrar o seu olhar do meu, ela lentamente, sem pressa abre um botão. Meus olhos estão em chamas, apenas reflete o que está em minha alma. Ela se move para o próximo botão, e depois o outro, e, finalmente, ela tem a camisa desfeita. Com um tremor leve de seus ombros, ela permite que a camisa caia no chão. Seus dedos chegam para desfazer sua calça jeans. - Pare, - Eu ordeno-a. - Sente-se. Ela se senta na beira da cama, e eu estou de joelhos, desfazendo os laços de seus sapatos. Primeiro um e depois o outro, puxando de cada sapato, em seguida as meias. Eu escolho seu pé esquerdo, elevando-o para o nível do meu olho plantando um beijo suave na em seu dedão do pé, em seguida, sem quebrar o meu olhar de seus olhos, eu mordo seu dedo do pé com meus dentes. - Ah! - Geme Anastasia sentindo o puxão em sua virilha. Eu sorrio, e levanto-me, puxando-a e 247

II deixando-a de pé, eu digo, - Continue, - e fico recuo para trás para vê-la. Ela abaixa o zíper da calça jeans para baixo, e com seus polegares no cós da calça jeans, ela desliza seu jeans por suas pernas. Baby, você é doce! Faça um show para mim. Eu tento esconder o meu prazer, mas meu sorriso arrasta-se, mas o desejo nunca sai de meus olhos. Quando ela sai do seu jeans, ela revela sua calcinha branca de renda e sutiã correspondente que apenas projeta os seios para cima como se estivesse enfiando em minhas mãos. Sexy pra caralho! Sem quebrar o seu olhar, em um movimento sexy, ela alcança as costas, e desabotoa seu sutiã. Ela desliza as alças para baixo e joga o sutiã em cima de sua camisa. Ela engancha seus polegares em sua calcinha, e com uma facilidade especialista, ela a desliza até os tornozelos, e sai dela graciosa. Oh Deus! Ela é uma deusa sexy! Eu sou apaixonado por essa mulher! O que eu fiz de bom para merecer isso? Eu tenho que fazer amor com ela. Eu tenho que tê-la, abraçá-la, fodê-la, e reclamá-la mais uma vez para ser minha, em cada porra de superfície que me pertence! Eu estendo a mão e puxo o meu suéter, então a minha camiseta sem tirar meu olhar do de Anastasia. Eu rapidamente tiro meus sapatos e meias, então eu chego para baixo para abrir a braguilha, mas Anastasia chega primeiro, e sussurra: - Permita-me. Eu exalo um fôlego para preservar a minha calma, sem pular nela. – Fique a vontade, - eu digo sorrindo. Ela dá um passo em minha direção, e desliza os dedos dentro da cintura de meus jeans, e puxa-me para ela, e eu estou um passo mais perto, fazendo-me suspirar por ter assumido a liderança, eu sorrio. Ela desfaz o botão de cima, e mesmo sem abrir meu jeans, ela se permite movimentar seus dedos sobre meu jeans rastreando minha considerável ereção. Eu flexiono os quadris em suas mãos ansiosas, e fecho os olhos, me perdendo no êxtase do sentimento. - Você está ficando tão ousada, Ana, tão corajosa, - eu sussurro, e curvo-me para beijá-la profundamente. Ela move sua mão em minha meia calça jeans aberta, colocando a mão de um jeito que fica metade sobre meus quadris nus e metade na minha calça jeans, ela murmura: - Você também, - contra os meus lábios. Ela move seus dedos polegares em círculos lentos, preguiçosos e pequenos na minha pele, me fazendo sorrir. Sim, eu estou ficando mais corajoso também. Só por causa dela. - Chegue lá, - eu sussurro. Ela se move com mão para frente da minha calça jeans, e puxa o zíper, e suas mãos se movem para baixo no meu caminho da felicidade para a minha ereção, e ela agarra meu comprimento firmemente. Um som baixo, gutural de prazer, faz o seu caminho para fora. Estamos tão perto, eu agarro-a em 248

II braços, e como nossas respirações se fundem, eu a beijo novamente, mas com facilidade, lento e com amor. Derramando a minha alma para ela com o meu beijo, dizendo o que eu sou incapaz de expressar com palavras. Ela também se encorajou; movendo as mãos sobre meu corpo na zona segura, me segurando apertado. E eu cubro os braços em volta dela, minha mão direita é está contra as costas dela, meus dedos espalmados com meus movimentos da mão esquerda em seu cabelo, fixando-o para o ministério da minha boca. - Ah, eu quero muito você, baby, - eu respiro. Isso é tudo que eu posso suportar sem fazer amor com ela. Eu imediatamente me afasto para tirar meu jeans e cuecas fora, e agora ambos estamos os dois nus, nada á esconder, nem no corpo, nem na alma para ter e manter. Anastasia muda o olhar para uma vida de tristeza. - O que há de errado, Ana? - Eu a encaro, preocupado, acariciando seu rosto com meus dedos. - Nada. Apenas me ame, agora. Com sua declaração, eu puxo Anastasia em meus braços, beijo-a, minhas mãos em seu cabelo. Lábios se fundem, as línguas estão em um tango próprio, chupando e brincando, e dançando. Eu ando para trás e levo minha mulher para a cama, gentilmente abaixando ela, e eu deito ao seu lado. Meu nariz correndo ao longo de sua mandíbula, inalando seu aroma único, inebriante, intoxicante, despertando, estou em êxtase. - Você tem alguma ideia de como o seu aroma é requintado, Ana? É irresistível. Ela só pode me olhar com admiração, reverência e completo amor, a completa intocada. Como posso resistir a essa poção? Eu trilho meu nariz até a garganta, sobre os seios beijando, arrastando, e comprometendo seu perfume para a memória. - Você é tão bonita, - murmuro enquanto eu trilho sobre um de seus seios beijando, e tendo seu mamilo em minha boca e gentilmente sugando. Suas costas arqueiam fora da cama, ela solta um gemido involuntário. - Deixe-me ouvir você, baby, - eu digo. Minhas mãos arrastam para baixo em sua cintura enquanto minha boca permanece adorando seu seio com meus lábios, chupando, lambendo, mordendo, acariciando, amando ... eu trilho meus dedos até a cintura, até os quadris deliciosos, para suas nádegas redondas enquanto a minha boca está perdida no gosto de seus seios. Meu corpo é pura atenção, despertando, desejoso e eu preciso estar nela. Eu agarro o joelho de Anastasia, e engato-o, eu envolvo-a em torno de meus quadris, criando o meu acesso ao seu sexo florescendo, fazendo suspiros em Anastasia com o desejo carnal puro, e sua reação aumenta meu desejo por ela dez vezes mais, e me faz sorrir em sua pele. Eu me enrolo em Anastasia, e rolo, a fazendo montar em mim. Eu entrego-lhe um pacote de preservativo. Anastasia se move pra trás para acomodar meu comprimento substancial e levando minha 249

II masculinidade em suas mãos ela acaricia o cume de cada veia pulsando forte. Para minha surpresa, ela se inclina para baixo, e beija meu pau, e leva-me em sua boca. Seus lábios fazem um movimento giratório, passando para a ponta, em meu comprimento, com sucção, forte. Oh, Deus! Eu gemo e não posso resistir e flexionar meus quadris em sua boca gulosa quando ela me chupa profundamente em sua boca, dentro e fora. Lambendo degustando, ela me consome com os lábios, para cima e para baixo. Ela finalmente se senta e olha para mim. Esta mulher pode só somente com a mente transar comigo, me fazer desejá-la, me torturando com um de seus olhares, trazer-me para a beira do êxtase, e os picos de prazer. Estou impressionado, e sem fôlego, indefeso apenas observando ela. Ela rasga o pacote como se não houvesse amanhã, e envolve meu comprimento com ele. Eu estendo minha mão para ela para ajudá-la a se posicionar em cima de mim, e ela desce lentamente sobre a minha masculinidade, como ela mesma diz. Eu encho-a, e sinto seus músculos apertar em volta do meu pau e a sensação ondula pelo meu corpo, fazendo-me gemer, um som gutural profundo na garganta. Eu coloco minhas mãos em volta dos seus quadris e levo seus movimentos de cima para baixo enquanto eu flexiono meus quadris para consumi-la dentro. - Oh, baby, - eu sussurro, e de repente sento-me cara a cara com a minha mulher, e eu a preencho o mais fundo que eu posso estar nela sentindo cada músculo em volta da minha masculinidade, sentindo ela até a borda. Ela suspira com a sensação de plenitude, agarrando meus braços, em movimento. Eu pego sua cabeça em minhas mãos e olho para ela, sentindo cada movimento, cada desejo cintilado, cada necessidade carnal que queremos, e meus olhos espelham os dela perfeitamente. - Oh, Ana. O que você me faz sentir, - Eu sussurro, e beijo-a com a intensidade do meu desejo por ela, mais ardentemente. Ela beija-me de volta, estamos conectados em cada ponto possível, fazendo amor, corpo e alma unidos. Estou profundamente enterrado nela, sentindo-a, beijando-a, segurando-a enquanto ela está se movendo para cima e para baixo no meu comprimento. Estamos tão perto, eu posso tocar sua alma. - Oh, eu te amo, - ela murmura, e gemo com o sentimento de indignidade, um sentimento torturado. Mas eu quero ser digno dela. Da minha mulher. Minha mulher! tenho de ser o único alegando que é seu agora, e com um movimento rápido, eu rolo e levo-a debaixo de mim sem quebrar nenhum contato entre nós. Ela envolve suas pernas em torno de meus quadris me permitindo permanecer dentro dela. Eu adoro ela, e a amo, eu a desejo. O sentimento é tão palpável assim, forte e consome tudo, eu começo a me mover e deixo os sentimentos tomar conta de mim quando eu fecho os olhos. Eu lamento com o prazer me consumindo. Meu barco balança suavemente na água, quase imitando meu movimento dentro de seu sexo perfeitamente. Nenhum som de qualquer outro tipo além da nossa respiração apaixonada, e eu a saboreio neste momento, pela primeira vez em meu barco, lentamente, em um ritmo calmo, amando-a. Eu coloquei meus braços em volta de sua cabeça, e passo as mãos em seu cabelo,

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II acariciando seu rosto, admirando sua beleza e desfrutando o nosso amor, e sentindo-se superado, eu beijo-a. Neste momento, nós somos um; corpo e alma. Duas peças finalmente encaixadas, amando, saboreando... as mãos de Anastasia mudam para o meu cabelo, me puxando para ela, exigente, querendo mais de mim, tentando me consumir. Suas mãos se deslocam para minhas costas em pequenos círculos. Sua respiração começa a acelerar rapidamente como o meu ritmo trazendo-a para a beira dos picos de prazer. Meus lábios movem-se em sua boca ferozmente, chupando e beijando, movendo-se em seu queixo até sua orelha mordiscando-a. Eu quero estar em todo o lugar ao mesmo tempo. Minha respiração aumenta à medida que o prazer monta dentro de mim. Nós dois começamos tremendo; ali, quase, quase... o pico está à vista... Ela empurra seus quadris em sincronização com o meu movimento, montando o sentimento um pouco mais... Ficando mais e mais... e estamos no auge quando eu sinto todos os seus músculos dentro de seu aperto e aperto com seu orgasmo se aproximando. - Isso mesmo, baby... Se entregue para mim... Por favor... Ana, - murmuro, e ela se entrega. - Christian, - ela grita meu nome como se fosse uma oração, uma ladainha em seus lábios, e eu gemo forte, e ambos vêm e se desfazem em êxtase total. Neste momento, eu sou de minha amada e minha amada é minha.

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II Capítulo XI Se você me dissesse há um mês atrás que eu estaria aqui em meu barco com um anjo feito esse, eu nunca teria acreditado. No entanto, aqui estou eu, completamente saciado, totalmente apaixonado por Anastasia, que está dormindo em meus braços, no meu catamarã que batizamos antes apaixonadamente. Eu me inclino sobre Anastasia, e traço beijos a partir do canto dos seus olhos até o canto dos seus lábios. - Baby, Mac vai estar de volta em breve - eu digo enquanto seus olhos abertos piscam a procura dos meus ainda sonolentos. - Hmm... - É tudo o que ela consegue dizer ainda cansada. Dei-lhe um bom treino. Meu barco boia na água preguiçosamente, refletindo nosso humor, e a dança da luz acima da água é refletida através de pequenas vigias1 sobre o teto da cabine. - Eu realmente gostaria de ficar aqui com você a tarde toda, baby, mas Mac precisa de uma mãozinha com o bote - Anastasia sorri serenamente; seu sorriso é um convite, o amor, a visão do céu tudo de uma vez. - Ana, você está tão linda agora, toda descabelada e sexy me faz querer você de novo - eu digo. Mas, Mac é breve, e eu não quero entretê-lo com os sons da minha namorada no auge do êxtase. Eu me levanto da cama enquanto Anastasia rola para a sua frente admirando a vista. - Você também não é nada mau, capitão - Ela diz mordendo os seus lábios em admiração. Você está me matando aqui. Eu não posso voltar para cama agora. Porém, passo pela cabine de maneira eficiente e me visto. Sento-me na cama ao lado de Anastasia e coloco os meus sapatos. - Capitão, é?- Eu digo secamente. - Bem, sou o senhor desse navio. Ela me olha com admiração, e inclinando a cabeça para o lado - Você é o senhor do meu coração, Sr. Grey. Pra mim ainda é difícil de acreditar que essa linda criatura, esta menina inocente poderia me amar. Eu balanço minha cabeça e me curvo para beijá-la. - Vou estar no convés. Tem um chuveiro no banheiro, se você quiser. Precisa de alguma coisa? Uma bebida? - pergunto em apreço a seu cuidado. Ela tem aquele sorriso bobo no rosto que está apenas ficando maior a cada minuto. 1

Orifício no casco de um navio (barco) onde entra luz para os camarotes.

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II - O que foi?- pergunto, querendo saber o que se passa nessa linda cabeça. -Você. -O que tem eu? - Quem é você e o que fez com Christian? - ela pergunta. Não muito longe, baby, não muito longe. Este Christian está sempre sobre a superfície, na parte superior, infundido em mim. Eu só posso lhe dar um sorriso triste. - Ele não está muito longe, baby-. Respondo suavemente, desamparado. Eu balanço minha cabeça para dispersar os pensamentos. - Você vai encontrá-lo em breve - Sorrio para aliviar o clima. - Especialmente se você não se levantar. - Então chego sobre as suas duas esferas redondas de nádegas deliciosas e dou uma tapa por trás com muita força. Minha mão deixa uma impressão da palma em ambas as faces na cor rosa. Anastasia pula de surpresa, mas começa a rir forte. - Estava ficando preocupada- ela diz. - Ah, é?- eu digo e minha testa toma a forma da letra “V”. Ela me confunde, com todos os seus sinais contraditórios. Como você me quer, Ana? Dominante ou amoroso, baunilha ou excêntrico. - Você realmente me manda sinais contraditórios, Anastasia. Como é que um homem pode entendê-la?- eu pergunto revelando minha confusão e me inclino para baixo e a beijo. - Até mais, baby - eu digo sorrindo, me levanto e saiu para encontrar Mac que deve estar de volta a bordo. Quando volto para o convés, eu o vejo puxando o barco de borracha e o prendendo-o. Ele me dá um aceno de reconhecimento conforme ele continua seu trabalho. - Mac, assim que estiver pronto, podemos partir de volta para Seattle. -Sim, senhor- ele fala em seu habitual comportamento alegre. Assusto-me com o toque do meu Blackberry. Costumo deixar vibrando. É Taylor. Espero que não seja problema. Eu não quero estragar meu maravilhoso dia com más notícias. Eu abraço a mim mesmo por nada, e atendo o telefone. - Grey. -Senhor, nós completamos uma busca minuciosa por todo o apartamento e por todos os pontos de entrada. Encontramos por onde Leila entrou - diz ele sombriamente. - Por onde?- eu digo entre os dentes 253

II - A escada de emergência, senhor. Mas temos tudo sob controle. - Então, Anastasia não estava sonhando, Leila estava no apartamento ao pé da cama, olhando para ela e tentado decidir o que fazer. Tento afastar os pensamentos do que poderia ter acontecido. Mas, isto é uma evolução. O apartamento está seguro agora. - Grande notícia... - Eu não tinha certeza se ela tinha as chaves do apartamento, mas, suspeitamos que ela fez o que todas as evidências apontam, que poderia ter tido uma chave com ela do local. Então, nós mudamos todas as fechaduras. - Bom. - Você ainda está velejando, Senhor? -Sim... - Uhm...só mais uma coisa. Acreditamos que Leila ainda estava escondida no prédio quando você e a Srta. Steele saíram. – Esse pedacinho de informação me deixa inquieto. -Sério? -Digo entre os dentes. - Sim, senhor. Acreditamos que ela ainda estava escondida na escada de emergência. - A escada de emergência? - Pergunto. Eu olhei para fora na varanda e não vi ninguém, mas lá fora era bastante escuro, e pelo que Anastasia disse, ela estava usando uma roupa preta. - A escada não é como a dos outros edifícios, senhor. É uma espécie de curva, e se ela se abaixar o suficiente, dado o seu tamanho e dado pelo fato de que ela era desconhecida, ela teria estado escondida completamente. Eu verifiquei com Sawyer. Apesar do seu tamanho, ele poderia se esconder muito bem, senhor. -Eu vejo... Eu sinto o olhar de Anastasia em mim, ao me virar encontro seu olhar me observando. Agradavelmente, caminho até ela e a puxo para o meu abraço, beijando seu cabelo. - Uma vez que o prédio, assim como a cobertura estejam seguros, você vai voltar para o escala, Senhor? - Sim, hoje à noite. E o hotel? - Eu respondo.

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II - Eu tomei a liberdade de verificá-lo depois que fiz uma varredura no The Grace, senhor. Já recolhi os pertentes da Srta. Steele e os seus. Você pode voltar diretamente para casa, senhor – diz ele. - Ótimo- Digo e desligo o telefone. Mac prepara o barco e nós sentimos os motores aquecendo. - Hora de voltar, - Digo a Anastasia enquanto a beijo depois de um dos melhores dias da minha vida. Eu tomo-a em minhas mãos, coloco o colete salva vidas e prendo-o com um sorriso. ***** À medida que navegamos de volta a marina em Seattle, eu me viro para Anastasia e digo: -Baby, preciso da sua ajuda, - Não a tempo melhor tal como o presente, se quiser lhe ensinar como navegar e levá-la comigo no futuro. Surge um brilho repentino em seus olhos. - Vamos dobrar a vela mestre! - Eu grito sobre o vento. -Certo! -Para dobrar a vela mestre, você deve começar colocando a cabeça do barco para o vento. Temos que colocá-lo na posição. E para que não haja confusão, verifique cuidadosamente se a adriça2 principal está livre pra correr. - Eu a instrua-o e ela me olha como se eu estivesse falando um latim capenga. -Uau! Calma aí, tigrão! Isso é inglês? - ela pede timidamente - Eu acho que você escorregou no Sueco ou no Francês. As únicas palavras que eu entendi foram ‘vento, livre, correr’ e não sei como elas se encaixam na sentença! - ela protesta. Eu abro um sorriso em sua avaliação. Eu amo ensinarlhe qualquer coisa. -Venha comigo, vou te mostrar. - Levo-a para o jammer3. Seguro sua mão, puxando-a até ele. -Primeiro temos que ter certeza que o lazy-jack4 foi capturado e a vela mestre está liberada. Conduza a adriça um pouco, para abrir o jammer. -Umm... Como? - ela pergunta. Mostro a ela, e ela me observa atentamente. 2

Na vela, uma adriça ou ostaga é uma linha (corda) utilizada para içar ou descer uma vela

3

Um encaixe mecânico, com um braço de alavanca que bloqueia a corda.

4

Tipo de equipamento que pode ser aplicado a uma frente-e-ré para auxiliar na manipulação da vela durante o enrolar

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II - Em seguida a fim de evitar que a vela caia de uma vez, e para controlá-la da maneira certa, você precisa manter uma volta em torno do guincho. - Me mostre, - diz ela me fazendo sorrir. Eu mostro a ela e conduzo a vela para baixo. Mac corre para ajudar a dobrar a vela corretamente. -Certo Anastasia. Agora que a vela já desceu, precisamos do suporte da adriça e fechar a sacola portátil. -Hein? - é sua resposta e faz com que Mac sorria duro. - Você quer me apresentar sua companheira? - ele pergunta ansioso. - Eu consegui, Mac - eu digo com firmeza, ele mostra suas mãos em um gesto de desistência. - Agora baby, precisamos arrumar as adriças e as folhas5. -Christian? Que diabos é uma adriça? – ela solicita me fazendo sorrir de orelha a orelha. Eu seguro a adriça e a mostro. – Este cabo é utilizado para levantar e baixar uma vela, mastro, jarda em um veleiro é chamado de adriça. -Ah! – Ela gesticula compreendendo- mas porque você simplesmente não pode só chamar de corda? -Porque se chama adriça? -Ahan... Então quando as cordas estiverem a bordo de uma embarcação, elas são chamadas de adriça. - Esse tipo sim - eu respondo sorrindo. Ela parece atordoada com a sobrecarga de informações. - Ok...vamos guardar a vela proa e o balão6 - eu digo. Até o momento estamos guardando, para Anastasia foi mostrado como amarrar um nó de engate, de cravo, de recife e um catatau. Essa obviamente é minha parte favorita. -Eu posso te amarrar um dia – ela murmura sobrecarregada com tudo o que teve de aprender. Isso 5

É uma linha utilizada para ajustar a posição de uma vela de modo que ela capture o vento adequadamente

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É um tipo de vela de grandes dimensões que se iça na frente do mastro, quando a embarcação navega na direção do vento.

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II seria algo para se ver, embora eu não saiba se poderia confiar nela com esse conhecimento inábil em fazer nós. Ela pode não ser capaz de desatar o que amarrou. Eu sorrio para ela e digo: – Você vai ter que me pegar primeiro, Srta. Steele. O brilho em seus olhos a deixa, e súbito pânico e preocupação assumem o seu lugar. O pensamento da noite em que ela me deixou vem espontaneamente e sei que isso é o que ela está pensando também. Eu vou até ela e a envolvo em meus braços sem dizer nada, tentando tranquilizá-la ou, talvez, tranquilizar-me que isso não vai acontecer de novo. Ela olha pra mim com amor e emoção. - Venha, deixe-me mostrar-lhe tudo sobre o meu barco. Estou muito orgulhoso dele, na realidade Digo, e mostro a ela todos os projetos inovadores que usamos para construi-lo, e eu percebo que neste momento, não só quero compartilhar meu corpo com ela, mas as minhas outras paixões – minha paixão por velejar, por voar, pela energia verde e por alimentar o mundo! Eu a quero comigo por um longo tempo. Não como um descartável, um empregado cuja função é a de ocupar meu quarto de jogos. Ela é meu tudo! Porque eu não deveria mostrar a ela tudo o que sou? Quando nos aproximamos cada vez mais perto da marina, assistimos a cidade de Seattle aparecer no horizonte, e fica cada vez maior à medida que navegamos. Sento-me em minha cadeira de capitão com Anastasia em meus braços, com segurança, em silêncio. Eu a coloco no comando do volante e quero que ela aprenda a se sentir confortável com isso. Não há nenhum lugar na terra que eu prefiro estar agora a com Anastasia em meus braços, fazendo o que eu amo. - Velejar tem uma poesia tão antiga quando o mundo - Murmuro no ouvido de Anastasia. -Parece uma citação. - ela responde me fazendo sorrir. - Sim, e é. Antoine de Saint-Exupéry. -Ah! Eu adoro O Pequeno Príncipe – responde ela. -Eu também. “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas”, essa citação vem a minha mente. Eu espero, espero mesmo que Anastasia esteja na minha vida para sempre, porque só ela capturou e domesticou, no entanto, o meu coração, possivelmente, inconquistável. ****** No momento em que estamos de volta a marina é a hora de ouro, minha mão envolvendo Anastasia e nos dirigimos para a marina. Os raios de sol ainda brilhando no oeste ao longo do horizonte do Pacífico. Mas as luzes da cidade e dos barcos na marina estão agora refletindo sobre as águas escuras, criando fosforescência com luzes cintilantes. 257

II Enquanto trago de volta The Grace para o cais, um grupo de espectadores se reúne nele. Naturalmente, este é um belo barco para se olhar, o que me deixa orgulhoso. Uma vez que eu estou no meu espaço alocado de forma segura, Mac salta para o deck, e amarra o barco a uma coluna. É agridoce que a viagem tenha acabado, mas, eu não vou esquecer - De volta novamente - Eu murmuro melancolicamente. - Obrigada - sussurra Anastasia grata e tímida ao mesmo tempo - Essa foi uma tarde perfeita - ela fala me fazendo rir. Eu adorei essa experiência, e eu realmente gostaria que ela viesse comigo, preferencialmente sozinhos, o que significa que ela precisa aprender a velejar. - Também achei - eu digo pensativo - Talvez possamos matriculá-la em uma escola de vela, assim só nós dois poderíamos ir velejar por alguns dias - eu digo. Meu pensamento ilumina Anastasia imediatamente. - Eu adoraria! Nós poderíamos batizar o quarto de novo e de novo- ela diz, me deixando quente e desejoso. Inclino-me e a beijo logo abaixo da orelha. - Hum... Vou esperar ansioso, Anastasia - eu sussurro com uma voz rouca de libertinagem. Eu arrasto Anastasia fora de seus pensamentos sujos - eu sei por que, eu os coloquei lá, e a conduzo para a terra. -Vamos, o apartamento está liberado. Nós podemos voltar – eu digo. - E as nossas coisas no hotel? - ela fala - Taylor já as recolheu. Não temos necessidade de fazer nada. - Anastasia olha me questionando. – Hoje, mais cedo, depois que ele fez uma varredura em The Grace com sua equipe. -Será que aquele pobre homem nunca dorme? – diz Anastasia com preocupação. Porque ela está preocupada com ele? -Ele dorme. – eu lhe respondo confuso – Ele está apenas fazendo seu trabalho, Anastasia, o qual faz muito bem. Jason é um verdadeiro achado. -Quem é Jason? -Jason Taylor. – Anastasia sorri carinhosamente depois de ouvir o nome completo de Taylor. -Você gosta do Taylor. - declaro percebendo, olhando para ela, o ciúme surgindo em mim. 258

II -Acho que sim – diz ela, e sua resposta faz o meu coração parar por um segundo. Será que ela gosta muito dele? Eu franzo... o ciúme crescendo em mim. Esta é minha mulher! E ela gosta do Taylor! Ah, não! Não! Meu rosto cai. -Não me sinto atraída por ele se é por isso que você está franzindo a testa. Pare! – ela me repreende. Olho para ela sem piscar, tentando avaliar sua expressão. Preocupa-me... Preocupa-me que ela vá parar de me amar. -Eu acho que Taylor cuida de você muito bem. É por isso que eu gosto dele. Ele parece meio, confiável e leal. Ele tem um apelo avuncular para mim. – ela explica. -Avuncular? - eu digo. Como assim? -Sim. -Ok, avuncular – eu digo. Eu posso viver com isso. Por um minuto pensei que estava indo para disputa com o meu melhor segurança. Eu dou um suspiro de alívio, e isso faz Anastasia rir em voz alta. - Ah...Christian, pelo amor de Deus, cresça! – ela me responde. Ela realmente me repreende! Minha boca abre em estado de choque, completamente desorientado com sua reação. Eu devia. Eu sei. Eu apenas... Todas as apostas estão fora quando se trata de Anastasia. Eu sinto ciúmes, proteção... Muita proteção, cauteloso, possesivo, imaturo... E essas são apenas algumas emoções que eu sinto por causa de Anastasia. Eu sou novo nisso. - Estou tentando. – eu respondo tranquilamente. Eu realmente estou. É que, não só estou completamente fodido, mas apaixonado, o que é uma combinação desgastante. Seu rosto suaviza. - Você está e muito! – diz ela, e revira os olhos para mim, sempre tentando, sempre empurrando tudo contra minha natureza fodida. Sorrio. – Quantas lembranças você evoca quanto revira os olhos pra mim, Anastasia- eu digo. Para minha surpresa total ela responde: – Bem, Sr. Grey, se você realmente se comportar, talvez possamos reviver algumas dessas lembranças. – e sua resposta puxa as rédeas do meu coração, me deixando excitado, quero ela desse jeito, na verdade, as palmas das minhas mãos já começam a coçar. Eu mal posso conter o sorriso no meu rosto. – Sinceramente Srta. Steele. O que faz você pensar que quero revivê-las de novo? – eu a questiono. 259

II Ela me dá um sorriso. -Ah, eu não sei. Provavelmente por causa da maneira que seus olhos iluminaram-se feito árvore de natal quando eu disse isso. – diz ela secamente. - Você já me conhece tão bem, baby. - Eu gostaria de conhecê-lo melhor. – ela responde me fazendo querê-la ainda mais nesse momento. - E eu a você, Anastasia. Mac chega ao cais para nos ver partir. Eu aperto sua mão e o agradeço. - É sempre um prazer, Sr. Grey, até a próxima. Ana, muito bom conhecer você. - Ele diz apertando sua mão. Anastasia cora, tímida, provavelmente, pensando que Mac tem uma ideia muito clara de que estávamos aprontando entre os lençóis. Tenho certeza que ele sabe disso e claro que é perfeitamente bom pra mim, que todos saibam que Anastasia me pertence. - Boa noite, Mac e obrigado- ela responde para Mac o qual sorri e pisca para ela. Anastasia cora mais uma vez. Eu pego minha namorada pela mão e caminho em um passeio pela marina. - De onde Mac é? - ela pergunta curiosa. - Irlanda, ou melhor, Irlanda do norte. - Ele é um amigo seu?- ela pergunta e eu considero essa questão. Eu não tenho amigo, mas ele é uma das poucas pessoas que poderiam ser contabilizadas como tal. - Mac trabalha pra mim, e ele me ajudou a construir o The Grace. - Eu respondo não completamente deixando-a saber, se ele é meu amigo. -Você não tem muitos amigos?- Ela pergunta. É complicado. Eu tenho dificuldade em confiar nas pessoas e sou incapaz de cultivar esse tipo de relacionamento, e nem tenho qualquer interesse em tê-lo. A única que considero uma amiga é Elena. O pensamento me faz franzir a testa. – Na verdade, não. Fazendo o que eu faço... - eu digo deixando o pensamento pairando. – Não cultivo amizades. Minha posição nos negócios, minhas predileções, sendo sempre o cão superior... 260

II As razões são infinitas – Há apenas... – só há Elena, mas eu não disse isso. -Você esta com fome? – eu a interrogo com o propósito de mudar o assunto. -Faminta – ela responde. Isso é música para os meus ouvidos. - Ótimo! Vamos comer onde deixei o carro. Vamos! Eu a levo para um pequeno restaurante italiano chamado Bee’s. É um pequeno bistrô italiano com uma boa comida. A anfitriã nos leva para uma mesa e eu peço Frascati, o qual é prontamente entregue. É muito flexível e aveludado, é um vinho saboroso, desce suavemente. Anastasia está estudando o cardápio como se os segredos do universo estivessem escritos nele. Ela realmente deve estar com fome! Eu não posso evitar, mas me mantenho olhando para ela. Quando ela sente a intensidade do meu olhar, ela olha pra cima. - O que foi?- ela questiona. - Você está linda Anastasia, o ar puro combina com você. – mesmo os elogios a envergonha. -Para falar a verdade, acho que minha pele está um pouco irritada por causa do vento, mas foi uma tarde adorável. Na verdade foi perfeita. Obrigada! - ela diz. Sabendo que eu fiz Anastasia feliz hoje, meu coração se aquece, me fazendo feliz, realizado. - O prazer foi meu. - é tudo o que posso dizer. - Posso perguntar uma coisa? - Claro, Anastasia, qualquer coisa, você sabe disso - eu respondo e inclino minha cabeça para o lado, dando toda a minha atenção para ela. -Você não parece ter muitos amigos. Por que isso? - Eu não acho que fiz um esforço especial para fazer amigos. Eu não pensei sobre isso, ou estava ocupado com minha empresa, ou com minhas outras relações contratuais - Eu já lhe disse, eu realmente não tenho muito tempo, eu tenho claro, sócios, mas não é a mesma coisa que amizade, eu suponho. Eu tenho minha família e é isso. Fora Elena. Percebo convenientemente Anastasia ignorar o nome de Elena, e de alguma forma seu ciúme me deixa feliz. Isso significa que ela também é titular para mim. - Você não tem nenhum amigo homem da sua idade, que você possa sair ou extravasar? - ela pergunta. Ela me conhece melhor do que isso. Não tenho nenhum desejo de me vestir combinando 261

II camisas de futebol e rostos pintados, consumindo cerveja barata e exclamar palavrões para o time adversário. Isso não sou eu. - Você sabe como eu gosto de gastar minha energia, Ana. - eu digo, dando-lhe um sorriso perverso. - A maior parte do meu tempo, passei trabalhando, construindo minha empresa. - eu tive que evitar diversas coisas que meus colegas acham normal. – É tudo o que eu faço, além de velejar e voar de vez em quando. Ela ainda sonda: - Nem mesmo quando você estava na faculdade? - Realmente não. Não precisei. - Só Elena, então? - ela pergunta com desgosto, como se tivesse acabado de engolir um inseto de aparência nojenta. Ok, estamos nessa conversa por tempo suficiente. E, especialmente, quando o nome de Elena é mencionado algumas vezes, eu sei que seu humor vai embora, e eu gostaria de manter o clima bom, possivelmente, encaminhando para a noite. - O que você gostaria de comer?- Eu pergunto, encerrando o assunto. Ela me diz que se decidiu pelo risoto, mas seu humor mudou e ela está em outro lugar. Merda! Eu sabia! Sempre que se trata de Elena, lá se vai seu humor. Ela não está mais falante e tem aquele aspecto “Anastasia-saiu-voltemais-tarde”, seu olhar está preso nos nós dos seus dedos. - Anastasia, o que há de errado? Por favor, me diga – eu imploro lançando preocupação em minha voz. Fico ansioso quando ela está assim. Como se ela fosse decidir contra nós a qualquer momento. É tão ameaçadoramente, é pra caralho! Ela olha pra mim com cautela. -Ana, me diga. – eu peço com fervor. Não me assuste assim! É Elena? Ela é notícia velha! Meu coração está em minha garganta, pronto para saltar do navio a qualquer minuto. Ela contrai uma respiração profunda. Ah Deus! É ruim! - Estou muito preocupada que isso não seja o suficiente para você... Para gastar as energias. – Porque você está me torturando assim, Ana? Eu estou fazendo tudo que posso para fazê-la feliz. Querendo mais com ela... Fazendo mais, e ainda assim ela duvida de mim em cada reviravolta.

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II - Dei-lhe qualquer sinal que isso não é o suficiente para mim? - Não. -Então, por que você acha isso? – sempre digo que... - Porque eu sei como você é, do que você... – ela diz tomando fôlego, olhando nos meus olhos. Ela acrescenta em uma voz mais baixa incapaz de trazer para fora tudo o que ela quer dizer – Do que você... Precisa! O que ela acha que eu preciso? O que eu, possivelmente, preciso mais do que preciso dela? Será que ela percebe como ela me tortura assim quando diz isso? Eu fecho meus olhos, sinto uma dor de cabeça se aproximando e coço minha cabeça. - O que eu tenho que fazer? – eu pergunto em uma voz muito baixa. Por favor, diga-me para que eu faça isso e apague todas as suas dúvidas. - Não, você não me entendeu, Christian. Você tem sido completamente incrível, e sei que foram só alguns dias, mas espero não estar forçando você a ser alguém que não é. – diz ela preocupada, engolindo. - Eu ainda sou eu, Ana. Completamente fodido em meus cinquenta tons. Eu tenho que conter o meu desejo de ser controlador, mas você tem que perceber que essa é minha natureza e foi assim que eu lidei com minha vida. Sim, eu espero que você se comporte de uma determinada maneira e, claro, quando você não o faz – digo olhando para ela – é ao mesmo tempo refrescante e estimulante. Mas ainda fazemos o que eu gosto. Você me deixou bater em você após o lance absurdo de ontem – eu digo, percebendo que ela encontrou um meio de fazer o que ela quer, mas, em seguida, ela habitualmente apazigua minhas necessidades, de tal modo que eu não poderia desejar algo ou alguém. Ela é tão viciante quanto a o ar que eu respiro. Se ela fosse determinada marca de medicamento, eu só precisaria dela em meus baixos, e sei que ela seria meu detrimento. Mas, ela é como o ar que eu respiro. Eu preciso, a cada segundo de cada dia e de cada noite para estar vivo, para sobreviver e para prosperar. Ela é minha salvação e quase sempre se esquece disso. Você pode se afastar de uma droga, mas e da vida? Eu não posso fazer isso. -Gosto de punir você. E não acho que essa vontade vá passar, mas estou tentando, e não é tão difícil quanto achei que seria. – eu digo. Anastasia libera dessa vez um desejo, lembrando o que nós fizemos em meu quarto. – Eu gostei daquilo. – ela sussurra como se todo restaurante estivesse escutando. 263

II -Eu sei. – digo, lembrando o quanto de esforço que levou para chegar lá depois que minha irmã a sequestrou duas vezes, - Eu também, mas quero confessar, Anastasia, que tudo isso é novo pra mim. Todas essas experiências... De fato os últimos dias foram os melhores da minha vida. Não quero mudar nada. – eu digo com fervor, querendo que ela acredite em mim. Anastacia se ilumina com minha declaração. – Também foram os melhores da minha vida, Christian, sem dúvida. – ela declara me fazendo sorrir largamente. Então, ela deixa a bola cair sobre mim. – Então você não quer me levar para o seu quarto de jogos? – meu rosto cai, meu sangue drena, fico ansioso. Eu não a quero lá. Não consigo! Ela me deixou e eu não posso lidar com o que me tornei nesse quarto. Eu não posso fazer isso! -Não, eu não quero – digo firme. Ela me surpreende mais uma vez com sua próxima pergunta: – Por que não? – Ela está quase me repreendendo. -Na última vez que estivemos lá, você me deixou. – digo com tristeza, revivendo o momento. Eu não posso lidar com essa experiência novamente. Meu coração e minha alma foram arrancados de mim – Definitivamente, vou me afastar de qualquer coisa que poderia me fazer me sentir daquele jeito de novo. Eu nunca experimentei tal devastação em minha vida, eu sou incapaz de nomeá-la. Eu não quero me sentir assim novamente, Ana. Eu já lhe disse como me sinto sobre você. – eu digo disposto a entender o que significa pra mim. - Mas, Christian, isso é injusto. Não pode ser confortável para você... Você está, constantemente, preocupado com o que eu sinto. Eu sei que você fez muitas mudanças por mim, sinto isso. – ela suspira, – Eu penso que deveria retribuir de alguma forma. Não sei talvez experimentar algumas fantasias, jogar. – ela fica completamente vermelha diante de mim. - Ana, você retribui mais do que imagina. Por favor, baby, por favor, não se sinta assim. – eu digo com o medo rastejando em meus olhos. Eu me lembro, que quando ela me deixou, seu principal receio era que ela nunca seria o suficiente ou que não seria adequada. Eu não quero que ela pense desse jeito. Não posso lidar com isso. - Foi apenas um final de semana. - eu digo completamente inquieto, – Dê um tempo pra gente. Pensei muito em nós dois semana passada, quando você me deixou. – eu digo engolindo, achando difícil dizer as palavras, – Nós precisamos de tempo. Você precisa confiar em mim, e eu preciso 264

II confiar em você. Talvez com o tempo a gente possa se aventurar. Gosto de ver você feliz, relaxada, descontraída, e só de saber que eu sou a causa disso, – eu digo interrompendo, lembrando que o fotografo deixou ela a vontade, naquelas fotos. Eu estava com ciúmes, então. Eu queria ser a única pessoa que lhe desse esse sorriso, esses sorrisos fáceis, relaxados, felizes, olhar a satisfação em seu rosto. - Eu nunca, - eu digo, não conseguindo terminar a frase. Eu não posso explicar a ela. Irritado passo os meus dedos pelo meu cabelo. Não posso nem pensar em outra pessoa a fazendo feliz, mesmo hipoteticamente. Se ela for embora de novo, deixar-me eu não tenho nada... nada de valor deixado, esse pensamento é insuportável - A gente precisa aprender a caminhar antes de correr. - digo sorrindo, lembrando Flynn. - Qual é a graça? – ela pergunta intrigada. -Oh é Flynn. Ele diz isso o tempo todo. Estou admirado que eu esteja citando ele. - Um Flynnismo. – diz ela sorrindo, me fazendo rir. - Isso mesmo. – eu respondo. Quando nossa comida é servida, eu me lembro de quão faminto eu estou. - Você sabe onde fica a melhor comida italiana? - Em Seattle? Eu não sei – diz ela. -Não, quero dizer em qualquer lugar do mundo. A melhor comida italiana do mundo está perto de Positano, Itália, e chama-se Dona Rosa. É uma pequena cidade chamada Montepertuso. Mas a comida é refinada, requintada, incrivelmente fresca e completamente deliciosa. Tem os melhores vinhos italianos. Há pequenas salas de jantar e um terraço se você quiser comer lá, é completamente gracioso. – eu digo e Anastasia olha pra mim em adoração, completamente cativada pelo o que eu disse. Em nossa ida para o Escala, penso no dia que tivemos. Foi um dia incrivelmente perfeito. Amei cada minuto com ela. Eva Cassidy está cantando ao fundo na parte de trás do carro, e eu estou perdido em pensamentos. Preocupa-me que ela acha que o que temos pode não ser o suficiente. O que temos, é o que eu preciso! Será que ela sabe que eu faria qualquer coisa para preservá-la em minha vida? O maior castigo que alguém poderia inventar pra mim seria separá-la de mim. Seria meu tormento. Seria como rato meio assassinado por um gato. Onde não haveria salvação. Um condenado vivo... 265

II Quando ela não estava comigo eu era rodeado por sua imagem, por toda a parte. Todo lugar que eu olhava, eu a via. Eu pensei que ia sair da minha razão! E aqui ela se senta inocentemente... Aquela que detém o poder do meu céu e do meu inferno pessoal. Ela pensa que não é o suficiente para mim, que ela pode não ser suficiente um dia. Ninguém foi suficiente pra mim, como se eu tivesse um rancor contra o universo, nada era bom o suficiente. Nada foi suficiente! Eu tinha essa necessidade de sempre seguir em frente, sempre progredir, sempre a próxima coisa, sempre querendo e nunca sendo realizado. Que tortura tinha sido. Mantive-me forjado. Nunca percebi que estava procurando o meu acerto de contas por... Existir! Mas quando eu conheci Anastasia, tudo suavizou, mudou e meus olhos se concentraram em sua paz. Alguém sabe como é torturante procurar algo sem saber o que é? E o que é uma visão celestial quando finalmente o encontra? O mundo não foi suficiente para preencher esse buraco em mim. Nada foi suficiente. E assim que ela entrou em minha vida, a lacuna foi preenchida, e agora eu quero lhe dar o mundo. Quanto mais eu chego perto do Escala, apertos de tensão se irradiam através dos meus poros. Meus olhos passeiam para ver se Leila está por perto, em algum lugar. Eu não estou nervoso por mim. Estou nervoso pelo perigo que Leila se tornou para Anastasia. Estou preocupado com que o meu mais profundo medo se torne realidade. Perder Anastasia de uma maneira que eu nunca possa recuperá-la. Eu me movo para dentro da garagem do escala conforme minha boca vai para uma linha sombria. Eu vejo o patrulhamento de Sawyer e o Audi violado já foi removido. Sawyer dobra a sua velocidade e vem abrir a porta de Anastasia, logo depois que eu estaciono ao lado do meu SUV. Anastasia cumprimenta Sawyer. -Srta. Steele – diz ele acenando com a cabeça – Sr. Grey. -Nenhum sinal? – eu tento perguntar discretamente. -Não, senhor! – é a resposta. Eu rapidamente retorno para o lado de Anastasia, agarro sua mão e a levo para os elevadores marchando acelerado. Sabendo que Leila esteve aqui, bem ao pé da minha cama, possivelmente com uma arma na mão tentando decidir se atirava ou não na única mulher que eu amei, está me matando por dentro. Assim que ponho os pés no elevador, me viro para Anastasia. - Você não tem permissão para sair daqui sozinha, entendeu? – eu digo mal humorado. - Entendi! – ela diz, estava esperando ela franzir a testa ou discutir, ela sorri. - O que é tão engraçado? – peço me divertindo. 266

II -Você. - ela responde ainda sorrindo. -Eu? Sr. Steele, por que sou tão engraçado?- peço fazendo beicinho. - Não faça essa cara. - ela repreende. -Por que não?- peço questionando me divertindo ainda mais. -Porque - diz ela lentamente, – ela tem o mesmo efeito sobre mim que eu tenho sobre você quando faço isso... - ela diz, e morde o lábio. -Sério? – eu digo fazendo beicinho novamente. Ela não só tem a chave do meu coração, mas também para a minha libido! Eu não posso evitar, mas me inclino e a beijo castamente. Mas Anastasia tem outras ideias. Seus dedos se enrolam no meu cabelo, me empurrando forte. Esse instante de contato não é o suficiente, e me encontro agarrando-a, empurrando-a contra as paredes do elevador, enquanto minhas mãos seguram e emolduram seu rosto, puxando-a para mim, fundindo-se com ela. Nossas línguas se impulsionam violentamente uma contra a outra, mordendo os lábios, chupando-os, envolvendo um no outro. Nossas respirações se misturam, a paixão ressurgi e a ansiedade atravessa nossa proteção. Quero fodê-la aqui para declarar que estamos vivos e juntos, e que ela é minha, e eu sou dela! Cedo pra caralho a porta do elevador apita e as portas se abrem ao chegarmos no apartamento. Minhas mãos ainda estão em seu rosto e meus lábios ainda estão nos dela, meu quadril ainda a pressiona contra a parede, minha ereção se enterrando nela, e se eu não soubesse que Taylor está discretamente de pé do outro lado do hall de entrada, eu ia fodê-la aqui. -Uau – murmuro ofegante em sua boca. -Uau – ela repete meus sentimentos. Com meus lábios ainda nos dela, olho para ela. – O que você faz comigo, Ana. – Eu digo, apenas sendo capaz de me arrastar para ela, seguindo seu lábio com meu polegar. Taylor discretamente se afasta da linha de visão. Anastasia eleva-se e beija o canto da minha boca, e sussurra. – O que você faz comigo Christian. – Eu tenho que tê-la, e tê-la em breve. Eu seguro sua mão, mal me segurando. – Venha – eu ordeno e o desejo espalha-se pelo meu corpo.

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II - Boa noite, Taylor. - digo finalmente reconhecendo ele. -Sr. Grey, Srta. Steele – diz ele cordialmente. - Ontem eu era a Sra. Taylor. – Anastasia deixa escapar um sorriso, fazendo minha equipe principal corar, todos os tipos de cores que eu nunca vi. - Isso soa bem, Srta. Steele – ele diz como se fosse apenas isso. -Pensei assim também. – diz ela de volta para ele, raiva surge em mim. Porra! Ela sabe como eu fico com ciúmes. Por que diabos ela está fazendo isso? Ela é minha mulher, porra! Por que ela está flertando com o meu segurança? Minhas mãos, automaticamente, apertam as de Anastacia e eu franzo as sobrancelhas. - Quando vocês dois acabarem, eu gostaria de ouvir o relatório. - Eu encaro Taylor. Eu sei que Anastasia não tem um cérebro para filtrar a sua boca na maior parte do tempo. Mas eu espero mais da minha segurança. Taylor encolhe sobre o meu olhar. - Estarei com você em breve. Só quero discutir uma coisa com a Srta. Steele. – Eu digo e envio Taylor para seu escritório. Arrasto Anastasia pela mão para o meu quarto e fecho a porta, tensão sexual e ciúme irradiam por todos os poros e folículos do meu corpo. -Não flerte com os funcionários, Anastasia! - Eu reclamo com ela. Ela abre a boca pra dizer alguma coisa inteligente. Eu olho para ela audacioso. Ela fecha a boca. Então, tendo dito, o que ela vai dizer? - Não estava flertando, estava sendo simpática, existe uma diferença. – diz ela com petulância. -Não seja simpática com os funcionários, nem flerte com eles. Não gosto disso. – seu rosto muda, suas características despreocupadas se foram. Ela está me matando! - Me desculpe! – ela murmura. Me abaixo e sustento seu queixo para cima, elevando seu rosto, fazendo-a encontrar os meus olhos. - Você sabe como sou ciumento. – sussurro, eu quero que ela saiba. Perdê-la de uma forma ou de outra é o meu maior medo. Eu não aguentaria. - Você não tem motivos para ter ciúmes, Christian. Sou sua de corpo e alma. - ela responde. Gostaria de saber ao certo. Como eu poderia possuir o seu corpo e alma? Como? Como poderia ela 268

II me amar tanto assim? Minha mente gira em torno disso. Inclino-me para baixo e a beijo, ainda me sentindo desconfortável, ainda incapaz de compreender se ela me ama tanto quanto ela diz amar e se ela pode continuar a me amar, apesar de toda a minha merda fodida. - Não vou demorar, sinta-se em casa. – digo ainda de mau humor, ainda com ciúmes, ainda me recuperando do medo da possibilidade de perdê-la. Eu caminho até o escritório de Taylor ou “sala de reunião”, como apelidei. - Taylor eu não quero você flertando com Anastasia. – digo sem nenhum preâmbulo. Ele se enrubesce. -Peço perdão, senhor. -Anastasia às vezes pode ser excessivamente amigável. Faz parte da sua natureza. Se ela fizer isso, corte o mal pela raiz. Cortês profissional é exatamente o que eu estou procurando. Não se renda a ela. Ele cora mais uma vez e muda de assunto. - Agora me informe das medidas de segurança que você e sua equipe tomaram - eu digo, e esse tópico recebe quase um tapete de boas vindas de Taylor, que tem sido incomodado com o assunto de Anastasia. Taylor explica as fechaduras mudadas, como eles descobriram onde Leila se escondeu e como ele eliminou o Audi de Anastasia agora profanado. - Todos os pertences de Anastasia foram mudados para o meu quarto? - Sim, senhor. Suas roupas foram transferidas para o seu guarda-roupa e seus outros pertences, seu laptop, Ipad e outros itens pessoas estão agora no seu quarto. Eu aceno pra ele. – Ótimo! – Esse é mais um passo que tomei para fazer de Anastasia meu “mais”. Eu tenho que possuir seu dia e sua noite. Eu não posso sequer suportar o pensamento dela em outra sala. Ela me dá paz. Ela é minha Panaceia.7para todos os meus problemas, exceto aqueles que ela está criando a si mesma, claro, mas mesmo esses são distrações bem vindas para mim. Deixo a sala de Taylor e volto para Anastasia, preocupado com o pensamento de que Leila esteve 7

Na mitologia grega Panaceia era a deusa do remédio universal.

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II aqui, incomodando o suficiente Anastasia. Ela não está na sala de estar. Vou para o meu quarto e a encontro no closet. Está muda. Olhando para as roupas penduradas,que agora estão dividindo espaço com as minhas. - Estou feliz que eles conseguiram fazer a mudança. - eu digo ainda distraído com os pensamentos em Leila. -Qual o problema?- ela pergunta quando vê meu rosto. - Taylor acha que Leila entrou pela escada de emergência. Ela devia ter uma chave. Todas as fechaduras foram trocadas. A equipe de Taylor fez uma busca em todos os cômodos do apartamento. Ela não está aqui. – Essa ansiedade está me matando. Que ela poderia encontrar Anastasia e fazer algum mal a ela. – Queria saber onde está, mas ela conseguiu fugir de todas as nossas tentativas de encontrá-la, quando tudo de que precisa é de ajuda, desesperadamente! – Ela se aproxima e me segura em seu abraço. Não posso evitar, mas seguro-a e beijo o topo da sua cabeça. - O que você vai fazer quando a encontrar? – ela sonda. -Dr. Flynn tem um lugar. - E o marido? Ele não se importa porra nenhuma com ela! – Ele lavou suas mãos com relação a ela e sua família vive em Connecticut. Então, eu acho que ela está completamente sozinha lá fora, onde quer que esteja agora. -Isso é triste! – Comenta Anastasia. -Tudo bem se seus pertences ficarem aqui? Quero dividir o meu quarto com você. – eu pergunto. Eu não só quero, eu preciso. Eu preciso dela comigo em todos os momentos. -Sim. -Quero que você durma comigo. Não tenho pesadelos quando você está dormindo comigo. -Você tem pesadelos? - Ela pergunta, isso é novidade pra ela. -Sim. Ela me aperta ainda mais em seu abraço. 270

II – Eu estava só separando minha roupa para o trabalho amanhã.- ela declara suavemente. O que? Ela não pode ir! -Trabalhar! - eu berro. -Sim, trabalhar. - ela responde. Ela não vai trabalhar. Leila esta lá fora, Deus sabe o que ela esta planejando fazer. -Mas Leila, esta lá fora. - faço uma pausa, não querendo trazer de volta o resto dos pensamentosNão quero que você vá para o trabalho - ela não precisa, eu posso cuidar dela. - Christian, isso é completamente ridículo. Eu tenho que ir trabalhar. - Não, você não tem. – eu retruco. - Eu tenho um emprego novo, do qual gosto. Claro que eu tenho que ir trabalhar Christian. - Não você não tem. – eu pronuncio novamente. - Você acha que eu vou ficar aqui, fazendo nada enquanto você sai por aí sendo o Mestre do universo? - ela pergunta. -Para falar a verdade... Sim! - eu digo. -Christian, eu preciso trabalhar. -Não, você não precisa. -Sim, preciso! - ela também se pronuncia devagar. Será que ela sabe de todos os riscos de segurança que ela realmente está se envolvendo? – Não é seguro para você lá fora. - Christian, por favor, eu preciso trabalhar para viver, e vou ficar perfeitamente bem. - Deus me dê força com essa mulher. Ela é mais forte do que as pernas traseiras do diabo. - Você não precisa trabalhar para viver, e como você sabe que vai ficar bem? - levanto a minha voz. O que diabos estou fazendo aqui? Não posso cuidar da minha mulher? Não é suficiente para ela que eu trabalhe e ganhe dinheiro? Ela não vai querer por nada. Estou ficando mais irritado a cada minuto.

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II -Pelo amor de Deus, Christian, Leila estava de pé no final de sua cama, bem ali, – ela diz apontando – mas ela não me feriu. E eu preciso trabalhar. Não quero ficar em dívida com você. Eu tenho que pagar o empréstimo da faculdade. Ela coloca suas mãos em seu quadril, em sua posição de combate. Ela vai lutar com unhas e dentes sobre isso. Minha raiva é refletida através dos meus olhos e eu não posso bater ou castigá-la! Merda! Merda! Merda! - Não quero que você vá ao trabalho. – eu declaro com firmeza. - Isso não depende de você, Christian. Não é uma decisão que você possa tomar. – Para o inferno com isso! Isso é irritante, enlouquecedor, excitante como o inferno, e eu vou levar para o inferno esse tipo de mulher! Olhamo-nos fixamente, sem recuar, estou enfurecido, minhas mãos percorrem meu cabelo. Qual é minha melhor opção? Pense Grey, pense. - Sawyer vai com você. – eu digo. Essa é a dimensão do meu acordo. -O que? Christian, isso não é necessário. Você está sendo irracional. - diz ela. Foda-se. - Irracional? – eu praticamente rosno – Ou ele vai com você ou, realmente, vou ser irracional e prender você aqui. - Eu digo ameaçadoramente. - E não me force, Ana, vou fazê-lo, porra. -Como exatamente? – ela pede. - Ah, eu dou um jeito, Anastasia. Não me force. -Ok – diz ela finalmente consentindo. - Tudo bem! – diz ela erguendo as mãos em um gesto que diz “você venceu”. Nós ainda estamos aborrecidos um com o outro. - Tudo bem, Sawyer pode vir comigo se isso fizer você se sentir melhor. - ela repete revirando os olhos. Isso é tudo que eu posso fazer sem dar-lhe uma surra. Dou um passo em sua direção com uma expressão ameaçadora e ela imediatamente dá um passo para trás. Eu fecho meus olhos. Relaxe! Relaxe! Inspire, expire! Dez...nove...oito...sete...seis...cinco...quatro...três...dois...um... Eu corro minhas mãos pelos cabelos, completamente nervoso, irritado, apenas me controlando. Eu tenho que mudar a conversa. Respire Grey, respire! -Vamos dar um passeio? – digo, pegando-a de surpresa. 272

II -Tudo bem. - diz ela com o olhar desconfiado. Eu pego sua mão e a aperto suavemente. - Eu não queria assustá-la. - eu digo, preocupado que ela poderia pensar que eu quero voltar aos meus velhos hábitos. -Você não me assustou. Já estava me preparando para correr. – ela diz. O que? Não! - Correr?- eu pergunto assustado. Quando eu temo que todo mundo pode levá-la para longe de mim, eu não quero ser o único a fazê-la correr de mim. -É brincadeira! - ela diz, balançando a cabeça. Eu a levo para dar uma volta no apartamento, mostrando-lhe todos os quartos. Existem quatro quartos, se você contar com a sala de jogos, e eu mostro o de Taylor e Sr. Jones, com sua própria cozinha, sala de estar e dois quartos, um para cada. Quando mostro a sala de tv, em frente ao meu escritório, ela sorri. -Sr. Grey, então, depois de tudo você tem um X-box? – ela diz. - Tenho, mas sou uma porcaria. Elliot sempre ganha. Foi engraçado quando você pensou que este era o meu quarto de jogos. – eu digo sorrindo de volta para ela. - Adivinha, eu preciso de distração também. - Que bom que você me acha engraçada, Sr. Grey. - ela zomba de mim. -Você é, Srta. Steele, quando não esta sendo irritante, claro. -Sr. Grey, eu só sou irritante quando a outra pessoa referida é irracional. - Eu? Irracional? – a questiono. -Sim, irracional poderia ser seu nome do meio. -Eu não tenho nome do meio. – eu digo. -Bem, então, irracional serviria pra você. - Ah, eu acho que é tudo uma questão de opinião, Srta. Steele. - Gostaria de ouvir a opinião profissional do Dr. Flynn. – ela diz, me fazendo rir.

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II - Eu pensei que Trevelyan fosse seu nome do meio. - Não, é o ultimo. - Mas porque você não usa? - Porque é longo. Venha!- Eu ordeno segurando sua mão, passamos pela sala de estar, por meu escritório, passando pela adega de vinhos, até o grande centro de missão do Taylor, também conhecido como “sala de reunião”. Taylor está observando os monitores. A sacada, a escada, elevador de serviço e o hall de entrada tudo é monitorado. - Oi Taylor. Estou apenas dando um passeio com Anastasia. - eu digo quando interrompo seu trabalho. Ele acena com a cabeça, sem nenhum sorriso. Ele levou a cortesia profissional para um novo nível. Anastasia sorri para ele, e ele acena para ela educadamente. Eu não quero Anastasia prolongando sua alteração de comportamento, assim eu pego sua mão e a levo para a biblioteca. - E claro você esteve aqui. – eu digo ao abrir a porta, Anastasia olha pra mesa de bilhar. -Vamos jogar? – ela pergunta. Estou surpreso com seu entusiasmo e sorrio para ela. - Tudo bem, você já jogou antes? – pergunto. - Algumas vezes. - diz ela com indiferença, eu examino sua expressão. Ah! Baby, você está mentindo. - Você é uma mentirosa sem esperanças, Anastasia. Acredito que ou você nunca jogou antes, ou... ou ela domina. Mas ela me corta. - Com medo de um pouco de competição? - ela me afronta, mordendo os lábios, como se sua vitória fosse certa. - Eu? Com medo de uma menininha como você? – eu provoco de volta. - Que tal uma aposta então, Sr. Grey? – ela pede. Humm. Possibilidades. - Então, você é assim tão confiante, Srta. Steele? – eu sorrio chocado, claro – O que você quer apostar? - Se eu ganhar, você me leva de novo para o quarto dos jogos. - diz ela. Por quê? O quê? Por quê?

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II -E se eu ganhar? – pergunto, ainda tentando por dentro processar o que ela pediu na aposta. - Ai a escolha é sua. – ela diz. Quantas possibilidades. Ah! As coisas que eu posso pedi... sorrio tentando decidir. -Ok, fechado. Quer jogar bilhar, sinuca ou bilhar francês? -Bilhar, por favor. Não conheço os outros. Eu pego um estojo grande de couro em uma das estantes que guardo as bolas de bilhar. Eu coloco as bolas sobre o feltro, e coloco nas mãos de Anastasia um taco e um pouco de giz. - Quer estourar?- eu pergunto. Posso lhe dar uma vantagem. Eu sei que vou ganhar. Eu nunca perco, não quando quero algo desesperadamente. -Tudo bem. – ela diz. Ela passa o giz no final do taco e sopra o excesso. Ela, então, olha para mim com aquele olhar que diz “eu quero você”. Ela alinha uma das bolas brancas e com um golpe ligeiro e limpo, ela bate as bolas e acerta o centro. - Fico com as listradas. – diz ela, inocentemente, Ah! Meu bebê brincalhão. - Como quiser. - estendendo minha mão, curvando-se elegantemente. Anastasia move-se lentamente para baixo, seu traseiro se posiciona para fora de uma maneira convidativa. Ela se concentra na bola e baixa seu corpo sobre a mesa de bilhar. Humm... Uma visão muito convidativa, de fato. Ela se move, vagarosamente, ao redor da mesa, calculando sua próxima tacada. Ela acaba afundando mais duas bolas, enquanto eu desfruto da cena diante de mim. Eu entreabro mais olhos, mas não dá em nada. Ela já fez isso antes. Com quem, eu me pergunto. Ela finalmente perde a bola por uma margem pequena infinitesimal. Alívio! - Sabe, Anastasia, eu poderia ficar aqui e ver você se inclinando sobre esta mesa o dia todo. – eu digo apaixonadamente. Anastasia cora como sempre, e isso me faz desejá-la ainda mais. Essa inocência dela é totalmente cativante. Eu sorrio e também decido jogar minha própria técnica de distração. Eu tiro meu suéter e o coloco sobre o encosto da cadeira. Eu dou a Anastasia uma completa visão do que sou feito e me inclino sobre a mesa com minha calça jeans baixa pendurada. Dois podem jogar esse jogo. Anastasia escolheu as bolas listradas e eu escolhi as sólidas. Movo-me sobre a mesa e eficientemente encaçapo quatro bolas em uma ligeira sucessão. E claro, tendo sido distraído pelos olhos famintos que minha namorada está me dando, eu acabo matando a bola branca no quinto lance. Anastasia aproveita essa oportunidade para me provocar.

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II - Um erro básico, Sr. Grey. - Ah, Srta. Steele sou apenas um simples mortal. Sua vez, eu creio. - eu digo com entusiasmo, acenando para a mesa. - Você não está tentando perder, está? –ela pergunta. Eu nunca sonharia com isso, eu prefiro sempre ganhar. Perder não faz parte da minha natureza em nada. -Ah não. Pelo prêmio que eu tenho em mente, Anastasia, quero ganhar. – eu digo dando de ombros. - Mas, de qualquer forma, eu sempre quero ganhar. Anastasia caminha vagarosamente ao redor da mesa. Inclina-se para tacar, e tendo decidido que não é o lugar certo, ela muda, tentando encontrar um melhor ângulo para tacar. Mas, finalmente eu percebo o que ela está tentando fazer. Ela está tentando me distrair, dando-me uma boa visão do seu traseiro e do seu decote com sua camisa azul de corte baixo. Ela está conseguindo, claro. - Sei o que você está fazendo, Anastasia. - eu sussurro para ela com o desejo aumentando em vários níveis. Ela finge inocência piscando seus cílios para mim. Ela segura o taco, e estrategicamente coloca a mão sobre ele e o percorre para cima e para baixo lentamente, sugestivamente. – Ah, Sr. Grey, estou apenas tentando decidir onde vai ser minha próxima tacada. - ela murmura. Então ela vai até o seu canto escolhido da mesa, inclina-se e me da uma visão completa da sua entrada agora mostrando o sutiã e da sua clivagem, faz isso na minha frente. Ela prepara sua tacada, inclinando-se sobre a mesa um pouco mais baixa, e ao ver parte de seu mamilo na linha da minha frente, me faz ter uma indigestão aguda de respiração. Minha reação faz com que ela perca a tacada. Isso! Caminho até ficar atrás dela, como ela ainda está inclinada sobre a mesa, coloco minhas mãos em seu traseiro delicioso. Inclino-me sobre ela e sussurro: - Você está tentando me provocar, Srta. Steele? – Bato-a por trás duro, fazendo-a ofegar. A palmada dá um bom som para a minha mão, que é um sentimento bem vindo. - Estou! – ela murmura. Está brincando comigo, baby? - Cuidado com o que você deseja, baby. – eu sussurro.

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II Ela passa a mão atrás, eu ando para o outro lado da mesa, me inclino para baixo, miro bem e tenho a minha chance. Bato na bola vermelha e a direciono para a caçapa vermelha. Eu tenho outra, uma bola amarela e tenho como objetivo dar uma tacada dentro da caçapa do canto superior direito, mas erro por um fio de cabelo fazendo o sorriso de Anastasia quase vitoriosamente. - Quarto vermelho da dor, aí vamos nós! – diz ela tentando me insultar. Ela sabe que eu odeio perder. Mas eu não acho graça. Só levanto uma sobrancelha e gesticulo continuar. Ela prepara sua tacada e encaçapa a bola laranja, a última listrada. - Você tem que cantar a bola. - eu murmuro como se dissesse “escolha onde você quer ser fodida”. - Acima à esquerda. - diz ela, inclina-se sobre a mesa, alcança seu objetivo, acerta, e droga, ela perde por uma grande margem. Sim! Meu sorriso ensurdecedor é preocupante, mostrando a ela que eu pretendo ganhar. Eu me inclino sobre a mesa e afundo nos sólidos restantes. - E seu eu ganhar, – digo devagar - Vou bater em você e te comer em cima dessa mesa. Seu queixo cai aberto, enquanto seus olhos ampliam. Eu canto a bola, com meus olhos fixos no prêmio. - Acima, á direita. - eu murmuro propositadamente. Eu aponto para a bola preta com o meu taco, curvo-me para dar a Anastasia outra visão e dou minha tacada. A bola branca atinge a bola preta, e se desequilibra ao longo da borda da caçapa, e, Ah! , vagarosamente caindo zombeteiramente na caçapa superior direita. Meus olhos brilham sombriamente, vitoriosamente. Molhei meus lábios e caminho para o meu prêmio, como um predador.

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II Capítulo XII A Vitória nunca foi mais doce e mostra no meu rosto como se eu ganhasse a medalha de ouro olímpica. Eu paro, e abaixo meu taco, com um sorriso ‘seu- traseiro- me- pertence-Srta. Steele’, e caminho em direção a Anastasia com a intenção recolher o meu prêmio, ansioso, desejoso, animado, e vitorioso. Seu olhar segue cada movimento meu, e ela parece que me podia ter no café, almoço e jantar. Respire Grey! - Você não vai ser uma má perdedora, não é Anastasia? - Murmuro com alegria incontida. - Tudo depende de quanto você quer bater em mim. - ela sussurra, segurando seu taco de bilhar, como se isso fosse proporcionar-lhe algum apoio divino. Não do grande e mau Grey, baby! Eu simplesmente tiro seu taco de bilhar e coloco de lado. Meus dedos viajam para o topo de sua blusa vagarosamente para declarar o quanto eu tenho ela, e eu ligo meus dedos na parte superior de sua blusa e puxo a minha namorada, que logo será castigada por mim. Ela tem fodido minha mente desde que voltamos, e foi de igual para igual comigo. Não que isso não me excite quando ela faz isso, mas ela também me deixa nervoso e me assusta até o núcleo. Porque ela tirou todas as ferramentas de punição para corrigir seu comportamento. Ah, vou aproveitar isto mais do que você imagina baby! E este prato vai ser servido quente! - Hmm, deixe-me contar seus delitos, Srta. Steele. - eu digo pronto descrevendo os crimes para entregar-lhe o veredicto. – Um, me fazendo ter ciúmes da minha própria equipe. Dois, discutindo comigo sobre o trabalho. E três, acenando este traseiro delicioso para mim nos últimos 20 minutos, me provocando. - Estou além de animado. Inclino-me para baixo e esfrego o nariz contra o dela, sem tocá-la em qualquer outro lugar. - Eu quero que você tire o seu jeans e esta camisa atraente. Agora! - Eu sussurro e beijo seus lábios sempre tão macios. Enquanto eu caminho em direção à porta para trancar ela, sinto meu coração pronto para estourar no meu peito de emoção. Desejo correndo em minhas veias estou ligado, focado, e decidido a receber o que me é devido. Eu tranco a porta tomando o meu tempo, e viro para olhar para Anastasia, que ainda está nas roupas mencionadas, com um olhar vidrado em seu rosto, chocada, desejosa, talvez até mesmo medo. Será uma experiência inesquecível para nós dois. Não há nada a temer baby... Apenas curta essa viagem, mas eu vou buscar o que me é devido para minha total satisfação.

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II - Suas roupas, Anastasia. Parece que você ainda esta vestida. Quer tirá-las, - digo perfurando meu olhar no dela com toda a minha libertinagem, enquanto corro meus dedos em seu rosto caminho ao redor dela, - Ou, eu vou fazer isso por você. Eu posso ver seu peito subindo e descendo, os lábios separados para acomodar sua respiração, os olhos arregalados de emoção sem nome, e ansiedade. - Você tira! - diz ela, em voz quase inaudível desejosa. Ela quer isso! Eu sorrio. - Minha querida Srta. Steele. É um trabalho sujo, mas eu acho que posso acomodá-lo e enfrentar o desafio. - Você normalmente vence a maioria dos desafios, Sr. Grey. - ela retruca presunçosamente. Como bem ela me conhece. Eu sorrio em resposta. - Por que Srta. Steele, o que você quer dizer? - Eu pergunto o tempo todo pensando que armas eu tenho pra escolher na biblioteca. Nada calhar ... Não é possível usar o taco. É muito longo, e vai doer considerando a distribuição da dor. Ah ... Eu tenho uma régua dentro de uma gaveta aqui. Ela vai fazer muito bem. Lembro-me de ter lido em alguns livros que esta era a arma preferida de alguns professores em um passado não tão distante. É uma ótima escolha. Considerando o quão louco eu estava quando ela foi inflexível insistindo em ir trabalhar embora soubesse quão ansioso eu sou, sabendo como o quanto eu tento protegê-la. Sim, a régua 12 polegadas vai cair muito bem! Cabe bem na mão, tem uma superfície lisa agradável para distribuir uniformemente a dor. Eu pego a régua, e segurando cada extremidade, eu flexiono diante de seus olhos, para que ela saiba o que ela deve esperar. Ela olha a régua enquanto meus olhos não deixam seu rosto por um segundo. Ela engole dura, a boca ligeiramente aberta para acomodar sua respiração, o que significa que seu batimento cardíaco esta acelerado. Ela esta animada também. Eu vagarosamente coloco a régua dentro do bolso de trás da minha calça e caminho rapidamente para o meu prêmio rapidamente para reivindica-lo com desejo lascivo. Quando eu chego a Anastasia, eu caio de joelhos na frente dela, e desfaço os laços de seu sapato, e tiro seus sapatos e meias, o tempo todo olhando em seus olhos. Sua visão é completamente fixa em mim como uma gazela assistindo ao leão que está pronto para atacar ela; fixa, hipnotizada, ansiosa, desejosa, e de amor. Eu roço suas pernas sobre seu jeans com minhas mãos deslizando até os quadris, e de repente eu pego e insiro meus dedos em sua cintura puxando-a para frente e desfaço seu botão e puxo o zíper. Olhos sobre o prêmio Grey, eu penso comigo mesmo, e olho para ela com um sorriso provocante. Devagar e sem pressa, me banqueteando com isso, eu tiro seus jeans, e ajudo-a a sair deles. Lá, ela está em suas calcinhas de renda, completamente apetitosa. Eu pego a parte de trás de suas pernas 279

II e, enquanto eu subo até seu ápice, eu sinto um arrepio percorrer ela, me fazendo sorrir, e quando minhas mãos, finalmente, chegam até os quadris, eu corro o meu nariz ao longo do ápice de suas coxas fazendo-a quase convulsionar com desejo. - Eu quero ser muito duro com você, Ana. Você vai ter que me dizer para parar, se ficar demais para você. - eu respiro. Sem esperar que ela responda, eu mergulho a cabeça e beijo seu sexo sobre a renda enquanto eu inalo profundo, cheirando sua excitação, fazendo-a gemer. - Palavra de Segurança? - Eu pergunto em um murmúrio. Mas, não, eu não quero fazer isso. É muito de dom / sub, coisa que ela não é. Eu não posso ir lá hoje. Mudando minha mente, eu altero, - Não, não palavra de segurança, apenas me diga para parar, e eu vou parar. Você entendeu? Oh, meu Deus! Posso vê-la brilhando com excitação sexual, e eu mergulho a cabeça de novo, mais uma vez e beijo seu sexo, longamente, acariciando. Então eu me levanto, e pronto para seguir em frente com a minha missão. Ela não diz nada. - Responda-me, Ana. - eu ordeno em um tom suave, acariciando. Eu realmente quero fazer isso, mas eu não quero que ela fuja. É o que me assusta. Eu sei que ela me deixou espanca-la noite passada após seu lance escandaloso, mas eu só usei a minha mão, e ela estava sucumbindo com desejo, depois de ter as bolas prateadas nela. Apesar de que uma régua não é como um cinto, vai doer mais do que bater apenas com a minha mão. Eu não quero que este seja um ponto de ruptura para nós. É importante para que ela se lembre de se comunicar, e me diga quando é demais. - Sim, sim, eu entendo Christian. - ela responde, finalmente, parecendo intrigada. - Você foi dando dicas e me dando sinais mistos todo o dia Anastasia. - eu digo. Como pode um homem aguentar isso? Ela é confusa. Ela correu mim, porque eu bati nela, mas noite passada ela insistiu para que eu batesse nela. E durante todo o dia de hoje ela continuou insinuando que ela queria apanhar. Mas então tem aquele medo constante que ela possa fugir se eu bater nela. Eu tenho que ter ela se comunicando comigo se eu precisar fazer isso direito. - Você me disse que você estava preocupada que eu tivesse perdido meus limites. Eu não tenho certeza do que você quis dizer com essa afirmação, e nem mesmo se você estava falando serio, mas, agora é a hora de descobrir. Eu não quero voltar para a sala de jogos ainda, então nós podemos tentar isso agora. Mas se você não gostar você deve prometer que vai me dizer. - eu digo com toda a intensidade. Eu não posso ser mais explícito do que isso, mas ela precisa ser aberta e comunicar comigo para me dizer o que ela não gosta. Eu vou parar se for demais para ela. - Eu vou te dizer. Nenhuma palavra de segurança. - ela acena com a cabeça, me tranquilizando.

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II Eu preciso que ela saiba que ela não é minha sub. Ela nunca foi apesar do fato de que nós começarmos nessa direção. Ela nunca tinha se submetido, e eu não penso nela dessa maneira. - Nós somos amantes, Anastasia, - eu digo disposto a entender o seu estado comigo. - E, amantes não precisam usar palavras segurança. - afirmo conforme a realização amanhece em mim. Percebendo que o que eu tinha em meus anteriores relacionamento dom/sub eram apenas transações sexuais, como em uma empresa. Eu cuido de você, e você me dar o que eu preciso e o que eu quero. Não há emoções envolvidas. No final da celebração do contrato de mútuo acordo, acabou, e todos voltam para as suas formas individuais, nada devendo, nada mais necessário. Mas, com Anastasia e eu nunca fui assim. Não é a maneira que eu sinto por ela e ela por mim. - Precisam Anastasia? - Eu lhe pergunto buscando sua reafirmação. Eu nunca precisei de garantia de um parceiro sexual antes. Eu tenho tomado todas as decisões. Nunca precisei obter aprovação de um parceiro sexual, elas só se submetiam a mim. Mas, Anastasia é minha amante, minha namorada, minha mais... Muito, muito mais. Eu preciso que ela entenda isso. - Acho que não, - diz ela engolindo. - Eu prometo, - diz ela enquanto eu continuo a olhar para ela atentamente. Concordo com a cabeça, ainda procurando em seu rosto qualquer sinal que mostre que ela está dizendo o que ela pensa que eu quero ouvir. Ela parece... Feliz. Eu lentamente sorrio para ela me sentindo relaxado, e nós estamos no nosso caminho para se divertir. Minhas mãos chegam até a camisa que eu começo a desabotoar. Uma vez que todos os botões são desfeitos, eu pego o taco. Ela é uma deusa sexy, parcialmente vestida, quente, pronta para ser fodida, irresistível. Uma gama de emoções atravessam seu rosto, não compreendendo minha intenção. Será medo? Mas, eu vou fazer isto ser divertido. - Você joga bem, Anastasia. Devo dizer que estou surpreso. Por que você não afundou a bola preta? Ela olha para mim fazendo beicinho, e do jeito que ela está olhando para mim, eu sei que ela está tentando decifrar por que eu iria pedir para ela jogar enquanto ela está esperando para ser espancada e fodida. Ela finalmente sorri e toma o taco da minha mão. Enquanto ela posiciona a bola branca, eu casualmente caminho ao redor da mesa, e fico bem atrás dela. Ela se inclina para tomar sua tacada, e a visão dela é celestial. Minha mão está em sua coxa direita e eu corro casualmente de cima para baixo na sua perna, até sua bunda e acariciando-a enquanto sua calcinha estica para acomodar as esferas de seu traseiro. - Eu vou perder minha tacada se você continuar fazendo isso, - ela sussurra em uma reclamação indiferente. - Eu realmente não me importo se você acertar ou errar baby. Tudo o que quero é ver você assim, parcialmente vestida e estendida sobre a minha mesa de bilhar. Você tem alguma ideia de quanto 281

II incrivelmente quente você está neste momento? Ela não responde, mas pela forma como ela inala uma respiração profunda me diz que ela também está excitada. Ela tenta me ignorar, e alinhar sua tacada. Eu acaricio seu traseiro sem nunca tirar minha mão. - Acima esquerda. - ela murmura em um tom quase inaudível, e conforme ela bate na bola branca, minha mão sai de trás e eu bato em sua bunda forte. Isto não era de forma alguma o que ela estava esperando como distração, então sua primeira reação é gritar, e, claro, a bola preta perde a caçapa. Minha mão distraidamente acaricia seu traseiro de novo conforme vou ficando mais e mais excitado. - Oh, querida, você perdeu. Eu acho que você precisa tentar a tacada de novo baby, - eu sussurro. Você realmente deve se concentrar Anastasia, - Eu persuado. Anastasia perde a concentração, é claro, porque ela está ofegante, completamente animada com o jogo que estou preparando para ela. Eu ando ao redor da mesa, e coloco a bola preta de novo, e rolo a bola branca de volta para ela. Ela está completamente excitada, lasciva, e devassa. Seu olhar nunca deixa o meu quando ela pega a bola branca; alinha-a, pronta para dar outra tacada. Mas, isso não vai acontecer. Ela precisa da distração adequada do jogo. - Uh uh uh! - Eu repreendo-a. - Você precisa esperar baby! - eu digo sorrindo. Eu caminho a seu lado e me posiciono atrás dela novamente. Desta vez eu lhe acaricio a coxa esquerda, e os meus dedos rolam em suas nádegas e, ocasionalmente escapando para seu sexo. Sua respiração aumenta. - Tome um objetivo baby. - respiro excitado. Um suave gemido escapa de seus lábios, sua mão treme. Ela alinha a bola, toma o taco em objetivo conforme ela se inclina sobre a mesa, e quando ela está prestes a bater a bola branca, minha mão deixa seu traseiro, e eu bato com força mais uma vez. - Oh, não! - Ela geme. - Mais uma vez, baby. E se você perder dessa vez, - Eu reitero: - Eu realmente vou deixar que você tenha isso. - Eu ando e recolho a bola preta e coloco mais uma vez mais vagaroso, lento e trabalhoso prolongando sua ansiedade. - Você pode fazer isso, - eu asseguro ela enquanto eu coloco minha mão em seu traseiro, e ela empurra seu traseiro em minha palma em um gesto ansioso, brincando comigo. Bato em seu traseiro suavemente sobre as duas nádegas, direto em seu sexo. - Ansiosa Srta. Steele? – pergunto encantado. Estou mais do que ansiando pra pegar meu prêmio. Pra começar, eu preciso me livrar de sua calcinha sexy. – Bem, vamos nos livrar disso, - digo

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II escorregando a calcinha por suas coxas. Uma vez que eu tiro ela, eu beijo cada uma de suas nádegas expostas. - Dê sua tacada baby, - sussurro. Ela esta tremendo com desejo. Completamente distraída ela alinha a bola branca, e perde seu alvo intencionado completamente. Ah vitoria! Anastásia ainda esta inclinada em cima da mesa surpresa. Eu me inclino sobre ela enquanto minhas mãos a encapsulam. – Você errou! - sussurro em seu ouvido. Sua bochecha esta prensada na mesa. – Coloque suas mãos espalmadas na mesa baby, - eu ordeno suavemente e ela obedece imediatamente. - Bom. Agora eu vou bater em você, e da próxima vez talvez você não irá... Errar, - eu digo enquanto pressiono minha substancial ereção em seu quadril. Ela geme, e começa a ofegar pesadamente me fazendo ficar mais excitado. Eu acaricio seu traseiro gentilmente enquanto minha outra mão viaja até seu cabelo prendendo, e segurando sua nuca pra baixo efetivamente. Ah, que visão gloriosa! - Abra as pernas, - eu ordeno murmurando suavemente, e ela hesita em abrir. Não faça isso baby! Eu levanto a régua e pouso nas nádegas em uma sucessão de dois duros golpes, com sons de estalo. - Pernas, - repito o meu pedido, e ela finalmente rende-se, abrindo-as. Eu bato em seu traseiro de novo e ela geme de excitação e minha respiração torna-se mais forte em resposta. Eu bato nela de novo e de novo e de novo em um padrão, esquerda, direita, para cima e para baixo. Eu não sei quantas vezes eu bati a régua em seu traseiro. Eu estou muito excitado, muito com o que eu estou fazendo, conforme ela está ofegante abaixo de mim, seu sexo floresce aberto para mim, brilhando e seus gemidos e suspiros estão subindo e alimentando a minha excitação profundamente. Chove os golpes para baixo em seu traseiro e outra vez, mais duro desta vez, e seu corpo finalmente recua. - Pare! - diz ela imediatamente, e eu largo a régua soltando-a. - Chega? - Eu também mal posso sussurrar para ela, desejoso por ela. - Sim! - ela murmura. - Eu quero foder você agora... Com força, - digo em uma voz tensa. - Sim, - ela sussurra desejando que eu comece logo. Eu abro a braguilha, e ela está deitada sobre a mesa de bilhar ofegante, me querendo, e abrindo seu sexo convidativa. Com facilidade insiro o indicador e o dedo médio em seu sexo, e esfrego com movimentos circulares sentindo sua umidade; tão pronta para mim. Eu tiro um pacote de preservativo do bolso do meu jeans e rasgo para abri-lo. Assim que eu beliscar a ponta, eu rolo o preservativo no meu comprimento crescendo ainda com as 283

II veias pulsando agora, pronto para reclamá-la. Enfio em Anastasia centímetro por centímetro, fundo até as bolas, ela me reveste completamente me fazendo gemer de puro êxtase. Eu agarro seus quadris e seguro ela apertado, lentamente facilitando pra fora dela, somente pra bater de volta nela fazendo-a gritar. Eu a seguro parado por um momento para deixa-la encontrar seu centro. - De novo?- Eu pergunto-lhe baixinho. - Sim, eu estou completamente bem. Perca-se, baby, e leve-me com você, - ela murmura completamente desejosa. Ela é a minha perdição, fazendo-me gemer, e me perder nela, com ela... E estou completamente em um cenário diferente em minha mente quando estou fodendo com ela desse jeito. Retiro para fora, e bato de volta nela, fora e dentro, uma e outra vez em um ritmo brutal de punição. É o puro prazer carnal, e completamente imerso na zona foda! Eu sinto o aperto de suas entranhas e o orgasmo se aproximando. Seus músculos internos apertam, seguram, puxam, tentando ordenhar a mim, e eu empurro ainda mais, mais forte, mais rápido e uma e outra vez até que ambos alcançam o clímax, e explodimos num orgasmo, consumindo nós dois, drenando e ordenhando, deixando ambos irradiados e completamente exaustos. Eu chamo pelo nome de Anastasia com os meus dedos cavando fundo em seus quadris; tremores em meu corpo sacudindo nós dois. Eu finalmente paro em colapso em cima de Anastasia. Eu a puxo comigo à medida que afundamos no chão, embalando-a em meus braços. - Obrigada baby! - é tudo que consigo sussurrar, e cubro o rosto dela com beijos completamente eufóricos por acalmar o animal em mim, se juntar a mim em um patamar escuro e me puxar para os espasmos de prazer intenso. Eu envolvo meus braços em torno dela ainda mais apertado, abraçando-a. Eu noto que seu rosto tem marcas deixadas pela mesa. - Seu rosto está rosado da mesa. - eu sussurro enquanto eu esfrego seu rosto. - Como foi? - Peço tentando obter a sua reação honesta. Espero que ela não se afaste de mim. Sua resposta surpreende-me e alivia-me. - Bom, - ela murmura com dentes cerrados. Mas, então, de novo eu gosto de áspero, e eu gosto suave, Christian. Porque, é com você. - Sua declaração me faz incrivelmente feliz. Eu amo essa mulher! Eu fecho meus olhos em alívio, e agradeço a Deus por este anjo estar na minha vida. - Você nunca falha, Ana. Você é linda, brilhante e só Deus sabe o quanto desafiante, mas também é divertida e sexy. E você sabe, eu agradeço a cada dia a providência divina que foi você que veio me entrevistar e não Katharine Kavanagh, - Eu confesso, enquanto eu beijo seu cabelo. Ela sorri feliz e boceja. - Eu estou cansando você, baby. Venha, vamos tomar banho, e então vamos para a cama.

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II Ligo a água na banheira, e despejo um pouco de óleo de banho e sabonete de jasmim. Á medida que as bolhas de sabão formam um aroma inebriante eu pego a mão dela e mergulhamos na banheira. Eu faço-a se sentar de frente pra mim e pego seu pé e começo a massagear. Ela se inclina pra trás de prazer, gemendo. - Posso perguntar uma coisa? - Diz ela. - Claro Baby. Qualquer coisa, você sabe disso, Ana. - Ela se senta, e hesita. - Amanhã... Quando eu for para o trabalho, Sawyer pode apenas me deixar na porta da frente do escritório, e então me pegar no final do dia? Por favor, Christian. Por favor! - ela pede. Baby, vamos lá! Não faça isso comigo! Sua segurança é de extrema importância, ela não entende isso? Minha mão congela em seu pé enquanto eu aperto meus dentes. Ela sabe que concordou com isso, uma vez que ela vai para o trabalho. Esse era o nosso compromisso. Por que ela está sempre tentando fazer a sua própria maneira 100% das vezes? É pedir muito para ela se comprometer um pouco? - Eu pensei que nós concordamos, - eu digo nada satisfeito. - Por favor! - ela implora de novo. - E na hora do almoço? - Eu sei que ela vai ter que ir buscar o almoço fora. - Eu vou fazer o meu próprio almoço e levar daqui, de forma que eu não tenho que sair, por favor, Christian? - Ela implora novamente. Minha mente está trabalhando rapidamente. Se ela quer tomar as regras de distância e tentar me abater, eu tenho que encontrar outras maneiras de obter o meu objetivo. Ela não quer Sawyer, tudo bem então. Vou ter que enviá-lo incógnito. Eu beijo no peito do seu pé enquanto eu respondo. - Acho que é muito difícil dizer não para você. Você não vai sair? - Não, - ela responde. Existe uma maneira de descobrir se ela vai seguir as regras. - Tudo bem, - eu digo. Se ela fica com sua parte do acordo depois de validar a sua promessa, então, eu poderia, poderia apenas aquiescer. Ela me dá seu sorriso 100.000 megawatts, - Obrigada! - E ela vem até mim derramando água em volta da banheira, ela me beija. - Por nada, Anastasia. Como está seu traseiro? - Eu peço. - Dolorido, mas não é tão ruim. A água é calmante.

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II - Estou feliz que você me disse para parar, - confesso, sentindo alívio por poder confiar nela um passo adiante. - Assim, como meu traseiro, - diz ela brincando, fazendo-me sorrir. ****** Vamos para a cama e Anastasia está vestida em uma das minhas camisetas, eu franzo a testa. Ela merece coisa muito melhor. Seda e cetim de todo jeito. - A senhorita Acton não forneceu qualquer camisola? - Eu peço. - Eu não tenho ideia. Eu só gosto de usar a suas camisetas se estiver tudo bem, - ela murmura. Claro baby, eu penso comigo, suavizando. Eu gosto dela em minhas coisas. - Eu preciso trabalhar Anastasia, - eu digo, mas ainda não estou disposto a deixá-la fora da minha vista sabendo que Leila esteve aqui enquanto ela estava dormindo. Eu preciso ficar de guarda aqui com ela. - Mas eu não quero te deixar sozinha. Posso usar o seu laptop para fazer login no escritório? Será que vou incomodar se eu trabalhar daqui? - Peço preocupado. - Não é o meu laptop, - ela mal consegue sussurrar com os olhos meio fechados. Eu trabalho cerca de três horas enquanto Anastasia dorme. É um estado tão pacífico, tão normal. Ela está bem aqui ao meu lado, dormindo. Eu estou trabalhando no laptop, realizado, satisfeito, e muito feliz. Passa um pouco de 3 horas da manhã quando eu coloco a cabeça em meu travesseiro do lado de Anastasia. Eu envolvo meus braços em torno dela, depois de desligar a lâmpada da mesinha de cabeceira, derivo no sono. ****** “- Bom dia, Seattle! Aqueles de vocês que estão apenas acordando ou se juntando a nós durante sua unidade de trabalho, bem-vindo! É um dia chuvoso em Seattle. A previsão local indica chuva durante toda à tarde. Temperatura atual é de 16 graus e a temperatura vai chegar a 20 graus nas máximas hoje. Jenny Hughes e John Clark estão no Chopper 7 cobrindo o tráfego de Seattle e área de Puget Sound com início às 04:30 Agora para a notícia de tráfego e locais, vamos entrar em sintonia com Chopper 7. Jenny, o que você pode nos dizer? - Obrigado Robert. Bom dia Seattle! Estamos em Chopper 7 agora sobre I-90 ... “ - Eu ouço o rádio de notícias local. Eu pisco meus olhos abertos para olhar para o sorriso de Anastasia. A luz lá fora é silenciada, e cinza, ao contrário do meu humor. 286

II - Bom dia, - diz Anastasia enquanto ela se inclina e me beija, acariciando meu rosto com os dedos. - Bom dia, baby. Eu costumo acordar antes do alarme tocar. - murmuro. Eu tive um sono ininterrupto. Sem pesadelos, sem perturbações. - É muito cedo. - É, Srta. Steele, mas eu tenho que me levantar, - eu digo sorrindo e beijando-a. Ela murmura algo sobre estar cansada, e fecha os olhos, e volta a dormir. Eu vou deixá-la dormir até eu ficar pronto. Eu vou fazer a barba e tomar banho e me vestir na minha camisa branca e terno preto. Quando eu volto para o meu quarto, Anastasia ainda está dormindo. - Vamos dorminhoca. Hora de levantar, - eu digo inclinando-se sobre ela. Ela respira fundo, e seus olhos assumem um olhar devasso. - O que? - Eu peço. - Eu gostaria que você voltasse para a cama, - ela pede instantaneamente me deixando desejoso por ela. O que eu criei aqui? Uma deusa gananciosa! Meus lábios se separam e exalo. - Você é insaciável Srta. Steele. Por mais que o convite seja atraente, eu tenho uma reunião às 08h30min, o que significa que eu tenho que sair em breve. - O que? - Ela exclama e salta da cama como um morcego fora do inferno, e corre para o banheiro em completa velocidade me fazendo sorrir em diversão. A próxima coisa que eu ouço é a água do chuveiro correndo, e Anastasia gritando: – Ai, quente, quente! - Em protestos para a água do chuveiro. Ando até o escritório de Taylor e toda a equipe de segurança que estão com ele se levantam quando eu entro. - Taylor, depois de me deixar esta manhã, eu quero que você volte, e leve a Srta. Steele ao trabalho. Sawyer é para andar com você. Srta. Steele não quer equipe de segurança com ela, mas nós vamos ter que fornecer a sua segurança sem seu conhecimento. - Digo. Taylor assente. - Sawyer depois que Taylor deixar a Srta. Steele, você salta em uma distancia conveniente. Eu quero que você observe o edifício da SIP como um falcão, e no segundo que ela sair do prédio, ou se houver alguém que não deveria estar entrando no prédio, você me liga. Entendeu? - Sim, senhor, - ele diz, com firmeza. Concordo com a cabeça. - Taylor, eu preciso falar com você. - eu digo, e ele segue-me. 287

II - Sim, senhor, - ele responde. - Eu preciso de você para mostrar a Sawyer à importância dele seguindo Anastasia, e que ele não pode ser visto, mas sempre com um olho no edifício. Eu não quero erros. No segundo que ela sair do prédio, ele deve me chamar, mas deve continuar a segui-la para garantir sua segurança. Entendeu? - Perfeitamente, senhor! - diz Taylor em uma voz firme. - Ótimo, leve-me para o trabalho em cerca de 10 minutos. - Sim, senhor. Eu faço o meu caminho até a área da cozinha. Sra. Jones está preparando o café da manhã. - O que você gostaria esta manhã Sr. Grey? - Ela pede. - Eu vou querer omelete de ovo com frutas Sra. Jones. E também posso ter uma xícara de café? - Certamente, senhor, - ela responde. - Você pode fazer panquecas e bacon para Srta. Steele, e ela gostaria de levar o almoço de casa hoje. - acrescento. - Sim, senhor. Meu café da manhã é servido, e eu deixo meu prato limpo. Sra. Jones despeja minha segunda xícara de café, e Anastasia aparece na entrada toda vestida com uma saia lápis cinza equipada com uma camisa de seda cinza pálido, e completando a roupa com scarpins de salto alto pretos. Seu cabelo é todo puxado para cima. Ela é um colírio para os olhos, de tirar o fôlego. Levanto-me enquanto ela se aproxima do bar. - Você está linda, - eu mal consigo murmurar. Eu envolvo meus braços em torno dela, e a beijo bem debaixo do seu ouvido na curva de seu pescoço. - Bom dia, Srta. Steele. - diz a Sra. Jones educadamente, e coloca seu café da manhã em frente a ela. - Sr. Grey disse que você gostaria de levar o seu almoço para o trabalho. O que você gostaria de comer? - Anastasia vira para olhar para mim, e pelo jeito que ela está examinando-me, eu tento muito não sorrir. - Um sanduíche... salada. Eu realmente não me importo. - Ela sorri para a Sra. Jones.

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II - Eu vou preparar um almoço num instante, senhora. - Por favor, me chame de Ana, Sra. Jones. - Ana, - diz ela sorrindo, e começa a fazer o chá para Anastasia. Eu vejo Taylor de pé na entrada. Dirijo-me a Anastasia e digo: - Eu tenho que ir para o trabalho baby. Taylor vai voltar e deixá-lo no trabalho com Sawyer. - Apenas até a porta. - Sim. Apenas até a porta, - eu digo revirando os olhos para ela. – No entanto tenha cuidado. Pego o queixo Anastasia e beijo-a. - Até logo, baby, - eu digo. - Tenha um bom dia no escritório querido, - ela chama por trás de mim, me parando completamente. Querido? Eu consigo me acostumar com os termos de carinho. Eu me viro para Anastasia e dou-lhe um grande sorriso. Taylor e eu fazemos o nosso caminho para a garagem. Ele abre a porta do SUV, e nós dirigimos para fora da garagem, e nos fundimos no tráfego de Seattle. - Uma vez que você deixar a senhorita Steele na SIP e Sawyer nas proximidades, volte a GEH. - Sim, senhor. - Se, por qualquer motivo Sawyer não puder me contatar, ele deve entrar em contato com você imediatamente se a Srta. Steele sair do prédio. Você sabe o protocolo. - Entendido, senhor, - ele responde. Pego meu Blackberry e escrevo um e-mail a Anastasia. ___________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Chefe Data: 13 jun 2011 08:23 Para: Anastasia Steele Bom dia senhorita Steele, Eu só queria dizer obrigado por um fim de semana maravilhoso, apesar de todos os incidentes. 289

II Só espero que você nunca mais vá embora. E só para lembrar a notícia da SIP esta embargada por quatro semanas. Apague esta mensagem assim que você ler. Seu, Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. e Chefe do seu Chefe. __________________________________________ Será que ela vai entender a minha mensagem? Eu quero que ela fique comigo... Indefinidamente. Mas não quero pedir isso abertamente, fazendo-a fugir. Ela pode perceber o que estou tentando pedir a ela? Espero que sim. Taylor me deixa na GEH, e eu rapidamente faço o meu caminho para o meu escritório. Andrea me cumprimenta na porta. - Bom dia, Sr. Grey! O pessoal de 08h30min já esta aqui. Eu tomei a liberdade de colocá-los na sala de conferência Ros já está com eles. - Obrigado. Traga meu laptop, - eu digo enquanto eu faço o meu caminho para a sala de conferência. Com a minha entrada todos se levantam. Um coletivo, - Bom dia Sr. Grey, - saem deles automaticamente. Eu me sinto como um diretor que entrou em uma sala de aula do ensino médio para a inspeção. - Bom dia a todos! - Eu respondo. Poucos minutos depois, Andrea entra batendo. - Peço desculpas por minha intromissão Sr. Grey, - diz ela e coloca meu laptop diante de mim. - Obrigado. Você pode trazer o meu café Andrea. - eu digo depois de ver que todos os participantes estão devidamente abastecidos tanto com café e água. Após os cumprimentos e apresentações de alguns dos novos membros da equipe financeira, mergulhamos em nossa reunião. Eu sinto o zumbido de meu Blackberry no meu bolso, e eu olho o meu e-mail na tela. Há uma mensagem de

Anastasia, o que já ilumina meu dia. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Mandão Data: 13 de junho 2011 09:02 Para: Christian Grey 290

II Meu caro Sr. Grey, Você está me pedindo para morar com você? Claro que eu me lembro de que a prova de sua épica capacidade de perseguição esta embargada por mais quatro semanas. Ah, eu tenho uma pergunta... Eu faço um cheque para Coping Together e envio para o seu pai? Por favor, não exclua este e-mail. Por favor, responda. Eu amo você, beijos Anastasia Steele Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP _________________________________________________ Como é que um homem pode se concentrar quando ela está assim? Sim, sim, sim! Morar comigo! Fique comigo, sempre! Eu rapidamente digito sua resposta. _________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Eu, Mandão? Data: 13 jun 2011 09:06 Para: Anastasia Steele Sim. Por favor. Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. __________________________________________________ Enquanto eu clico em enviar, a reunião está começando em pleno andamento. - Sr. Grey, como você requisitou, temos concluído a análise de mercado emergente e os resultados demonstram-nos que há poucas opções muito viáveis para GEH. Se as coisas se tornarem ruins na Espanha, por exemplo, eles vendem ativos russos. De fato, é o caso de qualquer país da zona do euro. Sempre que más notícias de um dos países da zona euro surgem, liquidações são acionadas em mercados como a Europa Central e Oriental, Ásia, África, ou mesmo da América Latina. - Como pode ser uma boa notícia para GEH? - O preço é a razão pela condução Sr. Grey. Prevemos que os investidores globais vão ficar mais avessos ao risco nos próximos seis meses, e isto pode estimulá-los a venda de mais ativos russos, 291

II porque eles estão preocupados com o déficit orçamentário dos EUA, eles poderiam vender a Rússia, porque eles estão preocupados com a Espanha. O modo como funciona senhor, é que, a fim de proteger seu capital, compram títulos do norte da Europa, que prometem tirar o seu capital, em vez de suas ações russas ou asiáticas, por exemplo. Isto significa que os ativos de mercados emergentes estão subvalorizados por causa do medo de risco, - diz Ipkins, um homem magro com calvície em seus 50 anos com um olhar perspicaz no mercado de negócios e dinheiro, com pouco senso de moda e óculos grandes demais para seu rosto sem sorriso que eu me lembre, desde que eu o conheço. - Sr. Ipkins, eu sei que no norte do continente europeu, os rendimentos recentes foram negativos, resultando em investidores pagando para ter o privilégio de comprar a dívida. Eu não considero isso muito de um privilégio, mas eu discordo. Eles agora seguram o papel do governo com prazo inferior a dois anos na Áustria, Dinamarca, Finlândia, Suíça, Alemanha e Holanda. Seus olhos brilham com emoção e isso é o mais feliz que eu vejo esse homem em anos. - Sim, senhor! Esta é a principal atração dos mercados emergentes para nós, porque continua sendo mais forte perspectiva de crescimento. Sugiro ficarmos comprometidos com a preferência para os mercados emergentes mais mercados desenvolvidos - diz ele. - Eu admito que haja um maior potencial de crescimento nos mercados emergentes do que nos mercados desenvolvidos. Então, o que tudo se resume, finalmente, é escolher meus mercados com cuidado. Eu quero ver um crescimento constante nos últimos três anos, mesmo que seja infinitesimal. Você já fez a pesquisa nesse campo? - Estou feliz que você perguntou senhor, - diz Ipkins rapidamente gesticulando para seu assistente, um jovem homem estudioso, que rapidamente passa por alguns relatórios sob sua mão. Meu Blackberry vibra novamente. Abro meu e-mail no meu laptop. ____________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Flynnismos Data: 13 de junho 2011 09:19 Para: Christian Grey Christian, o que aconteceu com caminhar antes de correr? Poderíamos falar sobre isso esta noite, por favor? Fui convidada para ir a uma conferência em Nova York na quinta-feira. Isso significa uma pernoite na quarta-feira. Eu apenas pensei que você deveria saber. 292

II Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP. ___________________________________________________ Que merda! Que viagem? Viajar? Com quem? Deixo esta mulher durante meia hora e ela quer ir para Nova York sabe Deus com quem! Eu viajo para algum lugar sem que ela saiba? Por que ela está fazendo isso comigo? ___________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: O QUE? Data: 13 de junho 2011 09:20 Para: Anastasia Steele Sim. Vamos conversar esta noite. Você vai por conta própria? Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. ____________________________________________________ É melhor você me dizer que é tudo por sua conta própria pequena, e não com aquele idiota de seu chefe, o idiota que esta de olho em sua calcinha porra! Nenhuma resposta vem de volta. - E é isso que nós concluímos. O que você acha Sr. Grey? - O que? Ros observa cuidadosamente como meu comportamento mudou. - O que o Sr. Grey está tentando dizer é que ele precisa avaliar todos os relatórios. Esses grandes investimentos não podem ser decididos em uma reunião ou sem repassar todos os aspectos do negócio. Afinal você está pedindo que ele invista uma quantia substancial de dinheiro. - É por isso que é um grande mercado para o senhor, - acrescenta Ipkins. - Você é o rei do dinheiro, e pode comprar qualquer um deles que você quiser. 293

II Sr. O’connell, outro parceiro de negócios de Ipkins ressalta. - Sr. Grey, outros analistas, inclusive eu concordam que os países em desenvolvimento são o local ideal para os prazos longos, especialmente em alguns deles as valorizações são realmente baratas. - Eu percebo, mas acho que há melhores lugares para investir, como eu também fiz minha pesquisa. Entre os mais bem colocados, eu tenho um grupo independente de analistas que mencionou a China, onde os empréstimos bancários subiram e, claro, a Rússia ainda é "muito barato" em termos de avaliação, e até mesmo alguns países Europa Central e Oriental e da Turquia, bem colocados para resistir à tempestade. Então, eu quero que você tenha em mente tudo, que eu emprego analistas independentes para verificar todos os fatos que você está apresentando, e esperar, a melhor lista financeiramente viável para ser apresentado para mim. Dito isso, eu quero que você passe por cima de todos para a lista de países onde você acha que o investimento é uma boa idéia, e por quê. Impressione-me, - eu digo recostado na minha cadeira de braços cruzados, com um rosto impassível. Minha raiva crescente para Anastasia muda meu humor na reunião. Meu Blackberry vibra de novo, e minha mão se move para o mouse para abrir a mensagem que ela me enviou no meu laptop. ___________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Sem Letras Maiúsculas Gritantes em Negrito em uma manhã de segunda-feira! Data: 13 jun 2011 09:29 Para: Christian Grey Podemos falar sobre isso esta noite? Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP. ___________________________________________________ Ela está fugindo de mim! Porra! Porra! Eu preciso bater em alguma coisa e eu estou em uma reunião, porra! Com uma única porra de linha ela pode ferver o meu sangue a níveis perigosos! É com esse idiota de chefe que ela tem. ____________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Você ainda não viu o GRITANTE. 294

II Data: 13 de junho 2011 09:34 Para: Anastasia Steele Diga-me. Se você está indo com esse desprezível que você trabalha, então a resposta é não. Nem sobre meu cadáver! Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. ___________________________________________________ O que diabos ela está tentando fazer comigo? O homem vai usar todos os meios para entrar em sua calcinha. Eu já vi isso em seus olhos. Conheço o tipo. É preciso ser um para conhecer um! Minhas mãos começam a tremer quase com raiva extrema, e eu tenho que escondê-la debaixo da mesa, para tentar acalmar-me. Felizmente, o assistente do Sr. Ipkins está passando uma apresentação no PowerPoint de vários mercados emergentes, por isso tudo o que tenho a fazer é ouvi-lo para me distrair. Anastasia responde em cerca de dez minutos que se alongam, esgotante. ___________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Não, VOCÊ não viu o gritante ainda! Data: 13 jun 2011 09:45 Para: Christian Grey Sim. É com Jack. Eu quero ir. É uma grande oportunidade para mim. E eu nunca fui à Nova York. Não se revire em suas cuecas. Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP __________________________________________________ Merda, Ana! Será que ela não percebe que o saco de merda de chefe que ela tem é um mulherengo? Eu posso dizer que eu só conheci o cara uma vez! Esse cara não tem limites, e ele fez questão de insinuar a mim durante a competição mijo. Ele quer o que é meu! ___________________________________________________

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II De: Christian Grey Assunto: Não, VOCÊ não viu o gritante ainda. Data: 13 de junho 2011 09:34 Para: Anastasia Steele Anastasia, não é com a porra das minhas cuecas que eu estou preocupado. A resposta é NÃO. Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. ___________________________________________________ A maldita reunião está acontecendo, e eu estou fervendo de raiva. Eu estou pronto para estourar daqui a SIP e coloca-la sobre meu ombro com um golpe grande no traseiro dela, e levá-la para casa para mantê-la segura! O assistente de Ipkins 'está tagarelando sobre a China, hoje. Ros está prestando atenção por nós dois, Deus sabe que eu não posso, quando minha mente está dando Anastasia à surra de sua vida! Sua mensagem vibra mais uma vez. __________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Não, VOCÊ não viu gritante ainda! Data: 13 jun 2011 09:54 Para: Christian Grey Christian Você precisa começar a se segurar. Eu não vou dormir com Jack, nem por todo o chá da China. Eu te amo. Isso é o que acontece quando as pessoas se amam. Elas confiam umas nas outras. Eu não acho que você vai DORMIR, FODER, ESPANCAR, ou CHICOTEAR ninguém mais. Eu tenho fé e confiança em você. Por favor, estenda a mesma cortesia para mim. Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP. __________________________________________________

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II Eu cutuco Ros. - Continue sem mim, - eu digo. Ela olha chocada, mas que é rapidamente substituído com um olhar complacente. - Desculpe-me, senhores. Eu tenho que atender uma emergência, - eu digo, com um rosto impassível segurando meu Blackberry. - Ros verá o resto de sua apresentação, e vamos retomar a nossa reunião na próxima semana depois de eu ter passado sobre todas as suas sugestões, - eu digo saindo da sala de conferências. Eu disco o número do trabalho de Anastasia, logo que minhas pernas me levam para o meu escritório. - Escritório de Jack Hyde, Ana Steele, - ela responde. - Você vai, por favor, excluir o último e-mail que você me enviou e tentar ser um pouco mais escrupulosa na linguagem que você usa em seus e-mails do trabalho? Inúmeras vezes eu já lhe disse que os e-mails da SIP são monitorados. Você agora está me forçando a fazer algum controle dos danos do meu lado aqui! - Eu digo e desligo o telefone sem deixá-la dizer uma palavra. - Andrea! - Eu digo no interfone. - Sim, senhor? - Coloque Barney na linha e assim que eu desligar coloque o Roach da SIP na linha. - Imediatamente senhor, - diz ela ouvindo a urgência em meu tom. Meu Blackberry toca conforme estou tamborilando meus dedos na minha mesa como os quatro cavaleiros do apocalipse. É Anastasia. - O que? - eu estalo a ela. - Eu estou indo para Nova York, quer você goste ou não. - ela ferve com raiva. - Não conte – ‘com isso’ eu digo, mas sem terminar a frase, ela desliga na minha cara.

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II Foda-se! Eu aperto o interfone. - Eu estou colocando Barney na linha agora senhor, - diz Andrea. - Mantenha-o na linha, Andrea. Chame Roach primeiro, pronto! - Eu berro. - Sim, senhor, - diz ela, e eu posso sentir o tremor em sua voz pelo interfone. - Sr. Grey, Roach está na linha, senhor. - Coloque direto. - Roach, Grey, - Eu digo a propósito das introduções. - Sim, Sr. Grey, como posso ajudá-lo? - Ele pede com cautela. - A partir de agora, todas as despesas de viagem e hotel para o pessoal tem que ser aprovado pela direção. Isso significa que, quaisquer voos ou reservas de hotéis que passaram devem ser cancelados. - Mas, senhor, temos uma próxima conferência em Nova York em breve e algumas das viagens já foram reservadas para os nossos editores e seus assistentes. - Cancele todas as viagens, porra! Você não entendeu as instruções simples que eu estou te dando? Ninguém viaja sem a autorização da direção, e isso vale especialmente para a Srta. Anastasia Steele. Eu quero ver quem é que vai onde, e que está sendo gasto, e ninguém vai, até que passe pela direção! Certifique-se de Anastasia Steele não consiga ir a qualquer viagem! Passe adiante imediatamente! - Como quiser senhor, - ele diz perplexo. - Vou passar a sua ordem imediatamente. - Bom todos os cursos aprovados e hotéis devem ser cancelados. - Entendido senhor. - As despesas de viagem para Anastasia Steele não podem ser aprovadas em qualquer circunstância, ou de qualquer equipe em seu nível. 298

II - Ah, tudo bem, - diz ele confuso, - Sim, claro, senhor. - Deixe meu assistente saber quando a tarefa estiver concluída. - Sim, senhor, - ele diz e eu desligo. Eu pressiono a outra linha de Barney. - Barney? - Ainda aqui, senhor, - é a saudação que recebo. - Eu tenho uma tarefa para você para ser concluída imediatamente. - Sim, senhor? - Faça login nos servidores da SIP, e exclua todos os e-mails enviados de mim para Anastasia Steele, e também exclua todos os seus e-mails enviados para mim. Deixe-me saber quando a tarefa estiver concluída. - Irei tratar disso, senhor! - Diz ele com fervor, eu desligo. Eu odeio proporcionar uma manhã interessante para as pessoas que trabalham para mim, especialmente as mensagens privadas que vai entre Anastasia e eu. Por que ela não atende meus avisos, apesar de ter sido dito repetidamente? Por que ela sempre desobedece? Eu estou tão irritado, mas eu ainda tenho que mais danos por controle. Que merda de manhã, e eu tenho que agradecer Anastasia por ela! Merda! E eu não posso nem puni-la! Duas vezes merda! Não brinque comigo Ana! Você está em um jogo totalmente diferente! Conforme eu estou enraivecido em meu escritório, meu interfone vibra. - Sr. Grey? Roach apenas ligou, avisando que ele concluiu a tarefa que atribuiu a ele, e Barney está na linha para falar com o senhor. - diz ela. Ótimo! - Coloque-o. - eu dou um suspiro de alívio pela primeira vez desde que esta manhã começou. 299

II Meu e-mail toca enquanto eu estou ao telefone com Barney. É Anastasia, minha namorada rebelde. - Não, isso é tudo. - eu digo e desligo. _________________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: O que você fez? Data: 13 de junho 2011 10:42 Para: Christian Grey Por favor, você me disse que não iria interferir no meu trabalho Christian. Eu realmente queria ir para esta conferência. Eu não deveria ter que pedir sua permissão para ir. Eu deletei o e-mail ofensivo. Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP ________________________________________________________ Você deve pedir a minha permissão, quando se trata de viajar com um cara que está tentando entrar em sua calcinha! Se ele é insistente o suficiente, ele vai entrar com ou sem permissão, se isso não funcionar, ele vai fazer isso com coerção, ou mesmo pela força! Por que eu tenho que ficar explicando a ela? ________________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: O que você fez? Data: 13 de junho 2011 10:45 Para: Anastasia Steele Estou apenas protegendo o que é meu. O e-mail que você tão descuidadamente enviou foi apagado do servidor da SIP agora, como todos os meus e-mails para você. Aliás, a minha confiança para você é implícita. É nele que eu não confio. Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. _______________________________________________________ Sua mensagem de resposta não leva muito tempo para chegar a minha caixa de entrada. 300

II _______________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Crescer Data: 13 de junho 2011 10:47 Para: Christian Grey Christian, eu não preciso de você para me proteger do meu próprio chefe. Ele pode passar uma cantada em mim, mas vou dizer não. Você não pode interferir. É errado e controlador em tantos níveis diferentes. Ax Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP. ______________________________________________________ Como pode estar ser certo que ele possa pressionar ela e ela esta disposta a viajar com ele? Será que ela acha que ele vai parar o seu comportamento, porque ela diz que não? ______________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: A resposta é NÃO Data: 13 de junho 2011 10:49 Para: Anastasia Steele Ana, eu vi o quão eficaz você é lutando contra a atenção inconveniente. Se você lembra-se foi assim que eu tive o prazer de passar minha primeira noite com você. Mas pelo menos o fotógrafo tem sentimentos por você, o idiota que você chama de seu chefe, não. O homem é um conquistador em série e é garantido que ele vai tentar seduzir você. Você pode querer perguntar a ele o que aconteceu com a sua PA anterior e uma antes. Eu realmente não quero discutir com você sobre isso. Se você realmente quer ir para Nova York, eu vou te levar lá. Podemos até ir neste fim de semana. Eu tenho um apartamento lá. Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. ________________________________________________________ 301

II Não há suspiro de alívio quando se trata de Anastasia, porque ela pode chegar a uma luta esta noite, mas eu vou cuidar disso quando vier. Eu não posso evitar, tenho de protegê-la! Eu sou possessivo por ela, e eu sou apaixonado por ela. É só que me mata saber que existem outros homens salivando sobre ela, pronto para saltar em seus ossos, e minha muito inocente e ingênua de todas as formas no mundo namorada pensa que ela pode afastar todos os grandes caras maus do mundo. Ela não pode nem repelir um inocente que está apaixonado por ela! O que faz com que ela pense que ela pode se proteger de um depravado experiente, que teve assistes como ela para o almoço e depois as cuspiu quando acabou! Meu único consolo é que ela me ama e que possamos trabalhar isso. Talvez eu tenha que me esforçar para desviar sua atenção para outra coisa. Ao contemplar todos os cenários do que eu posso dizer e o argumento dela, meu e-mail toca novamente alertando-me de uma mensagem recebida. ________________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: FW: data Almoço ou bagagem Irritante Data: 13 de junho 2011 11:14 Para: Christian Grey Christian, enquanto você esteve ocupado interferindo na minha carreira, bem como salvar o seu traseiro de minhas mensagens descuidadas, recebi o seguinte e-mail da Sra. Lincoln. Eu realmente não quero encontrar com ela, e mesmo que eu quisesse você não está me permitindo deixar o edifício. Eu não sei como ela conseguiu o meu endereço de e-mail. O que você sugere que eu faça? Abaixo está a sua mensagem: Querida Anastasia, Eu realmente gostaria de ter um almoço com você. Acho que nós duas começamos com o pé esquerdo, e eu realmente gostaria de fazer isso direito. Você está livre ainda esta semana para um almoço? Elena Lincoln Anastasia Steele Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP ___________________________________________________________

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II Este dia está ficando melhor e melhor como se todos juntos combinaram em me dar um inferno de dia! Eu já estou preparado para ter sua luta comigo sobre esse negócio da viagem. E agora Elena só polvilhando sal a uma ferida aberta! Por que diabos ela está interferindo apesar de minhas lembranças constantes? É como se todo mundo estivesse determinado a me ver perdendo ela. Primeiro Leila, depois o galanteador do chefe dela, e em seguida, Elena, e, claro, não podemos esquecer de Anastasia e suas maneiras descuidadas. O que mais pode dar errado? Eu não posso suportar perder Anastasia. Não é nem meio-dia, e eu tive um dia muito difícil! __________________________________________________________ De: Christian Grey Assunto: A resposta é NÃO Data: 13 jun 2011 11:22 Para: Anastasia Steele Não fique com raiva de mim. Você deve saber que tenho seus melhores interesses no coração. Se alguma coisa acontecesse com você, eu NUNCA me perdoaria. Eu mesmo lidarei com a Sra. Lincoln. Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc. __________________________________________________________ Anastasia não responde imediatamente. Ela esta brava? Será que Elena chateou tanto ela que esse é o peso que vai pesar na ponta da balança? Ah porra! Eu disco o número de Elena. - Christian, que surpresa! - Ela responde jorrando. - Elena, eu vou direto ao ponto. Apesar dos meus avisos repetidos, você vem tentando, insistindo em entrar em contato com Anastasia. Para com isso agora! - Mas Christian, eu não tinha má vontade. Ela só... - Você não me ouve, ou será que eu de repente comecei a falar francês, Elena? Eu já pedi pra você deixa-la em paz inúmeras vezes. Você vai deixá-la em paz porra! Não entre em contato com ela pelo telefone, via correio, por meio de cartas entregues pelos correios, via e-mail, ou nem sequer sussurre pra ela em seus sonhos. Você me entendeu Elena? 303

II - Christian, eu estava apenas tentando fazer um favor ajudando ela me conhecer! - É claro que você não me entende. Deixe-me explicar a você em termos muito simples: Você sabe o tipo de interrupção a sua "boa intenção" por pouco me causou? Não quero você esteja em contato com ela em qualquer circunstância... - Mas Christian, eu sou apenas... - Ela me interrompe. - Você ainda está dizendo, 'mas'. Deixe-me reiterar isso, - eu silvo completamente exasperado. Vamos dizer que você está para ser eleita a primeira Presidente dos Estados Unidos Dominadora, e está muito animado e quer compartilhar a sua vitória e sua imensa alegria com Anastasia, e você decide leva-la a Casa Branca. Mesmo assim, ignora! Ela não está interessada! Não entre em contato com ela por qualquer motivo! Agora você compreende a repulsa dela por você Elena? Posso realmente sentir seu tremor no telefone. - Bem, é claro. Não é um ponto sutil. Eu só estava esperando... - Bom, ótimo, adeus! - Eu digo e desligo já impaciente. Eu estou com uma imensa dor de cabeça, e eu preciso relaxar. Eu me inclino sobre a minha mesa, a minha cabeça em minhas mãos, e eu ouço um alerta de mensagem recebida. _____________________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Mais tarde Data: 13 de junho 2011 11:31 Para: Christian Grey Podemos por favor, discutir esta noite? Eu realmente estou tentando trabalhar aqui, e sua interferência continua é muito perturbadora. Anastasia Steele Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP _____________________________________________________ 304

II Oh, merda! Ela esta brava! Eu vou ter que lidar com uma tempestade esta noite. Eu posso ir para um treino com Claude agora. Eu pego o interfone. - Sim, Sr. Grey? - Andrea, veja se Claude Bastille pode estar livre dentro da próxima hora, se não depois do almoço. - Eu vou ligar para ele imediatamente senhor. Onde você gostaria de encontra-lo? - Academia do GEH. - Eu vou descobrir agora senhor. Há algo mais que eu possa ajudá-lo? - Ela pede. - Sim, mande Taylor entrar. - Sim, senhor, - responde ela e eu desligo. Taylor entra no minuto seguinte. - Eu preciso que você me traga um almoço. - O que você gostaria senhor? - Francês. Salada mediterrânea, e alguns filés de peixe. Eu prefiro robalo chileno, se não tiver então garoupa serve. Selada na panela, não frita e aspargos ou feijão verde. - Será que isso é tudo senhor? - Sim, isso é tudo, - eu digo dispensando. Meu interfone vibra novamente. - Sr. Grey, Ros está no telefone. - Pode passar. - eu digo. 305

II - Sr. Grey, eu espero que você tenha resolvido a situação de emergência mais cedo. - Eu resolvi, obrigado. É por isso que você está ligando? - Não, na verdade. Eu já enviei por e-mail a você todos os relatórios de análise de mercado. Eu estou ligando pra você por uma razão diferente e é uma boa notícia, - diz ela animada. Deus sabe que eu posso usar algumas boas notícias bem agora. - Podemos ter melhorias significativas no protótipo de telefone movido a energia solar, - diz ela, e este é o primeiro pedaço de uma boa notícia hoje. - Coordene com Andrea e agende uma reunião com a equipe de engenharia. Eu quero ver os esquemas, e protótipo na semana seguinte. - Sei o que fazer, - diz ela, e eu desligo. Eu verifico meus e-mails e há o email encaminhado de Ros sobre a "Análise de Mercados Emergentes." Eu começo a ler os relatórios para me distrair. Quando eu estou quase no meio da leitura do relatório sobre a China, o meu Blackberry vibra. - Sr. Grey, é Sawyer, - diz ele, e eu imediatamente fico tenso. Se Sawyer está me ligando, Anastasia quebrou a sua promessa para mim. - Sim, - eu digo entre os dentes. - Srta. Steele está a caminho, senhor. - A caminho pra onde, homem?- Peço irritado. - Ela está indo para uma delicatesse, senhor, - diz ele, humildemente. - Siga-a. Certifique-se de que ninguém está seguindo ela, e que ela volte a SIP com segurança. Chame-me logo que ela estiver de volta para o prédio. - Sim, senhor, - ele diz e eu desligo fumegando. Sempre desobediente! Ela não podia simplesmente pegar o telefone e dizer que ela teve que ir para a delicatesse, não podia? Deus, que mulher tentadora que eu tenho! Será que vou passar por esse dia sem sofrer um ataque cardíaco?

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II Taylor vem com a minha comida, e apesar de eu ter perdido o apetite, eu como por força do hábito, em vez de precisar ou querer. Taylor está no canto do meu escritório discretamente, mas eu sei que ele está me olhando com seu olhar preocupado. No meio do meu almoço, Andrea vibra o interfone. - Sim, Andrea! - Eu digo com a voz firme. - Sr. Grey, Sr. Bastille será capaz de chegar na próxima hora para o senhor na Academia do GEH. - Bom, - eu digo, e desligo. Meu Blackberry vibra e é Sawyer. - Sim, Sawyer, - eu digo e Taylor é pura atenção. - Sr. Grey, Srta. Steele apenas caminhou de volta para o prédio da SIP com um sanduíche de pastrami, e Coca-Cola senhor. - ele relata. - Tudo bem. Alguém a seguiu? - Não, senhor. Ninguém suspeito esteve por perto, e ela não foi seguida. - Tudo bem! - eu digo e desligo. Taylor me olha com curiosidade. - Anastasia deixou o prédio para ir a uma lanchonete, e agora ela está de volta. - eu explico, e ele concorda. Eu tomo um gole da minha água, e eu disco telefone do trabalho de Anastasia. - Escritório de Jack Hyde..., - diz ela e eu a corto. - Você me garantiu que não iria sair! - Eu a repreendo com uma voz fria e afiada. - Christian, meu chefe... Jack me pediu para buscar o almoço. Eu não podia dizer não. Você esteve me vigiando? - Diz ela em rápido. O chefe do caralho não conseguia seu maldito sanduíche por sua conta? Então eu olho para Taylor, que foi buscar o meu almoço. - É por isso que eu não quero que você volte a trabalha. - eu estalo a ela. 307

II - Por favor, Christian. Você está sendo... Tão..., - ela para. - Tão, sufocante, - ela finalmente termina sua sentença. - Sufocante? - Eu respondo chocado. Tudo o que fiz esta manhã foi para tentar protegê-la de si mesma, porque ela é incapaz ou não pode gerenciá-lo por conta própria. Ela toma decisões com base em como ela acha que pode lidar com algo, e nós sabemos que ela não pode! Mas, eu não quero sufocá-la, eu não quero repelia-la dessa maneira. - Sim. Você tem que parar com isso. Mas, infelizmente, agora tenho que trabalhar até mais tarde, porque eu não posso ir à Nova York. O quê? Trabalhar até mais tarde? Esse filho da puta de seu chefe está a fazendo trabalhar até tarde, castigando ela por não ir para Nova York? E ela acha que eu sufoco-a! - Anastasia, eu não quero sufocar você. - eu digo em um sussurro, atônito. - Bem, você realmente está sufocando. Eu tenho trabalho a fazer. Eu vou falar com você depois. diz ela com a voz completamente tensa, e exausta. Porra! Porra! Porra! Eu preciso malhar. Pela primeira vez em muito tempo, eu não termino o que eu tenho no meu prato, preocupado. Taylor parece tão surpreso, olhando com as sobrancelhas levantadas. - Onde senhor? - Para a academia. - eu digo. - Andrea, limpe minha agenda pelas próximas duas horas, - eu digo, e Andrea tem um olhar chocado em seu rosto. Taylor e eu fazemos o caminho até a Academia no edifício GEH, e eu trabalho duro pelas próximas duas horas. Anastasia não liga ou envia e-mail durante o dia. Eu tento me concentrar no meu trabalho, e passar os relatórios. Ás 19hs eu ligo para Anastasia. - Oi, - ela murmura com uma voz suave, mas eu ainda estou cauteloso e nervoso. - Oi, quando você já vai ter terminado?

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II - Às sete e meia, eu acho, - ela responde. - Ok, eu vou te encontrar lá fora. - Certo, - ela responde. Nós dois ficamos na linha, nem um nem outro desliga. - Eu ainda estou brava com você, mas isso é tudo, - diz ela em um sussurro. - Temos muito que falar sobre isso, - diz ela. Eu estava preocupado com isso, e os números estão se acumulando contra mim já. - Eu sei. Vejo você às sete e meia, - eu digo. Preocupações me inundam. Os pensamentos de perdêla vêm na minha mente espontaneamente. Eu não posso viver sem ela! Eu não quero perdê-la. - Eu tenho que ir. Até mais tarde, - diz ela e desliga. Eu me viro para Taylor. - Ela sairá às 19h30min. Podemos sair dentro de alguns minutos. - Sim, senhor, - ele responde com um olhar preocupado. Anastasia está nos fazendo saltar através de aros, e até mesmo minha equipe de segurança está orando para que ela esteja em um bom humor! ******* Até o momento nós estamos na SIP, é quase 19h30min. Taylor para o SUV contra a calçada. Depois de esperar alguns minutos, Anastasia sai das portas de entrada da frente. Taylor imediatamente desce do carro e abre a porta do passageiro traseiro para ela. Estou apreensivo, preocupado sobre como ela vai reagir, com medo de que ela poderia correr, e me dizer que já deu. Todos os tipos de pensamentos assustadores estão cruzando minha mente e nada disso é agradável. Quando ela entra no carro, eu estou completamente tenso, meu coração está na minha boca, e eu estou amarrado mais apertado do que um laço. - Oi, - ela murmura me cumprimentando. - Oi, - eu respondo ainda cautelosamente otimista com seu tom. Eu não posso lidar com o fato de que ela pudesse me deixar, e ter ido embora. Eu imediatamente alcanço e agarro sua mão, sem 309

II soltar e aperto firmemente. - Você ainda está brava? - Eu peço. - Eu não sei, - ela responde. Eu seguro sua mão e beijo os nós dos seus dedos com o mais leve dos beijos. - Tem sido um dia ruim, Anastasia, - eu digo implorando com meu olhar, para ela me dar uma pausa. - Sim, tem, - ela consente. Mas agora que ela está aqui comigo, está tudo certo no universo, como deveria ser. - Esta melhor agora que você está aqui, - eu sussurro. Conforme Taylor nos leva para o Escala através do tráfego de Seattle, eu finalmente tenho a chance de relaxar. Eu gentilmente beijo sua mão, eu corro o meu polegar sobre os nós dos dedos em um ritmo suave. Conforme nós fazemos o nosso caminho para Escala, eu fico nervoso novamente. Apreensão se eleva em mim. Eu estou cauteloso quando Taylor nos deixa do lado de fora do prédio. Eu seguro na mão de Anastasia, e me esquivo pro edifício da chuva que esta caindo À previsão do tempo estava errada. A chuva durou toda a noite, e meu humor desagradável junto com ela. Eu ainda olho em volta para ver se Leila está em qualquer lugar na vizinhança. Anastasia nota minha cautela. - Suponho que você não tenha encontrado Leila ainda - conclui. - Não. Welch ainda está procurando por ela, - murmuro tristemente. Quando o elevador chega, entro com ela, nossas mãos ainda entrelaçadas. Eu olho para baixo para Anastasia. Eu a amo, e eu odeio brigar com ela. Tenho medo de perdê-la! E agora, neste espaço fechado, eu tenho este desejo imenso, de luxúria e essa atração inevitável em direção a ela, e eu posso ver que ela se sente da mesma forma que eu. O desejo que tenho por ela sobe para níveis insuportáveis. - Você sente isso? - Eu respiro entre os lábios para acalmar a minha respiração. - Sim, - ela responde bombeando seu coração tão duro, que eu posso sentir através de sua mão. 310

II - Oh, Ana, - Eu suspiro e agarro-a em meus braços envolvendo-a com a intensidade do meu desejo. Conforme uma mão viaja até o pescoço, eu inclino sua cabeça para trás, e selo seus lábios com os meus. Os dedos de Anastasia encontram o meu cabelo e ela começa a acariciar minha face, e isso é a minha perdição. Eu a empurro contra a parede do elevador. - Eu odeio discutir com você, - eu respiro desesperadamente. Com desejo explodindo, nossos corpos tensos com toda a merda que tinha acontecido ao longo do dia, e buscando libertação. Minha língua entra em sua boca e encontra a dela. Eu chupo a sua língua, e a doce sensação começa a construir em mim, e eu percebo que eu tenho de tê-la aqui e agora. Eu tenho que saber que estamos bem. Minha mão vai até o quadril, e eu rapidamente puxo a saia é afago suas coxas, e eu acho que ela está usando meias com uma cinta-liga. Oh porra! Ela está me matando aqui! - Jesus, doce Ana, você está vestindo meias! - Eu gemo enquanto eu acaricio a perna acima da linha da meia. - Eu quero ver isso, - eu digo e puxo a saia para cima, o topo de suas coxas estão expostas aos meus olhos famintos. Eu passo para trás, apertando o botão de parada do elevador, e o elevador para imediatamente de subir. Estamos presos entre os andares 22 e 23. Meu pau está duro e latejante, em busca de libertação. Meu corpo está queimando necessitado dela, e aqui está ela, uma deusa do sexo em meias! - Solte seu cabelo, - Eu ordeno-a em uma voz rouca, e ela imediatamente obedece. Por que ela não pode obedecer assim o tempo todo? Seu cabelo cai até os ombros e peito - Agora, desfaça os dois primeiros botões de sua camisa, - eu sussurro meus olhos selvagens com o desejo lascivo. Ela alcança e desabotoa os dois botões dolorosamente lentos, fazendo uma refeição disso, revelando os topos de seus seios fartos, com a renda de seu sutiã aparecendo. Eu engulo em seco. - Você tem alguma idéia de como incrivelmente sedutora você está hoje? - Eu peço. Ela morde o lábio deliciosamente, e balança a cabeça inocentemente. Eu avanço e coloco as duas mãos na parede do elevador entre seu rosto, mas eu não vou tocá-la. Eu me inclino para baixo e corro o meu nariz contra o dela. Este é o único ponto de contato incendiando até o meu sangue, correntes atravessam nossos corpos por este toque e eu estou pronto pra entrar em combustão. Anastasia se sente da mesma forma, seu peito sobe e desce como se ela tivesse corrido uma maratona. - Eu acho que sim, Srta. Steele, - eu digo. - Eu acho que você gosta de me deixar louco, - eu digo.

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II - Eu te deixo louco? - Ela sussurra inocentemente. - Em tudo, Anastasia. Você é uma sereia, uma deusa! - Ela me desumana. Eu a alcanço, e seguro sua perna acima do joelho e coloco em torno da minha cintura. Ela agora está em pé sobre uma perna e se apoiando em mim. Estou duro até o centro. Eu corro meus lábios nos seus lábios e depois trilho para baixo em sua garganta. Ela geme de prazer e envolve seus braços em volta do meu pescoço. - Eu vou comer você agora, Anastasia, - eu respiro, e ela arqueia as costas em resposta automática, pressionando-se contra mim, seu sexo está pronto. Eu gemo um som gutural, eu abro minha braguilha. - Segure firme, baby, - murmuro. Eu tiro um pacote de preservativo e coloco entre seus dentes. Eu puxo a outra extremidade, e nós rasgamos entre agente. - Boa menina, - eu digo enquanto eu rolo o preservativo em meu comprimento. - Deus, eu não posso esperar para os próximos seis dias, - eu rosno e olho para ela com olhos semicerrados. - Eu espero que você não esteja totalmente feliz com essa calcinha, - eu digo, e rasgo-a. Ela está ofegante com a necessidade assim como eu. Sem tirar meus olhos dela, entro dentro dela lentamente. Ela curva seu corpo e inclina a cabeça para trás enquanto fecha os olhos. Eu puxo para trás e mergulho de novo, lentamente. Ela geme. Estou estacando minha reclamação por ela. - Você é minha, Anastasia! - Eu murmuro contra seu pescoço. - Sim. Sua. Quando você vai aceitar isso? - Ela arqueia. Eu gemo e começo a bater dentro dela querendo reivindicar cada centímetro seu marcando ela. Eu empurro cada vez mais forte. Minha respiração fica irregular, eu me perco nela, reivindicando de dentro para fora, tocando, abraçando, amando, fodendo com ela. Minhas mãos estão em todos os lugares ao mesmo tempo. - Oh, baby, - Eu gemo meus dentes mordendo seu queixo, e ela goza forte, eu sigo a em êxtase. ***************************** Nós dois estamos gastos, mas agora estou calmo e aliviado, e sinto que tudo está bem. Eu a abraço de pé contra a parede do elevador e pressiono minha testa contra a dela. - Oh Ana, - Eu murmuro contra seus lábios. – Eu preciso muito de você. – eu beijo sue testa. 312

II Eu queria que ela soubesse o quanto ela significa para mim. O quanto eu preciso dela! Ela é o ar que eu respiro. - E eu de você, Christian, - ela responde. Eu a solto, e alinho sua saia, e abotoo sua camisa, e quando eu finalmente a arrumo, eu digito o código e o elevador move-se novamente com um solavanco. Anastasia estende a mão apertando meus braços. - Taylor vai querer saber onde estávamos, - eu sorrio lascivamente para Anastasia. Anastasia fica mais vermelha que a bandeira chinesa e começa a tentar ajeitar seu cabelo. - Você está bem, - eu sorrio e fecho a braguilha e coloco o preservativo usado dentro do meu bolso. Quando chegamos ao meu apartamento, quando as portas se abrem Taylor está à espera no hall de entrada. - Problema com o elevador - murmuro, e Anastasia completamente tímida apenas corre para fora como um cachorro encurralado por um porco-espinho. - Algum problema no prédio? - Nenhum sinal, senhor. - Bom. - Eu digo e vou para a cozinha. Eu tiro meu casaco, e sento-me no bar e começo uma conversa com a Sra. Jones. - Como foi seu dia a Sra. Jones? - Muito bom senhor. Obrigado por perguntar. Espero que tenha tido um bom dia também. - Ele está chegando lá! - eu respondo. Anastasia aparece na entrada, um colírio para os olhos. Ela senta-se ao meu lado, e Sra. Jones coloca dois pratos perante nós. Coq au vin! Sra. Jones é uma ótima cozinheira! - Aproveitem, Sr. Grey, Ana, - ela diz e sai da cozinha.

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II Pego uma garrafa de vinho branco da geladeira e despejo para nós dois no copo. Enquanto, nós comemos o jantar, eu me encontro falando sobre o meu protótipo de telefone movido à energia solar recordando que Ros me deu a boa notícia de que ele está muito perto da realização. E minha empolgação é contagiante. - Christian, eu posso perguntar uma coisa? - Sim, claro, - eu respondo. - Onde é que você tem propriedades? - Eu só tenho um apartamento em Nova York, o Escala, e a casa em Aspen. Nada mais. - Oh, - diz ela, enquanto recolhe nossos pratos do bar. - Deixe isso. Gail vai fazer. - eu digo, e ela se vira e encontra-me a olhar para ela atentamente depois de deixar os pratos na pia. - Bem, agora que você está mais dócil, Srta. Steele, vamos falar sobre hoje? - Eu acho que você é o único que está mais dócil. Eu acho que estou fazendo um bom trabalho em domesticar você. - ela diz me surpreendendo. - Domesticando-me? - Eu bufo totalmente divertido. Ela não me viu hoje. Ela apenas balança a cabeça. Eu franzo a testa. Eu não iria concordar com suas exigências se ela fosse outra pessoa. Eu teria espancado a merda fora de quaisquer outros sub que eu tivesse. No entanto, eu temia que Anastasia me deixasse, e eu percebo que eu estava morrendo de medo que ela me deixaria. - Sim. Talvez, Anastasia, - Encontro-me dizendo. - Você estava certo sobre Jack, - murmura, e meu sangue ferve sob a minha pele. Meu rosto cai, e os meus olhos endurecem. O que o filho da puta fez? - Ele tentou alguma coisa?- Eu sussurro em uma voz mortal. E por que ela não me telefonou quando o filho da puta tentou fazer alguma coisa com ela? Ela balança a cabeça. 314

II - Não, e não o fará, Christian. Eu disse a ele hoje que eu sou sua namorada, e ele recuou em seguida. - Você tem certeza disso? Eu poderia demitir o filho da puta. Anastasia suspira. - Christian, você realmente tem que me deixar lutar minhas próprias batalhas. Você não pode constantemente adivinhar e tentar me proteger. É sufocante. Eu nunca vou florescer com sua interferência incessante. Eu preciso de um pouco de liberdade. Eu nem sonho em interferir em seus assuntos, - diz ela. Eu sei que eu não gosto de ninguém interferindo em meus assuntos. Mas, a necessidade de proteger sobrepõe a tudo. - Eu só quero que você esteja segura, Anastasia. Se alguma coisa acontecesse com você, Eu... - digo e eu não posso trazer o resto do pensamento. É o que rasga meu coração. É o meu maior medo, meu pior pesadelo. - Eu sei, e entendo por que você se sente tão levado a me proteger. E parte de mim adora. Eu sei que se eu precisar de você, você vai estar lá, como eu estou por você. Mas, se quisermos ter alguma esperança de um futuro juntos, você tem que confiar em mim e confiar no meu julgamento. Sim, eu entendo errado, por vezes, e às vezes eu vou cometer erros, mas eu tenho que aprender com meus próprios erros Christian. Isso é contra tudo o que eu sinto, e quero fazer. Eu não posso simplesmente não interferir quando ela é tão inocente e tão atraente e todo mundo quer enfiar o pau em sua calcinha. E ela é minha! Ela se move em pé diante de mim entre minhas pernas enquanto eu sento na banqueta. Eu ainda estou completamente mudo. - Você não pode interferir no meu trabalho. É errado. Eu não preciso de você surgindo como um cavaleiro branco para salvar o dia. Eu sei que você quer controlar tudo, e eu entendo o porquê, mas você não pode. É uma meta impossível Christian. Você realmente tem que aprender a deixar ir. Seus dedos chegam até meu rosto e acaricia com o menor dos toques. Meu olhar se alarga. - E se você puder fazer isso, você puder me dar tanta liberdade, eu vou morar com você. – Diz ela em voz baixa. Estou atenção pura. Ela disse que gostaria de morar comigo. Eu ouvi isso ou estou 315

II errado? É isso o que ela disse? Eu inalo profundamente, completamente surpreso. - Você faria isso? - Eu sussurro. - Sim. - Ela responde. - Mas você não me conhece, Anastasia. - eu digo franzindo a testa, completamente em pânico. É como na vez em que ela me disse que me ama. Eu tento não surtar. - Eu conheço bem o suficiente, Christian. Nada do que você me fale sobre você mesmo vai me assustar pra longe. - ela corre os nós dos dedos na minha bochecha. Eu não sei o que dizer, chocado, surpreendido e relutante. - Mas, você poderia apenas aliviar as coisas para mim, - ela pede. - Eu estou tentando, Anastasia. Eu não poderia ficar de braços cruzados e deixar você ir à Nova York com aquele idiota. O homem tem uma reputação alarmante. Nenhuma de suas assistentes durou mais de três meses, e eles nunca são retidos pela empresa. Eu não quero isso para você, baby, - eu digo suspirando. - Eu não quero que nada aconteça com você. O pensamento de você se machucar me assusta pra caramba. O pensamento é terrível. Eu não posso prometer não interferir, se eu achar que você vai se prejudicar, - eu digo com sinceridade. Será que ela percebe o quão apaixonado sou por ela? Ninguém pode amá-la tanto quanto eu a amo. Ela não sabe como sinceramente eu a amo, que tenho esperanças e medos e ansiedades. Eu amo-a com carinho e devoção. Como disse Shakespeare, "O amor é uma coisa doce? É muito áspero, rude, muito turbulento, e pica como espinho”Eu estou tentando ser digno de seu amor... Lutando todos os dias. Tentando ser corajoso, mas encontro-me fraco, onde ela esta envolvida. - Eu te amo, Anastasia. Eu farei tudo que estiver ao meu alcance para te proteger. Eu não posso imaginar minha vida sem você. Anastasia fica boquiaberta. Ela tem uma expressão em seu rosto, como se ela tivesse acabado de sair de seu corpo. - Hein? - Ela mal consegue sussurrar. Eu beijo sua mão.

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II - Eu também te amo, Christian, - diz ela inclinando-se e beijando-me. A paixão estoura e aprofunda o nosso beijo. Eu ouço Taylor limpando a garganta, e relutantemente eu puxo de volta ainda olhando para a minha mulher. Eu coloco o meu braço em volta de sua cintura. - Sim, - eu estalo a Taylor por interromper. - Sra. Lincoln está a caminho, senhor. - O que? - Eu estalo com Taylor. Ele dá de ombros se desculpando. Eu suspiro, e balanço a cabeça. Eu disse a ela pra cair fora hoje, e ela está aparecendo aqui agora. Que porra é que ela quer? - Bem, isso deve ser interessante, - eu digo, sorrindo resignado. Eu tive inferno de um dia, hoje, e isso só vai acrescentar mais para dizer o mínimo. Anastasia vira rosto inexpressivo, e seu corpo fica rígido em meus braços. Merda! Ela esta brava.

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II Capítulo XIII Anastasia se vira e me pergunta se eu falei com Elena hoje. - Sim, - eu respondo. - O que você disse?- ela pergunta curiosa. Não é necessários dizer a ela o quão furioso eu estava com Elena; porque eu não quero me aprofundar e alimentar a raiva dela por Elena. - Eu disse que você não quer ver ela, e disse a ela que eu entendia suas razões. Eu também deixei claro pra ela que eu não aprecio ela agir por minhas costas e contatar você. – digo a ela com um rosto impassível. Eu estou nervoso sobre como ela pode reagir, porque quando o nome de Elena surge a reação de Anastasia é como se ela pisasse em um fio desencapado. - O que ela disse? - Ela me dispensou como só Elena faria. – digo. É verdade que Elena tentou me dispensar, mas eu estava já tendo um dia de merda graças a Anastasia, então Elena na verdade ficou entalada na tempestade de merda vinda de mim. Os olhos de Anastasia examinam meu rosto. Meus lábios dão uma mínima curvada o que não se traduz em um sorriso, mas então ela tem esse efeito em mim que me faz querer sorrir pra ela na maioria das vezes. - Porque você acha que ela esta aqui agora? – ela pergunta preocupada que talvez tenha algo a ver com minha conversa com ela. Também quero saber isso. - Não tenho ideia na verdade, - digo encolhendo os ombros. Taylor volta à sala de estar com Elena junto, e anuncia – Sra. Lincoln. – Eu não acho que Taylor goste de Elena, sendo o profissional que ele é, ele não deixará nada a mostra. Elena esta em seu usual traje todo preto: jeans preto que é só como uma segunda pele em suas pernas, uma camisa preta colada no corpo, e sua assinatura seu bem feito cabelo loiro. Assim que Elena entra na sala, eu automaticamente puxo Anastasia em meus braços protetoramente, pronto pra proteger ela de qualquer um que se atreva a se aproximar dela. - Elena, - eu cumprimento ela, ainda intrigado com sua presença aqui. Ela deve ter presumido que o que ela testemunhou antes era apenas um show, porque quando ela vê meu braço todo envolvido ao redor de Anastasia sua boca cai aberta, e de fato vejo Taylor alegremente se restringir de ajudar ela a levantar sua mandíbula do chão enquanto ele esta saindo pela porta. Eu noto que ele 318

II esta se divertindo, e francamente eu também. Elena se obriga a piscar pra dominar seu rosto “estou-agora-de-volta-ao-controle” e suaviza sua voz em alguns encaixes. - Me desculpa Christian. Eu não imaginei que você tinha companhia. É segunda-feira. - ela diz como se isso explicasse sua visita. Segunda, Terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo: Anastasia é minha namorada 24/7 (24 horas, 7 dias). Então, segunda não faria porra nenhuma de diferença. Anastásia não é minha sub! Mas eu tenho o maior prazer em anunciar pra ela que Anastasia é minha – Namorada. - Dizendo isso alto na presença de Anastasia e Elena me dá um grande prazer, e eu sorrio. Claro que Elena sorri de volta, e somente pra mim. - Claro, Christian. Olá Anastasia. Eu não sabia que você estaria aqui. Eu sei que você não quer falar comigo e eu aceito isso, - ela diz pra Ana. - Você aceita? – pergunta Anastasia calmamente, em um frio tom estável, seu olhar esta perfurando Elena. Seu comportamento de total controle me pega de surpresa, e eu acho que Elena esta chocada também porque ela dá uns passos pra trás como se ela fosse empurrada pra longe. - Sim, eu entendi o recado. Não estou aqui pra ver você. Como eu disse Christian raramente tem companhia durante a semana, - ela diz e explica, - Eu tenho um problema, e eu gostaria de falar sobre isso com Christian. Isso é novidade, e na verdade uma distração bem vinda com seu atrito entre Anastasia. - Sério? – pergunto com minha curiosidade despertada. – Você quer uma bebida? – pergunto encontrando minhas boas maneiras depois de ter repreendido ela hoje. - Sim, por favor, - ela responde com soando acolhida. Ela deve ter pensado que eu ia chutar ela pra fora. Eu ando pra pegar uma bebida pra ela, pego algumas taças de vinho deixando Anastasia e Elena sozinhas por um minuto na sala de estar. Elena finalmente anda para a ilha da cozinha, e senta na banqueta onde ela usualmente se senta. Quando me viro com as taças e a garrafa de vinho, Anastásia se ocupa na banqueta do bar que eu desocupei. Eu coloco as taças diante de Elena e Anastasia e derramo o vinho nelas. - O que foi? – pergunto á Elena sem preâmbulo. Elena esta nervosa, porque ela quer privacidade, e a presença de Anastasia é indesejada por ela. Ela não tem que dizer com palavras, eu conheço Elena tão bem, eu posso ler o pensamento em seu rosto não importa o quanto ela tente esconder. É hora de cortar o mal pela raiz. Ela precisa entender que Anastasia não é uma sub, ela não é qualquer uma. Ela é minha namorada. Eu alcanço

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II a mão de Anastasia e fecho antes do olhar de Elena se arregalar. Não há ninguém como Anastasia, ninguém é igual a ela aos meus olhos. - Anastasia esta comigo agora, - digo pra ela em um tom que ela entende bem: Lide com isso! Os olhos de Anastásia se abrem mais agradecidos. O rosto de Elena muda em um tom suave. Ela foi a primeira a me dizer que eu estava apaixonado por Anastasia. É um olhar que diz que ela esta satisfeita e feliz por mim. Anastásia cora. Elena finalmente acena, aceitando. Por causa das minhas palavras e minha postura e comportamento que indicam pra ela que ou ela fala comigo na presença de Anastásia ou ela vai embora. Eu quero que Anastásia veja que eu não tenho nada a esconder dela. Elena parece bem nervosa. Ela começa a olhar para as mãos, e comoça a girar o anel prateado em seu dedo médio sem parar como se ele fosse dar a resposta que ela esta procurando. Eu não tenho visto ela assim frequentemente. Elena sem saber o que fazer sobre algo. Ela sempre esta no controle, calma e recolhida. Depois de remexer em seu acento mais um pouco, ela se toca que o anel prateado em seu dedo do meio não irá prover a resposta que ela esta procurando, ela finalmente levanta a cabeça, assume seu ‘estou no controle’ das emoções comportamento e olha diretamente pra mim. - Estou sendo chantageada, - ela afirma sem rodeios. Sobre o que? Mas eu tenho um sentimento sobre o que pode ser. Eu endureço imediatamente. A única coisa que há contra ela é o que ela teve comigo. Seu estilo de vida não é ilegal... Mas ainda sim, ela não ia querer fazer isso vir a publico... - Como? – pergunto com horror claramente lançado na voz. Elena alcança em sua bolsa Louis Vuitton e tira uma nota e tenta me entregar. Eu balanço a cabeça. - Não, abaixe isso e coloque no balcão de café da manha, - digo surpreendendo Elena. - Você não quer tocar? – ela pergunta confusa - Claro que não. Impressões digitais, - digo como um meio de explicação. - Mas, Christian, você sabe que eu não posso ir a policia com isso, - ela diz. Ela abre a nota e abaixa pra eu ler. Mas o montante que estão pedindo me surpreende. - Eles estão pedindo só cinco mil dólares. Você tem alguma ideia de quem poderia ser? Talvez alguém da comunidade, - pergunto a Elena. - Não faço ideia, - ela responde suavemente. - Poderia ser Linc? – pergunto indicando seu ex-marido, que depois de ter batido a merda fora dela, 320

II depois que ele descobriu seu caso ilícito comigo. - O que? Depois de todo esse tempo? Eu não acho. - ela diz resmungona. - E Issac, ele sabe? – pergunto sobre seu atual submisso. - Eu anda não contei a ele, - ela responde. - Eu acho que ele precisa saber, - respondo, porque se o estilo de vida de Elena vai ser exposto o de Isaac também irá. Ele tem o direito de saber. Elena balança sua cabeça. Anastasia tenta puxar sua mão da minha. Por quê? Ela esta brava? Eu seguro sua mão mais apertado, não querendo deixa-la ir. Ela puxa de novo. Eu agarro mais uma vez em um aperto forte e me viro pra olhar pra ela questionando. - O que? – pergunto - Estou cansada Christian. Acho que vou pra cama, - ela diz. Eu avalio seu rosto. Ela esta com raiva? Triste? Hostil? Aceitando? Seu rosto esta impassível, sem expressão, mas seus olhos contém um somente um traço de muito ciúme. - Tudo bem. Não vou demorar, - digo ressegurando ela, eu libero sua mão. Anastásia fica de pé pra ir pro quarto, e Elena segue seus movimentos com os olhos, mas Anastásia não diz nada. - Boa noite, Anastasia – diz Elena com um sorriso educado. - Boa noite, - resmunga Anastásia em uma forçada voz fria como se ela estivesse radiando tensão. É isso que ela esteve escondendo por trás do rosto impassível. Quando Anastásia deixa a sala, me viro pra Elena e digo exatamente o que esta se passando por minha mente. - Eu não acho que há grande coisa que eu possa fazer Elena. Se é uma questão de dinheiro... – digo o pensamento pairando no ar. Não é muito dinheiro pra começar já que eles pedem só cinco mil dólares. É a ideia de piada de alguém ou estão tentando insultar ela? – Eu posso pedir para o Welch investigar isso, - digo, e isso é o melhor que eu posso fazer por esse problema. - Não há necessidade, Christian. Eu só queria compartilhar, - ela diz. Claro que ela tem um nome á zelar. Mas o que ela diz a seguir muda o tópico. - Você parece... – ela diz pausando como se para encontrar a palavra certa pra dizer pra mim, -... Parece muito feliz. – isso resume tudo.

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II - Sim, eu estou, - eu respondo sinceramente. - Você merece ser feliz, - ela diz. - Eu queria que fosse verdade, - digo tristemente. Seu rosto muda para um paternalista. - Christian! Ela sabe o quão negativa você é sobre você mesmo? – ela pergunta repreendendo. – Sobre todas as suas questões... – ela acrescenta levantando sua sobrancelha signifitivamente. Mas é mais que uma pergunta. É um desafio. Anastasia é só uma parceira sexual, ou mais? - Ela me conhece melhor do que ninguém, - digo para deixa-la fazer a distinção ela mesma. - Ai! Isso machuca, - ela comenta. Eu estava certo, ela estava indicando que me conhece melhor do que qualquer pessoa. - É a simples verdade Elena. Eu não tenho que fazer jogos com ela. Eu falo serio, você precisa deixala em paz, - digo perfurando seus olhos. - Qual o problema dela? – ela pergunta como se tivesse algo errado com Anastasia por não querer sair com ela e trocar receitas – se Elena cozinhasse. - Você… o que nós fomos... O que nós fizemos. Ela não entende isso. - Então faça a entender Christian, - ela insiste. Que audácia! - Elena, isso é passado. Por que iria querer fazer ela entender e contaminar ela com nossa relação fodida? Anastásia não é assim – ela é incrivelmente doce, e boa, - digo e suspiro com uma saudade instantânea dela apesar de que ela esteja na mesma casa. Isso não escapa ao olhar sagaz de Elena. E ainda em ainda espantado pelo fato do amor de Anastásia por mim eu acrescento, - E por algum milagre ela me ama. – e eu estou loucamente apaixonado por ela. - Não é um milagre Christian, - Elena me censura. – Você realmente tem que ter um pouco de fé em você. Você realmente é um bom achado. Eu já disse isso muitas vezes, - ela diz e olha em direção ao meu quarto. – Anastasia parece adorável também. Ela parece forte, - ela diz provavelmente relembrando como Anastasia deu a ela o que era merecido no baile de caridade. – Ela parece como alguém que esta a sua altura. Sorrio pra como ele me deixou louco o dia todo, indo de igual pra igual comigo. A minha altura? Ela é uma energia vital pra se contar. - Sim ela é grande e responsável.

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II - Você não sente falta? – Elena diz levantando sua sobrancelha. - O que? – eu estalo. - Seu quarto de jogos, - ela pergunta. Porque ela perguntaria sobre iso, e porque caralho isso seria de seu interesse? - Isso realmente não é da sua conta Elena, - eu bato pra ela, meus olhos escurecendo. Ela esta tentando controlar minha vida, eu não gosto nenhum um pouco disso. Ela recua na hora. - Sinto muito, - ela diz da forma mais sincera. Ela só esta testando seus limites como um predador. Verificando se há fenda na armadura. Tenho que cortar o mau pela raiz. - Eu acho melhor você ir. E a partir de agora, por favor, telefone antes de vir de novo, - digo olhando pra ela querendo que ela saia. - Eu realmente sinto muito, Christian, - ela diz dessa fez dizendo a verdade. – Desde quando você esta tão sensível? – ela me censura. Isto já foi longe o suficiente. Não quero Elena falando de Anastasia como se ela fosse uma sub, ou fosse alguém que pudesse ser substituída. Meu quarto de jogos não é mais importante do que Anastásia. Ela é a coisa mais importante da minha vida! - Elena, o que você e eu temos agora é uma relação de negócios o que claramente tem lucrado pra nós dois imensamente. Mas só manter dessa forma. O que nós tivemos, - digo enfatizando o verbo passado, - entre nós é agora parte do passado. Anastásia é o meu futuro. Eu não vou prejudicar isso de forma alguma, então corta esse caralho de merda! - digo deixando claro que Anastasia é sua zona proibida. - Eu vejo, - ela diz suavemente, mas essas duas palavras finalmente trás o entendimento do que eu tenho tentando colocar nela esse tempo todo. - Olha... Sinto muito pelo seu problema atual. Talvez você devesse apenas montar algo e chama-los para um blefe. - Eu não quero perder você Christian, - ela diz suavemente. Ela esta dando em cima de mim? - Não sou seu pra você me perder Elena – eu rebato, fervendo de raiva. - Não é o que eu quis dizer, - ela tenta se corrigir, mas eu conheço Elena muito bem. - O que você quis dizer então? Ilumine-me, - digo minha raiva não recuando. - Olha Christian, eu não vou discutir com você. Sua amizade significa muito pra mim. Eu me 323

II afastarei de Anastasia, mas estou aqui por você se precisar de mim, - ela diz olhando em meus olhos intensamente. – Sempre estarei, - ela acrescenta firmemente. - Anastasia acha que você me viu no ultimo sábado, - digo lembrando que Elena mentiu pra ela. – Você só ligou isso foi tudo. – eu sondo. - Eu só queria que ela soubesse o quanto você ficou triste quando ela ate deixou. Eu não quero que ela te machuque. - ela diz. - Ela sabe. Eu contei a ela sobre isso. Pare de interferir em meu relacionamento. - Eu sei, e sinto muito por isso. Você deve saber que eu me importo com você. Nunca achei que você acabaria se apaixonando Christian. Mas é muito gratificante de ver. Por outro lado, eu não suportaria se ela te machucasse, - ela diz com preocupação laçada em sua voz. - Vou me arriscar, - digo não disposto a deixa-la colocar seu traseiro nisso. – Agora você tem certeza que não quer Welch para rastrear isso? - Acho que não faria mal nenhum. - ela diz suspirando. - Tudo bem. Eu vou ligar para Welch de manhã. – digo me levantando querendo que ela saia. - Obrigada Christian, - ela diz levantando. – E eu sinto muito. Eu não tive intenção de me intrometer. Eu vou agora, e da próxima vez eu ligarei, - ela acrescenta. - Bom, - digo firmemente. Guio Elena pra fora da cobertura, e faço meu caminho apressadamente para o meu quarto, preocupado com Anastasia. Quando volto pro meu quarto Anastasia esta sentada na minha cama. - Ela já foi, - digo suavemente e cautelosamente, tentando avaliar o que ela esta pensando. Ela esta brava? Ela olha pra cima pra mim, e o que ela diz me pega de surpresa. - Você vai me contar sobre ela? Só estou tentando compreender porque você acha que ela te ajudou. – ela diz, e pausa antes de completar seu pensamento. – Eu a detesto Christian. Eu acredito que ela te causou danos incontáveis. Você não tem amigos, ela manteve eles afastados de você? – ela pergunta. Duas mulheres exasperantes em uma noite é muito pra aguentar. Eu corro minha mão pelo cabelo. Eu só quero lamentar! Argh! 324

II - Por que merda você quer saber sobre ela? – digo colericamente. – Tivemos um caso muito longo, ela batia a merda fora de mim constantemente e eu fodia ela de todo tipo de maneira que você não pode nem imaginar. Este é o fim da historia. – digo em uma só respiração, ficando com mais ira cada minuto. O sangue drena do rosto de Anastasia. Ela engole. Ela esta surpresa e pisca. – Por que você esta tão bravo comigo? - Porque toda essa merda ACABOU! - grito pra ela irado, querendo que ela entenda. Porra! Estou perdendo pra ela! Ela fica em branco, verificando. Ela olha pra baixo pra suas mãos, os nós dos dedos estão tão apertados, o sangue é drenado deles, pálidos. Eu não quero esconder nada dela. Eu só não quero que ela se foque tanto em meu passado o que ela claramente odeia. Finalmente me acalmo, e sento ao lado dela. – O que você quer saber?- pergunto cauteloso. Ela balança a cabeça reformulando. - Esta tudo bem. Você não tem que me dizer. Eu não queria me intrometer, - ela diz suavemente. Não é sobre intromissão, é como meu passado e meu futuro está colidindo contra o outro, e sou eu quem vai ficar ferido nessa colisão, possivelmente por perder ela. - Não é isso Anastasia. Eu realmente odeio falar dessa merda, porque eu vivi em uma bolha por anos com nada me afetando. Eu não tinha que me justificar pra ninguém. E, Elena esteve presente como uma confidente. Mas agora meu passado e meu futuro estão se colidindo de uma maneira que eu nunca achei possível, - digo exausto emocionalmente. Seu olhar se levanta pra encontrar meus olhos cautelosos. - Eu nunca achei que eu teria um futuro com alguém Anastasia. Agora você me da esperança e me tem pensando sobre todo tipo de possibilidades, - digo á deriva. Alguns desses pensamentos eu não tenho o coração pra transmitir pra ela. É alem de viver juntos. É mais... Como na linha do pra sempre. - Eu estava escutando, - ela diz embaraçada, encarando as mãos. - Escutando o que? Você quer dizer nossa conversa? – pergunto. - Sim, - ela responde suavemente.

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II - Bem? – pergunto finalmente resignado. O que ela acha do que ela ouviu? - Ela se importa com você, - Anastasia conclui. - Sim acredito que sim. Eu me importo com ela da minha maneira, mas não chega perto de como me sinto por você de maneira alguma. Eu sinto como... – digo pensando que ela esta com ciúmes, e isto não é tudo ruim. Eu gosto que ela esteja com ciúmes de mim. - Não estou com ciúmes, - ela declara incerta de seus pensamentos. – Você não a ama, - ela murmura. Essa é a questão que esta incomodando ela? Eu suspiro, ficando bravo. É a porra do meu passado! Eu não posso mudar isso! Aconteceu, eu vivi isso, mas agora eu já superei. Estou com ela agora! Isso não conta pra nada? - Há muito tempo atrás eu achei que a amava, - digo desnudando minha alma de merda através de meus dentes serrados. Ela fica surpresa com a declaração. - Mas quando estávamos na Geórgia… - ela diz lentamente, com medo de descobrir o que eu possa ter dito, - Você disse que não a amava. - Isso mesmo, - respondo. Mas minha resposta a faz franzir a testa confusa. - Eu já amava você Anastasia, - eu sussurro. Ela não sabe o quanto? – Você é a única pessoa por quem eu voaria três mil milhas pra ver, - eu declaro fervorosamente. Não Elena, não outra pessoa. Só Anastasia! Ela franze a testa mais ainda, sem entender. - Tudo que eu sinto por você é muito diferente do que qualquer coisa que eu tenha sentido por Elena, - eu explico. - Quando você soube? – ela pergunta. Eu dou de ombros. - Ironicamente Elena que me mostrou isso. Na verdade ela me encorajou a ir pra Geórgia, - digo a ela. Suas mãos correm pelo seu rosto como se fosse lavar algum pensamento repugnante de sua mente e finalmente seus dedos se fecham firmemente em seu colo. Ela engole nervosamente. - Então você a desejou quando era mais jovem? - Sim, - respondo, e seu rosto cai. – Ela me ensinou muito. Ela me ensinou a acreditar em mim mesmo, - explico. Vivemos o que temos em uma época, e isto é o que eu tive quando mais jovem, um adolescente revoltado e mergulhando em seus problemas, incapaz de encontrar a costa, e Elena simplesmente me mostrou uma maneira de chegar a costa em seu jeito todo fodido. Eu acredito que haja um provérbio oriental antigo que explica bem: “Aqueles que caem no oceano, se 326

II se agarram a uma cobra se eles tiverem que ficar boiando.” - Mas ela também bateu a merda fora de você, - Anastasia diz com desaprovação. De alguma forma o pensamento disso me deixa feliz, e eu sorrio afetuosamente com a memória. Porque eu era um arrogante, adolescente encrenqueiro que precisava apanhar na época. - Sim, ela bateu, - respondo. - E você gostava disso? – ela pergunta incrédula. - Na época sim, - respondo. - Huh, - diz Anastasia com surpresa. – Tanto que você quis fazer isso com os outros? – ela pergunta. Sua avaliação esta correta. Eu quero se honesto com ela, mas meus olhos se arregalam com cautela, e eu estou serio agora. - Sim, - respondo calmamente. - Ela ajudou você com isso? – ela sonda a fundo. Ela realmente quer descobrir? - Sim, - respondo. - Ela foi uma sub pra você? – ela pergunta seu olhar esta preso no meu, não perdendo nenhuma expressão. - Sim, - respondo sem quebrar nosso olhar. Uma respiração escapa dela como se ela tivesse levado um soco. – Você espera que eu goste dela? – ela pergunta em uma voz fraca, amargamente. - Não, claro que não. Embora isso fizesse minha vida um inferno bem mais fácil, - digo, apesar de não saber se eu gosto da ideia. – Mas eu entendo sua reserva. Ela rebate minha sentença. - Reserva! Bom Deus, Christian! O que você sentiria se fosse seu próprio filho? O que? Ninguém me forçou a ficar com ela! Eu não tive que ficar… eu fiz a escolha. Eu pisco pra ela confuso.

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II - Eu não tinha que ficar com Elena, - digo franzindo o cenho. – Foi assim por minha escolha Anastasia, - murmuro. Eu nem gostava disso na época. Anastasia balança a cabeça tristemente. - Quem é Linc? – ela pergunta. - O ex-marido dela, - respondo. - Lincoln Timber? - Ele mesmo, - respondo sorrindo. - E quem é Isaac? - Isaac é o atual submisso de Elena. O rosto de Anastasia toma forma de alguém que esta horrorizada. Ela esta pensando que é outro adolescente que Elena pôs as garras. - Isaac esta em seus vinte e poucos Anastasia. Você sabe um adulto consentindo. - eu rapidamente acrescento pra ela tirar os pensamentos desagradáveis sobre Elena da cabeça. Ela fica roxa. - Ele tem sua idade, - ela diz com realização. Vamos a lugar nenhum com isso. Claramente quando Elena esta envolvida, tudo que Anastasia vê é vermelho e um monstro. - Olha Anastasia... Como eu disse para Elena mais cedo, ela é parte do meu passado, mas você é meu futuro. Não deixe Elena ficar entre agente, por favor! E francamente eu estou entediado, talvez cansado, - desse assunto. Eu vou trabalhar um pouco – digo levantando. A porra da visita de Elena minou o humor de todo mundo. Eu olho pra baixo pra ela. – Deixa isso pra lá, por favor. – digo suavemente. Ela teimosamente me encara. Este não será a ultima desse tópico será? Deus me livre!! - Ah, eu quase me esqueci de te contar. Seu novo carro chegou um dia antes. Esta estacionado na garagem. Taylor tem a chave. – ela se ilumina com a noticia. - Posso dirigir para o trabalho amanhã? - Ela pergunta. 328

II - Não, - respondo firmemente. Não até que o problema com Leila esteja resolvido. - Por que sempre não? – ela pergunta. - Você sabe por que não Anastasia. Isso incidentalmente me lembra. De agora em diante, se você for deixar seu escritório por qualquer razão, me avise. Sawyer estava lá observando você. Parece que eu não posso confiar em você mesma se cuidando afinal de contas. – digo emburrado. Ela esta por um fio de me tirar do controle por mudança essa noite. Ela me encara de volta sem piscar. - Claramente eu também não posso confiar em você. Você poderia ter me dito que Sawyer estava me vigiando, - ela murmura. - O que? Você quer brigar sobre esse tópico também? – eu bato pra ela. - Eu não sabia que estávamos brigando, Christian. Eu apenas pensei que estávamos nos comunicando, - ela murmura irritada. Cristo! Daí me força! Ela empurra todos meus botões ao mesmo tempo! Eu fecho meus olhos tentando controlar meu temperamento. Dez… nove… oito… sete… seis… cinco... Quatro... Três... Dois... Um... Inspira... Expira... Quando abro os olhos novamente, Anastasia esta me observando ansiosamente. - Eu tenho que trabalhar, - eu digo calmamente e saio do quarto. Eu não suporto mais nenhuma discussão esta noite. Ao invés de ter sexo alucinante com minha muito quente, muito loquaz, teimosa como uma mula empacada do Missouri namorada, eu agora sou forçado a ler o relatório do Sr. Ipkins sobre mercados emergentes. Que noite! Eu entro em meu escritório de mau humor, e sento na minha cadeira. Eu abro a mensagem de Ros e começo a passar pelo relatório. Eu já passei pelo relatório da China. Agora eu leio um sobre a Rússia. O relatório começa com indústrias de topo na Rússia: Extração de Petróleo e Gás Suporte de Atividades pra Mineração Mineração de Minério de Metal Geração de Energia, Transmissão e Distribuição Fabricação de Veículo Motor 329

II Maquinaria, Equipamentos e Suplementos Crédito Bancário e Intermediação Transporte Ferroviário Pesticida, Fertilizante e Fabricação de Outros Produtos Químicos Agrícolas Então isto segue listando as companhias top na Rússia. O sumário finalmente vai recapitulando tido que foi dito. “A economia russa é a nona maior no mundo pela nominal GDP e sexta em maior paridade de poder aquisitivo, e o terceiro maior orçamento militar nominal. É uma das economias que crescem mais rápido no mundo. O país tem um Mercado econômico com enormes recursos naturais, particularmente em petróleo e gases. O país terminou nove anos seguidos com media de crescimento de 7%...” Minha mente não esta focando, mas eu preciso. Eu tenho que limpar a merda dessa noite sem enlouquecer. Que melhor maneira pra se fazer isso se não lendo sobre os mercados emergentes do mundo? Eu me imerso pelas próximas duas horas lendo sobre país por país. Na hora em que termino de passar os relatórios se passam da meia-noite. Minha mente esta limpa confusão de mais cedo dessa noite, eu sinto falta de Anastasia. De repente eu sinto urgência em segurar ela em meus braços e beija-la. Desligo meu laptop e faço meu caminho pro meu quarto. Anastásia não esta lá. Oh merda! Onde ela pôde ter ido? A primeira coisa que me vem à cabeça é que ela partiu e me deixou. Claro que ela deixaria! Nunca me perdoaria pelo jeito que eu deixei o quarto, dizendo a ela que eu estava entediado por conversar com ela sobre Elena! A verdade sobre isso é que eu tenho medo de falar do passado... Com medo até o núcleo. Tem muita merda que eu quero esconder de Anastasia. Por que ela iria me querer se ela os descobrisse? Descobrir que nojento maldito filho-de-uma-prostituta-drogada eu era! Por que ela iria querer ter qualquer coisa comigo? As roupas que ela estava usando mais cedo estão sobre a cama. Eu olho em volta, checo o closet. Nada parece fora de ordem. Oh merda! Ela provavelmente ficou tão brava, se vestiu em um jeans e camiseta e partiu! Enquanto fico no closet nervoso como o inferno, pego meu Blackberry. Com dedos tremulo eu aperto a discagem rápida #1. Eu ouço ‘Your Love is King’ tocando no… meu quarto? Eu ando pro quarto e recupero o Blackberry dela de sua bolsa. Sim, estou ligando pra ela... Seus pertences pessoais incluindo sua bolsa e Blackberry estão aqui. Boquiaberto, desconecto o telefone. Onde ela pode ter ido? Ela deixou a bolsa e o telefone aqui, ela não poderia ter ido longe. Bem, talvez não o telefone. Ela deixou o telefone dela quando ela me deixou a primeira vez. Talvez ela só queira ficar longe de mim esta noite... Talvez ela apenas ficou muito brava com toda a merda de hoje, Elena aparecendo, e eu repreendendo ela pela inquisição sobre Elena. Eu corro pra ver se ela esta em seu antigo quarto. O quarto esta arrumado como se ninguém tivesse tocado em nada. A cama esta feita e limpa. Lençóis e colcha branca estão esticados como na hora em que a Sra. Jones 330

II os colocou lá. Não tem nada de Anastasia no quarto. Muito menos sua presença, nem mesmo seu cheiro esta aqui. Meu coração esta batendo. Eu corro pro quarto de jogos, mas a porta não esta aberta. O único lugar que ela poderia ir é a biblioteca e eu faço meu caminho para a biblioteca nervosamente. Se ela não estiver lá, eu tenho que ir a Taylor e a equipe de segurança. Minha mente esta ficando louca! Eu acabo me lembrando que a porta da varanda do meu quarto estava aberta. Corro de volta pro meu quarto e checo a porta da varanda que ainda esta aberta escancarada como uma pergunta sinistra. Merda! Leila veio e levou Anastasia? Como eu não percebi isso? Minhas mãos correm pro meu rosto e eu faço uma concha no meu rosto fortemente correndo elas pelo meu cabelo. Mas, as roupas de Anastasia estão na cama. Leila faria ela trocar de roupa pra leva-la? Isso não faz sentido. Meu coração esta batendo. Eu tenho mais um lugar pra checar. Deixe me ver a biblioteca. Se ela não estiver lá, então eu vou me permitir entrar em pânico. Eu corro rápido para a biblioteca, o que claro não demora. Eu mecho a porta aberta, e fecho meus olhos em um completo e absoluto alivio. A visão diante de mim me da paz junto com contentamento. Graças a Deus! Anastasia esta enrolada em uma cadeira estofada com Rebecca by Daphne Du Maurier, uma das muitas primeiras edições de livros que eu tenho. Ela esta vestindo uma camisola longa de cetim rosa pálido com um hobby combinando. Ela parece um anjo que caiu no sono. Sexy, sedutoramente inocente, e apenas adorável. Tudo que eu quero fazer é ir e envolve-la em meus braços. Com medo de acordar, eu ando pra perto dela. Eu lentamente pego o livro de suas mãos. Meus olhos se movem pela pagina, e eu olho pra cima pra ela conforme prendo a respiração com a linha que captura meus olhos, eu desabo na cadeira mais próxima: “Fico contente que isso não possa acontecer duas vezes, a febre do primeiro amor. Pois é uma febre e um fardo também seja o que for o que os poetas possam dizer.” É isso o que é? Febre do primeiro amor? É isso que esta me deixando insanamente ciumento e louco? Conforme eu sento na cadeira oposta e observo Anastasia, toda enroscada nela mesma, inocente, eu me dou conta que ela se parece mais jovem ainda, mais infantil ainda agora que ela esta dormindo. Viro as paginas do livro lentamente. Outra linha me golpeia direto no centro: “Acho que mais cedo ou mais tarde na vida de cada um chega um momento de julgamento. Nós, todos nós temos nosso demônio particular que nos conduz e nos atormenta, e nós devemos travar batalha no final.” Minha batalha esta próxima, e será que eu quero descobrir? Tudo que eu quero fazer nesse momento é levar minha mulher de volta pra cama, e abraça-la até que o sentimento de perda

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II desapareça de mim. Inclino-me pra baixo e tento não sacudir, mas pegar ela em meus braços. Ela pisca seus olhos abertos. - Oi, - murmuro conforme ela me olha nos olhos. – Você caiu no sono aqui, eu não conseguia achar você, - digo não sendo capaz de esconder a ansiedade em mim. Meu rosto se aninha em seu cabelo, inalando seu perfume profundamente me perdendo nela. Ela sorri e ergue os braços em meu pescoço e me abraça, seu nariz em meu pescoço. Somos duas pessoas inalando uma a outra, intoxicados com o perfume um do outro. Faço meu caminho pro meu quarto, e deito Anastasia em nossa cama depois de puxar o ededron que cobre a cama. Ela coloca a cabeça no travesseiro. Me abaixo e beijo ela na testa, - Durma baby, - sussurro e enquanto esfrego seu cabelo ela lentamente fecha os olhos e mergulha de volta no sono. Sento na cama, apenas observando Anastasia, meu coração flutuando. Quão pacífica ela parece, como eu estava preocupado com o pensamento de ela ter partido. E o alivio que eu senti encontrando ela na biblioteca. Eu não sei o que eu faria sem ela. Eu apenas não conseguiria existir! Não sem estar fora do meu juízo. Apenas os poucos minutos que levei pra encontrar ela foram um tormento infernal! Como eu poderia seguir... seguir por uma vida toda? Ela apenas me conquistou de todas as maneiras; sou dela. Estou totalmente acordado com preocupação e o sono não me clama. Eu fecho a porta da varanda, e me asseguro que esta bem trancada. Eu vou ao closet e me dispo das minhas roupas, e coloco somente a minha calça do pijama. Volto e olho para Anastasia. Por que brigamos? Por que eu brigo com ela? Eu odeio brigar com ela! Isso rasga meu coração toda vez que isso acontece. Eu não gosto de ferir seus sentimentos, mas então ninguém empurra meus botões como ela faz. Na verdade, as brigas que nos temos não só fere meu coração, mas feri cada parte do meu corpo como se elas se manifestassem psicologicamente. Quando ela vai de igual pra igual comigo, eu só quero que ela me puxe de vota e me enrosque nela. Porque o que ela não sabe é que cada vez que estou com ela, eu tenho meu coração na minha mão por ela... O medo de perder ela esta sempre me assombrando, e é por isso que eu brigo com ela contra suas estrias independentes como se ela fosse fugir de mim, fugir com outra pessoa. E porque ela não deveria de qualquer modo? Sou tão desmerecedor de ser amado pelos gostos dela. Saio pra sala de estar e me encontro a caminho do meu piano. O piano depois de tudo é a minha forma de expressar todas as emoções que não estou conseguindo, não estou disposto ou não sou capaz de formular. Isso me permite comunicar em sutis verdades sobre mim por meio de metal, madeira, marfim e, claro, o ar vibrante quando eu coloco meus dedos sobre ele. Isso fala por mim quando não sou capaz. Isso expressa o choro da minha alma quando não consigo derramar uma única lagrima. Eu abaixo a tampa do piano então não irei acordar Anastasia, e ligo a pequena luminária de piano, e me sento no banco e deixo minha alma chorar todos seus lamentos, tristezas, preocupações e 332

II medos. Não sei por quanto tempo estive tocando uma peça de lamentação após a outra, mas eu sinto seu olhar fixo queimando em mim. Meu peito involuntariamente sobe pra acomodar minha respiração acelerada. Eu olho pra cima e prendo meu olhar nela ainda continuando a tocar, querendo que ela ouça meus medos silenciosos. Ela da um passo em direção a mim, conforme eu a sigo com meus olhos observadores. Ela me alcança e eu paro de tocar. - Por que você parou? Era uma peça adorável. - ela diz em sua suave camisola rosa de cetim, toda sedutora, feminina, e atraente. - Você tem alguma ideia do quanto desejável você esta nesse momento? – pergunto em uma voz suave. - Venha pra cama. - ela sussurra. Eu estendo minha mão pra ela, e ela a toma, e no segundo que nos tocamos a menor distancia entre nós é muito longe, e muito grande pra suportar. Eu agarro sua mão e ela cai em meu colo. Eu envolvo meus braços em volta dela, abraçando e roçando seu pescoço bem atrás de sua orelha. A descarga de eletricidade usual viaja e cursa através de nossa conexão, fervendo meu sangue. - Por que agente briga? – eu finalmente sussurro pra ela. Meu dente arranha o lóbulo de sua orelha. - Porque estamos nos conhecendo Christian, e você é teimoso, rabugento, mal humorado e difícil. ela murmura em um tom sem fôlego conforme eu roço seu pescoço. Ela levanta a cabeça e arqueia o pescoço pra me permitir melhor acesso dos meus lábios, me fazendo rir. - Minha querida Srta. Steele, eu sou todas essas coisas. É uma grande maravilha que você me ature. – eu digo conforme eu belisco o lóbulo de sua orelha mandando arrepios por sua espinha a fazendo gemer com desejo. - Vai ser sempre assim? – eu sussurro. - Não faço ideia. – ela murmura. - Nem eu, - digo e eu rapidamente arranco a faixa de seu hobby e ele cai aberto e o que esta entre minha mão e o corpo de Anastasia é só um pedaço muito fino, muito frágil de cetim. Ah Deus! Minha mão se move de cima pra baixo em seu corpo, acariciando, possuindo, tocando, sentindo, recebendo. Eu alcanço seu seio, e com o toque mais gentil seu mamilo endurece, e estica contra o fino cetim da camisola. Meus dedos trilham pra baixo em sua cintura, fazendo seu caminho pro seu quadril, pro seu sexo.

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II - Deus, Anastasia, te sinto tão bem por baixo desse material, posso ver tudo, - digo gentilmente puxando seu pelo pubiano pelo tecido, - Ate mesmo isso, - digo em um sussurro e ela suspira. Minha outra mão impunha o cabelo de sua nuca. Enquanto eu puxo sua cabeça pra trás, eu beijo ela fervorosamente, forte, e minha língua força seu caminho em sua boca, se lançando, clamando, e acariciando incansavelmente, tentando suprir o abismo da necessidade profunda que eu tenho por ela. Ela geme em minha boca, e suas mãos alcançam meu rosto, acariciando em resposta as minhas ministrações em seu corpo e em sua boca. Eu puxo sua camisola pra cima e a minha mão espalma sua bunda redonda acariciando, correndo meu polegar pra cima e pra baixo por dentro de sua coxa. Quero comer ela em cima do meu piano. A última vez que eu quis fazer isso nós nos distraímos com o contrato, e então a surra e ela me deixou... Não quero que nada nos distraia agora. Eu vou foder ela em cima do meu piano, mas primeiro, eu tenho que prestar sua punição! Eu vou clama-a de uma vez por todas aqui. Eu rapidamente levanto do meu assento e levantando ela eu a coloco na tampa do piano. Seus pés ficam em cima das teclas criando um som sem melodia, e eu não dou a mínima pra isso. Anastásia me fez passar pelo inferno literalmente hoje, e ela brigou comigo esta noite. Eu não posso bater nela, ou espancar ela, mas eu ainda posso punir ela. Sexo... Sexo é uma ótima arma pra se escolher como punição. Minha vingança ira a fazer implorar, docemente torturar ela, no entanto ainda estará longe de sua satisfação... Meus dedos viajam e eu roço pra cima e pra baixo suas pernas finalmente separando seus joelhos. Eu rapidamente agarro suas mãos, e mando Anastásia deitar de costas em cima do piano. Eu a solto, e ela deita, eu empurro suas pernas abertas, e seus dedos roçam as teclas do piano irregularmente. Eu beijo Anastasia dentro de seu joelho e lentamente, mas certeiro eu viajo por dentro de sua coxa beijando, gentilmente mordendo, chupando, e roçando com meus dentes. Eu empurro a camisola de cetim pra cima lentamente conforme minha boca viaja por cima de sua coxa lentamente. Meus lábios finalmente alcançam a junção onde suas coxas se encontram, a flor do seu sexo abre brilhando com sua excitação, me convidando, me chamando. Eu esqueço tudo, e a beijo dentro das dobras de seu sexo, soprando, e minha língua se lança e começa a circular seu clitóris, tentando escavar, prova-la profundamente, clamando ela. Eu automaticamente abro mais suas pernas o que floresce mais ainda seu sexo sobre minha boca como uma rosa primaveril. Minha língua fode ela de todas as maneiras que ela sabe, lançando dentro, circulando, lambendo, fazendo sexo oral, e conforme ela pega o ritmo seus quadris levantam e encontram minha boca, combinando o ritmo da minha língua e minha sempre consumidora boca. Seus quadris circulam, e eu estou perdido nela, com ela. - Ah meu…! Christian, por favor! – ela implora. - Ah não baby, ainda não! – digo. Eu não quero que ela goze ainda. Ela não pode gozar. Ela me torturou hoje, e eu vou puni-la com isso. – Toda vez que você discutir comigo eu vou descontar em seu corpo de algum jeito, - digo com meus beijos de punição ao longo de sua barriga, fazendo ela necessitada, desejosa, mas longe do alivio. Tão perto e tão longe. Minhas mãos roçam e se movem 334

II com expertise em suas coxas, quando eu estrategicamente paro e amasso e deslizo e coloco seus nervos em chamas, fazendo ela querer que eu a foda, a liberte de sua miséria, já que o alivio não vem. Mina língua afunda em seu umbigo conforme meus dedos se lançam em seu sexo, a fazendo gemer alto, - Ah! – com a necessidade mais desejosa. Eu circulo os dois minha língua e dedos em sincronização fazendo ela se contorcer embaixo de mim. - Christian! – ela geme alto pra mim desesperada por alivio. Seu sexo me faz desejoso e francamente seus gemidos estão me chamando pra clama-la, e eu posso marca-la de dentro pra fora, fode-la em submissão. Argh! Esse meu lado nunca vai desaparecer! Eu quero que ela se submeta a mime m algumas maneiras, e eu amo quando ela resiste e luta, e eu amo quando ela implora, eu amor quando eu a fodo pra me obedecer assim! Ela me tem, e o que eu quero é ter ela de volta assim! Ela já me marcou na minha alma. Ela é tudo que eu consigo pensar. Ela é tudo que me consome, e onde quer que eu olhe eu a vejo. Eu gemo, e paro minhas ministrações em seu sexo e levanto ela dos teclados, empurro e deslizo ela por cima do piano. Rapidamente me dispo da minha calça de pijama, eu sigo até ela me ajoelhando entre duas pernas, meu lugar preferido no planeta, enquanto eu rolo a camisinha em meu pau. Eu encaro de cima essa deusa que me tem até mesmo quando eu tento fode-la em submissão e sua conquista de mim foi completada de dentro. Porque eu sou um homem apaixonado! Até mesmo a visão dela, o som de sua voz faz a paixão subir em mim, me excitar e tudo que eu quero é estar com ela, estar dentro dela, perto dela, e ser consumido com tudo sobre ela. Eu perco a visão de qualquer outra coisa. Eu me sinto faminto por seu carinho. - Eu quero tanto você, - eu digo e afundo nela lentamente, e fodo ela de um jeito que reflete minha fome dela como se a foda fosse posta em uma cota, e eu quero ampla participação. Mas eu também quero mostrar a ela o quanto eu a amo e desejo com meu jeito de fazer amor, e a ânsia e o desejo em mim. O que começa como um saboreando, degustando, sentindo, lento fazer amor rapidamente se transforma em possessão, e exigente transa, e ela quer isso, me encontrando em cada estocada com seus quadris levantados. Assim que ela geme meu nome exigindo mais de mim, eu troco de lugar com ela, colocando ela em cima de mim, conforme meu pau esta empurrando ela por baixo enquanto seus quadris estão angulados sobre meu comprimento e isso finalmente é a nossa perdição. Conforme alcançamos nosso pico, o orgasmo estremece e percorre nossa conexão, e como uma grande descarga eu enrolo meus dedos, arqueio minhas costas e empurro profundo nela por baixo, lanço em seu sexo com mais três estocadas ásperas. Finalmente me esvazio nela enquanto seus músculos em volta do meu pau apertam e ordenha até a última gota de mim. Quando o último tremor corre seu curso, nós dois deitamos no piano, e de alguma forma ela esta em cima de mim, e com cuidado descansa sua bochecha contra mim. Enquanto nossas respirações se acalmam eu sei que eu a quero perto de mim assim o tempo todo. Eu gentilmente acaricio seu cabelo amorosamente. Ela me pergunta a pergunta mais estranha pós-coito em um tom sonolento.

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II - Você bebe café ou chá a noite? - Que pergunta estranha. - digo relaxado. - Bem, eu pensei que eu podia trazer chá ou café em seu escritório, mas então percebi que eu não sabia o que você realmente gostaria de beber. - ela explica fazendo meu coração derreter. Ela esta pensando em mim. - Entendo. Eu costume beber água ou vinho à noite Ana. Mas, talvez eu devesse tentar chá. – digo sabendo que ela gosta de chá, e talvez gostaria de me acompanhar. Eu percebo que Anastasia esta fazendo esforço pra me conhecer, e eu dificultei seus esforços esta noite. O pensamento me deixa desamparado, triste. Minha mão se move distraidamente em suas costas acariciando ela. - Nós realmente sabemos muito pouco um do outro. - ela sussurra refletindo o que eu estava pensando. - Eu sei, - digo em um tom espelhando meu humor. Ela levanta, e senta. - Qual o problema? – ela pergunta. Eu não quero falar sobre isso. Eu balanço minha cabeça. O que quer inferno que eu, e um bem fodido, eu sei uma verdade, e esta é a mais simples e pura verdade: - Eu te amo Ana Steele, - digo com todo meu coração. ***** Dedos acariciam gentilmente meu cabelo me acordando. Eu me encontro enroscado em Anastasia como uma bandeira da vitória, e pego minha mão clamando seu seio, enquanto uma perna esta em cima dela, enroscada e segurando ela pra baixo. Deus! Sou atraído pra ela acordado ou dormindo. Eu levanto meus olhos pra ela, e sorrio pra ela ainda sonolento. - Bom dia linda! - digo com sorriso largo. - Bom dia lindo! - ela sorri de volta pra mim. Inclino-me e beijo ela, recuando minhas pernas e braços dela, eu me inclino em meu cotovelo e encaro Anastásia que ainda esta deitada. - Você dormiu bem? – pergunto. Eu sei que eu dormi. “Se você estiver pegando a faixa sul I-5, por favor, tome nota que apenas o sul da Martin Luther 336

II Luther King Jr Way – MP 157, há uma colisão bloqueando a pista direita. E a obra na Estrada na faixa oeste I-90 vai continuar por toda semana e as duas pistas esquerdas permanecerão fechadas. E as outras noticias….” O alarme com noticias no radio continua ao fundo. - Sim, apesar da interrupção do meu sono noite passada. - Anastasia finge reclamar me fazendo rir pra ela. - Hmm. Você pode me interromper qualquer hora. - digo beijando ela de novo. - E você? Dormiu bem? – ela pergunta. - Eu sempre durmo bem com você Anastasia. - respondo, e essa a verdade por Deus. - Não mais pesadelos então? – ela sonda a fundo. - Não, - digo. Não com ela. Ela é o meu apanhador de sonhos. Sua expressão muda pra preocupada. – Sobre o que são seus pesadelos? – ela pergunta. Lembranças do cafetão, meu rosto cai, e meu sorriso é substituído com um franzir de testa. - Eles são flashbacks... da minha primeira infância, como o Doutor Flynn diz. Alguns são bem vividos, e outros nem tanto. – digo, meu olhar perdido como se a memória fosse exibida nos olhos da minha mente. Sem pensar eu acaricio sua clavícula com um dedo. - Você acorda chorando e gritando? – ela pergunta em uma piada indiferente. Eu olho pra ela intrigado. – Não Anastasia. Eu nunca chorei. Não que eu me lembre, - eu digo. Não sobre essas memórias pelo que eu me lembre. Mas eu não quero contar pra ela o quanto devastado eu fiquei e incapaz de me ajudar e chorado por ela. Isso vai permanecer em meu coração, embaixo das clausulas dos TC (Termos de confidencialidade) de Taylor e Sra. Jones. - Você tem alguma memória feliz da sua infância? - ela pergunta. Eu penso nisso. Tem uma da prostituta do crack. - Eu me lembro de uma vez que a prostituta do crack cozinhando. Me lembro do cheiro. Foi um bolo de aniversario eu acho... Pra mim. E claro a chegada de Mia com minha mãe e pai. Minha mãe 337

II estava muito preocupada em como eu reagiria á Mia, mas no instante em que eu a conheci, eu adorei ela completamente. Meu pai Carrick disse que eu não falei por dois anos. É verdade. Minha primeira... a primeira palavra foi Mia. Claro que eu me lembro da minha primeira aula de piano. Srta. Katie, minha professora de piano era demais. Ela tinha cavalos também. – sorrio lembrando afetuosamente. - Você me disse que sua mãe salvou você. Como? – ela pergunta. Eu acho que a resposta pra isso é obvia. O que aconteceria se Grace Trevelyan-Grey não tivesse me adotado? Eu iria na direção na minha mãe prostituta do crack. Um viciado, garoto de programa. - Ela me adotou, - explico em termos mais simples. – Quando eu a vi pela primeira vez, eu realmente achei que ela era um anjo em seu jaleco branco. E ela era muito gentil, calma, e delicada quando ela me examinou. Eu nunca vou esquecer aquilo. Se ela dissesse não pra me adotar, ou se Carrick dissesse não... – eu não consigo nem trazer o resto do pensamento pra palavras. Seria minha destruição. Contudo ela e Carrick me salvaram. Eu não quero pensar sobre toda a merda que poderia ter acontecido comigo cedo de manhã. – Isso tudo é um pouco profundo demais pra essa hora da manhã. – murmuro. - Fiz um voto de conhecer você melhor, - ela diz suavemente. - Você fez Srta. Steele? E eu aqui achando que você queria saber se eu preferia café ou chá, - digo sorrindo. – De qualquer forma eu posso pensar em uma forma pra você me conhecer melhor, - digo conforme empurro minha ereção contra ela. - Hmm... Eu acho que conheço você bem suficiente dessa forma, Sr. Grey. - ela provoca. - Eu discordo. Eu não acho que eu jamais conhecerei você o suficiente dessa forma, Srta. Steele, murmuro em seu ouvido. – Existe claro um numero de vantagens em acordar ao seu lado. - digo sedutoramente. - Sr. Grey, estou chocada. Você não tem que se levantar? – ela pergunta em uma baixa, áspera e desejosa voz. - Não essa manhã Srta. Steele. Só tem um lugar que eu quero estar agora e é em você. – digo com libertinagem. - Christian! – ela suspire pra mim, completamente chocada com minha audácia. E eu me movo pra cima dela agarrando as mãos dela, e assim que as empurro acima de sue cabeça, eu jogo minha reivindicação murmurando, - Ah Srta. Steele. Baby, o que eu gostaria de fazer com você, - sussurro. É hora da conquista.

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II ***************************** Depois do banho, e de nos vestimos, Anastasia e eu fazemos nosso caminho até o balcão de café da manhã para a maravilhosa refeição da Sra. Jones. Eu tenho omelete e bacon e Anastasia panquecas e bacon. - Christian, quando você acha que eu vou conhecer seu treinador Claude Bastille e vê o que ele é capaz de fazer? – ela pergunta. Sua inquisição me faz rir. Eu estou cansando ela e ela quer resistência. - Depende se você que ir a Nova Iorque esse fim de semana ou não. Talvez você gostasse de vê-lo uma manhã essa semana. Vou pedir a Andrea pra checar sua agenda e retornar pra você, - digo, embora eu saiba que Anastasia não é uma pessoa matinal. - Andrea? – ela pergunta bruscamente. - Ela é minha PA (assistente pessoal), - explico. Seu rosto relaxa. - Ah, certo. Uma das suas muitas louras. – ela diz em um tom de provocação. - Ela não é minha Anastasia, ela só trabalha pra mim. Você é minha. - eu reitero. - Eu trabalho pra você também, - ela murmura acidamente. Ah sim baby, com certeza você trabalha. Eu sorrio e respondo: - Então, você trabalha, - ela não consegue evitar não sorrir de volta pra mim. - Talvez Bastille possa me ensinar kickbox. - ela diz em um tom de alerta. - Ah é? Sonhando acordada sobre suas chances contra mim? – pergunto em um tom divertido. Eu adoraria um desafio. – Manda ver Srta. Steele, - digo alegremente. Ela nota que a tampa do piano foi levantada e observa isso. - Eu só fechei noite passada pra não incomodar você. Eu suponho que não deu muito certo, mas então, repito, fico feliz que não deu certo. - digo lembrando nosso batismo no piano. Anastásia cora até o couro cabeludo, ansiosamente olhando a Sra. Jones que esta cuidando de seus assuntos em seu usual comportamento profissional. Ela se vira e coloca o saco com o almoço de Anastasia no balcão. - Atum esta bom pra mais tarde Ana? – ela pergunta educadamente.

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II - Sim, Sra. Jones obrigada! - Anastasia comenta timidamente. Sra. Jones tendo completado suas tarefas deixa a cozinha e nos da um pouco de privacidade. Anastasia se vira pra mim e diz, - Posso perguntar uma coisa? Oh oh... Sempre que esta pergunta surge há alguma coisa que é desagradável correndo em sua mente. – Claro, - digo resguardado. - E você não vai ficar bravo? - Por quê? É sobre Elena? – digo que é um tópico que eu fico bravo de falar sobre. - Então, não! - respondo. - Eu agora tenho uma pergunta adicional, - ela diz fazendo uma cara. - Ah? – isso não é bom. - Que é sobre ela, - ela diz e eu rolo meus olhos. Porque temos que estragar nossa linda manhã com o pensamento de Elena? - O que? - digo atirando. - Por que você tem que ficar tão bravo quando eu pergunto sobre Elena? – ela diz confusa. - Você esta honestamente me perguntando isso? – digo incrédulo. Ela faz cara feia pra mim. – Achei que você fosse sempre honesto comigo Christian, - ela declara estreitando os olhos pra mim. - Eu me esforço pra ser, - respondo pra ela honestamente. Ela me examina com seu olhar penetrante. - Essa é uma resposta bem evasiva, - ela diz sem piscar os olhos. - Ana, sempre sou honesto com você. Você é uma pessoa que eu não quero jogar joguinhos. Bem, não esses tipos de jogos de qualquer maneira. – digo desejoso. Ela apenas da uma risadinha.

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II - Que tipo de jogos você quer jogar? – ela pergunta rapidamente, já quente. Deus, é tão fácil distrair ela! Ela tem uma mente fixa. O que eu criei aqui? - Srta. Steele, você se distrai tão facilmente, - eu declaro. - Você é uma distração em tantos níveis, Sr. Grey, - ela solta risinho de novo. Maldita mulher! Como ela pode me ter eufórico com uma simples risadinha de menina. - Esse é o meu som favorito no mundo todo, Anastasia, - digo. – Tudo bem, me faça sua pergunta original. - eu a coago sem mais distrações. Ela franze a testa, tentando lembrar a pergunta. - Sim. Tudo bem, você só via suas subs nos fim de semana? - Sim, correto, - respondo nervosamente. Este não é um bom tópico pra se estar sabendo que sua medida de ciúmes corre elevada, mais elada e explode. Ela sorri. - Então você não fazia sexo durante a semana? - ela declara. Vejo o que ela esta tentando decifrar, me fazendo rir. – É ai que você queria chegar? – pergunto aliviado. – Por que você acha que eu malho todo dia? – Anastasia parece aliviada, feliz e satisfeita consigo mesma. - Srta. Steele, você parece muito satisfeita com você mesma, - digo examinando seu rosto. - Isso é o que sou Sr. Grey, - ela responde presunçosamente. - Você deve ser, - sorrio. Ela sabe que é a primeira que faz sexo na semana comigo, e eu estou igualmente satisfeito com essa primeira vez também. – Coma seu café da manhã, agora, - Ordeno. ***** Quando entro no SUV pra ir ao trabalho, Taylor esta no banco do motorista pra deixar Anastasia primeiro, e vamos pra GEH depois. Sawyer esta seguindo comando e ele ira para o trabalho com Anastasia, mas concordamos que ele irá permanecer do lado de fora. Eu pergunto algo para Anastasia que estava me incomodando, mas eu tinha esquecido com as inúmeras questões de ontem. - Anastasia, você não disse que o irmão da sua colega de quarto chegava hoje? – em um tom casual. Não quero Anastásia em nenhum lugar perto dele. Ele também tem olhos por Anastásia.

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II - Ah, Ethan, sim, ele esta chegando! – ela arfa. – Eu esqueci completamente. Obrigada por me lembrar Christian. Eu terei que voltar para o apartamento, - ela diz. O que? Eu não a lembrei para benefício dele! Não consigo evitar, meu rosto cai em preocupação. – A que horas? – eu consigo perguntar. - Na verdade eu não tenho certeza. Eu não sei a hora que ele chegará. - Não quero você indo a nenhum lugar sozinha. - digo severamente, quase ameaçadoramente. Lugar nenhum! - Eu sei, - ela diz rolando os olhos pra mim. – O Sawyer vai ficar espionando... Hmm, eu quero dizer patrulhando pela SIP hoje? – ela pergunta, e Sawyer deve estar corando porque suas orelhas ficam vermelhas como o quarto de jogos. - Sim, - eu bato pra ela com frios, duros olhos. Ela faria bem em se lembrar disso. É para seu próprio beneficio. - Se eu estivesse dirigindo o Saab, isso seria bem mais fácil, - ela diz teimosamente. - Anastasia, Sawyer terá um carro, e dependendo da hora, ele pode leva-la ao apartamento, declaro. - Tudo bem, tudo bem, - ela murmura petulante. – Ethan provavelmente irá me ligar durante o dia. Eu informarei você sobre os planos depois disso, - ela responde. - Tudo bem então. Mas nenhum lugar sozinha entende? – eu pergunto acenando dando sermão com um dedo pra ela. - Sim querido! -- ela murmura docemente me fazendo rir, só um traço. – E talvez você devesse usar somente seu Blackberry. Eu vou mandar e-mails pra ele. Isso irá evitar que meu cara do IT tenha uma manhã completamente interessante, tudo bem? – pergunto. - Sim, Christian, - ela diz concordando, mas ainda rolando os olhos pra mim. Eu sorrio pra sua reação, e me inclino pra ela. – Por que Srta. Steele… - sussurro maliciosamente, - Você esta fazendo a palma da minha mão coçar. - Ah, Sr. Grey, você e sua perpetuamente mão coçando. O que vamos fazer com esse problema?

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II - ela observa e me faz rir. Sinto meu Blackberry vibrando. Eu retiro e olho o identificador de chamadas. Droga! É Elena! Não consigo uma folga dela? - O que é? – digo pelos dentes cerrados conforme atendo o telefone. - Christian, eu realmente sinto muito por incomodar você cedo da manhã. Mas desde que você disse que você ligaria pro Welch, eu te liguei pra dizer que não há necessidade disso. Já descobri, Isaac estava criando uma cena pra atuarmos, - ela diz aliviada e faminta pelo seu sub. Meu rosto relaxa, divertido. – Você esta brincando... - Não estou. Lá estava eu tentando explicar pra ele noite passada que eu estava sendo chantageada sobre meu estilo de vida, e ele soltou que foi ele quem escreveu aquela nota pra encenarmos, e obviamente isso não era uma chantagem real. Você pode entender meu alivio e raiva claro... – ela diz. - Pra uma cena... - Sim, vai entender. - Quando ele disse isso pra você? – pergunto rindo. - Noite passada, depois que cheguei em casa. - Ouça Christian. Eu estava preocupada sobre isso, e eu devo ter chateado você noite passada. Então eu quero me desculpar pela intromissão entre você e Anastasia. Não foi minha intenção. – ela diz. - Não, não se preocupe. Você não precisa se desculpar. Só estou feliz que haja uma explicação lógica. Embora parecesse uma quantia ridícula de dinheiro... - Sim, isso que me fez pensar, e eu tive minha suspeita. - Não tenho duvida que você tenha algo diabólico e criativo planejado pra sua vingança. - digo sabendo como criativa Elena pode ser com um chicote. – Pobre Isaac! - digo sorrindo. - Ah, sim, e eu estou ansiosa pra exigir minha vingança. - ela diz calmamente e isso só significa que ela sabe exatamente como ela irá receber o que lhe é devido. - Bem, obrigada de novo e desculpa por incomodar você, Christian. - Bem... Adeus, - digo desligando a ligação. Mas quando olha para cima, Anastacia esta me 343

II olhando impassivelmente, instantaneamente me deixando cauteloso. - Quem era? – ela pergunta. - Você realmente quer saber? – pergunto sabendo quanto apreensiva ela, vai ficar. Ela não responde, apenas balança a cabeça, seus olhos instantaneamente nublados com tristeza. Seu rosto cai e virando a cabeça ela olha pra fora da janela. Não! Não! Não! Não vou deixar a ligação de Elena estragar nossa manhã. - Ei, - digo, chegando a sua mão, pegando em minha palma e beijando cada nó e chupando seu dedo mindinho. Então eu mordo suavemente, sabendo que isso irá mandar arrepios pela sua espinha, e sacudir seu sexo em atenção, tudo ao mesmo tempo. Ela suspira involuntariamente. Anastásia espia por cima pra Taylor e Sawyer no banco da frente nervosamente, e então se vira e olha pra mim me encontrando a observando com um desejo carnal. - Não se preocupe com isso Anastasia. Elena esta no passado. – digo desejando que ela acredite em mim. Beijo o centro da sua palma e seu rosto se ilumina com um sorriso. ***** Depois que deixamos Anastasia no trabalho, Taylor me leva pra GEH. Andrea entra com a agenda do dia e a lista de encontros. Assim que ela deixa meu escritório eu digito um e-mail para Anastásia. _________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Nascer do Sol Data: June 14, 2011 09:22 Para: Anastasia Steele Eu absolutamente amo acordar com você pela manhã. Christian Grey Completamente & Totalmente Arrebatado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _________________________________________ Depois de apertar enviar, eu tenho esse sorriso no rosto. Que boa maneira de começar a manhã. Eu começo a passar pelos meus e-mails de negocio, e Andrea bate na minha porta e entra com meu café. - Seu café senhor. Há algo mais que eu possa conseguir pra você? - Isso é tudo por hora Andrea. – digo dispensando ela. Ela ainda esta surpresa de ver o sorriso idiota no meu rosto, mas então ela veste sua postura profissional e sai do meu escritório, sabendo que é 344

II melhor me deixar sozinho. Eu tomo um grande gole do meu café. Assim que começo a passar minhas mensagens, um novo email apita na minha caixa de entrada. Vendo o nome de Anastásia eu rapidamente clico nele, e eu levanto minha caneca de café pra tomar outro bocado de gole. _________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Nascer do Sol Data: June 14, 2011 09:34 Para: Christian Grey Meu querido Completamente & Totalmente Arrebatado Sr. Grey, Eu também amo acordar com você. Mas eu também amo fazer amor na cama com você e em elevadores e em pianos e em mesas de sinuca e barcos e mesas e chuveiros e banheiras e camas com dossel e lençóis de cetim vermelho e casa de barcos e finalmente quartos de infância. Atenciosamente, Maníaca Sexual e Insaciável Beijos. _________________________________________ Engasgo-me com a merda do meu café e cuspo um bocado dele sobre todo meu teclado! Eu acho que eu tenho uma barraca crescendo na minha frente (ereção) logo antes da minha reunião das 10h00min! Eu rapidamente digito uma resposta pra Anastasia. _________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Equipamento molhado Data: June 14, 2011 09:36 Para: Anastasia Steele Minha Queria Maníaca Sexual e Insaciável, Eu acabei de cuspir café por todo meu teclado. Eu não acho que eu já tenha feito isso antes. Eu porem admiro uma mulher que se concentra em geografia. Devo presumir que você só me quer pelo meu corpo? Christian Grey Completamente & Totalmete Chocado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _________________________________________ Eu chego ao trabalho e minha mente já esta preocupada com Anastasia deitada em vários lugares enquanto… argh! Como eu vou me focar no trabalho hoje? Não consigo pensar… não consigo me 345

II concentrar… E-mail! E-mail de Negócios. Eu tenho reuniões, eu tenho que passar por esquemas. Respire. Calma Grey… Reserve pensamentos relacionados com foda fora das horas de trabalho. Minhas mãos correm pelo cabelo em frustração. Frustração sexual… e claro que não haverá alivio até a noite. Então é melhor você ter sua maldita mente focada nos negócios, e não no traseiro delicioso da Srta. Steele... Foco Grey, foco! Eu abro os projetos que a equipe de engenharia me mandou pra examinar eles de perto. Um novo e-mail chega conforme eu vou pelo projeto e micro painéis solares nos celulares. _________________________________________ De: Anastasia Steele Para: Rindo e molhada também Data: 14 de junho, 2011 09:41 Para: Christian Grey Meu Querido Completamente & Completamente Chocado Sr. Grey, Sempre. Eu tenho trabalho á fazer agora. Então, pare de me perturbar. Maníaca Sexual Insaciável xx _________________________________________ Baby, você me pôs em chamas! Eu não sou um forno! Eu não posso simplesmente desligar. Quente e frio não correm juntos em meu corpo. Depois que eu termino de analisar os esquemas, eu digito sua resposta. _________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Eu realmente tenho? Data: 14 de junho, 2011 09:49 Para: Anastasia Steele Minha querida Maníaca Sexual Insaciável, Seu desejo é uma ordem como sempre. Amo que você esteja rindo e molhada. Até mais baby. X Christian Grey Completamente & Totalmente Golpeado, Chocado e Encantado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _________________________________________

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II Exatamente as 10h00min a.m. eu faço meu caminho pra reunião com a equipe de engenharia pra discutir o esquema preliminar antes de continuar sobre o produto na semana que vem, e suas melhorias pro projeto de telefonia móvel movida a energia solar de corda. A reunião continua até a hora do almoço e é agradavelmente produtiva. Assim que a reunião progride e estamos examinando os projetos meu Blackberry vibra. Assim que eu vejo o nome de Anastasia nele eu respondo de imediato, ansioso pra ouvir a voz dela. - Anastasia, - digo calorosamente como se o nome dela fosse um rosário/ladainha em meus lábios. - Christian, Jack esta me pedindo pra pegar o almoço dele. - ela diz sem preâmbulo. - Preguiçoso bastardo do caralho, - eu reclamo. - Então eu estou indo buscar. Poderia ser pratico se você me desse o numero do Sawyer, dessa forma eu não tenho que incomodar você. - ela diz. - Não incomoda baby. - digo. Eu gostaria de estar no controle. - Você esta sozinho? - Não. Tem seis pessoas me encarando no momento desejando saber com quem diabos estou falando. – explico despreocupadamente. - Ah não… Sério? – ela arfa. - Sim, sério, - respondo, e me viro pra equipe de engenharia pra explicar, - Minha namorada. – pelos olhares chocados que alguns deles estão me dando, eles devem ter pensado que eu estava rebatendo para o time da casa. - Você sabe Christian, todos eles provavelmente pensavam que você era gay. - ela diz me fazendo rir. - Sim, provavelmente. - digo sabendo que eles pensavam pelo jeito que eles me olham. - Uhm, sim, melhor eu ir. - ela diz constrangida. - Vou informar ao Sawyer, - digo rindo. – Teve noticias do seu amigo? - Ainda não, mas claro você será o primeiro a ser informado Sr. Grey, - ela diz recatadamente. - Bom. Até mais baby.

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II - Tchau Christian. ***** Assim que eu desligo de Anastasia eu disco o número do Sawyer. - Sim, Sr. Grey. - ele atende ao telefone. - Sawyer a Srta. Steele irá sair, espere por ela lá fora, por favor! - peço a ele. - Sim, senhor! - ele diz e eu desligo pra continuar com minha reunião. Depois da reunião, eu vou a um almoço de negócios. Taylor me leva e lá pelas 14h30min estou de volta á GEH. Estou em meu escritório e seguindo sobre vários relatórios de negócios, meu Blackberry me alerta que eu recebi um e-mail. Eu checo a mensagem e é de Anastásia. _________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: visitantes de climas ensolarados. Data: 14 de junho, 2011 14:54 Para: Christian Grey Meu Querido Completamente & Totalmente GC&E Sr. Grey, Ethan esta de volta e ele estará chegando aqui pra pegar as chaves do apartamento. Eu realmente gostaria de assegurar que ele esta bem instalado. Porque você não me pega depois do trabalho? Nós podemos ir ao apartamento então podemos TODOS sair pra jantar talvez? Por minha conta? Sua Ana Ainda Maníaca Sexual & Insaciável.

Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP _________________________________________ Depois de terminar a leitura de um relatório pequeno, eu mando um email de volta pra Anastasia. Notei que ela não usou seu Blackberry. Deus, essa mulher é completamente teimosa! Porra siga minha simples regra Anastasia!

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II _________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Do I really have to? Data: 14 de junho, 2011 15:04 Para: Anastasia Steele Eu aprovo seu plano Anastasia, exceto pela parte de você pagar. Será por minha conta. Pego você às 18 horas. X PS: Por que diabos você não esta usando seu Blackberry?!!!! Christian Grey Completamente & Totalmente Irritado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _________________________________________ Sua resposta não demora. Chega na hora que estou lendo os relatórios financeiros. _________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: seu autoritarismo Data: 14 de junho, 2011 15:10 Para: Christian Grey Christian, não seja tão rabugento. Esta tudo em código como você já viu. Vejo você às seis. Ana X Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP _________________________________________ Porra! Por que você não consegue ouvir? Use o Blackberry! _________________________________________

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II De: Christian Grey Assunto : Mulher enlouquecedora Data: 14 de junho, 2011 15:17 Para: Anastasia Steele Você me acha rabugento agora! Eu vou te dar o rabugento logo, e eu anseio por isso. X Christian Grey Completamente & Totalmente irritado, mas sorrindo por algum motivo desconhecido CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _________________________________________ Teclo enviar, e volto pros negócios, mas a resposta dela entra em poucos minutos. _________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Ah, promessas, promessas. Data: June 14, 2011 15:22 Para: Christian Grey Manda ver Sr. Grey. Eu também estou ansiosa por isso ;D Ana X Anastasia Steele Assistant to Jack Hyde, Commissioning Editor, SIP _________________________________________ Se eu continuar respondendo ela vai me colocar em combustão aqui, e ela ainda não esta usando seu Blackberry. Eu não quero permitir ela. Eu aperto o interfone. - Sim. Sr. Grey? – responde Andrea. - Mande o Taylor entrar Andrea, - eu ordeno. - Claro senhor! - ela responde e Taylor entra em trinta segundos.

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II - Sr. Grey, - ele diz esperando pelas suas ordens. - Taylor eu preciso que você faça uma varredura no apartamento de Anastasia. Precisamos pegar ela no trabalho as seis hoje, então ela pode deixar o irmão da Srta. Kavanagh no apartamento. Faça a varredura, e nós vamos buscar a Srta. Steele na SIP, então seguimos pro apartamento dela. - Sim senhor. Mais alguma coisa Sr. Grey? - Isso é tudo Taylor. - digo o dispensando. Eu tenho tanto trabalho pra passar antes de uma ocupada noite com Anastásia e o irmão de sua colega de quarto quem eu não tenho intenção de deixar sozinho com a minha namorada. Por volta de uma hora depois, eu recebo uma mensagem de texto de Taylor: “A varredura esta complete Sr. Grey. Tudo limpo. Indo de volta para a GEH.” Aliviado, eu volto a trabalhar. Trabalho até por volta de 17h30min nesse momento Taylor entra pronto pra me levar pra buscar Anastásia. - Você encontrou alguma evidencia de que Leila esteve no apartamento de Anastasia? - Quando terminamos a varredura, não havia evidência que alguém esteve no apartamento senhor. Nós também checamos em volta do complexo. Tudo parecia calmo, e limpo. - Ótimo, - respondo e nós estamos do lado de fora da SIP por volta de 17h55min. Ligo para o Blackberry de Anastasia. - Rabugento aqui. - eu cumprimento ela assim que ela atende ao telefone. - Bem, aqui é a Maníaca Sexual e Insaciável falando. Eu pego você no lado de fora do prédio? - De fato estou aqui Srta. Steele. Ansioso pra ver você. – digo com um desejo em um tom suave sedutor. - Idem Sr. Grey. Já estou saindo, - ela diz antes de desligar. Assim que eu vejo Anastasia saindo do prédio da SIP, eu saio do SUV. Ela esta só me admirando. Seus olhos se demoram em minha calça cinza um pouco demais. Seu sorriso radiante exalta meu coração e não posso esperar pra toma-la em meus braços. Eu fecho a distancia entre nós e envolvoa em meu abraço, dando um prolongado beijo molhado.

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II - Você parece atraente como você estava esta manhã Srta. Steele - digo enquanto ainda estou em sua boa. - Assim como você Sr. Grey. - ela responde uma vez que quebramos nosso beijo. - Tudo bem, vamos encontrar seu amigo, - digo sorrindo pra ela. Eu pego sua mão e a deixo dentro do SUV. Conversamos por todo o caminho para o apartamento dela. Eu aprecio contar pra ela sobre o meu dia. Eu me lembro de ter contado a ela sobre os avanços ambientais que o Departamento de Ciência da WSU em Vancouver fez. Essas coisas são muito importantes pra mim, porque isso tudo é parte do meu plano de alimentar o mundo. Eu me lembrei de pegar a agenda de Claude Bastille antes de sair com Andrea. Entrego para Anastasia. - Antes que eu esqueça, esses são os horários que Claude Bastille esta livre essa semana. - explico. Assim que Taylor encosta no espaço do estacionamento do complexo de apartamento de Anastasia meu telefone vibra em meu bolso. Eu vejo o identificador, é Ros. - Grey, - eu respondo. - Sr. Grey, Ros, - ela responde. - Ros, o que foi? –pergunto. - É sobre uma liquidação. Eu recebi custos dos pacotes de despedimento efetivos. É mais alto do que os números previstos. - Quanto mais alto? – pergunto cautelosamente. Anastasia se vira pra mim e gesticula: – Eu vou pegar o Ethan. Volto em dois minutos a - levantando dois dedos. Aceno pra ela conforme continuo a discutir o novo custo que estou para pagar com Ros. Taylor sai e abre a porta pra Anastasia. - Aproximadamente 25 % mais alto, - ela diz me fazendo encolher. - Porra Ros! – digo com raiva. – Quem preparou os números preliminares? Dois por cento a cima ou abaixo é esperado, mas 25%? - O Departamento Financeiro fez a analise de custos, - ela diz.

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II - Bem, eles todos são uns merdas incompetentes se eles erraram o número por 25%! - grito no telefone. - Nós não podemos culpar totalmente o financeiro Christian! – ela me censura. – Tem sempre custos escondidos nisso. Se a empresa tem funcionários que trabalharam por 10 anos, então essa bagagem vai custar consideravelmente mais que as outras. E essa empresa tem muito poucos funcionários de longo tempo, e alguns estão perto de se aposentar por idade. Então o pacote de aposentadoria combinado com o longo termo de emprego irá custar pra nós acima de 25 % do orçamento original. Eu suspiro. Ela continua explicando os detalhes do custo escondido pelos próximos minutos. Percebo que Anastasia ainda não está de volta. Mas o que me alerta é a reação de Taylor - Sr. Grey! – ele grita, conforme ele pula pra fora do carro apressadamente em direção a porta do apartamento de Anastásia. Bem no segundo piso andando em direção a porta do apartamento de Anastásia preguiçosamente esta Ethan Kavanagh. Eu largo meu Blackberry no carro com a cena diante de mim conforme todo tipo de pensamento assustador corre pela minha cabeça, e corro em direção ao apartamento de Anastásia. No momento em que eu alcanço Ethan Kavanagh, Taylor já combateu Ethan para o chão arrancando a chave da mão dele. - Que inferno cara! – Ethan protesta. – Tira a merda do seu corpo de cima de mim! - Taylor. - eu digo pra ele aliviar. Ele levanta Ethan Kavanagh, mas seu olhar esta inabalável. - Ethan você esteve no apartamento? - eu pergunto pra ele. - Não. Eu encontrei um amigo e nos saímos pra um drinque. Eu acabei de voltar. Do que se trata? Olho pra Taylor, preocupação e temor em meu rosto é refletido no rosto de Taylor. Anastásia não voltou, e ela não tem a chave do apartamento. Alguém deixou a entrar, e essa pessoa não é Ethan Kavanagh. Só tem uma pessoa que pode ter a deixado entrar, e essa pessoa é Leila! Merda! Meu mundo se estilhaça com esse pensamento. - Você fica aqui e não sobe! – eu o alerto severamente, conforme eu e Taylor corremos para o apartamento de Anastasia. Meu coração cambaleia pra minha boca. Eu chuto a porta de Anastásia e meu coração cai no chão com a visão diante de mim. Leila esta apontando uma arma pra Anastásia. Eu morro mil mortes com a visão! Todos os meus medos estão se tornando verdade! Eu falhei em proteger Ana! Se Leila machucou ela ou lhe fizer mal por causa do rancor que tem contra mim. Eu nunca poderei me perdoar. Eu morreria. Estou em agonia com a visão diante de mim.

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II Respirar dói. Dói olhar pra Anastasia que é quem esta do outro lado da arma. Nesse momento estou fervendo com raiva direcionada pra todo mundo, e o topo da lista é ocupado por Leila. Se alguma coisa acontecer com Anastasia eu não posso existir sem ela! Ela é meu sol! Leila tem a porra de uma arma apontada para Anastasia! Ela parece desgrenhada e louca. Ela segura a arma mais apertado quando me vê parado na perna. O que quer que ela queira fazer, ela parece intencionada em cumprir isso. Eu não posso suportar o pensamento! Oh Deus! Esse é o meu inferno pessoal… meu tormento pessoal se realizando! O que me lembra de ser só um pesadelo passando aqui diante de mim... Eu olho para Ana, varrendo seu corpo com meu olhar procurando qualquer machucado do topo de sua cabeça até seus pés no salto alto, e não vendo nenhum ferimento visível, alivio me lava. Mas é um alivio curto, porque aqui esta Leila ainda segurando uma arma pra Ana como se ela fosse finalmente pegar alguma recompensa por qualquer que seja o que ela acha que eu fiz pra ela. Eu engulo. Se ela vai atirar em alguém, não vai ser em Anastasia. Eu não posso viver em um universo onde Anastasia não exista. Perder Anastasia não causaria só um coração partido. Eu nem sei por que eles chamam de coração partido! Porque isso se sente como se parte do meu corpo e toda a minha alma estivesse faltando também! Meu amor, meu coração está sangrando com essa visão! Meu coração está irritado. Eu anestesio a dor, o amor que eu tenho por Anastasia deliberadamente, e com a intenção de salvá-la do que eu trouxe para sua porta. Eu entro no apartamento, meu olhar está fixado em Leila. Eu estou no comando, eu sou seu Dom.

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II Capítulo XIV Meu olhar está fixo, sem piscar; focado, inabalável. Meu olhar é carregado, com olhos de comando, Leila está bloqueada por mim, ela agarra a arma apertando ainda mais em sua mão, é agora ou nunca. Meu olhar se transforma completamente se tornando absolutamente frio e dominante. Leila parece que foi pega de surpresa como se estivesse fazendo algo que não deveria como uma criança que é pega com boca na botija. Meu olhar é dominantemente fixo como se estivesse numa busca por absoluta obediência. Ela conhece esse olhar, este é o meu olhar exigente para ela, O Dom anterior de Leila a treinou exigentemente como se fosse uma escrava. “Submissa”, a sensação de impotência dela se aumenta tentando controlar seu próprio comportamento. Ela está consciente da posição que é exigida dela com o meu olhar, é algo que ela tinha vivenciado muitas vezes no passado e ela não tem absolutamente nenhum poder para alterar o seu comportamento o mesmo que eu preciso neste instante. Dou um passo para dentro do apartamento. Estou carregado e o meu lado dominante é como uma extensão do meu corpo, uma segunda natureza. Fuzilo Leila com meu olhar como no tempo em que ela me tocou e eu a puni necessariamente. Ela conhece o olhar, e seu olhar em resposta é desafiador, ela está tentando resistir contra a minha vontade de dominá-la, tentando segurar a vontade de realizar o que ela pretende fazer. Isso não vai acontecer! Ela pisca algumas vezes para quebrar o poder crescente de meu olhar, da minha vontade sobre ela - a submissão está enraizada em todo seu ser através de seus treinamentos anteriores; e a carga entre nós cresce, fica mais forte, igualmente ao tempo que ela se tornou minha submissa. Eu mantenho o meu domínio constante sobre toda a sala, que é palpável, tocável, forte e carregado com poder crescente... Poder para dominar, o poder de conquistar. Meu olhar empurra Leila até seu modo submisso, buscando o interruptor para ligá-la novamente, fazendo-a apresentar-se para mim como se tivesse há muitos meses: primeiro, ela permanece imóvel, e eu finalmente descubro o interruptor aos olhos da mente de Leila. A conexão inicial que a fez submeter-se a mim, à minha vontade, aos meus desejos, e ao meu domínio sobre ela. Ela mergulha a cabeça ligeiramente, e olha-se obediente através de seus longos cílios em seus cansados e angustiados olhos castanhos. Eu posso sentir Taylor ficando nervoso atrás de mim quando Leila está ainda com uma arma apontada para Anastasia e enquanto eu faço o meu caminho na tentativa de usar o meu corpo como escudo para protegê-la. Ele está extremamente nervoso. No entanto, não posso deixar Taylor puxar a arma, derramando sangue aqui. Eu quero ajudar Leila. Eu levanto a minha mão para deter Taylor para que ele suspenda o seu instinto de atirar em Leila. Eu assumo o controle da situação. Eu sei que Taylor está se esforçando para controlar seus instintos de treinamento militar. Eu posso controlá-lo, sem mover um músculo. Embora eu não me atreva a mover ou até mesmo a piscar os meus olhos sobre Leila. Eu vejo uma mulher que é uma fração do que era. Despenteada, suja, meio perdida e fora de si. Esta não é a Leila que me lembro, que andava pela minha casa. Ela era viva, vibrante, ativa, brincalhona, e, de repente, eu sinto pena dela. Eu me importo com ela, ao vê-la neste estado que me faz sentir culpado. Mas eu não posso deixar aquelas 355

II emoções subirem a superfície agora. Meu objetivo principal é dominá-la. Minha preocupação de que ela possa machucar Anastasia ressurge. Eu não posso permitir que isso aconteça. Prefiro morrer a perdê-la. O silêncio na sala é dominado por minha vontade de dominar Leila. Tudo e todos estão desconectados dos meus pensamentos. Se eu vacilar, Anastasia irá se machucar. Eu não posso deixar isso acontecer. O silêncio é magistral. O silêncio é alto. O silêncio é escuro. Continuo propositalmente, e os meus olhos culminam em sua direção forçando-a a se apresentar, forçando-a a desistir de todo o poder, me dando todo o pensamento e toda a capacidade de tomar a decisão. Eu devo ser o único que governa. Eu forço-a a abrir sua mente para mim, para me olhar, seu dominante; seu Mestre. Minha postura se altera, de repente, suas barreiras são rompidas como se seus ossos estivessem se erguido cuidadosamente começando a ruir um por um. Eu me sinto mais forte, no controle, no comando dela. Ela está conectada comigo, e só para mim. Ela não vê ninguém, não ouve ninguém e não reconhece ninguém, além de mim. Eu sou seu Mestre, eu sou seu deus. Os lábios de Leila se separam, sua respiração aumenta à medida que a sua auto submissão expectante surge respondendo ao meu chamado, assumindo sua existência e esvazia seu rosto cor de rosa, expectante. Leila está agora totalmente sob o meu comando. Ela está em seu modo "submissa" enquanto a intensidade do meu olhar se concentra nela, tomando conta dela, conquistando o seu corpo, mente e boca, "ajoelhe-se”. É um comando de voz que um escravo deve obedecer imediatamente ao ouvir, trazendo o escravo / sub sobre os joelhos. Ela foi treinada na submissão Gorean. O comando de voz em Gorean é Nadu. Nadu é a primeira posição que se ensina a um novo escravo. Um escravo ou submisso é ajoelhado direcionado para endireitar as costas, sentado sobre os calcanhares com a cabeça levantada, enquanto seu olhar é abatido. Ela coloca as palmas das mãos para baixo sobre as coxas. Mas eu nunca usei os comandos Gorean sobre ela. Nadu significa ajoelhar, e eu só usei nela em sua forma padrão. Ajoelhe o comando de voz ainda é o primeiro e mais utilizado de todas as posições de escravos e submissos como no Gorean. Leila imediatamente cai no chão de joelhos, com a cabeça baixa e, finalmente, a ameaçadora arma que ela está segurando cai de suas mãos escorregando no chão. Meu primeiro objetivo é coletar a arma, para assim remover o perigo da sala. Eu me inclino para baixo e pego a arma em minha mão, e olho para ela com nojo e, finalmente, coloco-a em segurança no meu bolso. Meu olhar vai sobre Leila novamente para ter certeza que ela está obediente, ajoelhada perto da ilha da cozinha. Agora que o perigo principal foi removido da sala, eu preciso obter ajuda adequada para Leila, e eu não posso suportar Anastasia me observando. - Anastasia, vá com Taylor. - Eu ordeno-a. Taylor finalmente entra no apartamento, e vai até Anastasia pedindo-lhe para ir com ele com um olhar suplicante. - E Ethan? - Anastasia perguntar em voz baixa. - Lá embaixo. - afirmo, meu olhar ainda está sobre Leila. Anastasia não se move de seu lugar. Ela está imóvel. Eu olho para ela, da mesma forma dominante, mas ela não obedece a merda nenhuma! Uma vez, pelo amor de Deus, Anastasia! Faça o que eu disse! Por uma vez!

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II - Anastasia... - eu digo em um tom de aviso cortado. Ela só pisca para mim, incapaz de compreender. Encontro-me automaticamente me movendo ao lado de Leila. Eu pairo como seu protetor, como se Taylor fosse matá-la a qualquer momento ou para proteger Anastasia como se Leila fosse produzir outra arma. Eu sou o divisor entre os dois polos no cômodo. O olhar de Anastasia é fixado sobre a visão diante dela, perplexa, chocada, assustada, e totalmente, e completamente triste. Eu não posso ver mais o seu olhar e eu tenho que pedir alguma ajuda para Leila. Por favor, Ana! O que eu tenho que fazer para te tirar daqui? - Pelo amor de Deus e todos os santos, Anastasia, faça o que eu digo uma vez na vida e vá! - Eu assobio para ela em um tom frio, gelado com os meus olhos fixos nela o que não curte nenhum efeito! Eu estou com raiva de que ela ainda esteja aqui, e ela está olhando para mim com aqueles olhos decepcionados. Ela precisa ir! Eu preciso cuidar de Leila, corrigi-la, removendo o perigo que ela pode criar em detrimento de Anastasia de uma vez por todas! Ela não pode entender isso? Mas, é de Anastasia que estamos falando. É claro que ela tem uma mente própria. - Taylor! Leve a senhorita Steele para baixo. Agora! - Taylor acena desconfortável, mas determinado. - Por quê? - Sussurra Anastasia. - Vá. - Eu fico olhando para Anastasia com olhos arregalados gelados. Você vai fazer o que eu pedir para você fazer sem questionar porra? - Eu preciso ficar sozinho com Leila. - digo. Eu preciso falar com ela, para ajudá-la. O Olhar de Anastasia cai para Leila. - Senhorita Steele... Ana, - Taylor pede implorando e segurando a mão de Anastasia, para ela sair do apartamento. Anastasia é incapaz de se mover. Sua boca está aberta, seus olhos estão arregalados, completamente chocados e eu não posso suportar o olhar em seu rosto. Eu tenho que lidar com isso mais tarde, mas agora, eu tenho que cuidar de um problema que eu criei com Leila. Eu preciso levá-la para a ajuda que ela precisa. Eu não sou feito totalmente de gelo! Eu preciso reparar os danos que causei nela. Isso é o mínimo que posso fazer, mas Anastasia não entende. - Taylor! - Eu falo uma vez, e finalmente Taylor entende, e inclinando-se ele puxa Anastasia em seus braços, e retira-a do apartamento. Eu levanto a cabeça de Leila suavemente e carinhosamente murmuro: - Não se preocupe Leila... Eu vou ajudá-la, eu vou tomar conta de você. Uma vez que Taylor se retira distanciando seus passos, eu me inclino para baixo e pego Leila do chão, levando-a ao banheiro de Anastasia. Eu tenho Leila em pé ao lado da banheira, fecho a porta para que ela não faça nenhuma tentativa de fugir. Mas ela está calma e ela não fugirá. Ela olha 357

II para mim com amor. Sinto-me responsável por seu estado atual mesmo que seja desencadeada por eventos trágicos. Ela me procurou, e de uma forma fodida eu a entendo muito bem, ela tentou se vingar desses eventos exatamente em cima de mim e de Anastasia. Então eu sei que, no fundo, ela sente que eu a ofendi. Considerando o quão fodido eu sou não seria a primeira vez que alguém é injustiçado. Eu abro a água, e começo a encher a banheira com água quente. Os fios de cabelo de Leila estão presos ao outro e ao seu couro cabeludo com óleo e sujeira, ela está sem vida, como se ela não tivesse visto uma banheira ou chuveiro nas últimas semanas. A sujeira secou em seu rosto misturado com lágrimas, suas unhas estão marcadas com crescente sujeira de forma seca. Ela também cheira suor e sangue. Ela nunca foi assim. Ela estava sempre limpa, sempre exalava um cheiro agradável, sempre bem cuidada. O que aconteceu com você Leila? Eu coloco um pouco de sabão líquido na água quente e deixo dissolver a espuma. Uma vez que a banheira está cheia de água quente com sabão, eu agora tiro fora o casaco de grife muito sujo de Leila calmamente. Uma vez que tiro o casaco, eu vejo que ela perdeu muito peso. Meu coração se contrai com tristeza. Eu tiro a roupa suja de Leila uma de cada vez. Ela está de pé diante de mim, nua. A quantidade de peso que ela perdeu é duramente exibida em seu corpo, eu poderia contar suas costelas, seus seios que eram em forma de taça agora são frouxamente pendurados numa pele solta sobre ela. Eu levanto-a do chão e ela está tão leve. Eu coloco-a na água, e ela se afunda sem dizer uma palavra. - Leila, eu já estarei de volta. Você não se mexa, ok? - Peço gentilmente. Ela acena com a cabeça. Eu passo para a da cozinha e disco o número de Dr. Flynn. - Christian? - Ele responde interrogando. - John, eu encontrei Leila, - eu respondo. - Ah, que alívio. Onde você está? - Estou limpando-a agora, mas estamos no apartamento de Anastasia. Ela invadiu o apartamento dela e estava apontando uma arma para Anastasia aqui! - Meu Deus! - Sim! Diga-me. Você já tem um lugar esperando por ela. Eu preciso que você venha para recolhê-la daqui, para levá-la para a instituição. - Sim, é claro. Dê-me o endereço. Deixe-me levar uma enfermeira de saúde mental comigo e eu vou estar aí em breve, - diz ele. Eu dou endereço de Anastasia a John e ele promete estar aqui em 20 minutos. Eu volto para o banheiro e ajoelho-me até o começo da banheira lavando a sujeira de Leila. Acho um pano em um dos armários. Eu passo sabão e lavo seu rosto, limpo toda a sujeira e imundice. O curativo em seus braços está meio pendurado e completamente sujo. Eu gentilmente puxo-os. Leila olha para mim com alguma emoção sem nome, em silêncio. Eu pego água e despejo sobre o cabelo dela, coloco um pouco de xampu em minhas mãos, lavando seu cabelo, esfregando-o suavemente. Seu cabelo 358

II está tão sujo que nem sequer ensaboa no começo até eu lavar o cabelo pela terceira vez. Depois que eu lavo o último xampu de seu cabelo, eu esfrego seu corpo e a limpo. Eu deixo a água da banheira suja. Eu finalmente ligo o chuveiro e deixo-a se lavar. Uma vez que termina seu banho, eu pego uma toalha e enrolo o cabelo dela, e tendo outra toalha, eu envolvo-a agora em seu corpo muito magro. Enquanto Leila está em meus braços, eu vou para Taylor na sala de estar cuja postura é impassível, seu olhar não dá nada. - E Anastasia? - Eu peço e ele balança a cabeça. Eu levo Leila para o quarto de Anastasia e coloco-a na cama de Ana. Eu verifico o armário e encontro alguma roupa íntima, calças jeans e uma camisa. Depois de secar Leila, eu coloco a roupa de Anastasia nela, que ficam folgadas em Leila. Meu Blackberry vibra no meu bolso. - Grey, - eu digo secamente. - Christian, estamos aqui embaixo. Cruiser preto. Você quer que a gente entre? - Não é necessário John. Vou levá-la para baixo. - Leila, - eu digo baixinho para ela. - Dr. Flynn está aqui. Vamos te ajudar. Ok? - Estou com medo mestre, - sussurra. - Não fique. Você será bem cuidada. Eu vou assegurar isso. Acho um cobertor no armário de Anastasia, e eu envolvo Leila nele. - Eu vou levar você lá pra baixo agora. - Ela acena com a cabeça. - Taylor, tranque aqui e siga o Cruiser de Dr. Flynn. Você vai precisar me levar de volta para Escala, - Eu ordeno. - Sim, senhor, - diz ele. Taylor abre a porta da frente segurando-a de volta para eu e Leila passar. Uma vez que saímos, ele fecha e tranca a porta. Mesmo que eu tenha chutado em minha chegada, ela não estava trancada, assim a trava superior não foi quebrada. Taylor terá que substituir a parte inferior amanhã. Eu faço o meu caminho no térreo para encontrar John Flynn em seus jeans e camiseta, ele está acompanhado de uma enfermeira. A enfermeira abre a porta do passageiro esquerdo, e eu entro com Leila em meus braços. Dr. Flynn dirige em direção ao estabelecimento de saúde mental que ele arranjou para Leila em Fremont. Chegamos lá em menos de 20 minutos. John entra a partir de uma entrada de trás após a perfuração de um código com os altos portões de ferro forjado, e Taylor nos segue por trás. Quando chegamos à unidade, mais dois enfermeiros estão esperando vestidos de branco. Leila ainda está em meus braços. 359

II - Leila, Dr. Flynn vai ter certeza de obter a ajuda que você precisa. Eu vou deixar você aqui, e eles vão cuidar bem de você. Classificar os seus problemas, corrigindo-os. Ela olha assustada. - Não tenha medo. Eu não vou deixar ninguém te machucar. Você vai estar completamente bem. Você pode fazer algumas das coisas que você gosta aqui, como a pintura. Você ainda gosta de pintura? Uma pequena lágrima brota de seus olhos quando ela concorda. - Ok, então. Eu vou colocar você nessa cadeira agora, e, - eu digo apontando John, - este é o Dr. Flynn, e ele vai garantir toda a ajuda que você precisa. Se você precisar dizer algo para mim, você vai ter que falar com Dr. Flynn. Você entendeu? Ela acena com a cabeça. - Vamos, Leila. Vamos levá-la para dentro e estará tudo resolvido. - diz John baixinho, mas em sua voz de Doutor autoritário. O Olhar de Leila amacia, e ela olha para mim mais uma vez. - Ele morreu Mestre. Ele foi morto- diz ela sobre seu amante. - Eu sei Leila. Sinto muito. Eu realmente sinto. Farei tudo o que puder para ajudá-la. Mas você não pode sair por aí apontando uma arma e fazendo reféns. Você não pode sair assustando Anastasia. Você entendeu? - Você a ama mestre? - Ela pede me surpreendendo, olhando diretamente nos meus olhos. - Sim, - eu digo baixinho depois de um minuto. - Eu amo. - Ela acena com a cabeça novamente. - Fico feliz, - responde ela. - Adeus, Leila, - eu digo e volto para encontrar Taylor. - Vamos voltar ao Escala, Taylor. Como estava a Srta. Steele quando a deixou no apartamento? Taylor muda em seus pés, desconfortável. Seu comportamento diz que ela não foi para a Escala. - Onde diabos ela foi? - Eu grito fumegante para Taylor, fervendo de raiva. - Sr. Grey, ela não foi para o Escala. Eu disse a ela que queria que ela fosse para o apartamento, mas ela disse que ia sair com Ethan para um rápido drinque e depois voltaria para o Escala. Ela disse que agora que sabíamos onde Leila estava não havia necessidade de toda a segurança, e era para dizer a você que ela te via mais tarde. - Foda-se! Foda-se! Merda! - Eu digo entre os dentes enquanto eu corro as duas mãos por meu cabelo com força. - Eu preciso ligar para ela! – eu digo, mas Taylor muda de novo. – O que? – Eu berro 360

II venenosamente. - Ela esqueceu sua bolsa no SUV, senhor, - diz ele. Eu soco minha mão com força de raiva e pergunto: - Então, você não tem ideia de onde ela está? - Não, senhor. - Você viu em que direção ela foi? - Eles estavam a pé, mas eles poderiam ter tomado um táxi, senhor. Então, não, eu não vi. - Porra! Ela disse qualquer outra coisa? - Ela estava tão perturbada, e perguntou-me se eu tinha feito uma varredura em seu apartamento. Eu disse a ela que tinha. Desculpe-me Sr. Grey! - Diz ele com raiva de si mesmo. Leila iludiu a todos nós. Eu me sinto mal por isso. Especialmente pela Srta. Steele. Eu me senti péssimo encontrando-a com uma arma apontada para sua cabeça. Eu sinto muito! - Diz Taylor balançando a cabeça, completamente devastado. - Vamos! - Eu digo sem dizer uma palavra e entro no SUV. Taylor me leva ao Escala. Mrs. Jones está na cozinha preparando o jantar para mim. - Gail! Anastasia voltou para casa? - Eu peço. - Não, Sr. Grey, ela não voltou, - ela responde notando muita raiva vibrando em mim. - Gostaria de algo para comer senhor? - Ela pergunta baixinho. Eu balanço minha cabeça. - Mais tarde, - Taylor está bem atrás de mim. - Taylor, eu quero que você pegue a segurança e procure Anastasia em toda a cidade de Seattle! Chame-me no momento em que você encontrá-la. Confira as ruas, verifique tudo. Não deixe pedra sobre pedra! Você entendeu? - Sim, senhor, - ele diz, e desaparece rapidamente em seu escritório. Eu levo meu Blackberry para fora e disco o número de Welch. - Welch falando, - ele responde. - Welch, você pode encontrar o número do telefone celular de Ethan Kavanagh? - Pode levar um tempo, senhor. - ele responde. - Eu não tenho tempo! Eu preciso localizá-lo! Rastrear a localização de seu celular, agora. 361

II - Não temos o seu número senhor? - Não tenho ideia! Aí é onde você entra com suas loucas habilidades de detetive! - Eu silvo. - Eu posso verificar senhor. É um tiro no escuro, mas isso pode levar-me um par de horas. - 10 minutos só! Chegue a ele e deixe-me saber quando você descobrir! Taylor e sua equipe já verificaram vários bares em Seattle e verificou as ruas. Estou ansioso, pronto para entrar em combustão, com medo de que Anastasia me deixe depois da cena vivida por ela. Minha vida está indo pelo ralo de merda, e não há nada que eu possa fazer sobre isso! Eu disco telefone de Taylor. - Sim, senhor. - diz ele numa voz tensa. - Eu preciso de atualizações imediatamente. - Nós estamos indo em direções diferentes, senhor. Dividimos a cidade em quadrantes, e cada um de nós está em um determinado local, e vamos nos espalhar para cobrir tantos bares quanto possível. - Tudo bem! Atualize-me depois que sair de cada bar. - Sim, senhor! - Ele responde com firmeza. Eu vou para a cozinha e me sirvo de um pouco de conhaque. Eu não costumo beber licor, mas neste momento, este não é um dia normal. Meu Blackberry vibra e eu respondo de imediato. - Aqui é Welch, Sr. Grey, - ele diz, e esperança brota em mim. - Alguma novidade? - Sr. Grey, eu encontrei a operadora e o número de telefone de Ethan Kavanagh, mas eu acho que seu telefone está sem carga ou desligado. Está fora de área, senhor. - ele diz desapontado. Eu tenho um sentimento quebrado dentro de mim. - Merda! - Eu berro. - Existe alguma coisa que eu possa fazer por você, senhor? - Pergunta ele. - Não! - Eu digo desligando. Eu pego meu conhaque, dou um gole grande e me sirvo de outro. Eu ando pra frente e para trás na grande sala. Não há uma notícia, porra! Não há uma chamada telefônica! Por que Ana? Por que você nunca me ouve? Por que você não pode fazer, uma só vez, o que é dito? Por quê? Por que você me tortura assim? Eu vou para o escritório de Taylor e verifico todas as câmeras olhando para ver se ela está 362

II chegando. Nada! Ninguém está chegando! Eu tenho um sentimento sinistro quanto a isso, eu acho que ela vai me deixar! Oh porra ! Eu não sei o que fazer! Eu não sei onde encontrá-la! Onde ela poderia ir? Ela não tem a chave. E se ela foi com Kavanagh para ficar em um hotel? E se Kavanagh estiver consolando-a agora? Segurando-a? Curando a sua dor? Porra! Eu ando para trás e para frente, para trás e para frente, para trás e para frente. Se o piso fosse um tapete, eu já teria feito uma trilha! Meu Blackberry vibra novamente. - Sr. Grey, Sawyer verificou um bar completamente e não há nenhum sinal da Srta. Steele. - Onde você está agora? - Estou no O’MALLEY, apenas um pouco ao norte do apartamento da senhorita Steele. - ele diz entre altos ruídos de um locutor de um jogo de basquete possivelmente de uma TV que podia ser ouvida ao fundo. - Nenhum sinal dela? - Peço andando para lá e para cá de novo pelo piano. - Eu ainda estou procurando, senhor. Eu mesmo verifiquei o banheiro feminino. - diz ele envergonhado. Eu ouço as portas duplas abrindo para a sala grande. Minha cabeça se vira e vejo Anastasia! - Ela está aqui. - eu digo pra Taylor, e desligo a chamada. Dirijo-me a Anastasia e encaro-a com ferocidade. - Onde diabos você estava? - Eu pergunto-lhe furioso com raiva. Ela balança onde está de pé, os seus olhos piscam. - Você andou bebendo? - Peço com raiva. Ela não deveria estar bebendo excessivamente assim! Nós concordamos sobre isso. Foi uma das regras. Eu sei que não as seguimos mais, mas é questão de bom senso! - Só um pouco, - ela me responde encolhendo os ombros. Ela está me deixando irritado, porra. Sempre desobedecendo, sempre fazendo o que ela quer fazer! Passo a mão pelo meu cabelo, exasperado e completamente impotente. Eu não posso nem chegar perto dela, porque eu estou muito irritado. Ela vai ter medo de mim e irá correr! - Eu lhe disse para voltar pra cá, - digo em voz ameaçadoramente tranquila. - Agora são 10h15min. Você sabe o quanto eu estive preocupado com você? - Eu peço. - Eu fui tomar um drinque... - diz ela, em seguida, altera -... Ou três com Ethan enquanto você estava dando assistência à sua... ex, - ela sussurra venenosamente. - Eu não sabia quanto tempo você ia estar com... - diz ela engolindo. Sua boca faz um pequeno 'o' para exalar um pouco de ar tóxico de seu corpo. Então, ela continua, -... Com ela, - desistindo completamente, triste e derrotada. Oh não! Não! Não! Não faça isso comigo! Não desista de mim!

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II Eu estreito meus olhos e olho para ela tentando avaliá-la, não querendo que ela saia. Eu dou alguns passos lentos em direção a ela, mas percebendo sua postura, eu paro. - Por que você esta falando assim? Ela encolhe os ombros, exausta e olha para seus dedos como se eles possuíssem as respostas que ela está procurando. Ela checa seu corpo e sua mente, acerca de nosso relacionamento! - Ana, o que há de errado? - Eu pergunto com horror na minha voz. Ela apenas fica lá, olhando para os nós dos dedos, não querendo olhar para os meus olhos. Ela finalmente levanta a cabeça para cima, como se visse andorinhas. - Onde está a Leila? - Ela foi levada a um hospital psiquiátrico em Fremont, - eu digo tentando decifrar sua expressão. Ela está desconectada de mim. Tentando distanciar-se emocionalmente. - Ana, por favor, o que é? - Eu peço. Eu não posso suportar a distância entre nós. Eu tive uma noite de merda. Meu passado está correndo para o meu futuro como um acidente de trem, e eu não tenho nenhuma maneira de pará-lo! Eu me movo para a direita na frente de Anastasia: - O que há de errado? - Eu respiro. Ela balança a cabeça, triste, engolindo a seco. - Eu não sou boa para você, - ela sussurra. - O que? - Eu respiro, completamente alarmado. Eu não posso passar por isso! Ela não pode dizer isso para mim! Será que ela não sabe o quanto eu a amo? Será que ela não sabe que eu estava pronto para morrer por ela esta noite? - Por que você acha isso? Como você pode pensar isso, Ana? - Eu sei que eu não posso ser tudo que você precisa, - diz ela. Como é que ela pode saber o que está no fundo do meu coração? - Você é tudo que eu preciso... Tudo o que eu quero. - Só de ver você com ela esta noite... - diz ela arrastando pra fora incapaz de trazer o resto de seu pensamento. Seus olhos são tristes, seu rosto amassado em agonia. - Por que você faz isso comigo Ana, por quê? - Eu digo em agonia total. - Isso não é sobre você. É sobre ela, - eu digo disposto a fazê-la entender que eu estava fazendo algo certo, ajudando alguém que esteve uma vez na minha vida. - Naquele momento ela era uma garota que estava muito doente, - eu tento explicar a ela. - Mas Christian, eu senti... Eu senti o que vocês dois tiveram juntos... - ela fala tristemente.

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II - O quê? Não! - Eu tento alcançá-la, fechando a curta distância entre nós, que já está parecendo milhas de distância, mas ela dá um passo atrás de imediato se distanciando do meu alcance. Oh Deus! Não! Seria melhor se ela me batesse de uma vez, ela sai de mim e drena toda a minha energia de meus membros e eu, automaticamente, deixo cair as minhas mãos ao meu lado. Chocado, preocupado, doente, eu pisco abismado. Ela não me quer! Deus! Ela não me quer mais! Eu não posso viver sem ela! Eu entro em pânico como eu nunca entrei em pânico antes, a dor dela me deixando ainda é tão recente, eu sinto o meu mundo desmoronando em torno de mim mais uma vez. - Você está fugindo? - Eu sussurro. O medo de sua ausência é tão grande, eu não posso perdê-la. Eu morreria! Ela não pode me deixar! Ela não pode! Ela está crucificando-me por ajudar Leila! Não me deixe, Ana. Eu estou apaixonado só por você... Só você! Ninguém mais... Nenhuma única alma em todo o universo, apenas você! Quando eu vi você... Quando eu te conheci, eu tinha medo de te conhecer. Quando eu te conheci de novo, eu estava com medo de te beijar... Quando eu te beijei, finalmente, no elevador Heathman, eu estava com medo de te amar e, agora que eu te amo, eu tenho medo de perder você. Não me faça perder você! Você é a única que pode me ferir como ninguém pode! Eu estava tentando consertar alguém que esteve uma vez na minha vida... Mas você não entendeu, confundindo com outra coisa. Eu só amo você! Eu só estou morrendo de medo de mostrar quem eu realmente sou, porque se eu fizer isso, você pode não gostar, e isso é tudo o que tenho! Eu sou indigno, eu sei que... Mas, o meu amor por você é algo tão ruim assim para você não querer estar por perto? Não mate a minha alma aqui, Ana, eu imploro! Minha mente está funcionando a mil por hora e minha boca se recupera sem ter o que fazer... Tudo o que posso é expressar: - Você não pode, - em uma súplica. - Christian, eu... - ela diz perplexa. - Eu... - ela não pode nem mesmo trazer o resto de seus pensamentos. Ela não quer nada comigo. - Não! Não! Não! - Eu lamento em uma grande agonia, não como se alguém estivesse me deixando, mas como se alguém morresse, como uma perda irreparável. Não me deixe! A maior miséria no mundo para mim é perder você, você não entende? Assombrando-me! Machucando-me! Batendo-me!Quebrando-me! Deixando-me louco! Deixe-me louco! Mas não me deixe! Esteja sempre comigo! Você vai me deixar em um inferno perpétuo... Completamente perdido se eu não puder te encontrar e ter você! Eu não posso viver sem a minha vida! Você é minha alma e se você me tirar isso, eu ficaria pior do que você me encontrou! Todas as minhas faculdades mentais estão perdidas e estou na beira de minha destruição... Por favor, Deus! Deixe que ela fique comigo! Vamos lá, veja o quanto eu a amo... Eu olho ao redor com olhos perplexos, meio enlouquecidos... Implorando a Deus para ver a minha agonia! Esta miséria toda me consome, está me matando! Ela está quebrando meu coração e 365

II minha alma! Você me ama, Ana! Não traia seu próprio coração! Que direito você tem de me deixar? Deus! Você está causando isso em nós! Toda vez que se torna difícil, você me deixa! - Você não pode ir, Ana! Eu te amo! - Eu também te amo Christian. Mas eu só... - diz ela e eu a corto. -Não! Não! - Eu entro em desespero colocando a minha mão na minha cabeça, balançando para trás e para frente. Eu prefiro morrer! Prefiro morrer a você me deixar! Não. Basta você me deixar... - Christian... - Não! - Eu respiro, todo o poder e energia deixam meu corpo. Desesperado, como nunca me senti antes. Meus olhos arregalados em pânico, minha respiração é irregular, o meu coração está pronto para pegar voo para fora do meu peito e, de repente, eu percebo que tenho que tê-la de qualquer maneira que eu puder. Se ela me quer seu escravo, eu vou ser seu escravo. Se ela quer bater a merda fora de mim, eu estou pronto para deixar. Se ela quiser me punir por minhas transgressões, aqui estou eu a fazer o que ela quiser. Só não me deixe, eu... esteja sempre comigo. De qualquer maneira que você puder... Eu caio de joelhos na frente dela, curvando a cabeça, sentado sobre os calcanhares, enquanto meus dedos estão espalhados nas minhas coxas. Eu tomo uma respiração profunda e me torno o escravo submisso que eu era antes. Para Anastasia. Agora, ela pode me punir pelo que fiz de errado. Ela pode me levar, me bater, me amar, me usar. Fazer o que quiser comigo, Anastasia! Ame-me, ou mate-me! Mas que seja por suas mãos. Porque se você sair daqui, eu já estarei morto! Eu finalmente estou fora do meu corpo em minha postura submissa, um escravo pronto para obedecer a qualquer ordem, sem qualquer escrúpulo ou pensamento. Sem quaisquer direitos. Minha respiração facilita e minha consciência confere. Olhando para baixo, obediente. Pronto para as suas ordens. Pronto para seus castigos. Pronto para a minha amante. Eu sou seu escravo. - Christian! O que você está fazendo? - Ela jorra em um tom de alta frequência em pânico. Certamente este pânico não é de mim, um inútil escravo. Eu permaneço imóvel. Eu não recebo nenhum pedido para responder. - Christian, olhe para mim, - ela ordena. Minha patroa me pede para olhar para ela, o que eu posso fazer, a não ser obedecer? Você não sabe que eu te amo? Minha cabeça varre sem hesitação obedecendo ao seu comando. Eu a olho pronto para receber qualquer ordem dela. Expectante, eu olho para minha amante. Ordena-me, senhora! Faça o que quiser comigo. Eu sou seu e somente seu. Ela olha para mim chocada e perplexa. Ela está acima de mim enquanto eu me submeto a ela em seus pés. Eu olho para ela com um olhar firme. Ordena-me, Senhora. Ordena-me para te amar... ordena-me para servi-la... ordena-me para te tocar... Só não me deixe sem você. Faça o que 366

II quiser comigo! Eu não sou nada, somente o seu escravo, eu estou aos seus pés. Será que ela não me quer, mesmo quando eu estou pronto para servi-la? Ordena-me e eu largo tudo. Tome conta de mim, me controle, tenha-me, faça o que quiser comigo... Desde que você esteja comigo. Faça comigo, faça para mim. Anastasia balança a cabeça enquanto inala bruscamente. Ela está chocada. - Christian... Christian, por favor, não faça isso. Eu não quero isso, - ela sussurra. Eu observo minha amante passivamente, imóvel, sem dizer uma palavra. Eu não recebi nenhuma permissão para falar. Sua voz crepitante. - Por que você está fazendo isso? Fale comigo, - ela pergunta em um sussurro. Estou em silêncio. Silêncio é bom, é o que é exigido de um escravo. Oh, ela está me fazendo uma pergunta. Eu pisco uma vez. Ela está me mandando. - O que você quer que eu diga? - Eu pergunto baixinho para minha amante. Minha voz é aveludada, mas sem emoção insípida, é como um submisso, um escravo deve falar. A face de Anastasia muda para numa angústia e lágrimas iniciam escorrendo de seus olhos, correndo em riachos preguiçosos por suas bochechas. Por que minha amante está tão angustiada? Eu não recebi a permissão para consolá-la. Estou no meu modo de escravo. Eu não posso pronunciar uma palavra sem a sua permissão. Eu não posso levar minha mão para enxugar essas lágrimas. Eu não tenho direito. O rosto de minha amante se transforma em um rosto de absoluta miséria e tristeza. O que está incomodando? Eu olho de forma passiva para ela. Eu vejo um arrepio percorrer seu corpo rígido. Ela engole como se o que ela estivesse tentando engolir fosse difícil de passar, sufocando-a. Seu olhar está parado em mim embora seus olhos transmitam alguma tristeza, preocupação. Certamente não é para mim, não para um escravo indigno... Anastasia, minha amante se ajoelha em minha frente. Uma amante não fica no nível de seu escravo, o nível de seu submisso. Está tudo errado! Ela levanta a mão direita e violentamente enxuga as lágrimas com as costas da mão. Eu gostaria de fazer para minha amante, mas ela não está me pedindo. Ela não está me dando permissão. Ela olha atentamente para o meu rosto e meus olhos se arregalam um pouco. Eu tenho que me apresentar, isso é tudo que eu sei. Eu permaneço imóvel. Eu não tenho permissão. - Christian, você não tem que fazer isso, - diz ela em voz suplicante. Porém, eu faço! Você não quer que eu faça, mas você vai correr! - Eu não vou correr. Eu já lhe disse e lhe disse e lhe disse, eu não vou correr,- ela pronuncia sinceramente. Eu estou com medo. Você irá me deixar. Eu não conheço nenhuma outra maneira de mantê-la. - Tudo o que aconteceu... O que eu vi, é apenas muito para mim. Eu só preciso de algum tempo para pensar. Algum tempo para mim. Por que você sempre tem que imaginar o pior? 367

II Mas, eu sei que ela vai correr! Ela não sabe o pior de tudo. Ela não sabe como eu sou ruim. Ela não sabe que eu sou mau. Que eu não sou bom, que eu não sou bom para ela, ainda assim, eu a quero, eu a amo! Eu morreria por ela. Ela compartilha seus pensamentos. - Eu só ia sugerir que eu voltasse para o meu apartamento esta noite. Porque você nunca me da um momento... Você sabe, um tempo apenas para pensar nas coisas que eu vivi hoje. Você tem que admitir, estar com você, vendo as coisas que você faz, é muito para mim... - diz ela completamente triste começando a chorar, com profundos e doloridos soluços, com alma dolorosa. Ela ainda não me deu permissão para confortá-la. Embora eu queira, eu estou trancado no meu lugar. Eu só franzo um pouco. - Eu nem tenho um pouco de tempo para pensar. Nós mal nos conhecemos, e olhe para toda a bagagem que vem com você... Você sabe como é difícil para eu lidar com isso? Preciso de tempo para digerir tudo. E agora que Leila está fora das ruas, você sabe, ela não é mais uma ameaça para ninguém. Eu só pensei... Eu pensei... - ela está perdida em pensamentos e as lágrimas ainda estão escorrendo em seu rosto. Finalmente, infinitamente consigo chegar à beira de ser o submisso que eu tinha sido, oscilando. Eu a ouço atentamente. Ela está falando comigo. Não é com o submisso, não é com o escravo e não é o dominante. Mas com o namorado dela. O Christian de sempre. Eu escuto. - Ver você com Leila foi, - diz ela parando como se fosse doloroso demais para falar, muito angustiante, profundamente doloroso, com a alma rasgada. Seus lábios e seu rosto tremem como se ela estivesse se esforçando para conter a emoção. - Isso só foi um grande choque. Nesse curto espaço de tempo, embora parecesse uma eternidade torturante para mim, eu tinha uma visão de sua vida e de como tem sido. E, francamente, - diz ela em sua forma angustiada, quando ela assume, enquanto ela leva um difícil e profundo olhar para os dedos nodosos, suas lágrimas correm constantemente por suas bochechas agora inchadas, ela continua, - Eu percebi que se trata de mim, não sou boa o suficiente para você. Foi um alerta a visão de uma gigante realização em sua vida. Você sabe, ela me fez ter medo, tenho medo, porque você vai se cansar de mim, e então você vai... Você vai, Christian!- Diz ela olhando para mim. - Você sabe o que vai acontecer comigo, então? Eu vou acabar como Leila! - Diz ela levantando o polegar de volta. Então sua voz suaviza a níveis quase inaudíveis. - Eu vou acabar uma sombra de como eu era antes de te conhecer. Porque eu te amo Christian Grey, se você me deixar, eu vou estar em um mundo sem luz. Eu vou estar em perpétua escuridão. Eu não quero fugir de você. Mas eu estou muito assustada que você possa me deixar... Esse é o meu tormento pessoal. Ela não olha para mim. Mas eu escuto atentamente. Ela balança a cabeça, e no mais humilde tom que ela já teve, e mais suave sussurro, ela diz:

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II - Eu não entendo por que você me acha atraente. Eu não... Você é... Bem, você... você é este deus! E olhe para mim, eu não sou nada... - ela dá de ombros, finalmente, sua mão vai até seus olhos. -Eu acho que eu não entendo isso. Você é incrivelmente bonito, mais sexy do que qualquer outra pessoa... E você é muito bom, gentil e carinhoso. Você é tudo e mais alguma coisa, e eu sou nada disso. Além disso, eu não posso fazer as coisas que você gosta ou dar-lhe o que você precisa. Eu não entendo isso, eu acho. Como você pode ser feliz comigo? Como eu posso te ter ao meu alcance? - Sua voz cai para um sussurro triste. - Eu nunca entendi o que você vê em mim. E, finalmente vê-lo com Leila, a visão de vocês dois, só trouxe tudo isso para fora, - diz ela choramingando e limpando o nariz com as costas da mão, ainda olhando para mim. Ela mantém seu olhar em mim, desejando que eu saia da minha concha, saindo de minha postura submissa, me alcançando. Será que ela quer falar comigo? - Você vai se ajoelhar aqui a noite toda? Porque eu vou fazer isso também, - ela finalmente se junta a mim, embora ela pareça desconfortável no chão, mudando em seus joelhos. Ela se ergue para um lado, e, finalmente, vê o Christian que ela está acostumada a ver. Ela olha para mim buscando meu rosto. - Christian, por favor, por favor, fale comigo, - ela implora, desconfortavelmente, retorcendo as mãos em seu colo, ficando em sua desconfortável posição sentada. Ela fica olhando, expectante. Esperando que eu dissesse alguma coisa. Eu não sei se tenho permissão. Se eu sair do modo submisso, ela pode apenas sair correndo. - Por favor, - ela implora de novo. O meu olhar se escurece e, finalmente, eu consigo piscar de uma forma submissa que eu pensei que nunca iria chegar, nunca mais. Quero fechar a distância entre nós, e só chegar a ela, meu coração e minha alma estão prontos para chegar nela.

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II Capítulo XV - Eu estava com tanto medo - isso é tudo que eu consigo sussurrar. Medo no meu íntimo, como eu nunca senti antes. O sentimento de perda foi angustiante. Anastasia engole duro com alívio e seus olhos nadam em lágrimas formadas. Eu mantenho meu olhar sobre ela sem piscar, e continuo em uma voz suave e baixa. - Quando eu vi Ethan chegar a seu apartamento, a horrível realização raiou em mim. Alguém deixou você entrar em seu apartamento e não foi ele. Ambos, Taylor e eu pulamos para fora do carro tão rápido. Nós apenas sabíamos que ela deixou você entrar e vê-la lá daquele jeito com você... E armada. Eu morri mil mortes, Ana! Vendo alguém ameaçando você... Ameaçando sua vida... - Eu sufoco em minhas palavras, e fecho meus olhos bem fechados. Eu consigo apenas sussurrar o resto dos meus pensamentos. - Eram os meus piores pesadelos realizados. Eu estava tão bravo com todos... Tão bravo com ela, com você, - eu digo engolindo e contemplando dentro dos seus olhos, - Com Taylor e comigo mesmo. Eu penso que estava com raiva do mundo todo. É difícil colocar em palavras a agonia consumindo meu coração, o fogo do inferno queimando dentro de mim. - Eu não sabia quão volátil Leila estaria. Eu não sabia o que fazer. Eu senti desamparado! - Eu digo olhando em seus olhos atormentados, querendo que ela me entenda. - Eu não sabia como ela reagiria, Ana. Eu estava com medo por você, - Eu paro para reunir meus pensamentos, meu coração batendo fortemente. Eu olho para o rosto dela analisando, tentando ver se eu estou chegando até ela. Ela balança a cabeça entendendo e fazendo-me continuar. Ela quer me ouvir. Eu sinto alívio. Eu engulo e continuo. - Eu estava perturbado por ver Leila naquele estado mental e físico, e eu sabia que eu talvez tivesse alguma coisa com o seu colapso mental...! - Eu não consegui continuar. Minha loucura fodida vem à superfície como mancha de óleo no oceano. Esfrego meu rosto com ambas as mãos. Eu sei, eu devo ter contribuído com o estado dela de algum jeito. O pensamento é agonizante. - Você tem que entender Ana, ela sempre foi tão travessa e animada. - Eu digo. Eu quebrei-a eu suponho. O pensamento é insuportável e minha consciência está pesando forte em mim. Eu sinto responsabilidade e isto é torturante. Eu respiro áspero, empurrando os soluços para baixo. Eu sinto uma culpa montada em mim. O que talvez eu tenha feito de errado para Leila no passado, talvez tivesse matado Anastasia. Eu morreria! Eu seria um morto vivo. Eu olho para seus olhos em dor.

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II - Ela poderia ter prejudicado você. E isso teria sido inteiramente minha culpa. - Meus pecados e meu carma estão pegando-me e eu tinha que fazer o certo, consertar isso. Eu não poderia deixar Leila quebrada. O horror de que ela tinha uma arma, num estado mental de delírio, tentando se vingar de mim através de Anastasia foi horrendo. Eu acho que é por isso que vão atrás de um ente amado seu. Matando você não causaria contínua tortura. Que miséria prometida eu teria vivido se ela tivesse feito isso? - Mas ela não prejudicou Christian, - sussurra Anastasia. - Você não era o responsável por ela estar naquele estado físico e mental, - ela diz fervorosamente. Ela menciona para eu continuar, mas alguma tristeza ainda laça por trás dos seus olhos. Seu olhar está nublado com uma preocupação que eu não quero nela, ou eu, talvez, não queira nela, possivelmente, no futuro. Como eu poderia não querer ou desejar minha própria alma, meu próprio coração? Eu preciso dela mais que minha própria respiração! Como ela poderia possivelmente pensar isso? Ela ainda está preocupada sobre o fato de que eu tentei tirá-la do seu apartamento. Ela não entende que Leila estava instável e eu precisei estabilizá-la? - Eu só queria que você saísse, Ana. Eu queria você longe do perigo que eu senti presente. Você. Apenas. Não ia. - Eu silvo. Eu estava com medo que o perigo ainda estivesse presente, e a presença de Anastasia estava tornando difícil para eu focar. Ela me exaspera o tempo todo. Eu balanço minha cabeça. Eu a amo tanto, me mata que ela não entenda este simples fato - tudo que eu faço, eu faço por ela! Eu olho em seus olhos intensamente, querendo que ela entenda e sinta meu amor. - Anastasia Steele, você é a mulher mais teimosa que eu já conheci - Eu digo enquanto fecho meus olhos e o fato que ela pode me enlouquecer com um olhar, uma palavra, ela pode me deixar quente agarrando o lençol e excitado com uma mordida de lábio, e me exasperar com um único olhar e fazer-me insanamente apaixonado por ela... Ela é enlouquecedora, ela é exasperante, ela é minha panaceia e ela é minha vida. Ela é tudo para mim! Perdendo-a, eu estaria perdendo tudo... Eu finalmente abro meus olhos e olho para ela com um olhar desesperado. - Então você não está indo embora? - Eu pergunto. - Não! - Ela grita com firmeza, repreendendo-me. Quando eu fecho meus olhos novamente, é com alívio desta vez, deixando isto lavar todo meu ser, relaxando-me pela primeira vez durante este pior dia da minha vida. Mas o pensamento e a dor, que vem junto por ser indigno, mostra sua cabeça feia espontaneamente, dando-me angustia total. - Eu realmente pensei, - eu digo parando, - Eu pensei que você me deixaria... - eu não consigo trazer-me para completar esta frase. - Olhe para mim, Ana! O que você vê aqui sou eu... Todo seu.

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II Embora fodido, eu sou todo seu. O que eu tenho que fazer para você entender?- Eu pergunto... -Eu sou TODO SEU. - Eu reitero perfurando os olhos dela. - O que eu posso fazer para você perceber e ver isto? Eu quero você e somente você... De qualquer forma possível que eu possa te ter, - Eu digo ardentemente. - Que eu te amo. - Eu suspiro com todo meu coração e desejo. - Eu também amo você, Christian! - Ela responde imediatamente. - Mas, ver você desse jeito é... ela diz rompendo e engasgando em suas palavras com suas lágrimas se espalhando de novo. Seus lábios tremem em miséria, seu rosto desolado, e ela parece que está contorcendo em agonia. - Eu pensei que tinha estragado você. - ela soluça com seu rosto em suas mãos. Eu chego até ela imediatamente e pego suas mãos do rosto mantendo-as na minha. - Baby, não! Você não me estragou, Ana! É exatamente o oposto. Porque você é minha tábua de salvação. - Eu sussurro, beijando o nó de seus dedos e suas mãos. Eu quero que ela me tenha... Sinta-me... Eu todo. Eu lentamente puxo sua mão direita e coloco em meu peito, sobre meu coração para deixá-la sentir como ele está batendo por ela. Batendo fora do meu peito freneticamente! Meu olhar fixo no dela, minha mandíbula está tensa e cerrada. Eu quero que ela me toque. Tudo sobre mim. Nenhuma zona é proibida para ela. Ela terá tudo de mim. Seu rosto muda e seus olhos estão cheios de amor, admiração; sua respiração aumenta à medida que seu peito sobe e desce em rápida sucessão. O ritmo do seu coração encaixa ao meu com o aumento do pulso dela. Eu quero que ela faça isto livremente. Sem a coerção das minhas mãos. Eu libero sua mão e a deixo sentir meu coração batendo freneticamente por ela com amor e emoção. Anastasia flexiona seus dedos sentindo meu peito por baixo do tecido fino da camisa. Eu estou segurando minha respiração, tentando acostumar com a sensação de toque no meu peito. Tentando superar o medo e enterrar a apreensão de uma vez por todas. Anastasia levanta ligeiramente a palma da sua mão para removê-la do meu peito sentindo minha tensão. - Não! - Eu digo com medo. - Não, não tire... - Eu digo rapidamente cobrindo sua mão com a minha e pressionando-a para abaixo sobre meu coração. - Não... Pertence a você, - eu digo simplesmente. Se alguém pertence todo o meu corpo, é Anastasia. É dela para ter e manter, e ter do jeito que ela desejar. Ela olha para mim e arrasta mais perto do meu corpo e nossos joelhos estão tocando. Ela ergue sua outra mão, olhando dentro dos meus olhos, fazendo sua intenção clara. Ela quer me tocar com ambas as mãos em meu peito nu. Eu cresço ansioso e meus olhos arregalam. Eu não 372

II tenho sido tocado desse jeito em um tempo muito, muito longo. Mas exatamente agora, não há nada no mundo que eu queira mais do que Anastasia me toque. Eu anseio a conexão com ela. Eu quero que ela tenha tudo de mim, possua-me e complete-me. Os dedos da mão esquerda de Anastasia começam a desfazer os botões da minha camisa. Ela está tendo dificuldade fazendo isto com apenas uma mão. O fantasma de um sorriso abre nos meus lábios. Ela flexiona sua mão direita, deixando-me saber que ela quer usar ambas as mãos. Eu removo minha mão acima da dela e ela começa desfazendo os botões um por um enquanto seu olhar está bloqueado com o meu; nossa conexão é estabelecida. Deus! Não há outra coisa ou pessoa que eu ame mais do que esta mulher! Ela desabotoa todos os botões, finalmente, abrindo meu peito para seu toque. Eu engulo seco, minha respiração aumenta para acomodar meu pulso subindo, meus lábios entreabrem e meus olhos arregalam. É isto! Ela olha para mim, pedindo permissão, tentando decifrar o que eu quero. Eu preciso disto! Eu quero esta conexão. Ela chega com suas mãos, ainda não tocando. Ainda buscando me entender, entender se eu estou deixando voluntariamente. Seu olhar está buscando, questionando, comunicando sem palavras. Suas mãos apenas pairam sobre meu peito, sobre o que costumava ser a zona proibida. Eu inclino minha cabeça para o lado, me preparando, antecipando seu toque. Meu corpo está tenso, e a tensão é irradiada pelos meus poros, forte e palpável. Medo está tentando me consumir. Medo das torturas passadas, medo do que pode vir à tona, medo do desamparo. Mas, eu não posso associar esses medos com Anastasia. Ela é o milagre para me salvar desses medos! Anastasia não me toca. Suas mãos permanecem pairando, hesitando; cuidando para não fazer contato. - Sim, - eu dou permissão para ela num sussurro. Me toque, Ana! Suas pontas dos dedos esticam e levemente escovam os pelos do meu peito ainda não fazendo contato com minha pele. Tão sutil, tão suave. As pontas dos seus dedos começam escovando o topo do meu peito e movem para meu esterno. Eu fecho meus olhos em agonia colidindo com prazer. Pela primeira vez, meu futuro está ganhando meu passado fodido. Meu rosto está enrugado com a contínua batalha travada dentro de mim. Matando a agonizante memória do cafetão. Anastasia está matando o ódio, abuso e hostilidade dele com o seu amor. A batalha é dolorosa. Eu estou mais uma vez preso entre meu passado doloroso e meu futuro de amor. Meu futuro tem que ganhar! A realização disto enche meus olhos com imenso amor e escura luxúria. Essa é uma batalha violenta da alma. Depois de ver esta grande batalha em mim, Anastasia remove seus dedos do meu peito, levantando-os, fazendo-me sentir desolado. Eu agarro sua mão e coloco firmemente contra meu peito nu. Ela tem que fazer isto! Ela é a única a romper esta porra de maldição que laçou minha vida inteira. 373

II - Não, - eu ordeno. Minha voz ainda tensa com a furiosa batalha interna. - Eu preciso... - Seus dedos estão me tocando novamente e meus olhos estão bem fechados com tanta força, nem mesmo a luz passa através das minhas pálpebras. Os dedos de Anastasia viajam no meu peito lentamente, aprendendo os contornos, sentindo minha zona proibida pela primeira vez, familiarizando-se com meu corpo. O toque dela é mágico. Eu abro meus olhos lentamente para olhar dentro dos olhos dela. Meus olhos estão ardendo em chamas. O medo está tentando ressurgir, mas o amor que eu sinto por Ana, o amor que ela está exalando por mim são esmagadores. Minha boca relaxa finalmente. Eu estou ofegante com esta luta esmagadora. O fantasma do meu passado lutando com dor e o amor de Anastasia com prazer. A dor final e a zona de prazer. Anastasia muda de postura; ela inclina-se sobre os joelhos e mantém meu olhar; ela quer me beijar...no meu peito. Eu não movo. Eu permito-a me beijar. Ela, finalmente, inclina-se e com um toque suave de borboleta, planta um beijo sobre meu coração. Seus lábios macios suavizaram ainda mais do que seu choro sobre meu peito. A sensação que eu recebo do seu menor toque é a mais imensa que eu já senti. A dor e o prazer registrando nos meus nervos são além do esperado! Um gemido estrangulado escapa dos meus lábios, e ela confunde isto com dor apenas e senta-se imediatamente. Não! - De novo, - eu sussurro com meus olhos ainda bem fechados. Ela inclina sobre meu peito novamente e beija uma das cicatrizes, que são cortesia do cafetão, apagando sua ponta de cigarro. Eu gemo alto, de repente eu sinto este enorme fluxo de amor por Anastasia como eu nunca senti antes. Antes que eu perceba isto, meus braços estão ao redor dela e minha mão direita viaja pelo cabelo dela, puxando sua cabeça para encontrar meus lábios vigorosamente e fortemente. Meus lábios e minha boca são insistentes, exigentes, desejosos, vorazes e famintos por ela. Faminto por sua afeição; por seu amor. Ela retribui ao meu beijo exigente com sua própria ferocidade e fome. Suas mãos encontram seu caminho no meu cabelo, amarrando, puxando e tentando nos fundir. Nós estamos beijando como se este fosse o último dia na terra, como se não houvesse amanhã; nosso amor está ligando, consumindo, ardente e, estranhamente, cura. Eu puxo-a de volta sem fôlego, e administro para girar em volta e puxar Anastasia, minha mulher, minha vida no chão, embaixo de mim. - Oh, Ana, - eu respiro, seu rosto não tem nada além de amor e desejo por mim. Suas mãos chegam ao meu rosto, segurando com seus dedos lentamente acariciando meu rosto. Eu me sinto sobrecarregado com amor, sobrecarregado com querer, sobrecarregado que ela me queira apesar do fato que eu sou completamente fodido... Emoções bordam e explodem, e as lágrimas começam rolar dos meus olhos. Finalmente, o medo está sendo lavado para fora do meu sistema com amor, através do amor de Anastasia. - Por favor Christian, não chore,- ela pede a mim. - Eu falei sério no que te disse: eu nunca, nunca deixaria você. Mesmo. Sinto muito se eu dei a você alguma outra indicação... Por favor, Christian, por favor, me perdoe. E amo você. Eu sempre amarei você, - ela diz com fervor. 374

II Sua declaração dilacera meu coração com dor. Meu rosto cai com uma angústia e dolorosa expressão. Ela ainda não sabe o segredo mais escuro em meu coração. Eu sou ruim. Eu sou muito, muito, muito ruim! - O que foi? - Ela pergunta. Eu engulo. A dor de estar escondendo o segredo escuro de Anastasia é insuportável. - Christian, que segredo é este que faz você pensar que eu irei fugir? Que faz você tão determinado a acreditar que eu deixarei você? - Ela implora com voz trêmula. - Por favor, me diga Christian, Por favor... - Ela implora. Eu me sento imediatamente, outra batalha travando em mim. Eu cruzo minhas pernas; ela também se senta, esticando suas pernas. Meu olhar é sobre ela, ainda lutando se revelo meu passado de merda para ela. Minha alma se sente como o deserto e meus olhos refletem o abandono nisto. Eu não sei como desnudar isso para ela. É o inferno... Isto sou eu... Isto é a aberração da natureza que eu sou. - Ana... - Eu mal posso sussurrar. Eu fecho meus olhos, inspiro fundo e engulo. Eu faço uma oração em silêncio para que ela ainda me ame depois da minha revelação. Eu abro meus olhos e desnudo o último dos meus segredos para ela. - Eu sou um sádico Ana, - eu digo tristemente. - Eu gosto de chicotear e punir meninas com cabelos castanhos iguais a você, porque todas vocês se parecem com minha mãe biológica, a prostituta viciada. Eu tenho certeza que você pode adivinhar o por que. - Eu digo num só fôlego. Eu a amo; Eu quero ser aberto com ela. Não ter segredos com ela, e esta foi a última merda. Agora, eu espero que ela não vá querer ter nada a ver comigo. Pedaço de merda! Como o cafetão disse. Eu estou destruindo meu próprio mundo fodido, mas eu devo esta verdade à Anastasia. Eu penso que ela me deixará no segundo que ela se recuperar do seu choque. Eu engulo, meus olhos arregalam meu coração na mão para ser quebrado em pedaços, eu espero ela se levantar e correr o mais rápido que suas pernas podem levá-la porta afora. Ela olha para mim boquiaberta, perdida, preocupada, triste, chateada, atordoada e confusa; e ela consegue guardar todos esses sentimentos num só olhar. Ela olha como seu eu tivesse virado seu mundo de cabeça para baixo, o que foi o que eu fiz. - Mas... - ela para, -... Você disse que você não era sádico, - ela sussurra. Eu nunca disse que não era. Eu apenas não disse que eu era. Eu omiti a informação, porque eu a queria desesperadamente, como eu nunca quis nada em minha vida.

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II - Não, - eu respondo. - Eu disse que eu era um Dominador. Se eu menti para você, Ana, isso foi uma mentira por omissão. Desculpe-me! - eu digo olhando para baixo para minhas mãos, arrependido. Eu estou aterrorizado de descobrir como ela reagirá. Se ela não correu antes, certamente ela irá correr agora. Eu continuo dizendo para mim mesmo na minha cabeça novamente e novamente, eu não posso esconder isto dela. Ela merece o melhor de mim. Por favor, não corra. Por favor, não corra. Por favor, não corra, Ana! - Quando você me perguntou aquela questão, eu estava contemplando um relacionamento diferente entre nós dois, - eu murmuro numa voz suave. Um gemido como um som escapa dos seus lábios tristemente. - Então é verdade, - ela sussurra seu olhar encontrando o meu totalmente triste. - Eu não posso dar a você o que você precisa, - ela pronuncia. - Como poderia? É claro... - ela diz suavemente, quase inaudível. Seu rosto cai e também meu coração. - Não! Não! Não! Não! NÃO! Ana, NÃO! Você pode e você me dá o que eu preciso... - meus punhos estão cerrados tão fortemente que meu sangue é drenado fora deles, deixando meus dedos completamente brancos. - Você precisa acreditar em mim! Por favor, Ana! - eu imploro fervorosamente. - Christian, agora mesmo, eu não sei no que acreditar. Isto é além de fodido, - ela sussurra, sufocando seus olhos estão cheios de lágrimas novamente. Eu quero que ela saiba que seu amor é o que me mudou. - Por favor, acredite em mim, Ana! Depois que eu puni você com o cinto e você me deixou... - Eu digo engasgado em minhas palavras com os horríveis sentimentos ressurgindo. -Minha visão de mundo mudou. Tudo! Eu falava muito sério quando eu disse que faria qualquer coisa para evitar sentir aquilo novamente, - eu imploro aflito e triste. - Quando você me disse que me amava isto foi uma revelação para mim. Você sabe que ninguém havia me dito aquilo antes? Com o seu amor, eu tinha estabelecido alguma etapa final... Eu não sei. Talvez você tenha estabelecido alguma etapa para mim. Me mudado. Dr. Flynn e eu ainda estamos discutindo sobre este tópico. Nosso júri ainda está por fora do veredito... - eu revelo. Seu rosto finalmente tem um leve lampejo de esperança... Esperança para nós. - O que isso tudo significa para nós? - ela pergunta num sussurro. - O que isso significa é que eu não preciso disso mais. Não agora. - Nunca mais. Eu estou liberado dos meus próprios limites. Ela está duvidando.

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II - Como você sabe? Como você pode ter tanta certeza disso? - ela pergunta. - Eu sei disso porque a ideia de machucar você... - eu digo dolorosamente, - Eu digo realmente machucar você de qualquer forma real é completamente repugnante, repulsivo para mim, - eu digo com os olhos brilhando. Eu não deixaria ninguém machucá-la, muito menos eu! - Eu realmente não entendo, Christian. E quanto as palmadas e regras e toda aquela trepada bizarra? Minha mão percorre meu cabelo e eu suspiro com remorso. - Eu tenho tido uma carga pesada de merda, Anastasia. Você tem alguma ideia do que eu posso fazer com uma vara ou um chicote? - eu digo. Ela olha para mim chocada com o queixo caindo no chão. - Eu prefiro não ter, - ela suspira com olhos arregalados. - Eu sei - eu respondo. Eu sei que ela não quer fazer parte dessa vida e estou bem com isto. - Se você quisesse fazer isso, ou fazer parte disso, então tudo bem, desde que você não queira, eu entendo. Eu não posso e não quero fazer aquela merda toda com você se você não quiser. Eu já lhe disse isso antes; você é a única com todo o poder. E desde que você voltou, eu não sinto aquela compulsão, Ana. Nada. Esta revelação assusta Anastasia, mas ela molda sua pergunta. - Mas, quando nos conhecemos, quando você se aproximou de mim primeiro, era isso o que você queria... De mim? - ela pergunta. - Sim, sem dúvida, - eu respondo. - Christian, como pode sua compulsão apenas foi e deixou você? Você acha que eu sou algum tipo de panaceia, cura de todos os seus problemas... Então você acha... Por falta de uma palavra melhor...você acha que está curado? Eu não entendo isto. Eu suspiro. Eu não estou curado. Mas, com Anastasia, eu não estou doente também. - Eu não diria eu estou curado... - eu digo, mas não consigo completar a frase quando ela tem este olhar de dúvida, que ela está me dando. - Você não acredita em mim, Ana? -eu pergunto numa voz suplicante. - Christian, eu acho isto inacreditável. O que não significa ‘eu não acredito em você’; isto significa que é difícil acreditar.

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II - Anastasia, se você nunca tivesse me deixado, eu provavelmente não teria me sentido desse jeito. Mas então, quando você foi embora, isto, talvez, foi a melhor coisa que você já fez para nós... Para o nosso relacionamento. Aquele simples ato me fez perceber o quanto eu quero você... Não aquela coisa bizarra que eu quero fazer com você... Mas apenas você, você sozinha. Eu quero que você acredite em mim quando eu digo isto: eu vou querer você de qualquer jeito que eu puder ter você, Ana. De qualquer jeito que você me quiser, - eu digo com toda minha sinceridade. Ela é tudo que eu quero. Eu quero ser tudo que ela quer. Tudo que ela precisa. Eu quero ser digno de Anastasia. Eu quero ser o único homem que ela precise. Ela olha para mim confusa, boquiaberta, e pela aparência do seu rosto, ela tem uma tempestade de furacão de dor de cabeça se aproximando. Ela está tentando colocar a cabeça de volta ao redor de meu caminhão cheio de merda e pensando se ela quer mesmo tocar isto. - Você ainda está aqui, - eu digo suavemente esperando que ela fuja e nunca olhe para trás. Ela tinha o direito de fazer isto. Eu devia a ela esta informação. Eu não poderia ter vivido comigo mesmo se ela não soubesse todos os últimos cantos escuros da minha alma inútil. - Eu pensei que você estaria porta afora agora mesmo. - eu sussurro. - Por que, possivelmente, eu iria querer fazer isso? - ela me repreende com raiva. - Porque eu talvez pense que você é um psicopata por bater e foder com mulheres que se parecem com sua mãe? O que teria lhe dado essa impressão, Christian? - ela silva para mim castigando, fazendo-me branco. Eu mereço isso, é claro; mas ouvindo isto de Anastasia, machuca. Amor dói, porra! - Eu não teria dito exatamente assim, mas em suma, sim. - Eu consigo responder, perturbado. Eu percebo mais uma vez que Anastasia pode me machucar com palavras; mesmo que ela tenha soltado-as merecidamente, e não apenas com suas ações. Ela é a única quem tem a capacidade e potencial de me machucar mais de uma maneira; minha vida depende dela. Ela pode quebrar minha vida apenas deixando-me e construir-me apenas com um sorriso seu. Meu olhar está sobre Anastasia, sem piscar, inabalável e expectante. Eu a amo, caramba! Você me amará de volta e me construirá ou me deixará em uma ruína perpétua, Ana? Diga-me! Eu olho para ela suplicante. Ela suspira e balança a cabeça. - Eu estou completamente exausta, Christian. Podemos conversar sobre isto amanhã? Eu quero ir para a cama. Eu estou muito cansada. Huh? O que? Eu estava esperando ela acelerar fora daqui sem retornar. Surpreendido, chocado, feliz, eufórico e aliviado.

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II - Você não está indo? - Eu pergunto de uma maneira estúpida. - Você quer que eu vá? - ela pergunta, preocupada. Claro que não! Eu estava temendo a perspectiva; eu apenas tinha que ser sincero, abrir todo o caminho. - Não, baby! Eu não quero. Eu pensei... - eu fecho meus olhos com angústia, então abro meus olhos e olho nos dela desamparado, - Eu pensei que você me deixaria assim que soubesse do meu pior segredo. Ela olha para mim com amor, confusão e completa frustração. Eu a amo tanto! Meu coração é e sempre será de Anastasia... Quando se trata de Anastasia, eu a quero toda para mim do jeito mais egoísta. Eu sou ardente quando se trata de meus sentimentos por ela. Minha constante preocupação que ela um dia pensará que minha pancada de bagunça fodida é demais e me deixe está, invariavelmente, fazendo-me inseguro. Eu cometo erros com bastante frequência quando se trata de nosso relacionamento, porque isto é tudo muito novo para mim. Quando eu fico com raiva, que parece ser com frequência, eu me sinto fora do controle, apesar de que eu tento o meu melhor para me conter e lembrar a mim mesmo que punição está fora da mesa. E Anastasia pode lidar comigo e me acalmar como ninguém! Ela me conhece no meu pior, e mesmo assim ela ainda parece me amar. Frustrada sim, mas ela ainda me ama! Eu ainda me preocupe que ela me deixará. Ela me deixou uma vez, ainda que ela tenha declarado que me amava. - Não me deixe, por favor - Eu imploro num sussurro. Eu farei qualquer coisa; eu lutarei para continuar com ela. Ela me olha em seu olhar mais frustrado, apertando os olhos, e grita: - Oh, pelo amor de Deus, Christian! Mais uma vez, Não! Eu não estou indo a lugar nenhum! - Sua bronca é o mais bem vindo som de todo o mundo. - Mesmo? - Eu pergunto aliviado. Seu rosto toma uma expressão de sermão. Severo, determinado e decidido. - O que exatamente eu tenho que fazer para você entender e acreditar em mim que eu não irei fugir? O que eu posso dizer para fazer você acreditar? - ela pergunta exasperada. Há apenas uma coisa que ela pode fazer... Há apenas uma questão que ela pode responder. De fato, isto era algo que tem sido construído em minha cabeça, e eu estava esperando por melhores circunstâncias, mas, tem que ser agora. O medo aumenta novamente e o sentimento de indignidade é soberano. Mas, eu tenho um coração egoísta. Ele quer o que ele quer, o que ele 379

II deseja. O objeto de meu desejo está bem diante de mim. Eu engulo como se isso fosse uma meta inatingível, mas que eu iria morrer tentando. Eu engulo. - Há uma coisa que você pode fazer para eu acreditar, Anastasia, - eu digo. - O que? -ela estala perdendo a paciência. - Case-se comigo - eu sussurro. - Seja minha esposa. - Huh?- Ela parece estupefata. Isto não era o que eu estava esperando. Ela não tem certeza se ela me ouviu direito. Ela morde o lábio, forte. Não em contemplação, mas para parar ela mesma de rir! Rindo, pelo amor de Deus! Ela está rindo histericamente da minha proposta! Ela ri tanto, caí de costas no chão e ela está gritando de riso! Eu estou feliz que eu posso prover algum entretenimento, apesar de que não tenho certeza se eu quero meus sentimentos sendo fonte de ridículo. Ela está me ridicularizando? Minha proposta é apenas ridícula para ela? Seus braços estão cobrindo seu rosto, protegendo e tentando esconder suas emoções esmagadoras. Eu sei que ela teve um começo de noite difícil. Mas, vamos lá Ana, você está ferindo meu ego! Quando sua risada lentamente desaparece e o som da sua histeria se transforma em choro, eu levando seus braços do seu rosto. Ela se vira e olha para mim. Bem, ambos tivemos um começo de noite difícil. Eu viro minha mão para limpar suas lágrimas de suas bochechas. - Você acha a minha proposta de casamento divertida, Srta. Steele? – pergunto tentando esconder minha mágoa. Mas ela entende. De alguma forma ela entende. Sua mão se levanta e, gentilmente, acaricia minha bochecha e sente a barba por fazer. Eu inclino meu rosto para o toque dela. - Ah Sr. Grey. – ela suspire balançando a cabeça. – Christian, seu senso de oportunidade sem dúvida é... – ela pausa, - ... É, - ela diz incapaz de completar totalmente a frase, ainda procurando por palavras. Sorrio pra ela, mas somente pra benefício dela. Eu a quero da pior maneira. No entanto, ela não parece compartilhar meu sentimento. O fato é que me sinto rejeitado, negado e indesejado. É isolador, especialmente, quando eu chego nela e minhas mãos estão deixadas penduradas, vazias. Meus olhos me traem, traem meus sentimentos. - Você está me ferindo profundamente aqui, Ana. Você vai casar comigo? – peço quase ardentemente. Ela se senta e se inclina sobre mim. Assim que ela coloca as mãos nos meus joelhos, ela me encara nos olhos e suspira. 380

II – Piedade, Christian! Você sabe que noite eu tive! Eu encontrei com a sua ex-psicótica sub com uma arma apontada pra minha cabeça, você me expulsou do meu próprio apartamento, e apenas dentro das últimas poucas horas, você passou Cinquenta tons termonuclear em mim... – ela começa suas recriminações. Eu abro minha boca pra rebater, mas Anastasia levanta a mão pra terminar seus pensamentos. Fecho a boca pra deixa-la dizer seu pedaço. - Christian, baby, você só concedeu algumas informações muito chocantes sobre você mesmo e agora você me pediu pra casar com você. Francamente, eu estou um pouco sobrecarregada com tudo, - ela declara. Ela está certa, claro. Então, não é um sim, mas também não é um não. Eu balanço minha cabeça pra sua avaliação. – Sim, eu acho que é exatamente a situação. – eu concordo. Ela finalmente sorri pra mim e pergunta devolvendo minhas palavras. – O que aconteceu com atrasar a gratificação, Sr. Grey? - Superei bem esse conceito. Sou um defensor muito firme da gratificação imediata agora. Aproveite o dia, Ana, (Carpe diem, Ana)- sussurro. - Ah, Christian parece que nos conhecemos a pouco mais de três minutos. Mas há muito mais que eu preciso saber. Mas agora não é uma boa hora pra te dar uma resposta porque eu bebi muito, ainda estou com fome, estou além de exausta e, agora mesmo, eu só quero ir pra cama. Vou considerar sua proposta assim como eu considerei o contrato que você me deu, - ela declara. Então seu rosto assume uma expressão de desaprovação com seus lábios pressionados juntos em uma linha rígida. – É claro - ela murmura balançando a cabeça em desapontamento, - essa realmente não foi a proposta mais romântica. Ah! Tudo bem! Posso viver com isso. Não sou nada do que alguém que aprende rápido. Eu inclino a cabeça de lado e um sorriso cresce nos meus lábios. – Muito bem colocado como sempre, Srta. Steele, - eu respiro com alivio. – Então isso não é um não? – pergunto. Anastásia suspira com exasperação. – Não, Sr. Grey, como você corretamente observou isso não é um não, de qualquer forma, não é um sim também, - ela olha duvidosa de minhas intenções e acrescenta: - Você só está fazendo isso, me pedindo em casamento porque você está com muito medo e não confia em mim. Isso não é verdade, Ana! 381

II - Não, estou fazendo isso, estou pedindo pra você se casar comigo, pra ser minha esposa porque eu, finalmente, conheci alguém que eu quero passar o resto da minha vida junto, - digo com todo meu coração. A boca de Anastásia cai aberta. Eu consegui chocá-la mais uma vez essa noite. - Eu jamais pensaria que eu isso poderia acontecer comigo, encontrar aquele alguém especial, digo completamente apaixonado e sincero em meus sentimentos. Anastásia continua embasbacada pra mim. Ela pisca e, finalmente, encontra algumas palavras que ela pode juntar pra fazer uma frase que faça sentido. - Posso apenas pensar nisso, por favor, Christian? Também preciso pensar sobre tudo o mais que aconteceu hoje. Você uma vez me pediu fé e paciência. Bem serve pra você, Sr. Grey. Preciso que seja recíproco. – ela completa. Eu examino seu rosto, tentando ter certeza que ela não está me escovando pra fora e dizendo não. Uma vez que tenho certeza que não, sinto alívio, me inclino e com um gesto íntimo, prendo uma mecha perdida de seu cabelo atrás de sua orelha. Eu aceno a cabeça concordando. – Tudo bem Ana, eu posso viver com isso, - respondo. Ela está certa, é claro. Anastásia é toda flores e coração e, claramente, minha proposta não foi. Depois de beijá-la ternamente nos lábios, eu murmuro, - Você não achou que isso foi tão romântico, huh? – ela balança a cabeça repreendendo em negativa. – Você quer corações e flores? – pergunto suavemente, sabendo sua resposta. Ela acena com a cabeça e eu sorrio com alívio. Então, ela vai seriamente considerar minha proposta. Eu poderia dar cambalhotas de alegria aqui! Tudo bem, tudo que eu tenho que tenho que fazer é encontrar uma maneira de soprar sua mente pra longe... corações e flores, corações e flores, corações e flores para Ana. - Está com fome? –pergunto. - Sim, - ela responde. Ah, merda! Ela esteve com fome esse tempo todo? Incomoda-me que tenha e ela bebeu também! - Você não comeu, - eu declaro o óbvio. Olho pra ela friamente, reprovando. Por que ela bebeu excessivamente sem comer? Eu já disse pra ela antes. Minha expressão endurece conforme estreito meus olhos pra ela. - Claro que eu não comi, - ela diz se sentando de volta em seus calcanhares, braços cruzados, pronta pra brigar comigo. – Foi um pouco difícil pensar em comida depois de ter sido jogada pra 382

II fora do meu próprio apartamento pelo meu próprio namorado, que estava intimamente interagindo com sua ex sub, o que eu acredito que, substancialmente, suprimiu meu apetite. - ela responde friamente com um olhar impassível. Ela está certa, claro. Eu não quis comer também quando a Sra. Jones me perguntou se eu queria o meu jantar. Eu levanto e proferindo minha mão para Anastasia, eu a puxo pra ficar de pé. - Tudo bem, então, deixe-me fazer alguma coisa pra você comer. - Ah, - ela geme. – Eu não posso apenas ir pra cama e dormir? – ela diz sua mão ainda na minha. Eu não consigo evitar isso. É difícil pra mim, saber que ela está com fome. Eu não posso mandá-la pra cama sem comida. - Não, baby. Você está com fome e precisa comer. Vamos, - eu digo e a guio para a cozinha, colocando-a em cima da banqueta do bar. Eu faço meu caminho para geladeira em esperança de encontrar alguma coisa que desperte seu interesse. - Ah Christian, eu não me sinto mais tão faminta, - ela diz. Claro que você está, baby. Então eu ignoro suas reclamações. - Você gosta de queijo? – pergunto. Alguma coisa light. - Não a essa hora, - ela responde. - Que tal pretzels? - Frio da geladeira? Não obrigada, - ela diz bruscamente. - Você realmente não gosta de pretzels? – me viro e pergunto pra ela sorrindo. - Eu não gosto deles às onze e meia da noite. Vou pra cama agora, Christian. Você pode remexer a geladeira toda se quiser. Eu estou muito cansada, tive um dia muito longo e muito interessante. A propósito, este é um dia que eu gostaria de esquecer rapidamente, - ela diz escorregando da banqueta pra sair. - Espere! E que tal macarrão e queijo? – é uma comida reconfortante. Eu levanto uma tigela contendo um delicioso macarrão e queijo feito em casa, olhando esperançoso que ela possa dizer sim. Ela para em seu caminho. – Você gosta de macarrão e queijo, Christian? – ela pergunta como se essa fosse uma ideia 383

II impossível. Quem não gosta? - Gostaria de um pouco? – pergunto esperançoso. Não posso evitar. Eu tenho que prover pra ela. Eu tenho que sentir que estou cuidando dela. Depois de toda a merda que veio a ela hoje, eu quero fazer uma coisa positiva para me fazer sentir que fiz algo em seu benefício. Ela não foi para a cama... Ainda não. - Presumo que você sabe como usar um micro-ondas então? – ela diz em tom questionador. Sim, eu tenho loucas habilidades com o micro-ondas. Eu posso socar os números como ninguém! - Sim, se está em uma embalagem eu, normalmente, consigo fazer alguma coisa com isso. Por outro lado, eu tenho problemas com comida de verdade. – Ela ainda está parada, então, antes que ela se lance pra fora da cozinha eu começo a posicionar os jogos americanos pra nós dois. - Está muito tarde, - ela murmura. - Você não tem que ir trabalhar amanhã. Por favor, não vá, - imploro com ela. - Ah Christian, eu tenho que ir para o trabalho amanhã. Meu chefe está indo pra Nova Iorque amanhã. – O bastardo! Eu franzo a testa. - Você quer ir à Nova Iorque este final de semana? – pergunto. Ela balança sua cabeça em negativa. – Realmente não. Eu chequei a previsão do tempo e deve chover esse fim de semana. – Tudo bem. - Bem, então, o que você gostaria de fazer no fim de semana? – pergunto. Pego o macarrão e queijo do micro-ondas depois que aqueceu. Anastasia suspira. - Eu apenas quero seguir um dia por vez pra começar. Toda essa agitação é exaustiva, - ela declara, levantando uma sobrancelha. Eu sei. Elena e Leila. Eu não sei o que eu faria se fosse um dos exes dela. Eu enlouqueceria, com certeza. Eu sirvo algum macarrão e queijo pra nós dois, e coloco os pratos nos jogos americanos no balcão de café da manhã. - Sinto muito por Leila, - digo desgostoso. - Por que você sente muito, Christian? – ela pergunta genuinamente. Dou um encolher de ombros. 384

II – Eu sei que isso foi um choque terrível, você encontrando Leila em seu apartamento daquele jeito, - digo estremecendo. – Taylor fez varredura ele mesmo no apartamento mais cedo, e ele está devastado, - confesso. - Eu não o culpo, não é culpa do Taylor, - ela diz. - Eu não o culpo também. Taylor esteve fora procurando por você, - eu digo a ela. - O que, sério? Por quê? – ela pergunta genuinamente. Ah, baby! Você sabe como eu fiquei chateado, como fiquei devastando descobrindo que você não voltou pra cá? - Eu não sabia pra onde você foi. Sua bolsa e telefone estavam no SUV. Eu não tinha jeito de rastrear você, - digo deixando o fato que eu tentei rastrear Ethan de fora. Não tem necessidade de assustar ela ainda mais essa noite. – Pra onde você foi, Ana? – pergunto suave, mas com uma ameaça corrente. Minha mente estava correndo livre sabendo que ela estava com Kavanagh que tem olhos para a minha namorada. - Ethan e eu fomos ao bar do outro lado da rua. Dessa forma eu podia observar o que estava acontecendo. – ela diz simplesmente. A realização desce em mim que ela esteve me vendo carregando Leila afetuosamente em meus braços. Ela tinha me visto entrando no carro de Flynn. - Eu vejo, - digo. Posso ver sua postura mudar e embora ela esteja tentando ser indiferente, ela é tudo menos isso. – Então o que você fez com Leila em meu apartamento? – ela pede. Eu sei Anastasia, você é ciumenta como eu sou. Eu não quero que ela perca as estribeiras. - Você realmente quer saber? – pergunto. Ela lentamente deixa seu garfo no prato, fecha seus olhos brevemente em dor e quando ela olha pra cima há tristeza neles. - Sim, - ela mal sussurra. Eu não estou certo se eu devo falar sobre isso. Eu sei que eu vou me arrepender disso. Argh! Dou um gemido interno, minha boca em uma linha plana. Estou hesitante. Eu devo me chutar por isso mais tarde. - Nós conversamos e eu dei banho nela e a vesti com suas roupas, - digo em um sussurro ríspido. Ela está tão quieta. Isso não pode ser bom. Muito chocada, muito inexpressiva. – Espero que você não se importe, Ana, porque ela estava muito imunda. – Oh Deus! Seus olhos

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II estão nadando em lágrimas e ela mal consegue se segurar em sua dignidade. Sua mandíbula fecha apertada, e ela parece que vai soluçar. Merda! Merda! - Isso é tudo que eu podia fazer por ela, Ana. - eu imploro para ela para fazê-la entender. - Você ainda tem sentimentos por Leila? – ela pede mal se segurando em sua sanidade. - Não! Não! – eu não fiz isso por ela porque eu tenho sentimentos por Leila. Eu fiz isso porque eu senti responsabilidade pelo seu estado atual. Eu queria acertar alguma coisa que eu possa ter feito de errado. Concertar meus erros mesmo que um pouco. Anastásia se vira pra longe de mim como se ela não pode suportar me ver, como se eu fizesse ela enjoada. - Ana, vendo Leila tão completamente quebrada, desgrenhada, meio louca, e tão diferente dela mesma antigamente... – eu não sei como finalizar a frase. – Eu só me importo com ela como um ser humano se preocupa com outro. Não do jeito que você pensa, - digo encolhendo, relembrando como ela é a fração da mulher que ela costumava ser. Anastásia não está nem mesmo me olhando, muito sobrecarregada e tão distante. Eu não aguento isso... - Ana, por favor, olha pra mim, - imploro. Mas ela não olha. Seu corpo rígido, tenso como um arcoflecha pronto pra disparar. De repente ela estremece violentamente. Ah não! Eu causo em todos que eu toco! - Ana… - é tudo que posso gerir. - O quê? – ela diz bruscamente, relutante em falar comigo, incapaz de me olhar. - Não, Ana. Isso não significa nada. Era só como tomar conta de uma criança quebrada, destruída, eu tento explicar. Talvez, parte de mim estava tentando concertar a criança em mim que foi negligenciada. O que eu queria que as pessoas fizessem por mim quando eu estava naquele estado quando criança. Ela não diz nada. Pegando seu prato, ela anda para o lixo e raspa o conteúdo. - Ana? – peço na esperança que ela responderia. Ela só deposita seu prato na pia. Ela está saindo outra vez. - Ana, por favor, - eu pleiteio com ela apenas olhar pra mim. Ela gira em volta como uma top e me encara, agonia está escrita por todo seu rosto. Ela está psicologicamente e emocionalmente exausta. – Apenas pare Christian, - ela grita cansada de me ouvir. 386

II - Apenas pare com essa porra de ‘Por favor, Ana’! – ela me repreende assim que suas lágrimas caem pelas suas bochechas. Ela está ofegando por ar como se eu tivesse dado um soco nela. O peito dela está subindo rapidamente pra cima e pra baixo. Seu rosto está destruído, lábios trêmulos e seus olhos estão nublados com a investida de suas lágrimas. - Estou além do meu limite de toda esta merda que você distribuiu pra fora em mim hoje. Eu vou pra cama. Estou psicologicamente e emocionalmente cansada. Apenas me deixe. – ela diz e se vira e se atira para o quarto. Estou completamente chocado com sua reação. Eu tenho feito o que tenho que fazer e eu sei que meu passado fodido é carregado de merda, e isto está colidindo com tudo, bem, com a única pessoa que realmente importa pra mim e estou magoando ela. Eu não quero machucá-la e, ainda assim, eu estou fodendo tudo de novo. Eu fiquei com ciúmes quando ela saiu com Kavanagh. E ela só saiu para uma bebida depois que eu a chutei pra fora do seu apartamento. Eu poderia aguentar se ela tivesse lavado o Kavanagh nu? Eu ficaria louco, insano! Ela parecia que tinha envelhecido dez anos nas últimas quatro horas. Última coisa que eu ouço é ela tendo soluços no caminho para o quarto. Eu tenho que compensá-la. Eu tenho que fazer ela me perdoar. Pelo menos aliviar sua dor. Eu não posso ir tentar concertar Leila e deixar a única mulher que eu realmente amei ficar quebrada assim. Eu sou o pior tipo de namorado! Que tipo de homem ama sua mulher e a coloca em miséria assim? Eu rapidamente ando atrás dela. Eu paro depois da entrada do meu quarto. Os tristes sons que estão ecoando pelo banheiro são agonizante, estranhos, não como se ela estivesse chorando, mas como sua alma estivesse picada, instantaneamente rasgando meu coração em pedaços. Eu rapidamente entro no banheiro e encontro Anastasia em colapso no chão, seu corpo inteiro está sacudindo e arfando em uma alto consumida miséria. Eu caio no chão rapidamente e a puxo para os meus braços. - Hey, Ana, - eu digo em uma voz chocada. Eu quero chorar com ela aqui, mas eu tenho que ser forte pra ela. – Por favor, não chore, baby, por favor, Ana, - eu imploro pra ela. Eu a seguro em meu colo como uma criança. Ela, finalmente, envolve seus braços em volta do meu pescoço e seus soluços estão enterrados em meu pescoço, suas lágrimas fluindo por meu peito, resfriando conforme correm pra baixo, me embebendo e me cobrindo com sua miséria. Eu embalo ela como um bebê, tentando acalmar seu sofrimento, alisando seu cabelo e suas costas. - Eu sinto tanto, baby... – sussurro repetidamente. – Eu sinto muito. – eu seguro ela apertado, tento tirar a dor que eu tenho infligido nela, embora como se pudesse curar a alma de alguém quando a sua própria é uma que está picada em primeiro lugar? Ela chora forte, derramando sua miséria, lavando sua alma com as lágrimas. Sua miséria é a minha miséria. Até mesmo o que eu fiz para Leila estava fora de culpa, segurando o pedaço da humanidade que eu tenho, tentando acertar o que eu possa ter feito de errado no passado, isso foi cruel para Anastasia e não importa o que eu faca, a machuca. Sentamos no chão 387

II segurando um ao outro, cobertos com nossa miséria coletiva e individual. Eu seguro e embalo ela até depois de sua última lágrima chorada e, finalmente, cambaleio de pé com Anastasia em meus braços ainda a segurando forte. Eu ando pro meu quarto, carregando-a e a coloco em nossa cama. Finalmente, dispo minhas roupas e deito do lado dela apagando a luz. Puxo Anastasia em meus braços apertado, nunca a deixando ir, e se ela tem que ficar miserável e chorar, eu quero ser o único abraçando e confortando-a. Nós podemos ser miseráveis juntos. Com luzes apagadas, preocupação com peso em minha consciência, que deriva fora para um sono perturbado, e meus pesadelos atormenta-me, me dando boas-vindas.

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II Capítulo XVI O apartamento pequeno está cheio de fumaça. Está me sufocando. Meus olhos estão marejados e eu começo a tossir. Fecho os punhos de minhas pequenas mãos e esfrego meus olhos com força. Isso só machuca meus olhos ainda mais. Ele ainda está sentado à mesa com as cadeiras incompatíveis. Ele sopra uma golfada de fumaça no ar, fazendo de seus lábios um pequeno cachimbo, empurrando a fumaça num ritmo lento. A fumaça do cigarro sai correndo e faz uma pequena nuvem acima dele. Ele está segurando o cigarro na mão e olhando ao redor. Ele joga as cinzas sobre o chão da cozinha, onde ele foi fumar. - Não há nenhuma porra de cinzeiro nessa merda de lixo! - ele grita com minha mãe. Estou com medo, mas eu faço de conta que estou brincando com meu carrinho no chão. As rodinhas estão faltando e a pintura está riscada. - Vroom! Vroom! - Eu finjo dirigí-lo. - Cala a porra dessa boca, seu merdinha! - ele grita. Eu olho assustado e grito "mamãe". Mas a sua grande mão pega meu braço e meus pés saem do chão. Eu largo meu carrinho, que se espatifa no chão e bate no armário sujo e para. - Estou farto desse pirralho! Você tinha que ficar grávida e ter esse merda! - Diz ele, puxando minha camisa aberta e pressionando a ponta do cigarro na minha barriga. Eu grito com a dor. Eu grito para mamãe me ajudar. - Mamãe! Mamãe! Ajuda-me! Mas mamãe só fica olhando. Ela não vai vir e ela não vai me ajudar. Ela está chocada em seu lugar com o pânico em seu olhar. Ela tem medo do homem. Ela dá um passo, mas ele grita com ela. - Sente seu rabo antes que eu o coloque abaixo dos meus pés. Você quer ser fodida na frente do seu filho? - Mamãe para. Ela não diz nada. Ela se senta. Mamãe não vai me ajudar. Eu grito com a dor. - Cala a boca! Cala a boca! Cala a boca! - ele grita mostrando seus dentes amarelados. Estou machucado. Ele pressiona a ponta do cigarro com força na minha barriga. Isso faz um som de chiado. Está me queimando! Eu tento empurrar a mão dele com as minhas e continuo gritando. Mas ele segura ambas minhas mãos e bate no meu rosto. Eu choro forte. - Não! Não! Mamãe me ajuda! - Mas mamãe não vem. Ela está sentada com a cabeça abaixada. Ela cobre os ouvidos. Ele me joga no tapete verde sujo. Eu me enrolo e cubro minha barriga. Ele queima, mamãe! Ele queima.

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II - Ele ainda está gritando, porra! Cristo! Cala a porra da boca desse moleque! - Ele anda por cima de mim e me chuta com sua bota! A última coisa que eu vejo é um pedaço sujo de chiclete na sua bota grande, batendo na minha barriga já machucada. Eu grito com a dor! Não me machuque mais! Ele tira o seu cinto. Desce até o chão. Me pega pela minha perna e me joga no sofá ao lado de mamãe. Puxa meu calção para baixo. Quando o cinto acerta meu bumbum eu grito com força! - Christian! Christian! Acorda! - Alguém me sacode. Eu abro meus olhos perplexos, assustado. Meu corpo inteiro está tenso, meus olhos vagam, minha mente ainda está tentando voltar do pesadelo e minha garganta está seca e rouca de tanto gritar. Minhas mãos correm ao redor da cama e voltam vazias. Por um minuto eu estou com medo no meu âmago de perceber Anastasia ausente de nossa cama. Minha respiração é áspera, meus olhos rapidamente escaneiam ao redor do quarto que está desprovido de sua presença, até que eu a encontro ao lado da cama. - Você saiu! - Eu acuso, meio murmurando - você saiu, você devia ter saído. - Eu digo com os olhos arregalados, com medo ainda. Os olhos dela mostram um olhar preocupado. Ela se aproxima de mim. - Estou aqui. - ela sussurra tentando me tranquilizar. Sua mão se estende para acariciar meu rosto, reconfortando e tentando me acalmar. Minha respiração ainda está irregular por causa do pesadelo horrível. - Você tinha... Ido. - eu sussurro roucamente, ainda assustado. - Eu apenas fui pegar algo para beber, eu estava com muita sede. - ela diz. Depois de ter aquele horrível e sempre repetido pesadelo, achando que ela se foi e pensando que ela me deixou pra valer, me encontrei sentindo-me tão vazio e abandonado. Vê-la me alivia apenas uma fração de segundos. - Você está aqui. Oh, graças a Deus. - dou um suspiro de alívio. Imediatamente a puxo para mim e coloco-a na cama segurando-a com força, como se ela pudesse voar. - Eu apenas fui pegar uma bebida, Christian. - ela sussurra com a voz suave. Mas meu coração não vai se acalmar. Está batendo forte, tentando fugir do meu corpo. Tum-tum, Tum-tum, Tum-tum, batendo forte! Cavalo branco... Cavalo vermelho... Cavalo preto... Cavalo bege... Branco, vermelho, preto, bege... Eu não consigo acalmar meu coração batendo loucamente rápido, correndo com os quatro cavaleiros como portadores do sinistro apocalipse. Eu abraço Anastasia bem junto a mim. Mais perto ainda. Eu para seu rosto, examinando-a. Certificando-me que ela não tinha a intenção de fugir para longe de mim. De nós. Eu não posso suportar. Ela vê meu medo em meus olhos assustados e começa a acariciar ritmicamente meu cabelo e meu rosto. Minha respiração ainda é

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II forte, ainda com medo e a luz da luminária no quarto não corre atrás da escuridão que cobre minha alma desolada como marujo. - Por favor, Christian, eu estou bem aqui. Eu não estou indo embora... Eu não vou a lugar nenhum ela sussurra em um tom suave repetidas vezes, até que penetra pela fresta em minha alma. - Oh, Ana - Eu respiro com a voz rouca, finalmente ciente de sua presença aqui comigo, me purificando e de repente eu quero senti-la mais perto. Eu agarro seu queixo e seguro Anastasia no lugar e cubro seus lábios com os meus, beijando-a profundamente e forte, em um beijo que tudo consome. Eu quero sentir sua presença, eu quero senti-la toda. Meus lábios trilham de sua orelha ao seu pescoço e de volta para seus lábios, mordendo-os, separando-os com meus dentes. Minhas mãos viajam por todo seu corpo. Coloco minhas mãos sob minha camiseta que ela está vestindo e levanto-o alcançando seus seios, acariciando e beliscando seus mamilos, fazendo-a gemer. Minha outra mão move-se para seus quadris e seu torso, sentindo os contornos de seu corpo. Ela está se contorcendo em igual paixão e me puxando pra ela, gemendo de prazer. Eu preciso dela. Eu preciso senti-la. Eu preciso saber, eu preciso sentir que está comigo e que ela me quer. O desejo que tenho por ela é imensurável. - Eu quero você - eu respiro em sua boca entre beijos. - Eu estou aqui para você, Christian. Só pra você, baby. - ela diz e suas palavras são minha perdição, indo pro meu coração e viajando para minha alma, aliviando a dor que tem ocupado desde a noite passada, fazendo-me gemer de dor, necessidade e desespero. Ela pega a barra da minha camiseta e puxo-a, eu tiro para ela e jogo a camiseta para um canto do quarto. Eu a quero nua. Não quero nada entre nós. Eu me ajoelho entre suas pernas e a puxo para sentar-se e arranco sua camiseta lançando-a longe. Eu a quero com uma intensidade que eu nunca senti antes. É atado com querer, vontade e amor, mas não é só sexual, é uma necessidade primordial. Eu devo senti-la para me sentir uma pessoa completa novamente. Não quero sentir como se uma parte de mim estivesse faltando. Ela me completa... Eu preciso dessa conexão. Eu preciso disso mais do que qualquer coisa agora. Minhas mãos alcançam seu rosto e moldando-as eu começo a beijá-la expondo minha necessidade para ela. Nós afundamos na cama, Anastasia em mim, enquanto eu me deito por cima dela. Minha coxa está entre as dela, e minha ereção crescente está a empurrando através do meu calção, querendo-a, reclamando-a. Isso é diferente de qualquer outro momento. Esta é uma afirmação do meu amor por ela, mas também para pedi-la para afirmar seu amor por mim. Depois de toda essa merda que passamos juntos, eu preciso ter seu amor para me reafirmar. Minhas mãos estão em todo seu corpo e meus lábios estão indo do seu rosto, para seu pescoço e de volta aos seus lábios. Tentando consumir sua boca, invisto minha língua dentro dela. Ela entra suave na minha. Instantaneamente eu a sinto ficando rígida, distante e fria. Ah, não! 391

II - Christian, pare por favor! - ela sussurra em minha boca. Não baby, não, por favor! - Pare! Eu não posso fazer isso, Christian - ela diz, me afastando. Pra longe dela. Ela nunca tinha feito isso antes! Ela não me quer! Isso me mata por dentro que ela não possa me desejar mais, mesmo que seja apenas nesse momento. - O quê? Ana, não... O que há de errado? - Murmuro sem parar. Eu continuo beijando seu pescoço e traço minha língua até sua garganta com o mais leve dos toques, do jeito que ela gosta e normalmente ela responde extremamente selvagem. Mas ele não está funcionando para ela... Não! Por favor! Baby! Não me negue! - Não, Christian, por favor. Eu não consigo fazer isso... Eu apenas não posso, não agora. Dê-me algum tempo... Eu preciso de algum tempo, por favor. - ela suplica ainda me afastando. Eu sei que tudo isso é a porra que eu botei pra fora anteriormente para ela. Minha mãe biológica, as garotas com cabelos castanhos, Leila, eu sendo 50 tons nela. - Por favor, baby, não pense demais nisso. - eu sussurro em seu ouvido, sem quebrar a conexão. Se eu parar, vou enlouquecer com a intensidade da minha necessidade por ela. Eu chupo ligeiramente o lóbulo de sua orelha, sabendo que tem uma linha direta para sua libido. - Ah! - Ela geme. Graças a Deus! Seu corpo está em sintonia com o meu, conectado mais fortemente comigo do que com sua mente. Seu corpo me quer embora sua mente diga que não. Ela levanta os quadris para mim enquanto suas mãos estão me empurrando pra longe dela. - Eu sou o mesmo, Ana. Tudo o que eu sei é que eu te amo e eu preciso de você desesperadamente. Me toca... Por favor, Ana! - eu imploro sabendo que ela não consegue resistir me tocar. Eu tenho que dar isso a ela. Eu preciso dessa conexão pra sentir... Estar apto para sentir de novo. Eu não quero me sentir estarrecido, que é o que eu sentirei sem ela. Estarrecido, incapaz de sentir, dentro e fora. Eu pairo sobre ela, olhando-a para que me permita amá-la, abraçá-la. Eu quero que ela me queira. É pedir muito? O pensamento de Anastasia não me querendo é insuportável. É angustiante. Meus olhos traem minha preocupação. Eu sei que ela sempre quis me tocar. Mesmo que o pesadelo seja recente, a dor de ser tocado, o medo elevando sua memória horrível dentro de mim, eu quero fazer isso por ela. Ela aproxima sua mão hesitante. Coloca a mão suavemente sobre os pelos do meu peito. Eu suspiro como se ela estivesse segurando um punhado de brasa na palma da mão, me queimando. Eu fecho meus olhos com a renovada sensação da dor. É só a afefobia, só o medo de ser tocado. Essa é a Ana...Essa é a Ana... Essa é a minha Ana... Eu mantenho a lembrança na minha cabeça, tentando manter o medo longe. Sua mão está me tocando todo, movendo para meu ombro sem perder a conexão com minha pele. Eu mal posso respirar. Meu corpo treme e estremece com seu toque. Eu não sei se é mais de dor ou um pouco de prazer. Suas mãos se movem sobre meus

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II ombros e viajam sem quebrar a conexão. Solto um gemido. O prazer da dor estrangulada soa como algo que nunca tive antes. Eu tenho que tê-la, superar esse medo. Essa é a Ana! Minha cabeça afunda em seu pescoço, meus lábios começam a trabalhar chupando, beijando, beliscando e mordendo levemente, traçando seu pescoço pra cima e pra baixo, seu queixo, acariciando seus lábios, nariz e de volta para seus deliciosos lábios. Meus lábios cobrem os dela de uma forma possessiva, exigindo passagem, exigindo reciprocidade. Minha língua avança em sua boca possuindo e explorando, reclamando novamente por ela enquanto minhas mãos estão trilhando e querendo possuir todo o seu corpo. Eles movem para cada lado seu, trilhando até seus seios. Em seguida, eu quero ter seus mamilos em minha boca, sentir o cheiro da sua pele e deixá-la me intoxicar o corpo e a alma. Minha boca viaja descendo para seu esterno e meus lábios percorrem a curva suave de seu seio, vagarosamente beliscando e chupando... vitória! Eu alcanço o pico de seu excitado seio. Enquanto eu consumo seu mamilo em meus lábios, meu toque manipula e sensibiliza seu mamilo enquanto meu polegar e dedo indicador captura o outro mamilo, esfregando e alongando-o habilmente. Quero que Anastasia me distraia de meus medos, me influenciando, mostrando-me o caminho para sair de minha miséria, levando-me pra luz... sua marca de luz e dizer-me que me ama, realmente verdadeiramente me ama, com todos os meus tons fodidos. As mãos de Anastasia viajam para minhas costas, memorizando a forma dos meus músculos, constantemente em movimento, me puxando, tocando e bebendo com uma sede insaciável. Suas mãos estão em todo lugar, nas minhas costas, peito e ombros. Essa é a primeira vez em toda minha vida, que alguém me tocou assim... Eu não conseguiria suportar antes. Isso nunca foi uma possibilidade para mim, porém com Anastasia tudo é possível. Ela é meu mais... Ela é minha esperança, ela é minha amante e ela é a minha mulher de todas as formas! O pensamento disso me dá um sentimento grandiosamente possessivo e meus lábios apertam mais o outro mamilo, sugando-o e puxando-o. O corpo de Anastasia levanta para encontrar o meu, unindo-nos enquanto seus dedos começam a trilhar e suas unhas começam a cravar nas minhas costas, me fazendo suspirar e gemer de dor misturada com medo e um prazer insuportável, pois a intensidade do que é novo é indescritível. - Porra! Ah...Porra! Ana!! - Digo gemendo, todas as emoções percorrendo em mim, engasgando-me no meio de um grito de agonia e gemido de prazer. Ela está ofegante em resposta aos meus gemidos e nossa respiração é sincronizada, correspondendo e competindo em desejo. Eu percorro minha mão até seu umbigo e para baixo em seu sexo, acariciando-o e enquanto meus dedos entram dentro dela, a sensação é esmagadora, fazendo-me gemer. Meus dedos se movem em movimentos circulares dentro dela, e sua pélvis se levanta para encontrar minha mão, fazendo com que a palma de minha mão fique diretamente contra seu sexo, articulando meus dedos 393

II profundamente. Ela me quer e eu tenho que tê-la. Sento-me imediatamente, retiro minha cueca boxers e viro-me para Anastasia buscando sua permissão. Eu pego um pacote de camisinha e enquanto eu o entrego a Anastasia, estou buscando sua aprovação. - Você quer fazer isso, Ana? Eu respiro. - Você quer, baby? - Eu procuro seu rosto. - Você sabe que você ainda pode dizer que não... Você sempre pode dizer que não. - Eu digo a ela lembrando-lhe que ela é a única com todo o poder. Ela olha pra mim, o desejo ainda correndo por seus olhos ardentes, possivelmente combinando com a intensidade do meu. - Christian, me dê a chance de pensar, eu só quero você. - ela diz enquanto rasga o pacote e com as mãos trêmulas ela tenta enrolá-lo para o meu comprimento, tomada pela emoção. Os sentimentos e o desejo que tenho por ela estão transbordando até a borda e o toque de suas mãos trêmulas acrescenta ainda mais, fazendo o desejo exceder. - Quieta Anastasia! Ou você vai acabar comigo! - eu respiro. Minhas mãos passam por cima dela, e a conexão aumenta a força entre nós. Eu a agarro e rolo com ela deixando-a em cima de mim. Estou deixando-a assumir o controle, deixando-a saber que ela me possui tanto quanto eu a possuo. - Você... Assuma-me. - Eu sussurro roucamente com toda a intensidade do meu desejo. Enquanto eu a agarro em seus quadris, ela assume o comando e lentamente, vagarosamente me enterra dentro de seu sexo e o sentimento, a conexão é esmagadora, satisfatória e calmante, tudo isso ao mesmo tempo. Ela se inclina e me beija. Eu fecho meus olhos deleitando-me com a sensação dela. Ela corre seus dentes ao longo da minha mandíbula, sentindo a velha sensação da minha barba por fazer, deixando-me arranhar seus lábios. Eu a amo tanto... - Ana - eu respiro - Toque-me...Por favor. - Eu imploro. Eu preciso dessa conexão. Em um nível mais profundo, eu tenho sido o desejo ardente, ansiando por suas mãos em mim, mas os medos, a minha alma pessoal, dolorosamente, atormentada sempre me impediu. Anastasia apenas se inclina para frente e me toca plenamente. A sensação é torturante, mas eu tenho que senti-lo. É tanto meu veneno quanto meu antídoto. Ele tanto dói quanto cura. Ele constrói minha resistência. Um gemido escapa de meus lábios - Aaahh! enquanto ela corre com suas unhas sobre meu peito, e eu me empurro dentro dela mais profundamente. Eu tenho que ter controle, eu tenho que sentir o controle! O medo e a dor são irresistíveis. Eu rapidamente me movo e coloco Anastasia abaixo de mim e estou estendido sobre ela, sentindo-me no controle mais uma vez, mas suas mãos ainda estão conectadas ao meu peito. Estou à beira da minha resistência e eu tenho que fazê-la parar de me tocar. Meus medos estão 394

II crescendo como uma torrente e eu estamos à beira de permitir que um soluço escape de meus lábios. Eu não posso usar palavra de segurança com Anastasia. Nós somos amantes. Amantes não usam palavras de segurança uns para os outros. Eu lembro a mim mesmo. - Chega, por favor Ana! - Eu rogo gemendo - Pare por favor! - eu imploro, finalmente rompendo a barragem e as lágrimas começam a rolar silenciosamente por sua própria vontade. Anastasia alcança meu rosto e suavemente acaricia minha bochecha, distraidamente enxugando as lágrimas. Suas mãos puxam meu rosto para baixo e ela encontra meus lábios no meio do caminho, beijandome, suas mãos viajam para minhas costas. A prazerosa dor está de volta, mas é suportável. Eu suspiro e gemo e movo-me dentro dela com força. Empurrando e girando, mas ela não irá me satisfazer, ela não irá se soltar. Ela está ficando muito envolvida em suas preocupações novamente e eu preciso dessa liberação. Ela tem que estar comigo. - Deixe-se levar, Ana - Eu tento persuadi-la. - Não! - Ela diz ainda chateada, se afastando. É uma batalha de vontades. - Sim! - Eu rosno com uma profunda voz áspera. Ela está mentalmente se bloqueando e ela não irá se deixar levar. Ela não consegue encontrar sua libertação. - Deixe-se levar! - Eu insisto. Ela está se agarrando e seu rosto a trai, preocupação, apreensão, reservas da noite passada, tudo desordenado em seu olhar. - Sou apenas eu, baby... Vamos lá! Eu preciso disso! Dê pra mim! - Eu insisto enquanto eu mudo e giro meus quadris ligeiramente e giro e empurro e seu corpo finalmente sincroniza com o meu e ela atinge seu clímax. Seus músculos internos se contraem em torno do meu comprimento, apertandome, pedindo-me ao meu clímax e eu gozo chamando seu nome alto, como um grito de guerra... como se nós dois ganhássemos alguma coisa sobre nossas mentes. Eu desmorono em cima dela com meu peso empurrando-a mais profundamente no colchão e continuamos abraçados, apegados como uma camisa estática no corpo enquanto os tremores percorrem um no outro com nossa conexão. Sinto-me saciado e a preocupação momentaneamente deixando-me enquanto estou deitado com os braços de Anastasia ao meu redor, segurando-me e mimando-me. Ela acaricia meu cabelo suavemente e amavelmente. Suas bochechas estão rosadas, ela está praticamente brilhando, e vêla assim facilita minha respiração, acalmando meu coração. E enquanto estou deitado em seu peito - Nunca me deixe! - eu sussurro. Eu sinto seu pescoço estender-se para trás involuntariamente. Ela só rola a cabeça para trás quando ela está revirando os olhos pra mim. Eu sorrio com sua reação. - Estou plenamente consciente de que você está revirando os olhos pra mim. - Eu murmuro. 395

II Ela fica surpreendida por um instante, mas sussurra de volta com admiração - Você me conhece muito bem, Christian. - Eu gostaria de conhecê-la melhor, baby. - Digo o mesmo pra você, Grey. - Ela diz. E então, ela pergunta curiosamente. - Qual foi o seu pesadelo que te fez saltar para fora de seu corpo? Expiro como se para expelir o ar tóxico para fora do meu corpo. - É o pesadelo de sempre. - sussurro. - Que é qual? Diga-me - Ela sonda. Devo dizê-la? Não é que eu não queira que a Anastasia saiba mais de mim. Deus sabe que eu já disse o pior. Mas isso... Essa porra de pesadelo ainda me machuca. Ainda parece real. Mas eu não posso deixá-lo vencer. Não posso deixar o cafetão ganhar depois de tantos anos. Eu não posso deixar que ele tenha essa parte de mim... Eu não sou mais uma criança, desamparada, ainda que me sinta indefeso. Eu não sou o mestre do meu próprio universo? Muitas pessoas dependem de mim pra sobreviver e um homem desprezível que abusou de mim ainda fica atormentando minhas lembranças de horror. Eu engulo e decido expulsar esse veneno de uma vez por todas. Mas meu corpo fica tenso e eu suspiro longamente e fortemente. - Nesse sonho, eu tinha cerca de três anos de idade e o cafetão da prostituta drogada está lá no apartamento, zangado como louco novamente. Então de novo, ele parece estar zangado com alguma coisa o tempo todo. Ele está fumando um maço, um atrás do outro. A sala está nublada com fumaça, difícil de ver ao redor. Mas estranhamente eu lembro que ele não consegue encontrar um cinzeiro. O fogo do inferno está queimando dentro de mim, mas meu corpo estremece consideravelmente. Anastasia para de respirar como se ela sentisse a mudança na resposta do meu corpo sobre o pesadelo. Eu fecho meus olhos lembrando-me da dor, a queimadura, do jeito que eu gritei e tentei apagar a ardente e marcante chama e não fui capaz de fazer. Não recebendo qualquer ajuda da prostituta viciada que só ficava sentada lá me olhando perplexa. Ela não vai me confortar, seu próprio filho ou me pegar, apenas me encara com olhos assustados. Eu não consigo palavrear o pensamento. É muito doloroso. - Lembro-me da dor. Doeu muito. A dor e o fato de que ela não fez nada para impedi-lo, isso é o que os meus pesadelos são. - eu reitero amargamente. Anastasia automaticamente aperta seu abraço em mim, tentando me tranquilizar e se envolve ao

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II meu redor, suas pernas emaranhadas ao redor das minhas e seus braços estão me segurando protetoramente. Sinto sua garganta se mexendo, tentando engolir. Ela reprime suavemente seu choque. Eu sei que o que bloqueou Anastasia foi minha revelação de ontem à noite. Por isso Anastasia estava incapaz de encontrar sua libertação. Ela pensou que eu a via como a prostituta drogada. Mas isso não é verdade. Anastasia não é nada parecida com ela. Eu nunca dependi da prostituta drogada. Mas Anastasia é minha tábua da salvação. Não consigo viver sem ela. Eu até sobrevivi minha infância sem a prostituta viciada. Ana é meu mundo inteiro. Eu apoio minha cabeça e olho para Anastasia e encaro dentro de seus olhos azuis com toda minha intensidade. - Anastasia, você não é como ela. Não pense isso, Ana! Por favor! Você é minha vida! - Eu imploro a ela. Ela finalmente retorna de seus pensamentos, piscando. Eu quero mostrá-la que ela pode confiar em mim e que estou sendo aberto com ela. Eu sinto um alívio repentino por ter explicado o que eu nunca tinha contado a nenhuma outra alma viva exceto o Dr. Flynn. - Às vezes, o que atormenta meus pesadelos é a última imagem que tenho dela. Ela está apenas deitada no chão. Eu acho que ela está dormindo. Mas ela nunca se mexe, está imóvel. E a fome aumenta. Eu estou com muita fome. Não há mais comida. Então, eu escuto um barulho estridente da porta. Eu sei que ele está de volta. Ele fica com raiva de encontrá-la assim e me bate com muita força... - Eu digo, lembrando. Lembro-me dele me batendo e me chutando ao redor novamente. Eu fecho meus olhos e as lembranças fluem. Eu abro meus olhos repentinamente disposto a não deixar que as memórias horríveis me atormentem. - Então, ele amaldiçoa a prostituta viciada por estar morta. - Eu balanço minha cabeça. - Sua reação inicial sempre era usar o punho ou o cinto. - eu digo xingando-o baixinho. - É por isso que você não gosta de ser tocado? - pergunta Anastasia suavemente. Uma das muitas razões. Eu só posso fechar meus olhos, abraçá-la apertado para afugentar as imagens longe de minha cabeça. Sua presença sempre os afugenta. - Isso é muito complicado para explicar. - eu digo. Como poderia explicar o sentimento de inutilidade? Como explicar a fome de amor? Como poderia dizer-lhe como eu tentei preencher o vazio e evitar o buraco negro sempre me sugando e nunca sendo suficiente! Buscando para seu acerto de contas apenas por existir! Nada é suficiente e nada te sacia. Quando você se sente inútil, nenhum amor penetra você, mesmo que derramem em você em galões. É como se estivesse agarrado por todo seu corpo e sua riqueza não faria nenhuma diferença quando ele não vai onde é necessário. Eu não sei como Anastasia consegue ir além dessa inutilidade e me levanta. Eu não posso falar toda essa merda! É apenas tudo muito impressionante.

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II Eu tento distrair Anastasia daquela inquisição espanhola. Eu acaricio com meu nariz entre seus seios e inalo seu perfume feminino... Sabão, ar livre e o perfume inebriante e pessoal de Anastasia. Mas Anastasia está muito alerta e, pela primeira vez, ela não vai se distrair. Suas mãos avançam em meu cabelo e esfregando-os suavemente e seu dedo indicador faz meu queixo levantar para olhar em seus olhos. - Diga-me - ela tenta me persuadir. A inquisição está de volta. Eu suspiro e desisto, porque Anastasia não é nada além de persistência. - Minha mãe biológica não me amava, eu não me amava. Eu não conhecia nenhum toque suave. O único tipo de toque que eu era particularmente familiarizado era... Forte, áspero e violento. Essa é a raiz da questão. John - eu digo e então emendo - Dr. Flynn pode explicar melhor do que eu. - eu lhe digo. Os olhos de Anastasia se iluminam momentaneamente como se ela tivesse tendo uma manifestação divina. - Posso ver o Dr. Flynn? - Ela pergunta. Eu levanto minha cabeça para examinar melhor sua expressão. - Será que meus cinquenta tons profundamente fodidos estão passando para você? Ela geme simuladamente. - Nem me diga...Isso, e mais um pouco. Mas, agora, eu gosto de como é contagioso para mim. Ela diz mexendo embaixo de mim com seu corpo nu, fazendo-me gemer. Eu expiro para diminuir o desejo. - Eu gosto disso também, Anastasia. - Eu sorrio provocantemente, e meus olhos escurecem com amor e desejo transbordante indo diretamente a superfície. Meus lábios chegam até os dela e beijo-a lentamente. Provando-a e saboreando-a. Eu beijo os contornos de seus lábios e seu queixo, as bochechas, os cantos de seus olhos. Eu não consigo me cansar dela. - Você sabe o quanto é preciosa, como você é importante pra mim, Anastasia? Eu nem sei como expressar em palavras meus sentimentos. Estou falando sério sobre casar-me com você. Quero conhecê-la melhor, mas nós podemos fazer isso depois de nos casarmos. Eu quero cuidar de você, proteger você e você pode tomar conta de mim, cuidar de mim. - Eu digo olhando para ela esperançoso. - Nós podemos ter filhos, Ana! Darei todo o meu mundo a seus pés, diante de ti. Eu quero você de 398

II corpo e alma, pelo resto de minha vida. Por favor, pense sobre isso, Ana. - Eu a imploro. Ela balança a cabeça. - Ok, Christian, eu vou pensar nisso. Mas se está tudo bem com você, eu gostaria de falar com o Dr. Flynn. - Ela pede erguendo as sobrancelhas. - Qualquer coisa para você, baby. Qualquer coisa que você quiser. Quando você gostaria de vê-lo? - Quanto mais cedo melhor. - Ela diz. - Ok, baby. Eu ligarei e marcarei uma consulta, primeira coisa a fazer de manhã. Mas, agora é muito tarde. Vamos pegar um pouco mais de sono. São quase quatro horas da manhã. - Eu digo enquanto desligo a luz da mesa de cabeceira. Aconchego-me nela e a abraço apertado, nada entre nós. Pele contra pele. Eu acaricio seu pescoço e sussurro: - Eu amo você, Anastasia Steele e eu quero você ao meu lado, sempre! - eu sussurro em seu pescoço, beijando-a, - Durma, baby! Eu sinto Anastasia se deslocando de meus braços, como se estivesse se preparando para deixar meu abraço. - Fique, baby. - murmuro minhas palavras ilegíveis com o sono. A próxima coisa que eu sei é que ela está correndo pra fora dos meus braços como um tiro disparado, deixando-os desprovidos. - Oh merda! Oh merda! - Ela murmura. Estou me divertindo com seu nervosismo por estar atrasada. Eu a ouço ligar o chuveiro e corre com pressa. Eu pego o telefone ao lado da cama e pressiono dois números. Taylor responde depois do primeiro toque. - Sim, Sr. Grey - ele responde. - Taylor, a senhorita Steele está atrasada nesta manhã. Preciso que você a leve para SIP. Ela está se arrumando agora. Acho que seria melhor se você a esperasse lá embaixo. - Sim, senhor. - Ele responde e eu desligo. Eu ainda posso tentar convencer Anastasia a ficar hoje. Eu não me sinto nenhum pouco a fim de trabalhar. Anastasia vem pingando metade da água em menos de cinco minutos. Sento-me na cama e a assisto divertindo-me. Estou um pouco cansado também. E se ela mudasse de ideia depois das horas a mais acordada sobre o que havia acontecido na noite passada e o peso das realizações a puxassem para longe de mim? Ela está usando completamente preto hoje. Sutiã preto rendado e shortinho preto. Em seguida, ela coloca sua calça preta e uma camiseta preta por cima. Caramba! Ela está linda! Como eu gostaria de retirar o que 399

II acabou de colocar! - Você está linda, baby... - eu digo maliciosamente. - Você sabe, você pode sempre dizer que está doente. - Eu respiro tentando seduzi-la de volta pra cama, dando-lhe meu melhor sorriso. Ela geme. - Não, eu não posso hoje, Christian. Eu não sou uma megalomaníaca principal executiva com um sorriso lindo que pode gozar de sua liberdade quando bem entender. - Ela tenta me censurar. - Eu gosto da ideia. Eu gosto de gozar como eu bem entender. - eu digo sorrindo. - Vamos lá, baby, volta pra cama. - Christian! - Ela me repreende atirando a toalha pra mim, numa forma provocante. - Você acha que eu tenho um belo sorriso? - Sim, você tem. Eu sei que você está bem ciente do efeito que tem sobre mim. - ela diz me olhando enfaticamente e em seguida, coloca seu relógio. - Eu tenho? - Eu a pergunto inocentemente. - Oh, pelo amor de Deus! - Ela me repreende estreitando os olhos. - Claro que sim, é o mesmo efeito que tem sobre todas as outras mulheres. Fica exaustivo vê-las todas desmaiar. - ela diz com ciúmes. Oh, baby, você está me excitando. - Fica? - Questiono fingindo inocência, mas eu não consigo esconder a provocação em minha voz. - Pare de bancar o inocente, Sr. Grey. Realmente não combina com você. - ela repreende ajeitando o cabelo em um rabo de cavalo. Ela se inclina para me beijar e o desejo ainda percorre em mim, eu agarro Anastasia e a puxo para mim. - Por favor, fica, baby. - Eu murmuro. Ela sacode a cabeça - O que eu posso fazer para tentar você? - Eu inalo seu perfume e corro meu nariz ao longo de sua mandíbula. Eu sinto seu batimento cardíaco aumentando. - Você não pode. Agora, deixe-me ir. - diz ela, lutando para voltar a pisar no chão. Mulher irritante! Eu fico amuado como uma criança que não conseguiu o que queria. Agora eu sei o efeito que tem sobre ela. Ela imediatamente sorri e passa seus dedos sobre meus lábios. Seu olhar não é nada além de amor. Ela se inclina e me beija. Argh! Eu gemo agarrando-a e beijando-a muito forte e demoradamente, possessivo. Então, a levanto para que fique de pé.

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II - Tudo bem, sua mulher teimosa! - eu digo enquanto ela me olha - Taylor irá levá-la para o trabalho. É muito mais rápido do que você tentar correr e encontrar um lugar para estacionar. Ele está esperando por você do lado de fora do prédio. - Tá bom. Obrigada. - ela diz desapontada. – Certo Sr. Grey, aproveite sua manhã preguiçosa. Eu gostaria de ficar, mas o dono da empresa em que trabalho não aprovaria que seus contratados escapassem do trabalho apenas para um sexo gostoso. - ela diz antes de seguir para seu caminho. - Oh, senhorita Steele, como você está errada. Eu acredito que ele aprovaria. Na verdade, ele insistiria para que você ficasse em casa só para essa finalidade. - Ela estreita os olhos pra mim. - Por que você ainda está na cama? Não é a sua cara. - ela diz confusa. Eu sorrio de orelha a orelha. Com um gesto preguiçoso, eu dobro minhas mãos atrás da cabeça e digo: - Porque eu posso, senhorita Steele. Ela sacode a cabeça pra mim e sopra-me um beijo dizendo: - Até mais tarde, baby. Quando Anastasia sai, sinto-me vazio de repente, como se ela tivesse levado o ar com ela. Eu não gosto da sensação de desolação. Levanto-me indo para o chuveiro. Rapidamente me banho e visto minha calça e uma camisa branca. Corro minhas mãos em meu cabelo e isso deve ser suficiente. Quando vou em direção à cozinha, Sra. Jones já está preparando meu café da manhã. - O de sempre, Sr. Grey? - Ela pergunta. - Sim, Sra. Jones, bom dia. - eu digo. Ela dá uma segunda olhada no meu comportamento simples e eu juro que ela dá um suspiro de alívio. Muito diferente do que o comportamento rigoroso que eu estava apresentando na noite passada. Eu acho que eu a assustei pra valer. Quando Anastasia me deixou pela primeira vez, eu era incapaz de raciocinar. Mas na noite passada, eu era um inferno sobre rodas. Como eu estaria nesta manhã se Anastasia tivesse ido embora? Estremeço como se estivesse tendo calafrios. Não quero sequer imaginar. O vazio absolutamente solitário. Eu a amo! Isso é um simples fato como o nariz que há no meu rosto. Todo mundo sabia disso antes que eu tivesse capacidade de expressar a ela. Mas ela é tão cansativamente teimosa que me lembro, eu tenho que lembrá-la mais uma vez para usar seu Blackberry para e-mails. Eu pego meu Blackberry e digito uma mensagem para Anastasia. _______________________________________________

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II De: Christian Grey Assunto: Sentindo sua falta Data: 15 de junho, 2011 09:04 Para: Anastasia Steele Por favor, use seu Blackberry, Ana. X Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________

Eu pressiono "enviar" e enquanto o e-mail para o trabalho de Anastasia vai, eu digito outra mensagem em seu email privativo do Blackberry. Enquanto estou terminando de tomar meu café da manhã e digitando uma nova mensagem para ela, Taylor está de volta. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Sentindo sua falta Data: 15 Junho 2011 09:05 Para: Anastasia Steele Anastasia, minha cama é muito grande e muito solitária sem você. Parece que eu tenho que ir trabalhar apesar de tudo. Mesmo os CEOs megalomaníacos precisam de algo para fazer. Christian Grey CEO sem nada para fazer, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________

- Anastasia conseguiu chegar ao trabalho a tempo? - Ela tinha quinze minutos de atraso, só porque saimos daqui as 09h00min. - diz Taylor. Taylor e seu tempo de militar! Eu concordo com a cabeça em resposta. - Dê-me alguns minutos e então você pode me levar para o GEH. - Sim, senhor - responde Taylor. Enquanto Taylor está dirigindo, levando-me para a GEH, eu ligo para o Dr. Flynn.

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II - Christian, como posso ajudá-lo? - ele atende o telefone. - Bom dia, John. Anastasia gostaria de vê-lo. Quanto mais cedo você puder vê-la, melhor. - Sério? - responde Dr. Flynn completamente surpreso. - Por que isso lhe surpreenderia? - Bem, ela disse brincando que eu era um charlatão que era pago em excesso. Embora eu ache que ela meio acreditava nisso também. É por causa de ontem à noite? Eu fecho meus olhos e suspiro. - Sim. - Como ela reagiu? - ele pergunta. - Ela não reagiu. - Eu... - Eu pareço ter dificuldade para falar meus pensamentos, - Eu realmente pensei que ela fosse me deixar, John. Eu estava... - Eu exalo alto - Mas ela não foi... Embora ela tenha tido uma merda de momento. Totalmente devastada e magoada. Eu disse a verdade para ela sobre mim mesmo. - Que verdade seria essa? - Diz John em seu austero tom de médico. - Você sabe qual é John. Que eu sou um sádico. - Christian, você não é um sádico. Nós já falamos sobre isso muitas vezes. Você sempre vê o pior em si mesmo. Você nunca dá crédito para o quanto você mudou em tão pouco tempo. Você precisava de alguém para quebrar os muros que você ergueu enquanto era uma criança. Esse foi seu mecanismo de defesa. Se o formou sem compromissos, então você não sentiria abandono quando esses compromissos foram quebrados. Alguns dos meus colegas têm uma equação simples para isso. Expectativas - Realidade = Decepção. Eu acredito que você estava tentando equilibrar essa equação por não esperar nada. Como resultado, você não sentiria decepção de qualquer desapontamento. Mas é claro que isso tem outras consequências negativas na nossa psiquê. Às vezes, a gente se sente decepcionado. Eles não são tão ruins. As tempestades na vida de uma pessoa são o que limpa sua plataforma pessoal. Nenhum homem é uma ilha, meu amigo. - Isso me faz sorrir. - Isso é o que Anastasia diz o tempo todo... A coisa da ilha. - Mais uma coisa. - Eu digo. - Sim, estou ouvindo.

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II - Você está sentado? Não está dirigindo ou nada assim, está? Não está comendo nada? - Vou sentar-me momentaneamente. Percebi que você tem alguma notícia de grande importância. - Sim. E aqui vai. Eu pedi Anastasia em casamento! - E Taylor desvia para fora do acostamento e imediatamente se recolhe retomando o controle do SUV novamente. - Que di...? Taylor! - Me desculpe Sr. Grey. - Ele se desculpa. Limpando a garganta, ele enrubesce até os ouvidos e fixa os olhos na estrada incapaz até de mover a cabeça para encontrar meu olhar no espelho retrovisor. Minha novidade pegou Taylor desprevenido e eu lentamente volto minha conversa no telefone com Dr. Flynn novamente. - Christian, você está bem? - Dr. Flynn pergunta ansioso. - Sim, estamos bem. Não foi nada. - Eu digo friamente olhando para a parte de trás da cabeça de Taylor que está cuidadosamente me ignorando e corando mais. - Qual foi a resposta de Anastasia? - Flynn pergunta com uma curiosidade mal contida. - Ela não me deu uma resposta ainda. Ela disse que vai ter consideração. Acho que isso pode ser a razão dela querer ver você. - Entendo. Nesse caso, eu devo vê-la logo. Amanhã a noite está bom pra você? - Soa muito bem. Oh e a propósito, como está Leila? - Ela estava descansando ontem à noite e irá passar por algumas avaliações psiquiátricas hoje. Tenho um colega brilhante com ela, mas vou acompanhá-la em todos os momentos e colaborar com os outros psiquiatras. Ela vai chegar lá, mas isso vai levar um tempo. Vou mantê-lo atualizado, Christian. - Obrigado. - eu digo pronto para desligar. - E, Christian? - Sim? - Tenha um pouco de fé em si mesmo. - É essa a sua opinião profissional?

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II - Sim e um conselho de amigo. - Cinquenta tons, John. Você sabe, não é fácil. - Lembre-se, concentre-se na solução. Concentre-se em seus objetivos, o que você deseja alcançar, onde você quer se ver. Os problemas do passado serão apenas isso. Passado. - Eu sinto meu Blackberry vibrar na minha mão enquanto estou falando com Dr. Flynn anunciando um e-mail recebido. - Manterei isso em mente. - Eu digo e desligo ansioso para descobrir quem me enviou a mensagem esperando ser de Anastasia. Taylor estaciona na garagem subterrânea da GEH. ______________________________________________

De: Anastasia Steele Assunto: Está tudo bem para alguns Data: 15 de junho, 2011 09:26 Para: Christian Grey Meu chefe está com raiva de mim e eu culpo você por me manter acordada até tarde com suas peripécias. Você deveria ter vergonha de si mesmo, Sr. Grey. Anastasia Steele Assistente Jack Hyde, Editor Comissionado, SIP _______________________________________________

Eu amei as peripécias que nos envolvemos. Eu não consigo evitar e respondo para ela no mesmo tom. E, além disso, por que ela ainda vai trabalhar esta manhã? Eu implorei para ela não ir. O filho da puta de um chefe que ela tem agora está lhe dificultando as coisas. Com um sorriso que eu saio do SUV assim que Taylor me deixa em frente aos elevadores, escrevo-lhe uma mensagem no caminho para o meu escritório. _______________________________________________

De: Christian Grey Assunto: Perdi o quê? Data: 15 de junho, 2011 09:31 Para: Anastacia Steele Você realmente não tem que trabalhar, Anastasia. Você não tem ideia de como eu estou ultrajado com minhas peripécias. No entanto, eu gosto de mantê-la acordada até tarde ;) Mas, por favor, use o seu Blackberry para me escrever. Ah, e por favor, case comigo. 405

II Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Por que me sinto tão bobo? Assim como um adolescente... Tão imaturo, tão diferente de mim. Sua mensagem em resposta toca logo em seguida. O elevador me puxa para cima, juntamente com outros quatro passageiros, mas estou muito preocupado com o que está dentro do meu Blackberry, lendo a mensagem dela, e devorando quem estiver ao meu redor. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: tenho uma vida para fazer Data: 15 Junho 2011 09:34 Para: Christian Grey Sr. Grey, eu sei que a sua inclinação natural é para chatear, mas, por favor, pare. Eu preciso conversar com seu psiquiatra. Eu lhe darei a minha resposta só depois. Nesse meio tempo, eu não me oponho a viver em pecado. Anastasia Steele Assistente Jack Hyde, Editor Comissionado, SIP _______________________________________________ Que porra é essa? Ela está usando o e-mail da SIP pra falar de coisas privadas, sabendo muito bem que as mensagens são armazenadas nos servidores de e-mail da empresa. Por que é tão desobediente? Eu respondo-lhe imediatamente. Meu humor muda. Enquanto eu saio do elevador, e entro em meu escritório espaçoso pela porta dupla, tanto Olívia, a estagiária, e Andrea saltam num pulo. Mas eu acho que a descrição do trabalho de Olivia exige que ela salte. Deus! Eu nunca vi essa menina não pular! Ela está sempre nervosa. Eu me pergunto por quê. Ela não pode ficar parada? É como se ela estivesse sentada em um punhado de tachinhas, pelo amor de Deus! Relaxa um pouco. - Sr. Grey, - diz Andrea, pegando os compromissos diários em seu iPad depois de mim. - Não agora, Andrea, digo. - Que para Andrea em seu caminho. Eu continuo a escrever para Anastasia uma mensagem. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: BLACKBERRY Data: 15 Junho de 2011 09:39 Para: Anastasia Steele

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II Anastasia, se você estiver querendo discutir sobre Dr. Flynn em suas mensagens, você deve USAR SEU BLACKBERRY. Isto não é um pedido. Christian Grey Agora chateado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Nenhuma resposta vem dela. Bom, ela entendeu a mensagem e sabe que estou puto da vida. Cinco minutos se passam e ainda sem resposta. Ela está com raiva de mim por usar letras gritantes como ela os chama? Eu a deixo estar, mas não sem o crescente medo em mim. Ela não me respondeu. Talvez ela tenha se afastado. Eu digito uma mensagem no email privado de seu Blackberry. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Discrição... Data: 15 Junho de 2011 09:39 Para: Anastasia Steele É a melhor parte do valor, Anastasia. Por favor, use sua discrição... Eu continuo dizendo que o seus e-mails do trabalho são monitorados. QUANTAS VEZES EU TENHO QUE LEMBRÁ-LA DISSO? Sim, eu estou usando letras gritantes como queira chamá-los. USE SEU BLACKBERRY. Esqueci-me de dizer-lhe; Dr. Flynn pode nos ver amanhã à noite. X Christian Grey Ainda chateado CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Eu pressiono o interfone. - Andrea? - Sim, Sr. Grey. - Traga a programação. - Imediatamente, senhor. - Responde Andrea.

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II Poucos minutos depois, Andrea está na sala. Ela é uma das poucas pessoas que podem lidar com o meu humor no trabalho. Uma delas é Ros, e Andrea é uma segunda próxima. Mas então, é por isso que ela é muito bem paga, porque ela pode lidar com o que eu reparto profissionalmente e calmamente. Olivia, a estagiária, nem tanto. Eu juro que aquela menina anda com um punhado de tachinhas preso em sua bunda. Estou feliz por Andrea gerenciá-la bem. - Sr. Grey, Ros estava procurando por você antes e me pediu para chamá-lo assim que o senhor entrasse. O senhor está disponível? - Sim, estou. Mas, eu posso ir e encontrá-la só pra variar. Você não precisa chamá-la. - Eu respondo distraidamente. Ainda preocupado que Ana não ligou. - Tem algumas reuniões de negócios que você tem senhor e a primeira começa na próxima hora. - Antes de saltarmos para as reuniões, quem ou o quê, eu preciso informar a você uma coisa. Quando eu estiver em reuniões ou em algum lugar do prédio, como acredito que precisarei ficar ausente de meu escritório hoje, se a minha namorada, senhorita Anastasia Steele ligar, você irá me encontrar imediatamente. - Sim, senhor. - ela diz sem ignorar seu profissionalismo. Eu, claro, disse o nome de Anastasia para ela no passado. - Não importa o que eu estiver fazendo ou com quem eu estiver falando. Ela vem em primeiro lugar. No segundo que ela ligar, você deve me encontrar. Entendeu isso? - Sim, claro, senhor. - ela responde. - Tudo bem, então. Dê-me a agenda do dia. - eu digo, e ela lista o conteúdo de minha agenda para o dia. Uma vez que Andrea sai, eu vou encontrar-me com Ros no seu escritório do prédio, o que a surpreende. Ela estava esperando Andrea chamá-la para que ela soubesse. Mas, às veze,s é bom para manter seus empregados e seu faz-tudo, ou sua faz-tudo nesse caso, na linha. Não é qualquer coisa que abala Ros. Ela está comigo desde o início da minha empresa e me conhece bem. Mergulhamos nos negócios e eu passo por cima dos números que ela distribui a respeito da companhia GEH vai liquidar. Ela também quer discutir as propostas de Sr. Ipkins e sua equipe tem apresentado. Ros volta comigo para a sala de reunião e discutimos os números que temos analisados com a equipe de finanças. No momento em que os números são processados e vários dos membros da equipe suavam suas camisas sob minha análise é quase meio-dia. Eu percebo que Anastasia não me respondeu um e-mail de volta. Eu continuo checando meu Blackberry sem sucesso. Ros percebe, mas não diz nada. Quando a reunião termina, ela pergunta - Sr. Grey, está tudo bem? Você parece estar preocupado. 408

II - Sim, está tudo bem. - Eu digo dispensando-a. - Eu tenho algo pra cuidar no meu escritório. Vejo você na reunião de almoço. - eu digo saindo e deixando-a encarar-me. Eu digito uma mensagem para Anastasia no meu Blackberry. _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: Grilos Data: 15 Junho 2011 12:14 Para: Anastasia Steele Eu não tive notícias suas, Anastasia. Por favor, me diga que você está bem. Você sabe como eu me preocupo e não me dou bem com preocupação. Vou mandar Taylor dar uma olhada em você. X Christian Grey Um CEO ansioso demais,Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Eu percebo que meu celular está acabando a carga e entrego a Andrea para carregá-lo e instruí-la com firmeza, novamente, se Anastasia me ligar, Andrea tem de encontrar-me imediatamente. - Será que o almoço foi servido? - Sim, tudo está definido senhor, eles estão esperando por você na sala de reuniões -, diz ela me dirigindo a uma das salas de reuniões no mesmo andar. - Andrea, mais uma vez, estou esperando senhorita Anastasia Steele me ligar. Procure-me assim que ela me ligar. - Sim, senhor, mas o senhor estará em uma reunião com os empresários coreanos. Eu abruptamente paro e me viro para ela. - Você acha que eu me importo? Ela liga, você me chama! Entendido? - Andrea fica pálida. - Sim, senhor. Claramente. - ela diz enquanto eu balanço minha cabeça e Andrea abre a porta e eu entro. Quando eu entro na sala, todos se levantam. Ros já está lá com sua assistente e dois gestores do estaleiro já estão aqui. Bom! Minha mente ainda está preocupada com Anastasia. Ela não tem 409

II mandando mensagem pra mim e não tem me ligado. Não é nada parecido com ela. O que está acontecendo? Ela está fugindo? Ela está zangada? Estou nervoso sobre isso e o sentimento torturante nunca me deixa. Agora, eu mal conseguia manter a mente ocupada. Eu poderia simplesmente ir com Taylor na SIP. Poucos minutos de reunião, estou batendo os dedos na mesa. Andrea lentamente abre a porta da sala de reunião e vem ao meu lado. - Perdoe-me a interrupção, Sr. Grey. - ela diz profissionalmente. - Eu não teria interrompido, mas há uma questão importante que surgiu exigindo sua atenção urgente, senhor. Posso? - Ela diz e inclina-se. - O telefonema que você estava esperando acaba de ocorrer, senhor e ela está na linha. Gostaria de atender lá fora? - Eu aceno com a cabeça solenemente. - Senhores, peço sinceras desculpas. Devo pedir sua autorização para participar de um assunto urgente. Por favor, saboreiem a refeição. Eu não devo demorar. Certas coisas ocorrem inesperadamente. Volto em breve. - Eu digo e saio da sala. As feições dos empresários coreanos são de um único desagrado. Eles pensam que isso é um ato desrespeitoso, mas nesse momento, fodase! Com o rosto solene de um empresário que está participando de uma emergência da empresa, eu saio da sala e rapidamente vou até meu celular. Por que estou tão nervoso? Eu respiro fundo e me recomponho, disfarçando minhas mãos trêmulas eu atendo o telefone. - Você está bem? - Questiono imediatamente. - Sim, estou bem. - ela responde imediatamente e eu solto um suspiro que eu não sabia que estava segurando. - Christian, por que eu não estaria bem? - Ela sussurra e então há calma e tranquilidade em sua voz. - Eu estava preocupado, porque normalmente você é tão rápida para responder aos meus e-mails. E depois que eu me revelei a você ontem, eu estava tão preocupado. - eu digo retransmitindo minhas preocupações em um sussurro. Andrea chega torcendo as mãos nervosamente que é uma nova resposta vindo dela visto que é sempre tão fria, calma e contida. - Sr. Grey, Ros mandou-me aqui e ela disse que os convidados estão indo embora e estão bastante descontentes. Ela estava urgentemente solicitando que o senhor volte para a reunião. Pode vir agora, senhor? - Ela pergunta olhando-me arrependida com olhos suplicantes.

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II - Agora não, Andrea. Diga-lhes para esperar. - Eu digo com a voz severa e sem noção. E é melhor ela escutar o que estou dizendo e fazer o que digo. - Eu adoraria, Sr. Grey, mas Ros disse que eles só fariam negócios com o senhor e não a faz-tudo. ela disse em um tom que Ros transmitiria como se estivesse dizendo uma palavra de baixo calão. Sinto-me exasperado. - Não! Eu disse para esperar! - Eu escuto minha voz ecoar no escritório. Andrea fica roxa e incapaz de responder e apenas corre afastando-se o mais rápido que pode. Eu acho que ela preferia lidar com os coreanos a um Christian Grey com raiva. - Christian, é evidente que você está muito ocupado. Eu liguei apenas para que você soubesse que estou bem e falo sério. Eu só estou extremamente ocupada hoje. Jack está estalando o chicote. Hmmm... Quero dizer, de qualquer forma... - Ela se perde e eu conheço esse som. Ela está corando. Sinto uma sensação de calma me lavando. Nós estamos bem! Graças a Deus! Ela não está zangada comigo! Ela não está me deixando! Eu me sinto até animado. - Estalando o chicote, hein? Adivinha, houve um tempo em que eu o teria chamado de um homem de sorte. Mas não o deixe ficar por cima, baby. - Eu digo brincando. - Christian! - ela me repreende levantando a voz e estou sorrindo de orelha a orelha. Mas é de curta duração. Eu odeio aquele filho da puta. - Apenas cuide-se, só isso. Olha baby, estou tão feliz e aliviado que você esteja bem. Que horas eu devo buscá-la? - Eu te envio um e-mail a tempo. - ela responde. - Use o seu Blackberry. - Eu a aviso imediatamente. - Oh, pelo amor de... Sim, senhor. - ela responde petulante. - Até mais tarde, baby. - eu finalmente digo despreocupado e completamente aliviado. - Tchau... - ela diz, mas parece que estamos pendurados na linha, nenhum dos dois querendo desligar. - Desliga, Christian. - ela diz, advertindo-me, mas de alguma forma há um tom agradável em sua voz. Eu odeio esse dia longe dela. Meu coração tem pulado nas últimas horas.

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II - Eu queria que nunca tivesse ido trabalhar esta manhã, baby. - eu digo com saudade. - Eu não poderia discordar, mas eu estou muito ocupada. Desligue, Christian. - ela diz. - Não, desliga você. - Eu digo sorrindo. - Baby, nós estivemos aqui antes. - ela diz pausando e eu posso imaginar exatamente o que ela está fazendo. - Pare de morder o lábio, Anastasia. - eu sussurro. Ela engasga. - Viu, você acha que eu não te conheço, Ana, mas eu te conheço tão bem do que você acha que eu conheço. - eu murmuro sedutoramente conhecendo plenamente o efeito da minha voz para ela. Ela dá um gemido abafado. - Christian - ela sussurra. - Eu falo com você mais tarde, mas agora, realmente desejo não ter ido trabalhar esta manhã também. - ela diz com pesar. - Esperarei seu e-mail, senhorita Steele. - murmuro. - Tenha um bom dia, Sr. Grey - ela diz desligando. Em um clima muito melhor, eu rapidamente retorno para a sala de reunião para encontrar Ros e Andrea tentando encurralar os coreanos. É realmente um espetáculo engraçado, mas eu entro na sala completamente no comando, apaziguando os empresários. E tudo está bem no universo outra vez, já que Anastasia me ligou. No momento que os empresários coreanos saem, nós concordamos mutuamente em nos encontrar novamente. E porque minha mente não estava preocupada com os pensamentos de que Anastasia estivesse me deixando, eu estava apto a colocar meu charme todo pra fora e colocar o encontro no caminho certo. Meu Blackberry vibra e eu olho para ele na esperança de que fosse Anastasia, mas é minha irmãzinha Mia. - Christian! - ela jorra me cumprimentando. - Oi Mia, e aí? - Eu pergunto. - Você sabe o que é. Seu aniversário, bobo! E eu quero te dar uma festa de aniversário na casa dos nossos pais neste sábado. Bem, você conhece mamãe e papai. Eles querem todos para jantar para comemorar o seu aniversário. Mas eu acho que eles também ficariam encantados em vê-lo feliz e tipo apresentar a Anastasia para os amigos e familiares. Mas eu não tenho o telefone da Ana. Eu 412

II estava esperando que você pudesse dá-lo a mim para que eu possa convidá-la para sua festa de aniversário! - Ela diz em um só fôlego. - Oh Mia. Você sabe que eu não gosto de celebrar meu aniversário. - eu reclamo. - Christian, seja um estraga prazeres! Você é meu irmão e eu quero fazer isso por você! Então, se cala e me entrega o número do telefone da Anastasia! - ela diz em um tom sem noção. Eu suspiro, mas sorrio pela tenacidade de minha irmãzinha e dou a ela o telefone da SIP. - Mia, é ótimo falar com você, mas eu realmente tenho que ir. Tenho toneladas de trabalho para fazer. Te amo. - eu digo surpreendendo Mia. - Eu também te amo, Christian! - ela diz depois de uma pausa, quase sem palavras e nós desligamos. Eu mergulho de volta para o trabalho novamente. Finalmente, sabendo que Anastasia não vai fugir de mim me relaxa tremendamente e eu posso me concentrar no trabalho. Na verdade, no momento em que eu consigo ver meu Blackberry, estou feliz em ver que já existe uma mensagem de Anastasia. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: Antidiluviano Data: 15 de junho, 2011 16:10 Para: Christian Grey Meu querido Sr. Grey, Estou curiosa, quando exatamente você pretendia me contar? O que devo comprar para meu velho homem para seu aniversário? Talvez você queira baterias novas para seu aparelho auditivo? X Anastasia Steele Assistente Jack Hyde, Editor Comissionado, SIP _______________________________________________ Vendo sua mensagem me deixa completamente feliz e com um sorriso idiota na minha cara, eu digito a ela uma resposta. _______________________________________________

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II De: Christian Grey Assunto: pré-histórico Data: 15 de junho, 2011 16:19 Para: Anastasia Steele Senhorita Steele, você não deve zombar de um idoso. Mas estou feliz que você está viva e chutando. Vejo que Mia tem entrado em contato com você. Acho que você pode me dar baterias, elas sempre vêm a calhar. Eu não disse nada, porque eu realmente não gosto de comemorar meu aniversário. X Christian Grey CEO surdo como uma porta, Grey Enterprises Holdings Inc. __________________________________________________ Quando eu teclo "enviar" eu percebo que esse é o primeiro aniversário que eu tenho uma namorada. Esperançosamente, uma namorada que diga "sim" para ser minha esposa. A mensagem de resposta de Anastasia apita rapidamente. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: hmm Data: 15 Junho de 2011 16:23 Para: Christian Grey Meu querido Sr. Grey, Eu posso imaginar você fazendo beicinho enquanto escreveu sua última frase. Você sabe o que isso faz para mim. xox Anastasia Steele Assistente Jack Hyde, Editor Comissionado, SIP _______________________________________________ Só agora percebi que Anastasia vem utilizando seu e-mail de trabalho para todos os seus e-mails. Mulher irritante! ______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: olhos revirando Data: 15 de junho, 2011 16:28 414

II Para: Anastasia Steele Senhorita Steele, VOCÊ PODERIA UTILIZAR O SEU BLACKBERRY!!!! X Christian Grey CEO com as mãos coçando, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Quando sua mensagem de resposta vem de volta, eu observo com alívio que é de seu Blackberry. Por que é tão difícil para ela seguir uma instrução simples? _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: inspiração Data: 15 Junho 2011 16:32 Para: Christian Grey Meu querido Sr. Grey, Você e as palmas das mãos coçando não podem ficar longe por muito tempo, podem? Estou muito curiosa para saber o que o Dr. Flynn diria sobre isso? Mas agora eu sei exatamente o que dar para o seu aniversário e eu espero que isso me deixe dolorida... ;) x A _______________________________________________ Que porra é essa! Anastasia ou está querendo me dar um colapso nervoso ou algo mais forte! Ela é a única mulher que consegue ir do frio para o quente escaldante em segundos e deixar meu coração acelerado como ninguém mais consegue. E eu conheço algumas merdas pesadas de perversão dolorida, mas o que eu sinto por ela é mais do que qualquer sentimento que eu tenha sentido por alguém antes. Eu a quero como jamais quis alguém. ______________________________________________ De: Christian Grey 415

II Assunto: angina Data: 15 Junho 2011 16:37 Para: Anastasia Steele Senhorita Steele, Eu não acho que meu coração ou minhas calças não poderiam suportar a pressão de outro e-mail assim. Comporte-se. X Christian Grey CEO com as palmas das mãos coçando, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ De: Anastasia Steele Assunto: tentando Data: 15 Junho 2011 16:41 Para: Christian Grey Christian, estou, neste momento, tentando trabalhar para o meu patrão muito difícil. Por favor, pare de me incomodar e tente você se comportar. É o seu último e-mail que quase me fez queimar aqui. X PS: Você poderia me pegar às 06h30min por favor? A _______________________________________________ De: Christian Grey Assunto: eu estarei lá Data: 15 Junho 2011 16:45 Para: Anastasia Steele Senhorita Steele, Nada me daria mais prazer. Bem, na verdade, eu posso pensar em uma série de coisas que me dão mais prazer - e todas elas envolvem você. X 416

II Christian Grey CEO, Grey Enterprises Holdings Inc. _______________________________________________ Pega essa e engula, baby! Taylor está no canto do meu escritório e tentando ser uma peça de mobiliário sendo discreto. - Estamos indo buscar Anastasia às 06h30min, Taylor. Eu acho que tenho algum tempo para malhar. Vamos para a academia, - eu digo e Taylor acena enquanto nós caminhamos para fora do meu escritório encerrando o assunto.

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II Capítulo XVII

Estou Ansioso para ver Anastasia, e desde quando não consigo falar com ela o suficiente, pelo menos não tanto quanto eu gostaria, fico nervoso, tento terminar meu treino rapidamente. Desde que eu conheci Anastasia, minha mente está sempre ocupada com ela, e sobre ela. Meu controle extravagante tomou uma nova dimensão. Enquanto eu estou chutando a porcaria do manequim de kickboxing, Taylor está correndo a toda velocidade na esteira. Esse homem pode fugir de um Cachorro galgo! Ele tem uma formação ao longo da vida e resistência. Mas, então, ele mantém-se com toda a sua formação acima, tanto quanto possível. Ele pode correr 10K em 38 minutos, e 54 segundo com quilos de equipamento nas costas. O que me impressiona sobre Taylor não é o indivíduo físico com requisitos e resistência de um militar, como ele é, mas o quanto ele pode levar e ainda continuar. Ele não sabe quando parar. Isso é algo que eu entendo, também não sou um desistente. É uma coisa boa, porque eu não trabalho com desistentes. Taylor é um empregado leal, eu confio nele implicitamente, na verdade eu confio nele com a minha vida. Ele me viu em algumas das mais comprometedoras posições. Não que eu me importasse, eu o contratei por suas habilidades. Ele sempre se mantem, extremamente profissional sabendo como se tornar discreto, se por acaso ele me encontrasse empurrando uma submissa amarrada estendida, na mesa do café ou se ele tivesse urgentemente que interromper com algum tipo de emergência, ele conseguia manter uma cara séria, do tipo espere-até-que-Grey-tenha-acabado-defoder quebrando a conexão - sem trocadilhos, embora seus olhos estivessem em qualquer lugar, menos em mim, e ainda vindo e me distraindo da tarefa à mão. Eu não me importava como ele me interrompia, ou com quem, mas o jogo mudou desde que Anastasia tem estado na minha vida. Eu não quero que ninguém a veja nua, ou em vias de êxtase, que é apenas para os meus olhos. Eu deixei isso muito claro para Taylor que, quando Anastasia e eu estivéssemos em nossa privacidade, ele não iria me perturbar, ou se ele tivesse que fazer isso, ele deveria fazer através de outros meios. Ele não tem permissão para vê-la nua sob quaisquer circunstâncias. Eu devo ter amado Anastasia desde que eu a conheci, porque eu nunca impus essa regra sobre Taylor antes! Anastasia é a primeira garota com quem eu ando de mãos dadas. Ela não sabe, porque eu nunca lhe disse. O toque físico é algo que eu evitava a todo custo. Anastasia sempre foi tão preciosa para mim. Não importa quão bizarro, quão bruto, e carnal nossa foda seja, mas sempre foi fazer amor com Anastasia. Eu só comi no passado. Eu nunca senti uma conexão emocional com qualquer mulher. Era repugnante para mim. Eu nunca persegui alguém que não estivesse nesse estilo de vida dominante / submisso. Eu não me importava em ensinar ninguém. Eu esperava que todas as submissas soubessem o que faziam, e eu exigia que elas tivessem resistência com a quantidade de bizarrices que eu queria fazer com elas, e para elas. Uma sub Fraca ou que tivesse que falar ' vermelho 'com quinze minutos de chicotadas não serviria para mim! Ela estaria fora da porta com suas roupas na mão, no segundo que eu desafivelasse suas algemas. Ainda assim, não me importa que Anastasia odeie as chicotadas e a merda extrema que eu gostava. Eu queria fazer aquilo com Anastasia, e me divertir com ela, mas no segundo que ela me deixou, todos esses 418

II sentimentos tinham ido embora. Eu queria mais com ela, de outras maneiras. Eu não conseguia respirar, e pela primeira vez na minha vida, eu senti culpa por querer praticá-los com ela! Eu me revoltava porque ela odiava chicotadas. Anastasia possui-me de corpo e alma. Ela é como ninguém mais! Um de seus sorrisos pode conseguir levar um homem para o céu, e se ela me der um ombro frio, eu movo céu e terra para mudar isso, para chegar a suas boas graças. Eu não posso pensar em um mundo onde ela não exista. Eu não poderia existir! Não sem ela! Até Mesmo Taylor gosta de Anastasia, e se eu não soubesse que ele esta apaixonado pala Sra. Jones, eu ficaria com ciúmes, e eu chutaria a sua bunda, apesar do fato de que ele é o melhor empregado que trabalha para mim. Mesmo sabendo que seu sentimento é quase o mesmo que eu sinto por minha irmã, eu ainda não posso evitar, mas sinto uma pontada de inveja em mim, especialmente quando Anastasia mostra qualquer tipo de interesse em relação a ele mesmo que o sentimento seja “paternal”. O que me faz chutar o boneco tão forte, que quase se inclina para o chão saltando para trás várias vezes fazendo Taylor virar seu duro olhar em mim, impassível enquanto ele continua correndo. Eu faço o meu caminho para as esteiras, o faço minha inclinação e a velocidade antes de começar a correr. O Blackberry de Taylor deve ter zumbido, porque ele habilmente desliza e pula da esteira enquanto estava correndo na velocidade máxima. - Taylor, - ele respondeu, e dentro de alguns segundos lança seus olhos para mim. Eu imediatamente salto na faixa da esteira. - Welch, - ele faz para mim, e eu estendo a minha mão para o telefone. - Grey. O que há? - Eu digo apreensivo. Depois que Anastasia insistentemente quis ir para Nova York com seu chefe, eu encarreguei Welch de cavar um pouco mais sobre um certo Jack Hyde. - Sr. Grey, eu tentei chegar até você e em seu telefone senhor, mas como você não respondeu, liguei para Taylor. - Você me tem agora. O que você achou? - Eu digo com impaciência. - Eu vou enviar os antecedentes para você em breve, senhor, mas eu queria informar a você sobre minhas entrevistas com as ex-assistentes do Sr.Hyde. Jack Hyde teve sete assistentes nos últimos 15 meses. Senhorita Steele é a assistente oito que ele teve neste curto espaço de tempo. - Eu tremo, mas eu já estava ciente desta informação. - Sim, eu estava ciente disso desde a sua checagem inicial. O que você encontrou de novo? - Senhor, eu pessoalmente fui entrevistar todas essas jovens senhoras, eu consegui entrevistar cinco delas e há alguns denominadores comuns em todas elas. Elas são todas jovens, em seus vinte e poucos anos, recém-formadas, ou que tenham trabalhado apenas um par de anos. A única assistente que trabalhou mais tempo para ele foi há apenas três meses. Outras trabalharam uma duração ainda mais curta. Isso despertou meu interesse, e quando fui entrevistar casualmente e questioná-las sobre isso, nenhuma delas estava próxima. Todas elas tiveram esta imagem roteiro de Jack Hyde e as respostas foram quase iguais, palavra por palavra senhor.

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II - Como você se apresentou para elas? - Eu disse a elas que Jack Hyde estava sendo cogitado para uma posição mais elevada na empresa, e nós estávamos olhando para ver se ele era capaz de gerenciar um número maior de funcionários desde que ele teve várias assistentes que não mantinha. Nós não queremos o efeito porta giratórias na empresa. Era difícil de trabalhar? Qual foi a coisa mais difícil de trabalhar para o Sr. Hyde? Por que elas acham que ele trocou de várias assistentes? Foi fácil de trabalhar com ele? - Interessante. O que elas disseram? - A mesma coisa, senhor. Sim, seu chefe era exigente; ele exigia a perfeição de sua assistente. Mas ele era o melhor chefe de se trabalhar. Ele foi profissional... Era tudo um script. Perguntei-lhes perguntas circulares. Se o Sr. Hyde foi o melhor chefe, por que elas não se mantiveram na SIP? Por que elas não obtinham recomendações de Jack Hyde? E algumas delas ficaram muito desconfortáveis com essas duas perguntas. Algumas nem sequer trabalharam em publicação mais, mesmo que tivessem se formado em literatura na faculdade. O que elas não diziam, mas mostravam em sua linguagem corporal era a parte mais interessante, senhor, - diz ele. Sou pura atenção. - O que você descobriu? - Eu digo silenciosamente, quase ameaçadoramente. - Senhor, eu tive a reação de ‘luta ou fuga’. Estressadas. Todas as cinco tinham um sorriso tenso quando disseram que seu chefe era um homem maravilhoso, olhos dilatados, com resposta com o pé sobre o acelerador e sobre o freio senhor. - Explique, - eu digo. - Bem, senhor, se fosse a resposta apenas um ‘pé sobre o acelerador’, elas apenas teriam ficado irritadas ou agitadas. Esse é o tipo de resposta aquecida, excessivamente emocional, tensa e incapaz de ficar parada. E depois há a resposta ‘ pé no freio’ quando a resposta fica paralisada. Elas se desligam do espaço fora, ou mostram muito pouca emoção. Mas quando elas têm tanto uma quanto a outra, é o pior tipo de resposta. Elas ficam tensas e se congelam. Elas parecem paralisadas, mas eu podia ver a partir de seu olhares que elas estavam extremamente agitadas. Mãos com punhos cerrados, juntas com rosto branco empalidecida, pupila dilatada, aumentando a respiração, fechando-se com braços cruzados.- Então, ele limpa a garganta. - Senhor, elas também tinham todos os sinais físicos da mentira. Aqui está uma pergunta simples que eu perguntei: ‘ que tipo de chefe foi Jack Hyde ' A resposta física de cada era idêntica. Cada uma começou respondendo à pergunta com uma dificuldade de deglutição e a entonação de sua voz mudou. Um sorriso forçado foi estampado em seus rostos, e seus gestos não correspondiam à expressão, - Então eu ouço papeis baralhando sobre o telefone como se Welch estivesse procurando por algo. - Ah, sim, - diz ele, e limpa a garganta novamente, como se ele fosse declarar algum ponto importante. - Assistente de Número 3, Victoria, tinha uma carranca gigante em seu rosto enquanto ela estava me dizendo que foi um prazer trabalhar para Jack Hyde. Como poderia ser um prazer 420

II trabalhar para ele quando seu rosto estava parecendo que tinha engolido um bicho desagradável, que ela estava tentando regurgitar fora de seu sistema! Os gestos eram mecânicos senhor. A língua pode mentir, mas é preciso um ator hábil para coincidir os gestos com a resposta verbal. Claramente essas meninas não tinham a menor prática. Era como assistir a um ator ruim! Eu estava andando para trás e para frente. - Você perguntou a elas, a questão principal que eu queria saber? - Eu pergunto, em voz fria controlada. - Sim senhor, - diz ele solenemente, e confirma o tom de meus medos. - E? - Apenas três delas foi a uma conferência com Hyde, senhor. - Ele disse 'conferência' a palavra soou como um palavrão. - O que aconteceu? - Eu estou focando em Victoria. Ela foi a primeira a ir para uma dessas. Perguntei 'Como foi a conferência? O que você e seu chefe fizeram fora da conferência? - Qual foi a sua resposta? - Peço impaciente. - Ela parecia distraída, como se ela estivesse tentando não prestar atenção ao que eu perguntei com um esforço tentando esquecer uma má recordação. Ela começou a suar como um lutador. Era claro que ela estava perturbada. A quantidade de suor saindo dessa pequena menina! Então ela começou segurando seu corpo como se estivesse protegendo-a de alguém, seus olhos pareciam confusos. Ela não fez nenhum contato visual direto; evitado meu exame minucioso; sua respiração obteve controle tentando ser rápida, e o tom de sua voz ficou mais alto. Finalmente ela conseguiu dizer, 'o que você quer dizer?' - Isso não significa que ela está mentindo. - Senhor, as cordas vocais se apertam sob estresse. Ela não se envergonhava comigo. Eu não era uma ameaça para ela. A única vez que estas respostas vieram foi quando ela estava me dando informações falsas sobre seu ex-chefe. Ela começou sentada curvada. Ela estava olhando para a porta, como se fosse se lançar fora a qualquer minuto. Seu rosto corou. Na pergunta final eu perguntei: 'você está sendo sincera sobre o seu ex-chefe?’A resposta simples seria, 'sim' ou 'naturalmente', ou 'certo', ou até mesmo, ‘eu estou’. Você sabe o que todas disseram ' enganar é a pior coisa que você pode fazer’. Exceto Victoria... Ela disse: ‘ a mentira é uma ação desonrosa’. - Não todas respondem em uma ou duas palavras, Welch. Como você pode concluir que esta resposta mostra, sem sombra de dúvida de que ela estava mentindo? - Senhor, por favor, me dê um pouco de crédito. Minha formação anterior incluía sinais físicos de mentiras. Testar meninas entre 21 e 25 anos não é nada para mim. Eu entrevistei funcionários do 421

II governo, políticos, espiões que são treinados em combinar suas respostas físicas como também verbais. Esta é uma tarefa muito simples. - Welch, eu já sei o conteúdo do seu currículo! O que eu estou pedindo é simples. Eu quero fazer tudo absolutamente certo, sem sombra de qualquer dúvida de que elas estavam de fato mentindo. Você pode fornecer provas para esse fato? Como você apoia a sua reivindicação? - Eu peço com tom exigente. - O mentiroso geralmente responde a uma pergunta por despersonalizá-la, com uma voz plana. A maioria das meninas me pediu para repetir a pergunta, o que é, geralmente, para retardar sua resposta. Victoria perguntou 'por que você iria pedir uma coisa dessas?’ que também é projetado para atrasar sua própria resposta. Eu não a avaliei em uma resposta. Individualmente, pode significar pouco ou nada claro. Mas o comportamento coletivo e as respostas falam do que elas estão tentando esconder, e elas estão todas escondendo algo. - Por que elas dão cobertura a ele? - Meu palpite é medo. Elas têm algo a perder. Sr. Hyde está mantendo algo sobre elas. Eu não sei o que é. Mas essas garotas estavam claramente com medo dele, embora suas palavras dissessem o contrário. - É isso? - Até agora, sim, - responde ele. - Ok, deixe-me saber se você descobrir mais, - eu digo e desligo. Eu estou andando para lá e para cá fumegante através das narinas, como um touro provocado em uma tourada. Taylor limpa a garganta. - Senhor, devemos tomar banho e então seguir para SIP. Tenho certeza que podemos esperar pela senhorita Steele lá, - diz ele quase lendo minha mente. Eu prefiro estar perto dela lá, a me preocupar aqui. Eu não me preocupo. Eu tenho que demitir aquele merda sem ficar mal com Anastasia. De qualquer maneira. Eu tenho recolhido informações sobre ele, compartilhando com Roach. Há o suficiente para tirá-lo demitindo-o. A única coisa que está me segurando é a reação de Anastasia. Vamos ver. Eu vou avaliar sua reação esta noite, e estes últimos dados pode pender a balança. Eu não quero o filho da puta em qualquer lugar perto da minha mulher! Ele é um mulherengo. Eu quero bater a merda fora dele! Estou me contorcendo de raiva. Eu me viro para Taylor. - Ducha rápida, então nós saímos, - e ele acena com a cabeça solenemente. ***************************** Taylor coloca o SUV em frente da SIP. É no distrito comercial do centro. Um dos edifícios renovados, agora parece novo. Janelas de vidro claro dão um ar de modernidade. A entrada em forma de U 422

II tem uma grande passagem embalada com cuidado com paisagem em ambos os lados da passarela, e sob um comprimento pórtico que é naturalmente um remanescente do edifício original. Isto conduz à grande entrada de vidro com portas automáticas deslizantes. Quando Anastasia disse-me que ia trabalhar aqui, eu pedi que Taylor explorasse a segurança aqui. Minha preocupação não é apenas com as pessoas ou o filho da puta do chefe que ela trabalha, mas também pessoas de fora. Você não consegue ser Cristian Gray, sem fazer alguns inimigos no caminho. Eu estava preocupado com a segurança lamentável no edifício. Não havia câmeras suficientes para cobrir os pontos cruciais de entrada, e era muito fácil para alguém entrar no edifício, mesmo que não tivesse nada lá dentro. É algo que eu vou corrigir assim que a ordem de sigilo for suspensa. Há uma iguaria italiana perto, um lugar de suco, uma loja de lembranças para os turistas, e um par de lojas de roupas. É claro que a parada de monotrilho também é vizinha daqui a uma distância a pé. Estamos esperando em frente ao prédio voltados para a passagem de entrada da porta dupla. Eu verifico o meu relógio. Agora são 18:30 e ela ainda não saiu. Devo ir buscá-la? Eu vou dar-lhe cinco minutos antes de ir busca-la. Desde quando Anastasia voltou para minha vida, eu me encontro constantemente preocupado com o que ela iria dizer ou pensar. Eu sou como um gato em um telhado de zinco quente! Eu começo a contagem regressiva do tempo: quatro minutos 39 segundos... Os olhos estão colados na porta. Três minutos 11 segundos... Nenhum movimento. Eu mudo em meu lugar, e olho brevemente para Taylor me atendendo no espelho retrovisor. Dois minutos e oito segundo, minha mão está à porta. Cinquenta e quatro segundos, e as portas de correr se abrem, e Anastasia avança fora do prédio, como se cães infernais estivessem atrás dela! O que diabos aconteceu? Quando ela atinge o meio da passarela, ela perde o fôlego, jogando a cabeça para trás como se ela não tivesse ar suficiente em seu corpo, afundando no chão de concreto! É como um pesadelo! Meu coração para quando eu me lembro dela em seu apartamento quando Leila estava segurando uma arma para ela, e então começa a bater em uma centena de quilômetros por hora com a adrenalina correndo, e eu salto abrindo a porta, tanto eu quanto Taylor saltamos do SUV em velocidade máxima em direção a ela! Quando eu a alcanço eu vou até o chão para pegá-la em meus braços, verificando com as mãos e os olhos algum sinal de sangue ou dor,... Oh Deus! O que ou quem a machucou? Ela está apenas sobrecarregada com todas as coisas do dia anterior? Ela acabou de perceber que ela não pode ficar? Ela está doente? Ou será que algo realmente aconteceu? - Ana, querida, qual é o problema? - Eu pergunto-lhe fervorosamente tentando descobrir o que fisicamente tem de errado com ela. Ela não me responde! - O que há de errado Ana? - Eu peço em tom de mendicância. Ela está no meu colo, eu seguro o seu rosto para olhar para mim. Fale-me baby! Estou morrendo aqui! Ela está machucada, ferida? Ela se afunda em meus braços prestes a desmaiar sobre mim! Estou completamente alarmado e estupefato. O que há de errado com ela? Não esconda de mim, baby! Eu seguro sua mão e seus ombros sacudindo-a em meus braços verificando seu corpo. Eu preciso levá-la a um hospital? - Baby, o que há de errado? Fale comigo? Você está doente? - Seus olhos se reviram para trás em sua cabeça como se ela fosse ficar enjoada. Com um braço segurando suas 423

II costas, eu uso minha outra mão para segurar sua cabeça para trás tentando levá-la a olhar para mim. - Ana, fale comigo baby. Qual é o problema com você? - Ela tenta reunir seu foco no meu rosto, pisca algumas vezes como se estivesse forçando-se a permanecer coerente. Meu coração está batendo nos meus ouvidos, o medo me agarrando. Eu não sei o que há de errado com a minha namorada! Um milhão de medos horríveis estão passando pela minha cabeça, nenhum dos quais é agradável. Ela abre a boca, e a palavra– Jack, - é sussurrada por seus lábios. A tensão em meu corpo assim como minha raiva se amplifica e solavancam em mim como se transformasse em uma fúria assassina. Eu sinto que Taylor também está sentindo o mesmo. Minha cabeça estala-se ao olhar para ele, quando ele vê a raiva ardente e quente em meus olhos, ele sabe, e como um fantasma, ele desaparece dentro do prédio da SIP. Meu corpo está vibrando em uma implacável e maligna, violência. O que o filho da puta fez para Ana? Será que ele a estuprou? Será que ele transou com ela? Será que ele a tocou? Se ele a prejudicou de qualquer maneira, eu vou matar o desgraçado! Quando eu a abraço apertado em meus braços eu me encontro balançando-a para acalmá-la. - Porra! Porra! Porra! Ana me diga o que é que filho da puta quis fazer com você? - Eu saio da minha mente! O pensamento do filho da puta dentro de Ana com força faz com que aumente a bile na minha garganta, e eu estou mal me contendo. Eu tenho que descobrir! A Reação de Anastasia é de um colapso nervoso. Ela começa a rir. - É o que eu fiz para ele, - ela diz entre risos nervosos. - Ana! Jack Hyde tocou em você? - Eu digo em tom claro e ameaçador. - Uma vez, - ela consegue sussurrar, - apenas uma vez. Uma loucura varre através de mim. Um milhão de megawatts de eletricidade é muito pouco para descrever como estou me sentindo agora! A tensão em todo o meu corpo com o conhecimento de que a porra do bastardo tenha tocado a minha mulher é como se alguém empurrasse uma brasa quente em minha garganta enquanto lava-o para baixo com ácido nítrico! Minhas entranhas são torcidas, e um animal selvagem e cuidadosamente enjaulado na minha cabeça acaba de se soltar! Cabeças vão rolar por isso! Vou fazê-lo se foder com o seu próprio pau se ele tentou empurrá-lo em minha mulher! - Onde está o desgraçado de merda, Ana? - Peço ameaçadoramente. Ouço gritos, e posso distinguir a voz de Taylor lá. - Você nunca mais vai tocar na senhorita Steele de novo! Eu vou bater a merda fora dele. Agora que sei que Ana está fisicamente bem, eu vou buscar a minha parte do filho da puta! - Ana, você é capaz de ficar de pé? - Eu pergunto enquanto subo em um movimento rápido colocando a em seus pés. Ela balança a cabeça de forma afirmativa. 424

II - Tudo bem, - eu digo virando-me indo para o prédio da SIP. - Não vá Christian! Por favor, não, - ela me pede assustada. - Anastasia, entre no carro agora, - eu a agarro ameaçadoramente. Ela segura no meu braço como um carrapato na orelha de um cão. - Não vá, Christian, não! Eu tiro meu braço de seu controle, e mostro com meu dedo na direção do carro e gritando com ela. - Eu disse para o maldito carro, Anastasia! Você vai me ouvir uma vez merda! - Christian, por favor, não vá! Você não pode me deixar aqui sozinha! - Ela pede. A raiva está vibrando por todo meu corpo. Eu mal me contenho. Eu lhe disse para não ir trabalhar hoje de manhã, pedi-lhe, não, eu praticamente implorei para ela ficar. Mas, não, ela tinha que ir. Eu disse a ela que eu ia cuidar dela. Não, ela tinha que ir e cuidar de sua vida! Pedi para casar-se comigo, para que eu pudesse cuidar dela, protegê-la e amá-la. Mas, não, ela vai pensar. Agora, ela não quer que eu vá para dentro! Eu sou uma bomba-relógio prestes a explodir porra! Ela vai ser a minha morte! Eu vou morrer de um ataque cardíaco antes de completar 40 anos, porque eu estou sempre preocupado com ela, e ela é constantemente desobediente, fazendo o que diabos ela quiser! , eu corro minhas mãos pelo meu cabelo exasperado, tentando obter calma, ter algum tipo de controle sobre a reação do meu próprio corpo. Há gritos e gritos e altos ruídos de luta vindo do prédio, e o barulho para abruptamente. Eu me preocupo com Taylor, e pego o meu Blackberry. - Christian, Jack Hyde tem meus e-mails. - ela deixa escapar. - O que você disse? - Eu digo com ameaçadoramente. - Ele interceptou o e-mail que lhe enviei, e ele me encurralou e perguntou-me onde estavam suas mensagens para mim. Ele estava usando os e-mails para me chantagear. Não, eu não vou matar esse filho da puta! Não... Eu vou bater a merda fora dele e deixá-lo vivo a uma polegada de sua vida! A morte é boa demais para ele... Muito rápida. Também indolor. Eu vou destruí-lo para que ele se lembre a cada dia de merda da sua vida o que ele tentou tirar de mim, e com quem ele tentou transar... E Anastasia! Estou com tanta raiva de você agora! Eu já lhe disse e lhe disse e lhe disse para não usar o e-mail de seu trabalho. E ela não me escuta porra! Pelo amor de Deus! Você está tomando todo o maldito controle da minha vida! - Filho da puta! - Eu amaldiçoo sob a minha respiração em um tom ameaçador feroz. Começa um aperto. Começa um aperto. Quando o tremor desaparece por apenas uma fração, eu pressiono discagem rápida # 3 para Barney. - Aqui é Grey. Barney, você precisa acessar imediatamente o servidor principal da SIP, e depois 425

II o servidor de emails e excluir todos os e-mails de Anastasia Steele todas as mensagens enviadas para mim, se você encontrar alguma coisa minha para ela que foi armazenada no servidor, limpe e limpe bem. Eu quero que você também acesse PC de Jack Hyde e todos os dados que ele tenha armazenado no servidor. Se encontrar algum e-mail armazenado em sua conta pessoal ou qualquer coisa que ele tenha acesso, encontre-os e exclua, limpe-os. - Todos eles senhor? - Cada única mensagem. Faça isso imediatamente! E Barney, me informe assim que você completar a sua tarefa! - Estou nisso, senhor! - Diz ele, e eu desligo imediatamente depois eu disco Roach em seu telefone celular pessoal. - Aqui é Roach, - ele responde em um tom profissional atado com um pouco de apreensão. - Sou eu Grey. Eu quero que você chute o traseiro de Jack Hyde para a rua neste instante. - O quê? Como?... Quando? - Diz ele tropeçando em suas palavras. - Agora, porra! Eu quero que você ligue para a segurança agora merda, e faça o desgraçado do caralho limpar sua mesa neste momento. - Mas, Sr. Grey. Você está dizendo agora? Qual é a causa? - A raiva vibra todo o meu corpo, e se concentra na minha língua, e eu ataco. - Você tem a justificação necessária para chutar a bunda dele para a rua com um presente de despedida de um laço cor de-rosa. Eu quero que você imediatamente o informe de sua partida repentina, ou eu vou liquidar essa porra de empresa em oito horas amanhã de manhã! Vocês receberão a justificativa adequada para sua demissão! Eu acredito que você vá fazer o que sugeri a você! - Eu enfatizo claramente o que vai acontecer se ele não fizer. - Sr. Grey, é claro que eu entendo a gravidade de sua preocupação. Eu vou chamar a segurança imediatamente, para escoltar Sr. Hyde fora do prédio, com o conhecimento de que seus serviços não são mais necessários na SIP por sua conduta profissional. - Tudo bem. - Eu digo e desligo. Anastasia está confusa enquanto está de pé, com medo, e tremendo. Porra! Ela iria ter a surra de sua vida se eu não tivesse feito a promessa a mim mesmo que eu não iria usar palmada como punição, e que eu estava morrendo de medo e preocupação com ela! - Use o Blackberry! - Eu assobio para ela com raiva fervendo por todos os poros do meu corpo. - Christian, por favor, não fique zangado comigo, - diz ela em uma voz suplicante, mas a raiva começa a cobrir o que estou sentindo neste momento. Chega perto apenas da raiva letal. - Estou com muita raiva de você agora, eu sou um maníaco furioso. Eu preciso que entre no carro 426

II Agora. - eu rosno para ela apontando o SUV. - Por favor... - ela implora, estendendo a mão. - Entre na merda do carro agora Anastasia! Ou eu mesmo vou colocar você lá e você não vai gostar! - Eu rosno com meus olhos brilhando de fúria para ela. Ela segura as mãos trêmulas em mim, com olhar preocupado cobrindo o rosto inteiro. Ela está com medo por não ficar comigo. - Por favor, Christian! Eu não quero que você faça nada de estúpido. - ela pede. A raiva me irrompe como o Monte Vesúvio. Suas palavras são como insulto à minha ferida! Derramando sal na minha ferida já aberta, por que não você? - Você quer ouvir sobre estupidez? - Eu berro com toda a minha fúria dirigida para ela. - Eu disse pra você usar a merda do seu Blackberry, mas você não usou. E você se atreve a falar comigo sobre estupidez? Eu quero que você coloque seu traseiro na porra do carro neste instante Anastasia! - Ela fica congelada. - ENTRE AGORA! - Eu grito. Ela pula com medo. - Ok, eu vou. Mas, por favor, tenha cuidado, Christian. Por favor, - ela pede. Meus olhos estão focados nela, minha boca em uma linha tensa, meus olhos são tão quentes quanto gelados. Estou com tanta raiva, eu não consigo nem dizer duas palavras, para evitar dizer algo que eu me arrependa. Eu só aponto ferozmente para o SUV, para que ela entre! Ela me olha com olhos suplicantes. - Christian, eu preciso que você seja cuidadoso, por favor. Por favor... - ela me olha preocupada. - Se alguma coisa acontecesse com você, eu morreria. Eu não posso viver sem você, - diz ela me fazendo suspirar. Não foi essa minha preocupação? Que alguma coisa acontecesse com ela, medo de perdêla... Quando vejo minha própria preocupação, meus demônios pessoais refletidos em seus olhos, eu encontro meu coração desacelerando, e minha raiva diminuindo, transformando-se brevemente em amor no centro da tempestade. - Eu vou ter cuidado, - eu digo enquanto respiro fundo e Anastasia finalmente registra meu comportamento mais calmo e ela abre a porta do passageiro da frente, e com outro olhar preocupado, entra no SUV. Dou-lhe um olhar de advertência lembrando-a de permanecer no veículo, eu corro para dentro do prédio da SIP. Eu me viro para limitar a minha raiva. Está apenas sob a superfície pronta para dispersar a sua ira. Eu disco o telefone de Taylor. Ele responde ao primeiro toque. - Senhor, desça o corredor à esquerda. Você vai encontrar uma grande área. Entre na sala de reunião número 2. - ele diz sabendo exatamente por que eu liguei para ele. - Vejo você lá, - eu digo desligando.

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II Taylor me encontra na frente da porta. Ele abre apenas uma fresta da porta. Eu vejo que Hyde está sentado em uma cadeira com as mãos algemadas. Meu olhar encontra Taylor e ele fecha a porta. - A segurança está chegando, eu preciso das chaves das algemas. Mantenha-os ocupados por cinco minutos. - eu digo estendendo minha mão para receber as chaves. Taylor examina o meu rosto tentando se certificar-se de que eu não vá matar o desgraçado. Ele não sente nada. Ele vê a raiva fervendo através da minha pele. Meus olhos estão gélidos com vingança e raiva controlados como o Monte Etna e Vesúvio todos agrupados em um só pronto para matar. Ele lentamente move seu corpo para bloquear a porta. Taylor tem trabalhado para mim há cerca de quatro anos. Ele me viu sensual. Ele me viu foder a luz do dia com uma de minhas subs suspensa no teto da minha sala de jogos. Ele viu-me açoitando a merda de outra. Ele me viu espancando Leila com uma pá. Ele me viu no controle de uma sala de reuniões inteira com empresários poderosos. Ele me viu irritado; irado, louco, mas sempre no controle. Ele me viu em posições comprometedoras. Ele me viu nesses locais mais vezes do que eu possa contar. Mas esta é a primeira vez que ele me viu, estando apaixonado por Anastasia, levando ao ponto de distração, quase saindo da minha mente quando ela foi para a Geórgia, estando em desespero e em tristeza quando ela me deixou todos estes foram meus primeiros com Anastasia, mas todas as coisas que me abatia. Taylor me viu no maior estado de espírito, mas ele nunca me viu em uma fúria assassina. A ferocidade mal controlada e a violência... A Mão de Taylor vai automaticamente para a maçaneta da porta e ele está na frente dela, determinado a não deixar-me entrar. - A Srta. Steele está bem, senhor? - Pergunta ele tentando me distrair. - Ela está bem. Saia Taylor, - Eu digo com uma ameaça sinistra na minha voz, e toda a intensidade do meu olhar focado nele. Taylor não se perturba. Ele está muito determinado a impedir-me de cometer um assassinato esta noite. - Eu já bati a merda fora dele. - diz ele, e pela primeira vez eu vejo aparência desgrenhada em Taylor. Ele tem um corte acima do olho, um lábio inchado, e um rosto machucado. Quando ele me vê olhando para ele, diz sorrindo: - O filho da puta está pior, senhor. Minha mão ainda está forçando a remoção de Taylor da porta. - Senhor... - diz ele timidamente. - Eu... Um... Bem, eu entendo perfeitamente a sua raiva, senhor. Eu não sei como dizer isso... mas... - Ele disse murmurando algo baixinho sobre alguma conversa de merda educadamente, então me olha nos olhos e diz: - Aquele pedaço de merda não vale a pena, senhor. - ele disse, indicando a porta com a cabeça enquanto sua mão segura firme a maçaneta. Ele me olha por um minuto enquanto eu cerro meus punhos em minha raiva. - Eu ia te dizer que um guru indiano escreveu em algum lugar, que o inferno tem três portas: luxúria, ira e cobiça, - diz ele tentando me acalmar. - Eu pensei que você gostaria de saber, - diz ele apontando o polegar para trás para fora. - Eu acho que seria um inferno para ela, e também, para o senhor. - disse ele encolhendo os ombros, detendo-me em meu caminho por um breve segundo.

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II - Bem Taylor, nesse caso, eu teria o inferno conquistando por todos os três portões! Eu ainda quero enfiar o pau dele em seu próprio rabo por tentar atacar a minha namorada. - Eu assobio por entre os dentes cerrados, fervendo veneno. Os Olhos de Taylor se alargam, e sua postura fica mais firme. Eu suspiro. - Olha, Taylor, eu aprecio sua preocupação, mas se eu fosse matá-lo, eu não teria chamado os seguranças. Eles estarão aqui em breve para escoltá-lo para fora. Mas eu quero um tempo com ele. Você não faria o mesmo por Gail? - Peço-lhe, e ele imediatamente muda em seu lugar. - Eu vou destruí-lo de uma forma que ele não vai estragar a vida de qualquer outra mulher de novo! Mas eu não vou colocá-lo debaixo da terra, - eu digo com todo o meu autocontrole tentando controlar minha raiva. Ele acena com a cabeça solenemente, e sorri. - Aparentemente, a senhorita Steele o chutou nas joias da família, senhor, - diz ele com orgulho. Eu, então, percebo que ele é realmente paternal como disse Anastasia. - Ele estava xingando numa tormenta segurando seu saco. - diz ele em um tom impassível, mas seus olhos estão iluminados com algum tipo de alegria. - De qualquer forma, ele é todo seu, senhor. Terá 10 minutos, eu vou manter os seguranças ocupados. O filho da puta irá reclamar e lamentar sobre você de qualquer jeito. - diz ele, abrindo a porta larga, enquanto balança a chave das algemas. Eu pego as chaves enquanto entro na sala. Depois de entrar para a sala de reunião, fecho e tranco a porta atrás de mim. Jack Hyde mantém a cabeça baixa, com a metade do cabelo fora de seu laço de cabelo vermelho, seu brinco meio torto, olhando para mim desafiadoramente. Um sorriso assustador vem até a boca sangrando. Eu visto meu rosto impassível, e cubro o meu Monte Vesúvio com geleiras andando atrás dele para abrir suas algemas. - Sua namorada é uma caçadora de ouro, boceta provocante idiota. Se você não tivesse mais dinheiro do que eu, ela estaria me fodendo agora! Ao invés disso eu sou o único que está segurando as bolas que ela chutou! - Ele diz no segundo que eu solto seus punhos, enquanto ele está esfregando os pulsos. Eu pego seu rabo de cavalo, puxando sua cabeça para trás, e batendo-a na mesa de madeira. Dá pra ouvir a quebra de seu nariz, enquanto o sangue jorra dele! Meus olhos estão dilatados eu sinto meus vasos capilares rompendo em meus olhos, por um minuto eu sinto que não serei capaz de controlar a minha raiva. Minhas narinas estão alargadas, e minha respiração aumenta cada centímetro do meu corpo está em pé de atenção, pronto para lutar. - Vamos, apenas mencione o nome da minha namorada, e o que você pensa sobre ela, e eu arranco sua pele vivo! - Eu digo com um silvo mortal. - Você quebrou meu nariz, porra! - Ele grita em seguida, começa a limpar o sangue de seu nariz com a manga de sua camisa, se abaixa em uma tentativa de beliscar o nariz, grunhindo, quando ele levanta a cabeça para trás, ele rapidamente se levanta, balançando um gancho de direita e seu soco conecta com o meu tronco, balançando-me ao meu núcleo. Ele se move e acerta-me um gancho de esquerda na área das costelas, e tentando me acertar outro direito, obrigando-me a dar um passo para trás para evitar cair enquanto eu balanço na minha posição. Eu percebo que ele tem 429

II um mosquetão em torno de seus dedos e suas chaves estão ligadas a ele. Embora seus golpes sejam inesperados, eles me dão outra descarga de adrenalina. Eu sorrio. Eu adoro uma boa luta! - Finalmente você escolheu alguém do seu tamanho! Quantas jovens você acuou? Hãn? - eu o provoco. Ouço ruídos de fora. Batendo forte na porta. Eu tenho alguns minutos para receber o que é meu de direto. Hyde faz o punho novamente, mas desta vez o elemento surpresa se foi. Ele balança um direto rapidamente seguido por um gancho de esquerda. Eu abaixo a minha cabeça enquanto ele move sua esquerda que eu pego com a minha direita segurando-a firmemente, eu seguro sua mão apertando-a com um punho de ferro, eu puxo e seguro o seu braço direito. Finalmente, eu dou dois socos em suas costelas, numa rápida sucessão com o meu gancho de esquerda tirando o fôlego de seus pulmões, e então o espanco uma vez no lado de sua face esquerda sentindo seu osso da bochecha sendo triturado sob meu punho. Ele rapidamente se abaixa no momento em que eu o capturo sobre os ombros agarrando com ambas as mãos atingindo o joelho em sua virilha, levantando eu seguro seu rosto com as duas mãos e dou uma cabeçada. Derrubando-o finalmente, com a parte de trás do meu cotovelo direito. É quando o segurança rompe a porta. Eu me inclino e sussurro no ouvido de Hyde em um tom frio, lento e assassino. - Se você conseguisse fazer algo com ela, eu teria matado você. Agradeça a sua estrela da sorte seu filho da puta! Dois agentes de segurança jovens andam boquiabertos com a visão diante deles. Jack Hyde no chão, e eu ao lado dele. - Ele é todo seu, - digo finalmente vidrado com a minha indignação glacial. Eu o levanto em seus pés com uma mão, e suporto-o até que os guardas de segurança surpresos nos olham com olhos arregalados. - Aqui... Ele parece estar sangrando sobre si mesmo, - eu digo entregando Jack Hyde nas mãos dos guardas de segurança para -lhe dar alguma ajuda rápida em primeiro lugar. Então um dos guardas de segurança coloca um telefone na mão de Hyde, quando ele ouve a voz de Roach no telefone, ele percebe que está sendo entregue sua sacola, e seu cu. Ele empalidece parecendo que vai ficar muito doente. Os guardas cuidam dele rapidamente e, finalmente, entrega-lhe a caixa de papelão com seus pertences. Ambos os oficiais conseguem ser muito profissionais, e eles agem como se não tivesse testemunhado nada e, naturalmente, não tinham. - O que você disse para eles? – Peço Taylor com uma voz calma apontando para os guardas de 430

II segurança com o toque de meus olhos. - Pedi-lhes para lhe dar alguns minutos, - ele murmura em um tom quase inaudível. - E eles só me deram poucos minutos? - Pergunto-lhe com as sobrancelhas levantadas interrogando-o. Taylor dá de ombros. - Os dois têm namoradas... E irmãs. O que posso dizer? Acho que nenhum deles gostaria de um estuprador se movendo em seu próprio território, senhor, - diz ele com um rosto impassível. Jack Hyde é escoltado até a porta por um dos seguranças, enquanto o outro mantém a segurança em volta do edifício, limpando a bagunça. Eu vejo Taylor apertando as mãos dos seguranças conforme passando discretamente algum agrado para sua mão. Nós andamos para fora do prédio em uma única linha enquanto Jack Hyde está tropeçando em seu caminho para o táxi, e o guarda de segurança esperando lá fora para garantir que ele não volte então eu saio com Taylor. Taylor alcança-me quando eu chego ao SUV, e eu mantenho minha mão nas chaves. Observando Anastasia no banco do passageiro da frente, Taylor me dá a chave do SUV, e ele toma seu lugar na parte de trás. Eu ainda estou com raiva, ainda fumegante, e nem mesmo tendo batido a merda fora de Hyde me fez sentir melhor. Eu não digo nada a Anastasia. Ela só está olhando para mim, mas não pronuncia uma palavra. Meu Blackberry está ligado no Bluetooth do veículo começando a tocar através do sistema de alto-falantes do carro. Eu atendo. - Aqui é Grey, - eu respondo. - Barney, senhor, - ele responde. - Barney, eu estou no meu carro com outros passageiros e você está no viva-voz, - eu digo em aviso prévio. - Sim, senhor. Sobre a tarefa que me deu, ela foi concluída. Também devo falar com você sobre o conteúdo do computador de Hyde. - Eu vou chamá-lo assim que eu chegar ao meu destino. Obrigado Barney, - eu digo. - Claro que sim, senhor, - diz ele desligando. O Olhar de Anastasia está queimando dentro de mim, pedindo-me para dizer alguma coisa. Eu estou irritado para dizer qualquer coisa. Ela tem sido muito desobediente, e por causa disso, eu 431

II eu quase matei aquele filho da puta. E se ele a machucasse? E se ele te estrupasse? O pensamento me irrita mais. - Você não está falando comigo? - Ela pergunta em um sussurro. - Não, - eu respondo-a, não olhando para ela. O resto do caminho até o Escala continua na contemplação silenciosa. Eu mal consigo conter a minha raiva por Jack Hyde. Eu poderia ter matado ele! Eu o teria matado, mas a morte é simplesmente muito boa para ele. Eu chego à frente do Escala, e saio do carro. Eu rapidamente caminho para o lado do passageiro, e abro a porta de Anastasia. Eu mantenho minha mão e peço-lhe para sair. Ela pega a minha mão, e eu a puxo para trás rapidamente. Taylor leva o SUV para a garagem subterrânea. Eu não digo nada enquanto chegamos aos elevadores; sua mão ainda está firmemente ao meu alcance. - Christian, eu não entendo por que você está tão bravo comigo, - ela respira em um sussurro assustado. -Você sabe perfeitamente bem o porquê, - eu digo, e puxo-a para dentro do elevador. Depois de introduzir o código para o meu apartamento, o elevador começa a se mover-se para o andar superior. - Juro por Deus, eu teria matado o filho da puta, se alguma coisa tivesse acontecido com você, - eu digo em um tom assassino mal contido que tem estado em mim nas últimas horas. - Mas, eu vou fazer pior do que matá-lo. Eu vou acabar com ele; arruinar sua carreira, de modo que ele nunca vai ter a chance de tirar proveito de qualquer outra jovem mulher! Ele é uma vergonha miserável para um homem! - Medo, e raiva percorrem em mim. Estão fazendo mal ao meu estômago. E se ele a machucou? E se ele a estuprou? E se ele a danificou? Eu já estou fodido! Eu o teria matado com minhas próprias mãos! Com apertos de medo e perda mim, eu aprisiono Anastasia no canto do elevador em meu abraço. - Deus, Ana! Eu poderia ter perdido você! Eu quero senti-la. Eu quero segurá-la em meus braços, e afugentar esses demônios, afastar os temores de que ela poderia ter sido ferida. Vem a mim que nos últimos dois dias, duas tentativas foram feitas para machucá-la. Estou com medo de que uma terceira possa ser bem sucedida. Os apertos de medo em mim, e eu estou impotente. Eu pego o cabelo de Anastasia e enrole em torno de minha mão puxando sua face para cima. Minha boca cobre a dela ferozmente, beijando-a desesperadamente, apaixonadamente, possessivamente. Eu quero senti-la, eu quero saber que estamos vivos, estamos os dois juntos, e que ela ainda é minha, que ela ainda está segura, e que eu posso protegê-la. Eu mergulho minha língua na dela, e seu choque momentâneo a congela no lugar. Mas logo ela está respondendo, e logo estou aliviado, e beijo-a até que ambos estamos sem fôlego. Eu estou segurando ela possessivamente, dentro do meu abraço, e meu peso a empurra. Eu seguro seu rosto com ternura em minhas mãos e olho em seus olhos longamente e duro enquanto o dela está procurando os meus. Meu medo grava tudo sobre meus olhos, eu mal posso me conter. Estou aliviado e agradecido de que ela esteja segura. Eu engulo em seco, tentando afastar meus medos, e tentando tomar o controle dos meus demônios pessoais atormentando-me, sussurrando em minha mente o que poderia ter acontecido com ela.

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II - Anastasia, - eu sussurro, passando meus lábios em seus olhos, em suas bochechas, nos lábios. - Oh Ana, eu estava tão preocupado. E se alguma coisa acontecesse com você? E se ele te machucasse... - Eu não posso trazer o resto do pensamento. O emocionante medo me sacode fisicamente para o meu núcleo, e o arrepio que passa por mim solavanca nos dois. - Como eu disse muitas vezes antes, use seu Blackberry a partir de agora. Entendeu? -Eu peço. Ela só assente em resposta, incapaz de piscar, nossos olhares permanecem bloqueados. Quando o elevador chega a uma parada, com o som das portas abrindo. Eu puxo para trás e segurando sua mão. - Hyde disse que o chutou nas bolas, - eu digo sondando. Ela encolhe os ombros. - Sim. Ray é ex-oficial do exército. Ele acreditava que deveria ensinar autodefesa a sua filha, - diz ela simplesmente como se não fosse grande coisa. Eu sinto um pequeno sorriso vir aos meus lábios. - Ótimo. Você não sabe como estou feliz por isso. Acho que é algo que eu tenha que me lembrar, eu digo em um tom mais claro, com prazer por ela ter conseguido se defender. Ela consegue me dar um pequeno sorriso. - Ana, por que você não espera por mim? Preciso ligar para Barney, eu não devo demorar muito, eu digo deixando-a na grande sala e, rapidamente, faço o meu caminho para o meu escritório. Estou muito curioso para ver o Barney descobriu. Eu fecho a porta do meu escritório, e marco Barney enquanto faço o meu caminho para a minha cadeira. - Barney, - ele atende ao telefone. - Grey. O que você achou? - Vou enviar essa informação para você, é claro, mas aqui está uma lista muito interessante: Hyde tem em seu computador todos os endereços de sua família onde já residiram. Vamos ver, - diz ele, enquanto eu ouço a clique do seu mouse através de seu computador. - Oh, sim, eu vejo cinco endereços de imóveis em Seattle, e dois, eu não sei se são antigos ou atuais, mas há duas propriedades listadas de Detroit, Michigan. Ele também tem resumos de cada membro de sua família. Os nomes aqui são, Carrick Grey, Elliot Grey, o senhor, então, a Dra. Grace Trevelyan-Grey, Mia Grey, e Srta Anastasia Steele. Eu fico tenso em meu lugar, e eu percebo que estou apertando meu Blackberry enquanto minha outra mão está segurando firmemente minha mesa. - É só isso? -Eu peço em um baixo tom de assobio. - Não, senhor. Há um monte de jornais e publicações online a seu respeito, o Dra. Trevelyan, o Sr. Carrick Grey, e o Sr. Elliot Grey. 433

II - Mais alguma coisa? - Sim senhor, há mais. Ele tem uma grande coleção de imagens de todos vocês. Centenas delas. Seu pai, sua mãe, e seu irmão, sua irmã, e senhor. Isso é tudo que tenho senhor, - diz ele. - Envie-me a informação, e encaminhe para Welch. obrigado Barney, - eu digo desligando. O que o desgraçado do caralho está tentando fazer? Ele claramente tem algo contra mim. Isso tudo não pode ser por causa de Anastasia. Por que ele tem todas as informações sobre minha família inteira? Eu marco o número de Welch. - Welch, - ele responde. - Grey. - Sim, senhor. - Eu quero que você cave mais fundo com Jack Hyde. Barney enviou um e-mail com informação que descobriu no computador de Hyde, e eu não gosto do conteúdo do mesmo. Ele está cavando um monte de informações sobre mim e minha família inteira. Fale com Barney ele está enviando o conteúdo a você, e eu quero que você descubra tudo sobre ele! Eu quero saber quem é o seu professor de infância, eu quero saber o que ele come no café da manhã, com quem ele dorme com... Eu quero ver suas notas escolares Eu quero saber que tipo de shampoo que ele usa, e do tipo de bebida que ele prefere. Eu quero saber o namorado de sua mãe na época escola! Quero saber quem é seu pai! Eu quero que você não deixe pedra sobre pedra sobre esse filho da puta! Com o tempo me passe informações, eu quero estar pessoalmente com ele! Se você tem que entrevistar pessoas, você deve ser o único a fazê-lo. Fazê-lo discretamente! Entendeu? - Perfeitamente claro senhor. Mais alguma coisa? - Passe para mim, logo que você obter alguma informação. - Vou fazer senhor, - ele diz, e eu desligo. Eu embolso meu Blackberry e caio de volta em minha cadeira. Eu prendo meu rosto com as duas mãos e, finalmente, passo minhas mãos pelo meu cabelo, soprando exasperação, com resto de raiva e frustração da noite. Eu lentamente levanto da minha cadeira, ansioso para sair e estar finalmente com Anastasia. Quando volto para a grande sala, eu localizo Anastasia sentada no bar enquanto a Sra. Jones está preparando algo para ela comer conforme Anastasia bebe vinho branco. Quando entro na cozinha fazendo meu caminho para a geladeira para pegar um copo de vinho para mim, saúdo a Sra. Jones. - Boa noite, senhor. O jantar estará pronto em dez minutos. 434

II - Isso parece muito bom, Gail, - eu respondo com um pequeno sorriso. Após me servir de um copo de vinho branco, eu levanto um brinde a Ray e para os pais como Ray, que ensinam suas filhas a se defender. - Saúde, - sussurra Anastasia em um tom cansado. Sua voz me pega de surpresa. Sei que ela teve uma noite difícil, mas ainda há mais que ela tem que me dizer? Meus demônios pessoais se atentam imediatamente. - Qual é o problema? - Peço rapidamente. - Eu não tenho certeza se ainda tenho um trabalho, - diz ela preocupada. Isso é tudo? Eu dou um suspiro de alívio. - Você ainda quer um emprego? - Eu pergunto-lhe levantando minha cabeça. - Sim, claro, - ela responde com fervor, me repreendendo. Eu dou de ombros, dizendo: - Nesse caso, você ainda tem um, - e sorrio. Ela me olha boquiaberta. Gail coloca dois jogos americanos para o nosso jantar, e Anastasia começa com a Inquisição espanhola, enquanto temos um empadão de frango diante de nós. - Então, - diz ela com indiferença. - O que exatamente Barney encontrou no computador de Jack? - Nada de seu interesse, Ana. - eu digo, impassível. - Eu sei. Se o que ele encontrou não era importante, por que ele não disse isso por telefone? - Ele não sabia que estava comigo. Coma, baby, você deve estar morrendo de fome, - eu digo, e ela estreita os olhos em mim. - Percebi você não vai me dizer... - diz ela deixando seu pensamento flutuar no ar. - Não, - eu respondo. ela suspira. - Depois de tudo o que aconteceu hoje, eu me esqueci de te dizer que José ligou. - diz ela, impassível. Meu garfo para no ar quando eu viro meu rosto para olhar para ela. - Ah? - Eu digo em tom de questionamento. - Ele disse que quer entregar as fotos que você comprou. Outro filho da puta que tem olhos na minha mulher! Tenho certeza que ele quer entregar em mãos tudo por causa da bondade de seu coração espanhol!

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II - Uau! Entrega em mãos. Quanta gentileza a dele, - murmuro em um tom xingando baixinho. Anastasia finge que não me ouviu. - Ele também me perguntou se eu gostaria de sair para um drink. - Aonde ela quer chegar com isso? Ela está pedindo a minha autorização, ou a minha opinião? - Eu entendo... - Kate e Elliot também devem estar de volta na cidade. - diz ela rapidamente. Eu coloco o meu garfo no meu prato e me viro para olhar para ela atentamente. - Anastasia, o que você exatamente está me pedindo? - Pergunto erguendo minhas sobrancelhas. - Não estou pedindo nada. Eu estou informando a você os meus planos para sexta-feira. Eu quero ver José, e ele precisa de um lugar para ficar. Ele pode ficar aqui com a gente, ou na minha casa, mas se ele for, eu devo ir também. - diz ela em um suspiro como se ela estivesse sendo perseguida ou como se ela não fosse capaz de dizer tudo isso, se não dissesse rápido. Estou chocado! Afinal o desgraçado que, quase a estuprou, e ela ainda quer vê-lo? E não apenas vê-lo, mas deixá-lo ficar com ela? - Anastasia, ele deu em cima de você! - Isso foi há várias semanas Christian. E, então, nós dois estávamos bêbados. Você me salvou, e ele nunca vai fazer isso de novo. José não é Jack pelo amor de Deus! - Então, deixe-o em seu lugar. Tenho certeza de que Ethan pode fazer-lhe companhia, -- eu digo mal humorado. Será que ela não vê que ela quase foi estuprada esta noite, e anda quer estar com outro homem que tentou forçá-la, minha namorada quer passar o tempo com o filho da puta! Por que ela está fazendo tudo tão difícil para eu protegê-la? - Christian, José quer me ver, não Ethan. - dai-me paciência! Eu olho para ela fazendo uma careta. Ela está com uma expressão suplicante. - Christian, José é apenas um amigo, e isso é tudo. - E, eu tenho que gostar disso? Ela junta as sobrancelhas fazendo uma carranca para mim. - Olha, eu estou lhe dizendo que ele é meu amigo. Um amigo que eu não vejo desde a sua exposição, e isso foi muito breve. Eu sei que você não tem amigos além daquela mulher horrível, mas eu não me queixo cada vez que você a vê. Quando o assunto se transforma em Elena? Eu pisco espantado. Ana não quer que eu veja Elena? - Christian, eu quero ver José, e você sabe que eu não tenho sido uma boa amiga para ele.

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II Mas eu ainda estou preso com o tema inicial. - É assim que você se sente? - Hein? Sobre o quê? - Ela pede confusa. - Sobre Elena, é claro. Você prefere que eu não a veja? - Eu peço. Eu sei que ela a odeia, e fica com ciúmes de que tenhamos um passado, mas, eu nunca pensei que ela não quisesse que visse mais. Ela suspira, e para por um minuto, avaliando minha reação com seus olhos azuis bebê. - Absolutamente! - Diz ela com fervor. - Eu prefiro que você não veja Elena. - Por que você não disse logo? - Peço acusador. Eu demonstro claramente os meus sentimentos para ela, eu pensei que ela poderia fazer o mesmo. - Por quê? Christian, porque eu não tenho o direito de dizer se você deve ser ou não amigo dela. Você acha que ela é sua única amiga, - ela respira agravada. - Da mesma forma, não é direito seu dizer se eu posso ver meu amigo José. Você não pode ver isso? Minha mente rapidamente calcula que eu possa fazer concessões. Deus sabe que eu não me importo de ver o fotógrafo. Então, deixando Anastasia ficar em seu apartamento com dois homens que estão salivando por ela não é uma boa opção. Por outro lado, se ele ficar aqui, ele poderá ver que ela é minha mulher, e assim eu posso manter um olho nele. Por mais que eu não goste dele, esta é a melhor opção. - Tudo bem, ele pode ficar aqui. Dessa forma, eu posso ficar de olho nele. - murmuro com desgosto. - Obrigado Christian. eu vou estar aqui também... , diz ela deixando seus pensamentos pendurados no ar. - Você sabe que tem muito espaço, - diz ela gesticulando com sua mão, sorrindo. E eu acho que já passou a pior parte do dia. - Oh senhorita Steele, você por acaso está sorrindo para mim? - Certamente Sr. Grey, - ela responde enquanto pega seu prato limpando-o. Eu digo a ela que a Sra. Jones faria isso, mas ela ignora e o limpa. Ela está apenas tentando ocupar-se para se esquecer do stress de hoje? - Ana, eu preciso trabalhar um pouco baby, - eu digo analisando seu rosto vendo se está tudo bem com ela. - Legal. Eu tenho certeza que posso encontrar algo para fazer, - ela responde. - Venha aqui, baby, - eu ordeno em um tom suave e sedutor, meus braços estão abertos à espera. Ela rapidamente vem para meu abraço, seus braços envolvem meu pescoço. Eu tomo uma fina respiração e aperto em torno de seu corpo, eu fecho meus olhos saboreando-a. Eu inalo o cheiro dela.

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II - Você está bem querida? - Eu sussurro. - O que você quer dizer? - Pergunta ela. - Anastasia, você não se lembra de o que aconteceu com aquele filho da puta? A merda de ontem? Eu quero saber se você está bem. - eu digo preocupado. Eu a puxo para trás e verifico sua expressão. Ela pensa por um minuto, considerando a minha pergunta. - Sim! - ela sussurra de volta. Quando fecho meus olhos, eu fico agradecido por sua força, e mantenho-a firme em meu abraço mais uma vez, beijando seu cabelo repetidamente. - Não vamos brigar, por favor, - eu digo suplicando entre meus beijos. Eu tomo uma inspiração profunda de seu perfume. - Ana, você cheira maravilhosamente, - eu sussurro. Ela chega até meu pescoço dentro do meu abraço e me beija sussurrando: - Igualmente a você. - Eu finalmente a libero rapidamente, e digo a ela que eu estarei de volta em algumas horas. Ela acena com a cabeça, sorrindo. Eu vou para o meu escritório, e fecho a porta atrás de mim. Eu verifico o meu e-mail imediatamente e vejo a mensagem ameaçadora de Barney. _____________________________________________

De: Barney Sullivan Assunto: Jack Hyde Data: 15 de junho, 2011 21:37 Para: Christian Grey Sr. Grey, Eu copiei uma lista de itens que encontrei no computador de Jack Hyde na SIP. Eles estão como se segue e os conteúdos em servidores reais são GEH FTP como os conteúdos originais são muito grandes. Use o link que eu estou lhe fornecendo para acessar e baixar o conteúdo relacionados a você. Início endereços da família Grey: Cinco propriedades em Seattle, WA área (tinham vários endereços de sua família, seu irmão, e o seu senhor) Dois Currículos Sr.

endereços

propriedades detalhados Christian 438

em

Detroit,

MI para: Grey

II Sr. Sr. Dra. Senhorita Senhorita

Carrick Elliot Grace Mia Anastasia

Grey Grey Trevelyan-Grey Grey Steele

Artigos de jornais e publicações on-line relativos a: Sr. Sr. Sr. Dra.

Christian Carrick Elliot Grace

Grey Grey Grey Trevelyan-Grey

Imagens: Christian Senhorita Dra. Sr. Sr.

Grey Mia Grace Carrick Elliot

Grey Trevelyan-Grey Grey Grey

(arquivo (arquivo (arquivo (arquivo (arquivo

1) 2) 3) 4) 5)

Por favor, use o seguinte link de FTP para acessar os arquivos. Você pode usar suas informações do login pessoal para download, senhor: https://geh.com/ftpclient/account/login.htm Eu, naturalmente, verifico para ver se há outros arquivos ocultos no computador, ou qualquer outro lugar no servidor da SIP. Vou informá-lo de qualquer coisa que eu encontrar. Barney Sullivan Chefe de TI, GEH _____________________________________________

Eu faço login no servidor, e baixo as informações coletadas por Jack Hyde sobre mim e minha família, que abrangem um grande número de anos. Eu examino a informação. Parece que ele está em uma missão. Para que ele está reunindo essas informações? Por que toda a minha família? Durante a hora seguinte, eu passo por tudo nos arquivos. O homem está obcecado com a minha vida. Tenho a sensação de que isto é inteiramente sobre mim. Ele está reunindo informações sobre MINHA família, Minhas propriedades, MINHA namorada... Minha namorada! Ele a atacou hoje, e ele poderia ter a ferido seriamente, se não fosse o treinamento de Ray! Deixo meu laptop imediatamente com o desejo de encontrar Anastasia, para segurá-la em meus braços mais uma vez. Quando eu chego à sala grande, ela não está lá. Eu faço o meu caminho para o meu quarto, mas não há sinal dela também. Entro em Pânico. Eu vou até onde costumava ser o quarto dela, e ela não está lá. Desta 439

II vez, na execução de passos que eu faço o meu caminho para a biblioteca, está escuro e vazio. Onde mais ela poderia estar? Eu me viro olhando para cima e para baixo no corredor, e percebo a luz penetrando na sala de jogos. Eu não me lembro de ter deixado a porta destrancada. Eu lentamente faço o meu caminho para a porta. Lá está Anastasia olhando curiosamente para as gavetas onde guardo alguns dos brinquedos sexuais. O que ela está fazendo aqui? Ela pega um plug anal da gaveta, e ergue a cabeça olhando para ele como se fosse um item de Ripley Believe It Or Not Museum . Então ela pega outro plug anal, e o examina, completamente perplexa sobre sua função. Sinto um sorriso surgir em meus lábios. Sua inocência é completamente adorável. Ela olha para cima sentindo o meu intenso olhar sobre ela, e me vê de pé na porta. - Oi, - ela diz, timidamente, olhando para o meu olhar aquecido. - O que você está fazendo aqui? - Eu falo baixinho. Sua presença aqui tanto me desperta quanto me assusta. A memória dela aqui, me deixando ainda está fresca, e eu não sei se eu a quero no quarto. Mas, então, tivemos algumas horas extremamente agradáveis fazendo amor aqui. Meus sentimentos estão confusos sobre a sala de jogos. Oh, sim, eu estava aqui antes, perguntando o que eu deveria fazer com ela. Eu não estou muito certo se ela quer que eu mantenha este quarto, mas ainda assim, ela está aqui me surpreendendo completamente mais uma vez. Ela fica constrangida por ser pega fazendo algo que não deveria estar fazendo. - Hum, eu estava um pouco entediada, e fiquei curiosa, - diz ela dando de ombros como se isso pudesse explicar. - Então, aqui estou eu, - diz ela dando-me um sorriso de desculpas. Eu entro na sala, e passo o meu dedo indicador sobre os lábios tentando esconder um sorriso. - Curiosa e entediada, você disse. Essa é uma combinação muito perigosa, Srta Steele, - digo com voz rouca, e com olhar sensual. Ela engole seco, sabendo o que está por trás de meu olhar. - Talvez eu possa ajudar. Sobre o que exatamente você está curiosa? - Oh... Bem... a porta estava aberta, - diz ela nervosamente apontando para a porta, - Estava aberta, e eu só... Entrei, - ela balbucia ansiosa. Quando eu, finalmente, chego até ela, eu descanso meus braços e meu queixo em cima da cômoda, contendo diversos brinquedos. - Acho que me esqueci de trancar a porta quando eu estava aqui no começo do dia pensando no que fazer com tudo isso, - eu digo um pouco chateado comigo mesmo por ter me esquecido de trancar a porta. - Ah, - ela pede com surpresa. Agora, eu estou curioso. Ela está aqui, nesta sala. Claramente há algo que ela gosta nela. Mas, o quê? 440

II - E aqui está você senhorita Steele, cheia de curiosidade. - Anastasia me olha surpresa. - Então, você não está com raiva de mim Christian? - Ela sussurra quase assustada. - Por que eu deveria estar com raiva, Ana? - Eu não sei. Talvez porque eu tenha invadido. Quem sabe, Christian? Você está sempre com raiva de mim por um motivo ou outro, - diz ela, dando de ombros como se eu fosse um mistério, ou curiosidade. Isso me surpreende. Nem sempre fico bravo com ela, não é? Não. Só quando ela se coloca em desnecessário perigo. - Sim, você está invadindo, mas eu não estou bravo com você por isso. Eu estou esperando que um dia você concorde com... - desta vez eu fico nervoso. - Bem, você vai viver comigo, e tudo aqui, também vai ser seu - eu digo com intensidade. - Eu estava tentando decidir o que fazer com ele hoje. Mas eu não estou com raiva de você o tempo todo. Você sabe que nesta manhã eu não estava, - eu digo maliciosamente. Ela sorri. - Você está brincando? Eu gosto do Christian brincalhão, - diz ela. - Você gosta agora senhorita Steele? - Eu digo arqueando minha testa com um sorriso de satisfação. Finalmente lembrando que ela tem um brinquedo na mão, ela continua curiosa e pede para saber o que é. - Curiosa como sempre, Srta Steele? Isso é um plug anal que eu comprei para você, - eu digo. - Para mim? - Ela pergunta em voz rangendo. Concordo com a cabeça, mas agora eu desconfio de sua reação enquanto ela franze a testa. - Você compra brinquedos novos para cada hum... Submissa? - ela pede nervosa. - Alguns brinquedos, sim. - Isso inclui os plugs de bunda? - Sim. Ela engole, em seco. Ela puxa outro brinquedo com esferas que diminuem gradualmente perguntando o que é isso. - Elas são chamadas de contas anais, - eu respondo. Ela solta caindo na gaveta como se ela tivesse tocado em fogo com um olhar horrorizado no rosto. Ela balança a cabeça, como se fosse para limpar uma imagem desagradável de sua mente. - Elas têm um efeito muito intenso se você retirá-las no meio do orgasmo, - eu digo dando de ombros. Eles são apenas brinquedos.

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II - Então você comprou o isso... Hum ... esta gaveta de coisas de bunda para mim? - ela pede me fazendo sorrir. - Sim, eu comprei. Ela empurra a gaveta fechando-a chocada. - Você não gosta do conteúdo da gaveta de bunda, baby? - Peço indiferente. Ela limpa a garganta. - Bem, ela não estaria no topo minha lista de Natal, - diz ela inocentemente me fazendo sorrir de orelha a orelha. Ela toca a próxima gaveta, mas com medo de encontrar o que está nela. Eu digo a ela que a próxima gaveta contém os vibradores. Ela aponta para o outro, tendo um dos artigos para fora. - Esses são um pouco mais interessantes. São grampos genitais, - eu digo e sua expressão vale mais que mil palavras. Ela fecha a gaveta imediatamente. - Estes são tanto para dor quanto prazer, mas a maioria é para o prazer, - eu explico com uma voz suave. Ela pega outro item, e me pede para identificá-lo. - Grampos de Mamilos, para os dois, - eu explico. Ela está curiosa sobre isso, e eu demonstro em seu dedo mindinho. - Você vai sentir a sensação muito forte, mas é quando os tira que eles estão em seu maior pico de dor e prazer. - Eu gosto destes, - murmura timidamente. - Você agora gosta senhorita Steele? Eu posso ver, - eu digo presunçosamente. Ela acena com a cabeça e distraidamente morde o lábio. Escurece o meu olhar e meu desejo por ela que já está no auge nesta sala. Eu a alcanço e puxo o queixo liberando o lábio do cativeiro de seus dentes. - Você sabe o que isso faz para mim, - eu digo sombriamente. Quando ela coloca os clipes de volta na gaveta, eu mostro-lhe outro par. - Estes você pode ajustar, - Eu mostro a ela. - Ajustar, como? - Dependendo do seu humor, você pode usá-los muito apertado... Ou não, - eu digo sem quebrar meu olhar atado com desejo lascivo. Sua respiração aumenta. Ela engole secamente, e fica tímida, ela ocupa-se em encontrar outro brinquedo na gaveta.

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II - Por que você precisa de um cortador de biscoitos? - Ela pergunta inocentemente. Eu sorrio. - Isso é chamado de cata-vento Wartenberg, - Eu digo, e ela olha para mim questionando. Eu saio e pego a mão dela. - Abrindo a palma da mão, - eu digo baixinho, meus dedos acariciando seus dedos. enquanto nossos corpos se conectam, um choque de energia surge através de nós dois, fazendo-nos estremecer. Eu olho para ela. Quando ela abre a palma para cima, eu corro o catavento sobre a palma da mão. Ela geme. - Ah! - Mas tem um olhar de surpresa em seu rosto para o que se sente. - Imagine isto sobre seus seios. - Eu sussurro em seu ouvido calmamente. Ela agarra a mão, corando. - Há apenas uma linha muito tênue entre dor e prazer, Ana, - eu digo quando volto a colocar o cata-vento. - Em que você usa os prendedores de roupa? - Ela pergunta curiosa olhando-os na gaveta. - Há uma grande quantidade de coisas que você pode fazer com eles, - eu digo com um ardente desejo em mim. Ela se inclina para a gaveta, de costas, empurrando-a de perto. Acho que, o nosso show acabou. - É só isso? - Peço divertido depois de ver sua reação. - Não, - diz ela abrindo outra gaveta onde ela encontra a mordaça de bola. - Para mantê-la quieta, - eu digo sorrindo com o pensamento em sua boca inteligente. - Limite rígido, - murmura. - Eu me lembro. Mas você sabe, você ainda pode respirar com ela, - eu digo demonstrando isso. Ela me pergunta se eu tinha usado antes. Eu digo a ela que eu tinha. Ela, claro, frustrantemente associa com dor de novo, pensando que eu tinha usado para mascarar meus gritos. Eu suspiro, mais uma vez. - Anastasia, eles são sobre controle. Pense em como você seria impotente, amarrado, e incapaz de falar... Quanto à confiança que você tem que ter sabendo que eu tinha tanto poder sobre você... Você tem que confiar que eu posso ler seu corpo e sua reação sem ouvir suas palavras. Ela ia me colocar no controle final e tornando-se completamente dependente de mim, - eu digo explicando. Ela ergue a cabeça e examina a minha expressão, quase triste. - Você soa como se o perdesse, Christian, - ela observa.

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II - Isso é o que eu sei, - eu confesso. Todo o resto é novo, e este tem sido o meu modo de vida por tanto tempo. Eu olho para seu desejo, impotente. - Você sabe que tem o poder sobre mim Christian, - sussurra. - Eu? Realmente Ana? Você me faz sentir... - Eu digo suspirando. Qual é a palavra certa... Inadequada, vulnerável, exposta, impotente, indefeso... –Impotente, - digo finalmente. Isso resume tudo. - Não! Por que você acha isso? - Ela pede fervorosamente. - Porque Anastasia, você é a única pessoa no mundo que eu conheço que realmente poderia me machucar, - eu confesso. Machucar-me além do reparo. Eu me senti impotente quando ela me deixou. Eu morri mil mortes ontem pensando que ela seria morta! E hoje, alguém tentou ferila! Realmente machucá-la! Ela pode simplesmente destruir-me por não estar comigo. - Oh, Christian, você isso funciona nos dois sentidos. Se você não me quiser..., - Diz ela olhando em seus dedos nodosos nervosamente. Ela estremece como se um vento frio soprasse através da sala. - Eu não quero nunca mais te machucar, Christian. Eu simplesmente amo você, - ela sussurra, agora olhando para mim. Eu ainda não consigo entender por que ela me ama. Eu sou antipático. Seus dedos atingem minhas costeletas, e o seu toque é celestial. Eu fecho meus olhos, e encontro-me inclinando-me em sua carícia. Eu largo o último brinquedo na gaveta distraidamente e a fecho. Tudo o que eu quero fazer é segurar a minha menina em meus braços e sentir sua presença. Meus braços cobrem ao redor de sua cintura, puxando-a para perto de mim. - Terminamos com a demonstração? - Eu peço em uma voz suave lasciva. - Por quê? O que você tem em mente? - Ela pede. Quando eu me inclino para beijá-la suavemente, ela apenas se derrete em meu beijo, e retribui enquanto está fortemente segurando em meus braços. - Querida, você quase foi atacada hoje. Eu quero saber se você está bem. - Eu digo com apreensão e raiva em minha voz. Ela encolhe os ombros. - E daí? Qual é o problema? - Eu a puxo para trás para olhar para ela. - O que diabos você quer dizer? - Eu assobio com raiva. - Eu estou bem, Christian, - diz ela totalmente imperturbável. Eu a mantenho ainda mais perto, enterrando-a em meu peito. - Toda vez que eu penso no que poderia ter acontecido com você, - eu engasgo... Eu não poderia ter feito isso nesta noite. Eu teria matado o filho da puta! Eu tento sentir Anastasia com olfato, tato e paladar. Eu a inalo e beijo o seu cabelo, mantendo-a em mim.

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II - Christian, eu sou mais forte do que pareço, - ela sussurra no meu pescoço. - Eu sei que você é forte o baby, - eu sussurro. Mas isso não é o suficiente para me sentir seguro. Eu não quero confrontar meus demônios esta noite. Eu beijo seu cabelo novamente, soltando-a Anastasia é pura atenção, e sua mente sempre tão curiosa, ela pega outro brinquedo na gaveta. Ela levanta-se e olha para ele com curiosidade. Isso é outro dispositivo de controle final que eu gostaria de usar em você agora. - Essa é uma barra de extensão com o tornozelo e restrições de pulso, - murmuro quando meu olhar escurece com paixão. - Como é que funciona? - Ela pergunta com os olhos brilhantes, em busca de uma demonstração. - Você quer que eu te mostre? - Eu respiro agradecendo a Deus por uma mulher sempre curiosa. Eu fecho meus olhos em uma breve súplica. Ela tira o meu fôlego com uma simples pergunta, e acorda meu deus do sexo como ninguém. - Sim, eu acho que eu gostaria de uma demonstração. Eu gosto de ser amarrada, - ela sussurra timidamente e eu quase explodo. Inspire, expire. Mas o meu desejo tem curta duração, porque este quarto é doloroso para mim. Eu não posso tê-la aqui. A memória dela me deixando aqui, nesta sala ainda é muito fresca. - Oh, Ana. Não aqui, - digo com voz atormentada. - Por que não? - Porque eu quero você na minha cama, não no quarto. Venha, - eu digo pegando a barra de sua mão, e levando-a para fora da sala onde a minha última memória dela era dela me deixando com o meu coração e alma. Deixo a dor e a memória atormentada presa, para serem tratados em algum outro momento dentro dos limites da sala de jogos.

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II Capítulo XVIII - Mas Christian porque nós não estamos… você sabe, lá? – Anastasia pergunta significativamente. Como eu explico o que a presença dela no quarto de jogos me faz sentir? Do lado de fora da porta do quarto de jogos, eu paro e me viro pra olhar Anastasia, meu rosto triste, já sobrecarregado com o que aconteceu esta noite... e ir lá, no quarto onde eu tive meu maior desgosto não é algo que eu possa lidar esta noite. Eu suspiro e prendo o olhar com Anastasia. Eu balanço minha cabeça e seguro seu rosto em minha mão. - Anastasia, não estou pronto pra entrar lá com você... Nem mesmo se você estiver. Quando estávamos lá, há pouco tempo atrás, você me deixou. Mesmo ainda que eu continue a dizer... – digo suspirando. O pensamento disso, o stress com a memória fresca dela me deixando, e o resultado... - Você não entende o que isso me faz sentir? Palavras estão falhando pra expressar o que eu sinto... A preocupação e o medo que me agarrou, o desespero e a imensa dor da perda quando ela saiu por essa porta... Eu fecho meus olhos pra empurrar a imagem pra longe dos meus pensamentos. Quando os abro novamente a dor ainda é presente. Gesticulando em volta com minha mão eu digo, -... Com você indo embora, minha abordagem e atitude mudaram. – meu mundo mudou. - Minha perspectiva sobre vida... Sobre minha vida particular, fundamentalmente, mudou de direção. Tem sido uma mudança radical e eu já tenho falado sobre isso com Você. Mas, há algo que eu não disse... – Digo olhando pra ela preocupado. Exasperação, confusão e dificuldade de expressar meus sentimentos me sobrecarregam. Eu corro uma mão pelo cabelo como se fosse varrer esses sentimentos pra longe. Finalmente, abro minha boca tendo formado algumas frases coerentes em minha cabeça pra transmitir como me sinto. – A única comparação que eu posso usar é como um alcoólatra em recuperação, certo? Eu sei que a compulsão pra fazer o que estou acostumado se foi, - digo em uma única respiração. Embora depois de hoje, eu não quero tentar a compulsão. Eu não quero nem mesmo dar a isso uma chance de colocar sua cabeça feia pra fora. - O que estou tentando te dizer é que eu não quero abrir caminho pra tentação... lá, - eu digo apontando o dedão na direção do quarto de jogos. – Eu nunca quero machucar você, Ana. – e esta é a completa verdade. Não importa o quão furioso eu fique com ela, não quero machuca - lá. Eu não posso suportar isso! Eu já tenho muita culpa por ter feito o que eu fiz. Eu não posso apagar aquilo. Mas eu não tenho que repetir a experiência ou abrir caminho pra isso.

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II Ela olha preocupada. Talvez preocupada que muito das outras coisas que poderíamos fazer teriam partido junto com a punição, mas não é verdade. O que foi embora é só a punição. Machucá-la me machucaria. - Ana, eu não posso suportar machucar você, porque eu te amo, - confesso, olhando seu rosto, querendo que ela me entenda. Entenda o que eu sinto por ela. O simples fato é que ela é minha vida. Ela está enraizada na minha alma. Anastasia me pega de surpresa por se jogar em cima de mim e eu tenho que derrubar a barra pela escada apenas em tempo de capturar ela em meus braços. A força de seu peso me empurra pra parede, e suas mãos alcançam meu rosto, afetuosamente, capturando-o, ela puxa meu rosto pra baixo e imerge seus lábios nos meus, forçando sua língua em minha boca. Ela empurra seu corpo a nivelar com o meu, suas mãos viajando em meu cabelo, puxando e torcendo enquanto seus lábios estão chupando minha língua. Que porra! Minha libido apenas dispara além dos gráficos e estou pronto pra foder ela aqui mesmo, agora! Argh! Eu não quero que ela seja vista, acidentalmente, por Taylor ou Sra. Jones. Eu gemo e empurro-a levemente pra longe de mim. Mais um segundo disso e eu não vou ter autocontrole, minha respiração está irregular como seu tivesse corrido uma maratona. Embora a única maratona que eu quero estar envolvido, no momento, é subindo nela! - Anastasia se você continuar com isso, vou foder você na escada quer você queira ou não ser fodida aqui! – eu digo em um olhar escuro. - Sim! – ela respira com um desejoso me-tome-agora olhar. Por um minuto me sinto indeciso. Quero toma-la aqui, e venha o inferno ou a inundação, não vou ligar que nos vejam! Mas meu ciúme de qualquer um vendo ela nessa posição, em espasmos de paixão, ferve meu sangue. Isso é pra mim e só pra mim! De jeito nenhum! Desejo ainda é primordial. Vou tê-la, mas não na escada. - Não. Não vou foder você aqui! Vou te levar pra minha cama, - digo e sem esperar outro segundo pego-a do chão e a coloco sobre meus ombros como um Neandertal, carregando sua mulher, ela dá um grito alto, o que a faz ganhar uma palmada em seu delicioso traseiro, o que também alivia minha raiva anterior por ela. Eu desço as escadas e me inclino pra baixo pra pegar a barra de extensão do chão onde ela foi parar depois que eu a derrubei, ansioso pra testar isso nela. Mal consigo seguir pro meu quarto rápido suficiente. Depois de tudo que aconteceu esta noite e graças a Deus que nenhum mal aconteceu com ela, me sinto instantaneamente aliviado e acomodo Anastásia e jogo a barra de extensão sobre a cama. Ainda focada no que me preocupou no quarto de jogos, Anastásia sussurra: - Eu não acredito que você vá me machucar, Christian. - Eu não vou machucar você, - digo apaixonadamente, tendo mal feito pelas escadas até meu quarto e imediatamente tomo seu rosto dentro do confinamento de minhas mãos beijando ela forte, desesperadamente, apaixonadamente e intensamente. O desejo de tê-la, tocá-la, fazer amor 447

II com ela é insuportável. Depois de um dia de merda como hoje, tudo que eu quero fazer é me perder nela. - Eu quero você... Desesperadamente, - respiro contra sua boca entre beijos, ofegando. Mas eu não quero forçar a barra em cima dela. A preocupação sobre o que aconteceu hoje e o que ela possa sentir está me segurando. Isso tem que ser decisão dela. – Anastasia, - digo fazendo ela me olhar. – Você tem mesmo certeza disso, baby? – pergunto. – Mesmo depois do que aconteceu hoje? Um firme – Sim, - é sua resposta. – Eu quero você e quero agora. Eu quero despir você, Christian, - ela diz desesperadamente. Apreensão cresce em mim novamente. Despir envolve toque. Normalmente eu teria mais controle… Mas esta noite, depois de tudo que aconteceu, ainda estou agitado e ainda tomando esforços pra me controlar. Mas esta é a Ana. Eu faria isso por ela. Eu faria quase tudo por ela. - Tudo bem, - concordo. Os demônios do medo acordam com seus rostos rosnando em minha mente. Conforme os dedos de Anastasia, lentamente, alcançam o segundo botão na minha camisa, o demônio com seus olhos brilhantes e rosto desconhecido, que parece ser residente nos cantos escuros da minha alma cutuca seu tridente de medo em meu coração e eu tenho que tomar uma ingestão aguda de ar. Eu não posso deixar o medo ganhar. Não posso o deixar tomar conta de mim, tomar conta do que temos. Anastasia lentamente retrai sua mão meio caminho de volta e ela fica indecisa pendurada no ar, incapaz ou relutante em tocar. – Se você não quer que eu toque, eu não vou tocar você, Christian, ela sussurra suavemente. Se eu não deixá-la me tocar agora, estaria deixando meu medo vencer, o medo com seu rosto obscuro de um demônio brilha vitoriosamente nos olhos da minha mente. Estou desesperado por essa conexão, precisado de fato. Desejoso até. Mas esse medo maldito está sempre mostrando seu rosto feio. A esperança de “nós” é a única coisa que está me segurando de pé aqui. Esperança é mais forte do que o medo. Nós... Anastasia e eu. Sem medo… Sem medo… Sem medo… eu entoou em minha cabeça, e respondo-a imediatamente. - Não! Faça isso. Estou bem. Está bom… Tudo bem. – murmuro em uma sucessão rápida. Engulo duro, tentando passar um pedregulho pelo meu esôfago como se isso fosse possível. Um passo. Respirações rasas. Inspira. Expira. Ela abre o segundo botão. Outro passo... Pequenos passos. Inspira, expira. Meus olhos fixos nela. Eu faço um pequeno ‘ O’ com meus lábios pra exalar minha respiração. Mais um passo... Mais um botão. Depois que ela desabotoa o terceiro botão ela olha pra cima e, então, levemente sopra pinicando meus pelos do peito. Sensual e assustador ao mesmo tempo.

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II - Quero beijar você aqui, - ela diz soprando outra respiração pequena pro meu pelo exposto no peito, de um jeito que eu não irei confundir onde ela quer me beijar. - Me beijar? – pergunto em um tom estressado. Meu coração está palpitando, o demônio está espetando seu tridente, dentes enterrados até o toco, torcendo dolorosamente em meu coração! É só a Ana... É só a Ana... É só o meu amor. - Sim, - murmuro concordando. Torcendo e torcendo forte. Medo ramifica e aperta dentro do meu coração como os dentes do tridente do demônio me fazendo suspirar por ar. Ela se inclina centímetro por centímetro. Sua intenção é clara. Minha reação inicial seria pular pra trás, correr pra longe e empurrá-la. Esta é a Ana... Esta é a Ana... Esta é a Ana! Eu relembro a mim mesmo. Ela alcança em baixo e planta um beijo suave como o toque de uma borboleta entre os cabelos do meu peito enquanto seguro minha respiração e permaneço muito, muito quieto. Então, ela desfaz o ultimo botão e olha pra cima pra mim vitoriosamente. Eu... estava com medo. Mas isso foi bom. Bom mesmo ter seus lábios em meu peito. Assustador, sim. Mas definitivamente bom. O que ela está fazendo comigo? Que tipo de magia negra é essa? Ah Ana... O que você faz pra mim, como você me muda. Ela é meu anjo... minha salvadora do meus demônios pessoais. Meu mais... - É um pouco mais fácil, não é? – ela pergunta em um sussurro. Eu aceno, completamente, hipnotizado com o que ela está fazendo. É um simples, inocente, ainda sensual, sexy como o inferno tarefa. Estou admirado com ela. Admirado com nós! Individualmente não somos significantes. Mas juntos somos ‘nós’. E o que isso é, é simplesmente magnífico. Como ela me mudou, me metarmofosou em um ser tocável. Um arrepio me percorre. - O que você faz comigo, Ana? Como você me mudou? O que for que esteja fazendo, o que seja, por favor, não pare, - murmuro completamente maravilhado, completamente apaixonado, completamente envolvido em sua mágica. Eu estou apaixonado com o que ela é, quem ela é, o que ela faz comigo. Completamente cativado! Não consigo pensar em nada a não ser ela, especialmente agora. A mera distância é muito grande pra mim e, imediatamente, puxo-a para a segurança dos meus braços, abraçando-a apertado, inalando seu perfume. Meu nariz viaja até seus olhos, seu nariz e, finalmente, meus lábios descem nos dela, desejo corre através de mim, tomando meu corpo. Eu capturo seu cabelo com as duas mãos e, quando eu quase puxo com força pra baixo, sua cabeça levanta, lábios separados, desejosa, convidando e acessível. Quem sou eu pra não obrigá-la? Eu mergulho minha cabeça pra baixo e começo a correr meus lábios pelo seu rosto, provocando, só parando em seus lábios por poucos segundos, então, suavemente mordisco sua mandíbula o que a deixa louca e sua reação me faz quente e necessitado, pronto pra pular fora da minha pele pra ter ela. Eu gemo alto e isso faz algo com Ana. Nós apenas nos alimentamos com a reação um do outro e nos perdemos nelas. As mãos de

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II Anastasia estão em meus quadris tentando desfazer o botão e o abrir o zíper em uma falta de jeito apressada, já que ela está muito desejosa pra manter suas mãos estáveis, mas ela consegue. Um gemido escapa dos meus lábios, conforme minha ereção está tentando forçar caminho pra fora das minhas calças e cuecas boxers. – Ah baby, - gemo com desejo conforme eu a beija. A mão de Anastasia mergulha em minhas calças, me fazendo suspirar com a prazerosa surpresa. Tendo aberto o zíper, ela agarra o cós calça e puxa minhas calças e cueca forçadamente, me libertando e caindo de joelhos e me colocando em sua boca! - Whoa, Ana! Estou completamente chocado, conforme minha mandíbula cai aberta com o jeito que ela toma o comando e me toma no prazeroso cativeiro de sua boca. Revestindo-me completamente ela chupa... Com força. Estou lascivo, desejoso e também completamente hipnotizado com seus lábios em minha masculinidade. Estou em um prazer carnal pesado... Ah, o que eu quero fazer com você, Srta. Steele! Eu posso ser recíproco... Argh! Eu gemo. Ela chupa. E chupa implacavelmente! Sexy pra caralho! Estou hipnotizado com ela. Como se eu a estivesse observando tanto por dentro como fora do meu corpo. Que experiência! Ela empurra fundo e por um momento sua boca me preenche completamente, e quando ela está puxando de volta, ela levemente me roça com os dentes enquanto a língua dela está acariciando, e os meus olhos rolam para trás em puro prazer. - Caralho, Ana! – assobio entre meus dentes mal me contendo. Me encontro segurando sua cabeça e flexiono meus quadris em resposta aos seus puxões, e me perco fundo em sua boca. Eu nem mesmo sei quem está fodendo quem... Eu só quero tomá-la e ser o único no controle. Eu ainda não quero gozar. Eu tento puxar de volta pra tomá-la de vez, mas ela agarra meu traseiro com suas mãos e me segura firmemente conforme ela continua chupando. - Ana, por favor... Se você não parar agora eu vou gozar! – eu gemo. Eu quero gozar na boca dela agora? Estou perdido, incapaz de pensar direito. Quero estar em cima dela, dentro dela, ainda assim, eu não consigo... Estou perdido... tão perto. Ela gira a língua na ponta, e isso empurra a escala, eu gozo em sua boca gritando seu nome e o orgasmo passa em ondas arrebentando em todo o meu corpo ondulante através de mim. Ela toma e engole tudo que tinha pra dar a ela. Uma vez que os tremores baixam, eu consigo abrir meus olhos e olhar pra ela, e ela está sorrindo pra mim conforme lambe os lábios. Ah baby! Então esse é o seu jogo! Eu sorrio pra ela provocante, me abaixo e a coloco de pé e, imediatamente, cubro seus lábios com os meus, a realização que o meu cheiro, meu gosto, minhas sementes estão todas sobre ela. Eu a marquei, ou melhor, ela a marcou mesmo comigo. Isso é sexy como o inferno! - Posso sentir meu gosto em sua boca, e baby, isso faz você ter um gosto ainda melhor, - sussurro maliciosamente em seus lábios entre beijos. Isso é tudo que posso aguentar sem explodir, eu 450

II arranco fora sua t-shirt e, descuidadamente, lanço no canto do quarto, então eu agarro minha mulher e a lanço na nossa cama. Ela está deitada em suas costas nua da cintura pra cima, então eu me curvo pra deixá-la toda nua, levanto suas pernas e puxo seu moletom fora. Sim! Ela é um lindo pacote. Nua, inocente, mas desejosa, e não há nada mais sexy ou quente do que uma mulher que está apaixonada por você, querendo você e os sentimentos são mútuos! Eu faço minhas intenções conhecidas pra ela. Ela está além de quente por mim. Levantando sua cabeça levemente, descansando em seus cotovelos ela diz: - Você é um belo homem, Christian e tem um gosto delicioso, - me fazendo rir. Baby, você não tem ideia de como eu irei retribuir seu assalto amoroso... estou pensando em variar, mas na minha própria marca e estilo. Eu pego a barra de extensão e algemo seu tornozelo esquerdo primeiros, garantindo que não está apertado demais ou desconfortável. Ainda há espaço pra um dedo entre a algema e seu tornozelo. Meu olhar não deixando o dela e posso ver em seus olhos que ela está avaliando minha expertise com a barra de extensão. Eu dou a ela um sorriso maroto em resposta. - Estou ansioso pra provar você novamente, Srta. Steele. Porque eu me lembro de você sendo uma excepcional e delicada iguaria, baby, - digo conforme nossos olhares permanecem trancados. Eu pego seu outro tornozelo e algemo com a mesma expertise. Suas pernas estão, no momento, separadas por dois pés, mas isso pode ser retificado. - Você sabe, Anastasia, uma das melhores coisas sobre esse extensor é que isso é expansível, - eu digo conforme eu estico as barras das articulações, abrindo suas pernas pra ficar mais três pés separadas. Anastasia apenas suspira para suas pernas abertas testando a grande abertura por tentar flexionar seus pés. Ela desiste incapaz de aproximá-los. Seu sexo floresce como uma rosa convidativa. Sua respiração aumenta, ela esta inquieta, ela quer que eu vá logo, mas eu vou tomar meu tempo. A bola está na minha quadra agora, baby! - Ah baby, nós iremos nos divertir muito com isso, - digo enquanto eu seguro a barra, e com uma simples torção eu rolo Anastasia pra sua frente facilmente e eficientemente. Esse é um ótimo brinquedo, me dá muito controle o que, claro, eu amo. Eu posso sentir ambos, excitação e surpresa palpitando através dela. - Você vê o que eu posso fazer com esse pequeno dispositivo? – murmuro carnalmente. Eu torço mais uma vez e sua frente está me encarando novamente. Anastásia está sem fôlego e surpresa com a quantidade de controle que essa simples ferramenta me dá. E embora eu não possa bater em Anastasia pra punir, eu posso fazer muito com sexo, e cara, eu sei como transformar isso em uma grande ferramenta tanto para o prazer como pra punição. Eu seguro as algemas que são designadas pro seus pulsos, e digo a ela que eu posso colocá-las ou deixar sem elas dependendo se ela se comportar ou não.

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II - Comportar? Eu sempre me comporto. Quando eu não me comportei? – ela protesta. Ela tem uma memória muito curta quando se trata de suas transgressões. - Eu posso pensar em algumas infrações. – digo suavemente enquanto eu corro meus dedos pela sola e o peito do seu pé. A sensação do meu toque evoca, desce até a linha quente de sua virilha. Ela se contorce pra se libertar, claro, mas eu tenho o controle agora. - Você não usou seu Blackberry, isto é uma infração, - digo expondo um dos pontos doidos que eu tive com ela mais cedo. Ela percebe que esta possa ser a hora da punição, ofegando. - O que você vai fazer? – ela pede conforme sua respiração se eleva. - Baby, eu nunca revelo meus planos, - digo sorrindo. Finalmente a oportunidade de pegar o que me é devido se acende em meus olhos. Eu, rapidamente, me dispo das minhas roupas restantes, e estou entre suas pernas, já ajoelhando. Ela está bem aberta, gloriosamente nua, sexy como o inferno e tudo dentro do meu alcance. Meus olhos nunca deixam os dela, e ela esta escrita em antecipação, curiosa e expectante. Antecipação é um prelúdio pra um ótimo sexo. Tudo acontece em sua mente. Eu quero que ela pense nas possibilidades do que eu possa fazer com ela… O que de fato? - Isso tudo é sobre antecipação, Ana. Pense no que eu vou, o que eu posso fazer com você... Antecipe, - digo suavemente, minhas palavras estão acariciando ela, afundando, e fazendo ela me querer, me desejar, e se conectar comigo em um nível superior do que apenas sexo bruto. Eu sei que isto está ficando nela, porque ela já esta gemendo e esta é minha dica. Meus dedos começam suas ministrações, implacavelmente, excitando-a movimentando, acariciando, tocando em suas pernas e costas dos joelhos, onde eles são sensíveis e excitação é quase instantânea pra ela. Ela tenta fechar suas pernas por instinto, mas elas não irão se mover, obviamente. Eu quero fazer mais, forçar ela aos seus limites, buscar o que me é devido e reivindicar ela, recuperar controle, mas somente com a permissão dela. Ela vem primeiro. Eu a relembro disso. – Baby, eu quero que lembre que se houver algo que não goste, por favor, me diga pra parar e eu paro, - murmuro enquanto continuo meu doce assalto. Ela está muito perdida em antecipação pra recusar. Eu lentamente me curvo e começo a beijar sua barriga suavemente, somente ao redor de sua barriga. Eu lentamente beijo, chupo e belisco-a enquanto minhas mãos capturam suas penas e continuam em direção ao norte em suas ministrações sobre suas pernas e o interior de suas coxas com toques suaves, alardeando-a, provocando, fazendo-a querer mais e implorar em antecipação. - Christian! – ela implora, - Por favor, ah, por favor... – ela geme implorando.

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II - Oh, Anastasia... Eu só estou retribuindo o favor do seu amoroso assalto sobre mim. Você pode ser muito impiedosa quando se trata do que você quer fazer, baby, - murmuro suavemente entre beijos. Ela não protesta mais, apenas se deixa se perder dentro dos prazeres que estou prestes a dar a ela conforme suas mãos agarram os lençóis. Minha boca vai pra baixo pela linha de sua barriga e osso púbico, sopro suavemente enquanto a provoco do que está por vir. Meus dedos fazem seu caminho até o ápice em seu sexo florescente e ela, inesperadamente, levanta seus quadris pra encontrar meus dedos. Sua reação me faz ter mais desejo por ela, me fazendo gemer, eu mergulho meus dedos fundo nela circulando e ela está quente e molhada pra mim. - Baby, você nunca para de me surpreender. Sempre tão molhada pra mim, - eu digo e com isso mergulho minha cabeça em seu sexo. Minha língua encontra sua deliciosa ponta rosa e conforme meus dedos continuam sua exploração dentro dela, minha língua lentamente e tortuosamente saboreiam as dobras de sua flor. Porque suas pernas estão estendidas separadas ela não tem opção, a não ser absorver todo o prazer. Ela arqueia as costas pra estender a intensidade de suas sensações, mas incapaz de completar. - Christian! – ela geme alto. Eu sei que ela está alcançando seus limites de lidar com a intensidade de seu orgasmo, que está se aproximando. - Eu sei baby, eu sei, - digo ficando com dó dela, e aliviando meus assaltos e suavemente e lentamente sopro na ponta de seu sexo exposto, mandando arrepios por sua espinha. - Argh! Por favor, agora! – ela implora por realização. - Diga meu nome! – eu ordeno. Eu preciso que ela reconheça e aceite quem está dominando-a agora. Quem é seu homem? Eu quero escutar isso dela! Eu quero ter seu corpo e alma, assim como ela me tem… - Christian! – ela grita em alta e desejosa voz. Seu corpo responde a mim antes que sua mente consiga e eu amo isso nela. Meu nome em seus lábios é como uma ladainha mágica me chamando pra ela, me chamando. É uma suplica se rendendo. Nada é mais sexy do que meu nome em seus lábios agora mesmo. - Diga de novo! – digo rouco. - Christian! Christian! Christian! Christian Grey! – ela grita em declaração que ela me pertence! Eu sou o homem dela! Só eu e mais ninguém!

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II - Você. É. Minha! – eu rosno com um profundo som gutural, cru e emocional depois de toda a merda que passamos essa noite! E um redemoinho e um mergulho da minha língua em seu sexo a empurram em seu orgasmo em fortes ondulações, percorrendo-a, repetidamente, sem qualquer forma de dispersar ou absorver por causa de suas pernas expandidas. Conforme ela ainda está estremecendo com o prazer remanescente, eu a viro em sua frente. Nós não havíamos tentado isso antes, mas eu quero ver se ela pode suportar isso. – Isso é novo, baby, e quero tentar isso com você. Se você não gostar disso ou não for confortável pra você, me diga e eu paro imediatamente. – então eu digo a ela pra manter a cabeça e o peito na cama. Eu pego suas mãos e algemo cada uma na barra próxima aos seus tornozelos. É uma posição estranha e vulnerável, mas sexy e incrivelmente gloriosa. Seu traseiro está pra cima no ar, convidando, e ela está incrivelmente linda. Eu corro meus dedos pela sua coluna, e quando eu chego em seu traseiro, declaro a ela que eu quero reivindicá-lo também. De fato, eu quero tido dela, quando estiver pronta. Meus dedos, gentilmente, sondam ela, e ela ofega. - Não vou reivindicar isso hoje, baby. Mas um dia eu quero você de todo jeito possível. Eu quero... Eu preciso possuir cada centímetro seu. Você é toda minha, baby, - digo ferventemente. Ela é só minha. O desejo, as convidativas dobras de seu sexo e seus gemidos são como o chamado da sereia, me puxando e eu me encontro com meu pau batendo nela. Porque ela está completamente aberta e ampla, seu sexo está absorvendo toda o meu considerável comprimento, tudo ao mesmo tempo, fazendo ela gemer alto, - Suave! Argh! Suave! – ela geme. E eu paro. É muito duro pra ela? - Você está bem? – eu pergunto a ela, tentando medir sua reação. - Seja suave primeiro… eu preciso me acostumar a isso, - ela diz. Estou satisfeito que ela está comunicando suas necessidades, desejos e limites comigo. Eu lentamente facilito pra fora dela, suavemente e com impacto mínimo e lentamente deslizo de volta dentro dela, centímetro por centímetro, lentamente alargando ela conforme eu preencho seu sexo. Eu suavemente saio dela mais uma vez e, lentamente e gentilmente, alargo e preencho seu sexo. Quando eu saio dela mais uma vez, giro meus quadris conforme eu deslizo de volta nela e sinto ela ficando mais suave, alargando pra acomodar meu pau, dando boas vindas. - É bom, estou bem. Eu aguento agora, - ela murmura e meu ritmo aumenta com sua declaração. Eu seguro seus quadris com as duas mãos e começo a me mover, realmente me mover nela. Ela geme com a intensidade da sensação que ela está sentindo, não sendo capaz de fechar as pernas, mas ela impulsiona seus quadris pra trás pra encontrar meu pau, aumentando o desejo em mim ainda mais. Minhas mãos apertam suas nádegas e eu a guio pra mim. Eu mergulho de novo e de novo nela com velocidade medida, e com cada impulso eu estou estacando minha reivindicação sobre Anastásia. Uma reivindicação que diz que ela é minha e só minha. Meu ritmo acelera assim que sinto Anastasia se aproximando do pico com os músculos dentro do seu sexo começam a se contrair e com um ritmo acelerado, eu bato nela várias vezes com estocadas afiadas e Anastasia goza alto com meu nome em seus lábios e seu prazer é 454

II suficiente pra me empurrar ao meu pico. Eu gozo com um grito agudo de êxtase que vibra através de mim, me balançando até o centro e sacode Anastasia através de nossa conexão. Conforme as ondas do orgasmo param lentamente, eu clamo seu nome mais uma vez: - Ana, baby – repleto e saciado eu desmorono ao lado dela. Eu abro a algema e correias ligando Anastasia à barra de extensão, libertando ela e, rapidamente, a puxo em meus braços, pronto pra segurar ela em meu abraço. Cansada e treinada, Anastásia mergulha em um sono profundo em meus braços. Eu a observo em seu sono. A preocupação de como eu podia ter perdido ela dentro dos dois últimos dias pesa pesado em mim. Fatalidades, eu sinto estão atrás dela... ou talvez atrás de mim através dela. Mas, eu não quero deixar meus demônios levantar suas cabeças novamente quando ela está bem aqui, dentro da proteção dos meus braços. Seu rosto brilha com suor do nosso amor e seu cabelo cai livremente ao redor de seu rosto. Eu gentilmente o afasto e observo sua inocência em seu sono e sua respiração suave. Ela é adorável, de fato como um anjo. Como uma enviada do céu, especialmente, pra mim. Pra esse homem sem valor. O que Hyde disse vem na minha mente me enfurecendo... – ‘Se você não tivesse mais dinheiro que eu ela estaria me fodendo agora! Ao invés disso sou eu que estou segurando as bolas que ela chutou!’ – Anastasia me ama. Ela está comigo por amor! Embora eu não mereça isso. Ela me ama! Difícil envolver esse conceito em minha cabeça. Mas eu a amo também, com toda intensidade do meu coração. Isso deve contar pra alguma coisa. Ela é meu coração, minha alma, minha vida, meu primeiro e último pensamento do dia. Ela é tudo pra mim. Aqui ela está deitada em meus braços. Bonita, inocente, enviada do céu. Eu não me encaixo em nada, nada dos seus gostos, mas merda! Eu a amo, eu a quero e eu sou um homem egoísta. Eu quero que ela esteja em minha vida sempre. Se ela me negasse – negasse estar comigo, eu sei que isso me arruinaria. Quando eu quase matei aquele filho da puta hoje, tudo que eu podia pensar era em como ele tentou tê-la, tocar nela, reivindicá-la como sua. Isso me deixou insano... A raiva que eu senti foi além de qualquer coisa que jamais senti. Eu, possivelmente, teria o matado se ele tivesse tido sucesso em estuprar ela ou reivindicar ela de qualquer forma. No fundo da minha mente, embora eu o empurrasse isso pra baixo, se eu tivesse que partir mesmo que por pouco tempo por ter matado aquele filho da puta, o pensamento de outra pessoa tendo ela queimou por minha alma. Isso me parou, eu acho. Ela foi feita só pra mim, e eu pra ela. Anastasia pode ser uma garota comum pra outra pessoa. Mas não pra mim. O que eu tenho sentido por ela desde o começo, agora percebo é o que eu tentava negar. Eu a amo com loucura, ela é tudo que eu preciso e quero. Sem ela eu sou engolido por um abismo escuro onde eu não posso me encontrar, e com ela, é o amor dela que guia pra distração. Eu estava apaixonado por ela antes que eu tivesse sendo suficiente pra reconhecer isso. Eu a amo loucamente. Louco suficiente pra matar pra protegê-la. E agora, aqui está ela… segura em meus braços. Ela se meche e se vira em meus braços acordando e me distraindo de meus pensamentos. 455

II Seus olhos sonolentos piscam algumas vezes, ainda muito cansada e mal sendo capaz de manter eles abertos. Quando seus olhos azuis bebê encontram os meus sobre seus cílios, ela sorri, tenta mudar em meus braços, mas posso ver que ela ainda se sente como se estivesse desossada, totalmente gasta. - Eu poderia ver você dormir assim pra sempre, baby, - sussurro com medo de acordá-la completamente e a beijo levemente. - Eu nunca quero deixar você partir, - eu digo refletindo o que eu estive sentindo, e envolvo meus braços ao redor dela apertado. A verdade é, eu não posso deixá-la partir. Ela disse que não pode viver sem mim. E eu? Eu não posso viver sem ela. Como pode alguém sem sua única vida, sem sua alma? Ela murmura sonolenta… - Nunca me deixe ir. Porque eu nunca quero ir, - ela sussurra antes que o sono a reivindique novamente. - Preciso de você, Ana, - mais do que você jamais saberá. – sussurro em seu ouvido, já que ela já está em sono profundo... - Eu amo você sem saber como, ou quando, ou de onde. Eu simplesmente amo você, sem problemas ou orgulho: eu amo você desse jeito porque eu não sei nenhum outro jeito de amar a não ser essa, onde não há eu ou você, tão íntimo que sua mão em meu peito em minha mão, tão íntimo que quando eu caio no sono seus olhos fecham. – eu cito pra ela o soneto de Pablo Neruda. Este sou eu... tudo de mim, bom e ruim, fodido e imaturo, amoroso e ciumento ao ponto de fúria assassina às vezes. Mas eu sou completamente e irrevogavelmente apaixonado por ela, e tentando ser digno dela. Tentando estabelecer um objetivo, procurar por um lugar que eu gostaria de estar, como Dr. Flynn disse. O lugar a inclui, meu lugar ideal é onde ela existe, mesmo se ela me deixar insano a maioria das vezes, me fodendo mentalmente quando ela não me ouve, e quase constantemente desobediente às vezes completamente independente – tanto que ela me faz puxar meu próprio cabelo e me tira do meu juízo! Mas ela me ama. A mim! E eu a ela. Tudo sobre ela é revigorante, novo e me cativa. Ela marca minha alma. O pensamento me faz sorrir e eu também mergulho no sono, abraçando a mulher que eu amo. ******** A vantagem de acoradar ao lado de Ana é que ela está prontamente acessível. Minha mente e corpo estão constantemente focados nela. Eu acordo com os primeiros raios de luz do sol que estão despontando pela cidade de Seattle, facilmente entrando pelo meu quarto. Eu me encontro roçando seu pescoço, beijando e mordiscando sensualmente. Esse é meu jeito de acordá-la. Seus olhos se abrem. 456

II - Bom dia, baby, - sussurro conforme continuo a chupar e mordiscar o lóbulo de sua orelha. Meus dedos encontram seu corpo nu e conforme minhas mãos lentamente viajam até seus seios, continuo com minhas ministrações em sua mandíbula e lábios. Meu pau está se alongando em um cabo grosso empurrando em seu quadril. - Você parece satisfeito em me ver, Sr. Grey, - ela murmura com sono, conforme ela empurra seu quadril contra mim e gira em um gesto exigente. Ah baby, meu objetivo é satisfazer. Eu amo estar do lado dela, na minha cama, toda noite. Não só porque eu quero estar nela o tempo todo, eu quero que ela me queira também. Tome-me, me ame, me foda, tome vantagem de mim excessivamente! Sou todo dela assim como ela é minha. - Sim, estou satisfeito em ver você. Mais e mais eu acho vantagens de acordar do seu lado, Anastásia, - digo conforme eu a puxo em suas costas então eu posso ter acesso ao seu corpo. – Você dormiu bem, baby? – pergunto incapaz de evitar a não ser sorrir pra ela conforme meus dedos lentamente e sensualmente continuam a provocar ela assim que eles continuam em sua viagem em direção ao seu sexo. Já ansiosa pra receber meus dedos, ela levanta seu quadril e dois dos meus dedos entram nas dobras de seu sexo. Meus lábios encontram os dela e eu começo a beijá-la lentamente, sensualmente, me movendo pro seu pescoço, minha língua passeando, meus lábios chupando e mordiscando, eu faço meu caminho em direção aos seus picos gêmeos. Ela geme em cada toque, tão receptiva, tão pronta, fomos feitos um pro outro! Eu com facilidade mergulho um dedo dentro dela, encontrando-a tão molhada, tão excitada, eu gemo. – Ah baby, você sempre está tão pronta pra mim, - sussurro rouco e deslizo outro dedo dentro dela, lentamente e ritmicamente giro eles dentro dela. Enquanto meus dedos exploram e conquistam-na por dentro, meus lábios continuam em uma jornada em seus próprios beijos e chupões, alcançando seus seios. Meus lábios alcançam e chupam um dos mamilos, girando minha língua em volta, suavemente mordiscando e alongando com meus dentes a fazendo gemer. Então, eu meu movo pro próximo seio e provo e atormento com minhas doces ministrações. Ela se meche embaixo de mim, gemendo e lamentando. Sua resposta, o jeito que o corpo se encaixa sobre minhas mãos, meus lábios e meu pau, e o jeito que nossos corpos respondem um ao outro é maravilhoso. Desejo está sempre percorrendo através de mim quando ela está comigo, ou mesmo quando eu penso nela. Eu pareço ficar duro pra ela o tempo todo! Mas quando ela está sob mim, sob meu controle, quando o corpo dela voluntariamente se submete a mim, aos meus desejos, sou incapaz de evitar a mim mesmo a não ser querer ela da pior maneira. Eu quero viver dentro dela a maior parte do tempo. - Eu quero você agora! – eu gemo e estendo a mão pra pegar uma camisinha na mesa de cabeceira. Eu mudo meu corpo pra me colocar perfeitamente acima dela, e entre suas pernas. Assim que posiciono meus joelhos entre os dela eu movo suas pernas abrindo-as bastante com as minhas. Quando eu abro o pacote de camisinha eu olho pra ele com desgosto. 457

II - Eu mal posso esperar por Sábado, - digo licenciosamente. - Sua festa de aniversário? – ela pergunta em uma voz sussurrada. Eu balanço minha cabeça. - Não. Sábado é o dia que eu posso parar de usar essas porcarias, - digo mostrando a camisinha. - Nome apropriado, - ela diz dando risadinha. Risadinha? Eu belisco a ponta e rolo a camisinha em meu comprimento conforme Anastasia está me observando com olhos famintos. – Srta. Steele, esta não é a hora pra risinhos, - eu digo reprimindo ela com um olhar sério, embora eu tenha uma paixão ardente queimando em meus olhos. - Mas eu achei que você gostasse das minhas risadinhas, - ela diz em um sussurro, seu olhar apaixonado preso no meu. - Essa não é a hora ou o lugar pra risadinhas, baby. Eu acho que nós precisamos colocar uma pausa nisso e eu sei exatamente como, - digo conforme empurro seus joelhos pra cima e dirijo meu comprimento entre os lábios de seu sexo. Minha boca desce em seu mamilo, pegando ele entre meus lábios com profundos e fortes puxões. Os risinhos de Anastásia desaparecem e são substituídos por gemidos. Ah sim... Apenas a reação que eu estava procurando. Meus quadris começam a se mover dentro dela implacavelmente, circulando, perfurando com prazer tortuoso. Anastásia envolve suas pernas ao redor de mim, seus pés cruzados acima das minhas nádegas, seus calcanhares estão cavando em mim. Eu gemo com prazer. Eu dirijo cada centímetro de mim nela repetidamente pra mostrar pra ela a quem ela pertence. – Você é minha, Anastasia! – eu gemo. - Sim... Sua... – ela diz em uma voz rouca, mal dando pra reconhecer sua voz. Eu coloco minhas mãos em suas nádegas de repente e eu empurro seus quadris pra mim enquanto acelero meus passos com estocadas batendo. Os músculos de Anastasia começam a apertar e ela goza alto com meu nome em seus lábios e eu derramo nela tudo que eu tenho, me perdendo, e o orgasmo rola através de nós em ondas fortes, espalhando e conquistando nossos corpos coletivamente. Eu desmorono em Anastasia, afundando-a no colchão, conforme meus lábios ainda estão presos com os dela. ****** Tomamos banho e nos vestimos para o dia de trabalho, nenhum de nós é capaz de manter as mãos longe do outro. Fazemos nosso caminho pra cozinha pra tomar café da manhã. Sra. Jones já está ocupada na cozinha fazendo minha omelete. Ela pergunta Anastasia o que ela gostaria pro café da manhã, assim que Anastasia se senta na banqueta. 458

II - Só quero um pouco de granola Sra. Jones, obrigada, - ela diz corando. Anastasia está vestida em uma saia lápis cinza e uma blusa de seda cinza. – Você está linda, - sussurro me inclinando, a fazendo corar mais. Ela levanta seus olhos pra mim com um olhar apreciativo, olhando minha blusa azul pálido e jeans e diz, - Assim como você, Sr. Grey. Ela realmente parece quente com sua saia que abraça ela em todos os lugares certos. Ela parece completamente elegante. Eu tenho esse desejo de provê-la. Eu não sei o que é… eu tenho esse instinto primitivo de atender todas suas necessidades. Como um homem das cavernas que sai e mata uma partida pela sua mulher. Caça algo e traz pros seus pés. Eu quero ser tudo que ela precisa, e o único que prove dela. - Nos deveríamos comprar mais sais pra você. Como de fato, aliás, eu amaria levar você as compras, - digo. Ela olha distraída. - Eu queria saber o que irá acontecer no trabalho hoje… - ela diz levemente preocupada. Isso traz os pensamentos desagradáveis sobre Jack Hyde. Raiva se arrasta espontaneamente, me fazendo franzir a testa. Eu tento controlar minha raiva, mal conseguindo faço uma careta. – Eles terão que substituir o safado. - Eu espero que meu novo chefe seja mulher, - Anastasia comenta distraidamente. - O que é isso? - Bem, eu suponho seria menos propenso a objetar eu viajar com um chefe mulher, - ela diz. Eu amo o fato de você ser tão inocente, Anastasia. Eu tento suprimir um sorriso. Uma mulher também pode persuadir em cima de outra mulher. E além de, Anastasia indo sozinha a algum lugar sem mim, e o prospecto de ela encontrando alguém lá que possa investir nela não é o mais agradável. Assim que dou uma mordida em minha omelete, ela pergunta: – Do que você tá rindo? O que é tão engraçado? - Só você, Anastasia. Coma toda sua granola se for isso tudo o que você irá comer, baby, - ela estreita os olhos pra mim e termina sua comida. ******

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II Anastasia está indo dirigir o Saab pela primeira vez hoje. Ela olha pra ignição pelo volante. - Onde é a ignição? – ela pergunta confusa olhando em volta do volante. - Não, baby. A ignição está logo abaixo da caixa de marcha, - eu aponto isso pra ela. - Lugar estranho, - ela murmura, mas excitada pra dirigir seu novo carro pela primeira vez. Ela é incapaz de conter sua excitação, quase pulando no banco do motorista, batendo palmas como uma criançinha. Sua empolgação me deixa alegre. Eu olho pra ela e curto o momento. – Você parece estar muito empolgada pra dirigir, não está? – pergunto satisfeito. Sua alegria está passando pra mim. Ela fica radiante em resposta e sorri de orelha a orelha. Respira fundo como se estivesse inalando seu perfume favorito e se vira pra mim. – Você não ama cheiro de carro novo? Ah Christian! Isso é muito melhor do que o A3 Especial Submissa! – ela diz, então tendo soltado algo que ela não filtrou em sua cabeça primeiro, ela cora. Mas eu amo isso nela. Ela diz o que pensa. Eu tive um momento difícil suprimindo um sorriso com sua expressiva definição. – Especial Submissa, Srta. Steele? Você tem muito jeito com as palavras, baby, - eu digo tentando de forma zombeteira repreendê-la, mas, é muito difícil quando ela está feliz assim. - Tudo bem, vamos indo, - digo e aponto a saída da garagem. Anastasia está além de empolgada. Ela pula em seu acento embora seus movimentos estejam limitados pelo cinto de segurança e ela bate as mãos juntas, então liga o carro. Conforme ela muda o carro pra Dirigir, nos movemos adiante. Eu percebo pelo espelho retrovisor que Taylor está dirigindo atrás de nós o SUV. Eu vou todo o caminho pra SIP com ela e de lá Taylor irá me levar pra GEH. Eu quero gastar cada minuto possível com Anastasia. Sem mencionar que eu não confio em suas habilidades pra dirigir muito bem. O portão da garagem do Escala se abre e Anastasia sinaliza pra direita e entra no trafico. No canto do prédio, nós chegamos no nosso primeiro sinal vermelho e ela pergunta se ela pode ligar o rádio. Anastasia se distrai facilmente e eu não acho que ligar o rádio seja uma boa ideia. - Eu preferiria você concentrada, - eu digo um pouco, um pouquinho bruscamente. Ela me olha pelo canto dos olhos e eu posso ver o aborrecimento se arrastando em seus olhos. – Christian, eu sei como dirigir com música ligada, - ela diz rolando os olhos. Mulher frustrante! Eu quero que ela primeiro se acostume a dirigir um veículo novo. É muito querer mantê-la segura? Embora eu faça carranca, eu cedo.

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II - Tudo bem. Você pode tocar um iPod, mp3 assim como CDs nesse sistema stereo, - digo demonstrando o sistema stereo pra ela. Eu encaixo o iPod e a música surge alta conforme The Police começa a tocar “King of Pain”. - Seu hino, - ela deixa escapar com outra do cérebro pra boca não funcionando e, estranhamente, essa avaliação, no entanto sendo verdade, corta profundo. Eu mesmo sabendo disso e Anastasia confirmando são duas coisas diferentes. Eu quero ser diferente pra ela. Ela limpa a garganta com a realização. - Eu acho que eu tenho esse álbum. Em algum lugar no meu apartamento… - ela diz tentando me distrair, tendo se arrependido do que disse. Um olhar desamparado toma seu rosto e ela se foi, distraída. Quando ela esta distraída, especialmente no trânsito, eu me preocupo. E se ela ficar distraída quando ela estiver sozinha? - Hey? – eu digo tentando trazer ela de volta pro aqui e agora. – Srta. Boca Inteligente, volta pra mim! – ela balança a cabeça como se estivesse pulando de volta ao tempo atual de um universo paralelo. - Você é muito distraída, Ana. Você deve se concentrar. Não seja complacente, a maioria dos acidentes acontecem quando você não está concentrada. – eu a advirto. Ela pisca e balança sua cabeça. - Eu só estava preocupada com o trabalho, só isso. - Baby, você vai ficar completamente bem. Confie em mim! – eu digo. Ela estará melhor que bem. Ninguém se atreverá a demitir a namorada do dono. Eu posso entregar suas bundas e seus chapeis em suas mãos antes que eles possam dizer ‘cinquenta’ se eles ousassem demiti-la! Eu sorrio pra ela com confiança. Ela olha pra mim preocupada e diz: - Christian, por favor, não interfira, por favor. Isto é algo que eu quero fazer por minha conta. – Por que ela sempre presume que eu irei interferir? O que quer que eu faça é pra protegê-la, e ajudá-la, o que a propósito ela não faz um trabalho muito bom por conta própria. Nos últimos poucos meses nós temos visto dois maiores exemplos disso. Eu não posso evitar não ficar bravo, eu cerro meus dentes e minha boca fica em uma dura e tensa linha. Ela brevemente me dá um olhar preocupado e diz: - Não vamos discutir sobre isso, Christian. Tivemos uma manhã magnífica e a noite passada foi... – ela diz pausando. – Eu nem consigo achar palavras pra expressar o quão incrível foi. Uma palavra 461

II pra descrever seria... paraíso, - ela diz tirando meu ar. Ela me sopra pra longe nos mais inesperados momentos. Mesmo quando eu quero ficar bravo com ela, ela diz algo tão simples, então me perco. Meus olhos fecham e eu me desmancho em sua descrição. - Sim, foi. Simplesmente o paraíso, - digo e acrescendo em um sussurro, - Eu falo sério no que disse, Ana. – eu a quero. Eu quero estar com ela. Eu preciso dela no nível mais elementar. A noite passada foi o perfeito compromisso do que nós dois gostamos, isso foi além de paraíso. Isso foi como fossemos um, em harmonia. Sem necessidade de palavras, reivindicando um ao outro, fazendo amor, fodendo, conectando não somente nosso desejo primitivo e paixões, mas também marcando nossas almas com cada um. Meu amor por ela só cresce exponencialmente. - O que você quer dizer? – ela pede. - Que eu não quero deixar você ir, Ana, - digo suavemente, tentando esconder o medo que acompanha o pensamento. - Eu não quero ir, - ela murmura e sua resposta me faz completamente feliz, me fazendo sorrir timidamente, e eu nunca fico tímido. – Bom, - é tudo que eu consigo dizer em uma voz rouca. Anastásia chega ao estacionamento e entra. SIP é uma pequena distancia a pé daqui. - Eu vou te levar ao trabalho daqui e Taylor irá me pegar depois que eu te levar, - digo. Eu saio do carro e ando até o lado de Anastasia. - Iremos ver o Dr. Flynn as sete esta noite, não esqueça ok? – eu a lembro conforme pego sua mão. - Não, eu não vou esquecer. Eu irei compilar uma lista de perguntas pra ele, - ela diz. - O que? Que tipo de perguntas. – Perguntas? Sobre mim? – pergunto. Ela me responde com um aceno de cabeça. Fico nervoso imediatamente. Sabendo o quão fodido eu sou, que coisa boa Flynn pode dizer sobre mim? – Anastasia, se tem algo que você queira saber sobre mim, eu posso responder suas perguntas. – digo ofendido. Ela sorri pra minha resposta. - Eu sei que você pode, Christian. Mas eu gostaria de ter a opinião do charlatão caro. Medo aperta em mim imediatamente. Flynn me conhece bem o suficiente... sabe o quão fodido eu sou. Ele pode facilmente recomendar a ela que eu não vale a pena ficar comigo. Muito fodido pra uma garota inocente que é o que ela é. Eu posso perder Ana! Preocupação e medo apertam em mim, imediatamente, eu me viro rapidamente e puxo Anastasia em meus braços com um movimento rápido, segurando ela apertado como se ela fosse voar pra longe. Eu prendo suas duas mãos em suas costas, fixando ela no lugar. 462

II - Essa é realmente uma boa idéia, Ana? – pergunto em voz baixa. Tão baixa, tão ansiosa, tão distraída. Medo mal contido laça minhas feições. Seu olhar de resposta é preocupado. - Christian, se você está tão preocupado... Se você não quer que eu o veja. Eu não vou, - ela diz. Eu não sei o que pensar! Tudo que eu sei é que eu não posso perdê-la. Destruiria-me se eu a perdesse. Eu não posso arriscar. O pouco de humanidade que Anastasia despertou em mim irá morrer se ela for embora. Eu serei outro Heathcliff. Ela solta uma das mãos. Ela levanta e esfrega em minha bochecha ternamente, amorosamente. - O que está preocupando você, Christian? – ela pergunta em uma voz suave quase uma cantiga. - Que você vá… Que você irá me deixar, - eu digo incapaz de esconder a dor excruciante da minha voz. Como eu tento proteger ela dos vilões lá fora, eu não quero entregar ela com minhas próprias mãos a uma pessoa que conhece toda merda sobre mim, aconselhando ela a me deixar. A maior punição que alguém pode inventar pra mim é manter ela longe de mim, levá-la pra longe. Esse é meu tormento pessoal, meu pesadelo do dia... Isso vai me dar uma existência inútil, me fazendo fraco, me deixando meio vivo e meio morto. Tal futuro só poderia ser descrito com duas palavras : morte e inferno. Existência depois de perder ela seria o inferno. Eu vivi isso por menos de uma semana e mal consegui sobreviver. O que isso faria comigo se o prospecto fosse pra sempre? Ela olha nos meus olhos atentamente e inabalável. - Eu já lhe disse inúmeras vezes, Christian. Eu não vou deixar você e não vou a lugar nenhum. Você já me disse o seu pior segredo, e ainda não vou te deixar, - diz ela. Besteira! Se ela queria ficar comigo, ela teria concordado em ser minha, para sempre! - Então por que diabos você não me deu uma resposta? - Peço apaixonadamente. - Resposta sobre o quê? - ela pede tentando contornar a minha pergunta. - Você sabe muito bem do que estou falando, Ana. Portanto, não tente me enganar, - Eu assobio. Ela me dá um suspiro, finalmente. - Christian, tudo o que eu quero saber é que sou o suficiente para você, - diz ela. Sua resposta me faz soltá-la, imediatamente, como se ela tivesse me queimado com suas palavras. - E você prefere não aceitar minha palavra? - Peço completamente exasperado. Ela prefere ter alguém para confirmar ou negar os meus sentimentos por ela! Como Flynn poderia saber o que passa pela porra do meu coração? Será que ele sente com isso? Ele é o cara que está apaixonado por ela? Se eu não conheço o meu próprio coração, quem conheceria? - Tudo o que eu estou dizendo é que isso tem sido tão rápido, Christian. Por sua própria admissão, você é 50 tons fodido. Eu sempre tenho esse sentimento atroz que eu não posso... que sou incapaz de dar o que você precisa. Eu não estou procurando uma resposta apenas para apaziguar minhas 463

II próprias preocupações. Eu me senti ainda mais inadequada após vê-lo com Leila – ela diz conforme preocupação cresce em seus olhos e uma tristeza profunda nubla sua expressão. - Eu estou preocupada que algum dia você vá encontrar alguém que goste exatamente do que você gosta de fazer... E se você se apaixonar por ela? Alguém que é mais bem situada pelas suas necessidades, - ela diz conforme ela está perto de se chocar com suas palavras. Ela partiu e perdida, nervosamente olhando os nós dos dedos. Eu respiro fundo. - Baby, olhe pra mim… - eu digo incitando ela a ver a sinceridade em minhas palavras e minha expressão. – Eu conheci várias mulheres que gostam do que eu faço. Mas nenhuma delas tiveram apelo pra mim do jeito que você faz. Eu nunca tive uma conexão emocional com nenhuma dessas mulheres. Nenhuma! Sempre foi só você, Ana! Ninguém mais, só você… - Isso não aconteceu porque você nunca deu a elas uma chance. Você era muito confinado e gastou muito tempo um sua fortaleza, Christian. Mas eu não quero discutir isso agora às oito horas da manhã em um estacionamento. Eu preciso ir trabalhar e, talvez, o bom Dr. Flynn pode nos oferecer um discernimento, - ela pergunta levantando suas sobrancelhas. Eu aceno relutantemente. Ainda preocupado. Eu estendo minha mão pra ela e digo: - Venha, - guiando ela pra rua. Eu ando com ela todo o caminho até a porta da SIP e seguro seu rosto em minhas mãos, beijando-a longo e duro, querendo que ela entenda que ela é a única pra mim. Eu a deixo sem ar e me viro pro SUV que está esperando, preocupação lançando meus pensamentos.

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II Capítulo XIX Eu faço meu caminho até o Audi SUV onde Taylor está esperando. Ele sai às pressas e abre a porta de trás do passageiro. Assim que entro, eu ligo para Roach. Ele atende ao telefone imediatamente. A ansiedade exalando da sua voz, me diz que ele pensou que eu estou prestes a liquidar a empresa. - Roach falando, - diz ele humildemente. - Grey. - Respondo. - Como posso ajudá-lo nesta manhã, Mr. Grey? – ansioso para atingir meu lado bom. - Eu preciso do estado de atualização sobre Hyde! – Eu lhe ordeno. - Seu último salário e indenização vão ser enviados para ele. Mas, seu emprego tem sido rescindido permanentemente e ele não vai ter qualquer referência da empresa, senhor. - Ótimo. E sua assistente. Srta. Steele? –Eu pergunto. - Você quer que a gente reincida seu emprego? - Claro que não! – Eu sibilo bruscamente. - Para dizer a verdade, senhor, na ausência de Hyde, podemos precisar de sua ajuda de qualquer maneira. Ela conheceu todos os autores do Hyde enquanto ela estava em contado com eles e ela tem escrito algumas sinopses impressionantes de manuscritos de alguns autores que Hyde estava considerando. Seria para o nosso benefício mantê-la. - Concordo, - eu digo. - Há algo mais que eu possa ajudá-lo, senhor? - Ele pergunta timidamente. - Isso é tudo, - Eu digo e desligo. Quando chegamos a GEH, Taylor nos conduz para a garagem subterrânea e estaciona o SUV. Assim que o veículo está desligado, ele se vira, sai e abre a porta. Nós fazemos o nosso caminho para o elevador. Eu aciono o botão de chamado do elevador e sem olhar para Taylor digo: – Obrigado por sua ajuda na noite passada, Taylor – com uma voz impassível.

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II Taylor, não sendo contratado para receber agradecimentos ou um elogio, cora até o fio de cabelo, remexendo de onde está, claramente desconfortável. Ele limpa a garganta e diz: – Apenas fazendo o meu trabalho, senhor. – Eu aceno em seu benefício. Felizmente a porta do elevador abre, nós dois somos salvos pelo gongo e o assunto está encerrado. Assim que entro em meu escritório, Andrea e Olivia pulam em direção aos meus pés imediatamente, as duas ecoam ao mesmo tempo. – Bom dia, Sr. Grey! Andrea rapidamente pega seu Ipad para passar a programação e está segurando uma pilha de documentos do trabalho pra mim. Mas, eu seguro minha mão até ela para contê-la. – Eu ligo quando eu precisar de você, - digo impassível. Ela para em seu caminho e seu pé suspenso no ar para avançar é recolhido e levado de volta. Percebo uma fração de sorriso brincando nos lábios de Taylor. - Quanto ao seu café, senhor? - Traga-o, - eu digo e ando em meu escritório sem esperar sua resposta. Eu ligo meu computador e sento em minha cadeira. Taylor ocupa seu lugar habitual em meu escritório. Enquanto abro meu aplicativo de e-mail, meu Blackberry toca. Eu pesco meu Blackberry do bolso e verifico o identificador de chamadas. É Anastasia. Lembrando-me do humor que eu deixei com ela na SIP, atendo o telefone com preocupação. - Anastasia, você está bem? - Sim. Estou sendo responsável pelo trabalho do Jack Hyde por enquanto, - ela diz em uma respiração. Hum... Eu esperava que Roach mantivesse Anastasia na SIP, mas, eu não esperava que Anastasia conseguisse uma promoção temporária. - Você deve estar brincando, - eu digo completamente surpreso. Mas o que Anastasia me pergunta na próxima me espanta mais. - Você tem alguma coisa haver com minha nova promoção? – ela me questiona fortemente. - Não, não mesmo. Eu não quero ser desprezível ou qualquer coisa, mas você está na SIP há uma semana ou algo assim. – Eu não esperava que Roach entregasse para ela a posição de Hyde mesmo que temporariamente.

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II - Sim, é isso que está confuso. Aliás, disseram-me que Jack Hyde realmente me avaliou, - ela diz fazendo todos os meus músculos enrijecerem. É claro que ele a avaliou. Ele estava pronto para mergulhar em sua calcinha até ontem à noite para lhe dar o resultado perfeito! O nome de Hyde muda meu comportamento para níveis árticos. Eu poderia congelar o café que Andrea está trazendo-me. - Foi é?- eu murmuro em tom glacial. Mas, não quero que o nome do filho da puta turve nosso humor hoje. Eu sou o primeiro a admitir que Anastasia é uma garota talentosa. Eu aceno para Andrea e ela sai rapidamente. - Bem, baby, se eles acham que você pode fazer o trabalho, tenho certeza que você é capaz de fazêlo. Parabéns! Você gostaria de ir a um jantar comemorativo depois da consulta com Flynn? - Hmm... - diz ela remoendo sobre o que eu tinha acabado de nos propor. – Você tem certeza que não tem nada com isso? –ela pergunta desconfiada. Sua desconfiança me deixa chateado imediatamente. Eu sou sempre sincero com ela. Eu lhe disse que não tinha nada haver com sua promoção. Por que ela questiona a minha sinceridade? Eu conto a minha cabeça para afastar o meu temperamento. Dez... Nove...Oito…Sete…Seis…Cinco…Quatro…Três…Dois…Um... Foda-se! Ainda fumegante! - Você está duvidando de mim, Anastasia? – eu sibilo com raiva – É enlouquecedor que você o faça! Ela pausa por um segundo através do telefone, finalmente censurada, se desculpa: – Sinto muito por ter duvidado de você, Christian, - ela respira suavemente. Sua resposta amolece meu coração. - Anastasia... - persuadiu suavemente – Se você precisar de qualquer coisa estou aqui para você. Deixe-me saber, por favor. E Ana? - O que? - Use seu Blackberry o tempo todo, - eu a lembro em um tom brusco. Ela suspira e responde: – Sim, Christian. Finalmente Anastasia concorda com algo sem qualquer hesitação sobre ele. E, na verdade ela soa obediente. Eu viajo nessa solidão momentânea. Vou levar o que eu recebo da minha namorada desconfiada. Só com essas duas malditas palavras simples ela derrete meu coração.

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II - Quero dizer, baby, que... Se precisar de mim, eu estarei aqui para você. - Eu sei, Christian. Obrigada. Eu amo você, - diz ela e está tudo certo no meu mundo. Eu sorrio como um idiota, possivelmente deixando Taylor curioso com o que ela disse. - Eu também te amo, baby, - eu respondo suavemente. - Falo com você mais tarde, então. - Até mais, baby, - eu digo e nós desligamos. -Taylor! -Sim, senhor, - responde ele vindo a minha mesa. - Qual o nome da florista que usamos? -Sinto muito, senhor, eu esqueci. Talvez a Sra. Jones possa lembrar. Posso perguntá-la se você quiser. - Não. Eu vou ligar pra ela!- digo e disco para o número do celular de Sr.Jones. O telefone disca e Sr. Jonas responde no segundo toque. - Sim, Sr. Grey – ela responde em seu tom sempre presente. Taylor pode ouvir a sua voz e eu percebo suas feições amolecerem. - Sra. Jones, por um acaso você se lembra do nome da florista que utilizamos da última vez? –Ela sabe sobre o que estou fala